Ritmo da vacinação vai determinar crescimento econômico em 2021

EDUARDO CUCOLO – SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O ritmo do programa de imunização nacional contra a Covid-19 se tornou um dos principais fatores que estão embasando as projeções de crescimento da economia em 2021.

A avaliação é que não há como separar as duas questões, principalmente diante do recrudescimento da pandemia neste início de ano e da falta de espaço no Orçamento para bancar um programa robusto de estímulos fiscais.

Há divergências, no entanto, em relação ao cenário atual na área de saúde. Algumas instituições e consultorias estão revisando para baixo suas estimativas devido à demora no processo de vacinação e ao aumento no número de casos e mortes neste início de ano.

Na avaliação de outras, o país terá doses suficientes para imunizar rapidamente a parcela mais idosa da população e possui um sistema de saúde capaz de agilizar esse programa.

A economista Alessandra Ribeiro, da Tendências Consultoria, afirma que tem uma projeção mais cautelosa em relação ao crescimento projetado para este ano, de 2,9%, abaixo da mediana do mercado, de 3,5%, apurada pelo Banco Central na pesquisa Focus.

Ela considera que somente ao longo do segundo semestre haverá um percentual mais expressivo da população vacinada.

“Uma das razões é justamente a pandemia e o ritmo de vacinação. Ainda que você consiga vacinar ao longo do primeiro semestre os principais grupos de risco, dado que a maior parte da população ainda não estará vacinada, o receio em relação à pandemia, inclusive o medo de consumo de alguns serviços, ainda estará presente”, afirma Ribeiro.

A projeção é a mesma do Santander Brasil, que anteriormente tinha uma estimativa de crescimento de 3,4%, mas reviu o dado após o aumento no número de infecções e mortes neste ano.

Lucas Maynard, economista da instituição, afirma que o ritmo de vacinação é fundamental para permitir a retomada dos segmentos mais afetados pela pandemia.

“O canal para fazer essa ponte entre vacinação e atividade econômica é a mobilidade. Com o recrudescimento da pandemia, já se pode observar a partir de janeiro uma reversão daquele processo de reabertura”, afirma Maynard.

“Se a vacinação atrasar, a gente entende que as medidas restritivas permanecerão por mais tempo. Demorará mais para voltar à trajetória ascendente que a gente vinha observando no ano passado.”

Gabriel Barros, sócio e economista-chefe da RPS Capital, afirma que o plano nacional de imunização está atrasado, mas diz que houve algum progresso nas últimas semanas e que as informações já divulgadas apontam para uma oferta de cerca de 400 mil doses neste ano, entre vacinas que demandam uma ou duas aplicações.

Segundo Barros, o país tem atualmente uma média de 250 mil pessoas vacinadas por dia, mas possui capacidade para vacinar até 700 mil por dia, desde que tenha as doses.

Para ele, a velocidade do programa é importante para que não se perca o esforço de redução de jornada e salário, que preservou cerca de 10 milhões de empregos em 2020.

Ele afirma que muitas das empresas que aderiram ao programa, que deu também estabilidade temporária aos trabalhadores, estarão livres para cortar esses postos a partir do final deste trimestre. Por isso, é importante que elas tenham a perspectiva de retomar suas atividades.

“A previsibilidade da entrega da vacina influencia a decisão das empresas de demitir ou não. Como a gente está tendo algum progresso nesse front de vacinas, isso deve influenciar positivamente para que as empresas consigam manter os empregados. Por outro lado, se a vacinação atrasar, a gente pode jogar fora todo esse esforço que foi feito no ano passado”, afirma Barros, que projeta crescimento de 4% em 2021.

Na semana passada, o novo presidente do Itaú, Milton Maluhy Filho, afirmou que a instituição projeta uma alta de 4% neste ano, mas que um atraso no plano de vacinação de seis meses, por exemplo, pode reduzir o valor pela metade.

O economista do Itaú Unibanco Luka Barbosa afirma que o avanço no programa de vacinação será importante para a recuperação de atividades que respondem por 40% do PIB e que foram as mais afetadas pela queda na atividade devido à pandemia, como educação, saúde, alimentação fora de casa, entretenimento e cultura.

“Pode ser que seja mais rápido e você tenha uma normalização já no segundo trimestre. Com certeza esse vai ser um motor de crescimento importante para a economia brasileira e mundial”, afirma Barbosa.

Para ele, outros fatores já puseram o Brasil em uma trajetória de recuperação econômica, como juros baixos, mercado imobiliário em expansão, recuperação da economia global com muito estímulo fiscal e monetário, comércio global acelerando e puxando preço de commodities.

“Não é só a vacina que vai gerar a recuperação. Há vários motores contribuindo para o crescimento, compensando a retirada dos estímulos. Não é algo que estou projetando, é algo que já está acontecendo”, afirma.

O economista José Márcio Camargo, da Genial Investimentos, também está entre os que revisaram a projeção de crescimento do PIB para este ano, de 3,5% para 3%, devido ao avanço da pandemia, mas, em sua avaliação, as perspectivas para o processo de vacinação são positivas.

