O esporte une as pessoas, não pode ser só uma máquina de dinheiro, diz Hamilton

LUCIANO TRINDADE
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) –

Lewis Hamilton, 37, buscou ampliar seus laços com o Brasil nesta sua viagem ao país para a próxima etapa da F1. No Rio de Janeiro, visitou o Morro da Providência e até brincou de carrinho de rolimã com crianças. Em São Paulo, conversou com os alunos da Escola Estadual Lasar Segall, na Vila Mariana.
Era um desejo antigo do inglês conhecer mais a fundo as comunidades brasileiras. Tornou-se ainda mais importante para ele depois de ter sido agraciado com o título de cidadão honorário do país, há uma semana.
“Eu venho aqui há 15 anos. Passo pelas favelas, mas nunca tinha entrado até hoje. Eu não sabia como elas eram por dentro. Agora eu vejo o trabalho que eles estão fazendo ajudando as crianças”, diz o piloto à reportagem. “O que eu noto é que a educação não é tão boa quanto é estar aqui. E esse é o problema em alguns lugares ao redor do mundo.”
Justamente por isso, para o heptacampeão mundial, o esporte precisa ser também uma plataforma para a transformação social, sobretudo por sua capacidade de unir as pessoas. “Não é apenas um esporte, não é apenas a máquina de fazer dinheiro, não é apenas o entretenimento. Na verdade, o esporte pode impactar as pessoas positivamente.”
Foi isso o que ele tentou fazer em 2021, quando venceu de forma emocionante o GP São Paulo e, ao festejar, desfilou por Interlagos com a bandeira do Brasil. Foi por repetir o gesto eternizado por Ayrton Senna que o inglês recebeu o título de cidadão brasileiro.
“De longe, eu vi a quantidade de pessoas que morreram aqui [por causa da pandemia de Covid-19]”, diz. “Então pensei que eu talvez pudesse ajudar a levantar as pessoas que passaram por um momento tão difícil.”
Neste domingo (13), Lewis Hamilton sonha em, quem sabe, repetir o gesto na penúltima etapa da F1 no ano, às 15h (de Brasília), em Interlagos.
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PERGUNTA – Você sempre declarou um carinho especial pelo Brasil. Qual a sensação de retornar ao país após receber o título de cidadão honorário?
LEWIS HAMILTON – Com certeza, é muito especial. De longe, eu via as pessoas lutando aqui. Vi a quantidade de pessoas que morreram [durante a pandemia]. Eu sabia que o país estava sofrendo muito. Nós viemos aqui para a corrida, e então eu tive a minha própria jornada naquele fim de semana difícil. Ganhar aquela corrida foi uma das emoções mais loucas que eu já tive. Lembro-me de parar e ver a bandeira, pegá-la e pensar: “Talvez neste momento eu posso ajudar a levantar as pessoas que passaram por um momento tão difícil”. Eu não sabia como seria recebido, mas foi um dos momentos mais amorosos que eu tive. Eu realmente me sinto muito bem e acolhido aqui.

P – Você vem correr no Brasil desde 2007, mas ainda não tinha conhecido mais a fundo as comunidades. Qual sua impressão dos lugares que visitou?
LW – Eu venho aqui há 15 anos. Passo pelas favelas, mas nunca tinha entrado até hoje. Eu não sabia como elas eram por dentro. Agora eu vejo o trabalho que eles estão fazendo ajudando as crianças. Visitando o Rio, por exemplo, eu pude abrir os olhos. O que eu noto é que a educação não é tão boa quanto é estar aqui. E esse é o problema em alguns lugares ao redor do mundo. A educação é uma das coisas mais importantes para as crianças, para o futuro delas. Eu sei que tem muito trabalho para fazer nas escolas públicas aqui. Não sei o que posso fazer para compartilhar, mas existem algumas grandes organizações que estão trabalhando nisso. Mas a única coisa que eu realmente vi é que há muito amor aqui. Esta é uma cultura tão rica. E com uma positividade real e profunda que você não vê em todos os lugares.

P – Quais as principais mudanças que você notou no país nos últimos 15 anos, desde que começou a correr por aqui?
LW – É difícil ver realmente o progresso que tem sido feito. Eu vi algumas novas pontes, novos edifícios, vi a cidade evoluir um pouco melhor com o tempo. Mas isso é meio limitado pelo que eu vi. Agora estou tentando entender mais profundamente o que está no coração da cidade, o que está no coração das pessoas. É um país grande, há muito para ver. Eu preciso ir para a Amazônia. Eu preciso ver muito mais ainda.

