Não há ainda previsão de data para a conclusão do estudo, mas alteração deve ocorrer neste semestre que se inicia

Antonio Archangelo/Coluna PolítiKa

Não há ainda previsão de data para a conclusão do estudo, mas alteração deve ocorrer neste semestre que se inicia
Não há ainda previsão de data para a conclusão do estudo, mas alteração deve ocorrer neste semestre que se inicia

Assim como antecipou esta Coluna, os consumidores rio-clarenses devem arcar com novo aumento nas faturas das contas de água e esgoto este ano. A Agência Reguladora do Consórcio PCJ, órgão com competência jurídica para promover tal reajuste, admitiu na quarta-feira (1º), em nota enviada para esta Coluna, que o município está entre aqueles em que se pleiteia um reajuste extraordinário. Cabe lembrar que este ano as contas já subiram 13,95%.

De acordo com a agência, os custos de operação, inflacionados sobretudo com a elevação das tarifas de energia, pressionaram as contas das autarquias e empresas responsáveis pelo saneamento das cidades brasileiras.

“Assim, ao longo deste ano estão sendo realizados estudos para verificar a necessidade de revisões e reajustes tarifários extraordinários em função desta realidade, com análise individual por município dos custos da prestação dos serviços, bem como da nova realidade econômico-financeira. Rio Claro está entre os municípios para os quais se cogita um reajuste, e a análise ocorre neste momento com levantamento de informações e cálculos de possíveis alterações por meio de fórmula paramétrica desenvolvida pela ARES-PCJ. Como são vários municípios simultaneamente, além de se tratar de assunto delicado (aumentar o custo ao usuário), não há ainda previsão de data para a conclusão, mas deve ocorrer neste semestre que se inicia”, justificou a ARES-PCJ.

O Departamento Autônomo de Água e Esgoto (DAAE) alegou que “irá aguardar a decisão da agência reguladora”. Já a Odebrecht Ambiental disse, em nota, que “aguarda a avaliação da consulta pública e finalização desse tema por parte da Agência Reguladora ARES PCJ”.

“Vale ressaltar, no entanto, que o aumento da tarifa elétrica provoca um grande impacto nos custos de operação do sistema de esgoto do município, que é composto por 10 estações de bombeamento e outras 7 Estações de Tratamento de Esgoto (ETE) dependentes de energia elétrica para seu funcionamento”, concluiu a concessionária.