Roubos com mortes aumentam no estado de São Paulo

Alfredo Henrique/ Folhapress

Os latrocínios (roubos com morte) aumentaram 16% no estado de São Paulo nos cinco primeiros meses deste ano. Foram 69 casos em 2019 e 80 no mesmo período de 2020. Os dados são da SSP (Secretaria da Segurança Pública), divulgados na noite de quinta-feira (25).
Ao todo, 82 pessoas foram mortas em assaltos, entre janeiro e março deste ano no estado. Isso equivale a uma morte a cada quase dois dias. No mesmo período de 2019, foram registradas 71 mortes durante roubos.
Os homicídios também aumentaram no estado, de 1.182 para 1.249 (5,6%), resultando respectivamente em 1.243 e 1.300 vítimas de assassinatos – uma alta de 4,5%.
A capital paulista também registrou aumento de 2,8% no número de homicídios dolosos (com intenção) entre janeiro e maio. Foram 282 casos no ano passado e 290 em 2020. Já os latrocínios caíram de 23 para 21 na cidade.
Os roubos em geral aumentaram em 3% na capital, indo de 55.684 para 57.398, da mesma forma que os roubos a banco, que subiram de 6 para 10 (66,6%). Considerando o período, os roubos de veículo caíram na cidade em 28,3%, da mesma forma que roubos de carga (-12,5%), furtos em geral (-24,7%) e furtos de veículos (-27%).
O estado também registrou queda de 6,2% nos roubos em geral, 27,5% nos roubos de veículos, 15% nos roubos de carga, 24,3% nos furtos em geral e 25,5% nos furtos de veículos. Os assaltos a banco, porém, dobraram de 7 para 14.
Subnotificação faz registros de estupros despencarem Os registros de estupros caíam em abril e maio, meses em que parte da população permaneceu em isolamento social no estado de São Paulo em decorrência da pandemia do novo coronavírus.
Segundo a SSP, foram registrados 661 casos em abril deste ano e 669 em maio, representando queda de 35% e 37,9% de registros em relação às 1.018 e 1078 ocorrências nos mesmos meses de 2019.
O coronel Álvaro Camilo, secretário executivo da Polícia Militar paulista, atribui a queda à subnotificação dos crimes (quando ocorrências deixam de ser registradas pelas vítimas).
“Apesar de existirem canais de denúncia para este tipo de crime, temos de fato a subnotificação, pois os autores estão junto com as vítimas, na maioria das vezes. A vitima não tem nem mesmo para onde fugir [por causa da pandemia da Covid-19] e fica o tempo todo com o abusador”, analisou.
O oficial disse que, futuramente, possa ocorrer aumento nos registros de crimes sexuais, a partir do momento em que as vítimas conseguirem denunciar formalmente os abusos.
Análise O coronel Camilo reforçou que a maioria indicadores criminais caiu no estado de São Paulo e capital paulista, como roubos e furtos. Ele atribui a redução à quarentena decretada pelo governo estadual, em 24 de março.
“Por causa da quarentena, há mais policiais nas ruas e serviços como a Ronda Escolar, escolta de presos e policiamento de eventos públicos [como shows], que deslocariam policiais de rondas, não estão ocorrendo”, explicou.
Sobre o aumento de homicídios, o oficial afirmou ter chegado um momento em que fica difícil reduzir este tipo de crime, que registrou baixas constantes nos últimos anos em São Paulo. Ele ainda destacou ser impossível prever onde os assassinatos podem ocorrer.
Porém, a polícia desenvolve ações que, segundo ele, indiretamente podem contribuir para a diminuição dos crimes com mortes. “Reforçamos as ações de combate ao tráfico de drogas e à apreensão de armas de fogo, com o intuito de minimizar as possibilidades de que ocorram eventuais homicídios”, explicou.

