Auxílio: 28 famílias de RC receberão R$ 300 de SP

O município de Rio Claro já registra quase 520 vítimas fatais da Covid-19 desde o início da pandemia. Muitas delas, trabalhadores que levavam renda para dentro de suas casas e que agora seus familiares estão passando por necessidades e desafios financeiros.

Para auxiliar, o Governo de São Paulo lançou na última semana o SP Acolhe, um programa que pagará seis parcelas de R$ 300,00 para as famílias. De acordo com a Secretaria de Desenvolvimento Social do Estado, o projeto irá beneficiar 28 famílias em Rio Claro.

O baixo número de famílias que podem ser beneficiadas tem uma explicação. De acordo com o programa, apenas as que estão em condições vulneráveis e que perderam ao menos um integrante do núcleo familiar poderão solicitar o auxílio.

“A iniciativa vai beneficiar famílias inscritas no CadÚnico com renda mensal de até três salários mínimos que tenham perdido ao menos um familiar vítima de Covid-19, podendo ser pai, mãe, avô, avó, filho, filha ou outro parente, desde que a morte tenha ocorrido dentro do núcleo familiar. O programa considera todas as estruturas familiares, exceto a unifamiliar (uma única pessoa), com filhos de todas as idades”, informa o Estado de São Paulo.

De forma geral, o Governo paulista informa que o programa vai beneficiar 11.026 famílias em todo o Estado, com 11.143 auxílios, totalizando repasse estadual de R$ 20 milhões. O benefício totalizando R$ 1.800,00 será pago em seis parcelas mensais de R$ 300,00, entre os meses de julho e dezembro de 2021. Para as famílias consultarem se poderão receber o auxílio devem acessar o site www.bolsadopovo.sp.gov.br e informar o número do NIS.

Recentemente, o Estado também anunciou que Rio Claro, além de Itirapina e Cordeirópolis, está entre 82 municípios selecionados para o programa Vale-Gás, que pagará auxílio de R$ 100,00 por três meses para a compra de botijão de gás de cozinha.

Pagamento

Governo do Estado pagará um auxílio de R$ 300 a parentes de vítimas da Covid-19 por seis meses, totalizando R$ 1,8 mil no período.

Superando o câncer juntos

Desde maio de 2017, Erleson Pereira, 53 anos, luta contra o câncer. A doença teve início no intestino e deu metástase, atingindo o pulmão e o fígado, estando em tratamento quimioterápico no momento. O paciente relembra que receber o diagnóstico inicial soou como um atestado de óbito, mas que encontrou forças para superar o momento delicado.

“Apesar da notícia, minha resposta foi: ‘Bora, lá. Vamos tratar, então. Começo quando?”, disse à época. Com fé e otimismo, o diretor e professor da Escola Polo Educacional segue na batalha superando cada obstáculo e desafio. “Graças a Deus, cada dia tem sido superado com todo apoio da Oncologia da Santa Casa de Rio Claro, dos amigos, familiares e, em especial, da minha esposa, Joelma Delaneza Ferraz, que é a sustentação desde o primeiro momento que soube que estava com câncer”, completa.

Pereira guarda até hoje na memória as palavras da esposa ao saber que tinha a doença. Um momento emocionante marcado por choro, abraços carinhosos e palavras de esperança. “Vida, vamos sair juntos dessa. Deus jamais nos abandona, pois tens fé e muita força, és um guerreiro e merece viver e dar seu testemunho de vitória”, conta.

No entanto, três anos depois a vida do casal foi colocada à prova novamente. Desta vez, é Joelma que enfrenta um câncer, na mama esquerda. A secretária de 49 anos descobriu a doença, em outubro de 2020, com o toque nos seios ao tomar banho. A suspeita foi administrada com cautela até a confirmação do diagnóstico. Em meio ao receio e medos, o casal tinha marcado o casamento 15 dias antes e ela perguntou emocionada ao parceiro. “Você vai casar ainda?”. Choraram, riram abraçados e, obviamente, se casaram.

Joelma foi submetida à cirurgia e, também, realiza sessões de químio. Na alegria ou tristeza, na saúde ou doença, os dois seguem firmes com os votos do matrimônio. “Companheirismo, amor, muita fé e buscando sempre a felicidade para viver cada segundo são as bases da nossa relação”, reforça o casal.

