Aldo Demarchi lança livro de memórias no Centro Cultural de Santa Gertrudes

Ex-deputado estadual fará lançamento no prédio que leva o nome de seu pai, Isidoro

O ex-deputado Aldo Demarchi lançará oficialmente na sexta-feira (1º), às 19 horas, em Santa Gertrudes, o livro “Mecânica da Vida – Memórias de Um Pé Vermelho e Carcamano” – autobiografia produzida pela Kirios Gráfica e Editora, do Rio de Janeiro -, onde ele narra parte de sua história familiar, profissional e política.

Com apoio da Prefeitura, por intermédio da Secretaria Municipal de Cultura, a noite de autógrafos será realizada no Centro Cultural Isidoro Demarchi (Rua 1, 790), que leva o nome do pai do ex-parlamentar.

“A escolha de Santa Gertrudes para abrir a série de lançamentos significa muito para mim, pois ali tive a honra de viver desde a tenra infância até a adolescência. Além disso, familiares e inúmeros amigos queridos ainda moram na cidade”, observa Aldo Demarchi.

Mais do que um evento para apresentar suas reminiscências, ele acredita que será uma noite de reencontros e congraçamento. “Por isso, conto com a presença de todas as pessoas que, de alguma forma, fizeram parte dessa minha trajetória de 80 anos”, convida o autor.

Vendas

Na noite de lançamento em Santa Gertrudes, o livro estará disponível pelo valor de R$ 30.

Falecimentos: confira a necrologia de 27/02/2024

Ana Maria Gaiotto Bortolozi – 68 anos. Faleceu dia 25 nesta cidade. Deixou a filha Fernanda. Foi sepultada no Cemitério São João Batista.

Araceles Herrera Pacheco – 80 anos. Faleceu dia 26, à 01h30, nesta cidade. Era viúva de Helio Pacheco, deixou os filhos Nelio c/c Ivanete, Vera Lucia, Sidnei c/c Claudia, Claudio c/c Giseli, Luciana c/c Isac, Valdelei c/c Rose, Fabio c/c Eliana, 17 netos e 16 bisnetos. Foi sepultada no Cemitério Memorial Cidade Jardim (Funerária João de Campos).

Edna Elias Figueiredo Margutti – 77 anos. Faleceu dia 26, à 00h00, nesta cidade. Era viúva de José Etelvino Margutti, deixou os filhos Marcelo, Evandro, 3 netos, irmãs Elisabete e Vilma, sobrinhos Rodrigo e Richard. Foi sepultada no Cemitério Memorial Cidade Jardim (Funerária João de Campos).

Luiz Cordeiro de Azevedo Filho – 88 anos. Faleceu dia 25 nesta cidade. Deixou os filhos Edison, Edilson e Sandra. Foi sepultado no Cemitério Memorial Cidade Jardim.

Luzinete dos Santos Franco – 59 anos. Faleceu dia 24, às 20h07, nesta cidade. Deixou viúvo Adauto Mario Franco, a filha Francieli c/c José Nilson, e 1 neta. Foi sepultada no Cemitério Memorial Cidade Jardim (Funerária João de Campos).

Marcos Antonio da Cunha – 64 anos. Faleceu dia 25 nesta cidade. Deixou os filhos Patrícia e Anderson. Foi sepultado no Cemitério São João Batista.

Maria Yvonne de Camargo Garcez – 90 anos. Faleceu dia 24, às 03h30, nesta cidade. Era viúva de Elio Alves Garcez, deixou a filha Regina e 3 netos. Foi sepultada no Crematório Memorial Cidade Jardim (Funerária João de Campos).

Marli de Almeida Moita – 80 anos. Faleceu dia 25, às 10h30, nesta cidade. Era viúva de Adelino dos Santos Moita, deixou os filhos Renato c/c Dayse, Simone, Sheila c/c Reinaldo, 5 netos e 1 bisneto. Foi sepultada no Cemitério Memorial Cidade Jardim (Funerária João de Campos).

