Cidades paulistas recorrem a STF e estudos para deixar quarentena

THIAGO AMÂNCIO – SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) 

Em momentos diferentes da pandemia do novo coronavírus, municípios do interior de São Paulo avaliam a possibilidade de reabrir comércios e tentar voltar à normalidade, traçando diferentes estratégias para isso.

Prefeituras do mais populoso estado do país, onde vivem quase 45 milhões de pessoas, se dividem entre a pressão de comerciantes para retomar a atividade econômica e a preparação do setor da saúde para atender aos contaminados pelo novo coronavírus.

O governador João Doria (PSDB) avalia a reabertura gradual a partir de 11 de maio, com diferentes critérios de acordo com o quadro de cada região ou município. Por enquanto, a determinação estadual é de proibição do atendimento presencial nos comércios e restaurantes, além de escolas fechadas.

Manter as pessoas distantes umas das outras é tido como a medida mais eficaz para evitar a disseminação sem controle do novo vírus, que, até esta sexta (24), já havia matado 1.512 pessoas no estado.

Algumas cidades pressionam para adiantar esse momento, como São José dos Campos, no Vale do Paraíba, que pretende ir ao Supremo Tribunal Federal para poder retomar suas atividades. Outras, como Santos, esperam o resultado de estudos científicos para decidir o que fazer.

Em Ribeirão Preto, a 313 km ao norte da capital, o prefeito Duarte Nogueira (PSDB) anunciará nesta segunda-feira (27) se pretende reabrir ou não o comércio da cidade.

Embora diga que a decisão será tomada de acordo com critérios técnicos e científicos, a tendência é de reabertura, e diretrizes para isso já estão sendo preparadas, como obrigatoriedade do uso de máscaras de proteção e luvas, número máximo de pessoas por metro quadrado e disponibilidade de sabão e álcool em gel em comércios.

O governo estadual, seguindo a Organização Mundial da Saúde, afirma preconizar a testagem da população, para acompanhamento da evolução da pandemia, o monitoramento contínuo da capacidade hospitalar e o planejamento para que a abertura seja gradual e controlada.

Figura importante no tucanato paulista, a decisão do prefeito de Ribeirão Preto pode criar conflito com o governador correligionário, que ainda defende o isolamento.

Até esta sexta-feira, a cidade somava 241 infecções confirmadas, com seis mortes, segundo números da prefeitura.

A letalidade da doença, em 2,4%, equivale a um terço da registrada pelo estado, algo que o prefeito usa como argumento para uma possível abertura. Além disso, a taxa de ocupação de leitos tem se mantido em torno dos 20%.

“Não faz muito sentido você estabelecer um permanente altar de sacrifício para as pessoas, se você tiver condições seguras e com respaldo da ciência para fazer adequações. Aí é um contrassenso não fazê-las. A decisões do norte da Itália são diferentes do sul da Itália, porque a situação é diferente”, disse ele à reportagem.

Nogueira pretende manter escolas fechadas e impedir cultos e assembleias em igrejas e templos –que estão funcionando para atendimento individual.
Segundo o monitoramento estadual, a taxa de isolamento em Ribeirão tem caído, e ficou em 41% na última quinta (23). É muito abaixo do cenário considerado perfeito pelo estado, de 70%, ou mesmo do razoável, entre 50% e 60%.

No Vale do Paraíba, São José dos Campos tentou garantir a reabertura comercial por decreto, que valeria a partir da próxima segunda, a despeito da determinação estadual. A cidade tem 174 infecções confirmadas, com seis mortes, e, segundo boletim epidemiológico, somente 11% dos leitos de UTI estão ocupados nesta sexta. O isolamento na cidade ficou em 48%, média do estado.

3Além da disponibilidade alta de leitos, o prefeito Felicio Ramuth (PSDB) usa como argumentos a baixa densidade populacional, a distribuição etária mais jovem e a rotina de higiene da população.

A decisão desagradou o governo paulista e depois foi barrada pela Justiça. A prefeitura diz que vai ajuizar medida no Supremo Tribunal Federal.

Já Santos é uma das cidades mais afetadas pelo novo vírus, com 433 casos confirmados, 31 mortes, e cerca de 40% dos leitos hospitalares ocupados.