Entre política e celebração, Paradas LGBTI+ reivindicam direitos

Naná Deluca/ Folhapress

Combinando política e festa, as Paradas do Orgulho LGBTI+ reivindicam anualmente direitos para a comunidade formada por lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais. O primeiro evento ocorreu em Nova York em 1969, como resposta ao episódio ocorrido no bar Stonewall Inn.
Frequentadores da boate resolveram reagir às frequentes e violentas batidas policiais ao local no dia 28 de junho, data que marca, hoje, o dia internacional do orgulho LGBTI+.
A primeira edição brasileira da marcha ocorreu em 28 de junho de 1997, em São Paulo, reunindo cerca de 2 mil pessoas sob o tema “Somos muitos, estamos em várias profissões”. Em 2002, o evento já reunia 500 mil pessoas e tinha uma visibilidade midiática significativa.
De lá para cá, cresceu vertiginosamente e passou a integrar o calendário turístico da cidade. No Brasil, hoje, ocorrem 250 marchas por todo o território nacional.
A 23ª Parada em São Paulo reuniu, no ano passado, cerca de três milhões de pessoas e movimentou R$ 403 milhões, de acordo com a prefeitura. Este ano, por causa da pandemia do novo coronavírus, o evento foi adiado para novembro, mas ganhou uma edição em formato digital no mês de junho.
“Hoje, estamos em uma estrada bem asfaltada, em que faltam, contudo, algumas leis. No começo era um matagal, não tinha nada”, lembra Beto de Jesus, que foi presidente da Associação da Parada do Orgulho LGBTI+ entre 1999 e 2002.
Jesus aponta que, além da aliança com movimentos sindicais, o “pulo do gato” para que, de uma marcha com 2 mil pessoas, a Parada paulistana se tornasse a maior do mundo, foi a atuação de pessoas LGBTI+ que não eram até então “ativistas orgânicas”, mas usaram suas expertises à favor da comunidade.
“A Parada despertou para o mundo que nós somos muitos, estamos em todos os lugares e somos muito diversos”, afirma Toni Reis, pós-doutor em educação e diretor da Aliança Nacional LGBTI+.
Para ele, nas Paradas a pluralidade da comunidade LGBTI+ se evidencia, demonstrando como pessoas de diversas classes sociais, raças e gerações adotam diferentes posturas e estéticas para expressar sua sexualidade e gênero.
Em sua cobertura do evento em 2019, a Folha sublinhou a mescla entre “tom político” e “micareta”. Tal mistura é própria da história das Paradas ao redor do mundo e, em particular, as nacionais. “As Paradas brasileiras lembram o estilo de blocos carnavalescos, com trios elétricos. Na cidade de São Paulo, representaram uma apropriação festiva do espaço público”, afirma o antropólogo e professor da USP Júlio Simões.
A origem das Paradas brasileiras, contudo, se dá em 1978, duas décadas antes da primeira edição. Trata-se do encontro entre o ativista João Antônio Mascarenhas e Winston Leyland, editor da Gay Sunshine Press, dos EUA. Da reunião, surge o jornal Lampião da Esquina e o coletivo político Somos.
Esta conjunção marca o início oficial do movimento LGBTI+ brasileiro, dez anos após a revolta no Stonewall.
Este aspecto festivo da Parada, contudo, não é consenso dentro da comunidade LGBTI+. Desde 2003, a Caminhada de Mulheres Lésbicas e Bissexuais de São Paulo acontece no sábado que antecede a Parada na cidade.
“A Caminhada é organizada de maneira desvinculada à Parada LGBTI, que em seu formato não contempla as pautas específicas das mulheres lésbicas e bissexuais”, afirma Ana Amorim, uma das organizadoras do evento.

Número de casos confirmados de Covid-19 ultrapassa 10 milhões no mundo

Folhapress

O número de pessoas diagnosticadas com Covid-19 ultrapassou a marca de 10 milhões, segundo monitoramento da universidade americana John Hopkins, que acompanha a evolução da doença no mundo todo.
Neste domingo (28), o total de casos confirmados chegou a 10.001.527. Até o momento, foram registradas 499.124 mortes em decorrência do novo coronavírus ao redor do mundo.
No sábado, a universidades havia informado que foram registradas 191,7 mil novas infecções na sexta, número mais alto desde o começo da pandemia. Com isso, o mundo soma 9,9 milhões de pessoas infectadas pelo novo coronavírus, com 497 mil mortes registradas até agora. O número real tende a ser bem maior, no entanto, porque é alta a subnotificação da doença.
O Brasil ocupa a segunda posição entre os países tanto com mais casos quanto com mais mortes (esse total passa agora dos 57 mil). Os Estados Unidos são o país mais afetado pela pandemia até agora, com 2,5 milhões de infectados e 125 mil mortes.
Já em total de mortes, atrás dos Estados Unidos e do Brasil estão Reino Unido (44 mil), Itália (35 mil) e França (30 mil). Peru e Chile, apesar do alto número de infecções, registram menos mortes (9.135 e 5.347, respectivamente).

Com mais 71 confirmações, Rio Claro tem quase 800 casos de coronavírus

Novos 71 casos de coronavírus foram confirmados em Rio Claro em boletim divulgado no sábado (27) pela Secretaria Municipal de Saúde. O número representa novo recorde de casos num único dia no município. Agora, Rio Claro soma 788 casos positivos da Covid-19.

De acordo com levantamento divulgado pelo setor municipal de vigilância epidemiológica, há 68 pessoas internadas por coronavírus, incluindo casos suspeitos, sendo 28 no Sistema Único de Saúde (SUS) e 40 na rede particular. Vinte e três pacientes estão internados em unidade de terapia intensiva (UTI), sendo 14 no SUS e nove na rede privada.

Rio Claro registra 31 óbitos por coronavírus. Houve aumento no número de pessoas recuperadas, que chegam a 232.

Dos 71 pacientes que tiveram a confirmação da doença nas últimas 24 horas, oito estão hospitalizados e 63 em isolamento domiciliar.