P – Você já disse que cresceu amando o Brasil porque as pessoas daqui são parecidas com você. Quais são as semelhanças que você reconhece com o povo brasileiro?
LW – Bem, acho que para mim e provavelmente para muitos brasileiros, há uma real falta de representatividade em tantos campos. Para mim, quando criança, não havia super-heróis com a nossa cor. Não havia muitas grandes figuras reais na TV. Claro que você tem pessoas como Muhammad Ali, mas eles estavam tão longe. Acho, então, que o brasileiro vê em mim alguém parecido, talvez com valores parecidos, que gosta de pensar em ser uma boa pessoa, de se importar com mais do que apenas correr. Preocupe-se com as pessoas. E acho que é a paixão que tenho pelo que faço. Talvez isso se conecte com eles. Eu viajo o mundo todo, e tanta gente me pergunta o tempo todo: ‘Você é brasileiro?’ [risos].

P – O esporte pode unir as pessoas depois de situações que as colocaram em lados opostos, como questões sociais e políticas?
LW – Todos os esportes precisam fazer mais. Quando você olha para o futebol, ele tem um lugar tão grande no coração dos brasileiros e das pessoas ao redor do mundo, mas as organizações precisam fazer, e os times precisam fazer mais. Não é apenas um esporte, não é apenas a máquina de fazer dinheiro, não é apenas o entretenimento. Na verdade, pode impactar as pessoas positivamente. Quer dizer, reúne pessoas de todas as partes diferentes da cidade ou do país para esses eventos. Mas a mensagem é tão importante, a mensagem que eles estão divulgando pode realmente impactar as crianças. Portanto, há uma quantidade enorme de trabalho que precisa ser feito. Costumavam dizer que não há lugar para a política dentro do esporte, e eu acho isso uma bobagem. Quero dizer, política é uma coisa, mas direitos humanos não são política. É um direito que todo ser humano ao redor do mundo deveria ter. Então, falar sobre isso não deve ser separado, porque somos seres humanos. Por isso vão continuar a ter o meu apoio. Vou continuar a ser franco e tentar puxar o esporte nessa direção para fazer mais.

P – Você está se ramificando para algumas áreas novas, como o cinema. O que motivou você a criar uma produtora? Seus filmes vão carregar as bandeiras que você levanta, como o combate ao racismo e a luta por sustentabilidade?
LW – Não poderei correr para sempre, então estou muito focado em encontrar coisas que amo, coisas pelas quais sou apaixonado. Acho que sou bom em formação de equipes. Eu acho que sou bom em motivar as pessoas, e o que eu realmente acredito é em contar histórias. Há filmes que estão por aí que foram extremamente inspiradores para mim. Em termos de me levantar, como se eu estivesse tendo um dia difícil. Há tantas histórias ótimas por aí que acho que devem ser contadas. Histórias diversas para dar esperança às pessoas, para dar esperança às crianças. Então eu quero fazer parte disso. Quando eu fizer esses filmes e documentários, eu quero ter certeza de que eles estarão ligados em algum tipo de causa social. Tem que ter um propósito. Não apenas a história, mas também está ligado a inspirar.

P – Deseja virar ator?
LW – Essa é uma pergunta que me fazem o tempo todo. É uma coisa estranha porque quando eu era mais jovem eu sempre me perguntava se eu poderia estar em um filme. Eu me perguntava se eu poderia atuar. Agora, eu tenho uma plataforma. Mas estou realmente mais focado em tentar levantar outras pessoas. Estou na TV nas corridas o tempo todo. Eu não sei se eu preciso estar no filme, mas sim, quero dizer, talvez, se eu tiver uma chance e eu fizer algo um pouco, talvez seja algo para se divertir. Mas meu desejo é encontrar essas grandes histórias e colocar as pessoas certas no lugar para trazê-las à vida. Ser um bom ator requer muita preparação e tempo, e eu realmente não tenho tempo para fazer isso com todas as outras coisas que eu quero fazer.

P – A Mercedes não conseguiu ter um carro para brigar pelo título nesta temporada. O que será feito para a equipe ter um desempenho melhor em 2023?
LW – Estes próximos seis meses vão ser muito, muito difíceis. Particularmente para aqueles da minha equipe que estão na fábrica tendo que construir, tendo que cavar [um carro melhor]. Eles vão ter que cavar tão fundo nesse tempo para dar passos realmente grandes em direção ao carro que sabemos que poderemos construir. Faremos juntos. Acho que este ano ganhamos as novas ferramentas, ganhamos uma nova compreensão, evoluímos como engenheiros e designers. E, como equipe, estamos mais unidos do que nunca.

