Fiocruz aposta em vacinação contra covid-19 a partir de 2021

AGÊNCIA BRASIL

Pesquisadores da Fiocruz apostam em vacinação inicial contra a covid-19 em fevereiro de 2021 para um público específico. A partir daí, a produção nacional das doses poderá garantir imunização à população em geral, afirma a vice-diretora de Qualidade da Bio-Manguinhos (Fiocruz), Rosane Cuber Guimarães.

Os recentes resultados de pesquisas da Universidade de Oxford, no Reino Unido, sobre a segurança da vacina contra a covid-19 elevaram o nível de otimismo em todo o mundo que, desde dezembro do ano passado, observa o alastramento do novo coronavírus, causador da doença, em todas as regiões. As pesquisas das fases 1 e 2, exigidas pelo procedimento científico, descartaram efeitos adversos graves provocados pela vacina. Foram registrados relatos de pequenos sintomas, como dores locais ou irritabilidade, aceitos em vacinas contra outras doenças.

O Brasil foi um dos países escolhidos para participar da Fase 3 dos estudos, que testa a eficácia da vacina. Os testes, que estão a cargo da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e outras instituições parceiras, envolvem 5 mil voluntários de São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador. A expectativa é detectar a capacidade de imunização das doses e, a partir daí, a Fiocruz – parceira brasileira nas pesquisas de Oxford  – receberá autorização para importar o princípio ativo concentrado, que será convertido inicialmente em 30 milhões de doses a serem aplicadas em parcela da população brasileira.

Rosane Guimarães disse ao programa Impressões, da TV Brasil, que vai ao ar neste domingo (26), às 22h30, que, em dezembro deste ano, o Brasil receberá 15 milhões de doses e, em janeiro, mais 15 milhões de doses.

“Estamos recebendo agora apenas 30 milhões de doses porque precisamos, antes de liberar a vacina, ter certeza da comprovação da eficácia dela. Então nós adquirimos 30 milhões de doses no risco e, se a vacina se comprovar eficaz, vamos receber mais 70 milhões de doses, totalizando, para o país, no primeiro ano, 100 milhões de doses de vacinas”, disse.

A Bio-Manguinhos será responsável pela transformação do princípio ativo e fará a formulação final das vacinas, além de envasar, rotular e entregar o material para que o Programa Nacional de Imunização do Ministério da Saúde faça a distribuição. As primeiras doses devem ser destinadas aos grupos de risco, como profissionais de saúde e pessoas idosas, mas isso ainda está em debate.

Caso as previsões se confirmem, a expectativa é que o país passe a produzir nacionalmente a vacina a partir do segundo semestre de 2021. “Paralelamente a isso, precisamos avaliar se será necessária apenas uma dose da vacina, se serão necessárias duas doses, se será necessário revacinar. São perguntas para as quais ainda não temos respostas. Os estudos vão continuar”, disse a especialista em vigilância sanitária.

Segundo Rosane, a vacina está em um excelente caminho e avançou rapidamente porque Oxford já trabalhava com o mesmo adenovírus de chimpanzé que está sendo usado nas pesquisas, um vírus que não causa doença em seres humanos.

Rosane explicou que a vacina carrega uma sequência do RNA do coronavírus e da proteína spike, que pode garantir que um organismo produza anticorpos. “Eles fizeram testes nessa plataforma [utilizando esse princípio] para Mers [síndrome respiratória do Médio Oriente] e para ebola. Eles já tinham grande parte do que é necessário para produção da vacina, preparado, o que já foi um acelerador. Outra coisa é que, neste momento de pandemia, os estudos clínicos foram facilitados e houve colaboração entre os países.”

Mesmo com os indicativos positivos, Rosane alerta que a pandemia não vai ser resolvida de uma hora para outra. “Acreditamos que, em 2021, ainda não se consiga vacinar completamente toda a população. Nossa orientação é que enquanto a vacina não sai, ou ainda estiver sendo aplicada, que as pessoas mantenham as orientações que já existem hoje: uso da máscara, lavar as mãos, evitar aglomeração, distanciamento. Ainda temos que continuar convivendo com esses cuidados até que todas as respostas sejam dadas pela vacina.”

