A Prefeitura de Rio Claro decidiu prorrogar para o dia 21 dezembro o prazo para adesão ao PID (Programa de Pagamento Incentivado da Dívida Ativa). O programa oferece descontos de até 100% nos juros e multas para as dívidas em atraso com a prefeitura e o Daae anteriores a 2015. O prazo se encerraria nessa segunda-feira (30), mas foi adiado por causa do grande número de contribuintes que procurou o Atende Fácil para renegociar as dívidas.
Na manhã dessa segunda-feira (30), uma longa fila de contribuintes se formou na porta do Atende Fácil antes da abertura da unidade ao meio-dia. A fila persistiu ao longo de todo o dia. A renegociação vem sendo feita desde setembro, mas muita gente deixou para o último dia para aproveitar o pagamento da primeira parcela do décimo terceiro, cujo prazo venceu nessa segunda-feira (30).
Fila de contribuintes formada na porta do Atende Fácil nessa segunda-feira (30)
Em entrevista ao programa Jornal da Manhã da Rádio Excelsior Jovem Pan, o secretário municipal de Economia e Finanças, Japyr Pimentel Porto, informou que até o dia 18 de novembro haviam sido assinados 1.830 contratos num valor de R$ 4,8 milhões. Desse montante, R$ 2,5 milhões entraram nos cofres públicos, sendo que R$ 1,8 milhão foram referentes ao pagamento da primeira parcela e R$ 700 referentes aos pagamentos à vista. O secretário considera o valor pequeno diante do valor da Dívida Ativa, estimado em R$ 120 milhões.
O secretário destacou ainda que, junto com as renegociações, a prefeitura também está realizando a cobrança judicial dos 500 maiores devedores do município em conjunto com o Cejusc (Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania). Os contribuintes inadimplentes estão sendo convocados para audiência de conciliação. Caso a negociação não seja feita ou o contribuinte não compareça, os bens serão penhorados e leiloados. Em novembro foram leiloados 4 imóveis e outros 40 estão sendo agendados.
O secretário de Finanças, Japyr Andrade Pimentel, confirmou na segunda-feira (30), na última audiência pública relacionada à Lei Orçamentária Anual (LOA) 2016, que cortou R$ 200 mil do Arquivo Público de Rio Claro; R$ 290 mil da Fundação Ulysses Guimarães; R$ 1,4 milhão da própria Fundação de Saúde; além de outras secretarias municipais para conseguir incluir na lei uma subvenção de R$ 4 milhões à Santa Casa de Rio Claro. A peça orçamentária deve ser votada até o dia 15 de dezembro.
“Não houve cortes na Saúde, houve uma caracterização”, disse o secretário ao rebater informações da própria Fundação de Saúde repassada na primeira audiência.
Naquela oportunidade, devido à queda na previsão de receita, cerca de 10% da verba destinada para custear despesas da administração pública foi cortada no projeto orçamentário de 2016, incluindo a tradicional subvenção concedida à Santa Casa de Misericórdia. A oposição cobrou a reintegração da dotação orçamentária destinada à subvenção à Santa Casa.
Representantes do Conselho de Cultura estiveram na última audiência relacionada à Lei Orçamentária Anual de 2016
Durante a coletiva, o provedor chegou a mencionar, mais uma vez, que, caso não houvesse a complementação da verba advinda do Sistema Único de Saúde, “era certo o corte de leitos”. De acordo com ele, as despesas da Santa Casa, nos últimos dez meses, chegaram à marca de R$ 26,7 milhões e o repassado pelo SUS, Estado e Município para custear tais despesas permeiam a casa dos R$ 18,3 milhões.
O déficit é bancado pelos recursos arrecadados pelo Plano de Saúde da Santa Casa. Cardoso esteve na audiência ontem para parabenizar os vereadores pela inclusão da emenda da subvenção.
O conjunto de projetos de lei para fortalecer a base governista foi aprovado em primeira discussão na segunda-feira, 30 de novembro. Os projetos estendem direitos a professores “substitutos” da Secretaria Municipal de Educação; incorporam rendimentos a efetivos ocupando cargo político na estrutura municipal e permitem a reeleição do superintendente do Instituto de Previdência de Rio Claro (IPRC).
O único projeto da oposição, que queria alterar o horário das sessões camarárias, teve votação suspensa com aprovação de pedido de vistas.
Em segunda discussão foram aprovados o projeto de Lei 90/2015 – que instituiu o dia 16 de maio, no calendário municipal, para comemoração da festa italiana “São Luís Orione”. O projeto 198/2013 – que autoriza a prefeitura a instalar sistema de gravação por câmeras de vídeo nos asilos, casas de repouso, creches, escolas e berçários também foi aprovado.
Os projetos de lei complementares 110 e 111 foram aprovados contra dois votos do Democratas. Eles, em síntese, atualizarão a legislação para incorporação de parcela destacada do subsídio pago quando o servidor ocupar cargo comissionado ou função de confiança por quatro anos consecutivos ou oito anos intercalados sempre no mesmo cargo.
Os projetos ainda dependem de uma nova votação para serem sancionados pelo prefeito municipal Du Altimari (PMDB)
O projeto de lei complementar 112 foi aprovado contra três votos da bancada do Democratas e do PTB. Ele altera a forma de eleição do superintendente do Instituto de Previdência de Rio Claro, possibilitando a reeleição. O Sindicato dos Servidores Municipais (Sindmuni), cujo presidente também preside o PTB, divulgou nota pedindo a não alteração da legislação no atual momento.
Para ser superintendente, na nova legislação, que ainda depende de uma segunda votação, o servidor terá que ter “sido aprovado em exame de certificação por entidade autônoma de reconhecida capacidade técnica e difusão no mercado brasileiro de capitais, cujo conteúdo abrangerá, no mínimo, o contido neste item”.
Para dar “guarida aos servidores municipais”, admitidos até a data de promulgação da Constituição de 1988, que não tenham cumprido o tempo previsto para aquisição de estabilidade, os vereadores aprovaram, em primeira discussão, o projeto de lei 131/2015.
Para atender pressão de vereadores governistas e de parte da Educação Municipal, os vereadores também aprovaram, em primeira discussão, os projetos de lei 138 e 140 e emendas que expandem direitos ao chamado “quadro 2” da Educação. O projeto tem impacto previsto de 0,665% sobre a folha de pagamentos da Secretaria de Educação. A vereadora Maria do Carmo (PMDB) votou contra as emendas modificativas.
Os projetos 141 e 145 autorizam o Executivo a vender áreas de 15,45 e 7,61 metros quadrados, respectivamente, no Jardim Novo II. Por fim também foi aprovado o 144 que disciplina os procedimentos relativos aos depósitos judiciais.
Em entrevista ao Jornal da Manhã da Excelsior Jovem Pan News, na manhã de segunda-feira (30), o prefeito Du Altimari (PMDB) revelou que a prefeitura só possui recursos para pagar a folha de pagamento dos servidores municipais.
Para ele, a situação é “difícil”. Confira o áudio da entrevista no player abaixo.
A vítima foi alvejada na frente de casa. Danilo chegou a ser socorrido com vida, mas morreu pouco depois de ser baleado
A semana em Rio Claro tem início com um homicídio. Danilo Henrique Mazzeo de Macedo era morador do Jardim Guanabara e foi assassinado em frente a sua residência na tarde dessa segunda-feira (30).
A reportagem do JC conversou com uma testemunha que não quis se identificar e estava na cena do crime, pouco depois que Danilo foi levado para atendimento médico. A mulher contou que saía de sua casa e viu Danilo lavando a calçada. “Eu o cumprimentei e fui ao mercado. Na volta, enquanto estava caminhando, ouvi os disparos, mas achei que era bomba. Tinha falado pouco antes com ele”, lamentou.
A mulher ainda disse que Danilo Henrique morava sozinho. A Polícia Militar que fazia ronda pelo bairro, logo depois que aconteceu o fato, informou que ele teria sido abordado por pessoas que ocupavam um Corsa de cor branca. “A informação que chegou até nós é que o carro se aproximou da vítima, quando efetuaram os disparos”, disse a PM.
Líder comunitário do bairro, Edson Locatelli entrou em contato com a Redação e se mostrou preocupado com a segurança do Jardim Guanabara. Ele ainda relembrou outro episódio, cuja vítima teria levado 21 tiros em um homicídio. “As pessoas estão se sentindo inseguras. Um assassinato em plena luz do dia e próximo de escola preocupa, já que há uma grande quantidade de crianças circulando pela região. A sensação é de vulnerabilidade. As autoridades competentes precisam se reunir para apresentar medidas a fim de minimizar a violência no bairro”, conclui o presidente da Associação de Moradores do Guanabara (AMORG)
CASOS
O último caso de homicídio havia sido registrado no dia 30 de outubro em Rio Claro. Luís Gustavo Gomes, de 26 anos, foi assassinado no bairro Cervezão ao sair da sua residência. Dois indivíduos que estavam em uma moto chegaram até o rapaz. Um deles efetuou vários disparos contra a vítima, que não resistiu.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) esteve no local e confirmou o óbito do homem. Autoridades da Polícia Civil de Rio Claro apreenderam 21 cápsulas de munição junto ao corpo da vítima.
O Ministério da Saúde anunciou nesta segunda (30) que investiga seis casos de mortes de crianças com microcefalia, supostamente relacionadas ao vírus zika. No sábado (28), o ministério confirmou a relação entre o vírus e casos de microcefalia, que aumentaram significativamente no país. Exames feitos em um bebê nascido no Ceará com microcefalia e outras malformações congênitas revelaram a presença do vírus em amostras de sangue e tecidos.
De acordo com o diretor do Departamento de Vigilância de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Cláudio Maierovitch, o país tem 1.248 casos suspeitos de microcefalia notificados, em 311 municípios. O estado de Pernambuco registra o maior número de casos (646), sendo o primeiro a identificar o aumento de diagnóstico de microcefalia na região. Em seguida, estão os estados da Paraíba (248), Rio Grande do Norte (79), Sergipe (77), Alagoas (59), Bahia (37), Piauí (36), Ceará (25), Rio de Janeiro (13), Tocantis (12), Maranhão (12), Goiás (2), Mato Grosso do Sul (1) e Distrito Federal (1).
Maierovitch destacou a importância da participação da sociedade no combate ao mosquito Aedes aegypti, que transmite além da dengue, o vírus Zika e a chikungunya. “Teremos que ter uma intensificação muito grande no combate ao mosquito e com um chamamento mais intenso da sociedade pois a ela compete as ações mais intensivas. Os prefeitos devem intensificar a limpeza urbana. Estamos em uma emergência de saúde pública”, disse Cláudio Maierovitch. Ele também informou que o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão garantiu que os recursos emergenciais serão priorizados, para combater o mosquito.
Para o diretor, não existe mágica para acabar com o mosquito vetor. “Infelizmente, conviveremos com esse problema por mais algum tempo”, disse. Para ele, a confirmação da relação entre o vírus e a microcefalia mostram que as medidas de prevenção devem ser reforçadas. O diretor lembrou que as marcas de repelentes de inseto disponíveis no Brasil e aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) podem ser usados pelas gestantes.
A série de reportagens sobre leitores que tiveram que enfrentar a difícil luta contra o câncer termina de uma forma diferente. Foram diversos relatos de pessoas que venceram a doença, mas dessa vez o JC traz a história da professora Zuleica Aparecida Freitas Cegagno, de 43 anos. Ela, que é casada e tem três filhos, atua na área de educação da rede municipal de Santa Gertrudes. O sorriso estampado constantemente em seu rosto esconde uma realidade que existe em sua vida desde abril.
Naquele mês, Zuleica se consultou com um médico, pois estava sentindo uma dor que afetava seu dia a dia. A dor vinha de um caroço em uma das mamas e se estendia para o braço. Apesar de não ter nenhum caso de câncer de mama na família, a suspeita que poderia ser diagnosticada com a doença existia. Alguns dias depois, retornou ao consultório para saber o resultado dos exames. “Estava ansiosa, nervosa, com medo, porém com a esperança de que não fosse nada de mais grave. Lembro-me dos minutos de tortura que antecederam a entrada na sala, (Roger) meu marido, que por sinal esteve sempre comigo, pode falar o quanto minhas mãos suavam e da força que elas exerciam sobre as dele, num pedido de socorro”, detalha.
O resultado foi confirmado e não foi dos melhores, Zuleica estava realmente com câncer. Como o diagnóstico foi precoce, optou por fazer a cirurgia o quanto antes. O procedimento foi realizado em junho e foi um sucesso, sem metástase e com a mama preservada. “Tínhamos a esperança de que não precisasse fazer a quimioterapia, mas dias depois chegou o resultado da análise do tumor retirado, e não só seria necessário, como o único tratamento que traria um resultado mais efetivo para a cura. Criamos coragem e juntos partimos pra luta”, conta a professora.
Zuleica, com toda força que uma mãe tem, não temeu retirar a mama caso precisasse, nem perder os cabelos. “O meu desejo sempre foi ficar bem”, diz. Ela preferiu continuar trabalhando e estudando, e está para finalizar sua segunda pós-graduação. Em alguns dias ela fica afastada dessa rotina após o processo de ‘químio’, às vezes por conta das dores. Quando fica desanimada, logo trata de se animar e enfrentar o dia. “O câncer mexe muito com o psicológico e, se deixarmos, ele nos leva para o fundo do poço, temos que acreditar na nossa força e principalmente em Deus. O trabalho tem me ajudado, sempre que volto sou recebida com alegria e apoio de todos da escola. Meus alunos me recebem com abraços, beijos, são muito carinhosos, vêm com receitas para o cabelo crescer forte, querem saber se meu cabelo está crescendo, quando vou ficar boa. Não me arrependi por ter compartilhado com eles este meu momento”, relata.
A professora já terminou as químios vermelhas e iniciou as brancas na semana passada, e dessa vez está sendo mais difícil. Em breve deverá fazer, também, a radioterapia. Seu cabelo caiu entre a segunda e terceira sessão da químio vermelha, há alguns meses. Apesar disso, ela conta que “tirou de letra”. “Ganhei vários lenços, comprei alguns, acho um charme e, sinceramente, a parte que me faz bem é quando alguém elogia as amarrações, ou fala que nem parece que estou em tratamento. Quando estou bem, vou trabalhar, faço caminhada, ando de bicicleta, sempre respeitando os meus limites e com orientação médica, tomo muita água e cuido mais da alimentação. A acupuntura tem ajudado muito”, diz.
Ela revelou que seus cabelos estão começando a crescer novamente – “Que alegria!”. “Minhas unhas que estavam escuras começaram a dar sinal de vida novamente. VIDA que corre dentro de mim”, orgulha-se. Zuleica avalia que a família e os amigos são de fundamental importância neste momento e fazem muita diferença no tratamento com palavras de conforto. “Cuidam e se preocupam com a gente como nunca, fazem tudo para que fiquemos bem”, conta.
“Agradeço ao meu médico, Dr. Ibrahim Buttros, sua equipe e sua esposa Marina por serem tão humanos e atenciosos, aos profissionais da oncologia da Santa Casa de Rio Claro, à Rede de Combate ao Câncer Carmem Prudente e a todas as pessoas que em algum momento passaram ou irão passar por minha vida ajudando na superação desta fase. Resumindo, só tenho a agradecer a Deus por ter me dado uma chance de lutar, mudar a minha vida e dos que estão ao meu redor. Força, fé e gratidão… Sempre!”, finaliza.
A incidência de Aids no município de Rio Claro é maior entre a população jovem na faixa etária de 19 a 30 anos, segundo levantamento feito pelo Sepa (Serviço Especializado em Prevenção e Assistência para DST/AIDS/Hepatites Virais SAE/CTA). De acordo com o serviço, a cidade registrada 60 novos casos da doença por ano.
A coordenadora do Programa Municipal de DST/Aids, Neide Heloisa Outeiro Pinto, acredita que tal fato aconteça porque os jovens não vivenciaram os problemas causados pela epidemia de Aids nas décadas de 1980 e 1990. Além disso, o fato de existir tratamento para a doença pode ter interferido na prevenção.