Além do exemplo de superação, Joelma e Erleson orientam para que as pessoas fiquem atentas aos sinais em seus corpos e que o câncer tem cura. “Somos um casal vencedor, Deus nos deu nova chance de vivermos e mostrar quanto a vida é maravilhosa”, concluem.

Acredite

“Nunca baixe sua cabeça. Lute, não desista, dobre seus joelhos e diga à pessoa que está ao seu lado: Gratidão por estarmos juntos, eu amo você”

Sobre duas rodas: as dificuldades do ‘corre’ em cada esquina

Eles nunca trabalharam tanto. Enquanto quase tudo parou, foram eles que fizeram o Brasil andar. E acelerando. A profissão que muitas vezes era vista como marginalizada, se tornou essencial. Na ‘Reportagem da Semana’ deste domingo (4), o Jornal Cidade vai mostrar a rotina dos motoboys, motogirls e entregadores de aplicativos durante a pandemia da covid-19 e as dificuldades do ‘corre’ encontradas a cada esquina.

Trânsito intenso, aumento de carga horária e baixa remuneração. ‘Trampar’ mais e ganhar menos é a nova realidade para esses profissionais, seja por conta da alta demanda das entregas ou pela necessidade dos comércios e de aplicativos de delivery em reduzir despesas por conta da crise, que ficou ainda pior com a pandemia. 

Na maioria dos casos, cabe a eles arcarem com combustível e manutenção, além da compra da mochila de entrega, que não é oferecida pela maioria das empresas. E o pior, sem direitos essenciais: plano de saúde, aposentadoria, folgas em fins de semana e feriados e muito menos férias.

Dados do Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos) mostram que, após o início do período pandêmico, o número de entregadores cresceu 3,5% em todo o Brasil e a maioria deles (56,8%) está na informalidade. 

Em Rio Claro, é só sair pelas ruas que é fácil perceber a presença dos entregadores que ficam à espera de uma chamada. Os dados da Associação dos Motofretes Profissionais mostram esse aumento. Na ‘Cidade Azul’ eles são mais de dois mil. Antes da pandemia, o número chegava a mil. Ou seja, um aumento de 100%.

 Ademir Silverio, de 40 anos, é motoboy há 19.  Quando quase ninguém estava nas ruas, ele continuou trabalhando para levar comida para casa e sustentar a esposa Jaqueline Macedo Silverio, de 34 anos, grávida de sete meses, e os filhos: Ana Beatriz Silverio, de 20 anos e Nicolas Silvério, de 12.

“Motoboy precisa ser mais valorizado em vários aspectos. Muitos veículos aqui não dão preferência e ainda dirigem com o braço para fora. Na ultrapassagem, eles [motoristas] nos fecham. Um perigo. Outro ponto é o dinheiro. Motoboy é que nem um caminhoneiro. Se parar, para tudo. Entregamos comida, peças de veículos, medicamentos. Não somos bem recompensados por isso. Também estamos na linha de frente e correndo risco para lá e para cá”, desabafou ele ao Jornal Cidade.

A crise desencadeada no início da quarentena aumentou a concorrência e empurrou para o trânsito mão de obra com pouca experiência e habilidade sobre duas rodas. A mudança no perfil da profissão também preocupa Ademir. “Dias atrás perdemos, por irresponsabilidade de uns, que acabaram de chegar [na profissão], vagas num estacionamento. Agora, temos que parar a moto bem distante desse centro de compras para poder fazer uma entrega”, comentou. 

Em março, ele foi infectado pelo novo coronavírus e precisou ficar internado por 30 dias na Santa Casa do município. Ademir passou nove dias entubado. A esposa fala num milagre. “Não poder falar com ele nesse tempo foi terrível. Eu perdi o chão. Eu não vivi durante esses trinta dias. Só fui levando”, disse.

A família, católica, se apegou na oração para continuar batalhando. Segundo Jaqueline, foi em Deus que conseguiu forças para não desistir. “A gente rezava o ‘terço da misericórdia’ duas vezes ao dia. Os médicos diziam que se eu acreditava em Deus, era hora de me agarrar. Incrivelmente, depois de tanto pedir, o Ademir acordou no domingo de páscoa, no dia da ressurreição”, contou.

Depois do quadro ficar estável, o motoboy voltou para casa, ainda com sequelas. Precisou ficar um tempo isolado se recuperando. “Tudo o que eu tinha que fazer, dependia deles. Não conseguia tomar banho sozinho, nem trocar de roupa. Fiquei na cadeira de rodas por dias”, relatou ele.

