Campanha alerta sobre dificuldades dos cadeirantes

Vivian Guilherme

O vereador Julinho Lopes, a presidente da ONG Mais Forte que a Deficiência Carla Hoffmann de Lima, e o prefeito Du Altimari foram algumas das pessoas que participaram da Campanha
O vereador Julinho Lopes, a presidente da ONG Mais Forte que a Deficiência Carla Hoffmann de Lima (foto), e o prefeito Du Altimari foram algumas das pessoas que participaram da Campanha

A Campanha desenvolvida pela ONG Mais Forte Que a Deficiência e idealizada pela cadeirante Juliana Oliva vem mobilizando toda a comunidade de Rio Claro.

Carla Hoffmann de Lima, presidente da ONG, conta que o vídeo com o chamamento para a campanha foi finalizado esta semana e já está disponível na internet. Carla diz que as ações continuam até a Semana da Pessoa com Deficiência, que será comemorada em Rio Claro de 21 a 25 de setembro.

Segundo a presidente, todas as pessoas que participaram do desafio até o momento ficaram tocadas pelas experiência. “Até mesmo pessoas que já trabalhavam com cadeirantes disseram que não imaginavam a dificuldade que era. O olhar dessas pessoas que participaram mudou muito. Só tenho a agradecer a essas pessoas que estão aceitando o desafio”, diz.

O prefeito Du Altimari, contou ao JC que pôde comprovar o quanto é difícil se locomover numa cadeira de rodas e “valorizar ainda mais a força que emerge de pessoas que se veem na impossibilidade de andar ou sob outras limitações físicas quando confrontadas com essas realidades”.

Segundo Altimari, Rio Claro ainda tem muito a avançar na questão do direito à acessibilidade. “Acredito, porém, que felizmente já estamos evoluindo neste aspecto. Com as novas orientações que regem a construção civil, os projetos habitacionais que estão sendo entregues no município já estabelecem apartamentos adaptados para quem tem a mobilidade prejudicada. O entendimento de mobilidade urbana que partilhamos hoje contempla toda a sociedade, amplifica o direito à acessibilidade a todas as pessoas e não se pode conceber que seja diferente. O surgimento de entidades que representam este contingente expressivo da população também é importante para novas conquistas”, disse o prefeito.

O vereador Julinho Lopes, criador da lei que instituiu a Semana da Pessoa com Deficiência em Rio Claro, destacou como uma experiência ímpar. “Todas as pessoas deveriam passar por essa experiência para entender como os cadeirantes sofrem. É difícil mudar o que está errado, mas é fácil não deixar fazer errado no futuro. Por isso temos que repensar a acessibilidade em ruas, prédios públicos etc”, comenta.

Para participar da Campanha é só postar um vídeo nas redes sociais com a tag: #UmDiaNaCadeiraDeRodas.

Idosos têm direitos garantidos por leis

Ednéia Silva

Norma Lopes Gonçalves, presidente da Associação Regional pela Previdência Social, fala sobre a atual situação dos idosos
Norma Lopes Gonçalves, presidente da Associação Regional pela Previdência Social, fala sobre a atual situação dos idosos

No dia 1º de outubro é comemorado o Dia Nacional e Internacional do Idoso. O Dia Nacional do Idoso era celebrado em 27 de setembro, mas a data foi alterada para 1º de outubro pela Lei 11.433/2006. Para falar sobre a situação, direitos e dificuldades enfrentadas pela população idosa, o Café JC entrevista Norma Lopes Gonçalves, presidente da Araps (Associação Regional pela Previdência Social). A entrevista foi realizada pelos jornalistas Ednéia Silva e Wagner Gonçalves.

Jornal Cidade – O governo está promovendo mudanças nas regras de concessão de aposentadorias. Como você avalia essas alterações?

Norma Lopes Gonçalves – Estão sendo feitos muitos comentários sobre a fórmula 85/95 (Os números 85 e 95 representam a soma da idade e do tempo de contribuição para o INSS, sendo 85 para mulheres e 95 para homens) instituída pelo governo. No meu ponto de vista, essa regra é mais vantajosa porque as pessoas têm mais chance de se aposentar mais cedo com aposentadoria integral. Antes, com o fator previdenciário, cortava-se tudo diminuindo o valor do benefício.

JC – Qual é a situação dos idosos no Brasil?

Norma – Algumas conquistas e avanços ocorreram, mas o aposentado vem recebendo a culpa pelo rombo na Previdência Social. Nós contribuímos ao longo da vida e não podemos ser responsabilizados pelas mazelas do país. Mesmo porque isso é uma inverdade. Quem recebe aposentadoria integral são aqueles que ganham salário mínimo. Os demais são limitados pelo teto e sofrem com as consecutivas perdas e o achatamento dos salários. Há muito desrespeito e falta de educação. Não deveria ser necessário criar leis para se respeitar o idoso.

JC – Existem avanços que podem ser destacados?

Norma – Sim, houve avanços. Por exemplo, antes o idoso não tinha direito à aposentadoria e hoje tem. Há várias leis de proteção e garantia de direitos, como o Estatuto do Idoso, a Lei do Passe Livre etc. O que precisa é garantir que elas sejam cumpridas. Mas também é preciso que os idosos lembrem-se dos deveres que também precisam ser cumpridos. Antes, as pessoas tinham obrigações e não sabiam como reivindicar seus direitos. Hoje, querem os direitos sem cumprir os deveres.

JC – Rio Claro tem cerca de 20% da população na terceira idade. A cidade está preparada para atender esse público?

Norma – Rio Claro oferece muitas opções para os idosos, mas existem problemas. Muitas ações ficam apenas no papel e não são implementadas na prática. Os serviços oferecidos nem sempre atingem as pessoas que realmente precisam.

JC – Quais as maiores dificuldades enfrentadas pelos idosos no município?

Norma – Muita gente reclama do transporte público, mas penso que é difícil organizar o sistema frente às dificuldades do trânsito e do formato da cidade. Talvez o que falte seja um terminal de ônibus fechado como tem em outras cidades. Em Rio Claro seria fácil implementar a medida, utilizando o espaço da antiga Estação.

JC – E sobre a polêmica em torno do adiantamento do 13º salário dos aposentados?

Norma – O problema criado em torno do 13º já foi resolvido, o governo vai pagar o abono na folha de setembro. Mas isso somente foi mantido devido à pressão dos aposentados. A presidente Dilma Rousseff tinha anunciado que não iria fazer o adiantamento, a confederação e a federação dos aposentados pressionou o governo, que voltou atrás. Na verdade, antes não existia antecipação do 13º, que foi concedida pelo governo para se promover. Mas uma vez concedido deve ser mantido. Como o adiantamento vem sendo feito desde 2006, muita gente já contava com esse dinheiro e seria prejudicada com o corte.

JC – As pessoas com mais de 60 anos têm o que comemorar no Dia Nacional do Idoso? Quais metas pretendem alcançar?

Norma – Não têm o que comemorar. A saúde está excessivamente precária, a legislação criada quase sempre fica somente no papel sem ser colocada em prática, o valor das aposentadorias cada vez menor. O que queremos é a aprovação pela Câmara dos Deputados do Projeto de Lei 4.434/2008, já aprovado pelo Senado, que prevê a recomposição do valor das aposentadorias. O projeto estabelece que os benefícios de quem recebe acima do mínimo sejam corrigidos pelo mesmo índice aplicado ao salário mínimo e que o valor seja igual àquele da época da concessão das aposentadorias. O projeto é de autoria do senador Paulo Paim (PT/RS). Por várias vezes a proposta foi colocada na pauta de votação e depois retirada por determinação do governo.

JC – Existe uma mobilização para criar o Partido dos Aposentados e Idosos (PAI). Como você avalia essa questão?

Norma – Sou contra. Acho que o país não precisa de mais um partido político. Os aposentados têm que mostrar para os vários partidos já existentes o que precisa ser feito em benefício da classe. Além disso, muitas causas são utilizadas como trampolim por algumas pessoas que militam em interesse próprio. Quando chegam ao poder esquecem a bandeira pela qual foram eleitos.

Depressão e falta de alegria podem desencadear esclerose

Wagner Gonçalves

Tema de discussão de uma novela do horário nobre, o diagnóstico da esclerose múltipla tende a ser abordado no desenrolar da trama. A patologia acomete cerca de dois milhões e meio de indivíduos, com uma proporção de 18 pessoas para cada 100 mil, no Brasil, de acordo com dados fornecidos pelo chefe e fundador do Laboratório de Patologia Neuromuscular, doutor Beny Schmidt.