P – ual foi a maior lição que você tirou desta temporada em que você não pôde lutar por vitórias?
LW – Bom, acho que este foi um ano atípico, porque vencer é uma coisa linda, mas a luta é tão difícil e, às vezes, pode ser dolorosa, mas é o mais gratificante de longe. Então, estou muito agradecido por termos tido essa experiência juntos. Sei que o que quer que enfrentemos vamos superar. E eventualmente venceremos mais corridas e outro campeonato.
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RAIO-X
Lewis Carl Davidson Hamilton, 37, piloto inglês de F1, está na categoria desde 2007, passou pela equipe McLaren e está na Mercedes desde 2013. É recordista de títulos mundiais, ao lado de Michael Schumacher, com sete títulos (2008, 2014, 2015, 2017, 2018, 2019 e 2020).

Pai de aluno com epilepsia vai à Justiça contra recusa de matrícula na rede particular em SP

LUCAS LACERDA
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) –

O motorista Ricardo Neimar, 54, enfrenta desde o mês passado uma série de recusas ao tentar matricular o filho no primeiro ano do ensino fundamental em São Paulo. Enzo, 5, foi diagnosticado com epilepsia refratária e faz uso de canabidiol para controlar as convulsões.
A peregrinação da família pelas zonas norte e leste da capital acontece porque nenhuma das escolas particulares contatadas por Neimar -sete, até o momento- diz ter condições de atendê-lo.
Hoje no segmento infantil, o estudante convive e brinca com outras crianças, não fala e precisa de apoio com alimentação e higiene. Segundo o pai, escolas têm indicado que a família deve custear profissionais especializados que vão acompanhar o estudante na rotina escolar.
Um dos casos citados por Neimar envolve o Instituto Educacional Candelária, na Vila Maria, zona norte de São Paulo.
“Minha esposa visitou a escola, levou a documentação e ficou acertado de fazer a matrícula dele e assinar o contrato em 27 de outubro. No mesmo dia em que ela levou a documentação, eles ligaram dizendo que não tinham mais vaga”, relata.
Segundo ele, a escola foi informada desde o início sobre a necessidade de acompanhamento do estudante e sobre os horários. Enzo precisaria cursar a parte pedagógica pela manhã e a recreativa à tarde, quando o pai poderia retirá-lo mais cedo para terapias.
“Ninguém resolve nada, a gente está desesperado atrás de escola para ele”, afirma o pai de Enzo.
A diretora da Candelária, Marisa Darezzo, disse que trabalha com alunos com diagnósticos de autismo, déficit de atenção e que não houve negação da vaga. Ela afirma que “a escola não tinha para oferecer o que o pai queria”.
“Ele está equivocado. Eu disse ‘o senhor vem e faz a matrícula, tem esse direito, estamos abrindo para o senhor o período da tarde, porque não consigo abrir turma de manhã”, disse a diretora.
Após a publicação da reportagem, Darezzo afirmou na tarde desta sexta (11) que a escola fez uma nova reunião com Ricardo, mas que não consegue atender o aluno no período solicitado, das 7h às 18h. Ela diz que a escola segue à disposição da família.
O pai de Enzo registrou um boletim de ocorrência contra duas outras escolas, Núcleo Educacional Cidadania e Vida e Externato São Judas.
Por email, o Externato disse que soube do caso pelo contato da reportagem e que tem experiência no atendimento a alunos com diagnósticos diversos de transtornos e doenças.
“Não foi a intenção da escola causar esse impacto quanto à matrícula da criança”, diz a nota, “mas sim, com cautela, proceder para ajustarmos nossas condições às necessidades da criança em questão. Assim, afirmamos que estamos abertos a continuidade do diálogo com a família para o prosseguimento da matrícula na referida série solicitada”.
Procurado por email e telefone, o Núcleo Educacional não respondeu até a publicação desta reportagem.
Para Rodrigo Hübner Mendes, fundador e superintendente do Instituto Rodrigo Mendes, voltado para inclusão educacional, Neimar está certo na reivindicação. “As escolas privadas precisam seguir os mesmos padrões das públicas. Qualquer criança com deficiência tem direito de frequentar escola comum, em convívio com demais crianças e a comunidade escolar”, afirma.
Segundo Mendes, já existe um movimento das escolas para se tornarem mais inclusivas, mas é preciso continuar pressionando.
O pai de Enzo também relatou o caso ao Ministério Público de São Paulo e à Secretaria da Educação do Estado de São Paulo.
Em nota, a pasta diz que o supervisor responsável por acompanhar a Candelária solicitou informações à escola, que afirmou ter disponibilidade para fazer a matrícula caso ainda haja interesse.
Também afirmou que a rede estadual tem vagas para todos os alunos, com estrutura e pessoal especializados conforme a necessidade do estudante.
Já a Promotoria encaminhou o caso ao grupo especial de educação do órgão, que deverá solicitar informações à escola sobre as medidas tomadas, e deu 20 dias para que a Diretoria Regional de Ensino responsável pela área intensifique a fiscalização das escolas privadas. Além disso, a diretoria deve comprovar que Enzo foi matriculado.
Para Ariel de Castro Alves, advogado e integrante do Instituto Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, nenhuma escola pode recusar a matrícula alegando que não pode incluir o estudante em turmas já existentes.
“Não podem desrespeitar a Constituição Federal, o ECA, a LDB [Lei de Diretrizes e Bases da Educação] e a Lei Brasileira de Inclusão, que garantem o direito à educação, incluindo as crianças com deficiência e garantindo atendimento especializado, conforme as necessidades”, diz Ariel.
Previsto na Lei Brasileira de Inclusão, de 2015, o serviço do profissional de apoio escolar deve ser oferecido pela escola. Se a instituição alegar que as necessidades excedem as funções ou que não tem condições de custear os profissionais, o caso pode chegar à Justiça.
Segundo o advogado Marcelo Válio, especialista em direito constitucional e público, a escola não pode delegar custos adicionais à família e deve inserir Enzo em turmas regulares.
“A regra legal é da inclusão, e não da exclusão escolar. O aluno deve ser matriculado em turma regular, pois se houver turma só para pessoas com deficiência, [a escola] estará praticando exclusão ilegal”, explica.

