TikTok foi de usina de bobagens a uma poderosa máquina de vender livros

PEDRO MARTINS
RIBEIRÃO PRETO, SP (FOLHAPRESS) – Mesmo estando no TikTok, eles não dançam, fazem piadas ou desafios embalados por hits. Em vez disso, os “booktokers” gravam vídeos sobre livros e, não raro, veem suas recomendações se esgotarem nas livrarias.


Foi o que observou a equipe da Galera, selo juvenil da editora Record, quando “Um de Nós Está Mentindo”, da americana Karen M. McManus, voltou em abril à lista de mais vendidos do PublishNews, site especializado no mercado editorial, três anos depois de ter sido lançado. Ao se questionoar sobre o sucesso repentino, a equipe descobriu que a história, uma investigação sobre a morte de um adolescente, estava viralizando entre os “booktokers”.


Com isso, o livro já vendeu 32 mil cópias neste ano, um crescimento de 31% em relação ao ano de lançamento, 2018, e de 165% comparado ao ano passado. “Este livro com certeza ressurgiu por causa do TikTok. Não estamos promovendo agora”, diz o gerente de marketing da Record, Everson Chaves.


Da mesma editora, a série “Corte de Espinhos e Rosas”, da americana Sarah J. Maas, já vendeu neste ano mais que o dobro do que no ano passado. Por se tratar de um lançamento, há outros fatores que influenciam a vendagem, como campanhas de marketing em outras redes sociais, mas a editora atribui grande parte do sucesso ao TikTok.


“Não dá para dizer que o TikTok é a rede mais importante para divulgar livros e contratar anúncios, porque as outras são mais consolidadas, mas é uma rede que só cresce e cria muito mais engajamento, porque os posts são mais divertidos e criativos”, diz Chaves.


A percepção do marqueteiro encontra eco na avaliação do gerente de conteúdo do TikTok no Brasil, Ronaldo Marques. Ele diz que o fenômeno do “BookTok” começou a chamar atenção em novembro, mas foi neste semestre que ganhou força.


“O que norteia o sucesso de um tiktoker é sua criatividade. Não precisa se preocupar em dançar ou ser engraçado. Às vezes, é só falar para a câmera”, diz. “Se houver um senso de comunidade entre os seguidores, o influenciador consegue entregar um conteúdo publicitário disfarçado, ou melhor, casado com o conteúdo.”

O estudante e ator paulistano Tiago Valente, de 23 anos, é um dos maiores expoentes da esfera “booktoker” brasileiro. Enquanto troca de roupa e alterna entre cenários criados com filtros do próprio aplicativo, ele resume o enredo de um livro em 30 segundos. O app permite posts de um minuto, que nas próximas semanas chegarão a três –alguns usuários, normalmente os com mais seguidores, já têm essa possibilidade.


Valente também participa de tendências do aplicativo, como a Fofoca Literária, em que conta os enredos de livros como se estivesse fofocando com um amigo. A hashtag que agrupa esses vídeos, todos em português, soma 73 milhões de visualizações.


Além das resenhas, Valente e outros “booktokers” ensinam receitas inspiradas nas histórias, como o bolo de aniversário de “Harry Potter”, e fazem lives para interagir com o público, majoritariamente formado por estudantes na faixa dos 14 anos.


Valente criou seu perfil no aplicativo três anos atrás, mas foi só no início do ano passado que decidiu se concentrar em livros. Falava de clássicos como “Dom Casmurro”, com um Mickey de pelúcia escalado para o papel de Ezequiel, o filho de Capitu, mas não se sentia confortável e decidiu se especializar em leituras “para se divertir”, como define.


“Eu queria ajudar quem está na escola”, diz Valente, que está prestes a finalizar mestrado em linguística. “Mas recebia comentários de professores dizendo que eu fazia análises muito rasas. Como vou analisar ‘Dom Casmurro’ em 30 segundos? Nem era meu objetivo. Por isso, decidi me dedicar a outros livros.”


A estratégia deu certo. Seu perfil acumula 310 mil seguidores, e os posts chegam a 2 milhões de visualizações e quase 500 mil curtidas. Um dos vídeos de maior sucesso é o de “Vermelho, Branco e Sangue Azul”, da americana Casey McQuiston, que retrata o romance entre o filho da presidente dos Estados Unidos e o príncipe da Inglaterra.

“Na mesma semana, recebi mensagens de seguidores dizendo terem ido às livrarias e não encontrado o livro. Os vendedores diziam que ‘esgotou porque tinha um menino falando dele no TikTok’. É gratificante, porque estou ajudando a formar uma geração de leitores. Muita gente decide o que vai ler a partir do que indico”, diz.


Lançado no ano retrasado, o romance nunca havia entrado na lista de mais vendidos, até viralizar no TikTok em janeiro. A Companhia das Letras não revela a vendagem, mas, pelos dados do PublishNews, a tendência é de alta. Entre março e abril, o salto nas vendas foi de 356%.


São raros, mas há booktokers que ainda falam de clássicos. É o caso do estudante de medicina Patzzic, com 222 mil seguidores, que vai do realismo de Machado de Assis e Tolstói ao romantismo de José de Alencar. Diferentemente dos romances juvenis, porém, esses não voltam ao ranking dos mais vendidos.


Especialista em marketing de livros, Vinícius Barreto, da agência #CoisaDeLivreiro, afirma que o TikTok pode transformar a maneira como as editoras promovem seus livros, com a migração de verbas usadas em outras redes sociais e na compra de espaços publicitários em livrarias para influenciadores.

“É difícil uma editora manter um perfil próprio no TikTok, porque é preciso dar um rosto à conta. O indicado é contratar os influenciadores para promoverem seus livros, porque eles conhecem o público e sabem como engajar melhor”, diz Barreto, que presta consultoria a editoras.


Outro impedimento é que o TikTok não permite o impulsionamento de posts como nas outras redes. A maioria das editoras não têm perfis na rede, mas compram posts patrocinados de influenciadores, com preços que vão de R$ 300 a R$ 1.200.


O streaming de audiolivros Storytel prepara lives patrocinadas no aplicativo sobre os livros de Agatha Christie. O investimento surgiu após parcerias de sucesso com booktokers, que fizeram triplicar as visitas à página de download do app.


Record, Companhia das Letras, Intrínseca e Globo Livros também vão pelo mesmo caminho, enquanto Rocco e Ediouro fazem planos para investir no aplicativo. Ninguém há de se surpreender se, no futuro, os tiktokers passarem a escrever seus próprios livros e, como fizeram os youtubers, ajudarem editoras a fechar as contas do mês.
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Como os booktokers divulgam livros

#ResumosDeLivros
Entre cortes ligeiros para troca de roupa e cenário, eles resumem o enredo de livros inteiros em 30 segundos

#FofocaLiterária
Quando filtros não são chamativos o suficiente, eles contam a trajetória dos personagens como se estivessem fofocando com amigos

#Resenhas
Além de resumir as histórias, alguns também opinam sobre a leitura, mesmo que por vezes de forma rasa devido ao tempo limitado

#Listas
Eles também criam listas, agrupando livros por assunto, tempo médio de leitura ou até pela cor de suas capas

#ReceitasLiterárias
Inspirados pela culinária das histórias, eles ensinam receitas como o bolo de “Harry Potter” e o pão dado por Peeta a Katniss, de “Jogos Vorazes”

Primeiro Feirão Digital da Casa Própria oferta 180 mil imóveis

Termina neste domingo (4) o 1º Feirão Digital da Casa Própria, organizado pela Caixa com o objetivo de colocar em oferta 180 mil imóveis novos em condições especiais de financiamento. Esta é a primeira edição online do feirão, por meio de uma plataforma disponibilizada na internet, pelo banco.blankblank

Na plataforma é possível acessar informações sobre os imóveis ofertados, escolher o imóvel, realizar uma simulação de financiamento habitacional e ser atendido por um correspondente Caixa Aqui ou incorporadores imobiliários via chat. O feirão conta com a participação de 800 incorporadoras imobiliárias e 1,1 mil correspondentes Caixa Aqui.

De acordo com a Caixa, para o negócio ser fechado basta o interessado apresentar um documento oficial de identificação e um comprovante de renda atualizado, emitido no máximo há 2 meses.

É possível usar o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para a aquisição do imóvel. Para tanto, basta apresentar a última declaração do Imposto de Renda e recibo de entrega à Receita Federal, além da Carteira de Trabalho ou extrato do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

A simulação pode ser feita também por meio do aplicativo Habitação Caixa, via smartphone. Nele é possível, além da simulação, fazer a solicitação e o acompanhamento do financiamento imobiliário, bem como o gerenciamento do contrato.

O 1º Feirão Digital Caixa da Casa Própria oferece ainda mais de seis mil imóveis adjudicados Caixa com condições especiais de financiamento. Os imóveis podem ser 100% financiados no Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), com juros a partir de taxa referencial (TR) mais 2,5% ao ano mais remuneração da poupança. A carência pode ser de seis meses e a tarifa é reduzida.

Esperança e necessidade levam à abertura de novas lojas em São Paulo

FERNANDA BRIGATTI
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Um pouco de fé em Deus, um pouco de esperança de que os tempos duros estão ficando para trás e outro tanto de falta de opção. Para Viviane Helena Venâncio, 46, a decisão de abrir, há pouco mais de um mês, uma pequena lanchonete no Parque Peruche, bairro da Casa Verde, zona norte de São Paulo, veio da necessidade de “meter as caras” e apostar na clientela que já vinha atendendo havia quase um ano por meio do delivery.


A virada para se tornar uma pequena empresária veio de um revés, que foi ter sido demitida do emprego de oito anos poucos dias após o início da pandemia. “Eu fazia bolos de pote e coxinhas e vendia no trabalho. Quando fui demitida do serviço, decidi encarar e ver como seria.”


Quem vê a vitrine abastecida de bolos, salgadinhos e bebidas, onde um dia foi a garagem da casa de Viviane, talvez não imagine como foi longo, para ela e para a família, o percurso até ali.


“Fui comprando tudo aos poucos. Primeiro uma chapa, depois a estufa. Passei quase um ano comprando as coisas”, diz. Quando a Vivi Doces e Salgados passou a existir, a regra de controle da pandemia em São Paulo nem mesmo permitia que os negócios abrissem as portas.


“Eu tive muito medo. A gente trabalha muito tempo para conseguir as coisas, mas eu não tinha outra saída. Em 2020, não tinha como fazer outra coisa. Hoje, é tudo que eu tenho. Coloquei na mão de Deus. De um mês para cá, acredito que todo o mundo vai se vacinar [contra a Covid-19] e que as coisas vão melhorar”, diz Viviane, que já recebeu a primeira dose do imunizante.


O otimismo com os próximos meses vem sendo notado pelo consultor de negócios do Sebrae-SP Davi Jerônimo, nos atendimentos que realiza diariamente –são seis todos os dias.

“As pessoas estão começando a se movimentar. A gente percebe que quem estava com projeto engavetado já começa a andar”, afirma.


Na avaliação dele, há uma sensação de que setores muito afetados pelas políticas de restrição à circulação de pessoas, como comércio e serviços, começam a “dar uma respirada”, graças ao aumento na demanda.


Essa é também a percepção do superintendente da distrital Centro da Associação Comercial de São Paulo, Alexandre Ortiz. “Na Liberdade e no Brás, há uma euforia muito grande de que as coisas estão melhorando. Hoje estamos em 60%, 65% [do movimento] em relação ao que era, mas a sensação é de otimismo.”


Ortiz relata o que, para ele, é um indicador do interesse por novos negócios. Um imóvel da Associação Comercial, ocupado por um restaurante até o início da pandemia, foi sondado por duas redes de alimentação. O espaço, porém, já está em reforma e será usado pela própria associação.


“O pessoal ainda está com medo, ainda está sem dinheiro, mas o movimento está voltando. Devagar, mas está. Há muito diferença em relação a dois meses atrás.”


Em maio, o número de novas empresas no estado foi o segundo maior da série histórica da Junta Comercial de São Paulo, iniciada em 1998. Foram 24.585 negócios novos registrados.