Rio Claro registra altas temperaturas e possibilidade de chuvas breves hoje

A previsão meteorológica para esta terça-feira (27) em Rio Claro mantém as características típicas do verão. O dia será ensolarado, com altas temperaturas e céu predominantemente claro, podendo apresentar-se parcialmente nublado em alguns momentos. Existe a possibilidade de ocorrência de pancadas de chuva em pontos isolados durante os períodos da tarde e noite, sendo de curta duração.

As temperaturas seguirão elevadas, com variação entre 24 e 34 graus. Essas informações são provenientes da estação Ceapla-Unesp e prefeitura de Rio Claro.

La Torre: “Não consigo roer a corda e montar em dois barcos”, diz vereador

Vereador destaca atuação política no último ano do atual mandato no Legislativo

O vereador Adriano La Torre (PP), primeiro secretário da Câmara Municipal, abre esta nova série de entrevistas da Farol JC com os parlamentares do Poder Legislativo rio-clarense diante do último ano do atual mandato. Nessa semana, o progressista afirmou que é fiel ao próprio partido – ironizando a postura de outros membros da legenda – e que seguirá apoiando o prefeito Gustavo Perissinotto (PSD). Ainda, afirma que não tem interesse em conversar com Rogério Guedes sobre sua candidatura a prefeito. Confira a seguir alguns destaques da entrevista e assista ao bate-papo na íntegra no youtube.com/jcrioclaro.

Quais as expectativas para chegar ao final deste mandato e início da campanha eleitoral?

As pessoas que me conhecem sabem, comecei a trabalhar lá no primeiro dia em que fui reeleito. Hoje tenho uma sustentação boa. É um trabalho honesto. Estamos a oito meses de uma eleição e o povo é que vai decidir se o trabalho foi bem feito, se não foi, estou com minha consciência tranquila. Tenho amor no que eu faço, a população é quem vai decidir, fica a critério de cada um.

Você vai continuar apoiando ao prefeito Gustavo?

Eu tenho o meu presidente Ronald Penteado (PP), que eu admiro. Tenho certeza de que o caminho que nós vamos traçar é o que traçamos desde o início. O Progressistas não tem aquela jogada de sair do caminho e curvar para outro lado. Nós estamos com o prefeito, assumimos um compromisso com Gustavo, que está sim nos atendendo. Acredito que o PP será sim o partido aliado do prefeito.

Como é sua relação com outros vereadores do PP, Julinho e Moisés?

A relação é cada um no caminho que quer. A relação minha com Julio é até um pouco mais estreita. O Moisés é uma pessoa que gosta mais de fazer o que quer, mas tem a ideologia dele e eu respeito. Eu já sou mais parceiro, de dialogar, aquele que não é, que tome o caminho que deve ser seguido.

Enquanto Moisés está criticando o governo, vocês (Adriano e Julinho) estão defendendo…

Cada um segue o seu caminho. O meu é reto, não faço curva. Está se provando quem procurou outro caminho. Aí o tempo é que vai dizer. Eu tenho fidelidade, o meu compromisso, se eu confirmei com você, eu sou fiel. Não consigo roer a corda e montar em dois barcos.

Qual é a ambição do PP?

Enquanto têm outros partidos quebrados, o PP praticamente está com a chapa de vereadores montada para 2024. E vem grande. Com reforços grandes. Estamos com os que já estavam e estão vindo uns maiores ainda que só vão fortalecer e dar oportunidade para todos. Quem tiver mais voto, vai ser eleito. Não tem isso de servir de escadinha. E depende do trabalho de cada um.

Há uma conversa de Paulo Guedes e Vagner Baungartner, ambos do PSDB, irem para o PP. Qual sua opinião?

Eu receberei de braços abertos, são duas pessoas magníficas. Seriam dois reforços de peso.

Qual sua crítica para o prefeito Gustavo e o que ele não acertou no ponto?

