Curva da Covid sugere imunidade maior e 2ª onda menos provável

FERNANDO CANZIAN – SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)

Em praticamente todas as regiões do mundo mais duramente afetadas pelo coronavírus e que retomaram as atividades há queda sustentada no número de mortes e infecções.

A tendência é a mesma na Europa e nos estados brasileiros e norte-americanos mais contaminados. Nos que vinham sendo poupados, os casos estão subindo, elevando a média geral tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos.

Na Europa, onde a epidemia chegou antes, ela está em declínio, apesar de muitos países terem voltado a funcionar quase normalmente.

Nos EUA, cidades mais afetadas e que tiveram ondas de protestos de rua contra o racismo após a morte de George Floyd, em 25 de maio, também não tiveram novos surtos.

Já estados como Califórnia e Texas, alheios à irrupção inicial, são os novos focos.

No Brasil, cidades como São Paulo, Manaus, Rio e Recife, já fortemente afetadas, estão reabrindo até agora sem repiques. Mas a epidemia se alastra no interior, assim como nas regiões Sul e Centro Oeste, até então poupadas.

Epidemiologistas e novos estudos sugerem que a chamada imunidade coletiva necessária para conter a expansão da Covid-19 pode ter sido superestimada ou estar sendo calculada de forma imprecisa.

Isso explicaria a não ocorrência de uma segunda onda de infecções até agora. Mesmo que, nos locais inicialmente mais afetados e reabertos, menos de 20% da população tenha desenvolvido anticorpos para o novo coronavírus.

Há alguns meses, estimava-se que até 70% das pessoas deveriam contrair o vírus antes que ele não encontrasse hospedeiros para se propagar.
O motivo pode ter relação com ao menos dois fatores:

1) Muito mais pessoas pegaram o vírus e desenvolveram anticorpos que diminuem com o tempo, resultando depois em testes negativos; ou elas se curaram mesmo sem a criação de anticorpos;
2) O principal vetor de transmissão do vírus seriam os adultos jovens, que circulam mais pelas cidades, sobretudo em transportes coletivos.
Tome-se o caso de Manaus, considerada por epidemiologistas como um campo de provas para a livre evolução da epidemia devido ao baixíssimo isolamento social que resultou no colapso dos sistemas de saúde e funerário.

Segundo a Epicovid19, maior mapeamento do coronavírus do país conduzindo pela Universidade Federal de Pelotas, o máximo de prevalência de anticorpos na população da capital do Amazonas foi encontrado entre os dias 4 e 7 de junho: 14,6%.

Na rodada seguinte de testes, entre 21 e 24 de junho, a pesquisa encontrou só 8% dos manauaras com anticorpos.

Junho foi o mês em que os sepultamentos e cremações em Manaus se reaproximaram das taxas pré epidemia; e julho vem sendo marcado pela desmobilização de parte do aparato para a Covid-19.

Na cidade de São Paulo, com mais isolamento e menos mortes que Manaus, proporcionalmente, o máximo de prevalência de anticorpos encontrada na população foi de 3,3%, entre 14 e 21 de maio.

Mesmo assim, e apesar da reabertura gradual, a capital registra queda sustentada de novos casos, a ponto de oferecer leitos a cidades onde a epidemia agora avança.

Segundo imunologistas, é provável que o Sars-CoV-2 possa estar sendo combatido em duas frentes: pelos linfócitos (células) B, que produzem anticorpos, na resposta imune denominada humoral; e pelos linfócitos T, que não fazem isso, mas que também combatem o vírus eliminando células infectadas –nesse caso, por resposta citotóxica.

Como a ação dos linfócitos T não produz anticorpos, muitas pessoas teriam defesa contra o vírus sem que a maioria dos testes hoje aplicados (não celulares) detecte isso.

Outro ponto é que os anticorpos produzidos pela ação dos linfócitos B podem diminuir com o tempo, mas sem que se perca a imunidade.

Isso explicaria a redução da prevalência, com o tempo, de anticorpos detectados na população nos testes em Manaus e em outras cidades monitoradas pela Epicovid19 –e sem que haja novos surtos.

Para Julio Croda, infectologista da Fiocruz, a imunização contra o coronavírus pode estar se dando de forma “cruzada”: pela suscetibilidade individual (com linfócitos B e T) e por outros fatores genéticos combinados às políticas de distanciamento social e o uso de máscaras.