A melhora lenta, mas persistente, facilitou a retomada de planos. Para quem adiou abrir as portas em 2020, o momento começa a parecer mais favorável.


Para Ana Paula Santos Ribeiro, 32, ter um espaço físico para a Feira Ofício era um desejo desde o início do projeto –a primeira edição da feira foi realizada em agosto de 2018. Com a interrupção dos eventos, em março de 2020, o plano foi deixado de lado.


Nos primeiros meses sob pandemia, a prioridade para ela e para as outras 30 produtoras que atuavam na feira foi a viabilização de um ecommerce que permitisse a manutenção das vendas.


O prolongamento da crise sanitária, ao mesmo tempo que as atividades foram liberadas, levando à redução das quarentenas voluntárias, colaborou com a retomada dos planos.


“Começamos a sentir a necessidade de chegar ao público de forma direta. O ecommerce funciona, mas as pessoas ainda querem tocar as peças, ter uma ideia do tamanho.”

Com isso em mente, o grupo se juntou e alugou um imóvel na Vila Buarque, região central, próximo à rua onde a feira era realizada. Para viabilizar o negócio, elas fizeram rifas de produtos e assumiram diversas funções na reforma.
O esforço, diz Ana Paula, tem sido recompensador. “Foi um alívio perceber que as pessoas querem mesmo ir até o espaço. De fevereiro para cá, quando pegamos as chaves, é visível como o fluxo de pessoas aumentou pelas ruas.”


Mais gente também tem sido vista nos shoppings e nos restaurantes em funcionamento nesses centros comerciais, diz o presidente da Alshop (Associação Brasileira de Lojistas de Shopping), Nabil Sahyoun.


O horário de funcionamento, que em São Paulo segue reduzido em uma hora, ainda afeta principalmente o fluxo das praças de alimentação, segundo o dirigente, mas ele diz que a percepção entre os lojistas é a de que a demanda de consumo reprimida e a maior confiança com a vacinação têm ajudado no movimento nos empreendimentos.


Na avaliação dele, a tendência para o segundo semestre deve ser de abertura de novas lojas. Por enquanto, somente grifes e marcas grandes têm tido condições de manter investimentos. As expectativas, porém, são positivas.


“Estive no Shopping Cidade Jardim na quinta [30], e eram poucos os restaurantes que não estavam cheios. Em uma quinta-feira, na hora do almoço, é um ótimo indicativo”, diz. O shopping citado pelo presidente da Alshop fica na zona sul de São Paulo e é conhecido por abrigar marcas de luxo e restaurantes estrelados.


O Cidade Jardim é da JHSF. No balanço do primeiro trimestre, o grupo relatou que os shoppings sob sua administração estão com taxa de ocupação de 96,2%.


A JHSF também tem participação em empreendimentos como o Catarina Fashion Outlet, em São Roque (SP), e os shoppings Ponta Negra, em Manaus (AM), e Bela Vista, em Salvador (BA).


Na rede Aliansce Sonae, dona de 27 shopping centers e administradora de outros 12, a taxa de ocupação estava em 95,2% ao fim de março. O encerramento do trimestre coincidiu com a volta das determinações de fechamento do comércio em diversos estados brasileiros. Ainda assim, a rede relatou ter fechado 79 novos contratos com lojas no período, mais do que os 71 do primeiro trimestre de 2020.


Para o presidente do Sindilojas-SP (Sindicato do Comércio Varejista e Lojista do Comércio de São Paulo), Aldo Macri, a abertura de novos negócios é ainda bastante localizada e está longe de ser uma tendência de retomada.
Na avaliação dele, investimentos vêm de grupos grandes com plano de expansão definidos antes da pandemia, e que agora foram retomados, ou de pequenos, que tenham decidido arriscar.


No setor de restaurantes, a percepção é similar. Ainda que existam bares e restaurantes novos abrindo, ainda há, na mesma velocidade, negócios fechando as portas, sem condições de seguir funcionando.


