Boletim de polícia desta quarta-feira (29)
Informações das últimas horas do setor de segurança de Rio Claro, diretamente do plantão policial, com o repórter colaborador Gilson Santullo.
Informações das últimas horas do setor de segurança de Rio Claro, diretamente do plantão policial, com o repórter colaborador Gilson Santullo.
Confira como fica o tempo nesta quarta-feira (29), com informações do Ceapla – Prefeitura de Rio Claro.
Um vídeo que mostra um carro desligado em um lugar que aparenta uma ladeira, mas mesmo assim vai para frente, vem chamando a atenção de muitos internautas nos últimos dias. Será que este carro realmente está desafiando a gravidade e subindo em uma descida? Confira o vídeo e a explicação abaixo:
EXPLICAÇÃO
O Físico Huemerson Maceti, professor de física e coordenador pedagógico do Colégio Puríssimo, Curso Poliedro e da Fundação Hermínio Ometto (FHO), foi procurado pela reportagem e explicou que se trata de uma ilusão de óptica. “Apesar de parecer uma subida, isso é uma descida… O que acontece é que estamos comparando com outro plano inclinado, como acontecia na “casa maluca”, uma das atrações do Playcenter onde as coisas pareciam que subiam. Um outro exemplo famoso é a “rua do amendoim” em Belo Horizonte”, comenta o físico.
De acordo com Maceti, a falsa percepção tem relação com a enorme diferença de tamanho entre nós e a Terra: “Como a superfície da Terra não é regular e nós somos muito pequenos em relação ao planeta, costumamos encontrar algo o qual podemos comparar com o restante, tornando um padrão de referência. É como olhar para um pequeno barco navegando. Quando olhamos esse barco, vemos que ele se desloca em uma linha horizontal, já que percorre a linha do horizonte, separação entre o céu e o mar. Mas isso só acontece porque somos muito pequenos para observar o todo. Se conseguirmos sair de perto da Terra, teremos outra visão. A interface entre o céu e o mar forma uma circunferência da ordem de 40.000 km, o que confere ao nosso planeta um diâmetro da ordem de cerca de 12.800 km. É como se uma pequena formiga com cerca de 2 mm andasse na superfície de uma bola de 12, 8 km de diâmetro. Certamente ela não enxergaria que estaria andando sobre uma bola e acreditaria que seu mundo é plano”.
Por conta do tamanho e da circunferência do planeta, as referências que temos podem ser alteradas de acordo com a nosso percepção. “Com relação ao vídeo e suas implicações com o fato de sermos muito pequenos e observarmos apenas uma fração do todo a explicação é a seguinte. A ladeira de Iracemápolis está próxima a outra ladeira, com maior extensão, a qual utilizamos como referência”.
O professor de física, montou um esquema que pode ajudar a esclarecer a explicação. Confira abaixo:
“A Ladeira de Iracemápolis está próxima a outra ladeira, com maior extensão, a qual utilizamos como referência. Observem as figuras a seguir:
Na primeira imagem (abaixo), temos uma visão mais ampla comparando o terreno com o nível do mar. Observe que o veículo continua a descer, porém com uma menor inclinação.
Como comparamos com a linha verde, nosso cérebro a toma como referência e passamos a comparar o terreno como se ela fosse a linha do horizonte e temos a falsa impressão de que o veículo está subindo uma ladeira”.
Com toda a explicação, Huemerson refuta qualquer possibilidade de ser uma “falha” na força da gravidade no caso do vídeo de Iracemápolis, mas não descarta que a situação tem sua beleza diante da física: “A gravidade continua desempenhando seu papel e o carro continua a descer. Para essa compravação basta colocarmos um “nível”, desses usados em contrução, para verificarmos que trata-se de uma descida. Não há mágica mas, sem dúvida, oferece um belo e curioso espetáculo”.
Há alguns dias que se tentava entender a suplementação orçamentária no valor de R$ 498 mil, feita pela Prefeitura via publicação de um decreto no Diário Oficial do Município, indicada para “manutenção do gabinete do prefeito”. Sabe-se que esse setor em questão é responsável por algumas áreas dentro do Paço Municipal, além do próprio gabinete, pela administração de outros setores públicos, como subprefeituras, Fundo Social e Ouvidoria.
