Mãe questiona projeto após filho ser agredido

2907

Um caso na última sexta-feira (6) deixou uma mãe apreensiva e fez com que ela procurasse a polícia para registrar um boletim de ocorrência.

A pedido dela, a reportagem irá preservar o nome dos envolvidos: “O meu objetivo com tudo isso é que o ambiente dentro do projeto no Jardim das Flores seja mais saudável. Com mais aprendizado e menos violência. Que os responsáveis fiquem mais atentos e perto das crianças. Não é a primeira vez que meu filho relata que existem brigas no local e desta vez ele foi agredido e com uma barra de ferro. Isso poderia ter consequências graves”, afirma.

Como aconteceu

O aluno de 11 anos relatou ao JC que estava brincando na quadra quando um outro aluno de 9 anos de idade pegou uma barra de ferro e o agrediu. Na saída, querendo revidar a agressão, ele pegou a mesma barra de ferro e bateu nas pernas do menino. Foi neste momento que a avó da criança viu e teria entrado no projeto e agredido o aluno de 11 anos, apertando-lhe o pescoço.

“Quando meu filho chegou em casa e eu vi que ele estava assustado e com o pescoço vermelho, eu perguntei o que tinha acontecido e ele me contou. Procurei os responsáveis pelo projeto que a princípio me disseram que não poderiam fazer nada, que quem poderia estar fazendo alguma coisa era eu. E eu fiz: registrei um boletim de ocorrência”, conta a mãe.

Posicionamento

Em nota, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social de Rio Claro afirmou que trabalha com o propósito de garantir os direitos da população que se encontra em situação de vulnerabilidade e/ou riscos sociais, fortalecendo a função protetiva das famílias por meio de aquisição de serviços, programas e benefícios. Sobre o caso se resumiu a dizer que foi algo pontual e que a gerência do serviço já está tomando as providências cabíveis.

Sobre o Projeto

O Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos está vinculado aos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), atende 80 crianças e adolescentes na faixa etária de 06 a 15 anos.

Nos locais são desenvolvidas diversas atividades temáticas, como cidadania, sustentabilidade, drogas, depressão e suicídio, ECA, intergeracionalidade com grupo de idosos, além das oficinas semanais de meio ambiente, desenho, capoeira, música, culinária, higiene e saúde, cantinho da leitura, basquete, passeios culturais, entre outros.

É um serviço realizado com grupos, organizado de modo a prevenir as situações de risco social, ampliar trocas culturais e de vivências, desenvolver o status de pertencimento e de identidade, fortalecer vínculos e incentivar a socialização e a convivência comunitária.

Qual sua opinião? Deixe um comentário: