Vereadores pedem vistas do projeto dos ambulantes

Favari Filho

Mais uma vez, o terceiro andar do Paço Municipal de Rio Claro contou com a presença massiva de manifestantes com cartazes
Mais uma vez, o terceiro andar do Paço Municipal de Rio Claro contou com a presença massiva de manifestantes com cartazes

A sessão da Câmara dessa segunda-feira (14) contou com oito projetos de lei que foram devidamente apreciados pelos vereadores e, mais uma vez, o terceiro andar do Paço Municipal contou com a presença massiva de manifestantes que, a cada semana, aumentam em número, além de acrescentarem um novo cartaz com uma nova reivindicação, que é colocada à mostra em uma tentativa de chamar a atenção dos políticos e da sociedade para alguns assuntos determinantes para o bom convívio social.

O Projeto 106/2011, que dispõe sobre o exercício de comércio ambulantes nas vias e logradouros públicos de Rio Claro, conforme antecipado pelo Jornal Cidade no último sábado (12), teve o pedido de vistas de sessenta dias, porém não sem antes ser apresentado na Casa de Leis um requerimento com a assinatura de todos os membros do Legislativo pedindo ao chefe do Executivo, Du Altimari (PMDB), para que acrescente emendas no intuito de que sejam incluídos na matéria os “ambulantes” do Centro.

PROJETOS

O primeiro projeto apreciado na noite é de autoria do prefeito e denomina trechos do sistema viário para adequações dos respectivos CEP [Códigos de Endereçamento Postal]. Agora o texto segue para sanção e publicação, uma vez que os legisladores aprovaram em segunda discussão. Na sequência, também em segunda discussão, o projeto institui o Dia Municipal da Doula da petista Raquel Picelli também foi aprovado. A data será comemorada anualmente no dia 18 de dezembro e passa a integrar o Calendário Oficial de Eventos do Município.

O projeto do vereador Sérgio Calixto (PRP), que disciplina a manutenção, manejo e transporte de animais por petshop e/ou clínica veterinária, teve o pedido de vistas de cento e oitenta dias. Entre outras coisas, o texto proíbe o transporte de animais em bicicletas ou motocicletas, além de obrigar o estabelecimento a ter acomodações com espaço, revestimento, ventilação e iluminação adequadas aos animais.

Em primeira discussão, aprovado o projeto do democrata Juninho da Padaria que denomina de ‘Anna Botta Meyer’ a Estrada RCL-20, que permite o acesso à região rural na zona nordeste da cidade, também conhecida como Bairro dos Lopes. De autoria do pedetista Dalberto Christofoletti foi aprovado o projeto que denomina de Nelson Mandela a Praça localizada na Avenida Ulysses Guimarães, entre as avenidas 42-A e 44-A, no Bairro Vila Nova, defronte à Portaria da UNESP. Mandela foi presidente da África do Sul de 1994 a 1999.

Os dois últimos projetos da noite tiveram pedido de vistas de trinta dias e de uma semana, respectivamente. O primeiro, de autoria do presidente da Câmara, João Zaine (PMDB), institui no Calendário Oficial de Eventos do Município a Festa Italiana São Luís Orione; o segundo, de autoria do progressista Julinho Lopes, confere a Medalha de Honra ao Mérito a Edison Norberto de Andrade pelos trabalhos ambientais desenvolvidos junto à Secretaria de Educação.

TRIBUNA

A sessão ainda contou com a presença de Adriano Marchi, vice-presidente da União de Amigos (Udam), que fez uso da Tribuna Livre para discorrer sobre o risco da paralisação dos serviços prestados pela entidade em parceria com a prefeitura de Rio Claro. O responsável pela instituição enfatizou que a execução do trabalho social tem sofrido alguns percalços e pediu apoio dos vereadores no intuito de que sejam resolvidos. Marchi acrescentou que, como filha da terra, a ONG [organização não governamental] pretende continuar semeando o belo trabalho que desenvolve de forma positiva há mais de cinquenta anos na Cidade Azul.

