Charlie Brown Jr terá álbum ao vivo lançado com gravações inéditas

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Quem nunca assistiu a uma apresentação ao vivo da banda Charlie Brown Jr comandada pelo vocalista Chorão (1970-2013) terá uma nova oportunidade. É que, em breve, será lançado o registro de uma apresentação feita em 2011.


Trata-se de um show realizado no dia 19 de março daquele ano no Citibank Hall, em São Paulo. Na ocasião, ao longo de 100 minutos, o grupo apresentou o projeto “Chegou Quem Faltava” para um público de mais de 3.000 pessoas.
“Os fãs merecem esse presente”, afirma Xande, filho de Chorão, que é um dos responsáveis pelo lançamento. “Fiquei impressionado com a qualidade das imagens e do som, foi uma gravação pioneira para a época em termos de tecnologia.”


O primeiro singles, “Só os Loucos Sabem”, entrou nos serviços de streaming na sexta-feira (4). No próximo dia 18, entrará no ar o resto do Volume 1, que ao todo tem dez faixas. Já o Volume 2 está previsto para o dia 2 de julho.
No dia 13 de julho, Dia Mundial do Rock, estreia a Versão Completa, com 29 faixas ao todo. Por fim, no dia 30 de julho, o público vai ter acesso à Versão do Chorão, com material bônus e as interações do vocalista com o público.
A formação da banda na apresentação conta com Thiago Castanho (guitarra), Heitor Gomes (baixo) e Bruno Graveto (bateria). “O Graveto está com um sangue nos olhos nesse show que eu nunca tinha visto nele, destrói a bateria!”, diz Xande.


Entre os diversos hits estão músicas como “Gimme o Anel”, “Rockstar” (em versão inédita), “Me Encontra”, “Te Levar Daqui”, “Zóio de Lula”, “O Coro Vai Comê” e “Papo Reto”, entre muitas outras.

Brasil registra 1.338 feminicídios na pandemia, com forte alta no Norte e no Centro-Oeste

RANIER BRAGON
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O Brasil registrou oficialmente em 2020 a morte de 1.338 mulheres por sua condição de gênero, assassinatos praticados em sua maioria por companheiros, ex-companheiros ou pretensos companheiros, como o que na última quarta-feira (2) matou a facadas a estudante de enfermagem Vitórya Melissa Mota, 22, na praça de alimentação de um shopping center de Niterói (RJ).


Os dados consolidados do ano passado, que tiveram 10 de seus 12 meses sob o efeito da pandemia da Covid-19, foram colhidos pela Folha de S.Paulo nas secretarias de Segurança Pública dos 26 estados e do Distrito Federal.
Em relação a 2019 houve uma alta de 2%, mas a violência contra as mulheres cresceu em níveis mais alarmantes no Centro-Oeste (14%) e no Norte (37%). Nordeste (+3) e Sudeste (-3) apresentaram pequenas variações. No Sul, houve queda de 14%.


Os números mostram que a violência contra a mulher tem trilhado uma trajetória de alta -o feminicídio cresceu 8% de 2018 para 2019, de acordo com dados atualizados-, apesar do endurecimento da legislação em anos recentes.
E o cenário pode ser ainda pior, já que não há padronização na coleta, análise e divulgação das informações por parte de alguns estados.


O Ceará, governador por Camilo Santana (PT), é um exemplo. O estado não discrimina em suas estatísticas públicas de criminalidade o feminicídio. Em resposta à Folha, a Secretaria de Segurança Pública disse ter registrado apenas 27 casos em 2020, o que colocaria o estado como o de menor incidência do crime, no país, em relação ao tamanho da população.


No entanto, a Rede de Observatórios da Segurança, que reúne órgãos acadêmicos e da sociedade civil de cinco estados, identificou 47 casos de feminicídio no Ceará em 2020, quase o dobro do que informam as autoridades estaduais.


Dossiê elaborado pelo Fórum Cearense de Mulheres e pela Articulação de Mulheres Brasileiras afirma que em 2018 o estado registrou apenas 5,6% dos assassinatos de mulheres como feminicídio, dados que “vão na contramão de todos os estudos sobre homicídio de mulheres”.


A Secretaria de Segurança Pública do Ceará afirmou que a razão pela qual diverge da maioria dos outros estados, que divulgam publicamente essas informações, diz respeito à proteção de dados pessoais sensíveis. Sobre a discrepância de registros, afirmou que a classificação de feminicídio cabe, baseada em critérios técnicos, ao delegado ou à delegada da Polícia Civil que investiga o assassinato.