Com a retomada dos trabalhos no Poder Legislativo, os vereadores da oposição Rafael Andreeta (PTB) e a colega Maria do Carmo Guilherme questionaram essa mudança financeira. O crédito foi aberto com recursos que foram transferidos do Fundo Social, secretarias de Negócios Jurídicos, Educação, Agricultura e Esportes/Turismo. No Portal da Transparência, por fim, constou empenho desses R$ 498 mil para compra de testes rápidos para diagnóstico de Covid-19 pela Prefeitura.
A coluna FAROL, na edição impressa do JC, questionou a Prefeitura de Rio Claro sobre o motivo de se fazer a suplementação com a finalidade para a Fundação Municipal de Saúde – que é uma autarquia e tem regime próprio independente – através de decreto que indica ‘manutenção do Gabinete do Prefeito’. No entanto, não respondeu sobre esse questionamento, somente informou que “a dotação orçamentária transferindo recursos ao Gabinete do Prefeito tem o objetivo de reduzir os trâmites burocráticos e dar maior agilidade à compra de testes rápidos de Covid-19, essenciais para o combate à pandemia”. Também no comunicado enviado à coluna do JC, o Poder Executivo informou que a denominação contábil “manutenção do Gabinete do Prefeito” está em conformidade com os termos técnicos do orçamento municipal.
O Brasil bateu um novo recorde de mortes registradas em 24 horas, com 474 óbitos, e ultrapassou a China no número de mortes causadas pelo novo coronavírus. O recorde anterior do Brasil era de 23 de abril, com 407 vítimas.
O país é agora o nono país com mais vítimas no mundo.
Segundo o boletim mais recente do Ministério da Saúde, ao todo 5.017 pessoas morreram por Covid-19. A China, por sua vez registra 4.637 mortos, a maioria em Wuhan, na província de Hubei (4.512).
No Brasil, os casos confirmados também estão mais concentrados em uma região, a Sudeste.
Os primeiros casos confirmados do novo coronavírus foram registrados em Wuhan, na China, em dezembro de 2019. Já no início da pandemia o país determinou uma quarentena sem precedentes nas cidades afetadas. O isolamento, ao que tudo indica, levou a diminuição do número de novos casos confirmados por dia e culminou no relaxamento da quarentena no fim de março.
O recorde de mortes por coronavírus em 24 horas registradas na China aconteceu em 17 de fevereiro, após o país asiático adotar uma nova metodologia para confirmação de casos e vítimas.
A velocidade com que o vírus se alastra e causa mortes no Brasil é similar à observada na China. Ambos os países levaram cerca de dois meses para atingir os primeiros mil mortos após o registro do primeiro caso.
Os dados sobre mortes nos dois países desde o surgimento do vírus indicam que o Brasil ultrapassou a China devido à queda no número de novas mortes do país asiático. No intervalo de 18 dias, entre 29 de março e 16 de abril, a China registrou 42 mortes novas mortes. No mesmo período, O Brasil registrou 1.788.
Assim como na China, é possível que no Brasil haja subnotificação do número de pessoas infectadas e de mortes causadas pela Covid-19.
Em São Paulo, por exemplo, os cemitérios públicos têm recebido por dia entre 30 a 40 corpos de pessoas que morreram com suspeita de estarem contaminadas pelo novo coronavírus.
Por causa do atraso nos resultados dos testes laboratoriais que confirmariam a infecção, a maior parte desses óbitos não entrou nas estatísticas oficiais do Ministério da Saúde.
No início de abril, alguns estados e municípios brasileiros relataram uma média de 1 caso de coronavírus para cada 30 suspeitos. A falta de kits e a inexistência de uma portaria que detalhasse quais casos deveriam ser contabilizados como confirmados ou suspeitos foi apontada como sendo a possível causa para a subnotificação.