Dois meses depois ele voltou ao trabalho. O cenário trouxe novas dificuldades: Ademir não vai mais para casa almoçar com medo de pegar de novo o vírus e infectar a família. A refeição acaba sendo na rua. Ele disse que é difícil achar um local para comer e se higienizar para isso. “Só quero chegar, colocar minha roupa para lavar e correr tomar banho. A saúde deles [família] é essencial para mim”, disse.

A jornada de Ademir é puxada. Ele contou à reportagem que, com a informalidade, quem para, perde. Ou seja, enquanto ele se ausentou por problemas de saúde, os cadastros dele nos aplicativos ficaram lá embaixo. Ou seja, a corrida demora mais a aparecer.

O reflexo disso é sentido no bolso. Antes da pandemia ele fazia 20 corridas. Agora faz em média quatro. Ademir fechava a semana com R$ 1.200. Hoje em dia, com R$ 400. Para ajudar com a renda, Jaqueline voltou a fazer pães e bolos em casa para vender. O cardápio está disponível no Instagram: @jaquepaesebolos. Para encomendar é só ligar ou mandar mensagem pelo WhatsApp no 1997166-1541.

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Ademir ao lado da esposa Jaqueline, que está grávida de sete meses; bebê vai se chamar  Matheus Lucca
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Jaqueline, o filho Nicolas, Ademir e a filha Ana Beatriz no Jardim Público, no Centro

Com três filhos, Vanessa também enfrenta pandemia em cima da moto

É cada vez mais comum uma mulher buzinar em casa e fazer entregas. Segundo o Detran SP, cerca de 2,5 milhões de mulheres possuem habilitação para conduzir motocicletas.

Ainda segundo os dados, elas representam 25% do total de motociclistas no Estado de São Paulo e buscam ganhar cada vez mais espaço. No país, o número de mulheres motociclistas cresceu 96% em nove anos. Os dados são da Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares). Até novembro do ano passado eram 7,8 milhões, enquanto em 2011 elas somavam 4 milhões de carteiras de habilitação na categoria A.

A rio-clarense Vanessa Kelly dos Santos da Silva, de 37 anos, vive a rotina todos os dias. Ela é motogirl há 17 anos. É com essa renda que sustenta os três filhos. “O desafio maior de ser motogirl é o trânsito, que está cada vez mais complicado”, explicou.

Ela também falou sobre a categoria trabalhar muito e ganhar cada vez menos. “É preciso ter um salário digno. Se a empresa der a moto, seria ótimo. Pagar o salário em dia com os 30%, que é de lei. Tudo isso seria maravilhoso”, afirmou.

Para Vanessa, as dificuldades aumentaram com a pandemia. “A atenção deve ser redobrada agora. Fico preocupada, pois estamos na rua atendendo a todos. Fazemos o possível com as medidas de higiene e segurança para nos proteger. E também uma coisa essencial: a fé em Deus”, finalizou.

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Grupo de manifestantes protesta em RC contra Bolsonaro

Novos protestos contra o governo do presidente Jair Bolsonaro ocorreram neste sábado (3) pelo país. Em Rio Claro, a concentração dos manifestantes começou às 15h no Jardim Público, no Centro.

A principal motivação foi a defesa pela vacinação contra a Covid-19. Veja as fotos de Vinícius Rodrigues.

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Rio Claro tem três novos casos de dengue

Rio Claro confirmou nesta semana três novos casos de dengue, totalizando neste ano 169 casos da doença. No mesmo período, no ano passado, o município registrava 996 casos de dengue. O município tem em 2021 cinco casos de chikungunya, doença que, assim como a dengue, é transmitida pelo Aedes aegypti. O mosquito transmite ainda zika vírus e febre amarela, doenças não registradas neste ano no município.

Para evitar a proliferação do Aedes, a Secretaria Municipal de Saúde, por meio do Centro de Controle de Zoonoses, realiza ações preventivas que incluem visitas casa a casa, nebulização e vistorias em pontos estratégicos.

A população também deve fazer a sua parte. Como o Aedes se reproduz em água parada, é fundamental eliminar os recipientes que possam ser usados como criadouros pelo mosquito transmissor. Tudo o que pode acumular água deve ser removido. Manter os quintais e terrenos limpos é também muito importante.

Algumas outras ações da comunidade são fundamentais, entre elas colocar areia nos pratinhos dos vasos de plantas; tampar baldes e bacias; manter pneus em local coberto; deixar garrafas com a boca virada para baixo; limpar calhas para não acumular água; tratar água de piscina e fontes com produtos adequados; limpar e manter caixas d’água bem fechadas; e lavar regularmente os bebedouros de animais com água e sabão. O descarte correto de materiais é outra ação essencial na luta contra o mosquito.

Rio Claro vacinou 1.186 pessoas neste sábado

Rio Claro vacinou contra a Covid neste sábado (3) 1.186 pessoas. O atendimento foi realizado em plantão de vacinação com a equipe do hospital Unimed. Até agora, nesta campanha de vacinação foram aplicadas ao todo 123.460 doses.

Até o momento, no município, 32.631 pessoas estão com o esquema de vacinação contra a Covid completo, o que representa 15,68% da população. Essas pessoas já receberam as duas doses da vacina ou foram imunizadas com vacina de dose única.

Já o percentual de vacinados com ao menos uma dose é de 44,41% dos rio-clarenses, incluindo todas as pessoas que foram vacinadas. Os percentuais são calculados com base em números do IBGE, que estima que a população de Rio Claro é de 208.008 pessoas.

A vacinação em Rio Claro é coordenada pela Secretaria Municipal de Saúde, por meio da Vigilância Epidemiológica, e tem importante participação dos convênios Unimed, Santa Filomena e Santa Casa Saúde e também da Faculdade Anhanguera.

Ministério envia mais de 40 mil doses da Janssen congeladas e indisponíveis, diz governo do DF

LARISSA GARCIA
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O Ministério da Saúde enviou, na manhã deste sábado (3), 40.100 doses congeladas da vacina da Janssen ao Distrito Federal. De acordo com a Secretaria de Saúde local, os imunizantes estão indisponíveis para uso e ficarão em quarentena para análise.


Em nota, a secretaria afirmou que recebeu as doses abaixo da temperatura adequada, que é de 2ºC. “No momento da conferência na Rede de Frio Central, foi observado que as vacinas estavam congeladas, abaixo da temperatura adequada para este imunizante”, disse. “Sendo assim, o Ministério da Saúde já foi acionado pela Secretaria de Saúde e a orientação do órgão federal é deixar toda a carga das vacinas em quarentena. Elas ficarão armazenadas e indisponíveis para uso no momento”, informou o órgão.


De acordo com a nota, o ministério afirmou que vai solicitar análise da qualidade dos imunizantes na segunda-feira (5).
O INCQS (Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde) verificará a estabilidade das doses e se é seguro aplicar os imunizantes.


Não é a primeira vez que há problemas com lotes de vacinas desde o início da campanha. A Folha mostrou nesta sexta-feira (2) que pelo menos 26 mil doses vencidas da AstraZeneca foram aplicadas em diversos postos de saúde do país, segundo os registros oficiais, o que compromete sua proteção contra a Covid-19. Os dados constam de registros oficiais do Ministério da Saúde.

Três crianças morrem carbonizadas em incêndio na zona norte de São Paulo

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Três crianças morreram carbonizadas em um incêndio na residência onde moravam com os pais e tios, na Vila Guilherme, zona norte de São Paulo. O fogo começou por volta das 17h de sexta-feira (2). Além das vítimas, duas de 3 anos e uma de 5, o cunhado e a mãe, uma costureira boliviana de 23 anos, também estavam presentes no momento da ocorrência.


A equipe da Subprefeitura de Vila Maria/Vila Guilherme realizou a interdição total do imóvel atingido pelo fogo, após vistoria da Defesa Civil. Não houve necessidade de interdição de residências nos arredores da rua Euchário Rebouças de Carvalho.


O incêndio atingiu o imóvel e um veículo que estava na garagem. A morte das vítimas foi constatada no local.
Em depoimento à polícia, a mãe das crianças afirmou que estava na cozinha fazendo um chá quando saiu do cômodo por alguns instantes. Ao voltar, foi surpreendida por uma fumaça em grande quantidade e com os gritos das crianças. Ela foi até os fundos do imóvel e pediu ajuda de seu cunhado, mas quando ele chegou ao local, não havia mais condições de socorrer as vítimas. Um dos adultos foi socorrido por inalação de fumaça e encaminhado ao PS (Pronto-Socorro) Santana.


