Cavalaria da PM celebra 30 anos em Rio Claro 

Laura Tesseti

A Cavalaria da Polícia Militar de Rio Claro comemorou, no último dia 14, 30 anos de relevantes serviços prestados à população. Localizada na Avenida M-23, 1.649, no Jardim Cervezão, chegou ao município em 1985 e contribuiu para o crescimento populacional, econômico e também para a segurança dos bairros próximos ao endereço.

Segundo informações do sargento Marucci, responsável pela Cavalaria na cidade, existem apenas 11 destacamentos desse tipo no Estado de São Paulo e o de Rio Claro é um deles. “Ficamos muito felizes pelo trabalho realizado aqui e também por sermos uma das 11 cidades contempladas com a cavalaria”, disse o oficial. São seis animais e todos os dias três deles saem às ruas juntamente com seus policiais para realizar rondas e as atividades pré-determinadas.

Sargento Marucci organiza Cavalaria dentro do destacamento, localizado no bairro Cervezão; policiais em seus cavalos realizam ronda em comemoração aos 30 anos da Cavalaria na cidade 
Sargento Marucci organiza Cavalaria dentro do destacamento, localizado no bairro Cervezão; policiais em seus cavalos realizam ronda em comemoração aos 30 anos da Cavalaria na cidade

“Todos os dias nossos animais são escovados e, antes de sairmos às ruas, realizamos um aquecimento, eles andam pelo pátio, pois passam o dia nas baias, então é necessário que essa trotagem seja feita, para que eles consigam caminhar bem pelas ruas da cidade”, explicou Marucci.

Sobre a eficácia dos serviços prestados pela Cavalaria, o sargento salientou que a presença do policial e cavalo é bastante abrangente e respeitada pela população. “O policial e também o animal são respeitados e a comunidade sabe que estamos ali apenas para zelar pelo bem-estar da população e coibir atitudes criminosas.”

Comemoração

Em comemoração ao aniversário de 30 anos da Cavalaria, os seis policiais e cavalos paramentaram-se e saíram pelas ruas do bairro em uma ronda de honra. “Passaremos pelas ruas dos bairros Santana, Santa Cruz e Centro, em comemoração ao aniversário de 30 anos da Cavalaria, será uma volta festiva”, disse o comandante do destacamento. Entre os seis animais, Galassi, uma égua de cerca de três anos, deu sua primeira volta como membro da Cavalaria.

Escola de equitação

Além dos serviços prestados à comunidade com o intuito da proteção contra o crime, a Cavalaria da Polícia Militar de Rio Claro possuí uma importante parceria com a UDAM – União de Amigos do Menor, Ordem dos Advogados do Brasil de Rio Claro, Casa das Crianças e prefeitura municipal.

A união de todas essas entidades resultou na Escola de Equitação da Cavalaria, onde crianças que possuam algum tipo de vulnerabilidade social aprendem a conviver com os animais e o respeito pelo amigo, pela família e também pela atuação da Polícia em sua essência.

“Para fazer parte da Cavalaria e também da Escola de Equitação, o policial precisa gostar de animais e de passar coisas que sabe para nossas crianças. Por meio desse projeto é possível ver o benefício para todos. Vale salientar que os profissionais da escolinha são especializados”, esclareceu Marucci.

AE Pisos Nice e UPU FC disputam título inédito no Amadorzão, neste domingo

Matheus Pezzotti

Para consagrar-se como campeão, o UPU FC precisa vencer com, no mínimo, três gols de diferença
Para consagrar-se como campeão, o UPU FC precisa vencer com, no mínimo, três gols de diferença

Neste domingo (20), um novo campeão no futebol amador de Rio Claro será conhecido. A partir das 10h, no estádio Schmidtão, AE Pisos Nice e UPU FC disputam o jogo de volta da final, pelo qual ambos os times buscam o título inédito.  No jogo de ida, 2 a 0 para o Pisos Nice, que, por ter melhor campanha, aumentou sua vantagem e agora pode perder por até dois gols de diferença que será campeão. Ao UPU, resta vencer no mínimo por três gols de diferença para levantar o caneco.

Tarefa nada fácil, já que em todo o campeonato o Pisos Nice, que teve como maior placar favorável os 9 a 0 contra o CSA/Ajapi, na 10ª rodada, dos 41 que marcou até o momento, ainda não perdeu na competição e sofreu apenas quatro gols em todo o campeonato.

Os maiores placares contra foram nos empates por 1 a 1 com a AA Boa Vista e com a AA Santa Maria nas duas primeiras rodadas e, depois, com o Novo Wenzel, no jogo de ida das oitavas de final. Na semifinal, segurou o melhor ataque da competição, com 42 gols marcados, com os dois artilheiros do Amadorzão, não sofrendo gols do Vasco da Gama/Max Fort, e estão a seis partidas sem ter suas redes balançadas.

“O título não está nas nossas mãos ainda. O UPU é um time muito bom, tem mais um jogo pela frente, será muito difícil, mas temos a vantagem. Vamos jogar como sempre jogamos para conquistar o título”, disse Bruno, do Pisos Nice, na saída de campo no primeiro jogo ao repórter Biduzinho, durante a transmissão da Rádio Excelsior Jovem Pan News, 1.410 kHz, que transmitirá também a partida decisiva.