“Como há oferta de tratamento, a população negligencia a prevenção. No início da epidemia muitos faleciam por não existir o tratamento. Hoje, com o tratamento, os óbitos não fazem parte da realidade”, comenta a coordenadora. No entanto, ela ressalta, que as mortes ainda acontecem, geralmente devido ao diagnóstico tardio ou abandono do tratamento. “Ao iniciar o uso da medicação, esta acontecerá para sempre e não pode ser interrompida ao longo do tratamento”, comenta.
Os dados nacionais apontam que nos últimos anos a incidência maior de Aids é entre jovens e idosos. Neide informa que Rio Claro tem registrados casos da doença entre a população idosa, porém com diagnóstico tardio, ou seja, a contaminação aconteceu há anos mas foi descoberta somente agora. Atualmente, o Sepa acompanha 1.600 pessoas em tratamento contra HIV/Aids no município. Desses, 410 fazem uso de medicamentos e o restante (1.190) apenas monitora a infecção por meio de exames. Neide destaca que o tratamento é feito gratuitamente pelo SUS (Sistema Único de Saúde).
Unidades de saúde fazem testes rápidos para Aids (Foto Marcelo Camargo/Agência Brasil)
A coordenadora esclarece que todas as unidades de saúde (UBS, PSF, UPA, PA do Cervezão, Cead, Caps III e Sepa) oferecem teste rápido para diagnóstico precoce do HIV/Aids durante todo o ano. “Esta estratégia tem por finalidade facilitar o acesso da população ao diagnóstico o mais rápido e recente possível. O ideal é que toda pessoa que acredite ter se exposto a situação de risco procure uma das unidades e solicite a realização do teste”, orienta. A realização do teste não precisa de encaminhamento ou solicitação do médico. “Os profissionais habilitados podem avaliar a situação e realizar o teste rápido”, observa.
Neide destaca ainda que as unidades de saúde também fornecem gratuitamente preservativos femininos e masculinos para a população. “Os preservativos ficam à disposição em locais de fácil acesso sem que se faça necessária a identificação ou restrição para o acesso”, declara.
Fora isso, diz Neide, o Sepa/CTA é responsável por realizar as campanhas extramuros em locais de maior vulnerabilidade. Isso inclui as campanhas realizadas nas empresas, boates e locais com grande concentração de público, para incentivar e facilitar o acesso aos exames.
Neide finaliza dizendo que o HIV e a Aids são patologias de fácil prevenção, entretanto a população negligencia esse fato preferindo se expor ao risco para posteriormente procurar ajuda. “É preciso lembrar que a Aids ainda mata e que as pessoas devem ser conscientes de seus atos não colocando em risco a sua vida e a do outro. O diagnóstico precoce tem por finalidade colaborar na qualidade de vida das pessoas”, conclui.
1º DE DEZEMBRO
Nesse dia é comemorado o Dia Mundial de Luta contra a Aids. Em Rio Claro, o Sepa, por meio do CTA Itinerante, irá realizar testes rápidos no Jardim Público e no AME (Ambulatório Médico de Especialidades), das 8 às 11 horas.
Rio Claro recebe pela primeira vez, na próxima quarta-feira (2), o cantor Marco Schultz, reconhecido como um dos principais nomes da tradição da yoga no Brasil. Acompanhado por músicos, Marco Schultz apresentará seu novo trabalho, chamado “Simplesmente Satsang”, com cantos sagrados de várias tradições, por momentos de meditação, contemplação e breves ensinamentos.
O show beneficente é uma realização da associação das professoras de yoga do município e todo lucro será revertido para o Clube das Mães – Maria Rainha do Lar da Igreja do Bom Jesus. A apresentação acontecerá às 20h no Buffet Pinhatt, localizado na Rua 1-B, 356, Cidade Nova. Para participar não é necessário ter experiência prática ou conhecimento de yoga, meditação ou mantras. A organização sugere que os interessados levem uma almofada para se sentar.
