Gusttavo Lima e Andressa Suita são flagrados juntos em Angra dos Reis

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Gusttavo Lima, 31, e Andressa Suita, 32, foram flagrados juntos em uma lancha, em Angra dos Reis, Rio de Janeiro.

Neste, que é o primeiro registro dos dois juntos desde o anúncio do fim do casamento, em outubro de 2020, o cantor e a modelo aparecem abraçados e fazendo pose com passantes em fotos publicadas por uma fã no Instagram.

A admiradora do sertanejo registrou o cantor em sua lancha e, depois, posou para uma foto com ele e Andressa. Na web, seguidores já comemoraram a volta do casamento dos famosos, ainda que até o momento não tenha sido confirmado o retorno oficial do casal.

“Já estou aqui na torcida”, disse uma fã no Instagram. “Amo os dois juntinhos, família linda”, celebrou outra. E um terceiro perfil escreveu: “A melhor notícia. Gente, orava dia e noite para a volta desse casal lindo que eu amo e admiro. Eu sabia!”

O sertanejo e a modelo e influenciadora começaram a namorar em 2012, e se casaram em 2015. Eles são pais de dois meninos: Gabriel, 3, e Samuel, 2.

Em março do ano passado, em entrevista ao F5, Suita disse que Lima planejava desacelerar a carreira para passar mais tempo com a família. A modelo elogiou o então marido como pai e disse que eles planejavam ter mais filhos. “Ele é incrível dentro de casa. É realmente um paizão dedicado, atencioso, carinhoso”, disse.

“A gente nunca sabe o que vai acontecer, né? Mas eu mergulhei de cabeça sempre nessa relação. Olhando hoje para trás, vejo que realmente fomos feitos um para o outro”, afirmou ela, na ocasião.

Rio Claro anuncia plano de imunização contra a Covid; Data ainda não foi confirmada

Em coletiva na manhã desta segunda-feira (18), o prefeito de Rio Claro, Gustavo Perissinotto, apresentou o Plano Municipal de Imunização contra a Covid-19.

Ao lado dos médicos Suzi Berbert, infectologista que comandou o planejamento, e Jair Vergílio, chefe de atenção básica de saúde no município, Gustavo destacou que Rio Claro se preparou para realizar a vacinação de acordo com as orientações do Governo Federal e Estadual, mas que o município depende da distribuição das doses para iniciar o processo de imunização.

A infectologista Suzi Berbert explicou as medidas tomadas para a elaboração do plano de imunização e comentou que foram tomadas como base as logísticas das campanhas de vacinação contra a gripe e outras já realizadas em Rio Claro anteriormente.

A médica ainda afirmou que alguns cuidados foram tomados para evitar aglomerações na hora da vacinação e diminuir o tempo de espera de quem for ser vacinado.

Suzi também ressaltou que, no primeiro momento, Rio Claro segue as ordens de prioridade na fase pela vacina, iniciando por trabalhadores da área da saúde, idosos, indígenas e quilombolas.

A prefeitura de Rio Claro estima que mais de 7.500 profissionais da saúde devem ser imunizados na primeira etapa da vacinação, além de mais de 25.000 idosos. No total, mais de 50.000 pessoas devem ser vacinadas nesta fase, seguindo as prioridades.

Data

Como destacado, Rio Claro depende da distribuição de doses das vacinas por parte do Governo, portanto ainda não tem definição exata para o início da imunização.

Anteriormente, de acordo com o Governo de São Paulo, a previsão era para que o início da vacinação em todos os municípios acontecesse em 25 de Janeiro, porém esta data pode ser antecipada. Nesta segunda (18), o Governo já iniciou a distribuição de doses para o interior.

Mais informações sobre a vacinação em Rio Claro, você acompanha ao longo do dia em jornalcidade.net

Governo de SP inicia vacinação contra o coronavírus no interior

O Governo do Estado de São Paulo iniciou nesta segunda-feira (18) a distribuição das vacinas e insumos para imunização contra a COVID-19 nos cinco hospitais-escola do interior: os Hospitais das Clínicas de Campinas, Botucatu, Ribeirão Preto, Marília e o Hospital de Base de São José do Rio Preto. No total, cerca de 60 mil profissionais que atuam nesses hospitais serão imunizados contra a COVID-19 com a vacina do Butantan.

