Carille diz que vitória corintiana no clássico ‘dá moral, mas não define título’

Estadão Conteúdo 

O técnico Fabio Carille avalia que o resultado do clássico entre Corinthians e Palmeiras, domingo, no Itaquerão, não vai definir o título brasileiro nem para um lado nem para o outro. O treinador lembra as chances do Santos, seis pontos atrás do Corinthians e que enfrenta o Atlético-MG, neste sábado, na Vila Belmiro, e as rodadas que ainda restam.

“Independentemente do resultado, o campeonato vai continuar aberto, não vai se definir nada. Se a gente não vencer, a chance do Palmeiras fica mais clara. Se vencermos, aumenta, mas nada definido. Se empata, ficamos a 5 pontos e temos de esperar o Santos, que pode definir. Mais que matemática, a vitória dá uma moral ao vencedor”, afirmou o treinador em entrevista coletiva no início da tarde desta sexta-feira no CT Joaquim Grava.

O treinador evitou antecipar a escalação da equipe. Ao longo da semana, ele testou duas mudanças: Camacho e Clayson respectivos lugares de Maycon e Jadson. No treino da última quinta-feira, Fagner não treinou por causa de uma pancada no tornozelo direito “Tenho jogadores no DM (departamento médico), amanhã (sábado) vocês ficarão sabendo, não tenho problema em falar sobre o time. Marquinhos Gabriel vai ficar uns 10 dias fora. Rodriguinho e Fagner não vieram para o campo hoje”, disse Carille.

Em relação à fase ruim que o time atravessa, depois de perder para Botafogo e Ponte Preta e permitir a aproximação dos rivais, Carille acredita que a equipe possa se recuperar. “No jogo de domingo, a gente pode ter uma retomada”, planeja.

A diretoria confirmou a realização de um treino aberto neste sábado, na Arena Corinthians, para garantir o apoio da torcida. Após a derrota para a Ponte Preta, os muros do Parque São Jorge foram pichados.

“Falando sobre 2017, eles foram maravilhosos em todo tempo. Sabendo das dificuldades do ano, enquanto os adversários contrataram técnicos de nome e jogadores de nome. Eles jogaram junto. Sei da cobrança aqui, a exigência. Essa experiência de oito anos como auxiliar me ensinou. A torcida nossa joga junto. Tenho certeza de que estarão conosco os 90 minutos”, disse o treinador.

Idosa de 73 anos é agredida por neto no Arco Íris

Uma idosa de 73 anos foi agredida por seu neto, na noite de quinta-feira (2), no bairro Jardim Arco Íris, em Rio Claro. A informação foi divulgada pelo setor policial no início da madrugada e segundo registro da ocorrência, o autor das agressões já estaria preso, na cadeia pública do município, pois foi pego em flagrante.

Confira a notícia completa no áudio do repórter colaborador Gilson Santullo.

Polícia prende suspeito de assassinar jovem durante carona

Estadão Conteúdo 

A polícia de São José do Rio Preto, interior de São Paulo, anunciou nesta sexta-feira, 3, a prisão de um homem acusado de entrar em um grupo de caronas por aplicativo para assassinar a jovem Kelly Cristina Cadamuro, de 22 anos, encontrada morta depois de combinar pelo WhatsApp uma viagem a Minas Gerais. Outros dois suspeitos de participação no crime também estão presos. O corpo de Kelly foi encontrado seminu, com as mãos amarradas e marcas de estrangulamento, na quinta-feira, 2, à margem de um córrego, entre as cidades mineiras de Frutal e Itabagipe. Ela estava desaparecida desde a noite de quarta-feira

Conforme a polícia, Jonathan Pereira do Prado confessou ter entrado no grupo de caronas com a intenção de roubar a jovem. Ele estava foragido de uma unidade prisional desde março deste ano. Outro suspeito, Luis Cunha, teria ajudado matar a jovem e o terceiro, Daniel Teodoro da Silva, comprou o celular e outros objetos roubados dela. Os três foram presos durante a madrugada, em bairros distintos de São José do Rio Preto, e já tinham passagens por roubos. Eles foram levados para a delegacia da Polícia Civil em Frutal, onde seguem as investigações.