Na avaliação do prefeito Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), o alto número se deve à grande quantidade de testes que o município fez. “Contratamos 20 mil exames particulares, nossa capacidade de testagem é ampla. Mostramos um número de mortes real, o que, por suas limitações, o Brasil não faz”, afirma.

Ali o isolamento na quinta (23) também foi de 48%. Para elaborar as diretrizes de reabertura, a prefeitura vai participar de um estudo em que testará 10 mil pessoas, definidas por amostragem.

A pesquisa será feita em quatro etapas: a cada 15 dias, vai testar 2.500 pessoas dos municípios da Baixada Santista, proporcionalmente ao número de habitantes de cada cidade. Além de testes com amostras de sangue, vão avaliar o comportamento e o isolamento dos participantes.

A ideia é medir o percentual de infectados, saber a proporção de assintomáticos, a letalidade e a velocidade de expansão do coronavírus. “Isso nos dá um quadro real da situação”, disse Barbosa à reportagem. “A região da Baixada está três semanas atrasada em relação à capital. Portanto devemos estar preparados [para quando a situação piorar]”.

“O objetivo é rastrear o vírus na Baixada para identificar pessoas imunes, que poderiam retomar as suas atividades, com base científica”, afirma. “Óbvio que há uma preocupação com a flexibilização”, afirma ele, que diz que a decisão será tomada em 10 de maio com base no estudo.

Campinas, uma das maiores cidades do país e com uma região metropolitana com mais de 3 milhões de pessoas, soma até a tarde desta sexta 242 casos e 11 mortes por Covid-19, e tem mais da metade dos leitos de UTI ocupados. O isolamento na quinta foi de 46%.

Segundo Andrea Von Zuben, diretora do Departamento de Vigilância em Saúde da prefeitura, a ideia é elaborar um plano de abertura com diretrizes claras sobre o que pode funcionar. Ela diz que a decisão será tomada em consonância com o governo estadual.

“Vamos capacitar os comerciantes, fazer um plano com um certificado para reabrir, com aula virtual e perguntas e respostas, onde o comerciante precisa ser aprovado. Terá que ter uma etiqueta respiratória, pensar em higiene adequada, uso correto de máscara, tamanho máximo de pessoas no comércio. Estamos começando a pensar nisso”, diz.

Pelo tamanho da população da região metropolitana, é preciso que essas medidas sejam tomadas em consonância com os municípios vizinhos. “Vamos supor que a gente autorize a abertura do comércio. As pessoas que trabalham e frequentam as lojas, muitas vezes, são de outras cidades da região. E uma parte importante dos pacientes internados também não reside em Campinas. A gente quer fazer um plano de ação conjunto”, afirma Von Zuben.

Contabilista, profissão-chave para guiar empresários nesta pandemia

Em 25 de abril é comemorado o Dia do Contabilista, data firmada em maio de 1926 pelo contador senador João Lyra Tavares, patrono dos profissionais da contabilidade e conhecido no segmento por sua dedicação em regulamentar a profissão contábil no País, foi transformado, em 2012, por determinação do Conselho Federal de Contabilidade – CFC, órgão máximo da Classe, em Dia do Profissional da contabilidade, ou Dia da contabilidade, tendo como argumento conglomerar todas as datas da Classe para homenagear as atividades pertencentes às Ciências Contábeis.

Segundo dados do Conselho Federal de Contabilidade – CFC, no Brasil, hoje, há quase 520 mil profissionais contábeis em atividade e mais de 67 mil empresas do ramo desempenhando as funções de contadores, auditores, professores, pesquisadores, peritos, assistentes, empresários, técnicos em contabilidade, analistas e muitos outros profissionais que se originam dos bancos das instituições de ensino contábil.

Aqui em Rio Claro, a APESCC – Associação Profissional de Empresas Contábeis e Contabilistas de Rio Claro, com seu novo presidente, o contabilista e administrador de empresas, sócio e consultor empresarial da Consult Soluções Empresariais, Arnon Henrique Marchioni, entende que o momento é crucial para o segmento, por causa da velocidade das mudanças que estão acontecendo neste momento na economia. É a profissão-chave que está fazendo a diferença neste momento junto aos empresários, que estão sendo obrigados a se adaptar a inúmeras medidas provisórias. Neste dia especial, Arnon fala sobre isso:

JC – Qual a diferença entre o Contabilista e o Contador?