Ele diz que a expectativa é ter mais de 300 milhões de doses ao longo de 2021 e que a atual trajetória aponta para a imunização de 100% da população com mais de 60 anos em quatro meses.

“Se tiver vacina –esse é o ponto mais importante. O processo de vacinação no Brasil não está tão rápido quanto todo o mundo gostaria, mas também não está tão lento. Está muito melhor que em alguns países europeus e da América Latina, mas pior que em Israel e nos EUA”, afirma Camargo.

“Nosso cenário parte do pressuposto de que o governo vai conseguir vacinas. Os contratos estão assinados, os insumos já estão vindo. Todos os países têm algum problema com a oferta de vacina. O Brasil está em uma posição relativamente boa em relação à maior parte dos países”, afirma.

Como serão as aulas presenciais nas escolas de São Paulo

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Às vésperas do retorno das aulas presenciais nas escolas públicas de São Paulo e depois do início do ano letivo na rede particular, a mudança de classificação anunciada pelo governador João Doria (PSDB) na última sexta (5) gerou dúvidas entre pais e professores.

Com a progressão das cidades para a fase amarela, as escolas podem receber até 70% dos alunos – na classificação anterior, elas só podiam atender 35% da capacidade.

A mudança gerou dúvidas sobre como funcionará a nova regra, a quem se aplica e na capacidade das escolas de rapidamente organizarem seus espaços para atender um número maior de estudantes.

Leia a seguir perguntas e respostas sobre a volta às aulas:

Todas as escolas do estado de São Paulo poderão receber 70% dos alunos a partir desta segunda (8)?

Não. Apesar da mudança da regra ter sido decretada pelo governador João Doria, ele anunciou que as escolas estaduais começarão o ano letivo, nesta segunda, com apenas 35% da capacidade. A previsão é que elas recebam alunos dentro desse limite pelas próximas duas semanas.

Em São Paulo, o prefeito Bruno Covas (PSDB) também disse que manterá a regra que limita o atendimento a até 35% nas escolas municipais. Para que o limite possa valer para as escolas particulares da capital, é preciso ser publicado um decreto municipal – o que ainda não foi feito.

Atualmente, os colégios particulares podem ampliar a capacidade de atendimento de alunos. No entanto, diretores disseram que a mudança não deve ocorrer ainda nesta semana, pois é preciso tempo para organizar a estrutura física e quantidade de profissionais suficiente para receber os alunos.

A regra vale para todas as etapas do ensino?

Sim. As escolas, em cidades em que foi autorizada a ampliação de atendimento, têm liberdade para organizar o rodízio de alunos. Elas podem optar por dar preferência a um segmento específico ou dividir o tempo igualmente entre todos eles.

Na rede particular, a preferência tem sido dada às crianças da educação infantil (de 0 a 5 anos) e dos anos iniciais do ensino fundamental (de 1º a 5º ano), onde houve maior dificuldade com as atividades a distância

Além da regra sobre a capacidade de atendimento, o Plano São Paulo prevê mais alguma restrição à retomada das aulas presenciais?

Sim. O plano de reabertura das escolas estabelece como obrigatório o uso de máscara para todas as pessoas (alunos, professores, funcionários) dentro dos ambientes educacionais.

Também determina que as escolas devem organizar as salas de aula de forma que todos consigam manter distância mínima de segurança de 1,5 metro.

As unidades também devem garantir que os ambientes tenham boa ventilação, álcool em gel e pias com água e sabão em número suficiente para que todos possam higienizar as mãos.

As escolas também são responsáveis por comunicar à Secretaria Estadual de Educação sobre casos suspeitos ou confirmados da doença.

O governo criou uma Comissão Médica da Educação que vai analisar as informações recebidas pelas unidades escolares e vai orientá-las sobre as medidas que devem ser tomadas a cada situação.

A volta dos alunos é obrigatória neste momento?

Pelo decreto estadual, o retorno dos alunos às atividades presenciais é obrigatório nas cidade que estão na fase amarela. Nas fases anteriores, laranja e vermelha, a frequência era opcional.

No entanto, o secretário de Educação, Rossieli Soares, disse que nas próximas duas semanas o retorno dos alunos continuará opcional. Ele não informou quando deve passar a valer a regra criada pelo governo.

A volta dos professores é obrigatória?

Sim, professores que não forem do grupo de risco para o coronavírus devem retornar às atividades presenciais. As aulas na rede estadual começam nesta segunda (8), mas a categoria deflagrou greve e diz que vai continuar em trabalho remoto.

Rio Claro começa a vacinar idosos com mais de 90 anos na 2ª-f

A vacinação contra a Covid-19 dos idosos com mais de 90 anos começa na segunda-feira (8) em Rio Claro. Cerca de 1.200 doses da vacina estão sendo direcionadas para o atendimento deste público no município. O agendamento para receber a dose da vacina está sendo realizado diretamente nas unidades básicas de saúde e unidades de saúde da família, presencialmente ou por telefone. Com exceção da unidade do bairro Santa Elisa, todas as outras 20 unidades de saúde do município realizam a vacinação.

