Guarda Municipal e Visa mantém fiscalização

A prefeitura de Rio Claro mantém trabalho de fiscalização nos estabelecimentos comerciais para o cumprimento das normas nesta quarentena da pandemia de coronavírus. Quinta e sexta-feira, dois primeiros dias da nova etapa de fechamento do comércio, dezenas de estabelecimentos foram visitados e alguns foram autuados. Na quinta-feira, 80 pontos comerciais foram fiscalizados e dois tiveram alvará cassado. Nesta sexta-feira (26), mais 20 ações de fiscalização foram realizadas, sendo que um estabelecimento foi autuado. O trabalho vem sendo feito por agentes da Vigilância Sanitária e da Guarda Civil Municipal. De acordo com a prefeitura, o objetivo é que as pessoas respeitem as regras da quarentena para que os números da pandemia no município possam ser melhorados.

Rio Claro tem mais de 700 casos de Covid-19

Com mais 34 casos confirmados no boletim desta sexta-feira (26), o município de Rio Claro totaliza 717 casos de Covid-19, doença transmitida pelo novo coronavírus.

De acordo com levantamento divulgado pelo setor municipal de vigilância epidemiológica, o número de pessoas internadas também subiu em relação ao boletim anterior. De 71 passou para 75, sendo 29 no Sistema Único de Saúde (SUS) e 46 na rede particular. Vinte e dois pacientes estão internados em unidade de terapia intensiva (UTI), sendo 14 no SUS e oito na rede privada.

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Dos 34 pacientes que tiveram a confirmação da doença nas últimas 24 horas, sete estão hospitalizados e 27 em isolamento domiciliar.

Rio Claro registra 31 óbitos por coronavírus, os seis mais recentes na quinta-feira (25). Das 31 mortes, 17 são de homens e 14 de mulheres.

Secretaria de Cultura abre cadastro para artistas, empresas e instituições

A Secretaria Municipal de Cultura começa a receber a partir de segunda-feira (29) dados para Cadastro Municipal de Cultura. Artistas devem fazer o cadastramento online pelo endereço eletrônico https://forms.gle/px9NNa4UZDMRfXxF7 e as empresas e instituições culturais, pelo endereço https://forms.gle/PpMNjtLRVPj5PP2j8. Esses links deverão ficar disponíveis no site da prefeitura e na página da Secretaria Municipal de Cultura a partir da semana que vem. Também será possível retirar os formulários no Casarão da Cultura, localizado na Avenida 3 na esquina com Rua 7. O atendimento ao público, neste período de pandemia, é das 8 às 13 horas.

“É importante os representantes dessa área preencherem o cadastro para que possamos aprimorar cada vez mais as ações nesse setor tão importante que é a cultura”, comenta o prefeito João Teixeira Junior. De acordo com a Secretária Municipal de Cultura, Daniela Ferraz, o cadastramento será feito até o dia 12 de julho e é fundamental não deixar para a última hora. “O cadastro auxiliará a Secretaria Municipal de Cultura a ter novo diagnóstico do cenário cultural da cidade para políticas voltadas ao setor”, explica.

O cadastramento também será obrigatório para quem for da área e quiser receber recursos a serem enviados pelo governo federal, que deve conceder auxílio emergencial ao setor da cultura como previsto pela lei 1075/2020, conhecida como Lei Aldir Blanc, a ser sancionada em breve pelo Planalto.

A lei foi aprovada pela Câmara dos Deputados e Senado Federal e já seguiu para sanção presidencial. Estabelece bolsas destinadas aos setores culturais afetados pela pandemia do novo coronavírus e prevê três tipos de auxílio: para artistas, para empresas culturais e para contratação de espetáculos, que será feita a partir de editais a serem divulgados em breve.

Rio Claro confirma 982 casos de dengue

Em uma semana Rio Claro registrou 30 novos casos de dengue. O número aponta desaceleração no crescimento de casos, o que não quer dizer que pode haver redução nos cuidados preventivos.

“A população deve permanecer em vigília constante contra o Aedes aegypti, já que uma pequena quantidade de água é suficiente para o mosquito se reproduzir”, destaca Maurício Monteiro, secretário de Saúde.

Boletim emitido na sexta-feira (26) pela Vigilância Epidemiológica do município registra 982 casos de dengue em Rio Claro neste ano. O boletim aponta ainda que o município não tem casos confirmados de zika vírus, chikungunya e febre amarela, doenças também transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti.