Show especial traz um dos principais nomes da tradição da yoga no Brasil a Rio Claro (Foto: reprodução)
MARCO SCHULTZ
Marco Schultz é formado em Educação Física, Ciência do Exercício e Letras pela California State University (San Diego) e especializou-se em atividades de integração corpo e mente. Começou a trabalhar com Yoga e Meditação em 1991 na Espanha e nos Estados Unidos, país em que viveu por dez anos. Há mais de quinze anos lidera grupos de estudos em viagens a importantes centros de peregrinação pelo mundo.
ADESÕES
Os ingressos podem ser adquiridos pelo valor de R$ 30,00 cada. Mais informações nos telefones 3523-3025, 9-9611-8985, 3524-3118 e 9-9459-0699.
A luta contra as drogas não envolve somente o usuário. A inclusão da família no tratamento é um ponto fundamental para a eficácia da recuperação. Seja a portadores de transtornos psiquiátricos ou dependentes químicos, esse apoio somado ao acesso a serviços públicos são uma dinâmica para a busca de resultados.
Rio Claro, por exemplo, estruturou uma rede de serviços de saúde mental/atenção psicossocial baseada na lógica antimanicomial e que valoriza o cuidado no território e com apoio e participação familiar. Os serviços de atenção psicossocial fora de unidade hospitalar destinados ao atendimento de pessoas com problemas de saúde mental são chamados de CAPS – Centro de Atenção Psicossocial.
De acordo com a Fundação Municipal de Saúde, no serviço é realizado atendimento individualizado e personalizado para cada usuário, ou seja, estabelece-se o projeto terapêutico singular. “Os CAPS, conforme a sua modalidade, são compostos por equipes multidisciplinares com assistentes sociais, psicólogos, terapeutas ocupacionais, enfermeiras, médicos psiquiatras e clínicos gerais, técnicos de enfermagem e outros profissionais de apoio administrativo”, explica.
Na rede local, há todas as modalidades do serviço, que são: CAPS III, CAPS AD II e CAPS I. Com relação às drogas lícitas e ilícitas, o Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas – CAPS AD “Luzan Yara Pereira” caracteriza-se pela atenção às pessoas com problemas relacionados ao uso abusivo de álcool e outras drogas, com idade superior a 18 anos, prestando atendimento em regime de atenção diária, promovendo ações de reabilitação psicossocial.
Atento aos menores, o Centro de Atenção Psicossocial Infanto-Juvenil – CAPS I- é um serviço da rede de atenção psicossocial especializada que atende somente crianças e adolescentes do município de Rio Claro, de 3-18 anos incompletos, que apresentem transtornos severos/persistentes, e uso abusivo de álcool e outras drogas.
Tanto a família quanto a rede de serviços são fundamentais para a luta contra as drogas
Como funciona?
O atendimento no CAPS é realizado durante o dia e o usuário do serviço retorna para casa ao final da tarde, mantendo seus laços familiares e vínculos sociais, reduzindo, desta maneira, a necessidade de recorrentes internações hospitalares. Também há a possibilidade de contenção das crises agudas psiquiátricas nos leitos dos próprios CAPS da modalidade III, sem a necessidade de encaminhamento.
“Em todos os CAPS do município são realizados os ‘acolhimentos’ diariamente, sem necessidade de agendamento prévio, ou seja, a ‘porta de entrada’ da saúde mental deve ser diretamente no serviço. Lá na unidade, um profissional avalia o caso e discute com a equipe se o mesmo poderá ser incluído no serviço do CAPS ou se será encaminhado para outros serviços da rede”, informa a Fundação.
O objetivo é a reabilitação psicossocial das pessoas que dele necessitam, ou seja, propiciar que os pacientes sejam capazes de se manter autônomos e com o maior nível de independência possível no contexto da família e da comunidade, com oportunidade de moradia, convívio, trabalho e lazer. A manutenção dos laços sociais e muitas vezes a reestruturação desses laços é um grande desafio e ultrapassa a área de atuação da saúde, envolvendo outras áreas.
Serviços
CAPS AD – Avenida 2, 522, entre as ruas 6 e 7, Centro. Telefone: 3525-7204
Uma praça localizada na região central de Santa Gertrudes é ponto de encontro de muitas famílias durante os fins de tarde no município. Situada entre a Remolo Tonon e a Avenida 4, com a Rua 5, o local é muito bem cuidado pela administração pública e também recebe o zelo dos moradores da região e usuários do local.