Kelly iria para Itabagipe, na quinta-feira, 2, visitar o namorado, um engenheiro civil, e postou a viagem no grupo. Segundo a família, ela havia feito isso muitas vezes e nunca tivera problemas. Um casal se ofereceu para dividir as despesas como carona, mas no lugar combinado, apenas Jonathan teria se apresentado. A jovem fez o último contato com os familiares quando abastecia o carro, num posto da rodovia BR-153. Ela não chegou ao destino e a polícia foi comunicada. O carro foi achado sem as rodas numa estrada rural de Mirassol, vizinha a Rio Preto

De acordo com a Polícia Militar, as imagens das câmeras de um pedágio na divisa de São Paulo com Minas foram decisivas para a prisão dos suspeitos. As câmeras registraram Kelly passando com o carona em direção à cidade mineira e, algum tempo depois, o carro em sentido contrário com um homem ao volante. Nas imagens, segundo a PM, é possível identificar Jonathan dirigindo o veículo. O corpo de Kelly passou por perícia no Instituto Médico Legal (IML) de Frutal e era velado, na manhã desta sexta, 3, em Guapiaçu, onde mora sua família.

iPhone 8 e iPhone 8 Plus chegam nesta sexta-feira (3) ao Brasil

Dois dos três novos smartphones da Apple começam a ser vendidos nesta sexta-feira, 3, no País: o iPhone 8 e sua versão maior, o iPhone 8 Plus. Os modelos, que já estavam em pré-venda há mais de uma semana, chegam às lojas oficiais da Apple, ao varejo físico e online e às lojas de operadoras em todo o País.

O iPhone 8, que tem tela de 4,7 polegadas, é vendido a preços entre R$ 4 mil e R$ 4,8 mil, para as versões de 64 GB e 256 GB de memória, respectivamente. Já o iPhone 8 Plus, com tela de 5,5 polegadas e câmera dupla na parte de trás, custará entre R$ 4,6 mil e R$ 5,4 mil, conforme o espaço de armazenamento disponível. A versão mais básica dos modelos está mais cara que no ano passado, quando o iPhone 7 chegou ao País por R$ 3,5 mil. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Família procura por homem desaparecido em Rio Claro

A família de Leandro Uliano está em busca de informações de seu paradeiro desde quarta-feira (1°). Segundo relato de sua esposa, Nádia, ele teria saído na manhã de quarta, por volta das 7 horas, para ir até o trabalho e trajava  boné cinza, camisa pólo preta, calça jeans e botina de segurança na cor marrom.

Uliano estava em seu carro, um Ipanema ano 1991, com a pintura queimada e de acordo com informações de Nádia, teria passado em uma farmácia antes de ir para o trabalho. “Soubemos que ele passou na farmácia, comprou um medicamento para insônia, que já tomava há algum tempo e tinha receita e depois disso não foi mais visto”, conta. A esposa disse ainda que seu marido teria mandado uma mensagem na noite de quinta-feira (2), por volta das 20 horas, dizendo que estaria dentro do antigo Horto Florestal e debilitado.

Amigos e familiares estão realizando buscas pelo local e a polícia foi acionada. Dois boletins de ocorrências foram feitos e o canil da Guarda Civil Municipal irá auxiliar na procura de Leandro ainda nesta sexta-feira (3).

Informações devem ser passadas pelo telefone (19) 9.82744914.

Estado Islâmico assume responsabilidade por ataque terrorista em Nova York

Estadão Conteúdo 

O Estado Islâmico assumiu a responsabilidade pelo ataque terrorista que ocorreu nesta semana em Nova York e que deixou oito pessoas mortas e mais de dez feridas. Em um comunicado divulgado por meio de sua agência de notícias, a Amaq, o EI diz que o usbeque Sayfullo Saipov, de 29 anos, é um “soldado do califado”. O núcleo de inteligência SITE Intel Group, que monitora grupos extremistas, confirmou a informação.

Antes do Estado Islâmico assumir a autoria, o Departamento de Investigação Federal (FBI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos já havia informado que Saipov tinha se baseado em vídeos do grupo extremista para cometer o ato em Nova York. O usbeque foi levado a um tribunal na quinta-feira, onde disse que estava “bem” quando questionado por autoridades sobre o que sentia após o ato.

Segundo o FBI, Saipov também teria pedido que uma bandeira do Estado Islâmico fosse colocada em seu quarto no hospital.

Mariana: moradores sofrem com depressão e outros problemas de saúde

Agência Brasil 

Há dois anos, a folha do calendário das casas de dois distritos de Mariana e um de Barra Longa, em Minas Gerais, foi virada pela última vez. O dia 5 de novembro de 2015 se eternizou nas paredes das casas que ficaram de pé em Bento Rodrigues, Paracatu e Gesteira. Desde então, a vida dos atingidos pela lama da mineradora Samarco está suspensa – 730 dias depois do rompimento da Barragem de Fundão, ainda se espera pelo reassentamento, pela indenização, pelo rio límpido, cujas ações de reparo, complexas, enfrentam atrasos e obstáculos que desafiam os órgãos envolvidos.

