Jaime Leitão

Não bastassem as aglomerações em postos de vacinação para prevenção da Covid-19, no Rio e em outras capitais, também no interior, inclusive em Rio Claro, um outro problema tem sido denunciado, que é alguns idosos terem recebido em vez de vacina simplesmente ar.

Houve relatos de parentes, inclusive gravando o momento da vacinação, em Maceió e no Rio, de seringas vazias que foram utilizadas para vacinar pessoas na faixa dos 80 aos 90 anos e até mais de 90.

Ao abrir o JC, hoje, logo de manhã, vi em letras garrafais, em vermelho, a palavra ALERTA, que relata a denúncia de uma mulher que, segundo ela, teve o pai vacinado com a seringa vazia. Após reclamar, ouviu pedidos de desculpas, e finalmente a vacina foi aplicada.

Isso aconteceu na UBS da Avenida 29, na manhã da última quinta-feira, mesmo dia em que levei a minha mãe para ser vacinada. Aparentemente estava tudo normal, mas o que chamou a minha atenção é não ter ficado nenhuma marca no braço dela, fato esse que também causou estranhamento em uma amiga minha, que afirmou que eles não sentiram nenhuma dor no local da aplicação e nem a picada.

Depois da denúncia feita, é natural que permaneça uma certa desconfiança. O motivo dessas vacinações que não se concretizaram tem que ser investigado com rigor máximo. Será que foi falta de atenção ou algo mais grave, como guardar a vacina para vender?

Faço mais uma pergunta: – e aqueles que não perceberam a seringa vazia, que foram enganados, como ficam?
Além da vacinação fake, outro fato tão ou até mais grave é o fura-fila, com pessoas que foram vacinadas em vários municípios, sem que fosse a hora para receber a vacina.

Não se trata de paranoia, mas é necessário ficar cada vez mais atento na hora de ser vacinado, para coibir ao máximo erros não intencionais ou propositais, nesse momento de extrema tensão em que vivemos, com novas cepas surgindo e deixando os cientistas em estado de alerta. O coronavírus continua circulando, assumindo novas características e ameaçando a vida das pessoas, e também a saúde pós-pandemia, pelas sequelas que causa.

Outra atitude criminosa é participar de festas clandestinas, baladas, em uma hora que esse comportamento abre portas e janelas para o coronavírus penetrar no organismo e fazer a trágica festa de tomar conta de pulmões, rins, fígado, estômago e demais órgãos.

A escassez de vacinas, por culpa única e exclusiva do governo federal, por demorar tanto para adquiri-las, é outro fator que contribui para que o número de contaminados e de mortes continue no pico ou próximo dele. E cá entre nós: – esse ministro da Saúde, o Pazuello, pode entender de tudo, menos de logística, conhecimento esse tão exaltado pelo presidente da República.

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