Eu nunca vi um prefeito fazer tanto na cidade de Rio Claro. O Gustavo está construindo um hospital municipal, está asfaltando bairros como o Jardim Nova Rio Claro. Recapeou acho que 70% da cidade. Eu acho que ele só peca numa coisa, que eu sempre falo para ele. Andar e sair um pouco mais na rua. Admiro o trabalho dele, ele não é de sair na rua, mas é um prefeito que trabalha dia a dia. Não é que tenha que andar na rua, mas o povo quer ver a cara dele e acredito que ele já esteja fazendo isso. É um prefeito trabalhador e honesto.

Se Rogério buscasse seu apoio, estaria aberto ao diálogo?

Nesta eleição de outubro não. De repente, se Rogério ganhar a eleição e eu também, vou sentar com ele se ele quiser. Se tem uma coisa que tenho na vida é fidelidade. Não vou fazer isso com Gustavo.

Bolsonaro leva multidão à Avenida Paulista e evita ataques

Se alguém duvidava da força política do ex-presidente Jair Bolsonaro, essa resposta foi dada ontem durante a manifestação realizada na Avenida Paulista. Com dezenas de milhares de apoiadores espremidos em nove quarteirões, ele reforçou a condição de cabo eleitoral para as próximas eleições e evitou ataques diretos a adversários, conforme registrou no Jornal da Manhã o comentarista de política José Rosa Garcia, que acompanhou de perto o ato público.

Confira abaixo o discurso de Bolsonaro na íntegra

Tabu é mantido no dérbi e clássico chega a cinco jogos sem vencedor

No 146º dérbi rio-clarense da história Velo Clube e Rio Claro FC ficaram no empate em 1 a 1 no último sábado(24), no estádio Benitão em jogo válido pela décima primeira rodada da A-2. O Galo Azul abriu o placar com Peixoto, no primeiro tempo, e o Velo empatou com Júlio Vaz, na etapa final. Cerca de 4.541 torcedores no estádio, para uma renda de R$ 111.380,00.


Com o resultado foi mantido o tabu de quase 33 anos do Velo Clube não vencer o Rio Claro FC. A última vitória velista, em jogos oficiais, foi em 21 de abril de 1991 por 2 a 0 pela segunda divisão do futebol paulista. Desde então, contabilizando o jogo do final de semana, foram realizados mais 16 jogos com sete vitórias do Rio Claro FC e nove empates. No total dos confrontos são: 53 vitórias do Rubro-verde, 48 do Azulão e 45 empates.

O clássico chega a cinco jogos sem um vencedor, com a última vitória conquistada pelo Rio Claro FC por 4 a 3, em abril de 2021, em jogo disputado em Santa Bárbara D’ Oeste sem torcida devido a pandemia.


Na próxima rodada, o Rio Claro recebe o Juventus no sábado, às 15h, no Augusto Schmidt. Já o Velo vai ao Joaquinzão pegar o Taubaté no mesmo dia, mas às 17h.

POLÍCIA: acidente na Rodovia Anhanguera, em Araras, causa uma morte e quatro feridos

A Polícia Militar de Rio Claro atendeu a uma ocorrência de flagrante de furto de fios de cabos às 03h15 desta segunda-feira, 26 de fevereiro, em uma concessionária de veículos localizada no bairro Consolação, região sul. O casal acusado, um homem de 41 anos e uma mulher de 30 anos, foi detido pelos policiais no local.

O representante da empresa, um homem de 60 anos que desempenha a função de gerente, informou que os policiais apreenderam duas facas, uma chave de fenda, chaves diversas, um arco de serra e seis metros de fios e cabos durante a abordagem.

O casal detido confessou o furto, revelando que são moradores de rua e usuários de drogas.

Em outro acontecimento, um acidente grave na Rodovia Anhanguera resultou na perda de uma vida e deixou outras quatro pessoas feridas, duas delas em estado grave, na madrugada do último domingo, 25 de fevereiro, próximo a Rio Claro, na região de Araras.

O acidente, uma colisão traseira envolvendo dois veículos, ocorreu no sentido norte da SP-330, na altura do km 173, aproximadamente 800 metros na pista.

A vítima fatal foi identificada como Renilson Neves Amorim, de 44 anos, residente do bairro Parque das Árvores, em Araras, natural do estado da Bahia. Não houve registro de interdição de faixas ou lentidão no trecho após o acidente.

Morre mulher que sofreu queimaduras com óleo; marido fala da dor da perda

Na última semana, o Jornal Cidade relatou a história de Elisângela Oliveira de Jesus, 33 anos, que estava internada após sofrer um acidente em casa com óleo quente. Seu marido, Regis Cândido, explicou que ela estava preparando o jantar e aqueceu uma frigideira com óleo. Em seguida, quebrou um ovo em um copo para ver se estava estragado, sem perceber que havia um pouco de água no copo. Quando o conteúdo foi despejado na frigideira com óleo quente, ocorreu imediatamente uma combustão, e as chamas atingiram Elisângela, causando queimaduras no rosto e incendiando sua camiseta. Além disso, ela estava usando um sutiã de amamentação com um enchimento de espuma, o que contribuiu para a propagação do fogo.

Elisângela estava internada na Unidade de Tratamento de Queimaduras (UTQ) da Santa Casa de Misericórdia de Limeira e deveria passar por uma cirurgia hoje (26), mas infelizmente sofreu uma parada cardiorrespiratória antes da operação e não resistiu. Seu esposo, Regis Cândido, lamentou a perda, descrevendo Elisângela como uma mulher trabalhadora, esposa dedicada e mãe amorosa. Ele expressou sua tristeza pela falta que ela fará em suas vidas e na vida de sua filha de um ano, que agora crescerá sem a presença da mãe. Uma campanha para ajudar a família foi iniciada enquanto Elisângela estava hospitalizada e, agora, a ajuda é ainda mais necessária, pois Regis é o único provedor da família, pagando aluguel e enfrentando as despesas sem o apoio da esposa.

Contribuições podem ser feitas através do PIX, usando o CPF 32987312857 (Regis Candido).

O corpo de Elisângela será encaminhado para o velório em Itirapina e sepultado ainda nesta segunda-feira (26), às 17h.

Sinalizações horizontais concentradas no Jardim Novo

A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Sistema Viário de Rio Claro informa que as sinalizações horizontais ocorrem nesta segunda-feira na Avenida 1 com Avenida M-23, no Jardim Floridiana, porém a concentração ficará no Jardim Novo. Os serviços estão previstos para a Rua 3 JN entre as avenidas 2 e 1 JN, Rua 4 JN com avenidas 2 JN (dois lados), 1 JN e Marco Antônio Padula, Rua 6 JN com avenidas 5 JN, 1 JN e 6 Marco Antônio Padula, Rua 7 JN com Avenida 1 JN, Rua 8 JN com Avenida 5 JN, Rua 9 JN com avenidas 1 JN (dois lados) e 5 JN, e rua 11 JN com avenidas 1 JN e Marco Antônio Padula (dois lados).

As obras da ciclovia na Avenida Visconde prosseguem nesta segunda-feira e alguns trechos podem sofrer interdições parciais, como é o caso dos quarteirões entre as avenidas 18 e 12.

Já as suavizações de valeta continuam na Rua 1 entre as avenidas 14-16 e 16-18, Rua 4 entre avenidas 27 e 29, Rua 5 entre avenidas 11-13, 9-11, 6-8 e 8-10, rua 7 entre avenidas 21-23 e 23-25, Rua 10 entre avenidas 13 e 15, e Rua 13 com Avenida 2.

Recapeamento na Rua 11 JP entre as avenidas 7 JP-9 J) e 9 JP-Estrada dos Costas (Jardim das Palmeiras), Rua 12 JP entre avenidas 7 JP-9 JP e Avenida 9 JP-Avenida dos Costas (Jardim Esmeralda). Enquanto isso, tapa-buracos no Benjamin de Castro e restauro de base de pavimento na Avenida 2 JN entre ruas 11 e 13 JN, e Rua 13 JN entre avenidas 1 JN e 4 JN.

Manutenção nas praças do Bandeirantes, Tertulius e San Marino, roçagens, limpeza e pintura de guias no CRAS Panorama, Jardim Novo, Constante Peruchi (da Avenida 29 até a Avenida 45), Ulysses Guimarães, Rua 14 (da rotatória até o Araucária), paredão da Fepasa, canteiro central do Jardim São Caetano, Rua 6 (sentido Jardim Progresso), Avenida 24 (da Rua 1 A até a Visconde), Jardim Condutta, Castelo Branco e Jardim Itapuã (próximo ao condomínio Portinari).

Persiste o clima instável em Rio Claro, marcado por chuvas isoladas e temperaturas elevadas

A frente fria já se afastou do litoral paulista, entretanto, a faixa leste ainda apresenta nebulosidade e chuvas fracas e isoladas, devido à influência dos ventos úmidos provenientes do oceano.

Em Rio Claro, espera-se hoje (26) um céu parcialmente nublado, com pancadas de chuva isoladas e de curta duração, principalmente a partir da tarde. As temperaturas permanecerão elevadas, com máximas variando entre 32 e 34 graus. A mínima registrada foi de 21,7.

Essas informações são provenientes da estação Ceapla-Unesp e prefeitura de Rio Claro.

As raízes italianas de Rio Claro

Rio Claro, assim como todo o Estado de São Paulo, recebeu imigrantes italianos e seus descendentes ao longo de décadas. Nos 150 anos da imigração italiana no Brasil, documentos comprovam a ligação entre Itália e a Cidade Azul no Arquivo Público

Os 150 anos da imigração italiana no Brasil foram celebrados no último dia 21 de fevereiro por milhões de descendentes de famílias que saíram da Itália em busca de uma nova vida em terras brasileiras. E em Rio Claro não foi diferente, uma vez que aqui residem milhares de munícipes com origem italiana, além de também italianos que escolheram a Cidade Azul para viver e colaborar com a transformação social que se formou ao longo das décadas na sociedade rio-clarense.

Segundo o livro “Imigrantes italianos em Rio Claro e seus descendentes; 1”, de autoria da pesquisadora Lícia Capri Pignataro para o Arquivo Público e Histórico de Rio Claro na década de 1980, assim como na indústria paulista, na cidade a influência dos imigrantes italianos foi enorme no Século XIX e Século XX, após o fim da escravidão, quando o italiano Conde Francesco Matarazzo fundou o maior parque industrial de tecelagem da América do Sul até então em Rio Claro. Mas, não foi só isso.

De acordo com a pesquisadora, os italianos fundaram, além de indústrias, casas comerciais, construíram casas, trabalharam nas estradas de ferro, calçaram ruas, também se dedicaram a ofícios como sapateiros, alfaiates, folheiros, além da própria atuação nas lavouras de café e centros sociais, como a criação da Sociedade Italiana de Rio Claro, que está prestes a completar 130 anos de fundação na cidade.

Foram quatro edições do livro de Pignataro produzidas pelo Arquivo Público. A primeira delas traz detalhes sobre as famílias Castellano, Giorgi, Piccoli e Zanardi. A segunda edição, lançada em 1982, fala sobre as famílias Fittipaldi, Scarpa, Fina, Codo, Venturoli, Gardenal, Santomauro, Pignataro. A terceira versão do livro, de 1984, apresenta as famílias italianas Botti, Cassavia, Padula, Timoni, Cerri, Coli, Muccillo e D’Aquino. E o quarto livro, de 1988, as raízes italianas de Benetti, Monaco, Pilla, Sciarra e Vecchiato.

MEMÓRIA VIVA

O Arquivo Público de Rio Claro também tem preciosidades que revelam um pouco sobre a atuação dos italianos no município. São outros três conjuntos de documentos originais que atestam o trabalho dos imigrantes na cidade. Em um deles, no livro de registros da construção civil de Rio Claro, em 1935, há a documentação de dois italianos, entre eles Eugenio Romano, arquiteto e agrimensor licenciado.