A espera e a mudança brusca de vida se tranformam em depressão nas comunidades. Algumas pessoas não viveram para testemunhar as mudanças. Seus parentes apontam a tristeza como o agente catalisador dos problemas de saúde. São os novos mortos da tragédia de Mariana.

“Meu pai morreu de tristeza”

Enquanto faz arroz na cozinha da casa alugada e mobiliada pela mineradora Samarco, na sede do município de Mariana, em Minas Gerais, Leonídia Gonçalves, de 46 anos, lembra que um dos maiores prazeres do pai, de 67 anos, Alexandre, era tocar moda de viola e jogar baralho todas as noites, no bar de Paracatu de Baixo. As filhas dela, gêmeas, brincavam na rua quando queriam. Todos moravam lado a lado, já que, ao casar, Leonídia construiu sua casa no terreno do pai. Agora, essa é uma lembrança que não se repetirá nem mesmo quando a família for reassentada na nova Paracatu, que deve ser construída como reparação. Alexandre morreu em março deste ano, de infarto.

A agricultora tem a convicção, no entanto, de que a causa verdadeira da morte é a depressão. Seu pai foi diagnosticado e chegou a tomar medicamento para tentar reverter a doença. “A gente era feliz. Tinha de tudo. Hoje, tá todo mundo distante. Lá era todo mundo família, era um na casa do outro, à noite a gente ficava na rua, não tinha perigo de nada. E chegando à cidade agora, a gente se assusta,”, relata, ao falar sobre a mudança de hábitos do meio rural para o urbano.

Quando os 39,2 milhões de metros cúbicos de rejeito avançaram pelo Rio Gualaxo do Norte (afluente do Rio Doce) e chegaram às ruas de Paracatu, um modo de vida foi soterrado. Para abrigar os moradores, a Samarco alugou residências na cidade de Mariana, de acordo com a disponibilidade do mercado, sem que as casas dos familiares ficassem próximas. Os atendidos devem aguardar até que o novo distrito seja construído.

Foi assim que Alexandre e Leonídia viraram moradores de bairros diferentes. O aposentado, transferido de casa mais de uma vez, mudou também de hábitos. Não saía de casa, emagreceu de forma repentina e, hipertenso, passou a adoecer com frequência. Os filhos o levavam ao médico, mas ele não se recuperava. Ficou depressivo. E é das últimas palavras que trocou com a filha que a agricutora tira a argumentação mais forte sobre o motivo de sua morte.

“O fim de semana em que ele morreu, estava aqui comigo. À tardezinha falou: minha filha, eu não quero que vocês briguem. São seis irmãos. E não chora, não. Eu perguntei porque ele tava falando isso. “Eu sei que estou dando amolação para vocês, vocês chegam do trabalho, têm que ir lá para casa”. Eu falei: “Vem morar comigo então, perto das duas meninas”, porque ele era apaixonado por elas. Aí meu irmão levou ele embora. Às 19h30, minha irmã ligou e disse que ele tinha ido para o hospital. Quando cheguei lá, já tava morrendo. A gente culpa é essa lama”. Era dia 5 de março de 2017. No domingo, 5 de novembro, aniversário de dois anos da tragédia de Mariana, ela passará o dia nos escombros de Paracatu para lembrar os oito meses de falecimento do pai.

“Caso não é isolado”

Embora a Comissão de Atingidos da Barragem de Fundão não tenha um levantamento de todas as vítimas, esse caso de depressão e morte pós-desastre, de Alexandre Gonçalves, não é o único. Quando a reportagem pediu para se lembrarem de histórias semelhantes, citaram pessoas – sobretudo idosos – que morreram nos últimos dois anos, normalmente depois de sintomas que os levam a acreditar que a causa foi a tristeza.

Na própria família de Leonídia, há casos de agravamento de doenças que ela atribui à lama. Sua sogra atualmente está internada em Ouro Preto por causa de um problema no coração. Sintomas como medo de sair de casa, tristeza profunda e constante e esquecimento de fatos recentes estão nos relatos da maioria das pessoas ouvidas pela reportagem. Como no caso de Marino D’ângelo Júnior, de 47 anos, morador de Paracatu de Cima e membro da Comissão de Atingidos.