A possibilidade de um revés é praticamente descartada pela pesquisadora. Segundo Rosane, a Fase 3 dos estudos pode, sim, apontar um grau de imunização de mais de 90%. “Se for maior, a gente consegue relaxar um pouco”, mas há riscos de que essa eficácia atinja níveis de apenas 50% ou 70%. “Vamos ter que fazer mais estudos e talvez buscar uma vacina com potencial maior, mas já será um alento se tivermos uma vacina com mais de 70%.”

Atualmente, o Brasil é terreno fértil para a pesquisa por ocupar o segundo lugar entre os países com maior número de casos da covid-19.

Há outras empresas trazendo vacinas para o Brasil. Um exemplo é a pesquisa desenvolvida pela parceria entre o Instituto Butantan e a empresa chinesa Sinovac, com sede em Pequim. Nas próprias instalações da Bio-Manguinhos, cientistas brasileiros desenvolvem dois estudos, que estão ainda em fase pré-clínica, com experimentos em animais.

Telemedicina sobre Covid-19 atende 200 pessoas por mês em RC

A Secretaria Municipal de Saúde de Rio Claro está fazendo um pedido para que a população passe a utilizar com maior intensidade os serviços médicos gratuitos do Tele Corona, telemedicina que tira dúvidas e acompanha o quadro clínico de pacientes em relação à Covid-19.

“De segunda a sexta-feira, quatro médicos ficam à disposição das pessoas para este atendimento por telefone, que é muito esclarecedor e evita o deslocamento até uma unidade de saúde”, explica o secretário municipal de Saúde, Maurício Monteiro. “Acreditamos que mais pessoas poderiam estar aproveitando este serviço que é gratuito”, afirma Maurício.

Pelo Tele Corona, a população tem acesso à orientação médica para sintomas de Covid-19 sem que precise sair de casa para a consulta. Basta ligar no 2111-6999. Por telefone, a pessoa relata sintomas e recebe ajuda sobre como proceder em relação ao atendimento ou tratamento. O serviço, realizado em parceria da prefeitura com a faculdade de Medicina do Centro Universitário Claretiano, atende de segunda a sexta-feira, das 8 às 14 horas.
“É um serviço de telemedicina que vem se mostrando muito eficiente no auxílio aos pacientes, além de evitar que as pessoas procurem a unidade de saúde e se exponham a riscos de contaminação desnecessariamente”, observa o prefeito João Teixeira Junior, o Juninho.

Com o crescimento do número de casos na pandemia, a procura pela telemedicina também cresceu, mas o número de interessados é considerado baixo pelo setor de saúde. A média mensal tem sido de cerca de 200 atendimentos por mês. Os números incluem os atendimentos de demanda espontânea e também ligações feitas pelos médicos para acompanhar o quadro clínico dos pacientes.

“A orientação médica é a chave para o atendimento aos casos de coronavírus e, além de auxiliar quem está com sintomas, o Tele Corona faz o acompanhamento dos pacientes para saber como cada caso está evoluindo”, destaca Maurício Monteiro.

A maior parte das pessoas que ligam para o serviço é para tirar dúvidas sobre como pessoas sintomáticas devem proceder. A partir do que é relatado por quem faz a ligação, o médico orienta sobre o que o paciente deve fazer e se é necessário procurar uma unidade de saúde ou mesmo uma unidade de pronto atendimento. “Muitas vezes será necessário apenas o isolamento”, informa o médico pneumologista Jair Verginio Junior, diretor médico de atenção à saúde. Isso não quer dizer que o paciente deixará de ser acompanhado, já que o próprio sistema do Tele Corona apontará a necessidade de fazer contato com o paciente após certo período, dando continuidade ao atendimento médico.

“É uma ferramenta importante que o serviço de saúde mantém à disposição da comunidade para os atendimentos dos casos de coronavírus e que deve ser acionado sempre que houver dúvidas em relação à doença”, acrescenta o secretário Maurício.

Outra demanda frequente atendida pelo Tele Corona parte de quem está com cadastro desatualizado nas unidades de saúde. São pessoas que aguardam o resultado de exames, porém que não são localizadas por meio do telefone de contato. Nestes casos a indicação é de que mantenham os cadastros nas unidades de saúde atualizados, especialmente os telefones para contato.

