Carros foram apreendidos em revenda de veículos na Rua 6, Alto do Santana durante a Operação Dry Fall contra o crime organizado em Rio Claro

Ação da Polícia Federal e PM desarticula esquema de tráfico e lavagem de dinheiro com bloqueio de R$ 70 milhões

A Operação Dry Fall contra o crime organizado foi deflagrada nesta quarta-feira (18), mobilizando forças de segurança para o cumprimento de mandados de busca, apreensão e prisão em diversos municípios de São Paulo, Minas Gerais e Paraná. A ofensiva teve como foco principal a desarticulação de uma estrutura criminosa voltada ao tráfico de drogas (especialmente haxixe do tipo “dry”), tráfico de armas e lavagem de dinheiro, com fortes vínculos com uma facção de abrangência nacional.

Em Rio Claro, a atuação conjunta entre a Polícia Militar (Força Tática do 37º BPM/I) e a Polícia Federal (FICCO) resultou em apreensões e prisão. No bairro Bom Retiro, em um imóvel na Rua 4, os policiais apreenderam um celular, notebook, um bilhete e uma mini balança, embora o alvo principal não tenha sido localizado no endereço.


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Prisão e apreensão de veículos no município

Dando continuidade à operação no Bosque de Rio Claro, na Rua 5, as equipes cumpriram um mandado de prisão contra o proprietário de uma revenda de veículos. No local, foram apreendidos um celular e um automóvel VW Polo. O investigado foi encaminhado e apresentado na Delegacia da Polícia Federal de Campinas para as providências de polícia judiciária.

Além da detenção, os policiais estiveram no estabelecimento comercial do suspeito, localizado na Rua 6, no bairro Alto do Santana. Na revenda de carros, a operação resultou na apreensão de 21 veículos que estavam no pátio, como parte das ações de combate à estrutura financeira do grupo.

Bloqueio milionário e abrangência da operação

A estratégia da Operação Dry Fall visou atingir diretamente o núcleo financeiro do crime organizado. Ao todo, foram bloqueadas aproximadamente 150 contas bancárias, cujos valores podem alcançar a cifra de R$ 70 milhões. Além disso, as autoridades determinaram a suspensão das atividades de 20 empresas de fachada, utilizadas para ocultação e movimentação de recursos ilícitos.

A força-tarefa mobilizou mais de 370 policiais da PF e do CPI-9, com ações simultâneas em cidades como Araras, Limeira, Piracicaba, Santa Bárbara d’Oeste e Sumaré, além de municípios na Grande São Paulo e nos estados de Minas Gerais e Paraná.