Dos 13 estados que registraram aumento da violência contra as mulheres em 2020, 12 são do Norte, Centro-Oeste ou Nordeste. Apenas Minas Gerais (alta de 4%) está fora desse grupo.


Dos estados que historicamente têm grande número de feminicídios, o Mato Grosso, governado por Mauro Mendes (DEM), teve expressivo aumento em 2020, 59%. É também onde, proporcionalmente à sua população, mais mulheres são mortas por sua condição de gênero.


Em nota, a Secretaria de Segurança Pública do estado afirmou acreditar que o isolamento social seja uma das explicações para o agravamento da situação, além da mudança cultural e da capacitação dos policiais para enquadrar os crimes como feminicídio. O órgão diz ainda ter havido queda nesse tipo de crime nos primeiros meses de 2021.
Sobre as ações preventivas e de combate, a secretaria afirmou ter uma câmara formada por várias entidades governamentais e da sociedade civil, além de equipe da Polícia Militar treinada para acompanhamento de mulheres sob risco (as patrulhas Maria da Penha) e serviços de WhatsApp em delegacias especializadas de defesa da mulher para denúncias e atendimento psicológico -em Cuiabá, (65) 99966-0611; em Várzea Grande, (65) 98408-7445, e em Rondonópolis, (66) 99937-5462.


Entre as unidades da federação onde houve redução dos registros, destaque para Distrito Federal (-47%), Rio Grande do Norte (-38) e Sergipe (-33%). Em relação ao tamanho da população, Ceará (com a ressalva descrita acima) e Rio Grande do Norte foram os que tiveram, em 2020, o menor índice de mulheres mortas a cada 100 mil habitantes.
No início de 2020, o então ministro da Justiça, Sergio Moro, chegou a sinalizar que haveria a implantação de um sistema nacional de consolidação e divulgação de estatísticas de feminicídio.


Moro foi demitido em abril daquele ano. Até hoje, o governo não tem esse sistema. No programa nacional de divulgação das estatísticas de criminalidade, o Sinesp (Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública), as mulheres mortas por sua condição de gênero entram no cômputo geral de homicídios dolosos.


O ministério afirmou, por meio da assessoria, que por falta de padronização entre os estados para a tipificação de feminicídio, a pasta criou um projeto denominado Portal Digital, que se encontra em desenvolvimento “para a formatação de uma ferramenta única, uniforme e confiável de dados de violência contra a mulher, incluindo aí, os feminicídios”.


O ministério disse ainda que enviou aos estados um protocolo nacional de investigação e perícias nos crimes de feminicídio.


Especialistas ouvidas pela Folha defendem, entre outros pontos, uma ação robusta e continuada da abordagem das questões de gênero nas escolas e o aperfeiçoamento do sistema de coleta de informações.


Elas afirmaram ainda haver indicativos de aumento do risco à mulher na pandemia, além do provável impacto negativo das políticas de afrouxamento das regras de controle de armas e munição patrocinadas pelo presidente Jair Bolsonaro.
“Há muitos indícios e estudos em outros países que apontam para o agravamento da violência contra as mulheres em situação de crises, como tem sido na pandemia”, afirma Aline Yamamoto, especialista em Prevenção e Enfrentamento à Violência contra as Mulheres da ONU Mulheres Brasil.


Em relação às armas, ela diz ser possível uma análise mais categórica. “Ter uma arma leva a uma probabilidade muito maior de haver vítima de assassinato em casa, que geralmente são mulheres e crianças.”


Ela defende a prevenção como medida prioritária, em uma mudança de comportamento que só ocorrerá pela correta abordagem das causas da violência nas escolas, passando pela efetiva punição dos agressores e pela educação da sociedade e autoridades no sentido de que não se repitam episódios em que as vítimas é que acabam sendo “julgadas”.


Alice Bianchini, vice-presidente da Comissão Nacional da Mulher Advogada da Ordem dos Advogados do Brasil, afirma que a igualdade entre homens e mulheres é um fator de diminuição da violência e defende a priorização de ações voltadas às crianças e adolescentes.


“Hoje a situação é um reflexo dessa falta de políticas públicas de discutir questões de gênero dentro das escolas”, afirma. Bianchini sugere que as campanhas de conscientização envolvam os homens, lembrando que um dos pontos não implantados da Lei Maria da Penha (de 2006) é a criação de centros de educação e reabilitação para agressores.