“Sem o distanciamento e a máscara, o percentual de infectados e mortos na população teria de ser muito maior para chegarmos à imunidade comunitária”, afirma.

Por discordar do presidente Jair Bolsonaro na questão do isolamento social, Croda deixou a direção do Departamento de Imunizações e Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde no final de março.

Para Natalia Pasternak, doutora em microbiologia pela USP e presidente do Instituto Questão de Ciência, o ataque ao vírus pelos dois tipos de linfócitos (B e T) e o fato de os anticorpos poderem cair abaixo do detectável, sem prejudicar a imunização, tornam difícil aferir o tamanho da população ainda suscetível ao vírus.

“Ela talvez já não seja tão grande, mas não sabemos. O que não podemos é tratar isso de forma que dê a impressão de um liberou geral [onde o vírus já fez muito estrago].”

Pasternak afirma que a imunidade total só pode ser obtida com um número muito elevado de mortes ou com uma vacina –as principais em elaboração hoje tentam emular os dois caminhos (humoral e citotóxico) para a destruição do novo coronavírus.

Para Daniel Soranz, pesquisador da Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz, o número elevado de mortes em algumas cidades do Brasil ajudaria a explicar a inexistência de uma segunda onda de infecções, apesar da reabertura desses locais.

“Isso ocorre às custas de muitas mortes. Pois se fossemos desenhar um cenário ruim, não poderíamos criar nada pior do que o que vimos em algumas cidades do Brasil, sobretudo nas comunidades mais pobres, como as daqui do Rio”, afirma Soranz.

Agora, sem nenhuma fila e com cerca de mil pacientes em leitos de UTI no Sistema Único de Saúde, em menos de 20 dias a capital fluminense poderá zerar as internações –a um ritmo de 50 saídas ao dia, por alta hospitalar ou morte.

Esper Kallás, infectologista e professor da USP, suspeita que tenham sido justamente os moradores das comunidades menos ricas, sobretudo os adultos jovens, os maiores responsáveis pela disseminação do coronavírus e da obtenção de uma imunidade comunitária maior nas cidades mais afetadas até agora.

Mesmo que não detectada totalmente nas pesquisas de prevalência imunológica, como as da Universidade Federal de Pelotas, essa imunidade maior impediria agora uma segunda onda de infecções.

“Os adultos jovens, que se locomovem muito mais em transporte público, e que não apresentam sintomas importantes, parecem ter sido os grandes disseminadores do vírus e os responsáveis, neste segundo momento, pela contenção de sua propagação.”

Kallás afirma que, no caso da gripe comum, a imunidade comunitária é atingida com 33% a 44% da população infectada. Em se tratando da Covid-19, a taxa necessária para que isso ainda é incerta, mas ele suspeita que seja menor.

Sergio Cimerman, coordenador científico da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), alerta, porém, para os cuidados que devem ser tomados onde as atividades vem sendo retomadas.

“Estamos longe de qualquer sinal de uma segunda onda, apesar da flexibilização em muitos locais. O que é certo é que o risco aumenta quando existem aglomerações.”

Para a professora e infectologista Raquel Stucchi, da Unicamp, a dinâmica da pandemia do novo coronavírus tem sido um aprendizado –e ele ainda não teria terminado.

“O Brasil foi o único país que iniciou a flexibilização na subida da curva. Quem fez isso próximo do platô, parece ainda estar em situação adequada. Já o interior, que tentou flexibilizar antes, acabou se dando muito mal”, afirma.

Agora, com a epidemia avançando mais no Sul, no Centro Oeste e no interior, esse conjunto de decisões estaduais e municipais, combinado ao enorme grau de desorganização do governo federal, ainda provoca cerca de 40 mil infecções e mais de 1.000 mortes no Brasil todos os dias.

Campanha incentiva o uso de oxímetros e tratamento precoce

Diante da interiorização da epidemia e da prevalência de infecções pela Covid-19 nas áreas mais pobres, o Instituto Estáter e a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) lançam nesta segunda (13) o Projeto Alert(ar), uma campanha nacional para estimular o uso de oxímetros no combate precoce ao coronavírus.

A iniciativa tem a parceria de entidades médicas, empresas e lideranças comunitárias, além de prefeituras.