Dados divulgados pela Vigilância Epidemiológica apontam que na sexta-feira (8) 845 profissionais de saúde receberam a primeira dose da vacina. Já o total de vacinados no município chega a 6.758 pessoas, incluindo também os idosos e profissionais de instituições de longa permanência.  

A vacinação dos idosos acamados, ou que apresentem situação especial de dificuldade de locomoção, será realizada na residência.

No caso dos que já são acompanhados por equipe de saúde da família, a vacina será aplicada na visita domiciliar. Já para quem tem uma unidade básica de saúde como referência (Vila Cristina, Avenida 29, Wenzel e Cervezão) a orientação é que seja feito contato com a Vigilância Epidemiológica por meio do telefone 3532-3720. O cadastro deve ser feito até quarta-feira (10). A Unimed também auxiliará na campanha e se comprometeu a realizar a vacinação dos idosos acamados que têm o plano de saúde.

O atendimento é realizado das 8 às 16 horas, em todas as unidades básicas de saúde e unidades de saúde da família, com exceção da unidade do Santa Elisa.

Para dar mais agilidade ao atendimento, a Vigilância Epidemiológica orienta as pessoas que serão vacinadas, tanto profissionais de saúde como os idosos, que façam o pré-cadastro no site www.vacinaja.sp.gov.br.

Lucas Penteado deixa o BBB 21 após perseguição de vários jogadores

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O participante Lucas Penteado deixou o BBB 21 (Globo) na manhã deste domingo (7). O anúncio foi feito aos participantes agora há pouco. “Vocês agora são 18, lembrem-se do que vieram fazer aqui”, limitou-se a explicar a produção dentro da casa.

Enquanto a Festa Holi Festival ainda estava acontecendo na área externa, o ator arrumou as malas e foi até a porta do Confessionário. Camilla de Lucas e Sarah tentaram dissuadi-lo.

“Tentei ser eu de todas as formas”, lamentou Lucas. “Vocês estão me tirando.”

A saída foi comemorada por parte dos participantes, que diziam que a convivência na casa era complicada. “Quantas vezes que eu estava quieto e ele veio me incomodar”, disse Nego Di. “Era da vontade para um bem maior da casa que o Lucas saísse.”

“Ele é tão sujo”, afirmou para Gilberto. “Eu não quero acreditar que o cara seja tão sujo a ponto de te usar para ficar aqui.”

Durante a festa, o ator trocou beijos com o doutorando, que é declaradamente gay. Lucas revelou ser bissexual.

O ator foi isolado na casa desde que, na primeira festa do programa, se desentendeu com Kerline, primeira eliminada do programa. Karol Conká foi uma das que mais cobrou o ator sobre o assunto -internautas chegaram a apontar tortura psicológica por parte da cantor.

Nego Di e Lumena também foram bem duros nas críticas que fizeram a ele. Já Projota, que foi apontado como ídolo por Lucas, chegou a armar um plano para que ele não escapasse do paredão.

A cantora, inclusive, foi apenas uma das que ameaçaram sair da casa neste domingo. Durante a festa, ela brigou com Carla Diaz após dizer que a atriz estava interessada em Bil (Arcrebiano), com quem Karol estava se relacionamento.

Além dela, Projota e Fiuk também cogitaram a possibilidade. Os participantes foram chamados ao confessionário um a um para serem tranquilizados sobre a situação.

Entenda o que é o IFA das vacinas e como ele é produzido

JÚLIA BARBON – RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – Depois do atraso, da apreensão e dos imbróglios diplomáticos, a matéria-prima que vai permitir que o Brasil expanda sua campanha de vacinação contra o coronavírus finalmente começou a chegar ao país.

É o tão falado IFA (Insumo Farmacêutico Ativo), sigla industrial que está na boca do povo no último mês. Ele desembarcou na quarta (3) no Instituto Butantan, em São Paulo, e chegou neste sábado (5) à Fiocruz, no Rio de Janeiro.

Por enquanto, os dois laboratórios só estão usando insumos e imunizantes que já vieram prontos da China ou da Índia. No segundo semestre, porém, ambos planejam terminar de adaptar suas fábricas e começar a produzir suas próprias matérias-primas do zero.

Em resumo, o IFA é o principal ingrediente da receita. “Ele é o fermento que faz o bolo crescer. Sem ele, sobraria só farinha, açúcar e corante”, metaforiza Norberto Prestes, presidente-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Insumos Farmacêuticos (Abiquifi).

Cada vacina ou medicamento tem seu IFA, que também depende de outras substâncias para ser ingerido e fazer o corpo reagir. “Se eu não colocar os ingredientes certos, o fermento não vai funcionar. Não se toma um princípio ativo isolado”, complementa Prestes.

No caso dos medicamentos em geral, o IFA é feito do petróleo -que é transformado por um processo de química fina. Já os imunizantes têm como base elementos biológicos: o próprio vírus, por exemplo.

A Coronavac e a vacina da AstraZeneca/Oxford têm princípios ativos distintos, que são produzidos por empresas distintas, a Sinovac e a Wuxe, ambas na China. Os insumos, porém, passam por processos parecidos.