Por definição, a esclerose múltipla é doença inflamatória autoimune que atinge especificamente o sistema nervoso central. Caracterizada pela inflamação dos prolongamentos dos neurônios, a esclerose tende a destruir o revestimento chamado mielina. “O seu principal tipo é recorrente-renitente, caracterizado por surtos de mais de 24 horas, sem febre ou inflamação, com intervalos de 30 dias”, explica.

Os sintomas são variáveis, porque os focos da desmielinização podem acontecer em qualquer lugar do sistema nervoso central. “Diria que o mais frequente sintoma é a fraqueza muscular”, diz o médico, ressaltando que identificação da doença se dá por exame clínico neurológico e laboratoriais, sendo importantes os de liquor e ressonâncias magnéticas.

O perfil de pessoas com esclerose múltipla no nosso país, conforme disse o neurologista muscular, é igual aos perfis em outros países, ou seja, os que apresentam depressão, melancolia e falta de alegria de viver. Por isso, paralelamente às medicações, Dr. Schmidt acredita que deva ser trabalhada a parte emocional destes pacientes. “Trabalhando com reabilitação há tantos anos, temos enorme sucesso na maioria dos casos, sobretudo devolvendo o prazer de viver a essas pessoas”, disse.

Em Rio Claro, todas as unidades de saúde atendem pacientes e fazem o encaminhamento necessário para o adequado tratamento e assistência, conforme informou a prefeitura.

Dependendo da situação, o paciente é encaminhado para tratamento com especialistas de outros municípios. Alguns medicamentos são fornecidos, dependendo da prescrição. A Fundação Municipal de Saúde também dispõe do Centro de Especialidades e Apoio Diagnóstico (Cead), com profissionais médicos em diversas áreas que acompanham esse quadro clínico quando do encaminhamento por parte das unidades.

Outra equipe da Fundação de Saúde é a do SAD – Serviço de Atendimento Domiciliar, que atende nas residências a todos os pacientes sem condições de locomoção.

Qual o perfil ideal para o novo prefeito da Cidade Azul?

Favari Filho

Pré-candidatos articulam para disputar o pleito em Rio Claro
Pré-candidatos articulam para disputar o pleito em Rio Claro

O Jornal Cidade vem realizando desde o início do segundo semestre uma série de reportagens especiais acerca das Eleições Municipais de 2016. A reportagem já assuntou possíveis pré pré-candidatos a prefeito(Adriana Nevoeiro, Agnelo Matos, Aldo Demarchi, Américo Valdanha, Gustavo Perissinotto, João Walter, João Vieira, João Zaine, Juninho da Padaria, Maria do Carmo, Renato Di Matteo, Ronald Penteado, Sérgio Santoro, Viegas Carneiro e Zé Renato), falou com os vices Candinha Demarchi (DEM), Cláudio Zerbo (PMDB) e Olga Salomão (PT) sobre a importância do cargo na chapa, ouviu presidentes de partidos [Francisco Quintino (PPS), João Walter (PSDB), Luiz Curinga (PCdoB), Rogério Marcheti (PSD), Tuzinho Costa (PRB) e Valdir Duarte (PSC)] sobre as possíveis candidaturas próprias e questionou entidades (Acirc, Ciesp, União de Amigos, Sindicato dos Químicos, Sesi e Lions) sobre o que esperam para o futuro da Cidade Azul.

Já é setembro e os prefeituráveis correm para regularizar as suas situações com os partidos (filiar ou mudar de sigla) no intuito de disputar as eleições que, de acordo com informações divulgadas pelo TSE, acontecem no dia 2 de outubro de 2016. Para o bem ou para o mal, a corrida eleitoral começou e o cenário político já tem, pelo menos ao que consta dos bastidores, dois possíveis caminhos distintos – os de sempre na verdade – porém com possibilidades novas que podem representar um alento para a política local que, nos últimos vinte anos, contou com apenas três prefeitos: Nevoeiro Junior, Cláudio de Mauro e Du Altimari. Entretanto, o que espera a população para o pleito municipal? A reportagem ouviu doze munícipes que opinaram sobre ao que anseiam. Veja:

“O ideal seria aquele que não pertencesse a partido nenhum e tivesse um curso em gestão pública com certificado do governo Japonês.” – Aline Pinton

“Acredito que seja preciso uma pessoa que bata de frente com os problemas e que fique sempre do lado do povo que o elegeu.” – Aline Santos

“Primeiramente uma pessoa que tenha conhecimento e aptidão para administrar; e que, sobretudo, goste, conheça e respire a cidade.” – Daniel Santoro

“Uma pessoa que retome o desenvolvimento da cidade e que tenha ideias modernas, mas que seja, principalmente, honesto com a sociedade.” – José Crespo Filho

“O próximo precisa, antes de tudo, ser honesto e carregar um amor pelo que faz, além de colocar a cidade de Rio Claro novamente no eixo.” – Luiz Rattin

“Para ser um bom candidato a prefeito, é preciso querer mais do que apenas pegar o salário no fim do mês, mas fazer algo de bom para o povo.” – Marcelo Elias

“O novo prefeito precisa ter uma visão direcionada para a área da saúde e deixar de lado a ideia errada de que o carnaval é mais importante.” – Márcio José Batista

“Um cidadão que tenha princípios éticos bem estabelecidos, responsabilidade social, comportamento e humildade para saber o seu lugar.” – Matheus Cecarelli

“O ideal seria aquele disposto a entender a necessidade das classes menos favorecidas e que atuasse na luta em prol da causa animal.” – Paula Cruz

“O próximo prefeito de Rio Claro precisa ser um político sério, honesto e que atue, principalmente, nas áreas da Saúde e Educação.” – Roberto Mahas

“Uma pessoa que faça a diferença, pois acredito ser fundamental que um candidato tenha as respostas para suprir as dúvidas dos eleitores.” – Rozala Antônio

“Precisa ser um prefeito que tenha mais cuidados com a Educação, a Cultura e com os rio-clarenses, e não seja envolvido com a politicagem.” – Thiago Buoro

Reforma Política reduz para seis meses o tempo de filiação

Antonio Archangelo/Coluna Politika

A presidência da República tem prazo de 15 dias úteis para decidir pela sanção ou veto, integral ou parcial, do texto
A presidência da República tem prazo de 15 dias úteis para decidir pela sanção ou veto, integral ou parcial, do texto

Contrariando o histórico, o Congresso Nacional conseguiu aprovar, em tempo hábil, as mudanças para a Reforma Política que valerão já para o pleito de 2016. A presidência da República tem prazo de 15 dias úteis para decidir pela sanção ou veto, integral ou parcial, do texto. Os deputados voltaram a incluir no texto a permissão de doação empresarial no pleito, porém o grande destaque fica por conta da redução do tempo de filiação partidária para candidatura.

De um ano, a regra foi reduzida para seis meses. Com a mudança, a dança das cadeiras partidárias entre políticos e postulantes poderá acontecer até o próximo ano. Outra mudança aprovada, de acordo com a assessoria da Câmara Federal, foi feita por meio de um destaque do PSB, que incluiu uma janela de 30 dias para desfiliação sem perda do mandato, válida antes do prazo de filiação antecipada exigida.

“Esse destaque obteve 323 votos a favor e 115 contrários, e prevê outras duas justas causas para a desfiliação sem perda do mandato: mudança substancial ou desvio reiterado do programa partidário e grave discriminação política pessoal. As empresas contratadas para realizar obras, prestar serviços ou fornecer bens a órgãos públicos não poderão fazer doações para campanhas na circunscrição eleitoral de onde o órgão estiver localizado. Assim, por exemplo, empresas que atuem em um determinado estado e tenham contrato com um órgão estadual não poderão doar para campanhas a cargos nesse estado (governador ou deputado estadual), mas poderão doar para campanhas a presidente”, cita.

O Plenário aprovou parcialmente o texto do Senado para o projeto de lei 5735/13 e incluiu que, além do limite de doação na lei atual, de até 2% do faturamento bruto da empresa no ano anterior à eleição, o texto prevê que as doações poderão ser de até R$ 20 milhões e aquelas feitas a um mesmo partido não poderão ultrapassar 0,5% desse faturamento.