“As campanhas que a gente tem são: mulher que sofre violência, denuncie. Mas 62% têm medo de denunciar por medo de vingança do agressor. Um discurso que eu acho importante é: se você conhece um homem que pratica violência com mulher, converse com familiares desse homem, eles precisam saber o que está acontecendo.”
Para ela, o aumento de registro de armas no país, que quase dobrou em 2020, é um fator que aumenta a vulnerabilidade das mulheres.


“Existe uma alerta internacional em relação ao Brasil feito pela ONU, chamando atenção para esse fato. Há duas questões importantes quando se usa arma: uma é o índice de letalidade, muito grande. A segunda é o quanto a arma de fogo facilita a prática do crime porque é um tipo de crime que se pratica sem sujar as mãos de sangue. Aponta-se a arma e dispara o gatilho.”


A diretora-executiva do Instituto Sou da Paz, Carolina Ricardo, diz que é preciso multiplicar ações de prevenção, como a expansão das patrulhas Maria da Penha, a possibilidade de registro online de violência doméstica e campanhas como a que possibilita a mulheres ameaçadas pedir ajuda por meio de códigos (um xis vermelho escrito na palma mão ou em um pedaço de papel).


“É importante atacar a violência contra a mulher antes de virar feminicídio. Quando mais eficiente a gente é para lidar com as agressões prévias, menor é o risco”, diz.

Papa Francisco expressa tristeza por crianças indígenas mortas em escolas católicas no Canadá

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O papa Francisco disse neste domingo (6) que ficou triste com a descoberta dos restos mortais de ao menos 215 crianças em um antigo internato administrado pela Igreja Católica para crianças e adolescentes indígenas no Canadá.


A falta do pontífice, no entanto, ficou aquém das expectativas de que, como líder da igreja, Francisco fizesse um pedido oficial de desculpas. Na última sexta-feira (4), o primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, reiterou o apelo para que o Vaticano assuma a responsabilidade por seu controverso papel na administração das escolas para povos originários.


Falando a turistas e fiéis na Praça de São Pedro, o papa exortou os líderes religiosos católicos e os políticos canadenses a “cooperar com determinação” para lançar luz sobre a descoberta dos corpos e buscar reconciliação e cura. Para ele, a descoberta dos corpos “aumenta ainda mais a compreensão da dor Estes momentos difíceis representam um forte apelo a todos nós para nos afastarmos do modelo colonizador e também das atuais colonizações ideológicas, e marcharmos lado a lado no caminho do diálogo, do respeito recíproco e do reconhecimento dos direitos e valores culturais de todas as pessoas”, disse o pontífice, antes de convidar os fiéis a rezar em silêncio pelas vítimas e suas famílias.


Em 28 de maio, uma comunidade indígena da Colúmbia Britânica, província no oeste do Canadá, anunciou ter encontrado, por meio de radares de uso subterrâneo, uma vala comum com restos mortais de 215 crianças no terreno de uma das antigas escolas residenciais.


Essas instituições operaram no país entre 1831 e 1996, com financiamento do governo canadense e administração de várias denominações cristãs, principalmente a Igreja Católica. A escola de Kamloops, onde os corpos foram encontrados, chegou a ser a maior escola residencial do Canadá, tendo em seu auge 500 alunos. Foi administrada por líderes católicos de 1890 a 1969, quando voltou ao controle do governo federal até ser fechada em 1978.


Cerca de 150 mil crianças de diferentes comunidades indígenas foram separadas à força de suas famílias e distribuídas em centenas de escolas residenciais pelo país, onde eram impedidas de manter seus costumes, de estudar a cultura dos povos originários ou mesmo de falar em seus idiomas nativos.


Em 2015, a Comissão de Verdade e Reconciliação, grupo formado para investigar o que ocorria nessas escolas, definiu o sistema como “genocídio cultural”. Os relatos são de que as crianças eram submetidas a violência, abusos, estupros e desnutrição. A estimativa oficial é de ao menos 4.100 mortes.


Francisco, que tornou-se papa 17 anos após o fechamento das últimas escolas residenciais no Canadá, já pediu perdão pelo papel da Igreja Católica no colonialismo das Américas. Mas, em geral, preferiu pedir desculpas diretas durante visitas aos países e conversas com os povos nativos.


