Vereadora Tiemi Nevoeiro (Republicanos) acusou base de vereadores de apoio ao prefeito de serem omissos na fiscalização

Vereadores da base governista rebatem acusação de serem “fracos” por apoio ao prefeito Gustavo Perissinotto (PSD) na Câmara Municipal

A sessão ordinária na Câmara Municipal, na noite dessa segunda-feira (2), marcou uma virada no comportamento dos vereadores da base governista do prefeito Gustavo Perissinotto (PSD). Há meses que a oposição vem “deitando e rolando” nos debates no plenário, sobretudo, nas críticas à gestão na Prefeitura de Rio Claro a ponto de, na semana passada, o próprio prefeito reconhecer que a oposição “faz barulho” que se sobressai aos feitos do seu governo.

Ontem, a vereadora Tiemi Nevoeiro (Republicanos), novamente fez duras críticas a Gustavo, com apoio do líder da bancada Rafael Andreeta, e os colegas Val Demarchi (PL) e Rodrigo Guedes (União Brasil). O mote foi seu pedido de CPI para investigar a Secretaria Municipal de Educação e, ao criticar a base pela suposta falta de empenho na fiscalização, a chamou de omissa e fraca em cobrar o prefeito. “A população não vai esquecer de tantos escândalos que esta Casa está passando pano. (…) O Executivo amarrou todo mundo (vereadores), ”, declarou Tiemi.

Foi o bastante para que os vereadores governistas reagissem. Elias Custódio, líder do PSD, partido de Gustavo, disse que apesar de tudo não estar a mil maravilhas, e que as falas do próprio prefeito tiveram certo ‘equívoco’ sobre a questão da oposição. Mas, disse que a “carapuça” indicada por Tiemi não lhe serviu. Hernani Leonhardt (MDB) rebateu dizendo que, assim como a base faz, a oposição deveria se preocupar em trazer recursos e emendas parlamentares para ajudar o município.

Diego Gonzales (PSD) tomou a palavra para dizer que não concordou com a declaração. “Essa Câmara não é fraca. Tenho estado nas escolas, trouxemos recursos. Falar, até papagaio fala, o difícil é fazer”, disse. Serginho Carnevale, que é líder do Governo Gustavo na Câmara Municipal, afirmou que a oposição tem que respeitar a base governista e que “não sou pau mandado. Se o Gustavo é bom ou ruim, isso cabe a cada um (avaliar). O próprio governador Tarcísio elogiou o prefeito”, declarou.

Paulo Guedes (Progressistas) afirmou que a ideia de se instaurar uma CPI da Educação tem “caráter político” para inflar a popularidade de Tiemi e que, por isso, não assinará a proposta. Emílio Cerri (Podemos) também rebateu a vereadora afirmando que traz recursos à cidade. “Não sou preso ao prefeito Gustavo, o Podemos tem alguns cargos, se quiser tirar (…)”. O debate se prolongou com vereadores da oposição reforçando seus papéis e trabalho, como Rodrigo, Val e Neia, além da própria Tiemi rebater os governistas.

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