Prefeitura de Limeira multa boate em R$ 25 mil; seis supermercados são fechados no sábado

Seguindo com as ações de fiscalização por conta do lockdown, determinado pelo prefeito Mario Botion, fiscais da Prefeitura de Limeira visitaram diversos espaços em diferentes pontos da cidade na noite de sexta-feira (24) e no sábado (25). Vinte e seis pessoas foram multadas por não usar máscaras em áreas públicas do município e dentro de estabelecimentos comerciais. O valor da multa para quem não utiliza o acessório é em torno de R$ 520. Também entre a manhã e tarde de sábado (25), seis supermercados foram autuados e fechados por estarem abertos sem autorização judicial. Num dos shoppings da cidade, três lojas foram fechadas e multadas.

A equipe de fiscais também autuou dois estabelecimentos do setor de alimentos – um restaurante que estava com atendimento presencial (de acordo com o decreto só pode funcionar o sistema de delivery) e uma rede de lanchonetes.

Vale lembrar que só podem estar abertos no fim de semana (dias 25 e 26), os supermercados que conseguiram liminar concedida pela Justiça de Limeira. Cumprindo com a fiscalização, uma boate foi notificada e multada em R$ 25 mil, na noite de sexta-feira (24). O valor compreende abertura do espaço sem autorização e falta de máscara – no local, três funcionários e dois clientes não faziam uso de máscara.

As ações de fiscalização contaram com apoio da Polícia Militar (PM) e da Guarda Civil Municipal (GCM). Neste final de semana, denúncias podem ser feitas pelos canais 153 (GCM) e 190 (PM).

Detran-RJ inicia retomada de serviços de habilitação

AGÊNCIA BRASIL

O Departamento de Trânsito do Rio (Detran-RJ) começa a retomada de alguns serviços do setor de habilitação a partir da próxima semana. Na segunda-feira (27), já será possível fazer prova teórica de legislação, abertura de processos de primeira habilitação e solicitações de adição e mudança de categoria. Parte dos serviços do Detran-RJ estava paralisada devido à pandemia de covid-19.

A prova teórica de legislação poderá ser feita na sede do departamento, na Avenida Presidente Vargas, centro do Rio, e nos postos do Shopping Jardim Guadalupe, America’s Shopping e Shopping Nova Iguaçu. Para inclusão de requerimentos para a primeira habilitação e adição ou mudança de categoria, deve-se procurar a sede do Detran ou as unidades do Rio Poupa Tempo de Bangu, na zona oeste, e de São João de Meriti e Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

O agendamento para todos os serviços começou a ser liberado ontem (24), pelo site do Detran-RJ ou pelo teleatendimento (21 3460-4040 / 3460-4041 / 3460-4042). A marcação para a prova de legislação para candidatos à primeira habilitação é feita apenas pela autoescola onde o aluno está matriculado.

Com a reabertura desses serviços, o horário de atendimento na sede do Detran será ampliado e passará a funcionar das 8h às 17h, de segunda a sexta-feira.

Entrega de habilitação

A entrega da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) já emitida passará a acontecer em cinco unidades também na próxima segunda-feira.

Em Campos dos Goytacazes, no norte fluminense, as carteiras de habilitação serão entregues na unidade da Rua Barão de Miracema, 246, no Centro. Em Itaguaí, região metropolitana, os documentos emitidos estarão disponíveis na unidade do Pátio Mix, na Rodovia Rio-Santos, s/n. Já em Angra dos Reis, na Costa Verde, a entrega será no Shopping Piratas Mall, localizado na Estrada Municipal, 91 e, em Jacarepaguá, na zona oeste do Rio, as carteiras que estavam acauteladas no Rio Shopping serão entregues no Center Shopping, na Avenida Geremário Dantas, 404, no mesmo bairro.

Nesses locais o atendimento será realizado apenas para entrega das CNHs, das 12h às 16h, sem a necessidade de agendamento, mas obedecendo a ordem alfabética da semana: às segundas, quartas e sexta-feira, serão atendidas pessoas com iniciais de K até Z, e na terça e quinta-feira, será a vez das iniciais de A até J.

