Anvisa aprova teste da vacina contra o coronavírus da Pfizer no Brasil

NATÁLIA CANCIAN – BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS)

A Anvisa (Agência Nacional e Vigilância Sanitária) deu aval a mais um teste para vacina contra a Covid-19 no Brasil.

A aprovação, publicada em edição extra do Diário Oficial da União desta terça (21), vale para as vacinas BNT162b1 e BNT162b2, em desenvolvimento pela Pfizer em conjunto com a BioNTech.

Com a nova autorização, já são três os estudos clínicos de vacina com aval para serem conduzidos no país. As outras duas imunizações testadas aqui são a desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com a farmacêutica AstraZeneca e a do laboratório chinês Sinovac.

Os testes devem ser feitos com inclusão de cerca de 29 mil voluntários -destes, 5.000 serão do Brasil, distribuídos em São Paulo e na Bahia.

Segundo a Anvisa, as vacinas em estudo são baseadas em RNA, que codifica um antígeno específico do novo coronavírus. O RNA é traduzido pelo organismo humano em proteínas que tentarão induzir uma resposta imunológica.

O Brasil deve participar do terceiro estágio de estudos, que na prática corresponde às fases 2 e 3 de estudos clínicos, quando são avaliados mais dados de qualidade e eficácia.

A decisão pelo aval a mais um estudo clínico de vacina contra a Covid havia sido adiantada pela Folha de S.Paulo nesta segunda (20). Um outro pedido de autorização ainda está sob análise.

Prefeito de Araras vai à capital apresentar ações do novo coronavírus

Ramon Rossi

O prefeito de Araras Junior Franco (DEM)  esteve no Palácio dos Bandeirantes, sede do Governo Estadual, onde foi recebido pelo secretário de Estado de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi. Na ocasião, o prefeito ararense protocolou demandas para a cidade de Araras.

O principal tema debatido durante o encontro foram as ações que o município de Araras vem executando no combate ao novo coronavírus (covid-19). Araras faz parte da DRS-10 de Piracicaba, região que regrediu para a Fase Vermelha do Plano São Paulo.

“Mostramos ao secretário de Estado que Araras vem fazendo sua parte no combate à pandemia, aumentando o número de leitos, início de testagem em massa nos próximos dias e diversas outras ações de prevenção ao contágio do vírus”, comentou Franco.

O secretário de Estado elogiou as ações da Prefeitura, mas ponderou que a mudança de fase do Plano SP depende dos números de todas as cidades que fazem parte de uma DRS. O Estado deve reavaliar as fases de todas as regiões até sexta-feira desta semana.

O prefeito Junior Franco aproveitou o encontro e protocolou um pedido de R$ 1,5 milhão para investimento em infraestrutura na cidade, já que é a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional a responsável por este tipo de repasse financeiro aos municípios paulistas.

Limeira terá lockdown nos próximos finais de semana

Em coletiva no início da tarde desta terça-feira, o Prefeito de Limeira, Mario Botion (PSD), anunciou que a cidade terá dois fins de semana de lockdown total.

A ação determinada para fortalecer o combate ao coronavírus é válida para 25 e 26 de Julho e 1° e 2 de Agosto.

Além do Lockdown, o prefeito determinou a proibição da venda de bebida alcoólica a partir desta quarta-feira (22) em todos os estabelecimentos comerciais da cidade, das 18h às 8h.

Limeira já registrou 4151 casos de Covid-19 e 124 óbitos pela doença.

Primeira dose da vacina chinesa é aplicada no HC de São Paulo

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A primeira dose da vacina chinesa da empresa farmacêutica Sinovac foi aplicada, nesta terça-feira (21), no Hospital das Clínicas de São Paulo. Uma médica que não teve a identidade revelada foi a voluntária número um a receber a dose, segundo o governador João Doria (PSDB). O anonimato segue os protocolos necessários para a fase de teste da vacina.

“Trata-se de um orgulho para São Paulo e para o Brasil”, comemorou o governador sobre o início dos testes. No Hospital das Clínicas, a expectativa é que 890 voluntários sejam testados.

Dimas Covas, presidente do instituto Butantan, definiu esta terça-feira como “dia histórico, que pode entrar para os livros de história”.

Os pesquisadores do Hospital das Clínicas vão analisar os voluntários em consultas agendadas a cada duas semanas. A estimativa é de concluir todo o estudo da fase três de testes em até 90 dias.

