Crescem casos de ataques em escolas: especialistas dizem o que fazer

Antes incomuns no país, crimes têm aumentado

Por Léo Rodrigues (Repórter da Agência Brasil, Rio de Janeiro)

Há doze anos, um jovem de 23 anos invadiu a escola onde havia estudado no bairro de Realengo, na zona oeste do Rio de Janeiro, e produziu um massacre que chocou o país: armado com dois revólveres, ele disparou contra os alunos, matando doze deles e cometendo suicídio em seguida. Na época, o episódio assustador foi tratado pela imprensa como de fato era até então: algo fora do comum no Brasil. Há alguns anos, no entanto, a ocorrência de diversos casos similares tem exigido atenção das autoridades e gerado preocupação em pesquisadores, que apontam caminhos para enfrentar esse cenário. 

Anteontem (5) uma creche em Blumenau (SC) se tornou alvo de um homem de 25 anos que tirou a vida de quatro crianças. Nesse caso, investigações preliminares não apontaram nenhum vínculo do agressor com a instituição. Há menos de dez dias, outro ataque causou uma morte e deixou cinco pessoas feridas na Escola Estadual Thomazia Montoro, no bairro Vila Sônia, em São Paulo. O crime foi cometido por um de seus alunos, de 13 anos. 

Nos últimos anos, outros episódios similares que tiveram grande repercussão no país também foram promovidos por estudantes ou ex-estudantes, como os registrados em Aracruz (ES) no ano passado e em Suzano (SP) em 2019. 

Ataques pelo país

De acordo com mapeamento da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) sobre casos de ataques em escolas por alunos ou ex-alunos, o primeiro episódio foi registrado em 2002. À época, um adolescente de 17 anos disparou contra duas colegas dentro da sala de aula de uma escola particular de Salvador. O levantamento da Unicamp deixa de fora episódios de violência não planejados, que podem ocorrer, por exemplo, em decorrência de uma briga. 

Foram listadas 22 ocorrências desde 2002, sendo que em uma ocasião o ataque envolveu duas escolas. Em três episódios, o crime foi cometido em dupla. Em cinco, os atiradores se suicidaram na sequência. Ao todo, 30 pessoas morreram, sendo 23 estudantes, cinco professores e dois funcionários das escolas. 

Do total de casos, 13 (mais da metade) estão concentrados apenas nos últimos dois anos. 

Extremismo de direita

A preocupação com a situação levou o professor da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), Daniel Cara, a coordenar a criação de um grupo formado por 11 pesquisadores de universidades de diversos estados do país. No final do ano passado, eles elaboraram um documento analisando o cenário e propondo estratégias concretas para a ação governamental. 

Segundo os pesquisadores, esses casos devem ser classificados como extremismo de direita, pois envolvem cooptação de adolescentes por grupos neonazistas que se apoiam na ideia de supremacia branca e masculina e os estimulam a realizar os ataques. Esses grupos disseminam um discurso que valoriza o preconceito, a discriminação, o uso de força e que encoraja direta e indiretamente atos agressivos e violentos. Para os pesquisadores, medidas de prevenção só serão eficazes se atuarem sobre esse cenário.   

“É necessário compreender que o processo de cooptação pela extrema-direita se dá por meio de interações virtuais, em que o adolescente ou jovem é exposto com frequência ao conteúdo extremista difundido em aplicativos de mensagens, jogos, fóruns de discussão e redes sociais”, registra o documento. 

A presença de símbolos associados a ideologias de extrema-direita tem sido recorrente nestes atos violentos. O autor de um ataque realizado em fevereiro deste ano com bombas caseiras em uma escola em Monte Mor (SP), que não resultou em mortos ou feridos, vestia uma braçadeira com a suástica nazista. Artigo similar foi usado no massacre que deixou quatro mortos e diversos feridos em duas escolas de Aracruz em novembro do ano passado. O jovem responsável pelo episódio de violência usava sobre a manga de sua roupa camuflada uma braçadeira com um emblema que era usado por nazistas alemães. 

Siege mask

No recente ataque registrado na Vila Sônia, em São Paulo, assim como no de Aracruz no ano passado, o autor vestia ainda uma máscara de esqueleto. Usada pelo personagem Ghost da franquia de jogos Call Of Duty, ela é conhecida como siege mask e se popularizou em fóruns de gamers extremistas para depois se tornar um aparato de identificação de simpatizantes neonazistas em todo o mundo. É hoje uma marca em atos da extrema-direita. 