Dados da Junta Comercial de São Paulo mostram que, de janeiro a maio deste ano, o setor de alimentação e alojamento foi responsável foi 8,89% das empresas encerradas. No mesmo período, esse segmento respondeu por apenas 4,4% dos novos negócios.

Empresa Auto Posto Confiante emite nota oficial após megaexplosão

Após a grave ocorrência que aconteceu na última quarta-feira (30 de junho) nas dependências do Auto Posto Confiante, localizado às margens da Rodovia Washington Luís em Rio Claro, onde uma megaexplosão foi registrada após um início de um fogo em um caminhão que estava estacionado no pátio do posto, a reportagem do Jornal Cidade conversou com o proprietário do estabelecimento Sr. Roberto Matthiesen, 66 anos. Ainda muito abalado com as consequências, destruição e desfecho da ocorrência, ele emitiu uma nota de esclarecimento e também de agradecimento a todos os profissionais que trabalharam no atendimento e socorro das vítimas. Ele também fez uma menção a toda a população que se solidarizou com os fatos.

CONFIRA NA ÍNTEGRA A NOTA

“A empresa Auto Posto Confiante 4 Ltda., através de seus representantes, vem, por meio desta, manifestar toda a sua solidariedade para com todos os atingidos pelo fatídico acidente ocorrido no começo da noite da última quarta-feira, dia 30 de junho de 2021, em especial às 22 vítimas atingidas diretamente pela explosão, sem esquecer da população em geral que passou por momentos de tensão e angústia em virtude do deslocamento de ar que quebrou vidros, janela e portas, bem como que aterrorizou animais de estimação e levou a momentos de pânico pela falta de informação sobre o ocorrido.

As causas e responsabilidades sobre o acidente estão sendo apuradas pelos órgãos competentes, tendo inclusive a Polícia Cívil, através de sua polícia técnica, feito a perícia do local logo nas primeiras horas do dia seguinte ao acontecido. Perícias complementares estão sendo realizadas por parte das empresas interessadas, em especial as companhias seguradoras e a empresa proprietária do veículo que veio a explodir em nossas dependências.

Informações preliminares (as quais deverão ser corroboradas pela investigação e pelos laudos técnicos a serem apresentados pela Polícia Civil) dão conta que o incidente teria tido como origem um caminhão que transportava produtos químicos e que adentrou ao nosso posto de combustíveis situado às margens da Rodovia Washington Luís já com um princípio de fogo em uma de suas rodas. Esse fogo teria se propagado para a carroceria do caminhão e atingido a sua carga, que continha produtos ainda não identificados, os quais, diante da alta temperatura, teriam inflamado e dado origem a uma sequência de explosões.

Entretanto, esses fatos só poderão ser tidos como verdadeiros após o encerramento de todas as investigações feitas tanto pelos órgãos de Estado como pelas empresas particulares interessadas, o que se espera que ocorra o mais rápido possível.

À título de informação, esclarecemos que o órgão ambiental (CETESB) já vistoriou o local e certificou que não houve nenhum prejuízo ao meio ambiente em decorrência do ocorrido, bem como a Agência Nacional de Petróleo (ANP) também já certificou que não houve nenhum tipo de avaria ao sistema de armazenamento e abastecimento de combustíveis, demonstrando que o Auto Posto Confiante 4 segue rigidamente todas as normas de segurança e respeito ao meio ambiente, o que, aliás, é regra em nossa empresa, que há mais de 30 anos atua em Rio Claro e região no seguimento de combustíveis e nunca teve problemas com relação a sua segurança e a integridade física de seus clientes e colaboradores.

Gostaríamos de agradecer imensamente a todos os profissionais ligados aos órgãos de segurança de nossa cidade, como Corpo de Bombeiros, Polícia Rodoviária, Polícia Militar, Polícia Civil e Guarda Municipal, por arriscarem suas vidas para evitar que um mal ainda maior ocorresse, agindo com bravura no combate ao incêndio e as explosões que se seguiram, demonstrando a grandeza de honrarem a profissão que escolheram.