AE Pisos Nice vence o UPU FC por 2 a 0 no jogo de ida da final do Amador

Matheus Pezzotti

jogo
Maycon no momento do primeiro gol do time do Pisos Nice, aos 17 minutos do primeiro tempo

No final da manhã deste domingo (13), foi realizado, no Benitão, o primeiro jogo da final do Campeonato Amador.
A AE Pisos Nice que, iniciou o confronto com vantagem por ter a melhor campanha na competição, a aumentou ao vencer o UPU FC por 2 a 0. Os gols foram marcados por Maycon, aos 17 minutos do primeiro tempo e por Henrique, no último lance do jogo, aos 49 minutos da etapa final. Com o resultado, o time do Cervezão, único invicto no Campeonato Amador, pode perder por até dois gols de diferença no jogo da volta, marcado para o próximo domingo (20), às 10h, no Schmidtão, que ficará com o título inédito. Ao UPU, resta vencer no mínimo por três gols de diferença para conquistar seu primeiro título.

FICHA TÉCNICA

UPU FC 0 x 2 AE Pisos Nice
Local: Estádio Benito Agnello Castelano, em Rio Claro
Árbitro: Fabiano Camargo
Assistentes: Jair Barbosa e Lindomar Macedo de Lima
Cartões amarelos: Lê (UPU) e Mé e Rafael (Pisos Nice)
Gols: Maycon aos 17’/1T e Henrique aos 49’/2T (Pisos Nice)

UPU FC
Ari; Du (Cris), Feijão, Thiago e Dio (Bruninho); Binho (Girlando), Cecatto (Thiago Leal), Wilsinho e Vitinho (Lê); Amarildo (Juliano) e André Leal (Bicudinho). Técnico: Edson Cândido.

AE PISOS NICE
Bruno; Mé (Danilo), Mimo, Zé Henrique e Bruninho (Augusto); Henrique, Marcão, Maycon e Cleitinho; Kainho (Rafael) e Aroldinho (Jorge). Técnico: João Felipe.

Praça Fausto Santomauro é revitalizada

Wagner Gonçalves

A Praça Fausto Santomaro passou a contar com nova iluminação, mas preserva os sinais da beleza natural
A Praça Fausto Santomaro passou a contar com nova iluminação, mas preserva os sinais da beleza natural

Em muitas publicações desta coluna, infelizmente, o Jornal Cidade é obrigado a relatar descasos e atentados contra a natureza nas praças distribuídas pelo município de Rio Claro. Como uma forma de despertar o senso de preservação e educação ambiental no cerne daqueles desfrutam das belezas oferecidas pelos recursos naturais.

No entanto é possível encontrar locais que transmitem a sensação de bem-estar, seja na fragrância da grama recém-cortada, ou a essência inspirada no resultado do encontro das gotas que caem do céu e a terra que recebe as raízes das árvores. A delicadeza de pétalas de flores que deitam no verde que se espalha pelo chão e descansam após caírem dos galhos, sem que se tenha lixo ou algo que ofusque o brilho vivaz de suas cores.

A Praça Fausto Santomauro, que abriga o antigo Auto Clube de Rio Claro (AACRC), no cruzamento entre a Avenida Visconde do Rio Claro e as avenidas 26 e 28, pode ser considerada como um local que ganhou novos afrescos, ou seria melhor dizer que resgatou seus traços naturais? Entre as duas opções existe algo em comum: a beleza que se vê novamente no espaço, que agora pode ser considerado um ponto de encontro para amigos, para namorados, ou para os que dele se utilizam para caminhar pausadamente.

Ao lado da praça passou a funcionar, neste ano, a Diretoria de Assuntos Especiais da Prefeitura, que reúne as assessorias de Juventude, de Integração Racial, de Referência e Atendimento à Mulher e de Política Municipal do Idoso. O objetivo, conforme a publicação da assessoria de imprensa da prefeitura, é que as pessoas passem a utilizar os espaços, para que assim estes sejam preservados pela própria comunidade rio-clarense.