Cordeirópolis terá ambulância exclusiva para atender pacientes com Covid-19

A Prefeitura de Cordeirópolis dá mais um passo para ampliar e dar suporte aos pacientes que precisam de atendimento de urgência. Para desafogar o fluxo de solicitações ao Serviço de Atendimento Médico de Urgência (SAMU), a Secretaria de Saúde terá uma ambulância exclusiva para realizar o atendimento de pacientes positivos ou suspeitos do novo coronavírus. “Em virtude do grande aumento de casos, decidimos equipar a nossa ambulância UTI para a população ter mais uma opção de atendimento”, adiantou Ortolan, com mais essa novidade.

Início de sintomas

O chefe do Executivo aproveitou para lembrar os munícipes sobre os principais sintomas da covid-19 e em que situações devem procurar o auxílio médico. “Temos relatos de pessoas que demoraram muito para procurar o atendimento médico e, por isso, a doença se agravou. Está com uma leve tosse ou coriza, dor no corpo ou dor de cabeça intensa, falta de paladar, início de febre ou outros sintomas que são parecidos com a covid-19, procure o hospital ou a unidade de saúde o mais rápido possível. Não deixe para depois!”, pediu o prefeito.

Inauguração Centro da Covid-19

27 de julho, próxima segunda-feira. Esta é a data da inauguração do Centro da Covid-19, localizado na parte superior do Hospital Municipal. “Com o objetivo de oferecer um atendimento mais amplo, ou seja, acompanhamento por meio da telemedicina, exames detalhados, distribuição de medicamentos e o monitoramento dos positivados, vamos inaugurar esse local, onde serão oferecidos todos esses serviços. Neste momento, estamos em fase final de instalação de equipamentos na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). No entanto, os atendimentos nos demais setores já estão funcionando”, destacou a secretária de Saúde, Jordana Cassetário.

Programação cultural

Em meio a pandemia, a Secretaria de Cultura busca proporcionar por meio da internet entretenimento e arte à nossa população. Pensando nisso, nesta sexta-feira (23), a partir das 19h30, haverá a live na página oficial da Prefeitura em comemoração ao Dia Internacional da Mulher Negra e Latina Caribenha e do Dia Municipal da Ignês de Oliveira Cassiano, com muita música, poesia e a cultura afro-brasileira.

Outra programação muito especial que ocorrerá neste fim de semana, em homenagem ao Dia dos Avós, comemorado neste domingo (26), será o show do grupo de seresta em cima de um palco itinerante. “Há quatro meses, que os nossos idosos não participam das atividades do Centro de Convivência do Idoso (CCI). Para deixá-los mais alegres, vamos proporcionar neste sábado (25), a partir das 17h, esta apresentação para homenageá-los. Este palco percorrerá toda a cidade com músicas, além de mensagens de carinho e esperança”, explicou o secretário de Cultura, Paulo Martimiano.

Trecho da Av. Tancredo Neves fica interditado na segunda-feira

Na segunda-feira (27) haverá interrupção de trânsito em Rio Claro para a implantação de lombada em trecho da Avenida Tancredo Neves.

O trabalho está previsto para ter início às 8h30. O trecho interditado fica no cruzamento sob arodovia SP-310. Os motoristas devem redobrar a atenção trafegarem pelas imediações.

A prefeitura está implantando 70 lombadas em vários trechos da cidade. O objetivo é deixar pontos movimentados mais seguros para motoristas e pedestres.

Proximidades de escolas e unidades de saúde também estão recebendo as lombadas, que obedecem aos padrões estabelecidos pelo Conselho Nacional de Trânsito.

Para que ações como essa tenham pleno resultado, a prefeitura reforça a importância dos condutores respeitarem as leis e sinalização de trânsito.

Tribunal de Contas aponta déficit de 83 mil vagas em presídios no Estado

TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DE SP

Auditoria realizada pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCESP) revela que, no exercício de 2019, as 176 Unidades Prisionais administradas pela Secretaria Estadual da Administração Penitenciária (SAP) apresentaram um déficit de 83 mil vagas para abrigar uma população de mais de 231 mil detentos.

Segundo dados do TCE, se levada em conta a capacidade média de uma Unidade Prisional (UP), que, por padrão, receberia 823 presos, a estrutura atual do sistema penitenciário paulista deveria atender um total de 147.942 presos. No entanto, em dezembro de 2019, época em que a auditoria foi realizada, a população nas carceragens estaduais chegou a 231.287 detentos.