Licitação: apelação contra sentença de ação pública em pauta

Antonio Archangelo / Coluna Politika

Na ação improcedente, promotoria afirmava que prefeito e vice “agiram com interesses particulares e escusos”
Na ação improcedente, promotoria afirmava que prefeito e vice “agiram com interesses particulares e escusos”

Foi incluída na pauta do dia 21 de setembro da 10ª Câmara de Direito Público, do Tribunal de Justiça de São Paulo, a análise da apelação proposta pelo Ministério Público de São Paulo contra a decisão que julgou improcedente a Ação Civil Pública em face do prefeito Palmínio Altimari Filho (PMDB) e da vice-prefeita Olga Lopes Salomão (PT), por suposto ato de improbidade administrativa na Concorrência Pública 08/2010, para escolha da empresa que gerenciaria o transporte coletivo do município.

>>> Tribunal julga irregular licitação do transporte coletivo

O relator é o desembargador Reinaldo Cintra Torres de Carvalho, que tomou posse no último dia 8. Ele nasceu na cidade de Dois Córregos (SP). Tornou-se bacharel em Direito pela Universidade de São Paulo, na turma de 1984. Ocupou diversas funções no TJ-SP como servidor, antes de ingressar na magistratura em 1988. Ao longo da carreira, atuou em Apiaí, Dracena, Piracicaba e na capital. Assumiu o posto de desembargador por ato de 29 de junho de 2015, após a aposentadoria de Osvaldo Capraro.

A revisora é a desembargadora Teresa Ramos Marques, que em matéria da Folha de S.Paulo de 2014, assinada pelo jornalista Frederico Vasconcelos, era apontada como a desembargadora menos produtiva da seção de Direito Público, com 2.238 casos. Naquela oportunidade, evidenciou-se que 35 dos 357 desembargadores acumulam 31% dos casos em atraso, com estoque acima da média das três seções do tribunal. Na oportunidade, o presidente do Tribunal, José Renato Nalini (que recentemente recebeu o título de cidadão rio-clarense), dizia que “há magistrados céleres e outros que continuam a fazer de seu trabalho um artesanato precioso, com citações e menções doutrinárias”.

Também participará do julgamento o “3º Juiz”, o desembargador Paulo Galizia, que tomou posse em 2013, e é natural de São Paulo. Formado em Direito pela USP (Turma de 1983), ingressou na magistratura em 1985 como juiz substituto da 34ª circunscrição judiciária, com sede em Piracicaba. Atuou nas comarcas de Bananal, Pindamonhangaba e Taubaté e nos foros regionais de Itaquera e Pinheiros.

Homem desaparecido foi vítima de latrocínio em Ipeúna

Carine Corrêa

Na foto, a cova em que Adilson foi enterrado, em uma mata existente próximo a um barraco
Na foto, a cova em que Adilson foi enterrado, em uma mata existente próximo a um barraco

Adilson Miranda Guimarães estava desaparecido de Ipeúna desde o dia 30 de agosto. Uma investigação revelada nessa segunda-feira (14) pela Polícia Civil indica que Adilson, de 37 anos, foi vítima de latrocínio. A Polícia Civil de Ipeúna já prendeu duas pessoas pelo crime.

Os dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP) que mostram os índices criminais dos municípios paulistas não contabilizam latrocínio em Ipeúna desde o ano de 2013. O portal disponibiliza os índices criminais das cidades do Estado a partir deste ano.

O delegado Luis Roberto Villela está à frente das investigações. Em entrevista ao JC, revelou que o corpo de Adilson foi encontrado na sexta-feira (11). “A família de Adilson deu queixa na delegacia sobre seu desaparecimento. Uma pessoa fez contato conosco informando que encontrou o chip do seu celular. Nesse momento, começamos a desconfiar do seu desaparecimento”, detalha Villela.