A principal medida para evitar essas doenças é acabar com os possíveis criadouros, já que sem o mosquito não há transmissão. A estimativa é de que 80% dos criadouros estejam nos imóveis habitados, como residências, locais de trabalho e comércios. “A colaboração diária de toda população na eliminação de criadouros e descarte correto de materiais é a forma mais eficaz para evitar a dengue”, finaliza Diego.

Para colaborar na eliminação de criadouros os rio-clarenses contam com coleta de lixo domiciliar em todos os bairros, seis ecopontos, coleta seletiva de lixo e serviço mensal de cata bagulho.

VÍDEO: Homem assalta mulher no Cidade Jardim em Rio Claro

Uma mulher foi assaltada por um homem na tarde desta sexta-feira (26) em Rio Claro. O crime aconteceu na Avenida 25, esquina com a Rua 8, no Bairro Cidade Jardim.

De acordo com informações da vítima, que registrou boletim de ocorrência, o criminoso roubou sua aliança de casamento e outros anéis.

O assalto foi registrado por câmeras de segurança. As imagens mostram o ladrão de bicicleta se aproximando da vítima e fazendo menção de estar armado. Na sequência, a mulher entrega os anéis ao criminoso, que sai pedalando rapidamente e fugindo com os pertences roubados

Blogueiro bolsonarista é preso pela Polícia Federal em investigação de atos antidemocráticos

CAMILA MATTOSO – BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS)

O jornalista-ativista Oswaldo Eustáquio foi preso nesta sexta-feira (26) pela Polícia Federal, em Campo Grande (MS).

O mandado de prisão foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, no inquérito dos atos antidemocráticos.

Ele já tinha sido alvo de uma ordem de busca e apreensão há duas semanas.
A PF argumentou no pedido de prisão que havia risco de fuga do investigado.

No inquérito, a Procuradoria-Geral da República disse ao Supremo que Eustáquio defendeu uma “ruptura institucional de maneira oblíqua”. Ele é sócio da Target Journal Comunicação.

O blogueiro é próximo da ativista Sara Winter, líder de um grupo armado de extrema direita. Ela cumpre prisão domiciliar por ordem de Moraes.

“Tivemos 80 estabelecimentos visitados e dois lacrados”, diz Bellagamba sobre comércio

Em entrevista à rádio Excelsior/Jovem Pan News, o secretário municipal de Segurança, Mobilidade Urbana e Defesa Civil, Marco Antonio Bellagamba, fala sobre o balanço da fiscalização de fechamento do comércio na quinta-feira. E alerta também sobre a falta de adesão da população ao uso de máscaras. “Se não quer se proteger, tenha respeito ao próximo”, recomenda o secretário.

Prefeito de Santa Gertrudes alerta para falta de leitos na região

Em entrevista ao Jornal da Manhã da Rádio Excelsior Jovem Pan News, o prefeito de Santa Gertrudes, Rogério Pascon, falou sobre a baixa disponibilidade de leitos em unidades de saúde da região. Pascon ainda lembrou que outras cidades dependem da Santa Casa de Rio Claro.

Rio-clarense Dan Ribeiro faz live sertaneja nesta sexta

O cantor sertanejo rio-clarense Dan Ribeiro faz um show online (live) nesta sexta-feira (26), a partir das 18h, em seu canal oficial no YouTube. Clique aqui para acessar.

O artista fez uma seleção das melhores músicas sertanejas, das clássicas às mais recentes, para seus fãs. A ‘Live in House’ será apresentada pelas blogueiras Anna Brassoloto e Mariah Lima.

Vários prêmios serão sorteados durante a transmissão e o show também será beneficente para que a população possa fazer doações em tempo real. A produção é da Bordon Produções.

Vacina contra coronavírus levará no mínimo um ano, diz OMS

ANA ESTELA DE SOUSA PINTO – BRUXELAS, BÉLGICA (FOLHAPRESS)

Os trabalhos para desenvolver, produzir e distribuir uma vacina eficaz e segura contra a Covid-19 estão sendo feitos em velocidade inédita, mas, mesmo se tudo der certo, elas não estarão disponíveis antes de 12 ou 18 meses, afirmou nesta sexta (26) a OMS (Organização Mundial da Saúde).

A organização coordena o Act Accelerator, projeto que articula pesquisa, desenvolvimento, produção e licitação em nível global de testes, medicamentos e vacinas para a Covid-19.