Por fim, mas não menos importante, uma agradecimento especial a todos os profissionais da área de saúde, aqui incluídos médicos, enfermeiros, socorristas, motoristas e demais servidores envolvidos nessa operação de resgate e atendimento às vítimas. Aos senhores o nosso mais profundo respeito, uma vez que a atuação pronta e segura ao atendimento às vítimas – sendo que muitos se apresentaram VOLUNTARIAMENTE – foi responsável por salvar inúmeras vidas, dada as proporções catastróficas que esse incidente alcançou.

Nossos mais profundos sentimentos também à família de Jovino Rocha de Andrade, que, segundo relato de testemunhas, foi prestar socorro ao motorista do caminhão em chamas e foi atingido pela explosão, vindo a falecer. Morreu como um herói, e assim deverá ser lembrado!

Nossa empresa se coloca a disposição da população para tentar esclarecer quaisquer dúvidas a respeito do acidente, porém informando que somente após a conclusão das perícias e apresentação dos laudos por parte dos órgãos competentes é que se poderá ter certeza quanto as causas e os responsáveis por esse trágico acidente.

A quem tiver dúvidas que possam ser esclarecidas nesse momento, podem entrar em contato com nossa empresa através do telefone 3024-1000.”

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Megaexplosão: caminhoneiro teve 10% do corpo queimado

Foi transferido para a cidade de Limeira o caminhoneiro, de 61 anos, que era responsável pelo transporte dos produtos químicos no caminhão que explodiu no pátio do posto de combustíveis.

Ele está internado na Unidade de Tratamento de Queimaduras (UTQ) da Santa Casa de Misericórdia de Limeira e, de acordo com a assessoria de imprensa da instituição, ele teve 10% do corpo queimado.

Em Rio Claro

Já na Santa Casa de Rio Claro segue internado o mecânico, morador do Alan Grey, que realizava serviços no posto e também ficou gravemente ferido na explosão. De acordo com o último boletim médico, Marcelo Tadeu de Oliveira tem um quadro que evoluiu satisfatoriamente desde a cirurgia. A previsão é de que hoje ele deixe a UTI e seja levado para o quarto para dar sequência à recuperação.

Uma morte foi registrada entre os 21 feridos atendidos pela Fundação Municipal de Saúde. Jovino Rocha de Andrade, 51 anos, era motorista e morava em Conchal.

Em dificuldades, Escola Agrícola luta para manter animais

Uma questão que se arrasta desde o governo de Juninho da Padaria e agora prossegue na administração de Gustavo Perissinotto tem colocado em risco a continuidade de um trabalho educacional que é tradição em Rio Claro e um dos poucos realizados no Brasil. O Jornal Cidade acompanha a situação enfrentada pela Escola Municipal Agrícola Engenheiro Rubens Foot Guimarães, localizada na estrada que liga Rio Claro ao Distrito de Ajapi, para manter os animais que são parte integrante das atividades desenvolvidas com os alunos.

A instituição educacional, além do Ensino Fundamental, tem um diferencial como explica a diretora Rebeca Arnosti: “Aqui valorizamos o contato com a natureza, com o plantio de diferentes culturas vegetais, com a criação de animais, algo que vai ao encontro da educação integral do ser humano, pois extrapola processos vinculados à cognição, na medida em que se vivencia aquilo que se aprende, com o envolvimento de todo o corpo e de todos os sentidos nesses processos”.

Atualmente a Escola Agrícola tem em suas dependências três porcos adultos (duas matrizes e um cachaço) e quatro leitões. Também conta com duas vacas, um touro, três bezerras, 10 galinhas (esse número já chegou a ser bem maior – 47), um cavalo, um tanque de peixes e um 1 meliponário.

Tudo isso tem um custo que está difícil de ser mantido: “Tem sido demasiadamente difícil prover cerca de R$ 1,000,00 ao mês para a alimentação dos mesmos. A ideia é buscar parcerias com universidades e outros técnicos a fim de encontrarmos formas de reduzir ainda mais os custos.

Para os suínos, por exemplo, temos buscado parcerias com restaurantes que poderiam nos fornecer a sobra da comida do dia, mas ainda não conseguimos ajuda. Entendemos que, se o município acredita em nossa escola e em nosso trabalho, precisaríamos de auxílio nessa questão. Estamos abertos a visitas do prefeito, vice-prefeito e outras autoridades para que venham conhecer nossas necessidades e importância desta continuidade”, reforçou a diretora.