Até mesmo a sua carteira de habilitação está sob tutela da autarquia para manutenção e disponibilização a consulta. Os dados mostram que Romano atuava no setor e colaborou com inúmeras plantas arquitetônicas e construções nos bairros de Rio Claro naquela época. Outro conjunto traz 139 prontuários de origem italiana com os dados e documentos das carteiras de habilitação de outros imigrantes que se instalaram na cidade.

Um dos primeiros livros de registro da fundação da Sociedade Italiana de Rio Claro, de 1927, também está no acervo do Arquivo Público, bem como o livro do Instituto Cultural Ítalo-Brasileiro fundado em 1957 no município. Além disso, há um volume considerável de atestados de óbito que recuperam informações sobre a população que residiu em Rio Claro décadas atrás, sendo muitos com origens italianas e europeias em geral.

De acordo com a superintendente do Arquivo Público e Histórico de Rio Claro, Mônica Frandi Ferreira, a colaboração da atuação dos italianos para o município é confirmada através dos registros históricos do seu acervo. “A historiografia geral trata da importância dos italianos para a cultura brasileira de uma maneira geral, mas aqui no Arquivo encontramos testemunhos dessa contribuição. Quando analisamos um documento original encontramos o registro de um construtor de nacionalidade italiano, vemos registros de óbitos sabendo a causa mortis, conseguimos encontrar em jornais antigos sobre a vida dos italianos. Temos vários documentos, a importância de ter uma instituição arquivista na cidade é muito importante para ter provas do que vemos no Brasil todo”, explica.

SOCIEDADE ITALIANA

O papel da Sociedade Italiana de Beneficência de Rio Claro para a comunidade local é inestimável. A instituição completará daqui alguns meses seus 130 anos de fundação e nessa semana também celebrou os 150 anos da imigração italiana na Cidade Azul.

Em entrevista ao Grupo JC de Comunicação, o presidente Otávio Barsotti fala sobre a origem da entidade. “Imagina sair da Itália, chegar aqui com uma língua totalmente desconhecida, era muito complicado. O imigrante chegava perdido, sem dominar o idioma, sem conhecer nada do País. Criou-se a Sociedade Italiana com esse objetivo, para ‘socorrer’ quem chegava da Itália”, comenta.

Atualmente, a entidade é voltada para o setor cultural, como divulgação e aprendizado do idioma italiano, e a promoção da cultura italiana. “Somos uma entidade sem fins lucrativos, todos somos colaboradores e temos fim filantrópico para as instituições que precisam. Temos uma comunidade italiana grande em Rio Claro. A cultura italiana resiste ao tempo, conseguimos manter essa sociedade em pé”, finaliza Otávio.

Francesco Farinaccio, italiano integrante da diretoria da instituição e professor da língua italiana, chegou em Rio Claro aos 12 anos de idade, em 1961. “Os primeiros que chegaram aqui eram agricultores e foram trabalhar nas lavouras de café para substituir a mão escrava. A segunda imigração foi de artesãos, que se instalaram nas cidades, como em São Paulo. Em Rio Claro, não temos um bairro específico de italianos, mas temos muitas famílias”, explica.

Ele relata a mudança de vida ao sair da Itália e vir morar no Brasil. “Resolvemos vir morar em Rio Claro, por conta de Enrico Celulari, que foi nosso ponto de apoio. Viemos em quatro irmãos, nosso pai queria uma vida melhor para nós. Lá na Itália não passamos fome, muito menos aqui. Mas viemos para uma vida melhor, tínhamos pouca coisa para muita gente. Demos a cara a tapa. O que chamou a atenção do meu pai foi que disseram a eles que no Brasil são 28 Itálias em extensão territorial, disse que seria aqui que teria a certeza de se dar bem”, conclui.