Carro capota na SP-310 e vítima é socorrida entre as ferragens

A Polícia Militar Rodoviária atende neste momento uma ocorrência no quilômetro 191 da Rodovia Washington Luís, na altura da cidade de Corumbataí, um acidente de trânsito envolvendo um carro que teria capotado, segundo informações preliminares.

Um homem teria ficado preso nas ferragens, mas já havia sido socorrido e seu estado de saúde é estável, segundo policiamento. O socorro foi feito pela Eixo, concessionária responsável pelo trecho da rodovia.

A pista não precisou ser interditada e o tráfego segue normal no local.

VÍDEO: mecânico é assassinado a tiros na Vila Martins

O mecânico Rodrigo Bueno, de 36 anos, foi morto a tiros neste sábado (27) na porta da sua residência na Vila Martins. É a segunda morte violenta somente nesta semana. Segundo a Polícia Militar, a vítima tinha uma oficina de usinagem na Vila Nova com um sócio. Três indivíduos encapuzados chegaram a este local e renderam o sócio perguntando pelo Rodrigo.

Neste momento, um dos criminosos pegou o celular do sócio, se fazendo passar por ele e informando que levaria a Montana de Rodrigo à sua casa, uma vez que ela estava na oficina. Um indivíduo fez o sócio de refém e os outros dois foram à casa do mecânico. Ao sair à rua, Rodrigo foi alvejado com vários tiros vindo a óbito. Os criminosos acabaram fugiram levando o veículo e depois o abandonaram em uma área de mata na Vila Nova.

A vítima tinha passagem nos meios policiais por porte de arma. A hipótese de acerto de contas é considerada. No entanto, a ocorrência ainda está em andamento. É o segundo assassinato em três dias. Na quinta-feira (29) um senhor de 54 anos foi morto após levar uma facada no Parque das Indústrias, no Grande Cervezão.

Repórter da CNN Brasil é assaltada ao vivo por homem com faca

 (FOLHAPRESS) –

A repórter Bruna Macedo, da CNN Brasil, levou um susto ao vivo na manhã deste sábado (27), durante uma cobertura sobre as chuvas em São Paulo.
Enquanto participava do programa CNN Sábado, ela foi vítima de um assalto. Um homem apareceu em frente à câmera, a ameaçando com uma faca e levando seus dois celulares.
A cena ocorreu enquanto o apresentador do jornalístico, Rafael Colombo, dava informações sobre os pontos de alagamento na cidade devido à chuva da madrugada. Macedo estava na ponte das Bandeiras, mostrando o nível do rio Tietê.
Ela teve sua imagem cortada e não voltou ao ar. Colombo anunciou, logo em seguida, o que havia acontecido e disse que a colega de emissora passava bem.
“Faz mais ou menos 20 minutos que aconteceu, a Bruna Macedo estava entrando no ar, num quadro dividido. Na imagem do meio, a Bruna é vista sendo abordada por um rapaz. Não deu para entender na hora o que estava acontecendo, se era um morador de rua passando. Mas depois do que aconteceu, cortamos a imagem e ela explicou que foi roubada”, explicou.
De acordo com o apresentador, o homem visto nas imagens estava com uma faca e levou dois celulares. “Ele fez ameaça e ela entregou um celular, mas ele sabia que ela tinha dois, porque ela tem um particular e um corporativo”, disse.
Ainda segundo Colombo, Macedo foi imediatamente levada para a redação da CNN Brasil. “Tomou um susto danado, mas está bem, não sofreu nenhum tipo de ferimento.”

Governo anuncia parceria para vacina contra covid-19

O Ministério da Saúde anuncia hoje (27), em coletiva no Palácio do Planalto, uma parceria para o desenvolvimento e a produção de vacina contra a covid-19 – doença provocada pelo novo coronavírus.blank

Participam do anúncio, pelo Ministério da Saúde, o secretário executivo, Elcio Franco, o secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Correia de Medeiros, o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos, Hélio Angotti Neto, e a diretora de Ciência e Tecnologia da Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos, Camile Giaretta Sachetti.

Na primeira fase, o governo comprará 30,4 milhões de doses, dividos em dois lotes de 15,2 milhões cada. o valor do acordo é de US$ 127 milhões, sendo os custos de processo de transferência de tecnologia estimados em US$ 30 milhões.

Serão dois lotes de 15,2 milhões cada, sendo o primeiro entregue em dezembro de 2020 e o segundo em janeiro de 2021.

Acidente faz vítima fatal na SP-310 em Rio Claro

Um acidente envolvendo um caminhão com placas de Santa Catarina e uma motocicleta vitimou Djalma Rogério Alves Vitti, de 47 anos, na noite de sexta-feira (27), no quilômetro 170 da Rodovia SP-310, a Washington Luís, em Rio Claro. Segundo informações da Polícia Rodoviária, a vítima pilotava uma motocicleta, que teria colidido na traseira do caminhão por volta das 22h30, não resistiu e faleceu no local.

Jornal Cidade RC
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