Às 8h da manhã, dois caminhões saíram do Centro de Distribuição e Logística (CDL) da capital: um com 4,4 mil doses em direção ao HC de Botucatu (Unesp), que inicia a imunização às 15h de hoje; e outro com 4 mil vacinas rumo ao HC da Unicamp, que começa a vacinar seus trabalhadores de saúde às 16h de hoje.

No período da tarde, outros três caminhões saem em direção aos HCs de Ribeirão Preto (USP) e Marília (Famema), bem como ao HB de Rio Preto (Funfarme). (confira abaixo as grades iniciais para cada local).

Além disso, desde às 7h, já estão sendo aplicadas trabalhadores do Complexo do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, da capital.

A campanha começou ainda ontem, minutos após aprovação do uso da vacina do Butantan pela Anvisa. Somente no domingo foram vacinados 112 pessoas, incluindo as duas primeiras brasileira a serem vacinada no país: a enfermeira Mônica Calazans, da UTI do Instituto de Infectologia Emílio Ribas; representando tanto os profissionais de saúde quanto a população indígena, a técnica de enfermagem e assistente social, Vanuzia Santos, do povo Kaimbé, foi a primeira indígena a ser vacinada no Brasil.

“Estamos distribuindo as grades de vacinas e insumos com muita agilidade graças ao planejamento e à mobilização das equipes. Há cerca de três meses temos nos dedicado a organizar esta campanha, que agora começa com a priorização dos nossos heróis da saúde”, diz o Secretário de Estado da Saúde, Jean Gorinchteyn.

A partir de amanhã, grades de vacinas e insumos também serão enviadas a polos regionais para redistribuição às Prefeituras, com recomendação de prioridade a profissionais de saúde que atuam no combate à pandemia. Os municípios também deverão imunizar a população indígena com apoio de equipes da atenção primária do SUS, segundo as estratégias adequadas ao cenário local.

Cada hospital será responsável pelo preenchimento dos sistemas de informação oficiais definidos pela Secretaria da Saúde para monitoramento da campanha.

A divisão das grades considerou o quantitativo proporcional de vacinas esperado para São Paulo conforme o PNI (Programa Nacional de Imunizações), do Ministério da Saúde. O total de 1,5 milhão de doses é a referência para trabalhadores de saúde baseado na última campanha de vacinação contra a gripe.

A campanha de imunização contra a COVID-19 em São Paulo será desenvolvida segundo a disponibilidade das remessas do órgão federal. À medida que o Ministério da Saúde viabilizar mais doses, as novas etapas do cronograma e públicos-alvo da campanha de vacinação contra a COVID-19 serão divulgadas pelo Governo de São Paulo.

Governo de SP lança o site Vacina Já para pré-cadastro da campanha de imunização contra COVID-19

Ferramenta irá agilizar o atendimento nos locais de vacinação; profissionais de saúde e indígenas são o público-alvo neste primeiro momento

O Governo de São Paulo lançou neste domingo (17) o site www.vacinaja.sp.gov.br para agilizar a campanha de vacinação contra o COVID-19 no estado. Nele, todas as pessoas aptas a receber a vacina do Butantan podem fazer um pré-cadastro. Nesta primeira etapa, o grupo prioritário é formado por profissionais de saúde e indígenas.

O pré-cadastro não é um agendamento, mas vai garantir um atendimento mais rápido nos locais de vacinação e evitar a formação de aglomerações. O fornecimento das informações é opcional, mas a participação de cada um vai ajudar toda a sociedade. Quem não conseguir fazer o pré-cadastro não precisa se preocupar, pois a vacinação também será feita sem ele. Apenas será necessário fazer o cadastro completo na unidade de vacinação. A maior parte dos profissionais de saúde vai receber a vacina nos seus locais de trabalho.