Foi então que a Polícia Civil de Ipeúna recebeu informações de que ele tinha sido morto. Três homens seriam suspeitos de praticar o crime. “Na sexta-feira, quando localizamos o corpo, não sabíamos ainda que se tratava de Adilson”, frisa o delegado.

Em um bar da cidade, o delegado Villela obteve informações do paradeiro de um dos criminosos. “Localizamos um deles e, posteriormente, um dos comparsas. Pretinho, como é conhecido, acabou confessando o crime e forneceu as identificações dos comparsas. Dois estão presos e o terceiro elemento está foragido. Fizemos buscas por Ferraz, mas ainda não foi localizado”, contou.

O crime

Foi na madrugada do dia 1º de setembro, em horário ainda desconhecido, que Adilson Miranda Guimarães foi vítima de latrocínio – roubo seguido de morte. O crime aconteceu em um barraco localizado na Rua Joaquim Gomes Ferreira, ao lado da Creche Maria Luiza Zanone Prata. Teriam praticado o latrocínio três pessoas: um de 19 anos, um de 21 e outro de 30 anos.

Eles roubaram de Adilson a quantia de R$ 200 e um telefone celular. Adilson Guimarães teve os pés e mão amarrados e foi morto com golpes de facão. O trio escondeu o corpo de Adilson em uma cova improvisada em uma mata próximo ao barracão. “O cadáver de Adilson foi localizado na noite do dia 11/9, parcialmente enterrado na mata próxima do barraco, com os pés e mãos amarrados, vestindo cueca e camiseta. Foi apurado que foi morto com golpes de instrumento cortante no pescoço e cabeça”, diz o parecer assinado pelo delegado Villela. O corpo de Adilson Miranda foi transportado até a mata por uma carriola.

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>>> VÍDEO: tiros e explosão de caixa eletrônico assustam moradores de Ipeúna

Outros dados

Ipeúna apresenta dados criminais típicos de uma cidade pequena do interior. Segundo os dados da SSP, neste ano não há ocorrências de homicídio. A primeira morte violenta de 2015 é de Adilson Miranda Guimarães. Em todo ano passado, foram contabilizados apenas três homicídios – dois no mês de junho e um no mês de dezembro. No ano de 2013 não houve nenhum assassinato em Ipeúna, de acordo com o portal da pasta.

Secretário propõe fechar a Rua 3 aos sábados no horário comercial

Ednéia Silva

Neia - 05/11/2013 - transito centro rio claro
Proposta de secretário é interromper o trânsito aos sábados, como acontece no final do ano

A frota de veículos de Rio Claro só faz crescer. O número de carros na cidade ultrapassa 167 mil, quase um veículo por habitante. Com tantos automóveis nas ruas, as vias já não comportam esse fluxo sem a ocorrência de problemas como congestionamentos, falta de vagas para estacionamento na região central etc.

Quais são as alternativas para resolver o problema? Em entrevista ao programa Jornal da Manhã da Rádio Excelsior Jovem Pan News nesta segunda-feira (14), o secretário municipal de Mobilidade Urbana e Sistema Viário, José Maria Chiossi, defendeu a ideia de que a Rua 3 seja fechada aos sábados durante o horário comercial, assim como acontece em dezembro durante o horário especial do comércio.

De acordo com Chiossi, a medida funciona com extremo sucesso e poderia ser uma alternativa utilizada para facilitar o deslocamento de pedestres. Hoje, da forma que está, veículos e pessoas se deslocam com muita dificuldade. Com apenas sete metros, as ruas não comportam o excesso de carros.

Rio Claro está elaborando o Plano Municipal de Mobilidade Urbana. Segundo Chiossi, a empresa responsável tem um sistema que fotografa o trânsito da cidade a cada 15 minutos para verificar o deslocamento dos veículos. Essas fotografias mostram que os trechos de saturação não acontecem somente na região central, mas também nos bairros da periferia.