Interessados em ajudar podem entrar em contato com a gestão da escola através do telefone 99874-1077 (Rebeca – diretora)

O que diz a prefeitura

Em nota, a Secretaria Municipal da Educação afirmou que está analisando a situação em busca de alternativas. Por questões legais, os recursos da área da educação não podem ser utilizados para custeio de alimentação desses animais, o que não é mais aceito pelo Tribunal de Contas.

Morador em situação de rua é morto a facadas por causa de R$ 100 em Rio Claro

Um homicídio a facadas foi registrado às 4h05 da madrugada deste sábado na praça Dalva de Oliveira, no Cidade Claret, próximo do Terminal Rodoviário. Um morador de rua foi morto com vários golpes de faca por outro morador, que foi detido pela Guarda Civil e preso em flagrante.

O motivo do assassinato foi que o acusado teria entregue R$ 100,00 para vítima comprar droga para usarem e a vítima sumiu com o dinheiro. A vítima, ainda sem identificação, tem pele negra e o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Rio Claro. Até o momento, duas pessoas contataram o IML em busca de informações.

Nenhuma dose de vacina vencida é repassada aos estados, diz ministério

O Ministério da Saúde informou hoje (2), em Brasília, que nenhuma dose vencida de vacina contra a covid-19 é repassada aos estados e o Distrito Federal. Acrescentou que o prazo de validade dos imunizantes é rigorosamente acompanhado desde o recebimento até a distribuição. blankblank

A divulgação da informação foi motivada pela publicação de uma matéria do jornal Folha de S.Paulo. Segundo a publicação, cerca de 26 mil doses de vacinas da AstraZeneca teriam sido aplicadas após o vencimento em 1.532 municípios. 

Segundo o ministério, os estados são orientados a distribuírem imediatamente os imunizantes recebidos, sendo obrigação dos gestores locais do Sistema Único de Saúde (SUS) fazer o armazenamento correto e a aplicação das doses dentro do prazo de validade. 

Em nota, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) informou que os lotes que estariam com prazo de validade expirado não foram feitos no Brasil. O órgão pertence ao Ministério da Saúde e é responsável pela produção nacional dos imunizantes da AstraZeneca contra a covid-19.

Segundo a Fiocruz, os lotes sob suspeita foram importados da Índia e são do tipo do imunizante da AstraZeneca chamado de Covishield. Os demais carregamentos foram enviados pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas/OMS).

“Todas as doses das vacinas importadas da Índia (Covishield) foram entregues pela Fiocruz em janeiro e fevereiro dentro do prazo de validade e em concordância com o MS [Ministério da Saúde], de modo a viabilizar a antecipação da implementação do Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19, diante da situação de pandemia. A Fiocruz está apoiando o PNI [Programa Nacional de Imunização] na busca de informações junto ao fabricante, na Índia, para subsidiar as orientações a serem dadas pelo programa àqueles que tiverem tomado a vacina vencida”, informou a Fiocruz.

Além de Carnaval e Réveillon, São Paulo planeja reabrir Paulista para lazer aos domingos

LUCA CASTILHO SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), um dia depois de afirmar que planeja liberar as festas de Réveillon para a próxima virada do ano e do Carnaval em 2022 na cidade, disse nesta sexta-feira (2) que foram criados grupos de trabalho com as secretarias para planejar a reabertura de espaços de lazer na avenida Paulista e no vale do Anhangabaú, ambos na região central.

A ideia é colocar o projeto em prática quando 70% da população da cidade estiver vacinada contra a Covid-19. A definição de grupos ocorreu em reunião com as secretarias da Saúde, de Governo, de Assistência Social e de Cultura da capital paulista. “A reunião aconteceu ontem [quinta] com a participação de várias secretarias e foi decidido que é possível fazer a retomada, inclusive a reabertura dos espaços como Paulista e [vale do] Anhangabaú, quando atingirmos 70% das pessoas da cidade vacinadas. Com esse número, São Paulo começa a fazer sua reabertura, inclusive com um Réveillon bonito, uma grande ação de Natal, o Lollapalooza [festival de música] e o Carnaval”, disse Nunes, em entrevista durante visita ao Residencial Vila dos Idosos, no Pari (zona norte da cidade).