Mas todo cuidado é pouco, pois, até o primeiro jogo da final, o UPU FC havia marcado ao menos um gol em todos os outros 16 jogos. O maior placar favorável foi 5 a 0 diante do IX de Julho FC/Cidade Nova FC no jogo de volta das quartas de final, e o maior desfavorável foram os 3 a 1 sofridos do Juventude FC, no jogo de volta das oitavas de final, mas como haviam feito 3 a 0 na ida e tinham vantagem no confronto, ficaram com a vaga. A diferença por dois gols se repetiu apenas no jogo de ida da final, nos 2 a 0 do Pisos Nice.

“Faltou inteligência para a gente. Nosso time ‘deu mole’ em duas bolas e o Pisos Nice aproveitou. Não tem nada perdido, vamos buscar tirar a diferença no próximo jogo para ficar com o título inédito do Campeonato Amador’, afirmou André, do UPU.

Extintor de incêndio ABC deixa de ser obrigatório

 

Ednéia Silva

O uso de extintor de incêndio nos veículos de passeio não será mais obrigatório no Brasil. A determinação consta da Resolução 556/2015 expedida pelo Contran que tornou facultativa a utilização do equipamento. A medida vale para os automóveis, utilitários, camionetas, caminhonetes e triciclos de cabine fechada.

Motorista que quiser pode comprar o extintor, desde que seja do tipo ABC. Regra vale a partir da publicação da resolução
Motorista que quiser pode comprar o extintor, desde que seja do tipo ABC. Regra vale a partir da publicação da resolução

A obrigatoriedade do uso do extintor ABC entraria em vigor no dia 1º de outubro. No final de 2014, a norma provocou uma correria às lojas. Com isso, houve falta do produto e o preço subiu. Diante disso, o governo adiou a medida. Agora tornou o uso facultativo sob o argumento de que os novos veículos estão mais seguros contra incêndios.

O fim da obrigatoriedade do extintor começará a valer após a publicação da resolução, o que deve ocorrer nos próximos dias. Porém, o equipamento permanece obrigatório para caminhão, caminhão-trator, micro-ônibus, ônibus, veículos destinados ao transporte de produtos inflamáveis, líquidos, gasosos, e para todo veículo utilizado no transporte coletivo de passageiros.

A decisão do Contran gerou queixas de comerciantes e motoristas que compraram o extintor. Renan Mancuso, proprietário da Escape Freios, comprou um lote de 30 extintores para a loja no valor de R$ 2.500,00. Com a desobrigatoriedade do uso, ele acredita que terá prejuízos com o uso opcional. Para diminuir as perdas, ele diminuiu o preço para R$ 50,00, menos do que os R$ 69,00 que pagou. A ideia é atrair os condutores para quem o uso é obrigatório e outros que queiram ter mais segurança no carro.

O taxista Sérgio Antonio Sargaço comprou o carro já com o extintor ABC. Mesmo assim ficou indignado com a mudança, porque muitos compraram o equipamento. Para ele, alguém está lucrando com a situação. Ele lembra que o mesmo aconteceu com o kit de primeiros socorros que também foi anunciado como obrigatório em 1999, muita gente comprou, e depois foi desobrigado. Na época, a obrigatoriedade do kit movimentou um comércio de cerca de R$ 270 milhões. Sargaço foi um dos brasileiros que compraram o kit, que nunca foi utilizado.

Raça Negra é atração no Floridiana Tênis Clube

Lourenço Favari

“Então vem, então vem!”. Acontece neste sábado (19), no Floridiana Tênis Clube, a partir das 23 horas, o tão esperado show do grupo de pagode Raça Negra, um dos mais influentes do gênero no país . Realizado pela Via Brasil Produções e SM Produções, o evento promete agitar a noite rio-clarense.

Os ingressos do segundo lote custam R$ 40 (pista), R$ 50 (área vip) e R$ 90 (área vip open bar). Os pontos de venda são: Ótica Diniz, Strutura Shopping, Bar do Feijão e Radical Vest. Na internet os ingressos podem ser adquiridos no www.tkingressos.com.br. Mais informações podem ser obtidas pelo (19) 3527-3375.

De acordo com Sergio Matteo, um dos organizadores do evento, ainda existem algumas mesas disponíveis. “A procura é grande. Nós trouxemos esse grupo porque houve muitos pedidos e estamos sentindo a adesão do público”, frisa.

Acontece neste sábado (19), no Floridiana Tênis Clube, a partir das 23 horas, o tão esperado show do grupo de pagode Raça Negra
Acontece neste sábado (19), no Floridiana Tênis Clube, a partir das 23 horas, o tão esperado show do grupo de pagode Raça Negra

ABERTURA

Charlles Douglas e o grupo de samba Aroeira, um dos mais respeitados da município de Rio Claro, serão responsáveis pela abertura do show. “Além do show principal, teremos duas grandes apresentações para agradar ao público. Vale lembrar que o grupo Aroeira é um dos mais importantes e de destaque do município”, frisou Matteo.

REPERCUSSÃO

Na redes sociais, fãs comemoraram a iniciativa do clube em trazer o grupo de pagode para Rio Claro. “Bora comemorar os19 anos de casados. Ao som que embalou nosso namoro”, escreveu uma internauta ao convidar o marido. Outra fã escreveu: “Eu quero aproveitar e conhecer eles de perto”.

Em entrevista ao JC, o empresário e assessor de imprensa Eraldo Marinho declarou que é fã do grupo desde os 13 anos e que não vai perder a oportunidade de ver novamente os ídolos. “Sou muito fã, ouço desde os 13 anos de idade”, destacou ao lembrar que conheceu Luiz Carlos e companhia por meio dos amigos e da televisão.

Ansioso pela apresentação, Marinho quer ouvir os principais sucessos do grupo para relembrar os bons momentos. Entre as canções que espera destacou “Maravilha”, “Quando Te Encontrei”, “É Tarde Demais”, “Me Leva Junto com Você” e “Deus Me Livre”.

CARREIRA

Não é estatístico, mas é possível sustentar que a cada dez famílias na década de 1990, nove delas tiveram em sua estante o disco Raça Negra – Volume 6. De 1995, data de lançamento deste clássico do pagode, até hoje o grupo lançou mais 27 discos, entre coletâneas, ao vivo e álbuns de estúdio. Com uma carreira de mais de 30 anos, Luiz Carlos e seus companheiros revolucionaram a música popular brasileira e transformaram as “batucadas” casuais num fenômeno, invadindo as rádios e meios de comunicação com o romantismo suingado que está presente nos players até hoje em 10 de cada 10 reuniões familiares, churrascos e afins.

PARA LEMBRAR

Entre os já considerados clássicos do grupo, vale destacar as canções “Cheia De Manias”, “É Tarde Demais”, “Vida Cigana”, “Ciúme de Você”, “Cigana”, “Jeito Felino”, “Estou Mal” e “Doce Paixão”.

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>>> Raça Negra e Heloisa Perissé são atrações no fim de semana

Cadeirantes comentam a falta de acessibilidade nas ruas

Vivian Guilherme

De acordo com cadeirantes, apenas as faixas elevadas do Centro da cidade são adequadas para a acessibilidade em RC
De acordo com cadeirantes, apenas as faixas elevadas do Centro da cidade são adequadas para a acessibilidade em RC

A campanha desenvolvida pela ONG Mais Forte que a Deficiência, intitulada #UmDiaNaCadeiraDeRodas, tem mobilizado vários setores da sociedade. De acordo com a presidente da ONG, Carla Hoffmann de Lima, a campanha tem despertado a atenção para as rampas instaladas na cidade e que não contemplam a acessibilidade dos cadeirantes. “Em Rio Claro, das rampas instaladas apenas a faixa elevada ali na Rua 3 com a Avenida 1 é que está correta”, comenta Carla.

O advogado e cadeirante Rodolfo Sarudiansky conta que escreveu seu trabalho de conclusão de curso sobre a falta de acessibilidade na cidade. “Eu fiz há vários anos e continua a mesma coisa”, comenta.

Segundo o advogado, quem faz as rampas na cidade não tem conhecimento técnico e não há padronização. “A acessibilidade é zero. Até mesmo a questão do transporte público, sem a calçada rebaixada, não dá para subir”, aponta.

A ex-vereadora Cidinha Rodrigues conta que contabiliza mais de 350 cadeirantes na Cidade Azul. “As rampas são todas desproporcionais para os cadeirantes, sem contar a falta de respeito de quem estaciona na calçada.” Sobre a acessibilidade, Cidinha ainda destaca: “é um sonho que espero que ainda se torne realidade”.

O presidente da Apoderc, Marco Antonio Elias, ressalta ainda a falta de fiscalização das vagas para deficientes no trânsito e de rampas adequadas.

Questionada sobre as melhorias voltadas à acessibilidade de cadeirantes, a prefeitura de Rio Claro destaca que implantou em junho deste ano rampas de acessibilidade ao longo da Avenida 29. “Em 2014, a administração municipal construiu 90 rampas na região central da cidade, na área compreendida entre as avenidas 7 e 14, e da Rua 1 até a Rua 14.”

Prefeitura afirmou ainda que o município tem investido, também, na construção de faixas elevadas para travessia de pedestres. “Mais de quinze delas já foram implantadas em alguns dos principais cruzamentos do município. Os novos projetos habitacionais só são aprovados pelo município se cumprem as exigências de acessibilidade. Foi iniciado o debate, com amplo espaço para a comunidade, sobre a elaboração do Plano de Mobilidade Urbana, que agregará mudanças no setor de acessibilidade”, afirmou a prefeitura em nota.

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Moradora teme por novo incêndio em Condomínio

Carine Corrêa

Há cerca de um ano Isaura Félix Gonçalves reside no Condomínio Aroeira, conjunto residencial que integra o programa ‘Minha Casa, Minha Vida’. Ela conta que, em meados de setembro do ano passado, passou por um grande susto. “Parte do meu apartamento pegou fogo por conta de problemas elétricos”, disse.