Para o secretário, uma alternativa seria o incentivo ao uso de outros meios de transporte como bicicletas, ônibus ou até mesmo a pé. Ele conta que hoje, em termos per capta (quantidade de veículos por habitante – 1,19), Rio Claro possui mais veículos que São Paulo, Piracicaba, Araraquara, São Carlos, entre outros municípios com densidade demográfica maior.

O secretário falou ao Jornal da Manhã nesta terça-feira (14), confira o áudio. Clique para ouvir!

Descriminalização do porte de maconha tramita no Supremo

Carine Corrêa

Maneira como o usuário vai adquirir a droga deve depender ainda das determinações legais acordadas depois da aprovação
Maneira como o usuário vai adquirir a droga deve depender ainda das determinações legais acordadas depois da aprovação

O assunto é polêmico. A questão sobre a descriminalização do porte de maconha está tramitando no Supremo Tribunal Federal (STF). Os ministros Edson Fachin, Luís Roberto Barroso e Gilmar Mendes votaram em favor da descriminalização. O julgamento sobre o assunto foi interrompido por um pedido de vista. Em Rio Claro, a reportagem do JC ouviu diferentes opiniões. Confira:

“Sou contra. O uso do entorpecente repercute no âmbito da segurança pública, já que muitos dependentes acabam praticando delitos, como furtos e roubos, para sustentar o vício. Qualquer policial que já fez flagrante de tráfico de drogas já viu dentro das bocas de fumo pertences roubados e furtados, que foram trocados por drogas”- major Rodrigo Arena, coordenador operacional da Polícia Militar.

“Não sou favorável. Pois a maconha é a “porta de entrada” para outras drogas ilícitas mais pesadas, como o crack, a cocaína, etc. A maioria dos viciados não começou com drogas pesadas, mas com a maconha” – capitão Barreto, à frente da 1ª Companhia da Polícia Militar de Rio Claro.

“É um progresso o Supremo Tribunal Federal (STF) se pronunciar nessa questão, mas não é o suficiente. Há um tratamento desigual para o consumidores de determinadas drogas. Os consumidores de tabaco, álcool e cafeína [drogas lícitas] não são tratados como criminosos, ao contrário dos consumidores de maconha e cocaína [drogas ilícitas]. Há um tratamento desigual. Durante todo esse tempo de proibição, o que acontece é que as substâncias proibidas estão mais acessíveis do que quando não eram proibidas. O mercado posto na ilegalidade acaba dando ao traficante o controle de ‘regulamentá-lo’. A maior das consequências destas proibições é a violência. Não são as drogas que causam a violência, mas sim a proibição” – juíza Maria Lucia Karam, presidente da LEAP Brasil, organização internacional a favor da legalização das drogas.

“É necessário entender que hoje muitos países estão tratando usuários de maconha de forma legalmente diferenciada dos chamados traficantes, entendendo que a chamada ‘Guerra às Drogas’ de cunho altamente proibicionista tem fracassado e não obtendo êxito, aumentando a violência e o encarceramento ao invés de garantir segurança para a população. Descriminalizar o usuário é dar um passo a um entendimento de que a guerra às drogas é mais onerosa a todos do que uma regulação estatal” – socióloga Camila Vedovello.

PAT: servente, caldeireiro, costureira e outras vagas disponíveis

Divulgação

O PAT Rio Claro – Posto de Atendimento ao Trabalhador está oferecendo oportunidades de emprego para servente, caldeireiro, costureira e outras vagas disponíveis. O levantamento é do dia 14 de setembro e está sujeito a alteração.