Esper Kallas, infectologista do Hospital das Clínicas, explicou que o estudo para a eficácia da vacina desenvolvida pela Sinovac é o chamado de “um para um”, ou seja, metade dos voluntários recebem placebo e outra metade da vacina.

Cada voluntário recebe duas doses e a segunda deve ser aplicada 14 dias após a primeira. Além disso, todos os participantes do estudo recebem um diário onde devem anotar possíveis sintomas.

Os voluntários são profissionais da saúde que trabalham na linha de frente do combate à Covid-19. O candidato, segundo o governo, não pode ter sido infectado pelo novo coronavírus e nem ter participado de outros estudos.

Mulheres não podem estar grávidas ou planejando uma gravidez nos próximos três meses -os voluntários também não podem ter doenças instáveis ou que alterem a resposta imune.

A vacina está na terceira fase, aquela que investiga a eficácia da proteção em larga escala. Esta é a última fase de testes de uma vacina.

Na primeira, aplica-se a dose em poucas pessoas, todas saudáveis, para ver se não causa efeitos colaterais. Na segunda, com mais voluntários, ver se ela cria os anticorpos desejados. Na seguinte, com milhares de indivíduos, busca-se submeter o composto às mais diversas variáveis, para ter certeza se ele é seguro e efetivo.

Além do HC, a vacina será testada em outros dois centros na capital paulista, no Instituto de Infectologia Emílio Ribas e no hospital Albert Einstein -a previsão é que até o final da semana que vem ambos já tenham iniciado os testes.

Cerca de 20 mil doses da vacina desembarcaram na segunda-feira (20) -ao todo, 9.000 voluntários serão testados em 12 centros de pesquisa pelo Brasil espalhadas por outros cinco estados, além de São Paulo, como Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Paraná e Brasília.

Doria afirmou ainda que a China é o principal parceiro de São Paulo. “Não fazemos parcerias baseadas em ideologia”, disse o governador que afirmou que em maio de 2021 está prevista uma viagem ao país a fim de atrair novos investimentos para São Paulo.

Médico e professor Jean Gorinchteyn é o novo Secretário da Saúde do Estado de São Paulo

O Governador João Doria anunciou nesta terça-feira (21) que o médico Jean Gorinchteyn, é o novo Secretário de Estado da Saúde de São Paulo. Infectologista do Instituto Emilio Ribas e do Hospital Israelita Albert Einstein, o novo Secretário substitui o médico José Henrique Germann Ferreira, que ocupava o cargo desde o início da atual administração e deixa a função devido a recomendações médicas.

“O doutor José Henrique Germann, ao longo de um período de 19 meses, cumpriu brilhantemente o trabalho à frente da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo”, afirmou o Governador. “Não houve nenhuma razão de qualquer outra ordem exceto a orientação de saúde que ele recebeu de seus médicos. Quero publicamente agradecer ao doutor Germann pela qualidade do trabalho, confiança, dedicação e capacidade de integrar e harmonizar equipes”, acrescentou Doria, que pediu uma salva de palmas em deferência a Germann.

Gorinchteyn é professor de infectologia na Universidade de Mogi das Cruzes, onde se formou há 28 anos. Também é mestre em doenças infecciosas pela Coordenação dos Institutos de pesquisa da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo e fez doutorado em neurologia experimental pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). Desde o ano passado, Jean é embaixador do Instituto Trata Brasil, que apoia as ações pela universalização do saneamento.

“Quero agradecer ao Governador João Doria pela confiança e por acompanhar o nosso trabalho desde o início da pandemia no Instituto Emilio Ribas e que isso motivou minha vinda até aqui”, afirmou o novo Secretário de Saúde. “Temos que entender que existe continuidade, não existe troca. Nós estamos progredindo de uma forma faseada, fazendo com que São Paulo volte a ter esse novo normal de forma gradual, dando abertura para que todos possam retomar suas vidas e a economia, mas sempre lembrando da segurança e da saúde da população”, frisou Gorinchteyn.

A troca ocorre após o Secretário Germann se afastar por motivos de saúde. Desde o início da atual gestão estadual, Germann sempre trabalhou em prol da Saúde Pública e, principalmente neste momento de pandemia, atuou para salvar vidas. No início deste mês, ele apresentou problemas cardiovasculares e decidiu se afastar das atividades para cuidar da saúde. Germann continuará como assessor especial do Governo do Estado, mas seguirá uma rotina mais tranquila.