A campanha surge da constatação de que as chances de recuperação são muito maiores quando os doentes são tratados antes de terem os pulmões severamente comprometidos pela Covid-19 –daí a necessidade de medir frequentemente, com oxímetros, a taxa de oxigênio no sangue.

Apesar de não sentirem dificuldade para respirar, muitos infectados apresentam queda perigosa do nível de oxigenação. No jargão médico, a chamada hipóxia silenciosa pode tornar irreversível, e em pouco tempo, o quadro pulmonar.

O presidente do Instituto Estáter, Percio de Souza, considera fundamental ampliar a conscientização e o uso de oxímetros para tentar diminuir a taxa de óbitos no país.

“A interiorização da epidemia torna mais crítica a necessidade do acompanhamento da oxigenação e o tratamento inicial, especialmente para os mais vulneráveis e idosos, que não têm meios de correr sozinhos aos locais onde há leitos de UTI”, diz Souza.

No Brasil, só 6% das cidades têm leitos de UTI; e embora as 27 capitais agrupem menos de um quarto da população, elas detêm quase a metade das vagas.

Já os leitos no interior estão concentrados em cerca de 300 municípios, deixando quase 100 milhões de brasileiros longe das UTIs. Com as distâncias e sem atendimento inicial, há cada vez mais mortes nas pequenas cidades.

O Projeto Alert(ar) prevê conscientizar a população sobre o uso frequente do oxímetro em casos suspeitos e pretende disponibilizar milhares de aparelhos no país a pessoas treinadas que possam monitor conjuntos populacionais.

Basicamente, a infecção pelo coronavírus se dá na sua ligação às enzimas conversoras da angiotensina 2 (ECA2). Abundantes no bulbo carotídeo, esse órgão responsável por alertar o cérebro para que o doente respire com força quando o ar falta entra em pane –e o indivíduo não percebe a queda de oxigênio em seu organismo.

A mucosa nasal também tem muitos receptores das enzimas ECA2 –e a mesma pane explicaria a perda de olfato relatada por muitos infectados.
Embora haja queda de oxigênio, na infecção pelo coronavírus os doentes também não retêm gás carbônico, e não sentem muita falta de ar.

Os dados de algumas cidades monitoradas pelo projeto revelam que cerca de 40% dos doentes que morrem o fazem em casa ou nas primeiras 24 horas de internação –e que outros 40% chegam direto às UTIs, sem que tenham passado por nenhum outro tipo de atendimento.

Já entre os pacientes atendidos em enfermarias (com oxigênio, corticoides e anticoagulantes), apenas 20% acabam precisando de UTI. Na maioria das vezes, não necessitam sequer de ventilação mecânica; só de oxigênio de alto fluxo –e ficam internados por um tempo bem menor.

Segundo Clóvis Arns da Cunha, presidente da SBI, a falta de oxigenação no sangue começa por volta do sétimo dia. Daí a necessidade de monitorar casos suspeitos com os oxímetros e encaminhá-los a unidades de saúde sempre que a taxa de oxigenação cair abaixo de 95%.

“A iniciativa vai nessa direção, de alerta e de conscientização”, afirma.
O Instituto Estáter e a SBI terão o apoio técnico da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC), que representa médicos atuando em 47,7 mil equipes de atenção básica, e da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib).

A Central Única das Favelas (Cufa), com representação em vários estados, dará capilaridade à divulgação, e empresas como Boticário, Embraer, Klabin, Gol, Grupo Ultra e o banco Voiter entrarão com apoio institucional.
Segundo Denize Ornelas, diretora da SBMFC, uma das maiores falhas dos gestores da saúde pública no Brasil nessa epidemia foi não ter disponibilizado oxímetros para as esquipes de atenção básica.

Com a exceção das cidades maiores, poucas equipes têm o aparelho –que pode ser comprado pela internet ao preço médio de R$ 200.

Baseando-se nas curvas de infecções no Brasil e em outros países, Percio de Souza, do Estáter, também não enxerga até agora indícios de uma segunda onda que possa interromper novamente a atividade econômica.

“Mas isso não justifica abandonarmos as políticas públicas para conscientizar a população e buscar meios técnicos para combater essa fase da epidemia. É preciso evitar que medidas tomadas sem embasamento acabem prejudicando ainda mais a sociedade pela via econômica.”

