O ano é 2020. O dia e o mês, 02 de julho. A data é histórica e com certeza é motivo de comemoração aos cordeiropolenses do passado e de hoje que sempre desejaram acabar com o fim da falta de água na cidade. O problema crônico e grave do abastecimento, atravessando gerações, hoje começa a mudar o rumo e a escrever uma nova história. Assinado pelo prefeito, Adinan Ortolan e vice-prefeita, Fátima Celin, a Represa Santa Marina finalmente inicia suas obras nesta quinta-feira (02), após 50 anos de espera.

Prioridade da atual gestão desde o início de 2017, esta obra mudará para sempre Cordeirópolis. Assim que recebeu a licença de instalação da Companhia de Tecnologia e Saneamento Ambiental (CETESB), último documento que faltava para o início da obra mais importante da história do município, a estrutura e maquinário da empreiteira responsável pela construção começaram a chegar no local.

Para o prefeito, Adinan Ortolan, a Represa é uma conquista da Prefeitura de Cordeirópolis, pois será construída com recursos próprios, através do financiamento com a Caixa Econômica Federal, com investimentos na casa dos R$ 26 milhões entre a construção e as desapropriações. Ortolan destacou que este projeto também começou a se tornar realidade, por meio do empenho da Secretaria de Obras e Planejamento, com auxílio do Núcleo de Atendimento Estratégico (NAE), que realizaram todos os trâmites do processo, iniciado há três anos e meio. “Foram quase quatro anos de trabalho para receber este documento. Pode até parecer pouco, mas é com isso que começamos a mudar para sempre a história de Cordeirópolis, que terá capacidade para gerar abastecimento mesmo em graves períodos de estiagem e assim contribuir de vez, para o progresso de nosso município”, completou o prefeito.

Cordeirópolis do futuro

Após a conclusão desta obra, Adinan ressaltou que os moradores terão uma Cordeiropolis antes da represa e uma Cordeirópolis pós represa. “Nossa cidade é muito bem localizada, muito bem posicionada. É uma cidade que tem toda a tendência de crescimento e desenvolvimento. Então por que o município não cresce? Por uma série de fatores. O principal deles é o da água. Temos empresa, logística, importamos pessoas para trabalharem aqui, mas a cidade não se desenvolve pela falta de um abasatecimento seguro. Hoje, se a cidade crescer muito, não teríamos água para abastecer todo o município. Estamos operando no limite. No caso do tratamento de água, agora com a nova ETA, este problema foi resolvido. Mas em relação à capacidade de reservamento de água, estamos no limite. Entretanto, a nova represa é pensada no amanhã, para as gerações futuras e isso é muito importante, pois não terão mais estas amarras que impedem o crescimento da cidade. Por isso, depois que a represa estiver pronta, com certeza teremos outra Cordeirópolis”, disse o prefeito.

Capacidade de 1,5 bilhão de litros de água

A represa terá mais de 728 mil m² e capacidade para receber 1,5 bilhão de litros, o suficiente para abastecer um município de 50 mil habitantes.