“Pequenos sustos podem significar grandes alertas. No último dia 3 de julho, dei entrada no hospital Albert Einstein, sendo submetido a diversos exames, incluindo o de cateterismo cardíaco. A recomendação médica foi diminuir as atividades inerentes às funções executivas. Gostaria de agradecer ao Governador João Doria pela confiança em mim depositada para assumir o honroso cargo de Secretário de Saúde no início de sua gestão e a quem expresso minha total gratidão”, declarou Germann.

Promotoria é que bloqueia investigações da ‘rachadinha’, diz advogado de Flávio Bolsonaro

ITALO NOGUEIRA – RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS)

O advogado Rodrigo Roca, 50, novo defensor do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), atribui ao Ministério Público do Rio de Janeiro o atraso na conclusão das investigações sobre a suposta “rachadinha” no antigo gabinete de seu cliente na Assembleia Legislativa fluminense.

Para Roca, a apuração ainda não se transformou “em algo concreto” porque a Promotoria se recusa a aceitar o foro especial definido pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

“É ele [MP-RJ] quem está impugnando uma decisão que já fixou esse foro e poderia estar agora se ocupando da investigação. […] O fato é que, se desistisse dessa reclamação, talvez ela [a investigação] já tivesse se transformado em algo concreto”, disse.

A defesa do senador, composta também pelas advogadas Luciana Pires, Juliana Bierrenbach e Renata Azevedo, ainda tenta anular as decisões do juiz Flávio Itabaiana, comprometendo as provas da investigação sobre peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa decorrentes da “rachadinha”.

“Não é direito de todos ser julgado pelo juiz competente? Também é do senador”, afirmou.

Roca assumiu o caso após a descoberta de que Frederick Wassef, antigo advogado de Flávio, abrigou por cerca de um ano Fabrício Queiroz, pivô do esquema das “rachadinhas” no gabinete da Assembleia.

O novo defensor não quis comentar o caso, bem como os fatos suspeitos que envolvem o filho do presidente Jair Bolsonaro, alegando sigilo da investigação. Declarou apenas ter “pleno convencimento da inocência do senador”.


O senador Flávio Bolsonaro vem tentando bloquear as investigações desde janeiro de 2019. É sinal de preocupação?

Rodrigo Roca – Em absoluto. Não foram tentativas de bloqueio. É para que se aplique o direito. Tudo o que se busca é fixação do foro competente para o julgamento. Não é direito de todos ser julgado pelo juiz competente? Também é do senador.

Se for pensar em bloqueio, é preciso atribuir isso ao Ministério Público. É ele quem está impugnando uma decisão que já fixou esse foro e poderia estar agora se ocupando da investigação. O que não se pode é ter mais de dez volumes de investigação e o senador sequer ser ouvido.

Quando ele foi convidado a falar, não apareceu e recorreu ao STF pedindo foro por ser senador.

RR – Não é verdade. Naquela ocasião, ele estava como testemunha e prestou esclarecimentos. Mas depois nunca mais foi chamado [como investigado], o que é uma distância preocupante.

Pedir foro não é uma contradição com o discurso da família Bolsonaro?

RR – Não, porque não se fala em privilégio, mas sim na aplicação correta da lei. Fizeram recentemente com esse deputado estadual [Márcio Pacheco], a quem foi deferido o foro especial. O próprio MP-RJ ofereceu uma denúncia direto ao órgão especial numa causa idêntica. Ele também responde a fatos por mandatos anteriores [neste caso, a denúncia aponta “rachadinha” até março de 2019, atual mandato]. O senador busca tratamento igualitário.

O instituto do foro especial merece as críticas e discussões que têm sido colocadas. Mas, se está em vigor, se vai aplicar para uma pessoa e não para outra?

O Supremo já tomou decisões em que considerou que o foro não se estendia após a troca de mandato.

RR – Os precedentes da Suprema Corte [STF] de modo algum se parecem com o julgado da 3ª Câmara Criminal. Eles nunca enfrentaram a sucessão de mandatos no mesmo Poder. É uma excelente oportunidade para o Supremo pacificar esse entendimento.

O caso do Flávio tem sido usado para levantar questões até então não debatidas. Foi o caso do Coaf, por exemplo, que paralisou investigações no país por quatro meses. O fato de ser filho do presidente ajuda a levantar discussões inéditas?