“Até que comecem a chegar resultados positivos dos testes clínicos que começaram a ser feitos com humanos, é cedo até para dizer quem está na dianteira desse esforço”, afirmou Andrew Witty, ex-executivo-chefe do laboratório GlaxoSmithKline que está à frente do braço de vacinas (Covax).

Segundo a cientista-chefe da OMS, Soumya Swaminathan, até hoje a vacina obtida em tempo mais curto foi a da zika, em dois anos, mas sem testes amplos. A vacina contra o ebola, que seguiu os protocolos mais amplos, levou cinco anos.

“Em geral, da pesquisa à aplicação uma vacina leva dez anos. Queremos encurtar para o mais breve possível, 12 ou no máximo 18 meses, mas isso só será possível se houver cooperação de todos os envolvidos -universidades, laboratórios grandes e pequenos, indústria e governos”, disse ela.

O Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA (HHS) já afirmou que as primeiras doses poderiam estar disponíveis já em outubro deste ano, e empresas também têm anunciado prazos mais curtos.

Soumya afirmou que há mais de 200 vacinas candidatas a implementação, das quais cerca de 15 estão sendo testadas em humanos. Um esforço conjunto, porém, é necessário porque não será possível seguir o trajeto normal de primeiro encontrar a vacina viável e depois investir na sua produção.

“Não temos tempo de terminar a pesquisa e o desenvolvimento e depois escalar a produção. Precisamos investir na produção desde já, e pensando nos diferentes tipos e tecnologias que podem ter sucesso”, disse ela.

A cientista-chefe afirmou que serão necessários US$ 11,3 bilhões (R$ 62,5 bilhões) nos próximos seis meses e mais US$ 6,8 bilhões em 2021 para cumprir a meta de chegar ao final do próximo ano com 2 bilhões de doses disponíveis à população mais vulnerável e exposta à doença.

Soumya disse que também é preciso que os governos assumam o compromisso de comprar 1 bilhão da Covax, para garantir o investimento na produção.

Embora ainda não haja acordo sobre propriedade intelectual e licenciamento da produção, ela se disse confiante na disposição das corporações de tratarem a vacina para Covid-19 como um bem comum global. “Temos conversado com a indústria, e rivais estão compartilhando dados e recursos para acelerar os trabalhos. Estamos vendo, mais do que boa vontade, avanços práticos”, disse ela.

Witty disse que há um esforço “imenso” de universidades e companhias no desenvolvimento de um portfólio bastante variado, usando tecnologias diferentes, mas que o momento tem que ser de “humildade” até que seja demonstrado sucesso na fase experimental.

“Podemos ser supersortudos e encontrar um vencedor logo cedo, mais ainda assim levaremos 12 ou 18 meses para chegar a todos, o que já será incrivelmente precoce”, disse ele.

Reabertura das escolas em SP poderá ter exceções se estado todo não progredir, diz secretário

LAURA MATTOS- SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)

O plano de reabrir todas as escolas do estado de São Paulo simultaneamente poderá ser alterado para o de abertura regionalizada. A informação foi dada à reportagem pelo secretário da Educação, Rossieli Soares, 41, em entrevista nesta quinta (25).

Na véspera, ele e o governador João Doria (PSDB) anunciaram o cronograma de volta às aulas presenciais, teoricamente, em 8 de setembro.

O programa, entretanto, determina que a reabertura só acontecerá se todas as regiões do estado permanecerem por 28 dias na fase amarela, terceiro estágio da retomada. Hoje, todas estão aquém.

À reportagem, Rossieli admitiu que, se eventualmente todas as regiões atingirem a fase amarela e uma delas regredir ao longo dos 28 dias, pode-se avaliar a abertura regionalizada, se a equipe de Saúde autorizar.

O secretário, que passou 15 dias internado com Covid-19 em junho, citou a queda de braço pela reabertura e a tendência de aprovação automática.

Pergunta – Como foi enfrentar a Covid-19?
Rossieli Soares – Comecei com tosse leve e cansaço. Achava que era estresse. Vieram febre e dor no corpo. Fui para o hospital e já fui internado. No dia seguinte, piorou estratosfericamente. É muito difícil, ficamos isolados, sem acompanhante.

Sou diabético, meu risco é mais elevado. Quase uma semana depois, tive uma crise respiratória e me mandaram para a UTI. Foi um susto. Na UTI acertaram o tratamento, fisioterapia e medicamentos, e melhorei, até ter alta [dia 17]. Ainda sinto cansaço, o pulmão não está totalmente recuperado, mas estou melhor.

