Chicago proíbe bares e casos de covid-19 disparam na Flórida

Agência Brasil

A cidade norte-americana de Chicago restabeleceu restrições por causa do novo coronavírus, e o estado da Flórida notificou mais de 10 mil novos casos pelo sexto dia consecutivo, enquanto a pandemia avança pelos Estados Unidos. 

Em um raro indicador de esperança, o estado de Nova York teve o menor número de hospitalizações pelo novo coronavírus em quatro meses, e a cidade de Nova York iniciou uma nova fase da reabertura nessa segunda-feira (20). Mas o progresso, na mesma cidade e estado que já foram o epicentro da crise, foi encoberto pelas notícias sombrias em praticamente todos os outros cantos do país. 

O estado de Nova York registrou apenas oito mortes no domingo, enquanto o número total de pessoas hospitalizadas pela doença caiu para 716, o menor desde 18 de março, afirmou o governador Andrew Cuomo. 

Mas os números do país como um todo pioraram. Trinta e dois estados notificaram aumentos recordes de casos de covid-19 em julho, enquanto 15 informaram aumentos recordes de óbitos. Mortes, hospitalizações e taxas de testes positivos continuam a subir, com pelo menos 15 estados registrando recordes de hospitalizações até agora em julho, de acordo com contagem da Reuters. 

O vírus matou 140 mil pessoas nos Estados Unidos e infectou cerca de 3,7 milhões, números que lideram o cenário mundial.

A Flórida registrou 10.347 novos casos nessa segunda-feira. Mais 92 pessoas morreram no estado, aumentando o número de óbitos para 5.183.

Covid-19 atingiu 1% da população e matou mais de 80 mil brasileiros

(FOLHAPRESS) –

Cinco meses após a primeira morte registrada de Covid-19 no Brasil, o país já acumula mais de 80 mil óbitos durante a pandemia. Nesta segunda-feira (20), foram registradas 721 vítimas da doença e 21.749 infectados.
Mais de 2,1 milhões de pessoas foram diagnosticadas com o vírus, o que representa 1% da população brasileira. Desde março, o país registrou 80.251 mortes de pacientes com Covid-19.
Os dados com o total de infectados e vítimas foram compilados pelo consórcio entre Folha de S.Paulo, O Estado de S. Paulo, Extra, O Globo, G1 e UOL, em balanço divulgado às 20h desta segunda. O levantamento é feito com a coleta de dados das secretarias de Saúde dos estados.
A iniciativa do consórcio de veículos de compilar e divulgar os dados sobre Covid-19 é uma resposta a atitudes recentes do governo Jair Bolsonaro, que ameaçou sonegar dados, atrasou boletins, retirou informações do ar, deixou de divulgar totais de casos e mortes e divulgou informações conflitantes.
Na última semana, o Brasil uma média móvel de mortos com o novo coronavírus de 1.047, menor que a semana anterior, com 1.052, a maior desde o início da pandemira.
A média móvel é um recurso estatístico que busca dar visão mais acurada da evolução da doença, pois atenua números isolados que fujam do padrão. Ela é calculada somando o resultado dos últimos sete dias, dividindo por sete.
Segundo país com mais vítimas na pandemia, o Brasil tem uma taxa de óbitos por habitantes mais baixa que a de outras nações. São 37 mortos por 100 mil habitantes.
Os Estados Unidos, que têm o maior número absoluto de óbitos, e o Reino Unido, terceiro no ranking, têm 42 e 67 mortos para cada 100 mil habitantes, respectivamente.
A comparação com os outros países é feita levando em consideração os dados consolidados pela Universidade Johns Hopkins, dos EUA. Até esta segunda, a instituição contabilizava mais de 14 milhões de casos do novo coronavírus em todo mundo e 607 mil mortes.