“Qualquer discriminação ou exclusão ou não acesso a matrícula escolar ou universitária são atos discriminatórios, caracterizados como crime de capacitismo, conforme o artigo 88 da Lei Brasileira de Inclusão”, diz Válio.

USP volta a obrigar uso de máscaras em locais fechados contra a Covid

ANA BOTALLO
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) –

A USP (Universidade de São Paulo) voltou a obrigar o uso de máscaras em espaços fechados nas unidades universitárias como forma de proteção contra o coronavírus.
A partir da próxima quarta (16), o uso do equipamento protetor será exigido nos locais fechados, com preferência para máscaras cirúrgicas ou do tipo PFF2, bem ajustadas ao rosto e cobrindo o nariz e queixo.
Já em espaços externos, o uso é apenas recomendado se tiver situações de aglomeração, segundo a Comissão Assessora de Saúde da universidade.
Na noite desta quinta (10), a Unicamp também havia anunciado a retomada do uso obrigatório de máscaras em locais fechados, como salas de aula, bibliotecas, laboratórios e ônibus fretados. A instituição em campinas também recomenda refeições mais rápidas e com o mínimo de diálogo possível entre os frequentadores dos restaurantes universitários e cantinas; lavagem frequente das mãos com água e sabão ou higienização por meio de álcool 70% e evitar aglomerações.
Na USP, a decisão foi aprovada em conselho na tarde desta sexta após um aumento de novos casos tanto no estado de São Paulo como na própria universidade, que viu uma subida abrupta nas confirmações de Covid e internações no Hospital Universitário nos últimos dias.
Em comunicado, a Comissão Assessora de Saúde da USP disse que vem monitorando a evolução da pandemia a partir dos dados fornecidos pela Secretaria de Estado da Saúde e que “o novo cenário epidemiológico com aumento no número de pessoas com sintomas gripais e diagnósticos positivos de infecção pelo coronavírus nas últimas semanas” levou à atualização da recomendação.
Segundo o superintendente de saúde na instituição, Paulo Lotufo, o aumento nos novos casos notificados nos primeiros dez dias de novembro ainda é inferior ao observado na onda da Covid entre maio e junho, mas superior ao patamar de setembro e outubro. Hoje, há 255 casos confirmados de servidores da USP.
“Já era esperado um aumento, mas o que chocou foi a velocidade dos novos casos”, disse.
No estado de São Paulo, as internações em leitos de UTI subiram 56% nas últimas duas semanas, enquanto as internações em leitos de enfermaria tiveram um aumento de 50%.
A Folha já havia antecipado uma alta de casos de Covid no estado no final de outubro e início de novembro, embora o número de óbitos ainda seja inferior ao observado em outras ondas.
O crescimento de infecções ocasionadas principalmente por subvariantes da ômicron fez com que pessoas corressem às farmácias e hospitais em busca de atendimento e até a postos de vacina, procurando um novo reforço de imunização.
A universidade também orienta para que, no atual momento, não sejam realizados “eventos festivos, confraternizações, coffee breaks ou qualquer outro evento similar que estimule os participantes a retirar a máscara para ingestão de alimentos e, consequentemente, aumente a possibilidade de transmissão do vírus”.
Além do uso de máscaras, a USP também recomenda a higienização constante das mãos, a utilização de espaços arejados e bem ventilados e a comprovação do status vacinal dos funcionários, professores e alunos, incluindo a primeira dose de reforço.
A nota reforçou que com a retomada da obrigatoriedade de máscaras nos espaços fechados e com o avanço da vacinação no país, incluindo a oferta de imunizantes para todos, a exigência da comprovação vacinal não será mais um requerimento aos frequentadores do campi que não façam parte do corpo docente e discente ou do quadro funcionários da universidade.
Em nota publicada também na última quinta, a Secretaria de Ciência, Pesquisa e Desenvolvimento em Saúde do governo paulista já havia feito a recomendação do uso de máscaras no transporte público, em farmácias e por pessoas com comorbidades ou mais vulneráveis, como os idosos.
Segundo o secretário da pasta, David Uip, a recomendação é uma orientação, mas não é o caso de volta da obrigatoriedade em todo o estado. “Quando se fala em obrigatoriedade, precisa ser precedido por um decreto do governador, não é o caso. Nós estamos recomendando”, disse, em entrevista à Folha de S.Paulo.