A doença influenciou suas decisões em relação à reabertura das escolas?
RS – Lógico que influencia, não tenho como separar o que passei, que não desejo a ninguém, das minhas decisões. Mas a decisão não é só minha, mas uma discussão com comitês da Saúde. A data não é o mais importante no processo, e sim a clareza de dois ciclos inteiros no amarelo no estado todo, de uma efetiva saída da pandemia.

Imaginar todas as cidades de São Paulo no mesmo estágio, o amarelo, por 28 dias, dá certa impressão de que não haverá de fato volta às aulas presencias neste ano.
RS – São todas as regiões de Saúde, não todas as cidades. A região é a média das cidades, pode haver alguma cidade que não esteja no amarelo. Mas não podemos fazer abertura regionalizada porque há muita circulação de alunos entre as cidades.

Existe uma teia de contatos, a criança tem contato com o irmão que faz faculdade fora, o pai, que trabalha em outra cidade. São 32% da população que voltam a circular, seria a última barreira do isolamento. Além disso, fechamos ao mesmo tempo as escolas em todo o estado, há uma questão de equidade.

Pode-se questionar se não teria sido melhor ter fechado regionalmente.
RS – Há quem diga que poderia ter havido “lockdown” [política de confinamento mais restritiva] logo no início. Há especialista para qualquer tese. Temos em São Paulo um grupo de altíssimo nível tomando decisões.
Em relação à disparidade, ela está dada nacionalmente. Há cidade em Mato Grosso, por exemplo, que já voltou ao ensino presencial no início de maio. Tomamos uma decisão dentro do nosso estado, não posso comparar com outros.

Faz sentido sacrificar todo o estado se uma única região regredir? Não seria mais lógico pensar em um processo localizado de recuperação?
RS – Se a área da Saúde permitir isso, pode ser. Entendo sua questão sobre uma região parar o estado. Se chegarmos a isso, eventualmente trataremos como uma exceção e tomaremos uma decisão baseada nisso. Mas hoje a regra e o esforço precisam ser o da busca da melhoria geral, para avançar com segurança.

A pressão é muito maior pela não reabertura. Só quem quer reabrir é parte dos pais trabalhadores e escolas privadas, que não estão olhando para a saúde, estão preocupadas, é legítimo, com a situação econômica. Estamos preocupados com a situação econômica, os pais trabalhadores, a aprendizagem, mas não volto sem a Saúde dizer quando.

Especulava-se sobre a possibilidade de se ter datas diferentes para públicas e privadas, que argumentam ter mais condições de adotar protocolos de segurança.
RS – Não aceito esse discurso. A única possibilidade de discussão real é a regionalização. Abrir para a privada primeiro seria uma desigualdade ainda maior do que a que já existe, é inaceitável. A escola do rico pode abrir, a do pobre, não?

Há escolas particulares que atendem classes C e D argumentando que os pais tiveram de voltar ao trabalho e não têm onde deixar as crianças.
RS – Tenho 3,5 milhões de alunos passando por isso na rede estadual, muito mais do que eles. Acordo e durmo pensando em quantas mães têm que trabalhar e não têm com quem deixar os filhos.

Entendo que possa haver uma volta anterior da educação infantil [fora da alçada do estado] em razão disso, ainda que haja forte reação contrária. É preciso discutir na sociedade. Quando chegarmos ao amarelo, o debate vai crescer, e a gente vai estar pronto para, se a Saúde disser que há condições, rediscutir a volta da educação infantil, concentrando nas mães que trabalham.

Há estudos apontando que crianças até oito anos têm baixas chances de se contaminar, mas nada que garanta que seja assim.

A revista Nature publicou um estudo matemático que mostra que as crianças e jovens de até 20 anos têm metade da chance de se contaminar do que quem tem mais de 20, e a suscetibilidade em relação ao vírus cresce com a idade. Isso explicaria por que a mortalidade é maior em países com populações mais idosas e também o fato de o fechamento das escolas não ter freado o avanço nos países.
RS – É um estudo quantitativo. Quando falamos com médicos, dizem que é um bom indício, mas querem saber por que a criança tem menos chance de pegar e se de fato tem menos chance de transmitir. Há muito estudo saindo, um deles aponta que não houve surto em escola. É um sinal interessante, mas não podemos nos basear em alguns estudos. Imagine eu na entrevista coletiva dizendo que iria reabrir porque vi esse estudo na Nature.