Escolas técnicas e cursos livres poderão retomar atividades presenciais em SP

JOÃO GABRIEL – SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)

O secretário de Educação do Estado de São Paulo, Rossieli Soares, anunciou nesta segunda-feira (13), que cursos livres, técnicos e profissionalizantes também poderão voltar a ter aulas presenciais, atendendo aos mesmos critérios sanitários já estabelecidos para a educação infantil, ensino médio e universidades.

“Nós temos um gargalo importante na área dos cursos técnicos. A educação à distância não consegue dar conta de tudo. As disciplinas mais teóricas você consegue trabalhar com educação à distância, mas o curso prático, o estágio supervisionado, por exemplo, de um futuro médico, o internato, é fundamental para a formação”, afirmou.

“Se não tivermos esse ciclo funcionando, vamos ter uma menor entrada de futuros médicos e um hiato de formação de profissionais da saúde”, explicou ele em sua primeira aparição no Palácio dos Bandeirantes após se recuperar do novo coronavírus.

As atividades seguem as restrições, como por exemplo limitação de 35% da capacidade total de estudantes do local. A proposta de volta às aulas presenciais prevê ainda que haverá uma combinação de aulas presenciais e a distância.

Para ter a autorização, a instituição de ensino precisa estar em uma cidade que esteja na fase amarela da quarentena de São Paulo por pelo menos 14 dias consecutivos.

Por exemplo, Etecs na cidade de São Paulo podem podem planejar a retomada, enquanto as na Baixada Santista, que flexibilizou sua quarentena recentemente, não.

Caso, por conta das restrições contra aglomeração, a instituição de ensino não tenha espaço para atender toda a demanda de aulas laboratoriais, por exemplo, ela “deverá priorizar aqueles [estudantes] que estão mais perto da formação final”, explicou o secretário.

Além disso, as regras gerais para funcionamento das escolas precisam ser respeitadas. São elas, por exemplo, o uso de máscaras, que serão distribuídas pelo governo, tanto dentro do estabelecimento de ensino, mas também nas vans escolares; não será permitido o uso dos bebedouros compartilhados, e serão disponibilizado canecas e garrafas para estudantes e funcionários.

Soares também afirmou que os cursos livres, como idioma, informática, música e dança, também podem retomar as atividades, porque passam a ser considerados um serviço e, por isso, entram como um setor da economia dentro do plano de reabertura gradual do estado, como academias e bares, por exemplo.

São essas instituições, por exemplo, “as escolas de dança, inglês, onde o conselho estadual ou municipal ou mesmo nacional, não atuam na sua regulamentação, portanto é uma prestação de serviço”.

Estas atividades poderão retornar com 40% da capacidade e também se estiverem em locais categorizados fase amarela da quarentena, e seguindo os protocolos específicos da educação, como o distanciamento de 1,5 metros entre pessoas.

As atividades educacionais presenciais, em São Paulo, tem previsão de retornar a partir de 8 de setembro, mas desde que todo o estado esteja na fase amarela do plano de reabertura econômica -podendo haver exceções e regressões.

O setor seguirá um protocolo próprio, paralelo ao plano de flexibilização das restrições econômicas no estado.

A proposta de volta às aulas presenciais prevê ainda que haverá uma combinação de aulas presenciais e a distância. Soares explicou que a previsão é de que todos os alunos compareçam pelo menos uma vez por semana ao local de ensino.

​A retomada será progressiva. Na primeira etapa, as atividades voltam com 35% dos estudantes em sala.

Depois, numa segunda fase, serão 70%, até chegar a 100% na terceira. Os protocolos englobam distanciamento entre os alunos, monitoramento das condições de saúde e protocolos de higienização dos ambientes escolares.

Ainda, para passar à segunda fase do retorno, 60% das regiões do estado precisam estar na etapa verde da flexibilização da quarentena por mais de 14 dias e, para a última etapa da retomada, 80% das regiões precisam se estar nessa situação. A fase verde é a penúltima da escala.

Além disso, atividades como feiras, congressos e festas ficam suspensas por tempo indeterminado.

Como condição para o início das aulas com 35% dos alunos, o governo do estado estabeleceu que o município deverá estar na fase 3 de flexibilização da quarentena. Para avançar para 75% de alunos presenciais, apenas quando as cidades estiverem na fase 4.

Os municípios e escolas particulares terão liberdade para definir como será a volta de 35% dos alunos, por exemplo, se voltam apenas com alunos da educação infantil ou só com os estudantes do último ano do ensino médio ou alternando os dias entre as turmas.