Covid-19: infectologistas defendem volta das máscaras e mais vacinação

Agência Brasil

A Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) defendeu, nesta sexta-feira (11), o incremento da vacinação, a volta do uso de máscaras e outras medidas para evitar que o cenário atual de alta nos casos de covid-19 traga um possível aumento de internações, superlotação nos hospitais e mais mortes no futuro.blankblank

A entidade divulgou nota técnica de alerta, elaborada por seu Comitê Científico de Covid-19 e Infecções Respiratórias e assinada pelo presidente da SBI, Alberto Chebabo.

“Pelo menos em quatro estados da federação, já se verifica com preocupação uma tendência de curva em aceleração importante de casos novos de infecção pelo SARS-COV-2 quando comparado com o mês anterior”, diz o texto, baseado nos dados divulgados ontem (10) no Boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz.

A SBI alerta que o cenário é decorrente da subvariante Ômicron BQ.1 e outras variantes e pede que o Ministério da Saúde, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tenham atenção especial às medidas sugeridas. 

O primeiro ponto levantado pela sociedade científica é que é preciso incrementar as taxas de vacinação contra a covid-19, principalmente nas diferentes doses de reforço. A SBI avalia que as coberturas se encontram, todas, em níveis ainda insatisfatórios nos públicos-alvo.

Os infectologistas recomendam também garantir a aquisição de doses suficientes de vacina para imunizar todas as crianças de 6 meses a 5 anos de idade, independente da presença de comorbidades. Até o momento, a vacinação da faixa de 6 meses a 3 anos ainda está restrita a crianças com comorbidades, e o Ministério da Saúde iniciou ontem (10) a distribuição de 1 milhão de doses de vacinas destinadas a elas.

A SBI também pede a rápida aprovação e acesso às vacinas covid-19 bivalentes de segunda geração, atualizadas com as novas variantes, que estão atualmente em análise pela Anvisa. Procurada pela Agência Brasil, a agência respondeu que os processos estão em fase final de análise, e é esperado que a deliberação ocorra em breve, embora não haja uma data fixada para isso.

“A Agência Nacional de Vigilância Sanitária continua trabalhando na análise dos pedidos de uso emergencial das novas versões de vacina contra a covid-19 do laboratório Pfizer contendo as subvariantes BA.1 e BA.4 /BA.5. Os processos passaram pelas etapas de análise dos dados submetidos à agência, questionamentos da agência e esclarecimentos dos fabricantes, bem como discussão com sociedades médicas brasileiras. A equipe técnica da agência já recebeu os pareceres de especialistas das sociedades médicas sobre ambas as vacinas bivalentes da Pfizer”, detalhou a Anvisa.