A Prefeitura de São Paulo afirmou, por meio de nota da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social, ter ofertado acolhimento à família atingida pelo incêndio, mas os moradores preferiram ir para a casa de familiares ou amigos. A secretaria também afirmou que distribuiu às vítimas cinco colchões, cinco cobertores, cinco kits de higiene pessoal, uma cesta básica e um kit de limpeza.


Foram requisitadas perícias ao local e exames ao Instituto de Criminalística e IML (Instituto Médico Legal). O caso foi registrado como incêndio culposo (sem intenção) e morte suspeita pelo 9º DP (Carandiru). Policiais militares foram acionados via Copom e o Corpo de Bombeiros atuou com oito viaturas, além de apoio da unidade de suporte avançado.

Homem é mais recente vítima fatal da Covid em Rio Claro

Rio Claro registrou neste sábado (3) o óbito de um homem, vítima de Covid, e 46 novos casos da doença. As informações foram divulgadas em boletim emitido pela Secretaria Municipal de Saúde.

Nesta pandemia, o município tem 17.487 casos de coronavírus e 518 óbitos. O índice de ocupação de leitos, que era de 54% na sexta-feira, caiu para 51% neste sábado. Há 91 pessoas hospitalizadas, sendo que 48 estão em UTI. Os números são das redes pública e particular do município.

O boletim de sábado também aponta 16.091 pessoas recuperadas e 810 pacientes em isolamento domiciliar. A Secretaria Municipal de Saúde alerta a população para que mantenha os cuidados preventivos, com uso de máscara, distanciamento social e higienização frequente das mãos.

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Sete temas

Jaime Leitão

1- O prefeito de Rio Claro Gustavo Perissinotto cancelou a sua viagem à Rússia devido ter testado positivo para a Covid, em uma provável reinfecção. O prefeito afirma que não apresenta sintomas. Já houve vários casos de reinfecção, fato esse que demanda novos estudos, já que esse vírus terrível desafia os cientistas a descobrir aspectos que ainda são nebulosos. Por isso que, além da vacina, o distanciamento social é fundamental para evitar que o vírus, em suas variantes, se propague de forma descontrolada. Que o prefeito se restabeleça o mais breve possível.

2- A explosão de um caminhão carregado de produtos químicos na última quinta-feira ainda causa muito espanto e leva a perguntas: – Quantos caminhões circulam pelas estradas, sem os cuidados devidos, transportando produtos inflamáveis de natureza variada?; – quem paga os prejuízos das famílias atingidas na região próxima ao trágico evento? E a situação da viúva do motorista Jovino, que morreu tentando ajudar a apagar o fogo do caminhão sinistrado?

3- Protestos em várias capitais neste sábado, e também em cidades do interior, contra o presidente Jair Bolsonaro, representam uma reação, dentro do espírito democrático, contra suposta prevaricação do presidente em relação a fatos estranhos que estão sendo investigados na CPI, em relação à compra de vacinas, como suspeita de superfaturamento e outros esquemas.

4- O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, em entrevista no programa do Bial, assumiu que é gay e que tem um namorado, demonstrando coragem e também uma reação à homofobia e à intolerância, ainda tão presentes em nossa sociedade.

5- A Eurocopa chega à fase semifinal bem mais emocionante e com jogos de qualidade superior em relação à Copa América, que está sendo jogada aqui.

6- O basquete rio-clarense retorna buscando recuperar o seu prestígio, mantendo viva a tradição de grande equipe, que conquistou no passado campeonatos estadual, nacional e sul-americano. Que essa volta seja das mais promissoras.

7- Já que o Poder Público fica muito aquém do necessário, as grandes empresas, que diminuíram sensivelmente as doações justamente no último mês, quando a pandemia bateu recorde de infectados e de mortes, precisam de novo fazer doações mais significativas. A população vem fazendo a sua parte, de forma solidária. Cabe àqueles que estão no topo da economia continuar fazendo a sua.

TikTok foi de usina de bobagens a uma poderosa máquina de vender livros

PEDRO MARTINS
RIBEIRÃO PRETO, SP (FOLHAPRESS) – Mesmo estando no TikTok, eles não dançam, fazem piadas ou desafios embalados por hits. Em vez disso, os “booktokers” gravam vídeos sobre livros e, não raro, veem suas recomendações se esgotarem nas livrarias.