Os dados integram a fiscalização operacional realizada pela Diretoria de Contas do Governador (DCG) e fazem parte da análise da prestação de contas do Governo referente ao exercício de 2019 e que foi analisada pelo plenário em 30 de junho. A íntegra da auditoria pode ser consultada por meio do link https://bit.ly/2WMz0II.

O objetivo da Corte foi acompanhar as ações desenvolvidas pela SAP, com base em análises, entre dezembro de 2019 e março deste ano, acerca da estrutura das UPs; de questões de capacidade de atendimento, população carcerária, aparato tecnológico e quadro de pessoal; e condições de segurança e ações de reintegração social.

Cenário

No que se refere ao quadro de pessoal, o TCE constatou a relação de 9,8 presos para cada agente de custódia, quase o dobro do máximo recomendado pelo Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP), que é de um agente para cada cinco presos.

A fiscalização verificou também que muitas unidades não contam com equipe mínima de pessoal da área da saúde, conforme preconiza a Portaria Interministerial nº 1.777/2003 (um profissional para cada 500 presos).

A auditoria apurou que a maior parte da população carcerária é jovem – 66% têm entre 18 e 35 anos. Quase metade dos detentos tem perfil com baixa escolaridade – um percentual de 45% não tem Ensino Fundamental e apenas 2% apresentou nível Superior completo.  

Busca por divórcio na internet sobe, mas registros caem na pandemia

JÚLIA BARBON – (FOLHAPRESS)

Números de todos os cartórios do país mostram que as separações despencaram nos meses de quarentena no Brasil, mas já começam a subir. Enquanto isso, a busca por informações na internet sobre como se separar tiveram um salto no período.

Os divórcios feitos extrajudicialmente, que não envolvem discussões sobre filhos nem bens e representam um quinto do total, caíram de 24 mil entre março e junho do ano passado para 16 mil no mesmo período deste ano (-32%).

Quando se observa os números de cada mês, porém, é possível ver que uma tendência contrária se aproxima. À medida que o isolamento social foi se afrouxando e os cartórios foram retomando os atendimentos, os registros voltaram a crescer, fazendo com que em junho as separações de 2020 ultrapassassem as de 2019.

O mesmo movimento acontece com os casamentos e uniões estáveis, mas ambos sofreram uma redução ainda maior com relação ao ano passado (o primeiro caiu 48% e o segundo, 39%) e continuam mais longe de atingir o nível mensal normal. Os dados incluem relacionamentos homoafetivos.

“O confinamento causou um represamento dos atos jurídicos em geral nesse período. É muito provável que agora haja um aumento de divórcios e casamentos”, diz Ubiratan Guimarães, diretor do Colégio Notarial do Brasil, que reuniu os dados junto à Arpen (Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais) a pedido da reportagem.

Foi o que ocorreu em algumas cidades da China em março, quando a crise estava terminando por lá e só começando por aqui. A imprensa internacional noticiou na época que o município de Xian, por exemplo, teve alta procura por divórcios, o que causou apreensão em outros países.

“Essa notícia abalou alguns casais do mundo inteiro, que ficaram com medo de serem contaminados pelo vírus da separação, ou da aproximação”, opina a psicanalista Lúcia Moret, que trabalha com casais e é membro da Sociedade Brasileira de Psicanálise do Rio.

Assim como muitos, Pedro (o nome foi trocado a pedido) viu a quarentena apenas confirmar que o relacionamento já não ia bem. Ele e a esposa se separaram fisicamente em fevereiro, mas com o início do isolamento resolveram tentar de novo, pelos filhos de 8 meses e 4 anos.

Um mês depois, a desconfiança de uma traição virou exponencial e ficou difícil até se concentrar com o celular dela vibrando durante o duplo home office. Ele não teve problemas para montar um novo apartamento e recomeçar a vida de solteiro depois de 15 anos, mas para outras pessoas esse é um empecilho que pode ter ajudado a puxar o número de divórcios para baixo nos últimos meses.

“Muita gente não tinha para onde ir. Como ia achar um novo lugar para morar no auge da pandemia?”, lembra Natalia Imparato, advogada especialista em família e sucessões, que aponta também que os fóruns fecharam e os cartórios funcionaram com restrições no período.