Para mais informações destas e demais vagas, comparecer ao PAT (Av. 3, 536, Centro) com carteira de trabalho, RG, CPF e número do PIS Ativo. O atendimento acontece do meio-dia às 17h. Essas são algumas vagas que constam no sistema ‘mais emprego’:

  • Auxiliar de almoxarifado
  • Auxiliar de enfermagem
  • Balanceiro
  • Caldeireiro
  • Carpinteiro
  • Consultor de vendas
  • Costureira em geral
  • Cozinheiro geral
  • Eletricista de instalações industriais
  • Empregada doméstica nos serviços gerais
  • Encanador
  • Enfermeiro
  • Fonoaudiólogo geral
  • Gerente comercial
  • Mãe social
  • Manicure
  • Mecânico de manutenção de máquinas industriais
  • Nutricionista
  • Representante comercial autônomo
  • Servente
  • Técnico de enfermagem
  • Vendedor interno

Secretário de mobilidade fala sobre interdição do trânsito

Da Redação

José Maria Chiossi, secretário municipal do departamento de Mobilidade Urbana da Prefeitura de Rio Claro
José Maria Chiossi, secretário municipal do departamento de Mobilidade Urbana da Prefeitura de Rio Claro

O secretário municipal do departamento de Mobilidade Urbana da Prefeitura de Rio Claro, José Maria Chiossi, falou com a jornalista Carla Hummel no programa Jornal da Manhã da Rádio Excelsior Jovem Pan News, na manhã desta segunda-feira (14). O secretário comentou sobre a interdição de uma das ruas na área central no último sábado (12), que trouxe vários problemas para os motoristas. Durante a entrevista, o secretário aventou a possibilidade de interromper todo o trânsito naquela área principalmente aos sábado, dias de muito movimento na região.

O áudio completo com a entrevista pode ser conferido no player abaixo. Clique para ouvir!

Alunos de Corumbataí recebem canecas em ação ambiental

Divulgação

Alunos de Corumbataí recebem canecas em ação ambiental inovadora
Alunos de Corumbataí recebem canecas em ação ambiental inovadora

Educai as crianças, para que não seja necessário punir os adultos. A célebre frase do filósofo Pitágoras nunca foi tão atual. É assim que a Prefeitura de Corumbataí, por meio da Coordenadoria de Coleta Seletiva e a Secretaria de Educação, lançaram uma iniciativa inédita, a campanha “Se é para o bem do meio. Eu tô no meio”.

Alunos da Escola Municipal Maria de Lourdes Pedroso Perin, sob a supervisão da professora Ana Paula Ferreira, propuseram a substituição dos copos descartáveis por canecas individuais.

O projeto contou com a Colaboração da direção da escola e parceria com a Coordenadoria da Coleta Seletiva, sob o gerenciamento da bióloga Lucilene de Aquino. “Viabilizamos patrocínio para a aquisição das canecas. Com isso todos os alunos e funcionários ganharam suas canecas, reduzindo assim em 100% o uso dos copos descartáveis, contribuindo com a redução de resíduos sólidos e a promoção do uso sustentável”, explicou.

A iniciativa faz parte de um pacote de ações lançado pela Prefeitura para conscientização ambiental e promover a ação do cidadão na prática. “É dever do governo promover políticas públicas neste sentido, mas temos que unir todos os esforços. Cada um contribui um pouco e assim construiremos uma sociedade mais consciente e comprometida com a preservação do planeta”, afirmou o prefeito Vicente Rigitano.

Por que trocar copos descartáveis por canecas? A produção de copos descartáveis emite CO2 e outros gases nocivos na atmosfera? Sem contar que cada copinho pode levar mais de 100 anos para se decompor na natureza.

Shopping Rio Claro recebe a terceira edição da Decorflora

Divulgação

A Feira de Plantas, Flores e Decoração acontece até o dia 20 de setembro no Shopping
A Feira de Plantas, Flores e Decoração acontece até o dia 20 de setembro no Shopping

Para comemorar a chegada da primavera, o Shopping Rio Claro promove a 3º Decorflora – Feira de flores, plantas e decoração. A feira tem vasos de plantas e flores, como suculentas, bromélias, plantas carnívoras, violetas, samambaias e kalanchoes. O visitante também encontra orquídeas, arranjos, flores de corte e alguns artigos de jardinagem.