Arnon Marchioni – A diferença é simples: contador é aquele que tem a formação de nível superior em Ciências Contábeis, e contabilista se refere à classe profissional contábil em geral, inclusive o técnico em contabilidade.

JC – Qual a importância da Associação e o que ela faz para a categoria?

Arnon Marchioni – A APESCC tem objetivo de congregar os profissionais contábeis na busca de melhoria da qualidade profissional e dos serviços prestados pela classe, instrução e treinamentos; como também ser uma interlocutora entre os escritórios e os órgãos públicos.

JC – Qual o papel do presidente na Associação? Existem projetos de melhorias e inovações dentro do tempo em que estiver exercendo esse cargo?

O foco é coordenar as atividades da associação e fazer a ponte entre as demais entidades congraçadas: CRC, SESCON, AESCON; Órgãos Públicos: Federal, Estadual e Municipal como também as outras entidades de classe. Existem diversos projetos em andamento, principalmente no contexto de educação ao profissional contábil e aos empresários, inclusive em parceria com a ACIRC.

JC – De que forma o trabalho do contabilista pode ajudar uma empresa?

Arnon Marchioni – Atuando como um consultor e orientando para as melhores práticas de mercado ao cliente, como também identificando os riscos inerentes às atividades empresariais.

JC – Em quais situações os empresários podem contar com a assessoria do contabilista?

Arnon Marchioni – Essa é uma pergunta muito interessante, o contabilista deve ser o primeiro profissional a ser consultado quando um empresário tem o interesse de empreender. O motivo dessa afirmação é simples: ele tem o conhecimento para auxiliar em todo o processo de viabilidade do negócio – estrutura de capital e valores de investimentos; local que atenda à legislação vigente; legalização da empresa; orientação de oportunidades e riscos de negócios; como também as necessidades técnicas tributárias, contábeis e financeiras que o novo empreendimento irá exigir. Da mesma forma, com o acompanhamento da empresa já em funcionamento, o contabilista é um consultor técnico na gestão da empresa e deve ter a postura de aconselhamento.

JC – Qual a importância do trabalho do contabilista nestes últimos dias em que estamos vivendo essa pandemia?

Arnon Marchioni – A importância é extremamente alta, visto que o contador atua como um consultor financeiro e empresarial e tem a possibilidade de dar grande auxílio para o empresário na gestão do fluxo de caixa da empresa, melhoria de processos internos e de custos, gestão dos tributos e planejamento financeiro para fins de captação de capital em instituições financeiras. Ainda podemos falar sobre o tema trabalhista, foram emitidas diversas legislações na tentativa de preservar os empregos. Vale a pena ressalvar que, diante da situação da Covid-19, entre março e abril de 2020 foram editadas 33 medidas provisórias e outras dezenas de decretos. O profissional contábil tem a necessidade de estudo desse material e fornecer orientações aos empresários na busca de saneamento das adversidades do presente momento e evitar a falência das empresas, como também na preservação dos empregos. É ele que cuida da dor de cabeça das empresas.

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Rio Claro descarta um óbito suspeito de coronavírus

O município de Rio Claro descartou nesta sexta-feira (24) um óbito suspeito de infecção pelo novo coronavírus (Covid-19), que estava sendo investigado pela Vigilância Epidemiológica. A vítima tinha menos de 60 anos. Exames do Instituto Adolfo Lutz apontaram que a causa da morte não foi coronavírus. O município permanece com seis óbitos confirmados, sendo dois homens e quatro mulheres, e mais um em investigação que aguarda resultado de exame.

Os dados constam de boletim divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde no final da tarde desta sexta-feira. Com o descarte do óbito, o número de casos suspeitos diminuiu de 16 para 15 em relação ao boletim anterior divulgado na quinta-feira (23). O número de mortes suspeitas caiu de dois para um e o número de casos descartados subiu de 80 para 81.

O total de pacientes internados permaneceu estável em 20, com oito na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Até o momento, Rio Claro tem 16 casos confirmados de Covid-19, e mais 12 casos com diagnóstico feito por teste rápido que ainda precisam de confirmação de laboratório, totalizando 28 casos positivos de coronavírus.

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Bolsonaro: Se posso trocar ministro, por que não posso trocar diretor da PF?