Ela aparece, por exemplo, em janeiro de 2021 na invasão do Capitólio, edifício que abriga o Congresso dos Estados Unidos, por uma multidão descontente com a derrota do ex-presidente Donald Trump nas eleições presidenciais do país. Esteve presente também nos atos antidemocráticos ocorridos em Brasília no dia 8 de janeiro desse ano. Imagens de câmeras de segurança captaram a imagem de um homem utilizando a máscara em meio ao grupo de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro que depredaram o Palácio do Planalto e defendiam uma intervenção militar para depor o recém-iniciado governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 

Segundo sustentam alguns pesquisadores, a siege mask foi adotada por grupos de extrema-direita por suas semelhanças com a caveira que era usada como emblema pela Totenkopf, uma divisão da SS, organização paramilitar ligada ao Partido Nazista que atuou diretamente no Holocausto. Essa máscara também está associada com o massacre realizado por uma dupla que deixou oito mortos em 2019 na Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano. Um dos responsáveis pelo crime a utilizava em fotos compartilhadas nas redes sociais. 

“Sensação de pertencimento”

A educadora Telma Vinha, coordenadora da pesquisa realizada pela Unicamp, observa que há um perfil mais frequente entre os autores dos ataques: homens jovens brancos geralmente com baixa autoestima e sem popularidade na escola. “Não são populares na turma. Eles têm muitas relações virtuais, mas não tanto presenciais. E nutrem uma falta de perspectiva, de propósito em termos de futuro”, pontuou em entrevista levada ao ar no dia 30 de março pela TV Unicamp. 

A pesquisadora também afirma ser comum a existência de transtornos mentais não diagnosticados ou sem o devido acompanhamento. Esses quadros podem se desenvolver ou se agravar pela dificuldade de relacionamento nas escolas, o que pode ocorrer, por exemplo, com os que são alvos de bullying. Alguns também vivem situações prolongadas de exposição a processos violentos em casa, incluindo negligências familiares e autoritarismo parental, o que contribuem para desenvolver um perfil de agressividade no âmbito doméstico. 

Telma observa que a cooptação tem ocorrido por meio de jogos online, onde há chats paralelos. Dali, se deslocam para fóruns e redes sociais onde há incentivo de violência e discursos misóginos e racistas. No ambiente virtual, esses jovens podem experimentar uma sensação de pertencimento a um grupo que não possuem na escola. O crescimento dos ataques também tem sido relacionado como um possível desdobramentos da pandemia de covid-19. Isso porque o consumo de jogos eletrônicos cresceu durante os períodos de isolamento social, o que deixaria os jovens mais expostos à cooptação por grupos que propagam discursos de ódio.  

Segundo a educadora, na maioria das vezes, não se tratam de crimes passionais, motivados unicamente por vingança ou raiva desencadeada por um tratamento recebido. Os autores planejam fazer o maior número de vítimas, pois têm como objetivo a busca por notoriedade pública e reconhecimento da comunidade virtual.

“Mesmo agindo de forma isolada, acreditam que fazem parte de um movimento, se sentem parte de algo maior”, explica.

Ela também ressalta que o Brasil não está vivendo um fenômeno isolado, mas que casos com características muito similares também estão sendo registrados em outros países. 

Nos Estados Unidos, onde massacres produzidos por jovens em escolas ocorrem há mais tempo e com mais frequência, um levantamento realizado pelo jornal Washington Post mapeou 377 incidentes desde 1999. Considerando somente 2021 e 2022, foram 88, quase um quarto do total. 

No Brasil, de acordo com o mapeamento da Unicamp, os ataques registrados desde 2002 aconteceram em 19 escolas públicas, entre estaduais e municipais, e em quatro particulares. Segundo Telma, os perfis das instituições são distintos. Por isso, não há razão para responsabilizá-las. Ela conta que já conheceu professores que se perguntavam se fizeram algo de errado.

“Não há nada que explique porque aconteceu em determinada escola e não em outra. Pode acontecer em qualquer lugar. Tem escolas localizadas em regiões mais violentas dos que as que foram atacadas. Ataques ocorrem em escolas com diferentes níveis de estrutura”, pondera. 

Caminhos 

Após os últimos ataques, o governo paulista se apressou em anunciar algumas medidas, entre elas a alocação de policiais dentro das escolas e a ampliação de investimento em um programa de mediação de conflitos nas unidades de ensino. Em Santa Catarina, o prefeito de Blumenau prometeu a criação de um protocolo de prevenção para evitar novos casos.