Segundo ela, a busca por seu trabalho aumentou muito durante o mês de julho.

“Tenho sido muito procurada para revisão de guarda e ajustes. As pessoas estão revendo os acordos que fizeram em outras situações. E sempre que tem crise econômica os divórcios tendem a aumentar”, afirma.

Os dados do Google são outro indicador de que pode haver um “boom” de separações em breve. Buscas relacionadas à palavra divórcio dispararam nos últimos 90 dias, em relação aos 90 dias anteriores (a empresa não divulga números absolutos).

“Divórcio online gratuito” cresceu mais de 5.000% e “divórcio online”, 1.100% –apesar disso, Imparato reforça que é essencial procurar um advogado. Até “divórcio energético” aparece entre as maiores altas nos últimos 30 dias, na esperança de limpar energias de relacionamentos do passado.

Para Ubiratan Guimarães, do Colégio Notarial do Brasil, também contribuiu para o aumento em junho, e deve seguir contribuindo nos próximos meses, o lançamento recente de uma plataforma que permite a realização virtual de procurações e atos notariais (divórcios consensuais, inventários, partilhas, compras, vendas e doações).

“O surgimento do e-Notariado trouxe uma desburocratização muito grande. Nele, os atos são feitos pelos tabeliães de notas de todo o Brasil por videoconferência, e as pessoas assinam com um certificado digital, que é emitido gratuitamente”, explica.

Enquanto o site não era lançado, muitos cartórios tiveram que dar seu jeito durante a pandemia. O 15º Ofício de Notas na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio, por exemplo, criou um serviço de drive-thru em que os funcionários vão até a janela dos carros.

A unidade viu os registros de união estável crescerem de 101, em abril e maio do ano passado, para 153 neste ano. Grande parte buscava incluir o companheiro no plano de saúde, com medo do coronavírus, e outros quiseram simplificar o casamento e adiar a cerimônia, segundo uma tabeliã.

Foi o caso do designer Sandro Bueno e da publicitária Helena Seixo, juntos há quase oito anos. “Não temos certeza do ‘estável’, mas temos a certeza da ‘união'”, brinca Helena.

Para a psicanalista Lúcia Moret, a pandemia trouxe vários arranjos dentro dos relacionamentos, e também um lado bom. “Temos que considerar a singularidade de cada caso”, pondera.

“Tenho casais que cada um ficou em um país, com medo dessa relação intensa, e casais separados que resolveram ficar juntos pra poder cuidar dos filhos. Houve ainda os que conversaram e procuraram a ajuda de um psicanalista, e também alguns que estavam a ponto de se separar, e agora estão formalizando a relação e pensando em filhos”, diz.

Mega-Sena acumula; próximo sorteio deve pagar R$ 6,6 milhões

AGÊNCIA BRASIL

Ninguém acertou as seis dezenas da Mega-Sena sorteadas no sábado (25), em São Paulo (SP). O prêmio do concurso 2.283 era de R$ 2,5 milhões.

Os números sorteados foram:  04 – 24 – 37 – 43 – 59 – 60.

A quina teve 41 apostas vencedoras; cada um vai receber R$ 39.429,16. A quadra saiu para 2.615 acertadores, que receberão o prêmio de R$ 883,14.

O próximo sorteio será na quarta-feira(29). O premio estimado do concurso 2.284 é de R$ 6,6 milhões.

As apostas na Mega-Sena podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) do dia do sorteio em lotéricas ou pela internet.

A aposta simples, com seis dezenas, custa R$4,50.

CNHs crescem 38% em 10 anos, mas proporção cai entre jovens

THIAGO AMÂNCIO – (FOLHAPRESS)

Quando a estudante gaúcha Dora Leonetti fez 18 anos, preferiu gastar o dinheiro da autoescola em uma viagem. Hoje, aos 23, ainda não aprendeu a dirigir. “Não vale a pena, é muito caro tirar carteira e manter um carro.”

“Já fiz a conta e teria que me locomover muito mais do que eu me locomovo para ver vantagem. Passo um pouco de perrengue esperando ônibus, sim, porque o transporte em Porto Alegre não é o ideal, mas não é o suficiente para me fazer querer ter um carro. É só organizar a rotina”, afirma ela, que, além do transporte público, também usa aplicativos como o Uber.