Cansada de esperar por providências, ela contatou a imprensa da região nessa sexta-feira (18). “Tive que tomar essa medida para ver se alguma atitude seria tomada. Já liguei na Prefeitura, na Caixa, no Procon e até na construtora responsável pelo conjunto. Nesta sexta, um engenheiro veio até meu apartamento para verificar a situação”, informou.

Segundo moradora Isaura Félix, parte do seu apartamento pegou fogo em 2014 em virtude de problemas na parte elétrica
Segundo moradora Isaura Félix, parte do seu apartamento pegou fogo em 2014 em virtude de problemas na parte elétrica

Isaura ainda relata que tem problemas diariamente com a queda de energia, toda vez que liga algum aparelho no apartamento que necessite de energia. “Se eu ligo o chuveiro, a chave cai. Todos os dias saio às 4h da manhã para trabalhar. Minha preocupação é voltada principalmente às crianças. Elas ficam no apartamento durante o dia. Se acontecer novamente um incêndio, alguma tragédia pode acontecer”, disse, muito preocupada.

Ela ainda comenta que não tem dinheiro para pagar os serviços de um eletricista. “Espero que alguma parte responsável pelo condomínio tome as devidas providências. Afinal, faz nove meses que aguardo por reparos na parte elétrica do meu apartamento”, acrescenta.

Prefeitura – A prefeitura de Rio Claro foi consultada e, em nota, “orienta a moradora a entrar novamente em contato com a Secretaria Municipal da Habitação para formalizar a reclamação sobre essa segunda ocorrência, para que a pasta possa tomar as providências necessárias”.

Caixa – Procurada, a Caixa informou via assessoria de imprensa que “recebeu o relato da moradora do Residencial Aroeira nessa sexta-feira (18). A Caixa esclarece ainda que acionará a construtora responsável pelo empreendimento para realizar visita técnica na unidade na próxima semana”.

Minha Casa, Minha Vida – O processo de seleção das famílias beneficiadas pelo programa envolve a Prefeitura Municipal de Rio Claro e a Caixa Econômica Federal, sendo que a prefeitura faz a indicação das famílias e a Caixa as analisa, mediante os critérios estabelecidos pelo Governo Federal (Ministério das Cidades). Entre os critérios estipulados para ser beneficiado pelo programa está a renda familiar (limitada a R$ 1.600,00) e não ter sido beneficiada anteriormente com moradia subsidiada pelo Governo Federal.

Ministério Público envia denúncia do IPRC a São Paulo

Antonio Archangelo / Coluna Politika

O Ministério Público de São Paulo enviou na terça-feira (15), ao procurador-geral de Justiça do Estado de São Paulo, a denúncia feita pelo superintendente do Instituto de Previdência de Rio Claro (IPRC), Lineu Viana, e pelos conselhos Fiscal e Deliberativo da entidade, de que a prefeitura teria descontado recursos dos holerites dos servidores e não repassado a quantia ao Instituto.

O prefeito Du Altimari em entrevista no estúdio da Rádio Excelsior Jovem Pan na última segunda-feira (22)
Para o prefeito Du Altimari, está tudo em dia, “tirando a parte patronal”, que é alvo de pedido de renegociação

Para o prefeito Du Altimari, está tudo em dia, “tirando a parte patronal, cujo montante a prefeitura tenta nova renegociação junto ao IPRC” para evitar a perda do Certificado de Regularidade Previdenciária (CRP), que expirará no dia 23.

“Já entramos com pedido junto à superintendência do IPRC para a parte patronal. Pois as outras partes estão todas quitadas. Temos dificuldade, mas agora é normal que isso venha a acontecer e vamos ver, já que é lei que a gente faça essa renegociação”, comentou o prefeito em entrevista à Coluna na tarde de sexta-feira, 18 de setembro.

“Nós vamos entrar dentro da normalidade no ano que vem, com toda a certeza”, disse.

No último dia 9, Lineu Viana denunciou o prefeito Du Altimari e o presidente da Fundação de Saúde, Geraldo Barbosa, por descontarem cerca de R$ 1,1 milhão da folha de pagamento dos servidores e não repassarem os valores ao IPRC.

Na mesma oportunidade, os conselho Deliberativo e Fiscal fizeram notificação de crime na CPJ – Conselho de Polícia Judiciário. “Agimos dentro da lei para resolução do problema, agora vamos aguardar a justiça resolver a situação”, disse através das redes sociais.

Na oportunidade, a Prefeitura de Rio Claro disse que “está dentro do prazo para o pagamento ao IPRC dos valores que foram descontados dos servidores municipais”. Já o promotor de Justiça André Vitor de Freitas cita que denúncia de crime contra o prefeito é de responsabilidade do procurador-geral do Estado de São Paulo.

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>>> Prefeitura diz que está dentro do prazo para o pagamento IPRC

>>> Prefeitura é denunciada por descontar de servidores e não repassar ao IPRC

Comércio e indústria têm queda no nível de emprego em RC

Da Redação

O nível de emprego na indústria e no comércio tem saldo negativo em Rio Claro. De acordo com a Diretoria Regional do Ciesp, composta por sete municípios, a indústria apresentou resultado negativo em agosto com queda de 250 postos de trabalho, variação de -0,53%. No comércio, segundo dados do Caged/MTE, o número de demissões superou em 215 o número de admissões.