RR – Não foi por causa do Flávio que se interromperram as investigações no país.

O ministro Dias Toffoli determinou a paralisação a partir de um pedido dele.

RR – Foi um tema proposto. O fato é que, se o Ministério Público desistisse dessa reclamação, talvez ela [a investigação] já tivesse tomado um rosto, transformado em algo concreto. Não é o senador quem está atrasando a investigação. Ele quis ser julgado no órgão especial, por ser o foro competente, e o MP-RJ está lançando mão dos expedientes que entende inteligentes.

O presidente tem tido conflitos com o Supremo, ao participar de atos contra ministros. Acredita que esse componente político pode influenciar?

RR – Não vejo um conflito do presidente com o Supremo. É uma leitura equivocada. Vejo atos processuais. Fora disso não me interessa. Os ministros da Suprema Corte têm experiência para se manterem distantes de qualquer rusga que se possa criar para interferir num julgamento.

Uma das primeiras medidas após sua entrada na causa foi pedir a suspeição do juiz Flávio Itabaiana no inquérito eleitoral contra o senador. Por qual motivo?

RR – Eu tinha o dever ético de suscitar essa questão para não correr o risco de amanhã ou depois alguém aparecer com uma fotografia [nossa] e eu ter que me explicar. Tinha obrigação de levantar essa questão. Fui advogado dele, estive no casamento da filha dele num petit comité, já frequentei a casa dele com a minha primeira e segunda mulher. Ele já frequentou a minha. Saímos para confraternizar em família como fazem todos bons amigos. Se, a despeito disso tudo, ele se julga imparcial, sigamos com a causa.

Ele disse que não fala com o sr. desde 2014 e que um investigado não pode contratar um advogado com o objetivo de arguir a sua suspeição.

RR – Não é verdade que não nos vemos desde 2014. E [minha contratação] não pode ser lida assim. Seria se fosse só esse argumento, mas não é. Ele já tomou decisões sobre esses fatos [no processo criminal], então não pode conduzir o caso no âmbito eleitoral.

A retirada não visa fugir de um juiz rigoroso?

RR – O juiz Flávio Itabaiana é um profissional que admiro. A questão não é essa. As atitudes que ele tomou, ao nosso ver equivocadas, açodadas, e algumas, trôpegas, geram consequências processuais para as quais a lei prevê remédios. Ainda que ele não tivesse tomado essas medidas, tivesse sido passivo diante da investigação, sofreria a arguição de suspeição. É meu dever.

O sr. entrou na causa após uma crise causada pelo fato de o antigo defensor, Frederick Wassef, ter abrigado Fabrício Queiroz. Como o sr. viu essa situação?

RR – Encontro aqui uma barreira ética. Primeiro porque isso ainda está pendente de esclarecimento. E também seria descortês da minha parte com um colega.

O senador sabia?

RR – Neste caso tudo está sob sigilo.

Estamos há quase dois anos num debate público sobre a suposta ‘rachadinha’ do senador. Há dificuldade de enfrentar o mérito?

RR – Ao contrário. Ele pediu para ser ouvido [no Ministério Público] justamente para esclarecer. O que está sendo público são as ilações de comentaristas, da imprensa, de profissionais de ocasião. O senador está discutindo no foro próprio.

Mas seu cliente alega inocência?

RR – A questão não é alegar inocência. Tenho pleno convencimento da inocência do senador. Nossa missão como defesa é somente mostrar isso ao julgador competente, que não esteja viciado. Tenho certeza que vamos encontrar esses julgadores na Suprema Corte, nos tribunais colegiados, nos órgãos colegiados do Tribunal do Rio de Janeiro.

RAIO-X

Rodrigo Roca, 50, assumiu a defesa de Flávio Bolsonaro neste mês, após a revelação de que Frederick Wassef, o antigo defensor, abrigou Fabrício Queiroz por cerca de um ano. Mestre em Ciências Penais pela Universidade Cândido Mendes, atuou na defesa do ex-governador Sérgio Cabral (RJ). É advogado da Maria Joselita Brilhante Ustra, viúva do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra (1932-2015), torturador durante o regime militar homenageado pelo então deputado federal Jair Bolsonaro no voto pelo impeachment de Dilma Rousseff em 2016. É mestrando em Direito Canônico pela Instituto Superior de Direito Canônico.

