Funcionários da empresa contratada na montagem das tubulares. Expectativa da diretoria é que seja concluída nesta quarta

Matheus Pezzotti

Funcionários da empresa contratada na montagem das tubulares. Expectativa da diretoria é que seja concluída nesta quarta
Funcionários da empresa contratada na montagem das tubulares. Expectativa da diretoria é que seja concluída nesta quarta

Nesta quarta-feira (28), o Estádio Municipal Dr. Augusto Schmidt Filho completa 42 anos de construção, mas o torcedor não tem muito o que comemorar.

O Rio Claro FC estreia no Paulistão no próximo sábado (31), contra o Botafogo, às 17h, mas não poderá jogar em seu estádio, por falta de capacidade e do Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) e, tendo que escolher outro local, jogará no Estádio Major Levy Sobrinho, em Limeira. Atualmente, segundo laudo da Federação Paulista de Futebol (FPF), o estádio possui 6.284 lugares, insuficiente, já que a entidade exige 15 mil lugares neste ano, mudando para 10 mil a capacidade mínima a partir de 2016.

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“Não adiantaria ter o laudo do Corpo de Bombeiros se não tivesse a capacidade. A Federação Paulista foi bem clara, dizendo que tem que ter a capacidade, senão não vai ter jogo. E ao mesmo tempo, se tivéssemos as arquibancadas montadas, mas não tivesse o laudo, também não teria jogo”, explica o diretor de futebol, Alex Afonso.

O dirigente comentou também a respeito do atraso em conseguir o AVCB e a participação da prefeitura nesse trâmite.

“Nos programamos, desde outubro, mas infelizmente é um orçamento caro e isso dificultou e agora chegou na última hora, também a empresa contratada demorou para entregar, e tudo isso foi retardando o processo e chegou nesse ponto. Tudo que, em relação à documentação, a prefeitura se prontificou a ajudar, mas não ajudou financeiramente, inclusive nos enviaram um ofício comunicando sobre isso, então, dentro da capacidade do clube, procuramos fazer o que era necessário, mas a prefeitura tem nos ajudado muito para agilizar a montagem das arquibancadas”, acrescenta.

Alex Afonso está confiante na liberação do estádio até sexta-feira, com a montagem das arquibancadas tubulares e nova vistoria do Corpo de Bombeiros, mas ainda não confirma o próximo jogo no Schmidtão, no dia 17, contra o Linense, às 21h.

“Temos a expectativa de que nesta quarta-feira as arquibancadas estejam instaladas e provavelmente teremos nova vistoria do Corpo de Bombeiros e, até o final da tarde, o estádio tenha sido vistoriado e liberado, faltando apenas enviar a documentação para a Federação. Mas para a estreia, sem chances. Caso não tenhamos essa documentação até sexta-feira (30), teremos que indicar outro estádio e poderemos também jogar fora de casa contra o Linense”, finaliza.

Vale lembrar que, nestes 42 anos de história do estádio, o capítulo “capacidade e arquibancadas tubulares” começou em 2007, quando o Azulão disputou pela primeira vez o Paulistão. Agora, será a quinta vez na elite do futebol paulista e, mesmo quando estava na série A-2, que também necessitava das tubulares, o aluguel do material sempre foi feito, mas o problema, que em 2015 completa nove anos, ainda não foi solucionado.

Mas este não é um problema exclusivo de Rio Claro. Além do Schmidtão, outros três estádios que sediarão o Paulistão ainda não estão liberados pela FPF: Gilberto Siqueira Lopes (Lins), Romildo Gomes Ferreira (Mogi Mirim) e o Canindé (Portuguesa).

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