A suspensão das aulas presenciais, iniciada em março por causa da pandemia do novo coronavírus, atingiu 13,3 milhões de estudantes e 1 milhão de profissionais da educação, o que representa 32% da população do estado, disse o secretário da Educação do estado.

Atriz Kelly Preston, mulher de John Travolta, morre aos 57 anos

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – A atriz americana Kelly Preston, que trabalhou em filmes como “Jerry Maguire” e “Irmãos Gêmeos”, morreu aos 57 anos, vítima de câncer de mama. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (13) pelo seu marido, o ator John Travolta.

“É com enorme pesar que informo que minha linda esposa Kelly perdeu sua batalha de dois anos para o câncer de mama. Ela travou uma luta corajosa com o amor e apoio de tantas pessoas”, disse o ator em comunicado divulgado em suas redes sociais.

Preston era atriz e ex-modelo. Trabalhou em diversos filmes e séries e sua última aparição aconteceu em 2013 em “Gotti: Three Generations”.

Natural de Honolulu, no Havaí, Kelly passou parte de sua vida na Austrália. Foi lá que iniciou sua trajetória como modelo.

A atriz participou de testes para o clássico “Lagoa Azul” em 1980, mas acabou perdendo o papel de Emmeline para Brooke Shields.

Quando tinha apenas três anos, Kelly perdeu o pai. Ele morreu afogado. Anos depois, Linda Carlson, sua mãe, se casou com o diretor Peter Palzis que assumiu o posto na vida da atriz.

Ela era casada com o ator John Travolta desde 1991. Eles se conheceram durante as gravações de “Os Espertinhos”, em 1987. A cerimônia de casamento aconteceu no hotel de luxo Crillon, em Paris. Dias depois, uma nova festa aconteceu na Flórida.

Em 2009, Kelly e Travolta perderam Jett. O filho do casal tinha 16 anos e morreu após ter uma convulsão nas Bahamas. Ele tinha Síndrome de Kawasaki, doença diagnosticada com apenas dois anos.

Antes do casamento com Travolta, Kelly teve um relacionamento de dois anos com o ator Kevin Gage. Ela também chegou a ter uma breve relação com George Clooney e também namorou Charlie Sheen em 1990.

SP registra queda de mortes por coronavírus pela 3ª semana seguida

O Governador João Doria confirmou em coletiva nesta segunda-feira (13) mais uma queda, pela terceira semana consecutiva, no número de mortes pelo novo coronavírus no Estado de São Paulo. A menor taxa de letalidade por COVID-19 da série histórica também foi registrada em SP, com 4,8% nesta segunda – no início de maio, chegou a 8,6%.

“São boas notícias, mas que devem ser celebradas com muita moderação e muita solidariedade e nos colocar no foco das medidas de controle da pandemia e do atendimento de saúde. Não é hora de festejar ou sair para comemorar. É hora para estarmos concentrados, seguindo orientação da saúde e orando pela redução, como tem acontecido nas últimas três semanas, do número de óbitos em São Paulo”, afirmou o governador.

Na última semana, houve 27 óbitos a menos em comparação à semana anterior – foram registrados 1.706 vítimas entre os dias 5 e 11 de julho, contra 1.733 entre 28 de junho e 4 de julho. A redução tem sido observada de maneira constante nas últimas semanas. Entre os dias 14 e 20 de junho, o número de óbitos foi de 1.913 óbitos; na semana seguinte, de 21 a 27 de junho, foram 1.769, uma diferença de 144 mortes.

No decorrer da pandemia, o estado tem um número acumulado de 374.607 casos confirmados e 17.907 óbitos referentes ao novo coronavírus. Dos 645 municípios, houve pelo menos uma pessoa infectada em 633 cidades, sendo 412 com um ou mais óbitos. Do total de casos diagnosticados de COVID-19, 230.680 pessoas estão recuperadas, sendo que 53.693 foram internadas e tiveram alta hospitalar.

As taxas de ocupação dos leitos de UTI são de 64,7% na Grande São Paulo e 66,1% no Estado. O número de pacientes internados é de 14.059, sendo 8.393 em enfermaria e 5.666 em unidades de terapia intensiva, conforme dados das 10h30 da manhã de hoje.

Perfil da mortalidade

Entre as vítimas fatais, 10.353 são homens e 7.554 mulheres. Os óbitos continuam concentrados em pacientes com 60 anos ou mais, totalizando 74,7% das mortes.