Comunidade reclama da falta de policiamento no Mirassol

Da Redação

A quinta base da Guarda Civil Municipal, sediada no Jardim Claret, foi inaugurada em julho de 2012, construída na parceria entre a prefeitura e a comunidade
A quinta base da Guarda Civil Municipal, sediada no Jardim Claret, foi inaugurada em julho de 2012, construída na parceria entre a prefeitura e a comunidade

Apreensão e revolta. É o que sente um morador do bairro Jardim Mirassol, que procurou a reportagem do Jornal Cidade. Conforme conta José Augusto Schmidt, uma residência próxima a sua casa foi assaltada na última semana e, por medo, ligou para a Guarda Civil Municipal nesta semana para pedir uma ronda, já que elementos suspeitos andavam pela região.

“Eu liguei e o guarda que atendeu me informou que a GCM estava sem viatura e sem combustível para fazer o patrulhamento no bairro”, revela Schmidt, que destaca ainda o abandono da base comunitária localizada no Mirassol. “Moro próximo à base e vejo que não fica ninguém ali. Só andarilhos que dormem no local”, comenta. Revoltado, o morador questiona: “se falta efetivo, por que não abrem concurso? Já pagamos tanto imposto e para nada?”.

A preocupação com a segurança é compartilhada por outros moradores do bairro, como constatou a reportagem do JC na última semana, ao realizar a matéria Seu Bairro no JC. Cerca de três moradores reclamaram das mesmas coisas.

Questionada, a assessoria de imprensa da Prefeitura de Rio Claro informou que “as reclamações sobre abandono da base da Guarda Civil no Mirassol não procedem”. De acordo com a prefeitura, as bases da GCM são referências para o atendimento aos moradores das regiões onde estão instaladas, que mantêm equipe de rondas e patrulhamentos nas respectivas imediações.

“O trabalho ficaria comprometido se os guardas ficassem 24 horas nas bases, deixando, por consequência da presença nas bases, desguarnecidos os demais pontos do bairro e regiões, por isso é adotado o sistema de rondas que, no caso dos GCMs que atuam na base do Jardim Mirassol, também englobam os bairros Jardim Claret e Jardim São Paulo. Os serviços de limpeza e manutenção na base da GCM do Mirassol acontecem regularmente. O trabalho mais recente da Secretaria de Manutenção e Paisagismo naquele local aconteceu na semana passada”, informou.

Com relação ao patrulhamento, a Secretaria Municipal de Segurança esclarece que a Guarda Civil faz rondas preventivas em todo o município como apoio ao trabalho realizado pela Polícia Militar, que é responsável pelo patrulhamento ostensivo na área de segurança pública.

‘Seu bairro no JC’ vai à Vila Operária

Laura Tesseti

JC bairro na Vila Operária - Centro Cultural
JC bairro na Vila Operária – Centro Cultural

Localizado entre a Vila Aparecida, Santana e Jardim Primavera, o bairro Vila Operária começou a ser urbanizado no ano de 1930 e hoje abriga importantes prédios para as cidade de Rio Claro.

Um dos cartões postais da cidade, o Lago Azul, faz parte do bairro, assim como o Centro Cultural, que recebe visitantes não apenas de Rio Claro, mas de toda região, para prestigiar o que a cultura oferece de melhor por aqui.

O Senai, a Escola Estadual Chanceler Raul Fernandes e a Escola Municipal Monsenhor Martins, também localizadas na Vila Operária, abrigam estudantes de outros bairros.

Pascoal Rubini, morador do local, fala da satisfação em viver ali. “Nós temos supermercado aqui, farmácia, igreja, vizinhança boa, não precisamos sair daqui, sobre o que falta, é o que falta em todo lugar, segurança. E um pouco mais de limpeza nas ruas.”

Rosa Dalposso é comerciante no bairro há 15 anos e também fala sobre os problemas com segurança. “É ótimo o comércio aqui, temos de tudo, mas infelizmente precisamos de mais segurança, de mais vigilância, tem molecada que fica atrás de coisa que não deve.”

Além dos prédios públicos, a Vila Operária também abriga a Igreja de São Judas Tadeu, que diariamente recebe fiéis, um supermercado de grande porte, comércios menores, mas que permitem aos moradores do bairro não precisarem sair da área para suprir suas necessidades.

Outro ponto positivo do bairro são as áreas verdes. Totalmente arborizado, as ruas e avenidas enchem os olhos de quem passa por lá.