A Nature fala para mim, para você, para meia dúzia de médicos, mas não para a mãe que está em casa e diz: “Não vou mandar meu filho para a escola para morrer”. Para o professor que tem medo de ir trabalhar e morrer.

Ainda que as pesquisas sejam recentes, se o governo considera apenas o risco de contágio, e não o econômico, é difícil entender por que shoppings, por exemplo, já possam funcionar, se é arriscado abrir as escolas. Claro que isso não é uma determinação do sr., mas gera dúvida na sociedade sobre o que de fato mobiliza as decisões da retomada.
RS – Vamos olhar para trás para a pergunta não ficar enviesada: O que fechou primeiro?

Todos fecharam no mesmo dia.
RS – Não. Dia 13/3 decidimos fechar escolas e anunciamos que seria a partir do dia 23.

Mas nesse mesmo dia 23 os shoppings também foram fechados.
RS – Mas na semana anterior já não havia nem 10% dos alunos na escola. A decisão de fechar shopping foi posterior.

As escolas terão autonomia para se adequar à regra da volta com 35% dos alunos? Podem colocar 35% de todas as turmas, todos os dias, ou intercalar dias da semana ou escolher algumas para retornar antes e deixar outras ainda no ensino remoto?
RS – Existe autonomia para a rede municipal e para as privadas. O que a escola precisa ter claro é que, se tem capacidade para 1.000 alunos, poderá receber 350. A rede estadual está trabalhando com a hipótese de que todos irão pelo menos uma vez por semana.

Há escolas particulares dizendo que, por terem área extensa, com espaços abertos, conseguirão receber 100% dos alunos mantendo a distância mínima.
RS – A abertura acontece de acordo com a capacidade física da escola, medida por número de alunos em sala. Essa capacidade já está determinada, não há como mudar.

As escolas não poderão transformar outros espaços em salas de aula, como quadras?
RS – Não é assim que funciona. Não posso dizer que minha capacidade magicamente foi quintuplicada. Vai ter que aprovar na Vigilância Sanitária, no Bombeiro etc. E é para ter educação física, mantido o distanciamento. É mais aconselhável usar a quadra para isso do que para matemática. As crianças e jovens estão confinados, é absurdo pensar que a quadra poderia virar sala de aula.

Há tendência de aprovação automática dos alunos neste ano?
RS – Quando retornarmos, teremos que dar plenas condições para que os alunos recuperem conteúdos. Algumas prefeituras já falam em aprovação automática e nós estamos estudando o que fazer. Quanto mais para frente for a reabertura, mais difícil será dar avaliações aos alunos.

O que o sr. achou de a Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de SP) ter ameaçado greve por considerar precipitado voltar em setembro?
RS – Absurdo. Se faltassem cinco dias… mas são dois meses. É uma ameaça no mínimo desnecessária. A presidente do sindicato [deputada estadual Maria Izabel Noronha, do PT] estava reunida comigo ontem [horas antes do anúncio do plano] discutindo o cronograma. Eles falam o que quiserem, mas deveríamos ter mais responsabilidade nesse processo.

Região de Rio Claro deve manter comércio fechado até 14 de Julho

O Governo do Estado de São Paulo anunciou nesta sexta-feira (26) a nova atualização das fases do Plano São Paulo, na qual foi constatado que várias regiões do estado voltam, obrigatoriamente, à fase vermelha de flexibilização a partir da próxima segunda (29). A próxima fase se estende até o dia 14 de Julho.

A regional de saúde de Piracicaba, a qual Rio Claro pertence, foi uma das regiões que retrocederam à fase vermelha, que tem as restrições mais rígidas, podendo funcionar apenas os serviços essenciais.

Apesar de cidades como Rio Claro, Limeira e outras já terem fechado o comércio nos últimos dias, as outras cidades da região serão obrigadas a tomar a mesma medida. Piracicaba e outros municípios, que mantinham o comércio aberto, terão de fechar tudo a partir de segunda.

RIO CLARO

Apesar do prefeito Juninho da Padaria ter anunciado nesta semana o fechamento do comércio até o dia 4 de Julho, a nova atualização do Governo do Estado obriga Rio Claro a se manter na fase vermelha até o dia 14 do próximo mês.

Grande São Paulo

A capital do estado e cidades próximas tiveram melhorias nos índices de covid-19 e estruturas de saúde, portanto poderão ter maior flexibilização dos serviços, já que se encontram na fase amarela.

Confira abaixo o documento divulgado pelo Governo de SP com detalhes da próxima fase da quarentena no estado:

Jornal Cidade RC
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