O quarto ponto levantado pelos infectologistas é a necessidade de disponibilizar nas redes pública e privada as medicações já aprovadas pela Anvisa para o tratamento e prevenção da covid-19, como o paxlovid e o molnupiravir, medida que ainda não se concretizou após mais de seis meses da licença para esses fármacos no Brasil, ressalta a SBI. A Agência Brasil perguntou ao Ministério da Saúde se essas medicações já estão disponíveis, mas não recebeu resposta até o fechamento desta reportagem.

O quinto ponto diz respeito às medidas de prevenção chamadas não farmacológicas. A SBI defende a volta do uso de máscaras e do distanciamento social para evitar situações de aglomeração, principalmente pela população mais vulnerável, como idosos e imunossuprimidos.

A SBI pede que as medidas sugeridas sejam tomadas com brevidade, para otimizar as tecnologias de prevenção e tratamento já disponíveis e reduzir a chance de um possível impacto futuro de óbitos e superlotação dos serviços de saúde públicos e privados por casos graves de covid-19.

Caixa sorteia hoje prêmio da Mega-Sena de R$ 3 milhões


A Caixa Econômica Federal sorteia, hoje (12), prêmio da Mega-Sena estimado em R$ 3 milhões. Sorteio será às 20h (horário de Brasília), no Espaço da Sorte, localizado na Avenida Paulista, em São Paulo.blankblank

As apostas na Mega-Sena podem ser feitas até as 19h, nas lotéricas de todo o país, no portal Loterias Caixa e no aplicativo Loterias Caixa, além do internet banking para clientes do banco. O valor de uma aposta simples é R$ 4,50.

Na última quarta-feira (9), um apostador de Guarujá (SP) acertou as seis dezenas e ganhou prêmio de R$ 64.250.536,10. Os número sorteados foram: 12, 24, 26, 31, 37 e 48.

+Milionária

O concurso de nº 25 da +Milionária também será realizado neste sábado (12). Caso apenas um apostador leve o prêmio de R$ 18 milhões e aplique na poupança receberá R$ 122 mil de rendimento no primeiro mês.

Na aposta simples, o apostador precisa marcar seis números e dois trevos. Para apostas múltiplas, poderá escolher de 6 a 12 números e de 2 a 6 trevos.

As apostas para a +Milionária podem ser feitas até as 19h. O valor de uma aposta simples, com seis números e dois trevos, custa R$ 6. Nas lotéricas, também é possível participar dos bolões.

Criança de cinco anos é picada por escorpião no Santa Clara II

Uma criança de cinco anos foi picada por um escorpião no bairro Santa Clara 2, na cidade de Rio Claro, na quinta-feira (10). Isis Elena M. Ribeiro da Silva, de cinco anos, brincava na sala de sua casa enquanto sua mãe estava na cozinha e ouviu um forte grito da criança.

“Isis estava brincando na sala e eu estava na cozinha, de repente eu ouvi um grito muito alto e do nada ela começou a chorar e a balançar o pezinho, quando vi o escorpião preto. Rapidamente corremos para a Santa Casa e a médica que nos atendeu no plantão foi muito atenciosa”, explicou Ariane Moreira, a mãe da menor.

Vale ressaltar que Ariane havia encontrado um escorpião idêntico ao que picou Isis Elena no colchão da residência no dia anterior e o matado.

A mãe conta ainda que, no momento do atendimento, a médica responsável falou prontamente com a Vigilância que passou todas as orientações, que foram seguidas.

“Ficamos em observação por seis horas. Nas duas primeiras, que eram cruciais, minha filha ficou muito bem, depois das seis, ela recebeu novamente uma avaliação e fomos para casa. A única coisa que peço com essa reportagem é que deem atenção ao nosso bairro. Sou moradora do Santa Clara II há quatro anos e infelizmente o que aconteceu com minha filha não vai parar nela. Caso não deem um jeito nos terrenos aqui com mato alto, que são muitos, esse caso não será o primeiro”, aponta a mãe.

Questionada sobre a situação, a prefeitura municipal informou que o Centro de Controle de Zoonoses realiza visitas e orientações relacionadas ao aparecimento de escorpiões. No caso de aparecimento destes animais, as solicitações devem ser feitas via ouvidoria municipal, pelo telefone 3526-7105, para que equipe vá até a residência e possa orientar os moradores sobre cuidados preventivos. Os moradores nunca devem manusear os escorpiões.

