Marcelo Montesso Zonta é um publicitário de 35 anos proprietário há quatro anos de um lindo Opala preto 1976 Standard/especial 4 cilindros. “É o mais simples da época, diferente de um Comodoro, por exemplo, que tem o interior e alguns detalhes como um emblemazinho na parte traseira da pintura, mas o meu Standard/especial é especial porque é minha paixão e é um carro que eu estou fazendo devagar. Ele é um 2.5 com motor 4 cilindros e 84 cavalos de potência”, comenta o dono do Opala com um ‘ronco’ diferenciado.

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O carro foi comprado em Piracicaba precisando de vários reparos, inclusive na parte mecânica. Marcelo fez a mecânica aqui em Rio Claro: “o Assis mexeu no motor inteiro, também colocamos direção hidráulica porque não tinha, tive que encurtar a direção original dele para caber a direção hidráulica”, comenta.

Relata rindo que tinha que fazer ‘musculação’ toda vez para virar, porque a direção era muito dura. O publicitário diz que também melhorou a pintura do veículo e grande parte do interior foi refeita. “Os bancos não são os originais, mas eles são originais da época, esses são mais esportivos, diferentes, são únicos, eles não são aqueles bancos ‘suicidas’ que falam que não têm a parte do encosto”.

Fala que as rodas eram tortas e foram substituídas pelas únicas que tinha em casa, rodas aro 17, mas pretende colocar modelo original ou uma Gauchinha aro 15, Repolho ou Ralinho, que são rodas da época.

“Tem muita coisa pra ser feita ainda, preciso trocar o painel que está quebrado, fora outras modificações que eu vou fazer nele em relação à mecânica que eu quero deixar ele um pouquinho mais potente”.

Sua paixão por carros antigos vem de família, seu pai foi o grande influenciador, mas o design para ele também faz toda a diferença: “Pra mim, carros antigos têm personalidade, design, corpo… são sexys”, afirma ele que, sem ser piegas, consegue ver a silhueta de um corpo no carro. Marcelo garante que dá para imaginar o vento desenhando o carro enquanto o condutor anda com ele.

A mecânica também chama sua atenção, por ser mais simples e não necessitar de eletrônicos, diz ser mais fácil conhecer o carro e saber o que está havendo de errado com ele.

“É como se fosse um filho, você tem que alimentar, levar ao médico, então por mais que seja um gasto é uma diversão, uma paixão, um amor que envolve muita coisa da minha característica, da minha personalidade”.

Marcelo usa o Opala no dia a dia para trabalhar, o carro é confortável, mas seu consumo médio é de 6 km por litro. Viajou pouco devido à mecânica que ainda precisa mexer, mas tem planos em viajar para Curitiba em um encontro de carros que reúne diversos modelos antigos.