A repercussão dos casos recentes também levou a adoção de medidas em outros estados. O governo do Rio de Janeiro anunciou a criação de um Comitê Permanente de Segurança Escolar com representantes da Segurança Pública e da Educação para atuar na prevenção às situações de violência nas escolas públicas e privadas.

Por sua vez, o governo federal criou um grupo interministerial para analisar propostas de políticas públicas. 

Edição: Heloisa Cristaldo

Violência nas escolas: Cordeirópolis implanta “botão do pânico”

Em entrevista à rádio Jovem Pan News, o prefeito de Cordeirópolis, Adinan Ortolan, e a secretária municipal da Educação, Angelita Ortolan, explicam como funciona o SOS Escola, um “botão do pânico” disponível nas unidades municipais e particulares desde a última quinta-feira (06).

À esquerda, o prefeito de Cordeirópolis, Adinan Ortolan, e ao seu lado, à direita, a secretária municipal da Educação, Angelita Ortolan.

Bombeiros encontram corpo que pode ser da 3ª vítima de naufrágio em Bertioga

FRANCISCO LIMA NETO (SÃO PAULO, SP, FOLHAPRESS)

O Corpo de Bombeiros encontrou um corpo que pode ser da terceira vítima do naufrágio de um barco que ocorreu em Bertioga, litoral de São Paulo, na noite de sexta-feira (7).

Segundo o Grupamento de Bombeiros Marítimo da Polícia Militar, o corpo foi localizado por volta das 21h30 de domingo (9), quando encalhou na prainha Branca, e pode ser de Edson Yoshinaga, 65, a última vítima que ainda está desaparecida desde o acidente.

A família já foi avisa e orientada a comparecer ao IML (Instituto Médico Legal) para fazer o reconhecimento.

O naufrágio ocorreu a cerca de 1 km do canal de Bertioga, próximo ao centro da cidade. A embarcação, com 12 pessoas a bordo, naufragou no fim da noite de sexta-feira. Um homem de 68 anos já havia sido encontrado morto na manhã de sábado (8).

A segunda vítima localizada foi identificada como sendo Júlio César Vicente, 63.

Testemunhas afirmam que os sobreviventes foram encontrados agarrados a pedaços de madeira e isopor. Todos estavam com cheiro de combustível da embarcação, exaustos e com hipotermia.

Segundo o relato, o socorro veio após um dos dois tripulantes conseguir nadar até a praia.

O naufrágio ocorreu a cerca de um quilômetro da praia. O grupo voltava da ilha Montão de Trigo, onde haviam ido pescar. Segundo os relatos, a embarcação virou pouco antes de meia-noite, e os pescadores partiram para o resgate à 1h10.

Defesa Civil alertou ainda na quinta-feira (6) para a ocorrência de fortes chuvas e ventos em todo o litoral paulista.

Entenda como é calculada a data da comemoração da Páscoa para os Cristãos

A Páscoa judaica, pesach, que significa passagem, e comemora a libertação do povo de Israel escravizado pelo Faraó, foi instituída na época de Moisés, em agradecimento à libertação do povo de Israel. Esta data não é a mesma da Páscoa Juliana e Gregoriana que comemora a ressurreição de Cristo, ocorrida neste domingo, dia 9 de abril de 2023.

A comemoração da Páscoa para os Cristãos, é o ponto de partida de todas as outras festas eclesiásticas do nosso calendário. A Páscoa é uma festa móvel, dependente de fenômenos astronômicos para que a sua data seja concretizada. A ressurreição ocorreu próxima ao equinócio boreal, de primavera para o hemisfério norte, e equinócio de outono para nós do hemisfério sul, sendo de fato, uma festa móvel, pois esses fenômenos não ocorrem em uma data fixa e precisa.

Em 376, o Natal, que é uma festa fixa, foi imposto através de um decreto apostólico, estabelecendo-se em 25 de dezembro. Nessa época, os calendaristas, tinham muito trabalho para fixar as datas das festas, por motivos de imposições imperiais. Em Roma, desde Cesar, o equinócio foi fixado em 25 de março, já em Alexandria, por motivos estudados, em 21 de março.

