Um vídeo gravado por uma mãe e que circula em grupos de WhatsApp e redes sociais viralizou e tem gerado muitos questionamentos. O fato aconteceu na terça-feira (25) em Santa Gertrudes, onde um jovem de 20 anos foi baleado por um policial militar. A mãe, que terá a identidade preservada, assim como o jovem e os PMs, afirma que se não chegasse a tempo o desfecho da história seria outro.

“Meu filho estava de moto e levou um tiro nas costas dado por um policial. Um conhecido viu e me avisou e eu fui até o local, mas não encontrei mais nada. Em uma rua de trás, sem movimento, achei a viatura e a moto do meu filho paradas. Me aproximei e vi ele baleado dentro da viatura, branco e sangrando muito. Perguntei aos policiais o que tinha acontecido e eles falaram que atiraram porque acharam que o meu filho estava armado, mas ele não estava. Perguntei então por que não tinham socorrido ele ou chamado uma ambulância, que na minha cabeça é o certo, e eles me falaram que estavam esperando o superior deles chegar. Só quando disse que ia chamar meu advogado, depois de quase 40 minutos do tiro, é que resolveram socorrer meu filho até uma unidade de saúde. Foi algo desumano porque eles omitiram socorro. Se eu não chegasse ele iria sangrar até morrer na viatura”, relata a mãe.

Outro lado

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo informa que “o caso foi registrado como lesão corporal decorrente de oposição à intervenção policial, desobediência e drogas para consumo pessoal, sem autorização ou em desacordo, e será investigado em inquérito policial pela Delegacia de Santa Gertrudes e em IPM pela Polícia Militar. A arma do policial foi apreendida e encaminhada para perícia”.

Boletim e Saúde

A mãe afirma que tentou registrar um boletim de ocorrência mas foi impedida, porque afirmaram que os PMs já tinham registrado com a versão deles. O jovem baleado segue internado em estado grave.