Em relação à faixa etária, a mortalidade é maior entre 70 e 79 anos (4.368), seguida pelas faixas de 60 a 69 anos (4.195) e 80 e 89 anos (3.578). Entre as demais faixas, estão: os menores de 10 anos (23), 10 a 19 anos (34), 20 a 29 anos (145), 30 a 39 anos (595), 40 a 49 anos (1.244), 50 a 59 anos (2.493) e maiores de 90 anos (1.232).

Os principais fatores de risco associados à mortalidade são cardiopatia (58,5% dos óbitos), diabetes mellitus (43,3%), doenças neurológicas (11%) e renal (9,8%), pneumopatia (8,3%). Outros fatores identificados são obesidade (7%), imunodepressão (6,1%), asma (3,1%), doenças hepáticas (2,1%) e hematológica (1,9%), Síndrome de Down (0,5%), puerpério (0,1%) e gestação (0,1%). Esses fatores de risco foram identificados em 14.349 pessoas que faleceram por COVID-19 (80,1%).

Perfil dos casos

Entre as pessoas que já tiveram confirmação para o novo coronavírus, estão 176.963 homens e 197.378 mulheres.

A faixa etária que mais concentra casos é a de 30 a 39 anos (90.990), seguida pelas faixas de 40 a 49 (81.651), 50 a 59 (58.198), 20 a 29 (57.125), 60 a 69 (34.754), 70 a 79 (18.724), 10 a 19 (12.970), 80 a 89 (9.965), menores de 10 anos (7.167) e maiores de 90 (2.824). A relação de casos e óbitos confirmados por cidade pode ser consultada em: www.saopaulo.sp.gov.br/coronavirus

China In Box realiza campanha Yakissoba Solidário

Na próxima quinta-feira (16), o China In Box realiza o projeto Yakissoba Solidário, em prol da campanha Ame o Raul, que visa ajudar um bebê que precisa de medicamentos importados.

Durante a ação na quinta, toda a arrecadação da venda do prato Yakissoba Clássico será destinada a ajudar Raul. Para mais detalhes sobre a campanha do China In Box, é só ficar ligado nas redes sociais do restaurante.

Ame o Raul

Raul é um bebê de 6 meses, que aos 3, foi diagnosticado com Ame tipo 1, doença rara e degenerativa, e precisa do remédio mais caro do mundo. Para mais detalhes sobre a campanha, basta acessar http://facebook.com/AmeoRaul ou https://www.instagram.com/ameoraul/?hl=pt-br

Governo de SP lança plataforma para triagem de voluntários em estudo da vacina contra o coronavírus

O Governador João Doria anunciou nesta segunda-feira (13) o lançamento da plataforma, pelo Instituto Butantan, para a triagem de voluntários no estudo de eficácia e segurança da vacina contra o coronavírus. A iniciativa é resultado de parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac Life Science, parte do grupo Sinovac Biotech. Poderão se candidatar profissionais de saúde que trabalhem no atendimento a pacientes com COVID-19.

“Essa é uma semana muito importante em duas frentes do combate à pandemia. A frente do desenvolvimento da vacina, que representa a grande esperança para milhões de brasileiros e também para não brasileiros. E a frente da abertura gradual e segura com o Plano São Paulo”, disse Doria

Os testes serão realizados em cinco estados e no Distrito Federal. Por meio do portal www.saopaulo.sp.gov.br/coronavirus/vacina, será possível acessar a plataforma de triagem para saber se o candidato corresponde aos critérios de recrutamento. O cadastramento nos centros de pesquisa participantes começa a partir desta terça-feira (14).

A nova plataforma permite que o voluntário interessado responda a algumas perguntas iniciais para saber se tem o perfil necessário para participar dos testes. Após esta etapa, serão informados os endereços dos centros de pesquisa que devem ser procurados para, enfim, iniciarem todos os processos necessários para confirmar a participação. Cada centro ficará responsável pelas informações coletadas dos voluntários, que serão sigilosas.

Dentre os critérios para a seleção dos voluntários, estão também não ter sofrido infecção provocada pelo novo coronavírus, não ter participado de outros estudos e as mulheres não poderão estar grávidas ou estarem planejando uma gravidez nos próximos três meses. Outra restrição é não ter doenças instáveis ou que precisem de medicações que alterem a resposta imune.