O índice do nível de emprego industrial na regional do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) foi influenciado pelas variações negativas dos setores de Máquinas, Aparelhos e Materiais Elétricos (-4,02%); Produtos de Borracha e de Material Plástico (-1,82%); Produtos Alimentícios (-0,80%) e Móveis (-1,93%), que foram os setores que mais influenciaram o cálculo do índice total da região. Quando comparados os meses de agosto dos anos de 2014 e 2015, temos um cenário melhor, pois em agosto de 2014 o resultado foi negativo em -0,67%.

O comércio também vem fechando vagas. Conforme dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em julho o comércio da microrregião de Rio Claro teve saldo negativo de três vagas. Foram 526 admissões contra 529 desligamentos.

No acumulado do ano, o saldo também é negativo: -215 vagas. De janeiro a julho de 2015 o comércio varejista da microrregião contratou 4.255 pessoas e demitiu 4.470. No mesmo período de 2014, foram 5.271 e 5.315, respectivamente, com saldo de -44.

No setor de serviço a variação foi negativa em julho de 251 vagas. O Caged registrou 882 admissões no setor contra 1.133 demissões. No acumulado do ano a variação é positiva. De janeiro a julho, a microrregião admitiu 6.911 funcionários e demitiu 6.721, saldo de 190. O resultado de 2014 foi melhor, saldo de 596 empregos. Foram 7.293 contratações frente a 6.697 demissões.

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>>> Emprego na indústria recua 1% em junho

Tráfego pesado prejudica microrregião e Aspacer divulga nota

Antonio Archangelo

Caminhões carregados trafegam por ponte rural em Rio Claro
Caminhões carregados trafegam por ponte rural em Rio Claro

Os municípios da microrregião tentam, de alguma forma, amenizar os impactos provados pelo tráfego de caminhões nos perímetros urbanos, sobretudo, ligados a atividade ceramista.

Em Rio Claro, desde o dia 11, o tráfego de veículos com mais de três metros de altura já não é permitido nos dois sentidos da Rua Batista Russo.

A assessoria de imprensa da prefeitura lembra que é proibida a circulação de veículos com mais de três eixos e também de caminhões carregados com argila.

frota de veículos versus caminhões; 2015
frota de veículos versus caminhões; 2015

De fato, o setor ceramista e o sucroalcooleiro fomentam o tráfego de veículos tanto por vias locais como em estradas rurais. “As ruas e avenidas, assim como as pontes de Rio Claro, não são dimensionadas para receber altas tonelagens.

Por isso, veículos carregando muito peso reduzem a vida útil das vias e pontes, danificam os trechos e passagens com esse tipo de tráfego e geram custos adicionais aos cofres público” cita.

SANTA GERTRUDES

O problema não é exclusivo de Rio Claro, que possui a maior frota de caminhões da região: 7.168 caminhões de acordo com dados atualizados pelo Denatran – Departamento Nacional de Trânsito.

Em Santa Gertrudes, com uma frota de caminhões estimada em 1.166, os locais com maior fluxo de caminhões são a Avenida Albino Codo, Rotatória do Cristo, Avenida Conde Guilherme Prates, Estrada José Horário Pascon e SP-316 (Constantine Peruchi). Lá, como os caminhões que circulam são pesados e o fluxo é intenso, as vias precisam de reparos constantes.

De acordo com a assessoria de imprensa, “pensando em reduzir os impactos no perímetro urbano a estrada Vereador Luiz Azorli está sendo asfaltada e em breve será liberado para os caminhões, com isso, eles terão que passar por esse trecho, ao invés de percorrer algumas vias do município.

Outra via que começará o reparo é a Avenida Conde Guilherme Prates, que vai receber melhoras em toda sua infra-estrutura. A obra já foi licitada. A Avenida Albino Codo também está em obras e a princípio os caminhões estão proibidos de trafegar no trecho” cita.

Lá, a Prefeitura também proibiu a circulação de caminhões no Viaduto que liga os bairros Jardim Parque Industrial ao Bom Sucesso e em vias principais da área urbana.

Outra ação que teve início é o cadastramento dos caminhões de moradores da cidade, para que somente esses tenham acesso a determinadas vias.

CORDEIRÓPOLIS

Em Cordeirópolis, com frota de caminhões estimada em 1.665, A prefeitura tem feito intervenções no trânsito para desviar os caminhões para vias marginais na cidade.

Além disso já está em fase final a obra do Anel Viário que vai conectar o polo cerâmico à rodovia Constante Peruchi, que passa por obras de duplicação, “tirando assim grande parte do trânsito de veículos pesados da região Central” alega a assessoria de imprensa do Executivo.

frota de veículos versus caminhões; 2015
frota de veículos versus caminhões; 2015

 

De acordo com dados do Ministério do Trabalho e Emprego, 1,04% dos empregos formais em janeiro eram ligados ao extrativismo mineral na região

 

ASPACER divulga nota oficial sobre o impacto do transporte de cargas. Confira:

Inicialmente a ASPACER lamenta o fato de se atribuir única e exclusivamente ao setor cerâmico e de extração de argila o desgaste das vias de circulação urbanas, pontes e estradas rurais, quando é de conhecimento público que esses espaços são usados também para o transporte de matérias primas e produtos acabados de outras atividades econômicas, em especial pelo setor da cana-de-açúcar.

Cabe esclarecer que em relação ao caso do transporte dos produtos acabados (pisos, azulejos, faixas e pastilhas cerâmicas), essa atividade é de responsabilidade dos compradores desses produtos, como a rede varejista de materiais de construção ou consumidores finais. A indústria de revestimentos cerâmicos não realiza o transporte de produtos acabados.

Vale ressaltar que cada município tem o poder de legislar e fiscalizar o transporte de carga na sua respectiva área de abrangência, e que via-de-regra o transporte de matéria-prima do segmento cerâmico segue com rigor a legislação vigente.

Casos excepcionais de transgressão a legislação de trânsito, devem ser fiscalizados e autuados exemplarmente pelas autoridades competentes. Desde 2009, a ASPACER lidera o pleito junto ao Governo do Estado para a obtenção do asfaltamento de aproximadamente 16 km de estradas vicinais nos municípios de Rio Claro e Santa Gertrudes. Segundo informações obtidas junto ao DER (Departamento de Estradas de Rodagem) do Estado de São Paulo, os projetos técnicos do asfaltamento das estradas vicinais

foram concluídos, e o trabalho agora se concentra na obtenção das licenças ambientais dessas obras, etapa essa que antecede a realização das licitações para a execução dos serviços de asfaltamento. O cidadão comum e o setor produtivo brasileiro são duramente punidos pela política tributária do nosso país.

Incidem sobre o contribuinte, diretamente ou indiretamente, e sobre a produção industrial brasileira e de extração de minérios, como a argila, impostos de natureza municipal, estadual e federal, tais como IPTU, IPVA, ICMS, ITR, PIS, COFINS, ISS dentre outras dezenas de impostos, além da CFEM (Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais).

Portanto, diante desse cenário tributário que penaliza o cidadão e o empresariado, fica evidenciado que não deveriam faltar recursos financeiros para o poder público, seja ele municipal, estadual ou federal, cumprir com o seu papel na construção de obras e a manutenção das vias de transporte.

Mesmo diante desse quadro, o setor cerâmico de revestimento sempre buscou colaborar com a comunidade regional, investindo dentro das possibilidades recursos humanos e financeiros para recuperar vias de acesso e pontes na região.

Ao gerar empregos, renda, desenvolver os recursos humanos nas nossas indústrias, arrecadar impostos  e levar para o mundo o nome das cidades que compõem o polo cerâmico, a ASPACER reafirma seu compromisso com o pleno desenvolvimento econômico e social da região, contando para isso com o importante papel das prefeituras, na realização de obras e serviços que possam garantir o crescimento das atividades empresariais e o bem-estar das pessoas.

Para concluir a ASPACER permanece à disposição dos governos locais da região, para que juntos, setor produtivo e prefeituras, possam exercer o trabalho de convencimento do Estado e da União sobre a necessidade de investimentos em infraestrutura na nossa região.

ASPACER

Secretário de esportes fala da capacidade nos estádios de RC

Matheus Pezzotti

O mês de outubro se aproxima, assim como a preparação de Rio Claro FC e Velo Clube para o Paulistão e a série A-2, respectivamente. E um assunto acompanha a preparação das equipes: capacidades nos estádios.

A partir de 2016, a Federação Paulista de Futebol (FPF) anunciou que a capacidade dos estádios nestas divisões será de 10 mil lugares e que as arquibancadas tubulares estarão proibidas. Segundo o site da entidade, atualmente, o Schmidtão tem capacidade para 6.284 lugares e o Benitão, para 8.198, e será necessário adequar uma das duas praças esportivas para que ambos os times possam sediar seus jogos nos estaduais.

Neste ano, as tubulares, agora proibidas, foram colocadas no estádio Schmidtão
Neste ano, as tubulares, agora proibidas, foram colocadas no estádio Schmidtão

Segundo o secretário de Esportes, Reginaldo Breda, houve uma reunião com diretores de Velo Clube e Rio Claro FC, com o Corpo de Bombeiros e ficou estabelecido que até o final de outubro os clubes façam os projetos, dentro das normas de segurança atualizadas.

“Tem que haver 10 mil lugares em um dos dois estádios. Fizemos um trabalho no governo estadual, através do programa Desenvolve São Paulo, enviando a documentação necessária para requisitar a verba para fazer a ampliação em um dos estádios. Neste projeto está a situação dos dois estádios e, o financiamento sendo aprovado, tem que passar pela votação da Câmara Municipal e depois poderemos executar a obra”, diz.

Breda diz ainda que não há um trabalho voltado para realizar a obra em determinado estádio e que, primeiro, a administração municipal aguarda a aprovação do financiamento.