A primeira etapa é fazer o vírus se reproduzir. Para isso, ele é introduzido em células animais (de rim de macaco no caso da Coronavac). Essas células, por sua vez, também são introduzidas em um meio de cultura com nutrientes, sais e PH ideais para que se repliquem.

“A multiplicação da célula e do vírus acontecem ao mesmo tempo”, explica Tiago Rocca, gerente de parcerias estratégicas do Butantan. “O vírus sempre vai precisar de uma célula hospedeira, quase sempre animal. Nas vacinas de influenza e de febre amarela, é o ovo embrionado. Na vacina de HPV ou hepatite, é um fungo.”

Esse processo demanda o uso de biorreatores, grandes caldeirões que “cozinham” a substância e ainda estão sendo comprados pelos laboratórios. Eles são descartáveis, como um filtro de café: depois de produzir um lote de vacinas, a grande bolsa plástica é descontaminada, incinerada e trocada por uma nova.

É na próxima etapa que os IFAs da Coronavac e da vacina de Oxford se diferenciam. Como a primeira usa o próprio coronavírus como matéria-prima, precisa torná-lo inativo para que ele não infecte o ser humano quando for aplicado (por isso essa técnica se chama “vacina de vírus inativado”).

A inativação é feita utilizando três fatores, segundo Rocca. A adição de agentes químicos, a regulação da temperatura e o tempo. Ele diz que o ciclo demora algumas horas, mas os detalhes não são divulgados por causa do contrato com a farmacêutica.

Já no caso da vacina da AstraZeneca, é usado um adenovírus de chimpanzé que não causa doença em humanos, por isso não é preciso inativá-lo. Ele é um “vetor viral” (outra técnica) inofensivo, que apenas carrega a proteína do coronavírus ao corpo.

Esse momento de lidar com um vírus vivo é extremamente delicado e exige uma série de medidas que impeçam que ele saia daquele ambiente, como vestiários especiais para trocar de roupa e ar-condicionados com filtros, adaptações que o Butantan está fazendo e a Fiocruz já possui.

A fase seguinte para chegar ao IFA é filtrar e purificar essa substância até que sobre apenas o vírus. Isso implica em remover todas as células, o meio de cultura em que elas foram inseridas e os elementos que elas produziram durante sua multiplicação.

Depois, são adicionados a essa matéria bruta os chamados adjuvantes, agentes químicos (hidróxido de alumínio, no caso da Coronavac) que “mostram” o antígeno para o sistema imune do corpo e o estimulam a produzir uma resposta.

“No nosso caso não usamos um transportador, existem algumas vacinas que usam uma molécula para proteger o princípio ativo”, diz Rocco, do Butantan. “A nossa vacina tem ação sistêmica, ou seja, geral no corpo. Há vacinas, como o spray nasal, que começa a estimular os anticorpos primeiro no sistema respiratório.”

Agora o IFA está pronto. As últimas etapas são dilui-lo em uma “água para injetáveis” (por isso poucos litros do princípio ativo podem produzir uma grande quantidade de doses), envasá-lo, rotulá-lo e inspecionar sua qualidade. Esses são os únicos processos que estão sendo feitos no Brasil por enquanto, até que a tecnologia seja importada.

Mas iniciativas brasileiras para desenvolver vacinas com um IFA 100% nacional estão em curso. Uma das mais avançadas é a da empresa Farmacore, em parceria com a americana PDS Biotech e a Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP-USP). Ela está finalizando a fase pré-clínica e deve começar o ensaio em humanos até junho.

“Usamos uma técnica mais simples porque não exige trabalho com vírus vivo nem inativado. Usamos um pedaço de uma proteína do coronavírus e um meio de cultura que não tem origem animal. Só exige biorreatores, que são fermentadores grandes”, diz Helena Faccioli, diretora da Farmacore.

O país hoje só produz 5% de todos os insumos farmacêuticos que consome, percentual que era de 55% nos anos 1980. “O grande aprendizado da pandemia foi: é preciso investir sem interrupções para expandir e diversificar a produção. São 210 milhões de habitantes, não dá para sermos tão dependentes”, diz Norberto Prestes, da Abiquifi.

Detran.SP vai enviar 740 mil notificações de multas até setembro

O Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran.SP) informa que as notificações de infrações cometidas no período entre 26 de fevereiro e 30 de novembro de 2020 estão sendo enviadas gradualmente aos motoristas. O prazo segue a Resolução nº 805 do Contran (Conselho Nacional de Trânsito), que obedece a um cronograma de 10 meses, contados a partir da data de cometimento da infração (veja o cronograma abaixo).

Até o último dia 26 de janeiro, 179.456 mil notificações de autuação registradas pelo Detran.SP foram encaminhadas aos condutores do Estado de São Paulo e cerca de 740.397 serão enviadas até setembro de 2021, finalizando o cronograma de envio das notificações de infrações cometidas entre fevereiro e novembro/20, período em que os prazos estavam suspensos pelo Contran.