Após uma resposta inicial turbulenta, com direito a censura em redes sociais e restrição de informações, a China zerou pela primeira vez, em 18 de março, a transmissão local do Sars-CoV-2. Com os resultados positivos oriundos do isolamentos social, o país começou a ensaiar ainda em março o relaxamento da quarentena. No dia 28 daquele mês, o metrô voltou a funcionar junto com outros serviços de trem em Hubei.
Enquanto isso, no Brasil, os primeiros casos confirmados de transmissão sustentada eram anunciados pelas autoridades sanitárias do estado de São Paulo, onde a quarentena que estava prevista para chegar ao fim em 22 de abril foi prorrogada para 10 de maio.
No dia 22 de abril, o governador João Doria anunciou que a “reabertura econômica” do estado começaria em 11 de maio. Apenas um dia mais tarde, porém, Doria disse afirmou que poderia voltar atrás quanto a reabertura caso os índices de isolamento social não ficassem acima de 50%.
Pelo menos 24 cidades de São Paulo flexibilizaram a quarentena via decreto a revelia das determinações do governo estadual. O governador ameaçou, inclusive, entrar na Justiça contra as prefeituras. Não foi preciso.
O Ministério Público suspendeu a reabertura do comércio em pelos menos 11 cidades que chegaram a reabrir lojas ou apontar datas para retomada.
Enquanto na China, ao que se sabe, não houve interrupções ou grandes manifestações contrárias a quarentena, no Brasil, apoiadores do presidente Jair Bolsonaro –que se manifestou diversas vezes contra o isolamento social– têm participado de carreatas pedindo o impeachment do governador paulista e a reabertura da cidade.
Bolsonaro tem visto sua popularidade cair devido à forma como está gerindo a pandemia no país. O presidente chegou a demitir o ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, por manter a orientação a favor da quarentena.
Para evitar novo desgaste e a exposição de desacordos no alto escalão do governo, o novo ministro, Nelson Teich, passou por treinamento sobre como lidar com a imprensa.
Teich não começou bem e conta com a reprovação de secretários de Saúde. Segundo eles, não houve mais diálogo com o ministério desde o dia 17 de abril, quando o novo ministro tomou posse. Com Mandetta, afirmam, as conversas eram diárias.
Após críticas, o ministro marcou a primeira reunião com presidentes de conselhos de secretários para esta quarta (29).
Até o momento, os EUA registram o maior impacto do coronavírus no mundo. O país atingiu nesta terça 1 milhão de casos confirmados de Covid-19, marca inédita entre os 185 países impactados pela pandemia. O patamar alarmante foi atingido 12 dias depois que o presidente Donald Trump anunciou um plano para a reabertura econômica dos estados americanos.
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) foi intimado a apresentar sua defesa em ação na qual é processado pelos herdeiros da ex-primeira dama Marisa Letícia Lula da Silva. O prazo para a apresentação de sua contestação é de 15 dias.
A família de Lula (PT) processa o filho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) após publicação nas redes sociais na qual Eduardo afirmava que Marisa Letícia possuía um patrimônio de R$ 256 milhões -quando, segundo a defesa dos herdeiros, o valor verdadeiro é de R$ 26 mil.
A ação também processa a secretária especial de Cultura, Regina Duarte, que compartilhou as afirmações.
A confusão sobre valores surgiu depois que o juiz confundiu valores que Marisa tinha aplicados em CDBs com os de debêntures de outra natureza. Ele questionou a defesa e, antes mesmo do esclarecimento, as redes bolsonaristas passaram a divulgar o valor errado.
Segunda nota publicada no site oficial do ex-presidente Lula, os herdeiros de Marisa Letícia pedem reparação de R$ 131.408,70 “de cada um dos propagadores de fake news”. Não há intenção de acordo por parte da família.
“O valor equivale a cinco vezes o que dona Marisa realmente tinha em CDBs [títulos de investimento] e duas mil vezes menos do que o valor falsamente divulgado por Regina Duarte e Eduardo Bolsonaro”, diz a nota.
A ação também pede que deputado e secretária publiquem em suas redes sociais o valor correto do investimento da ex-primeira dama.
O município de Rio Claro totaliza 30 casos de Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. Doze destes casos foram identificados em testes rápidos, que não são considerados resultado final de diagnóstico e, portanto, precisam de novos exames. Um óbito suspeito foi descartado, restando uma morte suspeita em investigação.