Organizada pela Semearte, a feira funcionará das 10 às 22 horas de segunda a sábado e das 12 às 19 horas aos domingos. O evento segue até o dia 20 de setembro na Praça de Eventos do Shopping Rio Claro.

“Vamos mostrar algumas tendências em arranjos com flores e plantas, que são muito usados em decoração de ambientes com resultados surpreendentes”, destaca Raquel Padula Platinetti, proprietária da Semearte e organizadora do evento.

Para o Gerente Geral do Shopping Rio Claro, Reinaldo Lopes Moreira, a Decorflora é mais uma opção de lazer para as famílias da cidade, além de trazer tendências para quem adora decorar a sua casa com plantas e flores. A visitação da feira é gratuita.

SERVIÇO

3ª Decorflora

Data: de 11 a 20 de setembro

Horário: de segunda a sábado, das 10h às 22h; aos domingos, das 12h às 19h

Local: Praça de Eventos do Shopping de Rio Claro.

Campanha alerta sobre dificuldades dos cadeirantes

Vivian Guilherme

O vereador Julinho Lopes, a presidente da ONG Mais Forte que a Deficiência Carla Hoffmann de Lima, e o prefeito Du Altimari foram algumas das pessoas que participaram da Campanha
O vereador Julinho Lopes, a presidente da ONG Mais Forte que a Deficiência Carla Hoffmann de Lima (foto), e o prefeito Du Altimari foram algumas das pessoas que participaram da Campanha

A Campanha desenvolvida pela ONG Mais Forte Que a Deficiência e idealizada pela cadeirante Juliana Oliva vem mobilizando toda a comunidade de Rio Claro.

Carla Hoffmann de Lima, presidente da ONG, conta que o vídeo com o chamamento para a campanha foi finalizado esta semana e já está disponível na internet. Carla diz que as ações continuam até a Semana da Pessoa com Deficiência, que será comemorada em Rio Claro de 21 a 25 de setembro.

Segundo a presidente, todas as pessoas que participaram do desafio até o momento ficaram tocadas pelas experiência. “Até mesmo pessoas que já trabalhavam com cadeirantes disseram que não imaginavam a dificuldade que era. O olhar dessas pessoas que participaram mudou muito. Só tenho a agradecer a essas pessoas que estão aceitando o desafio”, diz.

O prefeito Du Altimari, contou ao JC que pôde comprovar o quanto é difícil se locomover numa cadeira de rodas e “valorizar ainda mais a força que emerge de pessoas que se veem na impossibilidade de andar ou sob outras limitações físicas quando confrontadas com essas realidades”.

Segundo Altimari, Rio Claro ainda tem muito a avançar na questão do direito à acessibilidade. “Acredito, porém, que felizmente já estamos evoluindo neste aspecto. Com as novas orientações que regem a construção civil, os projetos habitacionais que estão sendo entregues no município já estabelecem apartamentos adaptados para quem tem a mobilidade prejudicada. O entendimento de mobilidade urbana que partilhamos hoje contempla toda a sociedade, amplifica o direito à acessibilidade a todas as pessoas e não se pode conceber que seja diferente. O surgimento de entidades que representam este contingente expressivo da população também é importante para novas conquistas”, disse o prefeito.

O vereador Julinho Lopes, criador da lei que instituiu a Semana da Pessoa com Deficiência em Rio Claro, destacou como uma experiência ímpar. “Todas as pessoas deveriam passar por essa experiência para entender como os cadeirantes sofrem. É difícil mudar o que está errado, mas é fácil não deixar fazer errado no futuro. Por isso temos que repensar a acessibilidade em ruas, prédios públicos etc”, comenta.

Para participar da Campanha é só postar um vídeo nas redes sociais com a tag: #UmDiaNaCadeiraDeRodas.