Na Bolívia, por exemplo, em 2015, o papa argentino se desculpou pelos “muitos pecados cometidos contra o povo nativo da América em nome de Deus”. Ao visitar o Canadá, em 2017, no entanto, o esperado reconhecimento da responsabilidade da igreja sobre o tratamento dado às crianças indígenas não aconteceu.


À época, Trudeau afirmou ter feito esse apelo ao pontífice. “Eu falei com ele sobre quão importante é para os canadenses avançar na reconciliação verdadeira com os povos indígenas e ressaltei que ele poderia ajudar ao pedir perdão”.


Na semana passada, o primeiro-ministro canadense foi mais enfático e disse estar disposto a tomar “medidas mais fortes”, possivelmente ações judiciais, caso a Igreja Católica não “assuma a responsabilidade” e torne públicos documentos e registros da administração das escolas.


“Como católico, estou profundamente decepcionado com a posição que a Igreja Católica tem assumido agora e nos últimos anos”, disse Trudeau, acrescentando que ações mais drásticas contra o Vaticano serão um último recurso. “Antes de começarmos a levar a igreja aos tribunais, tenho muitas esperanças de que os líderes religiosos vão compreender que isso é algo em que precisam se envolver.”

Morre, no Rio, aos 82 anos, a atriz Camila Amado

A atriz Camila de Hollanda Amado, ou simplesmente Camila Amado, morreu hoje (6), em decorrência de um câncer, aos 82 anos de idade. Camila era filha da educadora Henriette Amado com Gilson Amado, fundador da antiga TV Educativa, hoje TV Brasil. Dedicada ao teatro, estão entre seus maiores sucessos a comédia As Desgraças de uma Criança, o clássico romântico A Dama das Camélias e a tragédia Hamlet.blankblank

Camila estreou no cinema nos anos 70. Sua interpretação no filme O Casamento, baseado na obra de Nelson Rodrigues, dirigido pelo cineasta Arnaldo Jabor em 1976, deu à Camila o Kikito de Ouro de Melhor Atriz Coadjuvante e o Prêmio Especial do Júri, no Festival de Gramado. Seu último filme foi De Perto ela Não É Normal, de Suzi Pires, em 2020.

Carioca, Camila começou a atuar, na televisão, em 1969, na novela Um Gosto Amargo de Festa, da TV Tupi. Seu último trabalho na televisão foi em Éramos Seis, em agosto de 2019, na TV Globo. Ela atuou ainda em produções como Tapas & BeijosA Casa das Sete MulheresSítio do Pica-pau Amarelo e Cordel Encantado.

A atriz foi casada com o jornalista Carlos Eduardo Martins, do qual ficou viúva no ano de 1968 e com quem teve dois filhos: a atriz Rafaela e Rodrigo Amado. Foi casada também com o ator Stepan Nercessian durante 14 anos.

Pelo Twitter, várias artistas homenagearam a artista. O músico e ator Leo Jaime homenageou a artista: “Camilla Amado. Mestra dos palcos. Que linda história! Lembro dela dizendo: “decora o texto, respira na hora certa e não derruba o cenário”. Todo o meu afeto e respeito aos familiares e amigos. Que mulher!”

A também atriz Christine Fernandes se despediu de Camila: “À minha mestra com todo meu amor. Todos te esperam no instante exato em você nasce pra próxima. Te amo. Muitíssimo. Até breve.”

Agência Brasil

“Rezava o tempo todo”, fala paciente que venceu a Covid

A fé e o tratamento especializado dado pela prefeitura de Santa Gertrudes, pela Santa Casa de Rio Claro, através do SUS e também pelo plano de saúde São Rafael fizeram com que a família do gertrudense Antonio Carlos Silveiro, carinhosamente conhecido pelos amigos e familiares como Kiko, de 68 anos, pudesse voltar para casa após 23 dias internado por conta da Covid-19, segundo sua esposa Silvia Valdanha.

O aposentado tomou a segunda dose da vacina CoronaVac e em menos de dez dias o resultado do exame PCR apontou positivo para o novo coronavírus e com a esposa foi exatamente igual.

“Tomamos a segunda dose da vacina no mesmo dia e poucos dias depois fomos fazer o exame, por conta dos sintomas. Recebemos um tratamento muito rápido e excelente em Santa Gertrudes, no PSF, o tratamento seria em casa, mas após alguns dias, o Kiko precisou ir para o Pronto Socorro, onde estão atendendo os casos de Covid em nossa cidade, para ficar em observação”, conta Silvia.