“Fiquei um tempo sem aguentar trabalhar, porque tive depressão. Hoje eu tomo dois antidepressivos, o que aumentou minha glicose. Fiz exame e chegou a dar diabetes, estou esperando para ver se vou ficar mesmo. Mas, antes de tomar esses remédios, eu só chorava”, conta. “Depois do rompimento, a gente tem que aprender a viver de novo. E o pior é que, além de passar por tudo, você tem que lutar para conseguir as coisas”.

Preconceito

Existe ainda o sofrimento causado pelo preconceito. São muitos os relatos de hostilidades sofridas pelos atingidos que foram morar em Mariana. Luzia Nazaré Mota Queiroz, de 52 anos, moradora de Paracatu de Baixo,“vendia sonhos” em uma loja de noivas da cidade de Mariana antes da tragédia. Ela saiu do emprego porque não aguentava mais ouvir comentários de clientes.

“Eu tinha que estar sempre sorridente, alegre. Com o tempo, as pessoas entravam na loja e diziam: ‘eu não aguento mais esse povo falando da barragem’. Tinha uns que diziam que a gente era folgado”. Segundo Luzia, a dona da loja a apoiou, mas ela optou por pedir demissão. “Ou eu vou sofrer alguma coisa, ou a senhora vai sofrer alguma coisa. Ela relutou, mas depois entendeu”, disse.

“Pessoas que moram em Mariana acham que os atingidos se aproveitam da situação. Porque a Samarco é quem move a economia da cidade, é quem gera emprego. Mas a gente não construiu barragem para romper em cima da gente”, argumenta Marino D’ângelo.

O desemprego em Mariana passou de 20%. Há placas na cidade pedindo a volta da Samarco. O prefeito Duarte Júnior (PPS) afirma que 89% da receita do município vêm da mineração e da arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que caiu de R$ 11 milhões para R$ 8 milhões. Ele projeta nova queda, para R$ 6,5 milhões, no próximo ano, quando a Samarco, até hoje com atividade paralisada, zera o pagamento do imposto.

O prefeito respondeu ao questionamento da Agência Brasil sobre o motivo pelo qual essa dependência não foi reduzida antes da tragédia. “Quando assumimos, começamos a pensar em um distrito industrial. Mas, o que realmente acontece é que Mariana sempre foi uma cidade muito rica. Então, era muito mais interessante você receber esse dinheiro que vinha e gastar sem ter que se preocupar. Ninguém nunca se preocupou com a possibilidade de a mineração acabar, então ninguém tomava a primeira atitude. Tivemos que tomar esse tapa na cara”.

Atendimento psicológico

A Fundação Renova, criada para desenvolver as ações de reparação e compensação dos estragos provocados pelo rompimento de Fundão, não dispõe de um levantamento de pessoas atingidas que estão em depressão ou morreram durante esses dois anos, mas pretende fazer um estudo sobre o tema. É o que diz Albanita Roberta de Lima, líder do Programa Saúde de Bem-Estar Social da instituição, financiado pela Samarco e orientado por um Comitê Interfederativo (CIF), composto por órgãos públicos e a sociedade civil.

Albanita argumenta também que existe um serviço disponível aos atingidos para trabalhar com a questão da saúde mental. “Desde o dia do rompimento, já foi disponibilizado um conjunto de profissionais, que vão de médicos a psiquiatras, primeiro contratado pela Samarco e depois pela fundação”, diz. “A gente entende que é um sintoma normal, porque mexemos com a vida dessas pessoas. Elas foram tiradas da sua vida, do seu cotidiano, e isso precisa ser reparado. É preciso lembrar que determinadas pessoas têm mais dificuldade para superar esse, vamos dizer assim, inconveniente que ocorre em sua vida”.

A Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) vai desenvolver o projeto Prismma, para pesquisar a situação da saúde mental das famílias atingidas pela tragédia. A equipe estará em Mariana entre os dias 15 e 17 de novembro para aplicar um questionário a 1,2 mil vítimas.

Sofrimento será cobrado na indenização, diz promotor

O promotor do Ministério Público de Minas Gerais, Guilherme Meneghin, atua em ações e acordos extrajudiciais para garantir os direitos dos moradores de Mariana. Ele diz que existe uma complexidade na questão, por não existir a causa de morte por depressão, mas confirma que os casos de sofrimento mental são comuns. Não só pelo trauma que viveram há dois anos, mas pelas consequências de mudança de moradia do meio rural para o urbano, as confusões com o cadastro de atingidos e o atraso na construção dos reassentamentos.