Os números estão no boletim divulgado no meio da tarde desta terça-feira (28) pela Secretaria Municipal de Saúde. Desde o início da pandemia, são seis óbitos confirmados no município.
Rio Claro tem 11 casos suspeitos em investigação e 17 pacientes internados, sendo sete em UTI.
O prefeito de Rio Claro, João Teixeira Junior, participou na manhã desta terça-feira (28) de reunião virtual com o governador João Dória, secretários estaduais e prefeitos de 35 municípios paulistas (com mais de 200 mil habitantes) para discutir novas ações e a situação da pandemia do novo coronavírus (Covid-19). “É importante que os municípios estejam articulados para maior eficácia das medidas preventivas ao coronavírus”, salientou Juninho, acrescentando que “a solidariedade entre os municípios é muito importante neste momento de tantas dúvidas e dificuldades”.
A reunião foi realizada por videoconferência coordenada pelo governador e teve participação do secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi; da secretária de Desenvolvimento Econômico, Patricia Ellen; do secretário da Saúde, José Henrique Germann; da secretária de Desenvolvimento Social, Célia Parnes; e do coordenador do Comitê de Saúde, David Uip.
Dória observou que a pandemia impôs aos gestores três grandes desafios: saúde, economia e social. O governador recomendou aos municípios de uma mesma região que sejam solidários no isolamento para evitar prejuízos mútuos. Segundo ele, o governo paulista está pensando numa volta gradual da quarentena, sempre baseado em dados epidemiológicos. De acordo com o governo estadual, “não haverá flexibilização aleatória”.
Patrícia Ellen destacou a necessidade de acompanhar a curva de desenvolvimento da pandemia e salientou que sem o isolamento social o número de óbitos seria muito maior. A secretária Célia Parnes falou sobre o Programa Alimento Solidário, realizado em parceria com a iniciativa privada, que pretende entregar um milhão de cestas de alimentos com reforço proteico a pessoas em situação de extrema vulnerabilidade social.
Ao final da reunião, o governador Dória anunciou que o índice de isolamento no estado de São Paulo na segunda-feira (27) foi de 48%, abaixo dos 58% registrados anteriormente. Dória divulgou também os municípios paulistas com melhores índices de isolamento social e Rio Claro, que há 15 dias apareceu com 61%, desta vez não conseguiu pontuação entre os primeiros no respeito à quarentena. A flexibilização prevista para maio pelo governo estadual prevê critérios como o índice de adesão ao isolamento social, o que poderá ser um complicador para o município de Rio Claro se os índices continuarem baixos.
Acompanharam o prefeito Juninho na videoconferência o secretário municipal de Saúde, Maurício Monteiro; o vice-prefeito e secretário de Segurança, Marco Antonio Bellagamba; o secretário de Governo, Ricardo Gobbi e Silva; e o presidente da Câmara Municipal, vereador André Godoy.
Os três cemitérios de Rio Claro, São João Batista, Evangélico e Parque das Palmeiras, não serão abertos para o público no Dia das Mães, comemorado no segundo domingo de maio. A decisão foi tomada em comum acordo pela direção dos três cemitérios e tem como objetivo evitar aglomeração de pessoas como medida de prevenção ao novo coronavírus (Covid-19).
O Cemitério Municipal São João Batista está fechado ao público desde o dia 26 de março. “Achamos por bem manter o cemitério fechado em virtude do grande público que costuma visitar o local nesse dia. Dessa forma evitamos aglomerações de pessoas”, explica o diretor municipal de Administração, Sérgio Christofoletti, que solicita a compreensão e colaboração da comunidade. “É uma medida de segurança para a proteção de todos”, frisa.
O Dia das Mães é a segunda data com maior número de visitantes no cemitério municipal, perdendo apenas para o Dia de Finados. No momento o cemitério municipal funciona apenas para enterros. Medidas de restrição também foram adotadas no velório municipal. Informativo com as regras foi afixado na porta de entrada do velório. Uma delas restringe a dez o número de pessoas por sala, sendo que a permanência no espaço é de no máximo cinco minutos.