O processo de testagem se inicia em 20 de julho nos centros de pesquisa. Na capital paulista, são três centros selecionados: o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paul (HCFMUSP), o Instituto de Infectologia Emílio Ribas e o Hospital Israelita Albert Einstein. Ainda no Estado de São Paulo, participarão a Universidade Municipal de São Caetano do Sul, o Hospital das Clínicas da Unicamp (Campinas), a Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto e o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto.

As pesquisas serão realizadas, ainda, na Universidade de Brasília (UnB); no Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, no Rio de Janeiro; no Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Fármacos da Universidade Federal de Minas Gerais; no Hospital São Lucas da PUC do Rio Grande do Sul e no Hospital das Clínicas da Universidade Federal do Paraná.

Site da Prefeitura de Rio Claro apaga texto sobre canal pornô italiano

Circulou na manhã desta segunda (13) em Rio Claro um link do site da Prefeitura Municipal que continha um texto sobre um canal pornográfico italiano (confira print abaixo). A postagem estava entre as notícias divulgadas pela administração municipal

A publicação no site imprensa.rioclaro.sp.gov.br, que estava datada do dia 26 de Junho, foi apagada no início da tarde de hoje. Não se sabe se o portal da Prefeitura foi alvo de uma ação de hackers ou se alguém mal intencionado fez a postagem.

Procurada pelo JC a prefeitura se pronunciou sobre o caso: “O material foi removido pelo setor de Tecnologia da informação da prefeitura, que desconhece a autoria da postagem”.

Confira o print da publicação que estava no site da prefeitura:

Homem agride companheira e ameaça atear fogo na sua casa em Rio Claro

Na noite de domingo (12), o Centro de Comunicação da Guarda Civil, recebeu um chamado pelo bairro São Miguel, onde a vítima relatava estar sendo agredida pelo seu companheiro.

Viaturas da GCM foram encaminhadas ao local, onde localizaram o acusado visivelmente alterado, possivelmente devido uso de álcool e substâncias entorpecentes. A vítima tinha alguns sinais de agressão em seu corpo.

Segundo os guardas, o agressor fazia várias ameaças quanto a tirar a vida da vítima, bem como atear fogo na residência com ela e os filhos dentro. 

As partes foram encaminhadas a UPA e ,posteriormente, ao Plantão de Polícia, onde a autoridade registrou ocorrência de Flagrante de Violência Doméstica, e mesmo a vítima ainda não possuindo Medida Protetiva, diante das ameaças, o agressor permaneceu preso à disposição da justiça.

Coronavírus: Araras irá acionar a Justiça se infectado não cumprir isolamento

Ramon Rossi

A Secretaria Municipal de Saúde de Araras vai acionar a Justiça quando um cidadão infectado com o vírus da covid-19 não cumprir o isolamento social determinado pelo médico. O objetivo, segundo a pasta, é obter uma determinação judicial obrigando o infectado a permanecer em isolamento em sua residência durante um período de pelo menos 14 dias.

Tem situação em que o infectado está em estado grave e necessita ser internado de imediato. Mas, na maioria das vezes em que alguém confirma estar com o vírus, os sintomas são mais leves e a recomendação é se tratar em casa e permanecer em isolamento, impedindo que outras pessoas de seu convívio sejam infectadas.

Entretanto, a equipe de Vigilância Epidemiológica vem enfrentando dificuldades com algumas pessoas que diagnosticaram positivo com o vírus covid-19. Todas as pessoas contaminadas assinam um compromisso de isolamento, mas muitas não respeitam essa determinação médica e continuam com sua rotina considerada normal, colocando outras pessoas em risco. A Secretaria de Saúde não tem medidas legais para exigir esse isolamento, então a alternativa é buscar a Justiça.

No caso de pacientes que apresentam sintomas leves e que não necessitam de internação, eles são considerados curados após o período de 14 dias de isolamento, desde que o paciente não apresente mais nenhum sintoma da doença. Depois desses 14 dias, ele pode voltar a conviver com a sociedade, desde que esteja bem. Este tempo é o período de transmissão do vírus.

De acordo com o último boletim, Araras já registrou 782 casos confirmados. Desse total, 478 pessoas já estão recuperadas. Ou seja, estão fora do período de transmissão do vírus.