Importante: não é preciso que o cidadão se desloque até uma unidade do Detran.SP ou Poupatempo para buscar informações, pois as notificações serão enviadas de acordo com o cronograma e os prazos para defesa de autuação, indicação de condutor e recursos foram estendidos, respeitando as regras previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB).


Prazos para defesa e interposição de recurso

Conforme determina o CTB, a partir da expedição da notificação o prazo é de 15 dias para apresentação de defesa prévia ou indicação de condutor, e de 30 dias para interposição de recurso em 1ª instância na Jari (Junta Administrativa de Recurso de Infração) ou em 2ª instância ao Cetran-SP (Conselho Estadual de Trânsito de SP).

Vale reforçar aos condutores que, a partir de 01 de dezembro de 2020, todos os processos e procedimentos de trânsito dos órgãos que compõem o Sistema Nacional de Trânsito foram restabelecidos normalmente para envio das notificações, interposição de defesa, indicação de condutor e recursos.

No caso de multas aplicadas pelo Detran.SP, os recursos podem ser feitos online pelo portal – www.detran.sp.gov.br – e aplicativo Poupatempo Digital. Caso o cidadão prefira, o recurso e indicação de condutor também podem ser realizados via Correios.

Os pontos tem validade de 12 meses. Após esse período, não tendo o motorista atingido o limite máximo de 20 pontos, eles são excluídos sem nenhum prejuízo ao cidadão.

Mas como houve a interrupção dos prazos para recursos, envio de notificações e instauração de processos de suspensão, somente agora com a retomada é que as informações serão atualizadas em sistema e excluídas. Isso caso o motorista não tenha cometido outras infrações que possam resultar na instauração de um procedimento administrativo de suspensão.


Antes de recorrer, verifique o órgão de trânsito responsável

Para recorrer às autuações é necessário que o condutor verifique qual foi o órgão responsável pelo registro da infração cometida. Caso contrário, o cidadão pode enviar o recurso à instituição errada e acabar perdendo os prazos para se defender. O nome do órgão autuador pode ser consultado no cabeçalho da notificação de autuação.

Em geral, as autuações do Detran.SP dependem de abordagem do condutor para serem efetivadas, como, por exemplo, falta de licenciamento, habilitação vencida e embriaguez ao volante. Cabe esclarecer ainda que o órgão estadual de trânsito não multa por meio de radar nem autua em rodovias.


Cronograma para envio das Notificações de Autuação (NA) decorrentes de infrações cometidas entre 26 de fevereiro e 30 de novembro de 2020

Data de cometimento da infraçãoPeríodo para envio da NA
De 26 de fevereiro a 31 de março 2020De 1º a 31 de janeiro de 2021
De 1º a 30 de abril de 2020De 1º a 28 de fevereiro de 2021
De 1º a 31 de maio de 2020De 1º a 31 de março de 2021
De 1º a 30 de junho de 2020De 1º a 30 de abril de 2021
De 1º a 31 de julho de 2020De 1º a 31 de maio de 2021
De 1º a 31 de agosto de 2020De 1º a 30 de junho de 2021
De 1º a 30 de setembro de 2020De 1º a 31 de julho de 2021
De 1º a 31 de outubro de 2020De 1º a 31 de agosto de 2021
De 1º a 30 de novembro de 2020De 1º a 30 de setembro de 2021

Fábrica brasileira de ivermectina defende droga contra Covid após posicionamento da criadora do remédio

PHILLIPPE WATANABE – SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Merck (MSD no Brasil), farmacêutica que desenvolveu a ivermectina, veio a público afirmar que não há dados que sustentem o uso da droga contra a Covid-19 e se mostrar preocupada com a falta de informações de segurança nos estudos sobre ela. Agora, uma empresa brasileira que fabrica o medicamento disse que há “campanhas contra” o remédio geradas por interesse econômico de empresas.

“O crescimento do mercado da ivermectina, um produto de baixo custo e terapeuticamente de baixo risco, naturalmente, incomoda e pode ser o motivador de campanhas contra na mídia, especialmente provocadas por empresas que têm interesse em lançar produtos patenteados de alto custo para a mesma doença”, diz, sem citar o nome Merck, a nota no site da Vitamedic Indústria Farmacêutica. O texto é assinado por Jailton Batista, diretor-superintendente da empresa.

A fábrica brasileira diz ainda que a droga, desde o início da pandemia, foi “uma das alternativas para tratamento precoce da doença” e que, por ter “baixo impacto em termos de efeitos colaterais, grande parte da comunidade médica aderiu aos protocolos de tratamento baseados em ivermectina, azitromicina, além de complexos vitamínicos, corticoides etc”.

O texto afirma que estudos pelo mundo deram “mais segurança e argumentos à comunidade médica, instituições de saúde pública e privada para incluir a ivermectina nos protocolos de combate à doença”.

O trecho se refere ao chamado “kit Covid”, constituído por drogas que não influenciam o curso da Covid-19, segundo dados dos melhores estudos disponíveis e guias de práticas médicas nacionais e internacionais.

Para citar alguns exemplos, no Brasil, a SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia) e a AMB (Associação Médica Brasileira) são claras ao afirmar que não existe tratamento precoce, segundo as melhores evidências científicas disponíveis.