“Será uma decisão tomada com a diretoria dos dois clubes. Eu sou da opinião de se fazer em um lugar que se gaste menos dinheiro e seja mais rápida a obra, que seria no Benitão, mas, se pensar em área maior, seria no Schmidtão, então temos que sentar e decidir. O importante é que se faça em um dos dois para resolver o problema”, acrescenta.

Apesar dos trâmites existentes antes de iniciar a obra, Breda diz que os estádios ficarão credenciados a receber jogos dos estaduais.

“A partir da liberação de verba, a FPF vai intermediar as negociações e acompanhar as obras, assim como faz no estádio do Água Santa. A obra não atrapalhará os jogos no estádio em que for realizada. A FPF entende que, se eles não ajudarem as cidades a resolverem este problema, nunca ninguém vai conseguir fazer. Está bem encaminhada a conversa e acredito que teremos um final feliz para essa situação”, finaliza.

Deputados mais votados comentam Impeachment

Favari Filho

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, recebeu na última quinta-feira (17) o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff, elaborado pelo ex-petista Hélio Bicudo e que conta com assinaturas do jurista Miguel Reale Jr. e de representantes de movimentos sociais, além da advogada Janaina Paschoal. No intuito de saber como foi o impacto da chegada do pedido ao Congresso Nacional, o Jornal Cidade ouviu os dois deputados mais votados na Cidade Azul: Rodrigo Garcia (DEM) e Celso Russomanno (PRB), 7.085 e 6.168 votos respectivamente.

Durante manifestações ocorridas muitas bandeiras foram empunhadas, dentre elas, a do impeachment da presidente
Durante manifestações ocorridas muitas bandeiras foram empunhadas, dentre elas, a do impeachment da presidente

O democrata Rodrigo Garcia, que atualmente está licenciado do cargo de deputado e atua como secretário de Estado da Habitação do Governo Geraldo Alckmin, conversou com o JC e esclareceu que ainda não teve acesso e tampouco conhecimento sobre os detalhes do pedido, contudo enfatizou que a proposta parte de dois conceituados juristas e que, por isso, merecem o respeito dos deputados.

Garcia pontuou que o impeachment é uma ferramenta que está prevista na Constituição Federal e, caso a Casa de Leis entenda que existam razões concretas para abertura do processo, seu voto será favorável ao impedimento de Dilma. “Caso o pedido seja admitido pela Câmara, estarei, como deputado federal, trabalhando para que os fatos sejam esclarecidos e, se for o caso, para o afastamento da presidente da República.”

O segundo deputado mais votado em Rio Claro nas eleições passadas foi o peerrebista Celso Russomanno, que disponibilizou um tempo entre a sua agenda como parlamentar e as gravações de seu programa de televisão, para falar com a reportagem sobre o fato ocorrido esta semana e pontuou que é necessário, diante do processo político, que a democracia seja preservada.

Da mesma forma, Russomanno revelou que ainda não teve acesso ao pedido que contém as assinaturas do ex-petista, de representantes de movimentos sociais e do jurista, contudo foi enfático quanto a sua posição caso o projeto conste da pauta para apreciação e votação. “Havendo motivo para o impeachment e, colocado em votação, o meu voto é favorável.”

Rodrigo Garcia

Foi deputado estadual eleito por três legislaturas consecutivas (1999/2010). Atualmente, é deputado federal por São Paulo, reeleito com 336.151 votos. É a quinta maior votação para deputado federal do Estado e a sexta maior do Brasil. Em 1º de fevereiro de 2015, assumiu o quinto mandato e, desde março de 2015, atua como secretário de Estado da Habitação de São Paulo.

Celso Russomanno

No ano de 1994, foi candidato a deputado federal pela primeira vez e obteve a maior votação daquele ano; atualmente, cumpre o quinto mandato no Legislativo Federal. Em 2014, repetindo o feito de dez anos atrás, foi o candidato mais votado do Brasil, porém obtendo a segunda maior votação da história do pleito nacional com 1.524.361, perdendo apenas para Enéas Carneiro em 2002.

Dia do Teatro: o que comemorar?

Vivian Guilherme

Neste dia 19 de setembro é comemorado nacionalmente o Dia do Teatro. A data homenageia uma das mais antigas manifestações artísticas. Mas, afinal, há o que comemorar no teatro da região? A atriz rio-clarense Aline Negra Silva e o diretor da Cia. Teatral Caboclo Ventura de Santa Gertrudes, Lázaro Maciel conversaram com o JC para falar sobre o assunto. Confira a entrevista:

JC: O teatro em Rio Claro tem motivos para comemorar?

Aline Negra: Respondo com outra questão: O que comemorar se há apenas um equipamento cultural funcionando com força total na cidade? E este equipamento que é gestado por uma instituição privada oferece um leque muito bom de atividades teatrais, mas infelizmente um! Comemorar? Comemoro o passado, quando a cidade era movimentada por eventos, ocupações teatrais na praça, reivindicações manifestadas por estudantes, comunidades e artistas. Comemoro em memória de grandes artistas que tiveram de sair da cidade, até do país para ter seu trabalho reconhecido como Ilion Troya, que desde a década de 70 está até hoje no grupo Living Theatre, fundado por Julian Beck e Judith Malina nos EUA. Comemoro Rio Claro ser o celeiro (e ainda continua, mesmo sem espaços para se desenvolver esta atividade) de artistas tão importantes que trabalham com teatro, arte e cultura.