“Tivemos uma audiência na semana pessada, em que metade das pessoas era idosa e não foi contemplada com os auxílios. Várias delas desmaiaram. Saíram chorando da audiência. Quem era contemplado, de emoção. Quem não era, de profundo ultraje”, relata.

A Samarco e suas acionistas Vale e BHP Billiton, além da companhia contratada VogBR e 22 pessoas, entre dirigentes e representantes, já respondem a um processo criminal pela morte das 19 vítimas de 5 de novembro de 2015. A acusação é de homicídio com dolo eventual. A ação é de responsabilidade do Ministério Público Federal.

De acordo com o promotor do MPMG, Guilherme Meneghin, é difícil enquadrar as mortes de atingidos com depressão no contexto criminal, mas é possível atuar na área cível. “Esse sofrimento será cobrado na indenização”.

Até agora, os custos com velório e o enterro do pai de Leonídia foram da família. Segundo ela, nunca receberam uma ligação para manifestar pesar pela morte de Alexandre. Mas Leonídia diz que não quer nada disso. Seu maior desejo é ir embora da cidade. “A única coisa que quero é que eles entreguem minha casa. A de todo mundo. Eles têm que agilizar a compra do terreno. Aqui tem muita família que não está feliz. Eu quero ir embora. A gente era muito feliz”, repete durante a entrevista.

*A repórter viajou a convite da Fundação Renova

Enem 2017 começa neste domingo (5)

Estadão Conteúdo 

Mais de 6,7 milhões de brasileiros estão inscritos para participar da edição deste ano do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Em 2017, a prova estreia em novo formato, com aplicação dividida em dois domingos consecutivos, nos dias 5 e 12 de novembro. Ao todo, 1.725 municípios brasileiros receberão o exame.

Neste ano, a redação passará a ser aplicada no primeiro dia do exame, neste domingo, 5, juntamente com as provas de Linguagens, Códigos e sua Tecnologia e Ciências Humanas e suas Tecnologias, com duração máxima de 5 horas e 30 minutos. No domingo seguinte, dia 12, será a vez dos participantes responderem a questões de Ciência da Natureza e suas Tecnologias e Matemática e suas Tecnologias, com duração máxima de 4 horas e 30 minutos.

Pela primeira vez, a prova será personalizada com o nome e o número de inscrição do participante. O local e o endereço da prova podem ser consultados pelo aplicativo do Enem e pelo site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Os participantes que precisarem de atestado de comparecimento deverão imprimir a declaração no site do exame e colher a assinatura do coordenador do local.

Horário

Como em edições anteriores, a programação do exame é regulada conforme o horário de Brasília. O Inep alerta para os participantes ficarem alertas ao fuso dos Estados em que prestarão o exame. Confira:

Abertura dos portões: 12 horas

Fechamento dos portões: 13 horas

Início das provas: 13h30

Permissão de saída: a partir das 15 horas e 30 minutos

Término da prova do dia 5/11: 19 horas

Término da prova do dia 12/11: 18 horas

Documentação

É obrigatória a apresentação de um documento oficial com foto, que pode ser carteira de identidade, passaporte, carteira de motorista, carteira de trabalho ou carteira de reservista; não serão aceitas cópias autenticadas. Caso o candidato tenha a documentação furtada ou roubada antes da prova, poderá apresentar um boletim de ocorrência registrado em até 90 dias.

Material

Os únicos tipos de canetas permitidas são as de corpo transparente e tinta preta.

Eliminação

O edital prevê a eliminação de candidatos que portarem alguns dos seguintes materiais durante a aplicação do exame. No local de prova, os objetos proibidos devem ser guardados em um envelope porta-objeto, que poderá ficar embaixo da cadeira do participante. É vedado o uso de:

– caneta não transparente, lápis, borracha e lapiseira;

– boné, chapéu, gorro e outros acessórios de chapelaria;

– celular, tablet, pen drive, calculadora e outros tipos de equipamentos eletrônicos;

– fone de ouvido;

– óculos escuros.

Redação

Ela será aplicada neste domingo, dia 5 de novembro. Confira abaixo as indicações do Inep para não zerar a prova:

– não fuja do tema proposto;

– respeite os direitos humanos (o ministro da Educação, Mendonça Filho, reiterou a regra, que é alvo de contestação na Justiça);

– escrever menos de oito linhas;

– fazer desenhos;

– utilizar uma estrutura de texto diferente do tipo dissertativo-argumentativo.