O próprio ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, recuou no assunto recentemente e passou a afirmar que o seu ministério não indicou medicamentos para tratamento precoce –afirmação que é falsa–, mas somente a procura precoce por auxílio médico.

Também recentemente, o Ministério da Saúde apagou de seu site um texto em que afirmava que a eficácia do tratamento precoce estava confirmada.
Somente os corticoides citados conseguem ter impacto clínico positivo na doença, mas apenas deve ser usados em casos graves, com indicação médica.

Além disso, o fato de uma droga ser conhecida para tratamento de outras doenças não a isenta de riscos, ainda mais em caso de usos off label (ou seja, para os quais ela não é indicada, como é a situação da Covid).

Reportagem da Folha recente mostrou que há inúmeros relatos de efeitos adversos ligados à drogas sem eficácia comprovada contra a Covid que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o Ministério da Saúde vêm indicando.

Nesta semana, a Merck publicou um comunicado em que afirma que os cientistas da farmacêutica examinam os dados de todas as pesquisas disponíveis sobre a ivermectina contra o coronavírus, mas que as análises apontam que os estudos pré-clínicos não mostram “base científica para potencial efeito terapêutico contra a Covid-19” e não há “evidência significativa de eficácia clínica em pacientes com Covid-19”.

A desenvolvedora da droga conclui que os dados disponíveis não dão suporte para segurança e eficácia da ivermectina além da dose e populações indicadas. O medicamento é indicado para uso contra parasitas.
A Merck também é conhecida por um amplo programa de doação de ivermectina para o combate a uma doença conhecida como cegueira do rio (ou oncocercose), comum em áreas tropicais e em algumas regiões na África. A doença é causada pelo nematoide Onchocerca volvulus.

Em busca do título Mundial, Palmeiras estreia contra o Tigres

O campeão da Copa Libertadores da América de 2020 estreia no Mundial de Clubes neste domingo (7). O adversário do Palmeiras nesta semifinal será o Tigres, do México, atual campeão da Concacaf, que reúne equipes das Américas do Norte e Central, além da região do Caribe. O confronto está marcado para acontecer às 15h (horário de Brasília) no estádio Cidade da Educação, em Doha (Catar).

O time alviverde busca o título inédito para o clube, apesar de os palmeirenses discordarem deste ineditismo. Isso porque o Verdão foi campeão em 1951 da Copa Rio, competição que envolvia equipes da elite do futebol mundial da época, como Juventus (Itália), Sporting (Portugal), Nice (França), Áustria Viena (Áustria), Nacional (Uruguai) e Estrela Vermelha (Sérvia). Entretanto, a Fifa, entidade máxima do futebol, não reconhece a conquista de 1951 como um título equivalente ao do Mundial de Clubes.

Em 1999, o Palmeiras chegou perto de conquistar o mundo, quando disputou a final contra o Manchester United. Na ocasião, a equipe paulista perdeu de 1 a 0 para os ingleses, em jogo que ficou marcado por uma falha de um dos ídolos do clube, o goleiro Marcos. O irlandês Roy Keane marcou o único gol da partida, que foi disputada em Tóquio (Japão). Brasileiros e ingleses decidiram o título após terem sido campões da Libertadores e Liga dos Campeões daquela temporada. Diferente da Copa Rio, as disputas Intercontinentais anteriores à criação do Mundial de Clubes organizado pela Fifa foram reconhecidos como mundiais.

Em uma temporada (em 2020) que o esporte passou por muita dificuldade devido à pandemia do novo coronavírus (covid-19), o Alviverde conseguiu superar os obstáculos que se apresentaram. Além de campeão da Libertadores, venceu o Campeonato Paulista e está na final da Copa do Brasil contra o Grêmio, que será decidida em dois confrontos (em 28 de fevereiro e 7 de março). Em relação ao Brasileirão, o time paulista não tem mais chances título e ocupa a sexta colocação.

Primeiro Mundial

Já o Tigres debuta em uma edição do Mundial de Clubes organizado pela Fifa. O clube tem a esperança de conquistar um feito inédito pelo país. Desde 2000, em 16 edições, 15 equipes mexicanas concorreram no Mundial administrado pela entidade máxima do futebol. Porém, o México nunca teve um representante na final. Nesta atual edição, será a nona vez que um clube mexicano vai encarar as semifinais da competição.

Em seu primeiro compromisso no Mundial, os mexicanos derrotaram o Ulsan Hyundai (Coreia do Sul), campeão da Liga dos Campeões da Ásia, por 2 a 1 no estádio Al Rayyan, na cidade de Al Rayyan (Catar). O vencedor de Palmeiras e Tigres vai encarar quem levar a melhor na outra semifinal, que será disputada entre o campeão da Liga dos Campeões da Europa, o Bayern de Munique (Alemanha), e o campeão da Liga dos Campeões Africana, Al Ahly (Egito). Alemães e egípcios se enfrentarão na próxima segunda (8) às 15h, no Al Rayyan.

