Trabalho de recuperação da fachada de prédio histórico será finalizado em março

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Sidney Navas

sociedadeitaliana
As folhas “cegas” das janelas, que abrem para dentro, são em “pinho-de-riga”, uma raridade na construção civil

Os trabalhos de recuperação da fachada do majestoso prédio da tradicional Sociedade Italiana, no Centro da cidade, continuam a todo vapor. De acordo com o arquiteto e urbanista responsável pela obra, Nelson França Junior. tudo deve estar pronto no próximo mês de março. O local abrigará também um conjunto de apartamentos residenciais, cujas unidades já se encontram à venda. “O nosso trabalho com a fachada começou logo depois do término da construção do edifício, que está, de forma muito inteligente, incorporado à edificação histórica”, lembra França Junior.

O urbanista explica que a construtora Basestaca, reconhecendo o valor histórico da edificação e seguindo também uma tendência do mercado da construção, propôs a intervenção dando carta branca para a sua livre atuação. “É preciso salientar que, antes de iniciarmos os trabalhos de recuperação da fachada, foram feitas obras importantíssimas de reestruturação de paredes, pisos e telhado, por parte da construtora, eliminando todo e qualquer risco de trincas, desmoronamentos ou acidentes”, comenta o profissional. Por se tratar de uma obra de recuperação e não de restauração, ela também permitirá e procurará atender às necessidades atuais dos usuários e daqueles que administram a entidade. “Todos os elementos decorativos originais da fachada serão mantidos, e aqueles que se apresentam bastante danificados serão substituídos por novos, seguindo o mesmo modelo dos atuais, como por exemplo os balaústres da platibanda e as janelas com folhas de vidro”, argumenta.

França ressalta que as folhas “cegas” das janelas, que abrem para dentro, são em “pinho-de-riga”, uma raridade na construção civil, pois é uma espécie de madeira proveniente do leste europeu, e serão totalmente reestruturadas por estarem em bom estado de conservação. “As placas de pedra São Tomé, que antes revestiam a base da edificação, foram removidas para dar novamente o aspecto daquilo que já foi um dia, ou seja, a imitação de blocos de pedra de acordo com o testemunho de um dos membros do conselho da entidade, o que devolveu novamente ao imóvel sua imponência e coerência dentro da época em que foi edificado, tendo como data registrada 1894”, completa o arquiteto. Salas internas também passam pelo mesmo processo e terão função multiúso.

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