O presidente Jair Bolsonaro contestou Sérgio Moro após o ex-juiz da Lava Jato e agora ex-ministro da Justiça e Segurança Pública anunciar sua demissão acusando o chefe do Planalto de interferência na Polícia Federal. “Oras bolas, se eu posso trocar um ministro por que não posso trocar o diretor da Polícia Federal?”, questionou Bolsonaro em discurso no Palácio do Planalto.

Bolsonaro exonerou o diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, do cargo, levando Moro a pedir a demissão. O chefe do Executivo federal se queixou de, na avaliação dele, a Polícia Federal dar mais atenção ao assassinato da vereadora carioca Marielle Franco (PSOL) do que ao atentado contra ele na campanha presidencial

“Será que é interferir na polícia federal exigir, quase que implorar o Sérgio Moro para que apure quem mandou matar Jair Bolsonaro? A Polícia Federal de Sérgio Moro mais se preocupou com Marielle do que com seu chefe supremo. Cobrei muito eles aí. Não interferi.” Autonomia, de acordo com Bolsonaro, não é “soberania”.

Araras confirma 12° caso de Covid-19

Ramon Rossi

A Vigilância Epidemiológica de Araras confirmou mais um caso de Covid-19 nesta sexta-feira (24). Essa é a 12ª confirmação da doença na cidade desde o início da pandemia.

O paciente deu entrada no hospital no último domingo (19), com sintomas suspeitos da doença. Ele passou por avaliação médica e foi submetido ao protocolo para investigação de contágio pelo vírus Sars-Cov-2, causador da Covid-19. De acordo com informações médicas, o paciente está internado na UTI, mas apresenta quadro estável e se recupera bem.

Até a manhã de hoje, a cidade registrava 70 notificações da doença – esses dados envolvem casos suspeitos em investigação, confirmados e também descartados. Além dos 12 pacientes que testaram positivo, há outros 48 casos já negativados após análises laboratoriais e 10 ararenses aguardando resultado de exames para diagnóstico do caso.

As suspeitas em investigação envolvem pacientes de Araras, internados em hospitais da cidade e também profissionais que trabalham na área da saúde. Há, atualmente, seis pacientes internados – três deles na UTI.  Entre os casos confirmados, cinco pacientes já estão foram do período de transmissão do vírus, após cumprirem o isolamento domiciliar, e dois deles estão internados na UTI. Outros quatro ainda estão em período de isolamento domiciliar. Há ainda um óbito em decorrência da Covid-19 confirmado na cidade. 

Brasil registra 357 novas mortes em 24 h; casos confirmados passam de 50 mil

NATÁLIA CANCIAN E RENATO MACHADO – BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS)

O Brasil registrou 357 novas mortes nas últimas 24 horas, um aumento de 10,8%, segundo o Ministério da Saúde.

É o segundo maior número de óbitos diários desde o início da pandemia. O recorde foi batido na quinta (23), com 407 novas mortes.

Até então, o maior número de óbitos registrado em apenas um dia havia sido de 217, em 17 de abril.

Ao todo, o país tem 52.995 casos confirmados de Covid-19. No dia anterior, eram 49.492.

Polícia descobre fábrica clandestina de álcool em gel em São Paulo

ALFREDO HENRIQUE – SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)

A polícia descobriu nesta quinta-feira (23) uma fábrica clandestina de álcool em gel que funcionava dentro de uma casa no Jardim Regente Feijó, na zona leste de São Paulo. Foram apreendidos álcool 96° e silicone, somando 3.400 litros, que seriam usados para a fabricação ilegal do produto. Um autônomo de 31 anos foi preso em flagrante.

Denúncias anônimas indicaram à polícia que o suspeito estaria manipulando álcool dentro da casa, na rua Bento Gonçalves. Por causa disso, investigadores foram até o local para realizar campana.

O delegado Afonso da Silva afirmou que, por volta das 10h desta quinta, investigadores flagraram dois funcionários saindo da residência suspeita carregando um galão em um carrinho de mão. “Essa foi a deixa para nós iniciarmos nossa operação”, disse o delegado titular da 4ª Divecar (Delegacia de Investigações sobre Roubos e Furtos de Veículos) do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais),
Silva acrescentou que havia álcool 96° no carrinho levado pelos dois homens. Na sequência, policiais do Deic entraram na residência.