Músicos lançam projeto e pedem apoio

Laura Tesseti

O projeto possui uma página no Facebook onde, além do incentivo para o disco, é possível participar de uma campanha sobre a origem do nome “Muito Antes de Laura”
O projeto possui uma página no Facebook onde, além do incentivo para o disco, é possível participar de uma campanha sobre a origem do nome “Muito Antes de Laura”

Os músicos rio-clarenses Luis Gustavo Gazana e Henrique Bortolotti, também conhecido como Rufus na cena musical, lançaram recentemente o primeiro clique do projeto “Muito Antes de Laura”. A música “Cada vez mais” é uma das belas e reflexivas canções que recheiam o álbum que está prestes a ser lançado pelos amigos, músicos e amantes da boa cultura.

Gazana conta que o nome do projeto surgiu em uma conversa casual, em uma mesa de bar. “Estávamos conversando quando surgiu o assunto e já tínhamos em mente o projeto, foi quando pensamos no nome. Eu já tinha algumas letras, trouxe para o Rufus, trabalhamos juntos”, explica.

Rufus observa sobre o processo de criação. “Entre os dissabores da vida e a doçura de viver, escrevi as letras refletindo sobre isso e acredito ser uma boa inspiração”. O lançamento do disco em uma versão digital, assim como numa física acontecerá no mês de outubro.

“Estamos preparando um show”, falam. Mas os meninos do rock precisam de apoio e lançaram uma campanha de incentivo. A colaboração é a compra antecipada do disco. E deve ser feita pelo link http://www.kickante.com.br/campanhas/muito-antes-de-laura-finalizacao-do-disco. Quer ter certeza de que eles são bons?

 

Papa anuncia indulgência para aborto e agilização em nulidade de matrimônio

Wagner Gonçalves

“O papa tem procurado aproximar mais os fiéis dos sacramentos, para não excluí-los”, padre Bogaz (Imagem: Reprodução)
“O papa tem procurado aproximar mais os fiéis dos sacramentos, para não excluí-los”, padre Bogaz (Imagem: Reprodução)

Desde que assumiu o pontificado da Igreja Católica, o papa Francisco tem abordado temas anteriormente não explorados com a mesma sensibilidade. Seja em seus discursos em eventos de grande visibilidade, como a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), ocorrida em 2013 aqui no Brasil, ou em suas aparições na praça de São Pedro no Vaticano, o ponto em comum é a simplicidade e caráter de misericórdia com que o bispo de Roma fala aos fiéis do mundo todo.

As palavras atingem não apenas católicos, mas cativa pessoas de diversas denominações religiosas ou mesmo os que apenas simpatizam com a visão humanística de Francisco. Um dos exemplos que podem ser relembrados é o jovem evangélico que levantou seu cartaz na Missa de Envio, que dizia: “Santo Padre, sou evangélico. Mas te amo!!! Ore por mim e pelo Brasil”.

E esse amor, definido pelo jovem, tem se fundamentado a cada nova abordagem do sucessor de Pedro. No último dia 8 de setembro, o anúncio sobre mais facilidades para declarar como nulo o matrimônio religioso repercutiu positivamente entre os fiéis católicos. Conforme comenta o pároco da igreja de Nossa Senhora da Saúde, padre Antônio Bogaz, e o professor e doutor em Teologia e Ciências da Religião, João H. Hansen: “Os processos estavam sendo muito morosos e com exigências muito difíceis de serem cumpridas”, disse o pároco, destacando que a proximidade de Francisco com a realidade dos cristãos tem fomentado novas diretrizes também para estas questões.

Apesar de algumas divergências em opiniões, o processo de nulidade do matrimônio não tem por finalidade cancelar casamentos, mas declarar nulos aqueles que não cumpriram com as exigências fundamentais para a consumação do casamento, como a consciência plena e maturidade do casal. Em outras palavras, como se nunca tivesse existido.

Um dos pedidos feitos por ele é para que os processos sejam realizados nas próprias dioceses, que por sua vez devem organizar tribunais eclesiásticos. Até então, as etapas para se chegar à nulidade matrimonial demorava anos, sendo preciso passar por no mínimo dois tribunais. Os casais divorciados ou mesmo os de segunda união não participavam de alguns sacramentos, como a Eucaristia e a Confissão. Após a conclusão, o antigo casal tem permissão para casar e voltar a participar de tais sacramentos.