Idosos têm direitos garantidos por leis

Ednéia Silva

Norma Lopes Gonçalves, presidente da Associação Regional pela Previdência Social, fala sobre a atual situação dos idosos
Norma Lopes Gonçalves, presidente da Associação Regional pela Previdência Social, fala sobre a atual situação dos idosos

No dia 1º de outubro é comemorado o Dia Nacional e Internacional do Idoso. O Dia Nacional do Idoso era celebrado em 27 de setembro, mas a data foi alterada para 1º de outubro pela Lei 11.433/2006. Para falar sobre a situação, direitos e dificuldades enfrentadas pela população idosa, o Café JC entrevista Norma Lopes Gonçalves, presidente da Araps (Associação Regional pela Previdência Social). A entrevista foi realizada pelos jornalistas Ednéia Silva e Wagner Gonçalves.

Jornal Cidade – O governo está promovendo mudanças nas regras de concessão de aposentadorias. Como você avalia essas alterações?

Norma Lopes Gonçalves – Estão sendo feitos muitos comentários sobre a fórmula 85/95 (Os números 85 e 95 representam a soma da idade e do tempo de contribuição para o INSS, sendo 85 para mulheres e 95 para homens) instituída pelo governo. No meu ponto de vista, essa regra é mais vantajosa porque as pessoas têm mais chance de se aposentar mais cedo com aposentadoria integral. Antes, com o fator previdenciário, cortava-se tudo diminuindo o valor do benefício.

JC – Qual é a situação dos idosos no Brasil?

Norma – Algumas conquistas e avanços ocorreram, mas o aposentado vem recebendo a culpa pelo rombo na Previdência Social. Nós contribuímos ao longo da vida e não podemos ser responsabilizados pelas mazelas do país. Mesmo porque isso é uma inverdade. Quem recebe aposentadoria integral são aqueles que ganham salário mínimo. Os demais são limitados pelo teto e sofrem com as consecutivas perdas e o achatamento dos salários. Há muito desrespeito e falta de educação. Não deveria ser necessário criar leis para se respeitar o idoso.

JC – Existem avanços que podem ser destacados?

Norma – Sim, houve avanços. Por exemplo, antes o idoso não tinha direito à aposentadoria e hoje tem. Há várias leis de proteção e garantia de direitos, como o Estatuto do Idoso, a Lei do Passe Livre etc. O que precisa é garantir que elas sejam cumpridas. Mas também é preciso que os idosos lembrem-se dos deveres que também precisam ser cumpridos. Antes, as pessoas tinham obrigações e não sabiam como reivindicar seus direitos. Hoje, querem os direitos sem cumprir os deveres.

JC – Rio Claro tem cerca de 20% da população na terceira idade. A cidade está preparada para atender esse público?

Norma – Rio Claro oferece muitas opções para os idosos, mas existem problemas. Muitas ações ficam apenas no papel e não são implementadas na prática. Os serviços oferecidos nem sempre atingem as pessoas que realmente precisam.

JC – Quais as maiores dificuldades enfrentadas pelos idosos no município?

Norma – Muita gente reclama do transporte público, mas penso que é difícil organizar o sistema frente às dificuldades do trânsito e do formato da cidade. Talvez o que falte seja um terminal de ônibus fechado como tem em outras cidades. Em Rio Claro seria fácil implementar a medida, utilizando o espaço da antiga Estação.

JC – E sobre a polêmica em torno do adiantamento do 13º salário dos aposentados?

Norma – O problema criado em torno do 13º já foi resolvido, o governo vai pagar o abono na folha de setembro. Mas isso somente foi mantido devido à pressão dos aposentados. A presidente Dilma Rousseff tinha anunciado que não iria fazer o adiantamento, a confederação e a federação dos aposentados pressionou o governo, que voltou atrás. Na verdade, antes não existia antecipação do 13º, que foi concedida pelo governo para se promover. Mas uma vez concedido deve ser mantido. Como o adiantamento vem sendo feito desde 2006, muita gente já contava com esse dinheiro e seria prejudicada com o corte.