Em Julho, nasce 1° bebê do ano em Cordeirópolis

Com 47 cm e 2,820 kg chegou ao mundo o primeiro bebê do ano nascido no próprio município de Cordeirópolis.

O parto aconteceu na manhã de segunda-feira (20) na Unidade de Pronto Atendimento Municipal já que não houve tempo para que a mamãe Vanessa fosse levada até Limeira, onde normalmente as gestantes do município são encaminhadas para a realização do parto.

O pequeno Bernardo estava apressado para vir ao mundo e nasceu saudável. Em 2018, apenas um bebê nasceu em Cordeirópolis e no ano passado, 2019, foram dois partos na cidade.

Os papais Guilherme e Vanessa com o filho Bernardo

Laboratórios terão 24 horas para enviar dados de testes aplicados ao Ministério da Saúde

NATÁLIA CANCIAN – BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS)

O Ministério da Saúde publicou nesta terça-feira (21) uma portaria que obriga laboratórios públicos e privados a notificarem a pasta sobre todos os resultados de testes para o novo coronavírus em até 24 horas.

Segundo membros do ministério, a ideia é ampliar o monitoramento de todos os testes aplicados no país. A avaliação deles é que, embora a notificação de casos de Covid-19 já fosse obrigatória, faltavam regras específicas de como devem ser enviadas as informações de resultados de exames e modelos diferentes eram usados pelos estados. A pasta também vê necessidade de maior controle desses dados.

A portaria que obriga a notificação foi publicada no Diário Oficial da União. Segundo o texto, todos os resultados de testes de diagnóstico para detecção da Covid-19 devem ser notificados, “sejam positivos, negativos, inconclusivos e correlatos, qualquer que seja a metodologia utilizada”.

Os resultados devem ser notificados em até 24 horas por meio de registro na Rede Nacional de Dados em Saúde, plataforma que integra sistemas do ministério.

Laboratórios que não informarem os dados estão sujeitos a advertência, multa ou até mesmo interdição, entre outra medidas. A portaria dá prazo de 15 dias para adequação.

A medida ocorre em meio a reclamações de que nem todos os laboratórios privados enviavam dados à pasta. Associações reúnem grandes redes negam.

Membros da pasta também se queixavam de que alguns estados usavam sistemas próprios para controle de dados dos testes aplicados na rede pública, o que dificultava o monitoramento.

Até o momento, já foram aplicados no país ao menos 2,2 milhões de testes do tipo RT-PCR, que verifica a presença de material genético do vírus em amostras e é considerado o padrão ouro para o diagnóstico da infecção aguda. Deste total, 1,3 milhões foram feitos na rede pública e 945 mil na rede privada.

Segundo o ministério, também foram aplicados ao menos 2,9 milhões de testes rápidos, que visam verificar a presença de anticorpos mas apresentam mais problemas, nas redes pública e privada. A pasta não tem divulgado o total específico da rede pública.

A diretora-executiva da Abramed, que reúne 26 laboratórios privados, Priscila Franklin Martins, nega ausência de notificação de dados, mas aponta dificuldades ocorridas nos últimos meses. Segundo ela, inicialmente, os dados eram enviados às secretarias municipais de saúde, que notificavam o ministério, mas havia atrasos nesse processo. Com isso, a notificação passou a ser feita diretamente pelos laboratórios privados.

“Mas ainda existem questões técnicas a serem resolvidas”, diz ela, que reclama de dificuldade com os sistemas e da exigência de dados que considera excessivos para notificação. “Pedem alguns dados que não temos, como o celular do médico que realizou o exame. Estamos conversando com o governo para padronizar esses dados. Já tem laboratório notificando, mas havia problemas técnicos que precisavam ser solucionados que emperravam essa notificação”, afirma.

Questionado sobre os problemas alegados pelos laboratórios, o ministério não respondeu até o momento.

Rio Claro FC confirma técnico para volta da A-2

O presidente Dayvid Medeiros, do Rio Claro Futebol Clube, confirmou que Adilson Teodoro será o técnico do time para a volta do Campeonato Paulista da Série A-2. De acordo com Dayvid, um novo contrato será feito com o treinador já que o anterior se encerrou em abril. Apenas Adilson permanecerá da comissão técnica anterior e outros integrantes serão contratos para auxiliar o treinador.