O suspeito teria argumentado não produzir álcool em gel no local, acrescentando usar a residência somente para estocar o produto. Os argumentos não convenceram pois, ainda de acordo com o delegado, a presença de embalagens, equipamentos para engarrafar produtos, além de insumos como álcool e silicone, indicaram que o local era usado para fabricar clandestinamente álcool em gel.

A reportagem apurou que em um quadro que ficava dentro de um cômodo da casa estavam anotados prováveis compradores do produto ilegal como motéis, lojas de roupa de noivas, além de buffets de festas. Na lousa também estava escrito a meta de vendas do mês, estipulada em R$ 60 mil.

O autônomo não apresentou alvará autorizando a produção do álcool em gel à polícia. Por causa disso, ele foi preso em flagrante por produzir ilegalmente produto químico, além de o estocar. Sua defesa não havia sido encontrada até a publicação desta reportagem.

Os materiais químicos apreendidos serão investigados pelo Instituto de Criminalística.

Idosos e funcionários de abrigo em Piracicaba são diagnosticados com Covid-19

O Lar Betel de Piracicaba confirmou o registro de casos do novo Coronavírus na instituição. A confirmação por parte do abrigo veio após meios de comunicação Piracicabanos divulgarem que funcionários e moradores do lar haviam sido diagnosticados com Covid-19.

Segundo o comunicado oficial do Lar Betel, todos os infectados, tanto os idosos quanto os funcionários, estão sendo “atendidos e tratados dentro dos padrões médicos estabelecidos pelas autoridades municipais de saúde”. A nota emitida pela instituição ainda ressalta que apesar das medidas de contenção implantada, houve a confirmação do contágio.

De acordo com informações, ao menos 19 pessoas que frequentam o local foram infectadas pelo novo Coronavírus, sendo 11 funcionários e oito moradores.

Comércios de Rio Claro se reinventam na quarentena

A quarentena que ocorre em todo Estado de São Paulo como forma de combate ao coronavírus fez com que os comerciantes de Rio Claro criassem novas estratégias de vendas e relacionamentos com os seus clientes.

Na Racil Pet Shop, loja de rações, medicamentos e acessórios veterinários, que está no mercado há 18 anos, mesmo o comércio estando entre os considerados essenciais e que estão funcionando, a venda de balcão caiu e a saída foram as vendas por telefone e online.

“Desde que começou a quarentena, passamos a nos estruturar para atender nossos clientes. Tivemos uma queda de 30% na venda por balcão, mas por outro lado nossas entregas cresceram cerca de 300%. Além das vendas por telefone, passamos a atender pelo WhatsAap e não cobramos a entrega. Estamos conseguindo manter as vendas mesmo com a queda considerável, já que as pessoas estão comprando realmente o necessário”, explicou o proprietário Daniel Henrique dos Santos.

Na Merilin Cases, loja de acessórios, eletrônicos, celulares e tablets e assistência técnica, foi necessária uma adequação da equipe de 15 funcionários, já que a queda pela procura no balcão foi de 70%.

“Quando foi decretado o fechamento, colocamos alguns funcionários de férias, outros em home-office cuidando de nossas redes sociais para divulgar nosso serviço de delivery via telefone e WhatsApp. Logo no primeiro dia tivemos muitos pedidos, já que nossos clientes são fiéis e eu e minha esposa fizemos as entregas. Com o aumento de mais 100% na demanda, terceirizamos o serviço e hoje já contratamos um motoboy, que será mantido quando tudo isso passar. Estamos sobrevivendo nessa pandemia graças ao delivery”, afirmou o proprietário Diógenes Dietrich.

Bolsonaro deve ser investigado sob suspeita de crime de responsabilidade, dizem procuradores

JOSÉ MARQUES – SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)

A saída de Sergio Moro do Ministério da Justiça e Segurança Pública provocou uma enxurrada de críticas de procuradores do Ministério Público Federal, alguns deles com passagem pela Lava Jato, e também pedidos de investigação sobre o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Ex-integrante do grupo de trabalho da Lava Jato na Procuradoria-Geral da República, o procurador regional Vladimir Aras disse nas redes sociais que os episódios narrados por Moro em seu pronunciamento “são gravíssimos”.

“Houve relatos sobre falsidade ideológica, obstrução da justiça e crime de responsabilidade, que deverão ser investigados pela PGR (Procuradoria-Geral da República) e pela Câmara dos Deputados”, afirmou Aras. “Interferência política na Polícia Federal é inadmissível.”

