Folhapress

O governo de São Paulo anunciou nesta quinta-feira (2) que vai reduzir de cinco para quatro meses o intervalo da dose de reforço da vacina contra Covid. A decisão ocorreu por conta do surgimento da variante ômicron e a proximidade com as festas de fim de ano.

A antecipação vale para quem tomou as duas doses de Coronavac, AstraZeneca e Pfizer, com qualquer idade.

Segundo o estado, 10 milhões de pessoas, que se vacinaram nos meses de julho e agosto, já podem receber a dose extra. O intervalo de quatro meses é contado a partir da data de aplicação da segunda dose.

O temor da possibilidade de aumento de casos após a confirmação de pessoas infectadas com a variante ômicron levou o governo paulista a também recuar na liberação do uso de máscaras em ambientes externos. O governador João Doria (PSDB) havia anunciado na última semana que o uso não seria mais obrigatório a partir de 11 de dezembro.

Segundo o governo paulista, a antecipação da dose de reforço também leva em consideração que São Paulo é uma das principais portas de entrada do país, via portos e aeroportos.

“O estado tem hoje condições logísticas e técnicas de ampliar a vacinação e reduzir o intervalo de aplicação das doses para que todos possam estar ainda mais protegidos. Vale ressaltar também a necessidade de quem não tomou ainda a segunda dose retornar aos postos de saúde para se imunizar”, disse o secretário de Saúde, Jean Gorinchteyn.

Quem tomou a dose única da Janssen poderá receber a dose adicional do mesmo imunizante com intervalo a partir de 2 meses. No entanto, o governo paulista diz não ter doses desse produto por falta de entrega do Ministério da Saúde e informa que está aplicando dose adicional da Pfizer.

Na cidade de São Paulo, a ação para os imunizados com Janssen começou na terça-feira (30).

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