Rio Claro tem seis novos casos de coronavírus

Rio Claro registrou seis novos casos de coronavírus nas últimas 24 horas e com isso o município chegou a 7.171 infectados de acordo com o boletim da Secretaria Municipal de Saúde emitido neste domingo (17). 

O município tem 63 pessoas hospitalizadas, 24 em leitos públicos e 39 na rede particular. Do total de internados, 27 estão em unidades de terapia intensiva.

Até agora Rio Claro tem 6.574 pessoas recuperadas da Covid-19. Desde o início da pandemia o município registrou 175 óbitos em decorrência da doença.

A Secretaria Municipal de Saúde alerta a população para que mantenha os cuidados preventivos, com uso de máscara, distanciamento social e higienização.  

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Pazuello diz que tem vacina em mãos e acusa Doria de marketing

DIEGO GARCIA E WALESKA BORGES – RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou neste domingo (17) que o Ministério da Saúde tem em mãos vacinas do Butantan e Astrazeneca, apesar de a pasta ainda não ter nenhuma dose disponível. Ele ainda criticou o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), que iniciou a vacinação no estado neste domingo (17).

“Nós poderíamos iniciar por marketing a primeira dose em uma pessoa, mas em respeito a todos os brasileiros o Ministério da Saúde não fará isso, não faremos jogada de marketing”, disse Pazuello, em entrevista no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia, no Rio de Janeiro.

Ele afirmou que o governo federal determinou por medida provisória que a coordenação do plano nacional de vacinação seja executada pelo Ministério da Saúde, em plano apresentado ao STF, lançado de maneira solene no Palácio do Planalto, por todos os governadores.

“Quebrar essa pactuação é desprezar a igualdade entre os estados e todos os brasileiros construída ao longo de nossa história com o programa nacional de imunização. Quebrar isso é desprezar a lealdade federativa. Não permitam movimentos políticos e eleitoreiros se aproveitando da vacinação”, criticou o ministro.

Sem mencionar o nome de Doria, ele disse que o único objetivo da pasta tem que ser salvar mais vidas e não “fazer propaganda própria”.

Neste domingo, em São Paulo, o governador participou de vacinação da primeira pessoa escolhida para tomar a Coronavac, vacina desenvolvida pela chinesa Sinovac em parceria, no Brasil, com o Instituto Butantan.
Monica Calazans, 54, recebeu o imunizante depois que a Anvisa aprovou o seu uso emergencial.

Na última sexta (15), o Ministério da Saúde solicitou urgência para a entrega das 6 milhões de doses do Butantan, por enquanto com o governo de São Paulo. Além disso, a Fiocruz aguarda a chegada de 2 milhões de doses de vacina da Aztrazeneca, que ainda estão em negociações diplomáticas para que seja autorizada a entrega, segundo o próprio Pazuello.

“É provável que a gente coordene essa entrega no começo da semana”, disse o ministro. Ele disse que a Índia, que vai enviar as doses, começaria sua vacinação no sábado (16), e por isso seria interessante que a saída ocorresse apenas após o início da vacinação no país asiático.

O ministro está confiante que essa semana o Brasil deve receber as vacinas da Índia e apontou que as 6 milhões de doses do Butantan são do Ministério da Saúde.

“Todas, inclusive a que foi aplicada agora, é uma questão jurídica. Tudo que tem no estado de São Paulo é contratado e pago pelo Ministério da Saúde e o contrato é de exclusividade, 100% das doses”, disse o ministro.

Ele reafirmou que a coordenação do plano nacional de imunização é do Ministério de Saúde por força de lei e está pactuado com os governadores que todas as doses recebidas serão distribuídas de forma proporcional aos estados.

“Qualquer movimento fora dessa linha está em desacordo com a lei”, declarou.

Pazuello disse que nesta segunda (18), a partir das 7h, o Ministério da Saúde vai iniciar a distribuição da vacina para todos os estados, com apoio do Ministério da Defesa, com deslocamento aéreo.