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Em entrevista publicada pelo site do jornal The New York Times nesta segunda-feira (27), o jogador brasileiro de basquete Leandro Barbosa, 37, conhecido também como Leandrinho, disse que os sintomas da Covid-19 fizeram ele pensar que iria morrer.
O ex-atleta da NBA, que joga atualmente pelo Minas Tênis Clube, no Brasil, contou que a doença o atingiu de maneira mais forte em 17 de março, três dias após a partida de sua equipe contra o Corinthians -e um depois da paralisação do campeonato nacional de basquete. “Aquela foi a pior noite de minha vida”, afirmou.
O teste positivo para Covid-19 saiu no dia 21 do mês passado. Segundo Leandrinho, a febre e as dores no corpo foram diferentes de tudo o que ele já havia sentido. “Realmente eu senti que iria morrer”.
Além dos fortes sintomas, o coronavírus teve implicação no nascimento de sua filha, Isabela, no dia 22 de março.
Talita Rocca, sua esposa, estava grávida de 38 semanas e deveria dar à luz em 26 de março. No entanto, havia a suspeita que ela também estivesse contaminada, o que foi confirmado posteriormente.
Os médicos então decidiram induzir o parto imediatamente. Doente, Leandro teve que que acompanhar o nascimento da filha pelo aplicativo FaceTime.
“Eu não sabia o que fazer”, disse o jogador. “Tudo o que fiz foi falar para ela ao telefone: ‘Escute, você terá que fazer isso sozinha. Pense no bebê, não em mim.'”
De acordo com o jogador, ele e a esposa estão curados, e a filha nasceu saudável, sem o vírus.
Leandrinho lamentou a paralisação do torneio nacional de basquete em razão do desempenho de sua equipe, mas reconheceu que a atitude de parar a competição foi correta. “Eu adoraria voltar. A razão é porque acho que temos potencial para vencer o campeonato. Mas eu peguei o vírus. Eu sei como é isso. É impossível que a liga continue. No momento, não é sobre o negócio. É sobre a nossa saúde.”
Araras confirmou o 2º óbito em decorrência da Covid-19. O paciente estava internado há alguns dias e foi diagnosticado no último domingo (26), quando chegou o resultado positivo do exame. Ele, que tem 59 anos, apresentou piora no estado clínico e precisou ser transferido para a UTI, onde faleceu.
De acordo com a Vigilância, além desse caso, uma outra suspeita foi positivada no domingo, envolvendo um paciente que também está internado, mas vem apresentando quadro de saúde estável e permanecia em isolamento hospitalar.
Ao todo, com essas duas confirmações do último domingo, o número de casos positivos de Covid-19 registrados na cidade até o momento subiu para 15. A cidade registrava 90 notificações da doença – esses dados envolvem casos suspeitos em investigação, confirmados e também descartados.
Além dos 15 pacientes que testaram positivo, há outros 65 já negativados após análises laboratoriais e 10 casos aguardando resultado de exames para diagnóstico do caso – entre eles, um óbito registrado neste final de semana que segue em investigação. As suspeitas notificadas envolvem pacientes de Araras, internados em hospitais da cidade e também profissionais que trabalham na área da saúde.
A Câmara Municipal voltou a realizar nessa segunda-feira (27) sessão ordinária para discussão de requerimentos e projetos de lei após cerca de um mês de pausa. De portas fechadas para o público e com novas medidas de cuidados contra o coronavírus, o tema da pandemia predominou. A preocupação quanto aos efeitos da Covid-19 na economia de Rio Claro é grande e os parlamentares apresentaram variadas proposituras para se efetivarem ações neste sentido, como na avaliação de medidas para flexibilização da reabertura do comércio local, fato que foi explorado no plenário.