Por essa erronia fixação em Roma, no século VIII, a Igreja verificou que a festa estava se deslocando para o verão com o tempo. Em 1572, após ter sido aconselhado pelos maiores astrônomos da época, em especial pelo italiano Aloysius Lillius (1510 – 1576), o papa Gregório XIII propôs em 1582 a reforma do calendário. A reforma diminuiu primeiramente 10 dias no ano de 1582, sanando um erro de 3,1132 dias que se acumulavam no fim de 400 anos no atual calendário da época, o juliano. Assim, de acordo com o decreto do papa Gregório XIII (Ugo Boncampagni, 1502-1585), Inter Gravissimas em 24/02/1582, seguindo o primeiro concílio de Nicéia de 325 d.C., convocado pelo imperador romano Constantino, é o primeiro domingo depois da Lua Cheia que ocorre em, ou logo após 21 de março, data fixada para o equinócio de primavera no hemisfério norte.

Entretanto, a data da Lua cheia não é a real, mas a definida nas Tabelas Eclesiásticas, que, sem levar totalmente em conta o movimento complexo da Lua, podia ser calculada facilmente, e está próxima da lua real.

De acordo com essas regras, a Páscoa nunca acontece antes de 22 de março nem depois de 25 de abril. A quarta-feira de cinzas ocorre 46 dias antes da Páscoa e, portanto, a terça-feira de carnaval ocorre 47 dias antes da Páscoa. Então, o primeiro domingo depois da Lua cheia, depois do Equinócio de Primavera para o Hemisfério Norte ou de Outono para o Hemisfério Sul, é comemorada a Páscoa Cristã.

O momento em que o Sol, vindo do hemisfério sul celeste, em seu movimento aparente pela eclíptica, cruza o equador celeste, indo agora para o hemisfério celeste norte.

Equinócio de Outono

Com a colaboração do astrônomo Fabrizzio Montezzo

Técnico faz sucesso no time do Boa Vista em Rio Claro

O técnico Cláudio Cruz se consagra na equipe tricampeã do Futebol Amador de Rio Claro

O treinador Cláudio Cruz, atual vice-campeão na Série A do Amadorzão de Futebol de Rio Claro, competição organizada pela Liga Municipal de Futebol (LMF) de Rio Claro, é um dos técnicos mais conhecidos da cidade e região.

Cláudio Riciani, nascido e criado em Rio Claro, atualmente é treinador do grande time da A.A. Boa Vista e chegou a quatro finais consecutivas, das quais foi campeão duas vezes, ele usa o nome de técnico de Cláudio Cruz.

Mas Cláudio Riciani já atuou em vários clubes nas Categorias de Base na região, teve sua última passagem em clube da região no Lemense, onde realizou belo trabalho, conseguiu colocar o time da cidade de Leme, próximo de Rio Claro, entre os oito primeiros em importante competição com 36 equipes paulistas na disputa.

Segundo Cláudio Riciani informou a este colunista, no momento tem várias propostas de clubes amadores de Rio Claro e região, o técnico se identificou com o time vermelho e branco do Boa Vista. O técnico ainda busca nova oportunidade em clube profissional, até mesmo na região próximo de Rio Claro. O treinador está agora no trabalho com garotos no campo no Distrital no bairro Jardim Boa Vista, recém-inaugurado, na escolinha de futebol com aulas gratuitas para crianças de 7 a 14 anos.

O campo do time do Boa Vista foi inaugurado no último dia 26 de março com a presença do prefeito Gustavo Perissinotto (PSD) e autoridades de Rio Claro, localizado na Rua 22 com Avenida 104 no bairro Boa Vista, denominado de Distrital Carmem Silva Ramalho Raimundo, homenagem à saudosa moradora do bairro, esposa de Valdir Raimundo, conhecido com apelido de “Boi”, incentivador ao lado da mulher do futebol e do time do Boa Vista.

Na inauguração do campo do Boa Vista, teve amistoso entre os dois times da região, A.A Boa Vista e Nosso Teto F.C., empate por 0 a 0 na festa no bairro.

Após MP, Gustavo envia nova lei para temporários

O prefeito Gustavo Perissinotto (PSD) quer que seja instituído um novo regime jurídico administrativo especial para a contratação de servidores temporários na Prefeitura de Rio Claro, tanto na administração direta quanto na indireta. Seria uma terceira forma de contratação pelo poder público, para além do concurso público e dos comissionados. Um projeto de lei que versa sobre essa autorização será votado já nesta segunda-feira (10) pela Câmara Municipal, em primeira discussão.