Foi o que observou a equipe da Galera, selo juvenil da editora Record, quando “Um de Nós Está Mentindo”, da americana Karen M. McManus, voltou em abril à lista de mais vendidos do PublishNews, site especializado no mercado editorial, três anos depois de ter sido lançado. Ao se questionoar sobre o sucesso repentino, a equipe descobriu que a história, uma investigação sobre a morte de um adolescente, estava viralizando entre os “booktokers”.


Com isso, o livro já vendeu 32 mil cópias neste ano, um crescimento de 31% em relação ao ano de lançamento, 2018, e de 165% comparado ao ano passado. “Este livro com certeza ressurgiu por causa do TikTok. Não estamos promovendo agora”, diz o gerente de marketing da Record, Everson Chaves.


Da mesma editora, a série “Corte de Espinhos e Rosas”, da americana Sarah J. Maas, já vendeu neste ano mais que o dobro do que no ano passado. Por se tratar de um lançamento, há outros fatores que influenciam a vendagem, como campanhas de marketing em outras redes sociais, mas a editora atribui grande parte do sucesso ao TikTok.


“Não dá para dizer que o TikTok é a rede mais importante para divulgar livros e contratar anúncios, porque as outras são mais consolidadas, mas é uma rede que só cresce e cria muito mais engajamento, porque os posts são mais divertidos e criativos”, diz Chaves.


A percepção do marqueteiro encontra eco na avaliação do gerente de conteúdo do TikTok no Brasil, Ronaldo Marques. Ele diz que o fenômeno do “BookTok” começou a chamar atenção em novembro, mas foi neste semestre que ganhou força.


“O que norteia o sucesso de um tiktoker é sua criatividade. Não precisa se preocupar em dançar ou ser engraçado. Às vezes, é só falar para a câmera”, diz. “Se houver um senso de comunidade entre os seguidores, o influenciador consegue entregar um conteúdo publicitário disfarçado, ou melhor, casado com o conteúdo.”

O estudante e ator paulistano Tiago Valente, de 23 anos, é um dos maiores expoentes da esfera “booktoker” brasileiro. Enquanto troca de roupa e alterna entre cenários criados com filtros do próprio aplicativo, ele resume o enredo de um livro em 30 segundos. O app permite posts de um minuto, que nas próximas semanas chegarão a três –alguns usuários, normalmente os com mais seguidores, já têm essa possibilidade.


Valente também participa de tendências do aplicativo, como a Fofoca Literária, em que conta os enredos de livros como se estivesse fofocando com um amigo. A hashtag que agrupa esses vídeos, todos em português, soma 73 milhões de visualizações.


Além das resenhas, Valente e outros “booktokers” ensinam receitas inspiradas nas histórias, como o bolo de aniversário de “Harry Potter”, e fazem lives para interagir com o público, majoritariamente formado por estudantes na faixa dos 14 anos.


Valente criou seu perfil no aplicativo três anos atrás, mas foi só no início do ano passado que decidiu se concentrar em livros. Falava de clássicos como “Dom Casmurro”, com um Mickey de pelúcia escalado para o papel de Ezequiel, o filho de Capitu, mas não se sentia confortável e decidiu se especializar em leituras “para se divertir”, como define.


“Eu queria ajudar quem está na escola”, diz Valente, que está prestes a finalizar mestrado em linguística. “Mas recebia comentários de professores dizendo que eu fazia análises muito rasas. Como vou analisar ‘Dom Casmurro’ em 30 segundos? Nem era meu objetivo. Por isso, decidi me dedicar a outros livros.”


A estratégia deu certo. Seu perfil acumula 310 mil seguidores, e os posts chegam a 2 milhões de visualizações e quase 500 mil curtidas. Um dos vídeos de maior sucesso é o de “Vermelho, Branco e Sangue Azul”, da americana Casey McQuiston, que retrata o romance entre o filho da presidente dos Estados Unidos e o príncipe da Inglaterra.

“Na mesma semana, recebi mensagens de seguidores dizendo terem ido às livrarias e não encontrado o livro. Os vendedores diziam que ‘esgotou porque tinha um menino falando dele no TikTok’. É gratificante, porque estou ajudando a formar uma geração de leitores. Muita gente decide o que vai ler a partir do que indico”, diz.


