A liberação da vacinação contra a Covid-19 em Rio Claro para o grupo de idosos foi comemorada pelos integrantes dessa faixa etária, considerada a ‘Terceira Idade’. Uma das mais animadas é a dona Idelazir Bellucci, que aos 87 anos tem respeitado a quarentena e ficado em casa desde que a pandemia foi decretada.

Bastante atuante no município, há quase 40 anos comanda o grupo ‘As Margaridas’, voltado para as mulheres idosas que promovem reuniões, chás e demais eventos no município. Sem poder encontrar as dezenas de amigas, encontrou na tecnologia um meio de manter contato com elas, além dos filhos que moram em outras localidades.

“Confesso que tenho medo de agulha, mas levo na esportiva. Temos que aguardar e acreditar no pensamento positivo. Todos têm que tomar a vacina. Eu tomando sei que incentivaria outras pessoas também”, comenta Idelazir, que por muitos anos também assinou uma coluna social no JC. “Sinto saudades de todas, somos muito unidas. Mas temos que aguentar e aguardar”, acrescenta.

Para manter a união, a dona Idelazir diz que toda noite faz ligações e reza junto com as amigas pelo telefone ou por videochamada pela internet. “Não vejo a hora de reabrir o grupo para voltarmos a fazer nossos chás”, finaliza.

Expectativa

Outra personalidade conhecida em Rio Claro é o senhor José Eduardo Leite. Dentista aposentado, foi presidente do Ginástico e da Udam, além de um dos fundadores em nível nacional do PSDB. Segundo ele, aos 90 anos de idade, a expectativa para ser vacinado é grande. Isto porque desde o início da pandemia que ele se mantém em casa, respeitando as regras da quarentena.

“A minha expectativa é a melhor possível, a vacina sempre foi um meio seguro de prevenção, se não fosse vacina, a maioria das pessoas não iria sobreviver na primeira infância. Hoje tem vacina para todas as doenças que afetavam as crianças, com o uso, diminuiu intensivamente a proliferação”, recorda. Ao lado da esposa Lilian Aparecida Leonardo Leite, professora aposentada de 87 anos, desde o dia 12 de março que ambos se mantiveram em casa. Apenas na última semana que saíram por algumas horas, devido ao falecimento de Eduardinho Leite, filho do casal.

Segundo Leite, antes da pandemia ele tinha uma rotina intensa de atividades. “Sempre participei não só de entidades assistenciais como sociais, então visitava os amigos pra um bom bate-papo, frequentava restaurantes com a minha esposa. Eu brinco que estamos na realidade numa prisão domiciliar. Mas sabemos que só tomar a vacina não libera a pessoa. Por um certo tempo teremos que ter cuidado bem profundo”, afirma.

Nesta semana Eduardo será vacinado e reforça as recomendações. “Ficar em casa, usar máscara, lavar as mãos e álcool em gel são coisas que devem estar na rotina de todas as pessoas, independente da idade”, finaliza ao JC.

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