“Amanhã farei uma entrega simbólica aos estados e depois a FAB inicia a distribuição aos estados. Cada estado tem o seu plano logístico, são pactuados conosco, mas são dos estados, que fazem a distribuição dentro dos municípios”, afirmou o ministro.

Ele afirmou que São Paulo pode fazer sua vacinação, mas que ela deve acontecer em todos os estados. Segundo ele, a vacinação será igualitária e simultânea.

Ele planejou para quarta (20), 10h, o início do plano nacional de imunização ao mesmo tempo em todos os estados.

Pazuello declarou que o Butantan tem, no momento, produzido algo em torno de 900 mil doses e mais cerca de 1,5 milhão em fase final, chegando próximo de 3 milhões de doses feitas no Brasil. Porém, o instituto ainda não pediu aprovação de uso emergencial para as doses produzidas no país.

“A aprovação da Anvisa é para as 6 milhões de doses importadas. O Butantan ainda tem que pedir e comprovar as suas ações para conseguir a utilização de uso emergencial para as doses produzidas no Brasil”, disse o ministro.

Fora Bolsonaro”: manifestantes fazem carreata em RC

O movimento que pede o impeachment do presidente da República, Jair Bolsonaro, promoveu manifestações em várias cidades brasileiras neste domingo (17). Em Rio Claro, os manifestantes fizeram uma concentração no Jardim Público, que teve início às 10 horas, e na sequência seguiram em carreata que percorreu vários bairros da cidade. Cerca de 50 veículos participaram da manifestação.

O movimento defende a saída do presidente da República devido à conduta e ações, ou a falta delas, principalmente durante a pandemia da Covid-19.

No protesto, foram lembradas as dificuldades econômicas enfrentadas pela população e o caos na saúde em Manaus devido à falta de oxigênio.  Participaram também entidades, sindicatos e partidos. 

Uma outra bandeira defendida na manifestação foi a agilização da vacinação contra a Covid-19, com vacinas gratuitas para todos os cidadãos. O protestou percorreu bairros da região do Cervezão e Araucária, retornando pela rua 14 e encerrando o trajeto na praça Dalva de Oliveira.

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Foto: Matheus Sciamana

Vanuzia Costa é a primeira indígena a ser vacinada no Brasil

Vanuzia Costa Santos, 50 anos, moradora da aldeia multiética Filhos dessa Terra, localizada no bairro Cabuçu Guarulhos, é a primeira indígena do Brasil a se vacinar contra a COVID-19.

Técnica de Enfermagem e Assistente Social, é também Presidente do Conselho do Povo Kaimbé, originário do Nordeste, por quem decidiu estudar, lutar por direitos, e um dia retornar para cuidar dos moradores da aldeia de Massacará, na cidade de Euclides da Cunha, Bahia, onde nasceu.

Hoje, Massacará tem cerca de 200 famílias, cerca de outras 180 famílias deste povo residem em SP atualmente. Veio para o Estado de São Paulo em 1988 para trabalhar e crescer na carreira.

Fiquei muito feliz de participar deste momento. Sou defensora da vida, de outras vacinas, da prevenção, saúde. Devemos valorizar a educação, a ciência, e isso pode ser conciliado mantendo uma crença, com as rezes e aa medicina tradicional do meu povo”, afirma.

Ela comenta sobre sua atuação para sensibilizar demais famílias indígenas sobre a importância da imunização, orienta sobre a suscetibilidade aos vírus, relembrando sua experiência como técnica de enfermagem na Casa do Índio, onde trabalhou por 10 anos e viu indígenas lutarem contra doenças.

Vanuzia concluiu a graduação em Assistência Social com bolsa integral pela PUC-SP em 2020, concluindo a universidade virtualmente devido à pandemia. “O sinal era horrível na aldeia, corria com guarda-chuva para baixo de uma árvore. Fiz meu TCC inteiro pelo celular”, conta. Agora, pretende fazer residência em Saúde Mental, com o mesmo propósito: contribuir com seu povo e manter viva a herança de seus ancestrais.