Jovens como Leonetti têm ocupado um espaço menor no universo de motoristas brasileiros, mostram dados do Denatran (Departamento Nacional de Trânsito), que revelam ainda que os idosos têm dirigido mais.

O número de carteiras de habilitação válidas no Brasil cresceu 38% na última década, saltando de 53,9 milhões de CNHs (Carteira Nacional de Habilitação) em 2011 para 74,3 milhões em 2020, segundo os dados do governo, muito acima da população do país, que cresceu 10% no período.

Especialistas apontam que a alta no número de motoristas pode ter se dado, no começo da década, pela bonança econômica e por medidas de incentivo ao setor automotivo, entre elas a redução do IPI (imposto sobre produtos industrializados).

O número de habilitações crescia mais de 5% ao ano até 2014. A partir de 2015, quando o país entrou em recessão econômica, esse aumento se desacelerou. Entre 2018 e 2019, o crescimento foi de 2,9%.

Nesses dez anos, a proporção de condutores com mais de 61 anos saltou de 11% para 17% no universo de motoristas do país. Ao mesmo tempo, caiu de 29% para 21% a parcela dos motoristas com até 30 anos.

A goiana Laura Teixeira, 22, diz que não vê sentido em ter um automóvel agora. “Não tenho vontade nenhuma de me estressar no trânsito”, afirma ela. “Uma vez sofri um acidente, então tenho um pouco de medo. E as pessoas parece que estão mais agressivas. Fico pensando que, se eu buzinar para alguém, o cara pode me dar um tiro”, relata.

“Seria até bom para visitar meus pais no interior, mas hoje em dia tem aplicativos de carona, além de Uber e 99. E o processo inteiro de tirar a habilitação me parece muito chato. quando eu vou analisar, tem mais contras do que prós”, afirma ela, que não vai comemorar o Dia do Motorista –a data é celebrada neste sábado (25), dia de São Cristóvão, santo católico padroeiro dos condutores.

Esse movimento acontece em todas as regiões do Brasil, de acordo com os números do Denatran, e também é identificado por pesquisadores em outros países do mundo.

Análise do Instituto Ipsos, realizada com dados da CNH de 2013 e 2019 (e que serviu de ponto de partida para este levantamento feito pela reportagem), aponta para algumas hipóteses.

Já um aumento na longevidade dos idosos e a presença de tecnologias assistivas, como câmera de ré, sensor de estacionamento e câmbio automático, facilitam que os mais velhos continuem dirigindo, segundo a análise do Ipsos.

A mudança de comportamento capitaneada pelos jovens da chamada “geração canguru”, que demoram mais a se emancipar dos pais aliada à praticidade de aplicativos como o Uber e o 99, que baratearam o serviço de táxi, ajudam a explicar o desinteresse dos jovens pela CNH, aponta o instituto.

Para a urbanista Kelly Fernandes, especialista em mobilidade urbana do Idec (Instituto de Defesa do Consumidor), houve aumento da infraestrutura de transporte nos últimos anos em regiões mais centrais, com corredores de ônibus e ciclovias, que podem ter convencido uma parcela dos jovens que não é tão importante ter um carro.

Mas há outro fator: “A posse do carro é muito cara. Além do custo de aquisição do bem, que é alto, tem manutenção, depreciação, combustível, estacionamento. E o custo da CNH cresceu”, diz ela.

“É sempre bom olhar isso com um recorte de renda. Para os jovens das periferias, a posse do carro pode potencializar a liberdade e a autonomia, o carro possibilita que eles experimentem a cidade, porque onde moram a infraestrutura de transporte é muito ruim.”

E aí também entram os aplicativos de transporte. “Têm um custo mais baixo do que o do táxi, e é usado também pelos estratos mais pobres da população”, afirma.

Estudiosos da área afirmam que, agora, com a pandemia do novo coronavírus, é provável que o carro tenha mais apelo para a população.

A participação de mulheres entre os motoristas também cresceu na última década. Fernandes aponta uma possível relação com a violência urbana: as mulheres se sentiriam mais seguras dentro do automóvel.