“Estou confiante para o retorno, o pensamento é vencer os três e buscar a classificação e o acesso que é objetivo”, disse Adilson.

Sobre o início dos treinamentos o presidente afirmou que aguarda a liberação do Governo de SP.

“Era para iniciarmos os testes físicos e de Covid-19 ontem(20), mas segundo a Federação Paulista de Futebol o governo ainda não deu o sinal verde”, afirma Dayvid.

A expectativa é que os treinamentos com bola comecem no próximo dia 27. Os jogos devem ser retomados no dia 19 de agosto.

“O meu decreto é até o dia 26 e eu não abro mão”, diz prefeito Juninho

Diante das solicitações feitas por representantes do comércio nesta segunda-feira (21), o prefeito Juninho da Padaria explicou à reportagem do Jornal Cidade que a reunião estava marcada antes do governador João Doria anunciar o retorno à Fase Vermelha, o que aconteceu na última sexta.

“Tínhamos esperança de mudanças, mas agora foge do meu controle, pois se houver um descumprimento nós iremos responder civil e criminalmente. É preciso um entendimento que o único vilão que existe é o novo coronavírus. A decisão que a nossa administração tomou, com base na realidade, nos números e na preocupação de salvar vidas foi acertada. Não queremos famílias enlutadas. Os representantes queriam a reabertura do comércio para ontem, mas é inviável. Acertamos que quando retornar será das 13h às 17h. Vou aguardar o novo pronunciamento do Doria para esta sexta (24). Independente, sigo avaliando todos os pedidos”, disse Juninho.

Câmara questiona custeio do hospital de campanha

Vereadores da oposição, na Câmara Municipal, questionaram em sessão virtual nessa segunda-feira (20) posicionamento da Fundação Municipal de Saúde quanto à implantação do hospital de campanha no Pronto Atendimento do Cervezão.

Inaugurado dentro do prédio na semana passada com 26 leitos de UTI para atendimento exclusivo de pacientes com Covid-19, a Prefeitura de Rio Claro informou que investiu R$ 5 milhões na estruturação, incluindo compra de insumos e de respiradores.

Após o vereador Paulo Guedes (PSDB), da base governista, elogiar a inauguração do ‘hospital’, o vereador Rafael Andreeta (PTB) declarou que “depois de quatro meses e fez uma reforma no Cervezão a preço de R$ 5 milhões. Não é um hospital novo. Vou lá fiscalizar”.

Já o vereador Rogério Guedes (PSL), que elogiou a estrutura, também pediu que a Comissão Temporária de Fiscalização e Acompanhamento dos Trabalhos de Combate ao Coronavírus, instituída no Poder Legislativo, fiscalize os gastos.

“São R$ 5 milhões gastos para fazer o que foi feito. Foi muito bem montado, os funcionários estão fazendo ótimo trabalho, temos equipamentos. Gostaria que o prefeito mandesse para a Câmara todos os gastos. Mais de R$ 5 milhões no P.A. do Cervezão é um absurdo”, declarou o parlamentar.

Julio Lopes (PP) defendeu e disse que a gestão da Saúde está sendo feita. “Infelizmente ocorreu nesta época, mas quem vai ganhar futuramente é a população. A Covid um dia vai ter que passar”, disse.

O parlamentar Yves Carbinatti (PSD) afirmou que a implantação do hospital é uma “obrigação. Essa é uma obra do poder público, que demorou, fez após quatro meses”, lembrando que em outras cidades a iniciativa ocorreu em poucas semanas.

Val Demarchi (DEM), líder da bancada, disse que o secretário de Saúde, Maurício Monteiro, afirmou que toda estrutura montada no hospital será permanente após a pandemia. “Continuará atendendo a população, isso é muito importante. Várias cidades fizeram estruturas móveis e posteriormente algumas já até desfizeram. O nosso recebeu verba da União e do Estado, vai continuar para atender o cidadão”, finalizou.

O prefeito João Teixeira Junior, o Juninho da Padaria (DEM) chegou a declarar na semana passada que após a pandemia da Covid-10 o local se transformará no novo Centro Hospitalar da Zona Norte.

Comissão

O presidente da Comissão, Hernani Leonhardt (MDB), informou que nesta terça (21) deve oficiar o Poder Executivo para que sejam detalhados os custos de equipamentos, instalações e insumos.

Jornal Cidade RC
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