Teve COVID-19 e sentiu sintomas mais severos em 10 de maio. Solteira, com um filho de 24 anos, relata o sofrimento provocado pela doença: dor no corpo, tosse, muita falta de ar, além da ausência de olfato e paladar que persistem até hoje. “Não fui para o hospital porque ajudava a cuidar de outras seis pessoas, precisava ter força para dar uma palavra de conforto e cuidar deles, sem me abater. Tinha um oxímetro mas não media minha respiração para não me apavorar. Fiz o teste em 15 de junho e já estava curada”, conclui, com sabedoria e serenidade.

ROCAM prende traficante no Cervezão

Policiais Militares da Companhia de Força Tática do Trigésimo Sétimo Batalhão de Polícia Militar do Interior prenderam um traficante de drogas na tarde deste domingo (17), no município de Rio Claro.

Durante patrulhamento pelo bairro Cervezão a equipe de ROCAM deparou com um indivíduo em atitude suspeita e realizou a abordagem. Em revista pessoal os policiais localizaram 160 pedras de crack, uma porção de cocaína e R$ 30,00.

O traficante foi conduzido ao Plantão Policial para o registro da ocorrência e permaneceu à disposição da justiça.

São Paulo inicia vacinação contra COVID-19

São Paulo começou a vacinar a população contra a COVID-19 neste domingo (17). A imunização teve início após a aprovação do uso emergencial da vacina do Instituto Butantan pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

A primeira brasileira vacinada contra o coronavírus é Mônica Calazans, 54, enfermeira da UTI do Instituto de Infectologia Emílio Ribas.

Neste primeiro dia de campanha, profissionais de saúde de hospitais de referência no combate à pandemia e integrantes de populações indígenas começaram a ser vacinados em uma sala dedicada do Complexo do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.

“Hoje é um dia muito especial para milhões de brasileiros que estão sofrendo com a COVID-19 em hospitais, centros de atendimento e em suas casas. E também aos que estão em quarentena, se protegendo e ajudando a proteger suas famílias. Hoje é o Dia V, o dia da vacina, da vitória, da verdade e da vida. Quero dedicar este dia aos familiares dos 209 mil mortos pela COVID-19”, afirmou o Governador.

Doria estendeu os agradecimentos aos profissionais de saúde que participaram do estudo clínico da vacina do Butantan no Brasil. “São heróis cujo trabalho é salvar vidas, proteger as pessoas, dar esperança e garantir, se possível, a vida e a existência. A coragem destes quase 13 mil voluntários vai ajudar a salvar milhões de brasileiros a partir de agora.”

A partir desta segunda (18), entra em operação o plano logístico de distribuição de doses, seringas e agulhas, com envio das grades para imunização de trabalhadores de saúde de seis hospitais de referência do estado: HCs da Capital e de Ribeirão Preto (USP), HC da Campinas (Unicamp), HC de Botucatu (Unesp), HC de Marília (Famema) e Hospital de Base de São José do Rio Preto (Funfarme).

As unidades foram selecionadas para a fase inicial porque são hospitais-escola regionais, com maior fluxo de pacientes em suas áreas de atuação. Todos devem iniciar nesta semana a vacinação de suas equipes, que totalizam 60 mil trabalhadores.

Na sequência, grades de vacinas e insumos também serão enviadas a polos regionais para redistribuição às Prefeituras, com recomendação de prioridade a profissionais de saúde que atuam no combate à pandemia. Os municípios também deverão imunizar a população indígena com apoio de equipes da atenção primária do SUS, segundo as estratégias adequadas ao cenário local.

“Começamos a vacinar a população e isto é um grande passo na tarefa de salvar vidas, que é a prioridade máxima do Governo de São Paulo”, afirmou o Secretário da Saúde Jean Gorinchteyn. “Recomendamos que municípios priorizem a aplicação das primeiras doses em profissionais da saúde que atuam em serviços dedicados ao combate à COVID-19 e são fundamentais para o atendimento à população.”