Entretanto, conforme a reflexão do pároco, o papa tem destacado o cuidado na formação das famílias: “ele insiste que os cristãos formem famílias consistentes, capazes de viver a harmonia, proteger os filhos e construir uma sociedade mais cristã.

Igreja x Aborto
Pouco antes de abordar sobre a questão do matrimônio, o santo padre escreveu uma carta na qual ele concede indulgência, ou seja, o perdão pela Igreja Católica aos que consentiram com a prática do aborto, mas se arrependeram. Conforme o canal portal A Santa Sé, a carta foi escrita em preparação ao Jubileu da Misericórdia, período em que se celebra o Ano Santo na igreja.

Conforme padre Bogaz, o posicionamento da Igreja sempre tem sido contrário ao aborto e formas de experiências que banalizem a geração da vida. Considerado um pecado grave, o aborto atenta contra criaturas que ainda estão por nascer. “Não significa que seja a mulher que praticou que comete o pecado, mas quem esteve envolvido no caso, inclusive os pais, marido ou namorado que a forçou”, destacou.

A partir daí, houve a autorização para a confissão, aconselhamento e absolvição dos pecados. A decisão de conceder a indulgência é para aproximar os fiéis dos sacramentos, o que, segundo o padre Bogaz, serve para que todos se sintam incluídos.

De atirador a árbitro olímpico, José Maria conta a sua trajetória esportiva

Wagner Gonçalves

José Maria conta a sua trajetória esportiva ao JC
José Maria conta a sua trajetória esportiva ao JC

No próximo ano o Brasil recebe equipes e atletas de todo o mundo para a realização dos Jogos Olímpicos, e os preparativos estão em ponto de bala também aqui entre os brasileiros. Dentre as diversas modalidades, Rio Claro é destaque no esporte de Tiro ao Prato em âmbito nacional e internacional, tendo como principais personalidades nomes como o de José Maria Filho, que tem prática há mais de 28 anos. O Jornal Cidade conversou com o esportista sobre a carreira e sobre a oportunidade que lhe foi oferecida de arbitrar a modalidade nas Olimpíadas de 2016.

A prática seguiu tradição familiar e teve início com o avô que gostava de caçar nos campos, quando ele ainda era criança e acompanhava com admiração o pai e o avô. Ele conta que seu pai mantinha o comércio de carnes e estreitava laços de afeto com os fregueses e ajudava as pessoas que estavam a seu redor. “Lembro-me das vezes em que meu pai acabava caçando codornas em sítios de amigos, que ofereciam o espaço em agradecimento pelas boas ações dele para com as pessoas”, contou Zé Maria dizendo que os encontros sempre terminavam em confraternizações entre família, com os almoços.

Há 36 anos, Zé Maria veio para Rio Claro a serviço e um ano depois inaugurou um restaurante. Na época, a partir das amizades, descobriu sobre os títulos que eram vendidos no Clube de Campo e se interessou, especialmente, para oferecer bons momentos com a família. Após a proibição da caça de animais, o clube passou a disponibilizar a prática do tiro como esporte e todas as lembranças de infância vieram à tona: “recordei de como era bom fazer isso junto a meu pai e decidi ingressar”, contou.

O esporte foi crescendo gradativamente, por meio das provas e modalidades que trazidas ao município de outras localidades, como os Estados Unidos. “O nosso clube guarda mitas histórias e passou a ser destaque não apenas no Brasil, mas em outros países também”, disse o atirador.

Árbitro Olímpico
O tiro certeiro viria a ser disparado quando Zé Maria se inscreveu como voluntário para os jogos olímpicos. “Quando recebi o convite, me disseram que não precisavam apenas de competidores, mas árbitros também”, contou com alegria.

A federação que rege o esporte olímpico de tiro no mundo, a ISSF (International Shooting Sport Federation) ofereceu então à equipe de trabalho do Brasil um curso em Belo Horizonte, MG, para prepará-los para arbitrar três modalidades. Zé Maria expressa com satisfação a oportunidade que lhe foi oferecida: “além de participar dos jogos ainda poderei acompanhar as olimpíadas de perto, será uma oportunidade maravilhosa”.

Jornal Cidade RC
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