Após uma piora no quadro, o empresário aposentado, que foi dono de uma loja de calçados por muitos anos em Santa Gertrudes, a transferência aconteceu para o setor de isolamento da Santa Casa de Rio Claro.

“Cheguei na Santa Casa, permaneci por alguns dias no Covidário sem precisar ser intubado, mas chegou um momento em que houve necessidade, então o procedimento foi feito e passei cinco dias dessa forma. Ao todo, fiquei 23 dias internado, sendo 18 deles na UTI e cinco intubados. Só conseguia rezar e pedir para Deus e Nossa Senhora um milagre, acredito que rezei mais de cinco mil ave-marias”, conta Kiko.

E o milagre aconteceu! No dia 27 de maio, Antonio Carlos teve alta do setor de isolamento e foi para o quarto, onde permaneceu por mais alguns dias fazendo fisioterapia para conseguir se libertar do oxigênio e também levantar da cama. Após alguns dias, já estava recebendo alta.

ALIMENTAÇÃO

Kiko comenta sobre todo o tratamento e também sobre a alimentação que recebeu no tempo em que estava internado na Santa Casa, na ala especial para o tratamento de Covid.

“Não temos como agradecer a atenção que nos foi dada, o carinho e o respeito. A alimentação, a dedicação dos profissionais ao preparar uma refeição para nós, só tenho realmente que agradecer, hoje, em casa, estou me restabelecendo aos poucos, voltando a andar dentro de casa e sigo com o tratamento, mas agradecemos em primeiro lugar a Deus, depois aos cientistas, pois a vacina contribuiu para a nossa imunização, pois o caso poderia ser ainda mais grave, a Saúde de Santa Gertrudes, ao atendimento do SUS, que é de primeiro mundo, e a todos os profissionais da Santa Casa, inclusive a assistente social, que faz um trabalho maravilhoso de manter as famílias informadas”, fala o gertrudense.

Em casa, o empresário, que é pai de dois filhos e tem dois netos, recebe os cuidados de toda a família, mas em especial da Rafaela, de oito anos, que ajuda na fisioterapia e na alimentação do avô, com muito amor.

Família

Além de Antonio Carlos Silveiro e a esposa, Silvia, um de seus filhos e sua esposa também foram contaminados.

RC não registra mortes nas últimas 24h; cidade tem 139 hospitalizados

Nenhum caso de infecção por coronavírus foi registrado em Rio Claro nas últimas 24 horas e com isso o município mantém 14.941 casos positivos de acordo com o boletim da Secretaria Municipal de Saúde emitido neste domingo (6). 


O município tem 139 pessoas hospitalizadas e índice de 82% de ocupação de leitos. Do total de pacientes internados, 69 estão em unidade de terapia intensiva. Há 517 pessoas em isolamento domiciliar.


Até agora Rio Claro tem 13.862 pessoas recuperadas da Covid-19. Desde o início da pandemia o município registrou 450 óbitos em decorrência da doença.


A Secretaria Municipal de Saúde alerta a população para que mantenha os cuidados preventivos, com uso de máscara, distanciamento social e higienização frequente das mãos.

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Vacinação contra Covid-19 em RC pode ter evitado mais de 100 mortes

Considerando dados até 1º de junho, 59.356 pessoas foram vacinadas contra a Covid-19 com a primeira dose e 29.657 receberam a segunda em Rio Claro. Os números representam 29% e 14%, respectivamente, da população local.

Apesar do índice de vacinação estar abaixo dos 75% ideais para controlar a pandemia, com base nos estudos da CoronaVac em Serrana (SP), análise do Grupo de Trabalho de Monitoramento da Unesp Rio Claro (GT) avalia que a campanha de imunização já mostra os seus efeitos.

“Para encontrar pistas da efetividade da vacinação na pandemia em Rio Claro, dividimos os casos, internações e óbitos em dois grupos de idade: o primeiro de idosos com mais de 60 anos e outro de não idosos, incluindo adultos, adolescentes e crianças. É um procedimento simplificado, mas pode ajudar a entender os efeitos da vacina”, explica o pesquisador Dr. Eduardo Kokubun.

Desde fevereiro, houve 167 casos positivos da doença a menos do que os 6.986 casos que seriam esperados. A redução é de 2,4% do total de casos esperados para todas as idades e de 16,2% para os idosos.