Cada hospital será responsável pelo preenchimento dos sistemas de informação oficiais definidos pela Secretaria da Saúde para monitoramento da campanha.

A divisão das grades considerou o quantitativo proporcional de vacinas esperado para São Paulo conforme o PNI (Programa Nacional de Imunizações), do Ministério da Saúde. O total de 1,5 milhão de doses é a referência para trabalhadores de saúde baseado na última campanha de vacinação contra a gripe.

A campanha de imunização contra a COVID-19 em São Paulo será desenvolvida segundo a disponibilidade das remessas do órgão federal. À medida que o Ministério da Saúde viabilizar mais doses, as novas etapas do cronograma e públicos-alvo da campanha de vacinação contra a COVID-19 serão divulgadas pelo Governo de São Paulo.

Mulher, negra e enfermeira da linha de frente é a primeira brasileira vacinada

Há oito meses, dia sim, dia não, Mônica Calazans, 54, sai de sua casa em Itaquera, na zona Leste da capital Paulista, e leva cerca de uma hora e meia se deslocando até o trabalho no Emílio Ribas, hospital de referência para a covid-19 na região central de São Paulo. Mônica é mulher, negra, enfermeira da linha de frente no combate à pandemia e atua na UTI da unidade que hoje possui 60 leitos e desde abril mantém mais de 90% de taxa de ocupação.

A enfermeira tem perfil de alto risco para complicações da covid-19: é obesa, hipertensa e diabética. Em maio, quando a pandemia atingia alguns de seus maiores picos, se inscreveu para vagas de CTD (Contrato por Tempo Determinado) e, dentre vários hospitais, escolheu trabalhar no Emílio Ribas, mesmo ciente de que a unidade estaria no epicentro do combate à pandemia. Segundo ela, a vocação falou mais alto.

Mulher de muitos recomeços, Mônica atuou como auxiliar de enfermagem durante 26 anos e resolveu fazer faculdade já numa fase mais madura. O diploma veio aos 47. “Quem cuida do outro tem que ter determinação e não pode ter medo. É lógico que eu tenho me cuidado muito a pandemia toda. Preciso estar saudável para poder me dedicar. Quem tem um dom de cuidar do outro sabe sentir a dor do outro e jamais o abandona,” disse Mônica.

A enfermeira, que é viúva e mora com o filho Felipe, de 30 anos, conta que é minuciosa nos cuidados de higiene e distanciamento no trabalho e quando chega em casa. Aos dez meses na linha de frente, nem ela, nem o filho se infectaram com a covid-19. Outro forte motivo para tenta se proteger é o cuidado e ajuda à mãe, uma senhora de 72 anos, que vive sozinha em outra casa e que também não foi infectada.

Mesmo assim, sentiu a covid-19 chegar bem perto quando teve o irmão caçula, auxiliar de enfermagem de 44 anos, internado por 20 dias com a doença.

Apesar da rotina intensa e puxada, com o trabalho cada vez mais volumoso nos seus plantões de 12h, ela tenta manter o discurso sempre otimista e o equilíbrio emocional aproveitando os momentos de folga para assistir a séries, jogos do Corinthians (de quem é torcedora fiel) e ouvir Seu Jorge, o músico favorito. É na fé e na religiosidade, no entanto, que também se apega para se sentir mais confiante. Todos os dias reza por ela, pelos familiares, mas também por todos os colegas do trabalho e até pelos pacientes. “Eu tenho em mente sempre que não posso me abater porque os pacientes precisam de mim, por isso tenho sempre uma palavra de positividade e de que vamos sair dessa situação. O que me ajuda também é o prazer que sinto com o meu trabalho”, afirma a enfermeira.

Mônica confessa que os piores momentos são sempre quando sente que o SUS (Sistema Único de Saúde) está operando no limite. Otimista com a vacina, ela acredita que a imunização será essencial para que os brasileiros possam voltar a ter uma vida normal.

Jornal Cidade RC
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