O veneno para eliminar escorpiões tem baixa eficácia. A principal orientação é em relação ao descarte correto de materiais, já que o acúmulo de entulho favorece a proliferação de escorpiões. O município de Rio Claro dispõe de sete ecopontos, onde entulho e outros materiais podem ser descartados gratuitamente. Os escorpiões também se alimentam de baratas, daí a importância de redobrar cuidados para que as baratas não apareçam e sejam atrativos para escorpiões.

Escorpiões normalmente ficam nas redes de água e esgoto e têm como porta de entrada às residências ralos e rede elétrica. Por isso é importante que as tomadas tenham espelhos e os ralos devem ser fechados.

No caso de picada, deve-se buscar uma unidade de pronto-atendimento. Se a vítima tiver menos de 10 anos, a orientação é para que seja levada diretamente à Unidade de Urgência e Emergência Nossa Senhora de Lourdes, na Avenida 15 (antigo PSMI).

O trabalho de limpeza e corte de mato é feito pela Secretaria Municipal de Serviços Públicos de maneira ininterrupta em toda a cidade. Assim que conclui o último setor, o serviço retorna à região inicial.

A prefeitura destaca que a população deve colaborar com a limpeza da cidade fazendo o descarte correto de materiais. Vale destacar que a limpeza de terrenos particulares é de responsabilidade dos proprietários.

Gatas morrem após serem resgatadas em situação de maus-tratos em Rio Claro

Na tarde de quinta-feira (10), por volta das 15h55, uma viatura da Patrulha de Proteção Ambiental/Animal da Guarda Civil Municipal, compareceu na Av. dos Costas, no Condomínio África, no Jardim Residencial Palmeiras, onde havia uma denúncia de maus-tratos a dois felinos.

Pelo local, a equipe fez contato com a tutora dos animais, a qual permitiu a entrada dos Guardas, que se depararam com duas gatas de seis meses de idade, as quais estavam prostradas e uma delas em estado de choque hipovolêmico, apresentando baixo escore corporal, além de infestação por pulgas.

O local estava completamente sujo com urina e fezes.

A tutora informou aos Guardas que está reformando o apartamento e que deixava os animais sozinhos, mas uma vez ou outra passa pelo local para alimentá-los. Ela disse que não chegou a observar a situação de maus-tratos.

A Médica Veterinária do Canil Municipal acompanhou a equipe de Guardas e comprovou a situação de maus-tratos aos animais, que foram imediatamente levados ao Canil Municipal, onde permaneceram internados em estado grave, até irem a óbito na sexta-feira (11).

Diante da situação, a tutora dos felinos foi conduzida à Central de Polícia, onde a autoridade determinou a prisão em flagrante da mesma.

Rio Claro atende 229 pacientes em novo mutirão de cirurgias de catarata

O segundo mutirão de cirurgias de catarata realizado pela prefeitura de Rio Claro atenderá no feriado da próxima terça-feira (15) 229 pacientes. As cirurgias serão no Centro de Especialidades e Apoio Diagnóstico (Cead), com atendimentos a partir das 5 horas.

“É uma de nossas prioridades proporcionar para a população o melhor atendimento em saúde e, com esse novo mutirão, o segundo em menos de três meses, reafirmamos esse compromisso com a comunidade”, destaca o prefeito Gustavo.

Para o mutirão, a Fundação Municipal de Saúde organizou logística com equipes reforçadas e qualificadas para atender todos os pacientes em um único dia. Os pacientes que serão operados já passaram pela avaliação pré-cirúrgica e realizaram os exames necessários para o procedimento.

Assim como no primeiro mutirão, este também é realizado com recursos de emenda parlamentar conseguidos pelo vereador Julinho Lopes.

“Agradecemos ao vereador pelos recursos que, em união de esforços, estão possibilitando ao município atender estas pessoas que dependem da cirurgia para recuperar a qualidade de vida”, destaca Giulia Puttomatti, presidente da Fundação de Saúde.

No dia 27 de agosto a prefeitura realizou mutirão de catarata e pterígio, atendendo 173 pacientes. Entre eles, 121 também passaram por procedimento no dia 17 de setembro, quando fizeram a cirurgia no segundo olho.

Menino de 9 anos filma abuso sexual em MG e ajuda polícia a prender suspeito

Folhapress

Um homem de 55 anos foi preso nesta quinta-feira (10) sob suspeita de estuprar um menino de nove anos, na cidade de Juiz de Fora, na Zona da Mata de Minas Gerais. A criança teria filmado o momento do abuso para mostrar para a família.