“Com relação às internações, houve 64 de idosos para 100 não idosos antes de janeiro. Em todos os meses depois do início da vacinação, observou-se menor número de internações do que o esperado, totalizando 7,9% (95) a menos em todas as idades entre fevereiro e maio. Se considerarmos somente os idosos, foram 20,3% menos internações”, reforça Kokubun.

Os efeitos sobre os óbitos são mais expressivos. Antes da vacinação foram registrados 274 óbitos de idosos para um grupo de 100 não idosos. Com exceção do mês de fevereiro, quando houve mais óbitos do que o esperado, houve redução consistente na mortalidade desde o início da vacinação. “Até o final de maio, a redução foi de 111 óbitos, o que representa 29,8% menos ocorrências do que o esperado. Considerando somente os idosos, a redução foi de 40,7%”, completa o pesquisador do GT.

Esta análise é simplificada e baseia-se na premissa de que somente idosos foram parcial ou totalmente imunizados. Não considera nem a vacinação em outros grupos de prioridade, nem o tempo decorrido desde a vacinação, nem a existência de variantes. “Porém, é plausível admitir que, sem a vacinação, internações e óbitos teriam aumentado no mês de maio, acompanhando o aumento no número de novos casos que foi de 1.522 para 1.778 (16,8%). Ocorreu o contrário”, observa.

No entanto, o pesquisador alerta que a taxa de transmissão do vírus segue em alta no município. “Com o número de casos, ainda, elevado, o risco de transmissão do coronavírus continua alto. No estágio de vacinação em que nos encontramos, ela não é capaz de conter a transmissão do vírus”, conclui Kokubun.

(com informações https://sites.google.com/unesp.br/boletim-anti-covid-19/)

Média local

RC supera as médias nacional e estadual (1ª dose – Brasil 21,38%, SP 25,24% e RC 28,95%; 2ª dose – Brasil 10,5%, SP 12,4% e RC 14,2%).

VÍDEO: ABCD Bandeirantes intensifica busca por patrocinadores para o RC Basquete

Após ficar de fora da temporada passada, os torcedores do Rio Claro Basquete vivem novamente a expectativa de a equipe retornar às atividades neste ano. Para não perder a vaga no Novo Basquete Brasil, adquirida em 2019, o Leão terá que cumprir a exigência da Liga Nacional de Basquete e disputar o Campeonato Paulista e Liga Nacional de Desenvolvimento.

Aldo Demarchi, presidente do ABCD Bandeirantes, fala sobre a atual situação da entidade que gere o Rio Claro Basquete.

“O ABCD Bandeirantes tem uma diretoria, vida própria, nos mesmos moldes de uma ONG, e está filiado à Federação Paulista e Liga Nacional de Basquete, sendo um parceiro da prefeitura de Rio Claro, que cede o ginásio com as exigências das competições através da Secretaria de Esportes. Nós temos um escritório que faz toda nossa contabilidade, temos até saldo em caixa com todas as certidões negativas”.

De acordo ainda com Aldo, as buscas por apoiadores seguem diariamente e uma reunião com a equipe de marketing da Liga Nacional de Basquete está agendada.

“Nós teremos reuniões com os patrocinadores para mostrar o retorno que o Rio Claro Basquete oferece. O encontro que será nos próximos dias terá a participação da equipe de marketing da Liga Nacional de Basquete e tenho certeza de que encontraremos os patrocinadores. Está bem encaminhado, sinto um grande interesse da prefeitura também para que tudo ocorra da melhor forma”, finalizou Demarchi.

Escassez hídrica devido à falta de chuvas levanta alerta ao abastecimento nas cidades da região

E com a falta de chuva, alerta-se para a escassez hídrica. No último dia 28 de maio, o Consórcio da Bacia PCJ, do qual Rio Claro e região fazem parte, emitiu um alerta de que foram registradas precipitações 62% abaixo do esperado para o período.

“Para a área de drenagem de todas as Bacias PCJ as precipitações também estão abaixo das médias históricas em todos os meses de 2021. O esperado para o ano inteiro é que chova 1.213,11 mm, mas a permanecer esse comportamento climático dificilmente atingiremos o esperado de chuvas até o final do ano”, comunica.

Presidente da Comissão de Meio Ambiente da Câmara Municipal de Rio Claro e presidente do Conselho Fiscal do Consórcio PCJ, o vereador Júlio Lopes (PP) encaminhou ofício ao prefeito Gustavo Perissinotto (PSD) questionando as ações que o município vem desenvolvendo em relação ao assunto para que não ocorra falta de abastecimento de água aos moradores.