Policial colaborava com quadrilha e acaba preso

Um cabo da polícia militar que atuava em São Paulo foi preso nessa quarta-feira (1º) por suspeita de colaborar com uma organização criminosa ligada a assaltos a redes bancárias no estado.

P. C. F. acabou detido pela Polícia Civil, além de outras duas pessoas, por roubo, restrição de liberdade e por integrar a quadrilha no município de Cidade Ademar, na Grande SP.

O policial colaborava com dezenas de criminosos especializados em crimes a bancos. Dentre os assaltos, dois foram frustrados pelas autoridades em Cordeirópolis – no dia 31 de maio – e Ipeúna – no dia 5 de julho deste ano. Rio Claro, São José do Rio Preto, Holambra e outras cidades também foram alvo da quadrilha.

A prisão foi resultado da investigação da 5ª Divisão de Investigações de Crimes Contra o Patrimônio do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC). O policial foi preso com apoio da Corregedoria da Polícia Militar.

Enfermagem pleiteia redução de jornada

Na sessão camarária de segunda-feira (30), movimento que busca pela redução na carga horária de profissionais de enfermagem fizeram protesto para chamar atenção do plenário. Luciano ‘30 horas’ Rodrigues, representante do Conselho Regional de Enfermagem do Estado de São Paulo (Coren-SP), esteve no plenário junto aos profissionais para dar força ao movimento.

“Acho importante a reivindicação da enfermagem com relação a 30 horas. Precisa ser visto como vai ficar o custo disso. Está dependendo ainda da votação de um projeto no Congresso, mas acho que têm que ser valorizadas. Não é só por 30 horas. Também tem que ter a reciclagem e tem que fazer cursos. Quem quiser ter que fazer por fora, porque ninguém faz isso por elas dentro da Fundação, mas isso também não é de agora. Mas concordo sim, principalmente as coordenadoras do PSF, que são enfermeiras, não têm o mesmo salário das coordenadores de UBS. Estou com elas, dentro de uma coisa dentro de uma coisa muito bem feita, pensada e sensata”, defendeu Maria do Carmo (PMDB). “O nosso ato foi para cobrar o compromisso de campanha de Juninho sobre as 30 horas: que nós íamos montar um grupo de trabalho e só estava faltando ele indicar para representar a gestão dois enfermeiros ou duas enfermeiras, porque isso é prerrogativa dos enfermeiros. Tivemos uma reunião depois que ele foi eleito, mas não avançou. Resolvemos reunir todos profissionais de enfermagem do município. Hoje enviei um modelo do decreto. Vamos esperar a publicação do decreto na semana que vem, e vamos avançar nos trabalhos para a conquista das 30 horas semanais no município de Rio Claro”, detalhou Luciano Rodrigues, do Coren.

Por sua vez, o prefeito Juninho da Padaria (DEM) afirmou que uma Comissão será montada para analisar o assunto. Ressaltou ainda que a redução pode implicar em despesas com recursos públicos para contratação de outros profissionais. “É uma questão funcional e financeira”, frisou ao ser consultado.

No Congresso

 “A reivindicação da redução da jornada de trabalho para os profissionais de Enfermagem já se arrasta no Congresso por 17 anos, enquanto várias categorias da Saúde já conquistaram jornadas menores: médicos (20 horas semanais/quatro horas diárias, desde 1961), fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais (30 horas semanais/ seis horas diárias desde 1994)”, detalha o portal do Conselho de Enfermagem.

Feriado: manhã tem maior tráfego na SP-310

A saída para o feriado prolongado – desta quinta-feira (2) a domingo (5) – movimentará a Rodovia Washington Luís (SP-310) no trecho de Rio Claro.

De acordo com a previsão da concessionária Centrovias, empresa responsável pela gestão da rodovia, o volume de tráfego deve ser intenso e 178 mil veículos podem passar pela região durante os quatro dias.

Tráfego

O horário de maior movimentação no sistema, já nesta quinta-feira de feriado, deve ocorrer entre 7h e 13 horas. A orientação é que se evite esse período para garantir uma viagem mais tranquila. Já no retorno, no domingo (5), o horário de pico fica entre 11h e 23h.

Vale lembrar que, antes de pegar a estrada, o motorista deve conferir se a documentação dele e do veículo estão em dia e verificar se todos os ocupantes utilizam o cinto de segurança.

Jornal Cidade RC

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