‘Não sai da minha mente’, diz guarda-civil sobre ofensa de desembargador

DHIEGO MAIA
SANTOS, SP (FOLHAPRESS) –

Cícero Hilário Roza Neto, 36, nunca precisou dizer que é pós-graduado para impor respeito. O diploma, diz ele, só o ajudou a executar melhor o seu trabalho.
O guarda-civil é graduado em segurança pública e fez pós-graduação na área de direito educacional.
Segundo Cícero, foi graças à educação que recebeu dentro e fora de casa que ele se manteve firme diante do pior insulto que já recebeu. “Fui chamado de analfabeto. E ouvi isso de uma pessoa muito instruída”, diz à reportagem.
Na tarde do último sábado (18), ele e o colega Roberto Guilhermino, 41, autuaram o desembargador Eduardo Almeida Rocha Prado de Siqueira, 63, que caminhava sem máscara facial na orla de Santos, no litoral sul paulista.
O item de proteção é obrigatório na cidade por força de decreto municipal, uma medida para conter o avanço do novo coronavírus. Quem não usa máscara e é flagrado pela Guarda Civil Municipal recebe multa de R$ 100.
“Eu já havia abordado e multado outras cinco pessoas antes dele. Elas ficaram chateadas, mas em nenhum momento me desrespeitaram”, afirma.
Siqueira, porém, não só se recusou a usar o equipamento como se apresentou como desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo, função que exerce desde 2008, e numa tentativa de intimidação ligou para Sérgio Del Bel Júnior, secretário de Segurança Pública de Santos.
“Del Bel, eu estou aqui com um analfabeto, um PM seu aqui, um rapaz. Eu estou andando sem máscara. Só estou eu aqui na faixa de praia. Ele está aqui fazendo uma multa [contra mim]”, disse o desembargador ao telefone.
Na conversa, o desembargador insistiu que o decreto municipal não tem força de lei para obrigar os moradores a usar máscara. “Eu expliquei de novo, mas eles [guardas-civis] não conseguem entender”, diz.
Ao terminar a ligação, Siqueira pegou a multa, rasgou o papel, jogou-o no chão e saiu caminhando.
A abordagem, que foi filmada por Guilhermino, viralizou nas redes sociais: veja.

Ele conta que decidiu registrar a abordagem porque já conhecia a fama de Siqueira na cidade.
“Eu presenciei ele sendo abordado antes de o decreto passar a valer. Naquela ocasião era mais uma forma de conscientização, mas ele também não quis usar a máscara”, conta.
Em outro vídeo que circula na internet, Siqueira apareceu sem máscara desrespeitando outro grupo de guardas-civis. As imagens mostram um dos agentes tentando convencê-lo a usar o item de proteção, dizendo que o magistrado é uma pessoa esclarecida. Siqueira concorda e começa a falar em francês em tom jocoso.
No sábado (18), Cícero viu Siqueira de longe e pediu para o desembargador colocar a máscara, mas ele fez um sinal com as mãos de que não usaria. Foi aí que os guardas-civis decidiram segui-lo. “Eu nunca pensei que aquela abordagem fosse terminar daquele jeito”, ele conta.
Quando chegou em casa depois do plantão, o guarda-civil se deparou com a família preocupada. Àquela altura, todos já haviam assistido ao vídeo da abordagem que se espalhou pelas redes sociais.
“A preocupação era com os meus filhos, mas fiquei tranquilo quando a minha filha, que tem 15 anos, entendeu que eu fui tratado de forma injusta e não retruquei com a mesma moeda.”
Mesmo assim, Cícero só consegue dormir com a ajuda de calmantes desde então. “Não sai da minha mente aquilo. Ele me chamou de analfabeto, perguntou se eu sabia ler. Quis me intimidar de todas as formas.”
O guarda-civil não vê a atitude de Siqueira como um ato racista. “Eu sou negro, mas a discriminação dele foi mais por causa do meu cargo. Eu poderia ser um guarda branco, japonês, que ele ainda assim faria aquilo”, diz.
Por outro lado, o celular do guarda-civil foi inundado com mensagens de carinho e apoio de familiares e amigos. Em Santos, Cícero e Guilhermino viraram figuras públicas.
Nesta segunda (20), a dupla foi homenageada pela prefeitura. “Essa nossa atitude deveria ser regra e não a exceção. Eu espero que esse fato faça a população ver os guardas-civis com outros olhos”, diz Cícero, entre lágrimas.
O guarda-civil defende que o desembargador seja punido no rigor da lei -o Tribunal de Justiça e a Corregedoria do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) já investigam o caso.
Cícero e Guilhermino também vão registrar na Polícia Civil um boletim de ocorrência por desacato de autoridade. “Será mais uma forma de ver cumprir a lei”, afirma Guilhermino.
Mas, caso Siqueira apareça na orla mais uma vez, Cícero diz que continuará afirmando: use máscara.

PF cumpre mandados em investigação ligada à campanha de Serra

(UOL-FOLHAPRESS) 

A Polícia Federal cumpre na manhã desta terça-feira (21) quatro mandados de prisão temporária e 15 de busca e apreensão relacionadas a doações eleitorais não contabilizadas. Segundo informações da TV Globo, as suspeitas estão relacionadas à campanha do senador José Serra (PSDB).
De acordo com o comunicado da Polícia Federal e do Ministério Público de São Paulo, “foi constatada a existência de fundados indícios do recebimento por parlamentar de doações eleitorais não contabilizadas, repassadas por meio de operações financeiras e societárias simuladas, visando assim a ocultar a origem ilícita dos valores recebidos, cujo montante correspondeu à quantia de R$ 5 milhões”.