1º caso de Covid no Brasil completa quatro anos nesta segunda (26)

No dia 26 de fevereiro de 2020, o Ministério da Saúde confirmava aos brasileiros a notícia que ninguém gostaria de receber: um homem de 61 anos, de São Paulo, com histórico de viagem para Itália, região da Lombardia, estava com coronavírus. No mesmo mês, começaram as primeiras ações governamentais ligadas à pandemia da Covid-19, com a repatriação dos brasileiros que viviam em Wuhan, cidade chinesa epicentro da infecção. A partir disso e com o aumento de casos, vieram as medidas como lockdown e também o início da vacinação.

Passados quatro anos, o Jornal Cidade traz uma entrevista com Valeska Hamori Canhamero, responsável pelo setor de Vigilância Epidemiológica da Fundação Municipal de Saúde de Rio Claro, que traça um panorama atual do cenário da Covid ao longo deste tempo na cidade.

JC: Qual o número de casos na cidade desde o início da pandemia?

Valeska: Até agora foram 36.061 casos de covid. Nesses dados estão contabilizados casos positivos fornecidos pelos serviços de saúde públicos e privados, com exceção dos autotestes disponibilizados em farmácias e drogarias.

JC: Quantas mortes foram registradas?

Valeska: Em Rio Claro, desde o início da pandemia, 708 pessoas foram a óbito por complicações da Covid-19.

JC: Como está a questão dos testes de Covid? São realizados ainda nas UPAs e hospitais? Qual a orientação da FMS?

Valeska: Tendo em vista a atual situação epidemiológica da Covid-19, quando temos casos com menor gravidade e poucas internações, a testagem passa a ser prioritária na população acima de 65 anos e para pessoas portadoras de comorbidades ou imunossupressão que apresentem sintomas característicos de síndrome gripal.

JC: Como está a vacinação contra a Covid em Rio Claro? A população segue comparecendo para reforços de doses ou este número caiu e a situação é bem diferente do que víamos no início da campanha, com filas e mais filas nos pontos de vacinação?

Valeska: Ao longo desse tempo, houve uma grande diminuição na procura pelas doses de reforço recomendadas pelo Ministério da Saúde. É visto que, quando temos um aumento no número dos casos, muitas pessoas com a vacinação irregular comparecem às unidades de saúde para regularizar as doses.

JC: Quantas doses o município aplicou até hoje?

Valeska: Desde o início da campanha até o momento, Rio Claro administrou pouco mais de 590.000 doses da vacina contra a Covid-19.

JC: Há programação para continuidade da aplicação das vacinas, já que oficialmente foi recomendada a aplicação de 4 doses?

Valeska: Em outubro de 2023, o Ministério da Saúde incluiu a vacina contra a Covid-19 pediátrica no calendário nacional de vacinação para o ano de 2024, com foco nas crianças de 6 meses a menores de 5 anos com esquema de 3 doses com intervalos determinados conforme o protocolo encaminhado para aquelas crianças que ainda não tenham tomado nenhuma vacina. Além das crianças, idosos, imunocomprometidos, gestantes, puérperas, trabalhadores da saúde, pessoas com deficiência, população privada de liberdade e em situação de rua também devem receber uma dose de reforço no ano de 2024, porém o calendário ainda não foi definido pelo Ministério da Saúde.

JC: Qual o tempo de imunidade que as vacinas oferecem?

Valeska: Ainda estão sendo realizados estudos sobre o assunto, mas sabe-se que a imunidade adquirida após a vacinação tende a diminuir gradativamente após 6 meses da aplicação. Por isso, o Ministério da Saúde adota as ações de aplicação das doses de reforço para a população mais propensa a desenvolver complicações pela Covid-19.

JC: Quantas variantes do vírus estão presentes no nosso ambiente?

Valeska: No decorrer desses anos, várias variantes foram descobertas, o que é uma situação já esperada quando se trata de vírus. Atualmente os estudos mostram que predominantemente temos em circulação a subvariante da omicron EG5.1, denominada de éris. No entanto, é importante ressaltar que podem circular outras variantes ao mesmo tempo.

Jornal Cidade RC
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