Disputa pelo 5º lugar

Ulsan Hyundai e Al Duhail, atual campeão do Catar (país-sede do evento), duelarão em busca da 5ª colocação. O jogo será disputado às 12h, no Al Rayyan. O Al Duhail vai encarar os sul-coreanos após ter sido derrotado nas quartas de final para o Al Ahly, por 1 a 0, na Cidade da Educação.

Prefeitura faz melhoria em via do bairro Wenzel

Mais um trecho de via sem asfalto que estava em condições críticas recebeu melhorias da prefeitura de Rio Claro. Na sexta-feira (5) o serviço foi concluído na Avenida 40 entre as ruas 17 e 21, no bairro Wenzel.

“Passamos máquina e utilizamos pedras para dar maior durabilidade ao serviço”, explica o secretário municipal de Obras, Ivan De Domênico, acrescentando que neste momento o trabalho prioriza os pontos mais críticos. Para segunda-feira (8) está programado início da ação em novo trecho do Jardim Nova Rio Claro.

Na Avenida 40 do Wenzel foi utilizada pedra brita, cedida à prefeitura pela empresa Rumo. O bairro Alan Gray e outro trecho do Jardim Nova Rio Claro também receberam recentemente o serviço. Nesta semana a prefeitura também providenciou melhorias em três trechos não pavimentados do bairro Maria Cristina.

Além deste serviço de reparos em vias não pavimentadas, a Secretaria Municipal de Obras tem realizado intensos serviços de reparos asfálticos com equipes da operação tapa-buracos em diversos trechos da cidade, priorizando aqueles com grande fluxo de trânsito.

Chega ao Rio remessa do IFA para produção da vacina Oxford-AstraZeneca

AGÊNCIA BRASIL – O primeiro lote com cerca de 90 litros do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) para a produção da vacina Oxford-AstraZeneca contra a covid-19 já está no Rio de Janeiro. O material chegou às 18h17 ao terminal de cargas do Aeroporto Internacional Tom Jobim-RIOGaleão, na zona norte da cidade. blankblank

O voo saiu de Xangai, na China, e fez escala em Luxemburgo. Do aeroporto do Rio, o IFA foi levado, em um caminhão frigorífico, para a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), também na zona norte. O caminhão chegou à Fiocruz às 20h02, sob proteção da Polícia Federal. Já estavam lá para receber a remessa os ministros da Saúde, Eduardo Pazuello, das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade.

Segundo a Fiocruz, o lote do IFA, armazenado a 55ºC negativos, é suficiente para a produção de 2,8 milhões de doses. Além disso, até o fim deste mês a Fiocruz receberá mais dois lotes para fabricar, ao todo, 15 milhões de doses.

Em princípio, haveria duas remessas do ingrediente para o Brasil neste mês, o que foi alterado para três lotes. A fundação informou que a divisão da remessa inicial em três lotes foi para otimizar o início da produção industrial, garantindo a fabricação dos lotes necessários à validação do processo produtivo. As chegadas dos próximos lotes, ainda neste mês, estão previstas para os dias 23 e 28.

Com a chegada do IFA, a previsão da Fiocruz é entregar, em março,15 milhões de doses da vacina ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde. A primeira entrega, com 1 milhão de doses, deverá ocorrer na semana de 15 a 19 de março. De acordo com a Fiocruz, mesmo que ocorram ajustes no início do cronograma, a produção será redefinida ao longo dos primeiros meses para que seja mantida a meta de 100,4 milhões de doses até julho deste ano.

O cronograma prevê que o envase em fevereiro e no início de março contará com uma linha em operação, com capacidade para 700 mil doses por dia. No final de março, entrará em operação a segunda linha, que vai possibilitar o envase de até 1,3 milhão de doses diárias.

Pelos cálculos da Fiocruz, com essa produção, as entregas em abril vão atingir, aproximadamente, 27 milhões de doses. Além da produção a partir do IFA, a Fiocruz mantém a estratégia paralela para importação de mais vacinas prontas, principalmente durante os primeiros meses de fabricação.

Até junho, a Fiocruz vai receber 14 lotes de insumo para a produção de 100,4 milhões de doses. Já com a liberação de exportação pelas autoridades chinesas dessa primeira remessa de IFA, os próximos embarques têm os trâmites alfandegários garantidos.

O próximo passo é a incorporação tecnológica para a produção nacional do IFA na planta industrial do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz) a partir de abril. “A previsão é de que a validação dos processos do IFA nacional esteja concluída em julho, para que então seja solicitada a inclusão do novo local de fabricação do insumo no registro da vacina. Com isso, a partir de agosto, a Fiocruz já começará a entregar vacinas 100% produzidas em Bio-Manguinhos/Fiocruz”, afirmou a fundação.

Etapas

Com a chegada hoje do primeiro lote do IFA, começará na quarta-feira (10) o descongelamento do ingrediente, o que vai permitir a formulação do lote de pré-validação dois dias depois, para garantir que o processo esteja totalmente adequado à produção da vacina. Os segredos industriais que garantem a formulação correta já foram compartilhados com a Fiocruz. Entre os dias 13 e 17 será a fase de envase, recravação, revisão, rotulagem, embalagem e controle de qualidade do produto. No dia 18 está prevista a liberação interna do primeiro lote para a aprovação da Anvisa.