Comércios e residências rodeiam a praça, que é bastante arborizada, possui bancos novos e canteiros muito bem cuidados, com a grama sempre aparada, além de iluminação condizente com a necessidade do local.
Espaço recebe diversos públicos durante o dia e, no final da tarde, crianças e famílias costumam aproveitar
Para os moradores da região, as condições para usufruir são ótimas. “Gosto muito de passar pela praça, é um espaço agradável, na parte da tarde muitas crianças brincam por aqui, andam de bicicleta, os pais e avós aproveitam para conversar, desfrutamos do espaço muito bem, aproveitamos pois é uma praça muito gostosa de ficar algum tempo”, fala uma moradora.
Para os comerciantes, as boas condições também são vantajosas. “Com árvores bem cortadas, tudo limpo, podemos ficar mais tranquilos com nosso comércio, sabemos que não irão aparecer bichos e insetos devido à grama alta, como acontece em alguns lugares, a manutenção é feita sempre por aqui”, conta o proprietário de um comércio na região.
Diferentemente de outras praças da cidade, diversos cactus completam o visual dos canteiros. Alguns bancos encontram-se depredados, com pichações, mas, segundo alguns moradores, infelizmente algumas pessoas não sabem a forma mais correta de aproveitar espaços públicos e acabam por destruir o que é de toda população, mas em suma todos curtem e aproveitam ao máximo tudo o que essa área verde dentro de Santa Gertrudes proporciona.
O Jornal Cidade conversou essa semana com dois delegados da Polícia Federal que vivem no município. Confira a entrevista:
Júlio Monfardini e Henrique Guimarães conversam com o jornalista durante entrevista especial feita ao Grupo JC
JC – Rio Claro, qual a relação com a cidade?
Henrique – Minha família é daqui, meu vô é daqui. Meu avô era primo de Ulysses Guimarães, parente por parte do pai. Minha avó tem nome de escola “Djiliah Camargo de Souza”. Tive o prazer de conhecer Ulysses na Constituinte, estava entrando para a faculdade. Era uma pessoa muito lúcida.
Júlio – Vim para cá porque a família da minha mulher é de Rio Claro. Tomei a decisão: vamos para São Paulo ou para Rio Claro? Tomei a feliz decisão de vir para cá.
JC – Como veem o município?
Júlio – Eu adoro esta cidade, ser rico é você poder comer pão fresco na padaria. E essa cidade te dá isso aqui. Você tem bons restaurantes, bons hospitais, você tem tudo aqui. Foi uma feliz decisão. Eu só tenho elogios.
Henrique – Você se sente bem na cidade, sempre fui criado aqui. Fiz um vínculo de amigos e conhecidos. Já morei em outras cidades, mas meu objetivo era sempre voltar. Meu filho estuda na mesma escola onde meu pai estudou, onde minha mulher estudou e onde estudei. Então a cidade permite este vínculo.
Júlio – A cidade tem os seus problemas, mas se você for pra Santa Gertrudes você também terá. Mas ainda está num padrão aceitável de qualidade de vida.
JC – Em cima desta constatação sua, lembro que a Opinião Pública vive se queixando da violência em Rio Claro. Como encaram esta concepção?
Henrique – Como fui criado aqui, lembro-me que com 10 anos eu poderia ficar na rua. Quem viveu em Rio Claro dez anos atrás vai se achar inseguro. Mas quem convive com outros municípios, você vê que não está tão ruim.
Júlio – Esta visão macro permite ver assim. Uma coisa que faz parte é a globalização da notícia. Isso aumenta inclusive a sensação ou não de segurança. Que aumentou , aumentou, mas proporcionalmente a cidade tem índices aceitáveis.
JC – O que precisa melhorar na cidade?
Júlio – No meu bairro não tenho reclamação. Mas é uma visão fechada. Minha rotina é uma reta só. Não tenho essa dimensão.
Henrique – A classe política tem que mudar urgente. O sistema continua o mesmo em Rio Claro. Isso afeta as instituições locais. Percebemos que existem muitas coisas a melhorar, minha esposa dá aula numa escola municipal. Uma política educacional complicada. As mesmas carinhas de sempre, precisa haver uma renovação.