Lançado no ano retrasado, o romance nunca havia entrado na lista de mais vendidos, até viralizar no TikTok em janeiro. A Companhia das Letras não revela a vendagem, mas, pelos dados do PublishNews, a tendência é de alta. Entre março e abril, o salto nas vendas foi de 356%.


São raros, mas há booktokers que ainda falam de clássicos. É o caso do estudante de medicina Patzzic, com 222 mil seguidores, que vai do realismo de Machado de Assis e Tolstói ao romantismo de José de Alencar. Diferentemente dos romances juvenis, porém, esses não voltam ao ranking dos mais vendidos.


Especialista em marketing de livros, Vinícius Barreto, da agência #CoisaDeLivreiro, afirma que o TikTok pode transformar a maneira como as editoras promovem seus livros, com a migração de verbas usadas em outras redes sociais e na compra de espaços publicitários em livrarias para influenciadores.

“É difícil uma editora manter um perfil próprio no TikTok, porque é preciso dar um rosto à conta. O indicado é contratar os influenciadores para promoverem seus livros, porque eles conhecem o público e sabem como engajar melhor”, diz Barreto, que presta consultoria a editoras.


Outro impedimento é que o TikTok não permite o impulsionamento de posts como nas outras redes. A maioria das editoras não têm perfis na rede, mas compram posts patrocinados de influenciadores, com preços que vão de R$ 300 a R$ 1.200.


O streaming de audiolivros Storytel prepara lives patrocinadas no aplicativo sobre os livros de Agatha Christie. O investimento surgiu após parcerias de sucesso com booktokers, que fizeram triplicar as visitas à página de download do app.


Record, Companhia das Letras, Intrínseca e Globo Livros também vão pelo mesmo caminho, enquanto Rocco e Ediouro fazem planos para investir no aplicativo. Ninguém há de se surpreender se, no futuro, os tiktokers passarem a escrever seus próprios livros e, como fizeram os youtubers, ajudarem editoras a fechar as contas do mês.
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Como os booktokers divulgam livros

#ResumosDeLivros
Entre cortes ligeiros para troca de roupa e cenário, eles resumem o enredo de livros inteiros em 30 segundos

#FofocaLiterária
Quando filtros não são chamativos o suficiente, eles contam a trajetória dos personagens como se estivessem fofocando com amigos

#Resenhas
Além de resumir as histórias, alguns também opinam sobre a leitura, mesmo que por vezes de forma rasa devido ao tempo limitado

#Listas
Eles também criam listas, agrupando livros por assunto, tempo médio de leitura ou até pela cor de suas capas

#ReceitasLiterárias
Inspirados pela culinária das histórias, eles ensinam receitas como o bolo de “Harry Potter” e o pão dado por Peeta a Katniss, de “Jogos Vorazes”

Primeiro Feirão Digital da Casa Própria oferta 180 mil imóveis

Termina neste domingo (4) o 1º Feirão Digital da Casa Própria, organizado pela Caixa com o objetivo de colocar em oferta 180 mil imóveis novos em condições especiais de financiamento. Esta é a primeira edição online do feirão, por meio de uma plataforma disponibilizada na internet, pelo banco.blankblank

Na plataforma é possível acessar informações sobre os imóveis ofertados, escolher o imóvel, realizar uma simulação de financiamento habitacional e ser atendido por um correspondente Caixa Aqui ou incorporadores imobiliários via chat. O feirão conta com a participação de 800 incorporadoras imobiliárias e 1,1 mil correspondentes Caixa Aqui.

De acordo com a Caixa, para o negócio ser fechado basta o interessado apresentar um documento oficial de identificação e um comprovante de renda atualizado, emitido no máximo há 2 meses.

É possível usar o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para a aquisição do imóvel. Para tanto, basta apresentar a última declaração do Imposto de Renda e recibo de entrega à Receita Federal, além da Carteira de Trabalho ou extrato do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

A simulação pode ser feita também por meio do aplicativo Habitação Caixa, via smartphone. Nele é possível, além da simulação, fazer a solicitação e o acompanhamento do financiamento imobiliário, bem como o gerenciamento do contrato.

O 1º Feirão Digital Caixa da Casa Própria oferece ainda mais de seis mil imóveis adjudicados Caixa com condições especiais de financiamento. Os imóveis podem ser 100% financiados no Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), com juros a partir de taxa referencial (TR) mais 2,5% ao ano mais remuneração da poupança. A carência pode ser de seis meses e a tarifa é reduzida.

Jornal Cidade RC
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