Idosos contam os dias para serem vacinados em Rio Claro

A liberação da vacinação contra a Covid-19 em Rio Claro para o grupo de idosos foi comemorada pelos integrantes dessa faixa etária, considerada a ‘Terceira Idade’. Uma das mais animadas é a dona Idelazir Bellucci, que aos 87 anos tem respeitado a quarentena e ficado em casa desde que a pandemia foi decretada.

Bastante atuante no município, há quase 40 anos comanda o grupo ‘As Margaridas’, voltado para as mulheres idosas que promovem reuniões, chás e demais eventos no município. Sem poder encontrar as dezenas de amigas, encontrou na tecnologia um meio de manter contato com elas, além dos filhos que moram em outras localidades.

“Confesso que tenho medo de agulha, mas levo na esportiva. Temos que aguardar e acreditar no pensamento positivo. Todos têm que tomar a vacina. Eu tomando sei que incentivaria outras pessoas também”, comenta Idelazir, que por muitos anos também assinou uma coluna social no JC. “Sinto saudades de todas, somos muito unidas. Mas temos que aguentar e aguardar”, acrescenta.

Para manter a união, a dona Idelazir diz que toda noite faz ligações e reza junto com as amigas pelo telefone ou por videochamada pela internet. “Não vejo a hora de reabrir o grupo para voltarmos a fazer nossos chás”, finaliza.

Expectativa

Outra personalidade conhecida em Rio Claro é o senhor José Eduardo Leite. Dentista aposentado, foi presidente do Ginástico e da Udam, além de um dos fundadores em nível nacional do PSDB. Segundo ele, aos 90 anos de idade, a expectativa para ser vacinado é grande. Isto porque desde o início da pandemia que ele se mantém em casa, respeitando as regras da quarentena.

“A minha expectativa é a melhor possível, a vacina sempre foi um meio seguro de prevenção, se não fosse vacina, a maioria das pessoas não iria sobreviver na primeira infância. Hoje tem vacina para todas as doenças que afetavam as crianças, com o uso, diminuiu intensivamente a proliferação”, recorda. Ao lado da esposa Lilian Aparecida Leonardo Leite, professora aposentada de 87 anos, desde o dia 12 de março que ambos se mantiveram em casa. Apenas na última semana que saíram por algumas horas, devido ao falecimento de Eduardinho Leite, filho do casal.

Segundo Leite, antes da pandemia ele tinha uma rotina intensa de atividades. “Sempre participei não só de entidades assistenciais como sociais, então visitava os amigos pra um bom bate-papo, frequentava restaurantes com a minha esposa. Eu brinco que estamos na realidade numa prisão domiciliar. Mas sabemos que só tomar a vacina não libera a pessoa. Por um certo tempo teremos que ter cuidado bem profundo”, afirma.

Nesta semana Eduardo será vacinado e reforça as recomendações. “Ficar em casa, usar máscara, lavar as mãos e álcool em gel são coisas que devem estar na rotina de todas as pessoas, independente da idade”, finaliza ao JC.

Velo Clube empata com o Capivariano em jogo-treino

O Velo Clube disputou na manhã de ontem (6) o segundo jogo-treino preparatório para o Campeonato Paulista da Série A-2. A equipe velista recebeu o Capivariano e ficou no empate por 0 a 0. O Rubro-verde começou o jogo com: Filipe Garça, Vinicius Pedalada, Lucas Castilho, Alexandre Carvalho, Janilson, Eurico, Alex Galo, Thiaguinho, Luquinha, Caio Vieira e Wesley.

A partida começou com o time visitante assustando em duas boas jogadas pela esquerda que terminaram em finalizações que passaram perto do gol de Filipe Garça.
O Velo deu a resposta com boas jogadas do atacante Wesley pelas laterais do campo. Em bela cobrança de falta, Luquinha quase abriu o placar para o Velo.

A partir daí as equipes priorizaram a marcação e as defesas se sobressaíram sobre os atacantes. O Velo dominou o adversário, mas sem conseguir finalizar contra o gol. Fim de primeiro tempo 0 a 0.

No segundo tempo o Velo modificou todo o time e foi a campo com: Eduardo, Luís Roberto, Felipe Codo, Léo Santos, Kayo, Vinicius, Argentino, Kadu Santos, Vitor Hugo, Judson e Luis Gustavo.

No segundo tempo com um time tecnicamente e fisicamente superior, o Velo comandou as ações, mas seguia sem conseguir finalizar. Após os 15 minutos, o adversário equilibrou a partida e passou a ameaçar o gol velista. O Velo saiu da pressão e, em boa jogada de Luiz Gustavo pela esquerda, a bola encontrou Judson, que finalizou fraco para defesa do goleiro.

A partida seguiu equilibrada com os times tentando explorar os erros do adversário para buscar o gol. Com poucas chances criadas e com o forte calor, o jogo terminou no 0 a 0 no Estádio Benito Agnelo Castellano.

Jornal Cidade RC
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