Além disso, afirma, há a dinâmica familiar: “As mulheres tendem a ter um padrão de deslocamento diferente, porque têm mais responsabilidade na manutenção da vida familiar. Não fazem só o deslocamento trabalho-casa, mas têm que ir ao mercado e pegar os filhos na creche, entre outras coisas, e nisso o carro pode ser um aliado, principalmente quando o sistema de transporte coletivo e a cidade não colaboram”, afirma a especialista.

Os dados das CNHs mostram ainda que, mais do que motoristas, há automóveis. No Brasil, são quase 106 milhões de veículos automotores, uma média de 1,4 para cada motorista.

Os estados do Piauí e do Maranhão são os com mais automóveis por habitante. Já o Distrito Federal é a unidade federativa com menos carros por motorista –apesar de suas largas avenidas e de ter sido planejada tendo o carro como principal meio de locomoção.

Acre, Amapá e São Paulo, o estado mais populoso do país, vêm na sequência, com um número menor de automóveis por condutor.

Canil da GCM detém traficante no Jd. São José

A equipe do Canil da GCM deteve na noite de sábado (25) um indivíduo pelo crime de tráfico de drogas pelo bairro Jardim São José.

Segundo informações, a equipe realizava patrulhamento quando ao acessarem a rua 8 do referido bairro, avistou o traficante mantenho contato com o condutor de um veículo Fiesta prata. Na abordagem foi localizado com o indivíduo dois pinos de cocaína em sua mão.

Em revista pessoal o indivíduo confirmou que realizava o tráfico de drogas pelo local e próximo a eles, debaixo de um tijolo, havia a quantia de R$150,00. Ele mostrou também aos GCMs o muro de uma residência onde escondia o restante dos entorpecentes, sendo encontrado mais 5 pinos de cocaína.

O condutor do veículo alegou para a equipe que estava pelo local para comprar dois pinos de cocaína com R$ 20 reais que portava.

Diante dos fatos foi dado voz de prisão ao traficante e juntamente com o condutor do carro, ambos foram apresentados no Plantão Policial, onde o delegado tomou as providências cabíveis.

Brasil registra mais um dia acima dos 50 mil novos casos de covid-19

AGÊNCIA BRASIL

O Brasil teve pelo quarto dia seguido mais de 50 mil novos casos de covid-19 registrados. Segundo o balanço do Ministério da Saúde (MS) divulgado no sábado (25), em 24 horas, foram registradas 51.147 pessoas infectadas com o novo coronavírus.

A atualização de sexta-feira (24) trouxe 55.891 novos casos registrados em 24 horas. Na quinta-feira (23), o painel marcou 59.962 novos diagnósticos acrescidos às estatísticas e na quarta-feira (22) veio o recorde desde o início da pandemia, de 67.860.

No total, o Brasil chegou a 2.394.513 de pessoas infectadas notificadas desde o início da pandemia.

O número de novas mortes por causa da covid-19 registradas nas últimas 24 horas foi de 1.211, totalizando 86.449 óbitos desde o início da pandemia. Ontem, o sistema do ministério marcava 85.238 óbitos acumulados em razão da covid-19. Ainda há 3.691 mortes em investigação.

Ainda de acordo com a atualização diária do Ministério da Saúde, há 690.584 pacientes em acompanhamento. O número de recuperados chegou a 1.617.480, 67,5% do total de casos registrados no Brasil até o momento.

Aos sábados, domingos e segundas-feiras, o número registrado diário tende a ser menor pela dificuldade de alimentação dos bancos de dados pelas secretarias municipais e estaduais. Já às terças-feiras, o quantitativo em geral é maior pela atualização dos casos acumulados aos fins de semana.

Estados

Os estados com mais mortes são: São Paulo (21.517), Rio de Janeiro (12.808), Ceará (7.476), Pernambuco (6.299) e Pará (5.689). As unidades da Federação com menos óbitos pela pandemia são Mato Grosso do Sul (292), Tocantins (340), Roraima (473), Acre (483) e Amapá (554).

Os estados com mais casos confirmados desde o início da pandemia são: São Paulo (479.481), Ceará (161.597), Rio de Janeiro (156.293), Pará (147.923) e Bahia (146.399). As Unidades da Federação com menos pessoas infectadas registradas são Acre (18.657), Tocantins (20.920), Mato Grosso do Sul (21.015), Roraima (29.394) e Amapá (35.162). 

Jornal Cidade RC
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