Requerimento do vereador Rogério Guedes (PSL), que pede atenção a essa questão, gerou debate no plenário. “Que a gente busque mecanismos, distanciamento, pessoas do grupo de risco em casa, e que se coloque decreto para o comércio. Precisamos socorrer os comerciantes”, disse, apesar de reconhecer que a saúde é a prioridade. O presidente André Godoy (DEM) declarou que conversas estão sendo realizadas para discutir o assunto. “Foram 74 cidades que entraram com decreto para reabrir o comércio. Em todas estão fechados. O Ministério Público tem enviado semanalmente orientação para que o prefeito não faça o decreto, para que nem se atreva a fazer. Estamos dentro de um decreto estadual”, disse.
Yves Carbinatti (PSD) lembrou que “o momento é de unir esforços, chamar para discussão, sem politicagem ou sensacionalismo”. Anderson Christofoletti (MDB) afirmou que “precisamos de uma cartilha para direção ao que pode ou não pode, são 45 dias de quarentena e a desinformação tem atrapalhado muitos comércios. As secretarias municipais deveriam estar se posicionando. Algo tem que ser feito”. O vereador Rafael Andreeta (PTB) disse que “não dá mais para esperar. Estender a quarentena e não ter flexibilização do comércio vai ficar difícil”. Geraldo Voluntário (MDB) reforçou que cidades tentaram reabrir lojas não essenciais, mas não conseguiram. Júlio Lopes (PP) declarou que a segunda melhor data para o comércio de Rio Claro, o Dia das Mães, está comprometida.
O vereador Paulo Guedes (PSDB) foi outro que se posicionou contra a flexibilização do comércio neste momento, destacando a necessidade de se salvarem vidas e diminuir a contaminação pela nova doença.
Cobrança
A parlamentar Carol Gomes (Cidadania) ressaltou, também, que a fiscalização da Vigilância Sanitária estaria fraca no que tange ao cumprimento do decreto estadual, e a colega Maria do Carmo Guilherme (MDB) cobrou o envio do plano municipal de contingência ao coronavírus pela Prefeitura, fato que ainda não ocorreu.
O prefeito de Rio Claro João Teixeira Junior recebeu na sexta-feira (24) posicionamento do Ministério Público em recomendação administrativa referente à flexibilização da quarentena no município. De acordo com o MP, o município deve seguir decreto do governo estadual sem que a decisão de flexibilização parta do município.
“Entendemos que o momento é de dificuldades financeiras para todos, no entanto, qualquer medida deve se basear em critérios técnicos e é isso que temos feito”, destaca o prefeito Juninho, reafirmando que a saúde das pessoas deve estar em primeiro lugar. “Procuramos o Ministério Público para ouvir o que o órgão tinha a dizer e dividir responsabilidade, buscando tomar as decisões mais acertadas”, acrescenta o prefeito, que lembra que, mesmo numa flexibilização de quarentena, medidas preventivas têm que ser adotadas. “É necessário o apoio do comércio, indústria e população para que quando a flexibilização acontecer não represente aumento na transmissão do novo coronavírus e mais número de casos”, ressalta o prefeito.
O posicionamento do Ministério Público foi transmitido na sexta-feira pelo prefeito a lideranças do Ciesp/Fiesp Rio Claro, do Sindicato do Comércio Varejista, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), da Acirc (Associação Comercial e Industrial de Rio Claro), e representantes das igrejas e de trabalhadores.
“A recomendação administrativa já demonstra a linha de entendimento do MP com relação à eventual flexibilização no nosso município sem autorização do governo estadual, ou seja, decretos isolados serão alvo de ação civil pública”, enfatiza Rodrigo Ragghiante, secretário municipal de Negócios Jurídicos.
De acordo com o Ministério Público, o município deve adotar providências necessárias para fazer cumprir as medidas determinadas pelo governo estadual sem abrandamentos que possam colocar em risco a população.
“Quanto mais gente fora do isolamento, maiores as chances de pessoas serem infectadas com o novo coronavírus e é isso que queremos evitar”, observa Maurício Monteiro, secretário de Saúde, lembrando que o distanciamento social promove um ritmo mais lento de contágio e, consequentemente, dá aos serviços públicos de saúde mais condições de atendimento a todos que virem a precisar. A reunião teve a participação dos vereadores André Godoy, Julinho Lopes, Seron, Irander Augusto, José Pereira e Hernani Leonhardt.