JC – Já que tocaram no tema “política”, qual a análise que fazem de Rio Claro?
Henrique – Quando falo da necessidade de renovação, uso como exemplo disso a votação do Calixto, que acredito que foi um voto de protesto. O que acontece, o candidato do Bonsucesso é fulano, o das Palmeiras é o ciclano, então esse lance de curral eleitoral é muito forte.
Júlio – Vou votar pela primeira vez em Rio Claro no ano que vem. Mas pelo que sei, na última eleição, não tinha opção. Tinha o que foi reeleito, e um senhor. Não teve concorrência, isso eu sei. Na eleição passada trabalhei, fizemos até alguns flagrantes. Normalmente eu consulto meu sogro. Nascido aqui, antigo daqui, é aposentado do Banespa, com certeza vou me basear nele.
JC – E com a análise da política nacional?
Henrique – As notícias falam por si mesmas. Nunca se roubou tanto neste país. Quem leu sobre a Intentona Comunista, você vê que existem fases para se manter o poder. E estamos na próxima fase: desacreditar nas instituições. E algumas destas instituições estão se mantendo. O STF deu essa prisão do Delcídio mais para resguardar a instituição. Se elas forem desacreditadas, é um caminho sem volta.
Júlio – Uma coisa legal é que existe esperança sim. Olha o trabalho da Polícia Federal, do Ministério Público e dos Judiciais que estão fazendo. A polícia está fazendo sua parte. Segue-se uma doutrina que sempre foi utilizada para prender pessoas poderosas com o recrutamento de pessoas de várias unidades. Essa oxigenação minimiza o descrédito, melhora a qualidade e dificulta os acordos. Na Lava-Jato tem gente do país inteiro.
JC – Existe um controle governamental da Polícia Federal?
Júlio – Eu nunca sofri uma vírgula.
Henrique – Nem eu. Penso que a classe está pleiteando muita coisa: autonomia financeira, o direito de eleger o diretor-geral por votos dos integrantes, como o Ministério Público fez. Foi assim que o MP se fortaleceu tendo essa autonomia. A PF tinha que ter essa autonomia, para que o diretor não seja nomeado pelo ministro da Justiça. Quem vai decidir o futuro da instituição são os políticos.
JC – E essa sensação de impunidade? É comum os presos chorarem durante as operações?
Henrique – Será que se não houvesse os ministros citados no áudio do Delcídio haveria sido determinada a prisão dele? Fizeram isso para se preservar ou porque era um caso grave? Eu quero acreditar que é pelo fato ser grave. Estamos em outros tempos, as garantias que colocaram na Constituição para manter o regime democrático deveriam ser revistas. A legislação não ajuda. Estamos num outro patamar, temos que evoluir na questão legislativa. Sobre os presos, é comum.
Júlio – Neste sentido que entra nosso trabalho, nossa técnica. Para você revelar a verdade. Às vezes ele vem com uma história. A polícia federal trabalha basicamente com inteligência. Quando vem a prisão, já existe um conjunto probatório construído. Sobre a necessidade de atualização da legislação para eliminar a impunidade, vou dar um exemplo, aqui o direito de silêncio dá a possibilidade da pessoa mentir. O que não acontece em países de primeiro mundo.
JC – Nesta situação de descrédito das instituições, muitas pessoas estão pedindo a volta da ditadura. O que pensam?
Júlio – Um absurdo. Essa parte da sociedade vislumbro como um outro extremo ideológico. Em hipótese nenhuma podemos querer a volta do militarismo. Precisamos reforçar as instituições. Garantir liberdade de imprensa, ter uma polícia forte, ter uma receita forte, um Judiciário forte. Por exemplo, se um juiz for pego estuprando, ele vai ser aposentado com rendimentos integrais, isso é um absurdo e acaba gerando este sentimento de volta à Ditadura, o que é inconcebível.
Henrique – Precisamos acabar com as prerrogativas políticas. Tem que ser mudado. Mas considero um absurdo cogitar a volta da Ditadura, nem mesmo eles querem. O militarismo não resolverá nada.