Araras, 157 anos: a relação entre a cidade e quem a adotou como lar

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Ramon Rossi

Nesta quinta-feira (15) o município de Araras, que é pauta diariamente no Grupo JC de Comunicação, comemora os seus 157 anos de fundação. Araras, conhecida também como Cidade das Árvores, tem cerca de 132 mil habitantes, segundo estimativa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) de 2018.

A cidade conta com a economia baseada na agroindústria, que é responsável pela maior parte dos empregos diretos e indiretos. A localização do município é estratégica: está entre as Rodovias Anhanguera, Washington Luiz e Bandeirantes. Como forma de homenagem, a reportagem do JC entrevistou moradores filhos da cidade e pessoas que adotaram o município como moradia. Cada um fala o que mais gosta do local. Confira as histórias:

“Gratidão à cidade que me educou, educou meus pais e educa minha filha, além de abrigar minha família e prover nosso sustento”

            O economista Ricardo Buso, 41, morador do Olívia Parque, diz que Araras o proporcionou prazeres únicos em sua infância como brincar no velho foguete do Lago, bem no coração do cartão postal local, ou ainda escorregar no famoso Obelisco da Praça, ao lado das importantes figuras dos barões de Araras e de Arary, pertinho da Casa de Nossa Senhora do Patrocínio, que Buso se orgulha. “Orgulho que começa pela imponente história, registrando as páginas do pioneirismo na abolição da escravatura e do título de Cidade das Árvores, além dos seguidos prêmios de município brasileiro de maior desenvolvimento. Grande parte destes fatos foi tratada através da paixão ararense pela comunicação, principalmente na centenária imprensa escrita e na comunhão com a cativante radiodifusão. Mais recentemente, a cidade que redemocratizou o convívio da população na Praça Barão de Araras, que conseguiu restaurar a prioridade pela cultura e que disparou o processo para ser referência em educação, continua escrevendo história e oferece aos seus habitantes a oportunidade de seguir se orgulhando por sempre ter o que mostrar aos seus visitantes. Por tudo, parabéns e obrigado a cidade que me educou, educou meus pais e educa minha filha, além de abrigar minha família e prover nosso sustento”, disse.

“Vim para ficar apenas três meses, mas já se foram 23 anos…”

A radialista e produtora de conteúdo, Ana Maria Devides, 50, moradora do Jardim Belvedere, chegou em Araras em 1996 por conta de uma campanha política do ex-prefeito Warley Colombini. Com sua vitória, acabou ficando e foi assessorá-lo na Prefeitura. “Isso fez com que eu, obrigatoriamente, mergulhasse fundo na história e nos problemas da cidade. Muito rapidamente eu passei a conhecer sua história, seus bairros, suas demandas e também, claro, suas muitas qualidades. O que mais me surpreendeu foi a quantidade de ararenses que realmente são envolvidos e se preocupam com tudo aquilo que diz respeito ao município. São bairristas, mas no bom sentido, no sentido de se importar mesmo com o rumo das coisas. A beleza da cidade também me encanta, embora nos últimos anos eu venha notando que menos pessoas prezam pelo cuidado com as ruas e áreas públicas. Mas sem dúvida, o que mais me fascina em Araras é o fato da cidade estar tão bem localizada, pertinho de tudo. Acredito que isso favoreça seu avanço. Aqui as pessoas são mais abertas e conectadas a tudo. Gosto muito de Araras e brigo por ela tanto quanto ou mais do que muitos que nela nasceram”, disse.

“Aqui nasci, estudei, passei minha infância e adolescência. Adorava correr em volta do Coreto” 

         A professora e mestre em gestão educacional, Danielle Conte Delbem, 48, moradora do Jardim Bosque de Versalles, contou ao JC que sua relação com Araras se mistura à sua profissão de educadora e também com o colégio que estudou, onde, hoje, é diretora. “Há nove anos estou à frente da Escola Estadual Dr. Cesário Coimbra. Minha Tia Francisca (Dona Chica), já falecida, veio com sua mãe e minha avó Ilda Carrai Bayard de Itapira, nos anos 40, do século passado, porque passou no Colégio do Estado, hoje Cesário Coimbra. Em Araras minha avó conheceu Amadeu Luis Conte, escultor dos anjinhos de mármore do cemitério municipal e se casou novamente, pois era viúva. Minha mãe, a artista plástica Rose Conte, nasceu em Araras e também estudou no Cesário, bem como meu pai, Napoleão Delbem. Nessa escola se conheceram e começaram a namorar. Sempre escutei muitas histórias lindas e animadas de Araras, do ex-prefeito Milton Severino e de suas brigas políticas. Aqui foi onde nasci, estudei, fiz faculdade, passei minha infância, adolescência e juventude na Praça Barão correndo em volta do coreto escutando a Banda premiada de nossa cidade. Frequentei o calçadão, point dos anos 80 e 90, e no Ginásio de Esportes assisti muitas bandas de Rock Nacional desde Blitz até Barão Vermelho e tantas outras. Até hoje como a pipoca do Tio Zé, bem famosinha na cidade”, comentou.

“Sou uma ararense de coração e apaixonada”

A empresária Elaine Nogueira, 35, moradora do Parque Industrial, nasceu em Limeira/SP. Se mudou para Araras pois a empresa em que seu marido trabalha o transferiu para cá. Desde então… “ No começo foi difícil mudar, começar do zero. Minhas filhas sentiram por deixar as amiguinhas. Sem falar que, para elas,  mudar de escola e de casa foi um grande desafio. A cidade foi acolhedora em todos os sentidos com a gente. Aqui fiz faculdade, novos amigos, criamos uma boa estrutura familiar. Escolhi Araras para empreender e começar uma nova fase em minha vida. Como já estava no ramo óptico há mais 20 anos, começamos nossa primeira loja na cidade, que leva o nome do município. Eu e minha família adotamos Araras como nossa cidade. Se me perguntarem onde nasci digo a minha cidade de nascença, mas se me perguntarem de onde eu sou, a resposta, claro, será  Araras”, destacou.

“Por Araras, sinto um imenso amor e muita gratidão”

         A funcionária pública Isaléia Regina Rodrigues, 49, moradora do Pedras Preciosas, chegou na cidade há 27 anos deixando para trás família, emprego e amigos em busca de uma boa qualidade de vida. “No começo, como tudo na vida, nada é fácil. Mas foi aos poucos e com o tempo tudo foi se adequando, até que passei a fazer parte do quadro de funcionários do município onde estou há 19 anos e oito meses. Foi quando minha vida começou a se estabilizar e pude criar e educar minhas filhas com tranquilidade. Hoje só tenho a agradecer a todas as pessoas que fizeram e fazem parte da minha vida nesse tempo todo. Por Araras, sinto um imenso amor e muita gratidão”, falou.

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