“Dentro dessa reunião ficou decidido criar dois grupos de trabalho, onde, em ambos, estará a participação da Saúde, com os protocolos e orientações sobre como a prefeitura vai agir e se comunicar com a população da cidade para poder ter o acesso ao lazer novamente, mas de forma segura para todos. Vai ser estudado. A definição que chegamos é atingindo 70% da população vacinada, a gente começa a fazer um processo de reabertura, em paralelo com o projeto de retomada econômica”, completa o prefeito.

O vale do Anhangabaú, que sofreu diversos atrasos em sua obra e foi alvo de muitas críticas de urbanistas, deverá, assim, finalmente ser inaugurado oficialmente, apesar de o local já ser usado nos fins de semana, principalmente por skatistas e patinadores. E a avenida Paulista, que ficava aberta exclusivamente para pedestres e ciclistas aos domingos, deve voltar a ter público. Apesar dessa perspectiva, o prefeito não especificou se esses 70% de pessoas imunizadas contariam apenas com pessoas com as duas doses da vacina ou apenas uma.

Até esta quinta-feira, 7,2 milhões de doses da vacina contra a Covid-19 foram aplicadas na cidade de São Paulo, sendo que 5,4 milhões para primeira dose. Especificamente sobre o Carnaval, Ricardo Nunes afirmou que “devemos ter o maior Carnaval do país na cidade de São Paulo.” José Cury Filho, um dos fundadores e um dos coordenadores do Fórum dos Blocos de São Paulo, que enviou uma carta ao prefeito na última quarta-feira (30), disse que tem um cronograma pronto para os blocos de rua da capital paulista, mas que é contra o Carnaval sem insegurança sanitária.

“Eu acho que é ainda inseguro dizer se vai ser fácil ter Carnaval, mas a pandemia nos ensinou que a cada dois meses podemos ter uma novidade. Se em outubro a novidade for boa, a gente se anima. Se em dezembro a novidade for ótima, a gente está pronto. Agora se for ruim, paciência, trabalhamos, mas não vai ter”, afirmou o coordenador do fórum. Segundo o organizador, o ideal é dar início aos trabalhos em agosto. “Temos um cronograma pronto para apresentar para a prefeitura para um Carnaval bem realizado. Começar em agosto é ótimo, terminando as inscrições dos blocos em outubro para os desfiles em fevereiro. Mas sempre pontuando que os blocos podem desistir”, afirma.

A Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo disse ter recebido com otimismo a notícia da possibilidade de os desfiles no Sambódromo voltarem. Desde o início da pandemia, a liga foi taxativa em afirmar que só consideraria a realização do evento quando os indicadores de controle da Covid-19 permitissem. Agora, com o avanço da vacinação e queda no número de internações, é possível planejar a festa”, afirmou em nota o presidente Sidnei Carriuolo

“O caminho é planejar a retomada com responsabilidade, nos preparando para quando fevereiro chegar, fazendo a cadeia produtiva do Carnaval andar”, disse. O Carnaval e o Réveillon foram cancelados pela gestão municipal por causa da pandemia de Covid-19. A tradicional festa na avenida Paulista não foi organizada na última virada de ano e o Carnaval chegou a ser cogitado para ser realizado em julho, mas houve o cancelamento depois.

Cordeirópolis não aplicou dose de vacina vencida

A Secretaria de Saúde de Cordeirópolis informa que nenhuma dose da vacina AstraZeneca foi aplicada fora do prazo de vencimento no município. O lote 4120Z005, citado nesta sexta-feira (2) em apuração na Folha de São Paulo, apresentava data de validade até 14 de abril. Porém, todas as doses desse lote foram aplicadas até o dia 26 fevereiro, ou seja, bem antes do prazo de vencimento da vacina.

>>> Rio Claro afirma que vacinas vencidas não foram aplicadas no município

Jornal Cidade RC
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