“Atualmente as contratações temporárias feitas pelo município estão sendo questionadas pelo Ministério Público do Estado de São Paulo por via judicial, pois os contratos são efetivados pela CLT, sendo que há o entendimento jurisprudencial pela ilegalidade de tais contratações. Então, para normatizar as contratações de servidores temporários, a presente lei carece ser aprovada para se evitar a exoneração em massa de servidores já contratados, com evidente prejuízo para o serviço público municipal”, justifica o prefeito Gustavo no projeto.

Esse questionamento da Promotoria de Justiça se dá na Lei municipal 5.489, de 2021, primeiro ano da atual gestão. Na época, para atender à necessidade temporária de excepcional interesse público, a legislação liberou a administração municipal a contratar recursos humanos por tempo determinado, num prazo de seis ou 12 meses. Pela nova lei, caso seja aprovada pelo Poder Legislativo, haverá a aplicação de deveres, obrigações, responsabilidades e penalidades previstas no Estatuto dos Servidores Públicos do Município de Rio Claro.

Entre eles, receberão décimo terceiro salário, férias indenizadas ao final do contrato, calculadas com base na remuneração mensal, vale-transporte com desconto de 6% do salário-base, adicional noturno, adicionais de insalubridade e periculosidade, cartão-alimentação, remuneração das horas extras, abonos destinados aos servidores públicos municipais, entre outros.

No primeiro ano da atual administração, o prefeito Gustavo Perissinotto (PSD) autorizou a demissão de cerca de 400 profissionais que atuavam no poder público para atender a uma recomendação administrativa do Ministério Público. Diante disso, foi elaborada a Lei 5.489, que desde então está sendo questionada pela Promotoria de Justiça.

“Todas as escolas municipais de Rio Claro terão vigias patrimoniais”, anuncia vice-prefeito

Diante dos últimos debates envolvendo a questão da segurança nas escolas e dos casos de mortes como na Vila Sônia em São Paulo e em Blumenau (SC), o vice-prefeito e secretário de Segurança de Rio Claro, Rogério Guedes, anunciou que a partir desta segunda-feira (10) todas as 64 escolas municipais de Rio Claro irão contar um um vigilante patrimonial.

“Serão pagas horas extras a esses profissionais que estarão ali durante os períodos das aulas zelando pela segurança dos alunos e funcionários. Além disso, o Programa DEAC (Diária Especial por Atividade Complementar) entrará em ação. Isso significa que, além das viaturas diárias com as equipes da Guarda Civil Municipal de Rio Claro nas ruas, teremos mais três viaturas específicas reforçando este quadro apenas para rondas nas escolas”, declarou o vice-prefeito e secretário de Segurança, Rogério Guedes.

Em relação às escolas estaduais de Rio Claro, a autoridade afirma que está em contato com a Polícia Militar e que a corporação está trabalhando também em um projeto de segurança: “Nós não temos autonomia sobre as estaduais, mas dentro das possibilidades estaremos acompanhando de perto o que será feito para garantir segurança nos locais”, finalizou Guedes.

Números
A rede municipal de ensino de Rio Claro conta atualmente com aproximadamente 18 mil alunos em 64 escolas.

Solidariedade marca o domingo de Páscoa em Rio Claro

O domingo de Páscoa chegou e a data em Rio Claro por mais um ano fica marcada por ações solidárias em várias frentes. O tradicional ovo de chocolate foi entregue para muitas famílias através de campanhas que se iniciaram há algumas semanas.

No Projeto Prateleira Solidária do bairro Jardim das Palmeiras foram entregues 70 ovos para famílias de baixa renda que também são assistidas com cestas repletas de alimentos e produtos de higiene a cada 15 dias: “Estamos muito felizes em mais um ano poder realizar a distribuição de ovos de Páscoa para essas famílias. Ver o sorriso no rosto de cada um não tem preço. Sabemos que eles não teriam condições de comprar esse ovo de chocolate e proporcionar algo assim é gratificante”, afirmou Angela Aparecida dos Santos, que deu início ao projeto no começo da pandemia após uma ideia dada pelo filho e hoje é acompanhada por uma rede de apoio com outras colaboradoras.