“Estamos entrando no período de estiagem e medidas de conscientização se fazem urgentes. Desde o início do ano venho alertando sobre esta problemática; já encaminhei ofício ao prefeito solicitando informações das ações que o município vem desenvolvendo em relação ao assunto. É preciso que poder público e sociedade civil se unam pelo bem coletivo”, enfatiza.

Outono já é o mais seco da história, aponta dado de RC

O munícipe rio-clarense percebeu e os dados do Centro de Análise e Planejamento Ambiental (Ceapla) confirmam: Rio Claro já registra o ano mais seco desde o início da série histórica, que começou a ser medida no ano de 1994. Os índices registrados pela Unidade Auxiliar do Instituto de Geociências e Ciências Exatas (IGCE) da Unesp Rio Claro apontam que até o mês de maio de 2021 foram apenas 595,5 milímetros de chuva no município, menos da metade em comparação com o ano passado, que durante todo o período registrou 1.204,6 milímetros. O último ano mais seco da série foi em 2014, com 890,9mm.

Segundo o Ceapla, este outono – que termina no próximo dia 21 de junho – também já é o mais seco da série histórica. São apenas 38,4mm de chuva registrados no período que antecede o inverno em Rio Claro. A última vez em que o outono foi mais seco ocorreu no ano de 2018, com 74,9mm de chuva, em 2014 com 104,7mm e em 2009, com 106,9mm. Em 2016 o outono foi o mais chuvoso da história, com expressivos 400,9mm registrados no município.

Se os números não melhorarem até o fim da estação, o outono de 2021 ficará marcado pelo tempo seco. Há uma previsão para que, a partir desta semana, chuvas voltem a ser registradas. Segundo o Instituto de Pesquisas Meteorológicas – IPMet da Unesp de Bauru, na quarta-feira (9) há possibilidade de chuva em Rio Claro.

Os dados apontam ainda que os cinco primeiros meses deste ano também registraram chuvas abaixo da média esperada para cada mês. Em janeiro, a média aguardada era de 289,7mm, mas caíram 250,8mm. Em fevereiro, esperavam-se 217,3mm, mas foram registrados em Rio Claro 198,9mm. No mês seguinte, em março, a média seria de 149,5mm, mas a chuva foi de 105,3mm no período. Em abril, dos 78,6mm esperados registraram-se apenas 11,6mm na cidade. E em maio, de 60,9mm aguardados, a chuva registrada em todo mês foi de apenas 28,9mm.

Entenda

De acordo com o técnico da unidade, Carlo Burigo, há uma explicação para esse período seco. “Tiveram poucas passagens de frentes frias sobre o continente. Essa falta de chuva está em geral no Brasil, não só em nossa região, devido a isso. As frentes frias estão passando mais pelo litoral e trazem pouca chuva para o Estado. A massa de ar seco está muito forte e não deixa que a frente fria passe pelo continente”, comenta.

Símbolo do carnaval de RC, Aurea Sampaio morre aos 80 anos

Morreu neste domingo (6), aos 80 anos, a carnavalesca Aurea Dias Sampaio. Segundo informações apuradas pela reportagem do Jornal Cidade com amigos próximos, ela lutava há anos contra um câncer.

Nascida em Rio Claro em setembro de 1941, Aurea foi grande apoiadora da Escola de Samba ‘Os Indaiás’. Foi fundadora da Escola de Samba ‘Renascer’. E, em 2016, realizou seu grande sonho em desfilar como destaque na Escola de Samba ‘A Casamba’.

A carnavalesca era viúva e deixa uma filha: Fabiana Dias Sampaio. Ela também trabalhou por anos como assessora parlamentar. Aurea será cremada em Brasília.

O colunista social do JC, Fernando Brunini, lamentou a morte da amiga. “Lutou muito contra o câncer. A vida toda foi uma guerreira, uma grande mulher. Amava nosso carnaval. O samba está de luto. Ela era como uma mãe para mim. Me carregou no colo, foi amiga da escola de minha irmã. Amizade de uma vida toda”, disse Brunini.

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Aurea e a filha Fabiana Dias Sampaio
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Último desfile, em 2016, na ‘A Casamba’
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Marcão Faria, Aurea Fernando Brunini
Jornal Cidade RC
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