SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Após tomar medidas drásticas para conter a disseminação do novo coronavírus, a Itália confirmou nesta segunda (24) a sétima morte pela infecção. Já são mais de 220 casos positivos.

As informações são da agência de notícias Ansa. A última morte confirmada seria de um homem de 80 anos que sofreu um ataque cardíaco. Ele estava hospitalizado desde a última semana em Lodi, na região da Lombardia e, segundo os médicos, deve ter contraído o vírus de outro paciente.

Todos os óbitos, ao menos por enquanto, são de pessoas idosas. Ao menos três tinham problemas sérios de saúde.

Segundo o mais recente boletim da Organização Mundial da Saúde, divulgado no domingo (23), o número de casos do covid-19 confirmados no mundo chegou a 78.811. A China concentra 77.042 deles, com 2.445 mortes. Em outros países, o número de óbitos era de 17.

Os casos na Itália, que levaram o governo a suspender as aulas, fechar pontos turísticos e isolar cidades, tiveram repercussão em países vizinhos, que tentam evitar que a circulação de pessoas no continente dissemine o vírus.

Na França, o governo pediu a quem tiver visitado a Lombardia ou o Vêneto, regiões mais afetadas, que use máscaras na rua, limite atividades não essenciais e meça a temperatura duas vezes por dia.

A Croácia anunciou que irá monitorar viajantes vindos da Itália, incluindo crianças de volta das férias escolares.

Na Romênia, o primeiro ministro Ludovic Orban afirmou que qualquer pessoa que entrar no país vinda de alguma região com o vírus seria mantida em quarentena por 14 dias, mas a mídia local afirma que passageiros só têm tido que preencher um formulário.

Já no Irã, as autoridades confirmaram que o número de mortes subiu para 12. O Ministério da Saúde local negou informações divulgadas por um congressista segundo a qual 50 pessoas teriam morrido na cidade de Qom devido ao novo coronavírus.

Países vizinhos relataram infecções de viajantes que voltaram do país, levando alguns a fecharem fronteiras para pessoas vindas do Irã. Entre eles, estão Iraque e Afeganistão, que anunciaram nesta segunda os primeiros casos confirmados do vírus, assim como o Kuwait.