28 leitos de UTI tratam pacientes com Covid-19 em Rio Claro

O número de pessoas internadas por conta da Covid-19 na cidade de Rio Claro é 89, incluindo casos suspeitos, 20 a mais do que no domingo (19). São 43 pacientes em leitos públicos e 46 em leitos particulares. Há 28 pacientes em UTI, com 20 na rede pública e oito na rede privada.

A informação foi divulgada pela prefeitura municipal de Rio Claro no início da noite desta segunda-feira (20), juntamente com o boletim dos casos da Covid-19.

Em 20 dias, Rio Claro tem mais de 1.200 casos de Covid-19

Rio Claro confirmou na segunda-feira (20) mais 50 casos de coronavírus, totalizando 2.128 casos da Covid-19, sendo  1.247 casos somente neste mês de julho, conforme boletim divulgado pela Secretaria de Saúde. Mais uma morte foi confirmada e agora são 61 óbitos, sendo que a mais recente vítima é um idoso que estava hospitalizado.  Deste total, 28 mortes foram registradas neste mês, o que equivale a quase 46% do total de óbitos confirmados desde o início da pandemia.
“Volto a pedir à população que respeite as restrições e que adote os cuidados preventivos para que possamos superar o mais breve possível esta pandemia”, destaca o prefeito João Teixeira Junior. “Cada vida é preciosa e precisamos cuidar para que nenhuma mais seja perdida”, acrescenta Juninho.

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O número de pessoas internadas por conta da Covid-19 é 89, incluindo casos suspeitos, 20 a mais do que no domingo (19). São 43 pacientes em leitos públicos e 46 em leitos particulares. Há 28 pacientes em UTI, com 20 na rede pública e oito na rede privada.
“O município reforçou sua estrutura de saúde para garantir o atendimento de todos que possam precisar”, frisa Maurício Monteiro, secretário de Saúde, reforçando que ninguém ficou sem atendimento nesta pandemia.
O boletim desta segunda-feira também aponta dois óbitos em investigação. Até o momento 1.109 pessoas se recuperaram da doença.

Pela primeira vez capital de SP iguala interior em casos; óbitos no interior superam os da Grande SP

JOÃO GABRIEL – SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)

Prestes a completar cinco meses de pandemia, a capital de São Paulo, epicentro inicial da doença, se equiparou com o interior do estado no número de casos confirmados de coronavírus. E o interior, pela primeira vez, supera a região da Grande São Paulo (excluída capital) em óbitos.

Segundo o secretário do desenvolvimento regional, Marco Vinholi, tanto a capital quanto o interior têm 166 mil casos cada, representando 80% dos mais de 416.434 em todo o estado -o restante está em áreas como a Baixada Santista e a Grande SP. O interior, contudo, concentra 52,6% da população do estado, ante 26,6% que vivem na capital e 20,8% na região metropolitana.

Em óbitos causados pelo novo coronavírus, o interior chegou a 5.612, ultrapassando em números absolutos os 5.318 da região metropolitana. Já são 19.788 mortes no total, sendo 45% na capital.

De acordo com o a classificação da última sexta-feira (17), enquanto a maior parte do estado está nas regiões laranja ou vermelha do plano de afrouxamento da quarentena, a capital, a região metropolitana e baixada santista estão na fase amarela, assim como Registro.

Sorocaba, Franca, Ribeirão Preto, Piracicaba e Campinas são os locais em alerta máximo.

“Tivemos uma melhora significativa nas regiões de Sorocaba e Campinas”, afirmou Vinholi.

Marília Mendonça confirma término do namoro com Murilo Huff

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A cantora Marília Mendonça, 24, confirmou nesta segunda-feira (20) o término de seu namoro com o músico Murilo Huff, 24, com quem teve seu primeiro filho, Léo, de apenas sete meses. Ela disse que os dois estão sofrendo com o fim do relacionamento, e negou que o motivo tenha sido ciúme ou traição.

“Vocês me conhecem, sabem que não sou de ficar expondo minha vida pessoal. Não tinha vontade de contar isso aqui, porque acho que notícia triste a gente não anuncia, não tem porque”, afirmou a cantora em seu Instagram, após dias de boatos iniciados após o casal deixar de se seguir nas redes sociais.