Unesp: primeira fase do vestibular será em janeiro

A Unesp alterou as datas de seu calendário do Vestibular 2021. As provas da primeira fase serão aplicadas em 30 e 31 de janeiro (sábado e domingo). A segunda fase será realizada em 28 de fevereiro (domingo). O adiamento foi necessário em razão da pandemia de Covid-19. O resultado final do Vestibular Unesp 2021 agora está previsto para ser divulgado em 19 de março do ano que vem (sexta-feira). Além de adiar as datas, a Vunesp também decidiu realizar a primeira fase em dois dias, em vez de repetir o modelo de dia único na primeira fase aplicado nos anos anteriores. Neste modelo aprovado para o Vestibular 2021 da Unesp, os candidatos seguirão fazendo um só dia de prova na primeira fase, mas serão divididos em dois grupos diferentes para minimizar os efeitos de aglomeração.

Informações

O Guia de Profissões está disponível em unesp.br/guiadeprofissoes. Para tirar dúvidas sobre o vestibular, o candidato pode fazer contato pelo link “Fale Conosco” no vunesp.com.br/FaleConosco.

Revelado pelo Velo, meia é ídolo na Bolívia

O ex-meio-campo Dimas Roberto da Silva, 42 anos, iniciou sua carreira em 1996 no Velo Clube e logo despontou no Guarani de Campinas, onde ficou por três anos e foi campeão de aspirantes. O atleta ficou conhecido pela sua habilidade e visão de jogo, além de não desperdiçar as chances de gols. Com isso, o jogador tem em seu currículo passagens por: Joinville 1999 a 2001, Flamengo de Guarulhos – 2001, Chapecoense – 2001, Chunan Dragons (Koreia do Sul )2001 a 2002, Caxias (Joinville) 2003, Santa Cruz (Recife) 2003 a 2004. Por esses clubes conquistou títulos com o Joinville, Santa Cruz, antes de embarcar para Bolívia, onde se tornou ídolo do futebol do país.

Dimas foi para Bolívia em 2004 para jogar pelo Blooming, onde atuou por cinco anos e fez história, em seguida se transferiu para o Universitário. Pelos clubes o meia disputou a Taça Libertadores e a Copa Sul-Americana. Com sua habilidade e alegria em atuar, tornou-se ídolo nas equipes.

“O reconhecimento com os torcedores bolivianos era muito bom, tinha uma convivência boa porque jogava com alegria, além do mais os dois títulos enquanto passei por lá. Marquei os gols dos títulos então isso ficou para história. O clássico local de maior rivalidade do país eu sempre fazia gols e os torcedores lembram até hoje. É algo que vai ficar para o resto da vida, tanto que no final do ano passado me fizeram uma homenagem com uma camiseta comemorativa. Fui para Bolívia receber essa homenagem e até hoje muitos me ligam, sejam torcedores, como jornalistas me ligam, me mandam mensagem e isso é muito gratificante e prova que fiz um trabalho bem feito”.

Após atuar por mais de cinco anos na Bolívia, o jogador voltou para o Brasil e jogou no Botafogo (Paraíba) 2011, Mixto (Cuiabá) 2011. Em 2012, Dimas voltou para Bolívia e encerrou sua carreira no Sport Boy.

Dimas relembra a diferença de atuar no futebol brasileiro e boliviano.

“O repertório que o brasileiro tem para usar em uma partida é muito grande. Não é à toa que somos o país do futebol, lá nem todos têm esse privilégio, com isso eles tentam compensar com a força, além de que alguns estados têm a seu favor a altitude, que faz muita diferença e é muito difícil jogar”.

Faleceu Jairo Mattos presidente do Lar dos Velhinhos de Piracicaba

Faleceu na noite de ontem (12), em Piracicaba, Jairo Ribeiro de Mattos, aos 89 anos, vítima de um AVC. Jairo era engenheiro agrônomo, empresário, radiodifusor, ex-vereador e deputado estadual por duas legislaturas(79/83, 87/91 e 91/95).

Jairo Mattos é o atual presidente e um dos fundadores do Lar dos Velhinhos de Piracicaba, onde era voluntário há mais de 40 anos.

Ele também era proprietário da Rádio Educadora de Piracicaba, uma das mais tradicionais da cidade, e da Jovem Pan FM de Piracicaba.

Jairo foi sepultado ontem(12) no Cemitério da Saudade de Piracicaba.

Jornal Cidade RC
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