JC – As pessoas com mais de 60 anos têm o que comemorar no Dia Nacional do Idoso? Quais metas pretendem alcançar?

Norma – Não têm o que comemorar. A saúde está excessivamente precária, a legislação criada quase sempre fica somente no papel sem ser colocada em prática, o valor das aposentadorias cada vez menor. O que queremos é a aprovação pela Câmara dos Deputados do Projeto de Lei 4.434/2008, já aprovado pelo Senado, que prevê a recomposição do valor das aposentadorias. O projeto estabelece que os benefícios de quem recebe acima do mínimo sejam corrigidos pelo mesmo índice aplicado ao salário mínimo e que o valor seja igual àquele da época da concessão das aposentadorias. O projeto é de autoria do senador Paulo Paim (PT/RS). Por várias vezes a proposta foi colocada na pauta de votação e depois retirada por determinação do governo.

JC – Existe uma mobilização para criar o Partido dos Aposentados e Idosos (PAI). Como você avalia essa questão?

Norma – Sou contra. Acho que o país não precisa de mais um partido político. Os aposentados têm que mostrar para os vários partidos já existentes o que precisa ser feito em benefício da classe. Além disso, muitas causas são utilizadas como trampolim por algumas pessoas que militam em interesse próprio. Quando chegam ao poder esquecem a bandeira pela qual foram eleitos.

Depressão e falta de alegria podem desencadear esclerose

Wagner Gonçalves

Tema de discussão de uma novela do horário nobre, o diagnóstico da esclerose múltipla tende a ser abordado no desenrolar da trama. A patologia acomete cerca de dois milhões e meio de indivíduos, com uma proporção de 18 pessoas para cada 100 mil, no Brasil, de acordo com dados fornecidos pelo chefe e fundador do Laboratório de Patologia Neuromuscular, doutor Beny Schmidt.

Por definição, a esclerose múltipla é doença inflamatória autoimune que atinge especificamente o sistema nervoso central. Caracterizada pela inflamação dos prolongamentos dos neurônios, a esclerose tende a destruir o revestimento chamado mielina. “O seu principal tipo é recorrente-renitente, caracterizado por surtos de mais de 24 horas, sem febre ou inflamação, com intervalos de 30 dias”, explica.

Os sintomas são variáveis, porque os focos da desmielinização podem acontecer em qualquer lugar do sistema nervoso central. “Diria que o mais frequente sintoma é a fraqueza muscular”, diz o médico, ressaltando que identificação da doença se dá por exame clínico neurológico e laboratoriais, sendo importantes os de liquor e ressonâncias magnéticas.

O perfil de pessoas com esclerose múltipla no nosso país, conforme disse o neurologista muscular, é igual aos perfis em outros países, ou seja, os que apresentam depressão, melancolia e falta de alegria de viver. Por isso, paralelamente às medicações, Dr. Schmidt acredita que deva ser trabalhada a parte emocional destes pacientes. “Trabalhando com reabilitação há tantos anos, temos enorme sucesso na maioria dos casos, sobretudo devolvendo o prazer de viver a essas pessoas”, disse.

Em Rio Claro, todas as unidades de saúde atendem pacientes e fazem o encaminhamento necessário para o adequado tratamento e assistência, conforme informou a prefeitura.

Dependendo da situação, o paciente é encaminhado para tratamento com especialistas de outros municípios. Alguns medicamentos são fornecidos, dependendo da prescrição. A Fundação Municipal de Saúde também dispõe do Centro de Especialidades e Apoio Diagnóstico (Cead), com profissionais médicos em diversas áreas que acompanham esse quadro clínico quando do encaminhamento por parte das unidades.

Outra equipe da Fundação de Saúde é a do SAD – Serviço de Atendimento Domiciliar, que atende nas residências a todos os pacientes sem condições de locomoção.

Jornal Cidade RC
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