Marília afirmou que em meio aos boatos, foram publicadas notícias falsas. “Murilo sempre me respeitou, em tudo. Nunca tivemos a prática de mexer no celular um dos outro. Ele é um cara muito respeitador, tenho muito orgulho de ter meu filho com ele. Ele é do bem, lutador, batalhador, de família”, afirmou ela.

A cantora ainda afirmou que decidiu expor o término de seu relacionamento “em nome da dignidade de duas pessoas que estão machucadas porque terminaram um relacionamento”. Ela disse ainda que deixou de segui-lo e apagou as fotos que tinham juntos porque é difícil ficar vendo-o o tempo todo.

O relacionamento, tornado público quase junto com a gravidez de Marília, de fato foi discreto. Em entrevistas, Huff costumava dizer que não queria que a carreira dele fosse ofuscada pela da amada, que é uma das artistas mais ouvidas do Brasil. Antes de assumir o relacionamento com Huff, Marilia estava solteira desde 2017, quando terminou o noivado com o empresário Yugnir Ângelo.

Jovem de 16 anos morre vítima da Covid-19 em Piracicaba

O boletim diário de casos de Coronavírus do município de Piracicaba publicado no último domingo (20) traz um dado que chamou a atenção da população. Entre os quatro novos óbitos por Covid-19 registrados na cidade está um jovem de 16 anos. Além dele, outros três idosos foram incluídos no total de óbitos em Piracicaba.

Segundo a Prefeitura do município, o adolescente já sofria com uma doença neurológica, contraiu o novo coronavírus e não resistiu. De acordo com levantamento, esta foi a pessoa mais jovem a morrer vítima da Covid-19 na região.

Piracicaba tem um total de 5823 casos de coronavírus e 159 óbitos.

Rio Claro teve queda de novos casos de Covid na última semana

A cidade de Rio Claro registrou 451 novos casos da Covid-19 na última semana, entre 13 e 19 de Julho. Apesar do número ainda ser alto, os dados apresentam melhora com relação à semana anterior (6 a 12 de julho), quando foi registrado o recorde de 492 novos casos.

O número de casos registrados na última semana ainda é o segundo maior de toda a pandemia, mas representa queda em relação aos dados de 15 dias atrás.

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Representante do comércio explica solicitações feitas ao prefeito Juninho

Na manhã desta segunda-feira (20), lojistas e representantes do comércio de Rio Claro estiveram no Paço Municipal para solicitar mudanças com relação ao funcionamento do comércio em Rio Claro.

Representantes da ACIRC, do Sincomércio e comerciantes estiveram na Prefeitura e conversaram com o prefeito Juninho da Padaria. Em entrevista ao JC, o presidente do Sincomércio, Celinho Cerri, explicou quais foram as solicitações feitas à administração municipal.

Vacina de Oxford contra coronavírus é segura e produz resposta imune, diz estudo na Lancet

ANA BOTTALLO – SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)

A vacina experimental contra o novo coronavírus feita em parceria entre a Universidade de Oxford e o laboratório AstraZeneca é segura e produziu resposta imune em voluntários saudáveis que participaram de ensaios clínicos iniciais, segundo artigo publicado nesta segunda (20) na revista médica inglesa Lancet.

A vacina não causou efeitos adversos graves e provocou respostas imunes de anticorpos e das células T, outras células de defesa do corpo humano.

“Esperamos que isso signifique que o sistema imune se lembrará do vírus e, assim, a vacina protejerá as pessoas por um longo período”, disse o principal autor do estudo, Andrew Pollard, da Universidade de Oxford. “No entanto, precisamos de mais pesquisas antes de confirmar que a vacina é eficaz em proteger contra o coronavírus e por quanto tempo a proteção vai durar.”

Michael Ryan, diretor-executivo da OMS (Organização Mundial da Saúde), afirmou que é uma boa notícia ver publicados dados de estudos sobre as vacinas e o trabalho de Oxford é bem-vindo. “É um bom resultado, mas ainda se refere a adultos saudáveis, em condições controladas. Temos que passar a uma escala maior, para dar novos passos no processo de obter uma vacina.”

Essa vacina é uma das mais avançadas entre as candidatas na corrida pela imunização contra o coronavírus Sars-CoV-2. Ela já está em fase 3 de testes, a última etapa antes da comercialização.