Lázaro Maciel: Sim, pois as cidades da região, em sua maioria, possuem um ou mais grupos de teatro, o que já é importante para a divulgação e a ampliação do fazer teatral no interior paulista. No caso de Santa Gertrudes, o teatro reviveu após 40 anos e há três vem conquistando espaço na cidade. O que é importante e que vem acontecendo com frequência, são apresentações de grupos de outras regiões e até mesmo capital vindo para o interior, seja através do ProAc e demais projetos que são levados ao público gratuitamente no intuito de fortalecer o cenário cultural e de levar o teatro onde jamais seria possível, o Sesi – Rio Claro é outro local importante que traz ótimos espetáculos, brasileiros e estrangeiros. Mas creio que ainda é pouco e as dificuldades existem.

Atriz rio-clarense Aline Negra Silva é considerada um dos sete negros que fazem a diferença no teatro
Atriz rio-clarense Aline Negra Silva é considerada um dos sete negros que fazem a diferença no teatro

JC: Quais as dificuldades e o que poderia ser feito para melhorar o teatro na cidade?

Aline Negra: Atualmente a cidade vem enfrentando problemas com espaços físicos para apresentação e ensaios. A manutenção dos espaços públicos, seja em recursos físicos (equipamentos) até recursos humanos (equipe técnica e gestores), atualmente inviabiliza o desenvolvimento popular. Mesmo com a resistência de alguns grupos, o teatro a cada dia mais em Rio Claro, vem desaparecendo. Outro ponto que não comemoro são as dificuldades para fomentar grupos e apoio na circulação de espetáculos. Tudo ainda se faz “de graça” e ter o ofício de artista teatral começa demandar a procura de outros trabalhos em outras áreas e a profissão vai se tornando um “hobby”, minimizando e se auto-desprezando. Rio Claro, uma cidade que já teve grandes grupos. Uma cidade que já trouxe centenas de artistas importantes nacional e internacionalmente, desde o século XIX, nos extintos teatros Phoenix e São João. A pergunta é: Por que deixar manchar, apagar a memória artístico-cultural rio-clarense? Quais são os interesses? Por que não há uma preocupação em manter a memória viva? Tantas coisas já passaram por Rio Claro, tantas histórias, onde estamos em tudo isso?

Lázaro Maciel: Espaços como TEATROS, que possuem estrutura adequada para os grupos da cidade e até mesmo de fora, são poucos. Em Santa Gertrudes, por exemplo, não existe um teatro, o trabalho é desenvolvido em um Auditório, onde não possui nada além de um palco pequeno e cadeiras. E como atores, o improviso é certeiro. Temos que, a cada espetáculo improvisar coxias, entradas, cortinas, furar aqui e ali, a estrutura de luz e som é contratado pela Prefeitura Municipal, através da Secretaria de Cultura, que mantém e apoia o teatro no município. Pode-se fazer teatro em diversos lugares onde nada disso existe, mas toda essa estrutura faz do espetáculo um grande número onde atores, cenário, figurino, luzes, música entram num grande jogo com a plateia e na formação do ator é necessário que ele saiba trabalhar com todos esses elementos. Sinto a necessidade de Oficinas e Workshops de diversas expressões (modalidades) nas artes cênicas, que possam agregar conhecimento aos atores e grupos ou até mesmo uma escola de formação no interior. Pois é necessário conhecer as diversas linguagens existentes nesta arte e muitas vezes só conseguiremos indo para a capital. Sobreviver de arte, especificamente de teatro no interior, não é uma tarefa fácil. O preconceito ainda existe e a valorização de um trabalhador que leva até você conhecimento, história, lazer, cultura, evolução física e mental, ainda é pouca.

Lázaro Maciel é diretor da Cia. Teatral Caboclo Ventura de Santa Gertrudes
Lázaro Maciel é diretor da Cia. Teatral Caboclo Ventura de Santa Gertrudes

JC: O teatro do Centro Cultural atende às necessidades dos atores?

Aline Negra: Há muitos anos não me apresento neste espaço e a última vez que estive assistindo um espetáculo no Teatro do Centro Cultural foi no primeiro semestre deste ano. O que dizer de um espaço que ainda precisa de reparos, manutenção cenotécnica, compra de materiais, dentre outras coisas? O que dizer de um espaço que está fadado ao fracasso se não tiver dinheiro para se auto-promover com recursos de divulgação? Se não tem dinheiro para qualificar os profissionais locais em atualizações que estão a todo momento em movimento no mercado?  O que digo parece abrangente e não afetar aos atores, mas afeta diretamente, pois se não tenho uma equipe e um espaço físico prontos para atender as demandas dos grupos teatrais, infelizmente vai estar fadada ao esquecimento, pois sempre estará limitada para os grupos, limitada para novas demandas. Triste de ver um lugar que formou muitos atores. Um lugar que trouxe muitos atores e artistas envolvidos em um único ofício apaixonante: TEATRO.

Jornal Cidade RC
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