Uma dessas pessoas assistidas é Elisangela Marques Difon, que após receber a cesta foi presenteada com um ovo de chocolate e ficou emocionada: “Esse ovo será o meu presente para os meus netos. Se não fosse o projeto, eu não teria condições de comprar. Tenho certeza de que eles vão ficar felizes e por isso eu agradeço demais a Angela e todos aqui do Prateleira Solidária”, afirmou.

A dona de casa Cintia Aparecida da Silva também garantiu uma data mais alegre para a filha Heloísa de apenas três anos: “Dá pra ver no rostinho dela como ficou feliz. Para nós adultos se não tiver chocolate não tem problema, mas as crianças pedem, ficam esperando, sentem vontade de comer. Fiquei muito feliz em receber o ovo aqui no projeto”.

Dona de casa Cintia Aparecida da Silva e a filha Heloisa. Criança ganhou ovo de chocolate no Projeto Prateleira Solidária

As ações sociais também fazem parte da Mancha Verde Subsede Rio Claro desde sua fundação em 2004. Em 2020 foi criado o Departamento Social, onde todos os anos acontecem as campanhas de ‘Páscoa’, ‘Doação de Sangue’, ‘Inverno’, ‘Dias das Crianças’ e ‘Natal’.

Este ano foram doados pela Manche Verde Subsede Rio Claro mais de 300 ovos de 250 gramas cada um

“Para nós é muito gratificante porque vamos até os locais de doação sabendo que estamos levando um agrado, mas para quem recebe é muito mais que isso. Um associado nosso vai vestido de coelho e quando as crianças veem ficam fascinadas, extasiadas, pulam de alegria e isso acelera o nosso coração e nos comove por saber que esse dia vai ficar marcado na memória das crianças”, afirmou Paula Sertódio, diretora do departamento social.

Este ano foram doados mais de 300 ovos de 250 gramas cada um, todos de produção caseira feitos pela mãe e tia do presidente da torcida, e do departamento social.

Engajado em fazer o bem ao próximo também está o guarda civil municipal Rodrigo Servidoni, que há cinco anos arrecada chocolates, bombons e ovos de Páscoa para distribuir nas periferias de Rio Claro: “Batemos o recorde este ano com 409 caixas de bombons, 919 bombons diversos e centenas de barras de chocolate. Montamos kits para as crianças do Projeto Guarda Bacana, que incentiva o esporte e para crianças de baixa renda. É uma alegria imensa proporcionar isso em uma data tão especial e renovadora”.

GCM Rodrigo Servidoni organizou festa de Páscoa com distribuição de chocolates para crianças de Rio Claro

Vacinação contra a gripe começa ao meio-dia desta segunda-feira em todas unidades de saúde

Rio Claro inicia nesta segunda-feira (10), ao meio-dia, a campanha de vacinação contra a gripe. Todos que pertencem aos grupos prioritários devem tomar a dose da vacina, que estará disponível nas unidades básicas de saúde e unidades de saúde da família. O atendimento é até as 16h30.

“As vacinas serão entregues às unidades no período da manhã para que já a partir do meio-dia possam ser aplicadas no público-alvo”, observa Fabyolla Lourenço, responsável pelo setor de imunização da Fundação Municipal de Saúde. A partir de terça-feira (11) a vacinação será realizada no horário habitual, das 7h30 às 16h30.

A campanha prossegue até 31 de maio e nesse período serão vacinados crianças de 6 meses a menores de 6 anos de idade, gestantes, puérperas, povos indígenas, trabalhadores da saúde, idosos a partir de 60 anos, professores das escolas públicas e privadas, pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, pessoas portadoras de deficiência permanente, profissionais das forças de segurança e salvamento e das forças armadas, caminhoneiros, trabalhadores de transporte coletivo rodoviário de passageiros urbanos e de longo curso, trabalhadores portuários, funcionários do sistema prisional, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas e população privada de liberdade. A meta é vacinar 90% dos grupos elegíveis.

A vacina da gripe é uma das medidas de prevenção mais importantes para proteger contra a doença e tem como objetivo reduzir internações, complicações e mortes por conta da doença, além de diminuir sobrecarga nos serviços de saúde.

Governo de SP entrega 5 mil pistolas para a Polícia Civil

O Governo de São Paulo entregou 5.000 pistolas semiautomáticas 9mm da marca Glock para equipar a Polícia Civil. O investimento estadual foi de R$ 9,4 milhões. É a primeira entrega desta gestão.