Os resultados divulgados nesta segunda (20), porém, se referem à fase 1/2, que em geral tem como objetivo analisar a segurança de uma droga ou vacina, e foi realizada entre 23 de abril e 21 de maio com 1.077 voluntários saudáveis entre 18 e 55 anos do Reino Unido. A publicação em revistas científicas é um processo que pode levar meses por causa da chamada revisão por pares, na qual os revisores, geralmente entre 2 e 4 cientistas, anonimamente têm a missão de avaliar se o trabalho foi bem conduzido.

A imunização de Oxford usa um vírus para levar material genético do coronavírus para dentro das células. Trata-se do adenovírus ChAdOx1, que causa gripe comum em chimpanzés, mas foi geneticamente modificado e enfraquecido.

A ideia é expor o organismo humano à proteína S (de “spike” ou espícula, o gancho molecular usado pelo Sars-CoV-2 para se conectar às células humanas). Assim, quando a pessoa entrar em contato com o vírus real, seu corpo já terá montado um sistema de defesa contra ele.

Os participantes foram distribuídos em quatro grupos e acompanhados por 28 dias após a vacinação para que a segurança da vacina fosse avaliada.

Efeitos colaterais foram observados nos primeiros dias, e os mais comuns foram dor e sensibilidade no local da injeção e fadiga e dor de cabeça. A intensidade dos efeitos foi maior no primeiro dia logo após a vacinação e diminuiu nos dias seguintes. Nenhum paciente apresentou efeitos considerados de risco à saúde e não houve nenhuma hospitalização relativa à imunização.

Um dos grupos de voluntários, denominado grupo 3, recebeu uma segunda dose da vacina 28 dias após a primeira injeção. Os pacientes apresentaram uma quantidade elevada de anticorpos específicos contra o novo coronavírus Sars-CoV-2 no sangue 56 dias após primeira dose.

Os autores do estudo afirmam, no entanto, que um aumento similar foi observado nos pacientes que receberam apenas uma dose da injeção. A diferença é que naqueles que receberam uma segunda dose houve também aumento de anticorpos neutralizantes no organismo.

Segundo os autores, a presença de anticorpos específicos para a proteína S do vírus foi também observada em estudos pré-clínicos com macacos rhesus e pode indicar eficácia na imunização contra a Covid-19.

As fases 2 e 3 do estudo de Oxford pretendem recrutar mais de 10 mil pessoas. No Brasil, essa vacina já está sendo testada desde o mês passado em São Paulo e no Rio, por meio de parcerias com o Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (Crie) da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e com o Instituto D’Or (Idor). Os voluntários serão cerca de 2.000 profissionais de saúde que atuam na linha de frente no combate à Covid-19 e, portanto, têm mais risco de contrair o vírus.

No fim de junho, o Ministério da Saúde anunciou que assinou uma carta-compromisso com a empresa e com a Universidade de Oxford para que a vacina seja produzida no Brasil com a transferência da tecnologia para a Fiocruz, no Rio de Janeiro.

Outro teste em fase final que ocorre no Brasil é o do laboratório chinês Sinovac, em parceria de transferência de tecnologia com o Instituto Butantan, que pode vir a produzi-la em larga escala.

O governo britânico anunciou, nesta segunda-feira (20), a assinatura de dois acordos para a compra de 90 milhões de doses de duas vacinas contra a Covid-19 que estão em desenvolvimento.

Um dos acordos prevê a compra de 30 milhões de doses da vacina que está sendo desenvolvida pela aliança entre a empresa de biotecnologia alemã BioNtech e o laboratório americano Pfizer. O outro, de 60 milhões de doses, com opção de mais 40 milhões, foi assinado com o laboratório francês Valneva.

Esses dois acordos complementam o assinado há algumas semanas com o grupo britânico AstraZeneca para a compra de 100 milhões de doses da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford.

O número de vacinas encomendadas excede em muito a população britânica de 66 milhões de pessoas.

Muito criticado por sua gestão da crise da pandemia, que causou mais de 45.000 mortes no Reino Unido, o governo do primeiro-ministro Boris Johnson anunciou, em abril passado, a criação de uma força-tarefa para acelerar os esforços de produção de uma vacina.

OUTRA VACINA PROMISSORA

A empresa alemã de biotecnologia BioNTech e a farmacêutica norte-americana Pfizer divulgaram tambem nesta segunda-feira dados adicionais de sua vacina experimental contra o coronavírus que mostraram que ela é segura e induziu resposta imunológica nos pacientes.

Os resultados se referem a um teste feito na Alemanha com 60 voluntários saudáveis e são divulgados após as companhias anunciarem mais cedo neste mês dados de um teste em estágio inicial correspondente feito nos Estados Unidos.

Jornal Cidade RC
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