A Câmara Municipal rejeitou na noite dessa segunda-feira (27) as contas do exercício do ano de 2019 da Prefeitura de Rio Claro, quando o prefeito era João Teixeira Júnior, o Juninho. Os parlamentares acompanharam parecer pela rejeição emitido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-SP). Os vereadores repetiram a votação das contas de 2018, que no ano passado também foram rejeitadas por unanimidade.

O ex-prefeito apresentou defesa através de documento enviado à Mesa Diretora, sem comparecer presencialmente como na última vez. Segundo ele, há inadequações formais na decisão do TCE-SP e não haveria dolo à saúde financeira da administração municipal.

Segundo ele, no documento, afirma que há “estimativas otimistas de repasses orçamentários em cotejo com a efetiva realização, questão dos cargos, criados em lei anterior à nossa gestão, cujas descrições não contemplavam características de gestão, chefia ou assessoramento”, entre outros e pontua 19 determinações e duas recomendações que, de acordo com Juninho, todas foram compreendidas pela sua administração enquanto prefeito. Uma das outras questões apontadas pelo Tribunal de Contas é sobre parcela do Fundeb não aplicada no exercício e fez demais recomendações sobre a questão da educação.

Sobre isso, o ex-prefeito Juninho declarou, ao JC, que “tudo que fiz, principalmente na questão da educação, posso ser considerado o prefeito que mais fez escolas, são quatro mil vagas, o apontamento do TCE vem nesse sentido também, quem vai ganhar com essas escolas são as mães. Deixei 80% das escolas prontas e só vai sair porque as mães pressionam. É um legado. A Câmara está agindo com o fígado”, declarou ontem após a votação à reportagem.

Apesar das alegações, os vereadores não se convenceram e votaram contra as contas do exercício de 2019. Durante a votação, Luciano Bonsucesso, Rafael Andreeta e Carol Gomes criticaram o ex-prefeito em plenário.

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