“Precisamos investir nas polícias para que ela esteja sempre um passo à frente dos criminosos. O crime organizado se aperfeiçoou, mas nossas polícias têm expertise e estrutura necessárias para encará-lo. A Polícia Civil, com um trabalho de inteligência e tecnologia, tem desmantelado quadrilhas e agido na raiz dos crimes, para que consigamos asfixiar financeiramente a atividade delituosa”, disse o secretário da Segurança Pública, Guilherme Derrite.

O contrato com a empresa foi assinado em agosto do ano passado e as armas foram entregues para instituição no final de março deste ano.

Este é mais um passo que o Governo dá para aprimorar o trabalho policial com armamento de qualidade e alta eficiência no mercado internacional. A Polícia Civil agora distribuirá esse armamento entre as unidades de todas as regiões do estado. Ainda neste semestre a Polícia Civil receberá mais de 400 fuzis calibre 5,56mm, com investimento previsto de mais de R$ 8 milhões.

Prefeitura faz reunião em Ajapi na quarta-feira para ouvir moradores

Moradores dos distritos de Batovi, Ajapi e Ferraz, Chácara Bom Retiro, Alan Grei, Jardim Fazendinha, Itapé e Mata Negra poderão conversar pessoalmente com o prefeito Gustavo e secretários municipais na próxima quarta-feira (12).

A reunião faz parte do programa “Vamos Conversar?”, programa lançado no final de março pelo prefeito Gustavo para levar a Ouvidoria Municipal aos bairros. “Queremos ampliar as possibilidades de comunicação com a população, dando a oportunidade para que mais pessoas opinem e participem do dia a dia da cidade”, afirmou Gustavo.

A reunião da próxima quarta-feira está marcada para as 19 horas, no Centro Rural de Ajapi, na Avenida 1.

A primeira reunião foi realizada dia 29, na Escola Municipal Hamilton Prado, com moradores da Vila Olinda, Jardim Araucária, Vila Operária, Alto do Santana e outros bairros daquela região.

O programa tem o objetivo de ampliar os canais de comunicação com a população e ampliar o acesso dos moradores aos diversos setores dos serviços públicos municipais, além de facilitar a prestação de orientações e o recebimento de reclamações e sugestões.

Região: escolas de Cordeirópolis recebem “botão do pânico”

Prefeitura instalou o dispositivo que facilita acionar o socorro nas escolas do município nessa quinta-feira; acionamento será direto na Guarda Civil Municipal

Na manhã dessa quinta-feira (6), a Prefeitura de Cordeirópolis, por meio das secretarias de Governo, Segurança, Trânsito e Educação, efetuou a instalação dos chamados “botão do pânico” em todas as escolas da rede municipal, para auxiliar na segurança dos alunos e funcionários.

A ideia é agilizar o atendimento em casos extremos, quando o nervosismo pode atrapalhar na conduta de qualquer profissional que tente procurar ajuda. No sistema, integrado à Central de Monitoramento, a Guarda Civil Municipal saberá exatamente o local para onde precisará se deslocar com urgência.

Para o secretário de Governo, Segurança e Trânsito, Dalton Cais, a medida trará mais segurança para todos os profissionais de ensino, alunos e familiares. “Diante dos fatos noticiados em várias partes do Brasil, pensamos no mecanismo de maximizar a agilidade do pedido de socorro. Em casos extremos, em apenas um clique, o responsável pela escola acionará as forças policiais para que rapidamente possam se deslocar até o local”, ressaltou.

Representantes da Segurança, Governo e Educação de Cordeirópolis.

Já para a secretária da Educação, Angelita Ortolan, a medida ampliará o alcance de proteção. “Trabalhar na prevenção é fundamental para a tranquilidade de todos. Ao conversar com o Dalton, inclusive, vamos disponibilizar o sistema para as escolas estaduais, a fim de aumentar a proteção, além da APAE, que receberá o sistema”, disse.

Angelita informou, ainda, que fez pedido aos agentes de segurança para intensificação da ronda escolar, além do posicionamento das câmeras. “A Prefeitura, por meio dos órgãos competentes, além da GCM e Polícia Militar, já faz o patrulhamento, inclusive em escolas estaduais, mas é sempre importante reforçar”, finalizou.

O botão é utilizado há alguns anos em Cordeirópolis, em casos extremos, sendo que o distanciamento é imposto por decisão judicial. Para cada botão instalado, um sinal é disponibilizado na Central de Monitoramento, o que auxilia no deslocamento imediato e certeiro do fato.

Jornal Cidade RC
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.