Após ver o vídeo gravado pelo filho, a mãe da criança procurou a Polícia Civil de Minas Gerais para registrar a denúncia. Segundo a delegada Alessandra Azalim, da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), com o vídeo em mãos, a polícia instaurou um inquérito e deu início às investigações.

De acordo com a corporação, o vídeo mostra o momento em que o homem pratica o ato contra o menor.

Após as investigações, foi feito o pedido de prisão temporária. Ele foi preso na zona sul da cidade, localizada a cerca de 270 km de Belo Horizonte.

O suspeito, que não teve seu nome revelado, seria um amigo da família, que frequentava a casa e tinha uma relação de confiança.

Em depoimento aos policiais, o suspeito confirmou os fatos e apresentou a sua versão sobre como tudo teria ocorrido. A polícia não divulgou as alegações do suspeito. Segundo a delegada responsável, o homem não tinha histórico desse tipo de crime.

De acordo com a delegada, o homem está preso na penitenciária Ariosvaldo Campos Pires, à disposição da Justiça. O inquérito do caso ainda está em tramitação e deve ser concluído nos próximos dias, com o indiciamento do suspeito sob acusação do crime de estupro de vulnerável.

Rio Claro registra quatro casos de Covid em uma semana

Rio Claro continua sem internados por Covid. A informação está em boletim semanal divulgado nesta sexta-feira (11) pela Fundação Municipal de Saúde. O dado inclui leitos de enfermaria e UTI das redes de saúde pública e particular.

Nesta semana o município registrou quatro novos casos de Covid. O total de casos nesta pandemia é de 32.321, sendo que 31.650 pessoas estão recuperadas.

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Vacinação

Rio Claro aplicou nesta campanha de vacinação contra a Covid 538.930 doses. Percentualmente, 94,72% da população rio-clarense recebeu ao menos uma dose de vacina contra a Covid.

Rio Claro voltará a vacinar contra a Covid na quarta-feira a partir das 7h30

Na quarta-feira (16), Rio Claro vacina contra a Covid a partir das 7h30 nos 19 postos de vacinação do município. No feriado prolongado de segunda e terça-feira (15) não haverá vacinação.

O atendimento na quarta-feira será nas unidades básicas de saúde e unidades de saúde da família do município. Nas USF Mãe Preta, Terra Nova e Bonsucesso, a vacinação é realizada em horário estendido, até as 18 horas. Já nos demais postos de saúde a vacinação vai até as 16h30. Nas unidades do Guanabara e Boa Vista, que estão em reforma, não há vacinação.

As primeiras doses contra a Covid são aplicadas em quem tem 3 anos ou mais. Para a segunda dose, é necessário observar a data de retorno, marcada a lápis no cartão de vacinação. Nos maiores de 12 anos a terceira dose é aplicada quatro meses após a segunda dose. A quarta dose é aplicada em pessoas com 18 anos ou mais que tomaram a terceira dose há no mínimo quatro meses.

Multivacinação

Também está em andamento a campanha de multivacinação, destinada a crianças e adolescentes menores de 15 anos. O atendimento é realizado nas unidades básicas de saúde unidades de saúde da família, no mesmo horário da vacinação Covid.

É importante a apresentação da carteira de vacinação, assim o profissional de saúde poderá conferir e atualizar as carteirinhas, aplicando as doses necessárias.

Defesa Civil monitora pontos de alagamento em RC; carros ficam presos na Av. Tancredo Neves

A forte chuva que chegou a Rio Claro na tarde desta sexta-feira (11) fez com que a cidade registrasse diversos pontos de alagamento.

Em contato com a reportagem do Jornal Cidade, a Defesa Civil do município relatou que as equipes estão nas ruas monitorando os pontos de alagamento em várias regiões da cidade.

A maioria dos locais alagados se trata de pontos recorrentes de inundação.

Alguns dos pontos monitorados são: Avenida Tancredo Neves, entre a Rodoviária e a Rotatória da Avenida Ápia; Jardim São Paulo e Avenida Amaral Gurgel/Avenida Presidente Kennedy.

A reportagem também recebeu imagens e relatos de dois carros que ficaram parados em um ponto de alagamento embaixo do pontilhão na Avenida Tancredo Neves. Sobre esta ocorrência, a Defesa Civil acionou a Eixo SP, responsável pelo trecho, e não soube dar mais detalhes.

Segundo a Defesa Civil, foi registrada a precipitação de 34,2 mm em uma hora e os ventos chegaram a 50,2 Km/h.

Jornal Cidade RC
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