“A Polícia Federal se notabilizou como uma das forças policiais mais respeitadas do mundo por atuar tecnicamente, com um corpo funcional bem preparado e com bastante autonomia operacional. As consequências dessa intromissão política são incalculáveis.”

Ao anunciar sua demissão do governo federal nesta sexta-feira (24), Sergio Moro criticou a insistência do presidente Jair Bolsonaro para a troca do comando da Polícia Federal, sem apresentar causas que fossem aceitáveis.

Moro afirmou ainda que Bolsonaro queria ter acesso a informações e relatórios confidenciais de inteligência da PF. “Não tenho condições de persistir aqui, sem condições de trabalho.” E disse que “sempre estará à disposição do país”.

O presidente da ANPR (Associação Nacional dos Procuradores da República), Fábio George Cruz da Nóbrega, também afirmou que as declações são “muito graves”.

“Sinalizam a ocorrência de crime de falsidade ideológica de responsabilidade do presidente da República, na assinatura de ato inexistente de exoneração a pedido do diretor-geral da PF, bem como de crime de responsabilidade, na tentativa de interferência na regularidade de investigações. Ambas as ocorrências precisam ser devidamente apuradas”, diz Nóbrega, em nota.

O procurador regional João Carlos Rocha, que foi assessor do ex-procurador-geral Rodrigo Janot, afirmou nas redes sociais que após as declarações de Moro “é inevitável que se instaure uma investigação sobre a conduta do presidente da República”.

“O ex-ministro da Justiça acaba de relatar diversos fatos envolvendo crimes comuns e de responsabilidade”, afirmou.

Bruno Calabrich, também procurador regional, disse que “a bola está com a PGR”. “Trocar um agente público para interferir no resultado de uma investigação é uma acusação grave e precisa ser apurada”, apontou. A procuradora Monique Cheker disse que a Procuradoria-Geral da República “tem o dever de apurar”.

Sem citar Moro, Yuri Luz, que integra a Lava Jato paulista, apontou possível omissão do ministro em declarar eventuais irregularidades que tenha presenciado no governo.

“Todo servidor público tem o dever de funcional de comunicar imediatamente, às autoridades competentes, as ilicitudes de que venha a ter ciência”, disse, no Twitter.

“Imediatamente. Não oportunamente. Falar o que ocorreu é importante. Mas não torna legal a omissão ilegal que perdura certo tempo.”

Como apontou a coluna Mônica Bergamo, ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) enxergaram vários crimes que podem ter sido cometidos pelo presidente Jair Bolsonaro, segundo o que disse Moro em seu pronunciamento.

Outros membros do Ministério Público também fizeram declarações de solidariedade a Moro, não necessariamente apontando necessidade de investigação.

Para a procuradora regional Thaméa Danelon, que coordenou a força-tarefa da Lava Jato em São Paulo, “a criminalidade comemora” a saída de Moro do ministério.

Um dia antes, ela havia gravado um vídeo afirmando que “caso se confirme essa saída, vamos começar uma nova crise”. “Já estamos vivenciando crise, de saúde e da economia por conta do conoravirus, e vai ser mais um fator de crise para o nosso país”, disse.

Helio Telho, procurador da República em Goiás, questionou: “Bolsonaro está trocando Moro pelo Centrão? É isso, produção?”.

De Minas Gerais, o procurador Patrick Salgado afirmou não ter palavras “para descrever meu sentimento de profunda tristeza com a saída do homem íntegro, justo e ético” do Ministério da Justiça e sua “minha extrema decepção com o presidente Jair Bolsonaro”.

Antes do anúncio da saída de Moro, Jerusa Viecili, que integrava a Lava Jato de Curitiba, afirmou no Twitter que “investigações de crimes de colarinho branco e corrupção na área federal somente são possíveis com trabalho técnico e independente da Polícia Federal e do Ministério Público Federal”.

Cerâmicas: prefeito de Santa Gertrudes fala sobre 500 demissões na região

Em entrevista à rádio Excelsior/Jovem Pan News, o prefeito de Santa Gertrudes, Rogério Pascon, informa que o setor cerâmico já demitiu cerca de 500 trabalhadores nas empresas da região. O prefeito faz um apelo para que os empresários do setor mantenham os empregos, apesar da paralisação das atividades.

Jornal Cidade RC
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