Rodrigo Pacheco assume Presidência da República por quatro dias

O presidente do Congresso Nacional, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), assumirá por quatro dias a Presidência da República em virtude de viagens internacionais de Jair Bolsonaro e do vice-presidente, Hamilton Morão. Terceiro na linha de sucessão presidencial, é a terceira vez que o congressista assume o cargo.

O presidente Jair Bolsonaro viajou nesse sábado (17) para participar do funeral da rainha Elizabeth II, em Londres, no Reino Unido. A cerimônia será realizada na próxima segunda-feira (19).

Já o vice-presidente, Hamilton Mourão, viajou para Lima, no Peru, neste sábado. Ele fica no país até o dia 20. O segundo na linha de sucessão, presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) vai para Nova York, nos Estados Unidos.

O senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) responde pela Presidência do Senado, neste período. De acordo com a legislação, candidatos não podem assumir o posto de presidente da República nos seis meses anteriores ao pleito. Hamilton Mourão disputa uma vaga no Senado, pelo Rio Grande do Sul, e Arthur Lira tenta a reeleição ao cargo de deputado federal.

VÍDEO: nova etapa da barragem entre Rio Claro e Ipeúna reacende debate

O presidente do Comdema (Conselho Municipal do Meio Ambiente), José Perinotto, voltou a ressaltar que o local escolhido pelo Governo do Estado para se construir uma barragem na Bacia Corumbataí, entre Rio Claro e Ipeúna, não seria o ideal devido ao impacto que a obra levará ao meio ambiente. Reportagem anterior do JC mostrou que um inquérito civil foi instaurado pelo Ministério Público para se investigar o projeto e no curso da investigação a Promotoria de Justiça determinou que fosse apresentado um estudo arqueológico do local. Desta forma, a Agência das Bacias PCJ, anunciou a contratação de empresa que fará o levantamento.

“Não está em questão a competência da empresa de arqueologia. Não é somente o grande valor arqueológico, mas inclusive todos os demais patrimônios que já apontamos para o Ministério Público, incluindo os valores históricos das fazendas, da geologia pouco comum da região e outros valores. Espero que haja bom senso e esta área não seja escolhida”, afirma o pesquisador e professor de Geologia da Unesp Rio Claro.

O profissional alerta que ainda não se fala quais os municípios da Bacia Corumbataí serão diretamente beneficiados com a obra. A barragem está prevista para ser construída na confluência entre os Rios Passa-Cinco e Cabeça, como parte do programa “Água é Vida”. A previsão de investimentos é de cerca de R$ 54,3 milhões.

“Rio Claro terá que construir dutos e nova estação. E Ipeúna? Sei que são estudos preliminares, com projeto que, necessariamente, deverá passar pelos Comdemas’s, que deverá ter consulta pública, etc. Mas essa área em questão tem tudo para não ser a escolhida do ponto de vista dos impactos que acarretará”, acrescenta. O local conta com um dos sítios arqueológicos mais antigos do país, o Alice Boer. Segundo estudo da USP, o sítio teria idade entre 8.100 e 6.300 anos.

Na última semana, o diretor-presidente da Agência das Bacias PCJ, Sergio Razera, falou à Rádio Jovem Pan News Rio Claro, do Grupo JC de Comunicação, que o estudo arqueológico poderá definir ou não a escolha da área. “Esse é mais um passo necessário para conhecermos melhor essa área que foi definida em estudo de 2019 que identificou como sendo uma área onde o custo-benefício ficaria mais barato. Depois do estudo, identificou-se a existência dos sítios arqueológicos. Por conta disso antecipamos o estudo arqueológico para ver melhor se esses sítios vão impedir a construção da barragem no local”, explica.

O profissional alega que “nenhuma atividade da barragem está sendo feita, há muitas fases para se chegar nisso, a área ainda não foi definida. Se for definido esse local, terá toda fase de licenciamento ambiental, a população terá que necessariamente ser ouvida”, acrescenta. Razera explicou também que os estudos junto aos municípios da região apontaram que várias ações precisam ser realizadas para que no futuro, em meados de 2040, o abastecimento de água não seja prejudicado.

“Os municípios precisam melhorar as perdas e desperdícios de água. Precisa-se ter reúso da água, proteger as nascentes e para que o solo retenha mais água precisamos repor árvores em pontos do território. Não é só a barragem, ela é uma só das ações previstas”, afirma. A entrevista completa está disponível no www.youtube.com/jcrioclaro.

Setembro Amarelo: unidades de saúde têm palestras sobre prevenção ao suicídio

A prevenção ao suicídio está sendo abordada desde a quinta-feira (15) em palestras abertas ao público e conduzidas por psicólogos em unidades de saúde do município. As atividades fazem parte da programação da campanha Setembro Amarelo em Rio Claro. Para participar basta comparecer à unidade de saúde no dia e horário da palestra. Na terça-feira (20), a partir das 14 horas, a atividade será na unidade de saúde da Avenida 29. No dia 21, às 9h30, haverá palestra na unidade de saúde do Wenzel. No dia 22, às 9 horas, será na UBS do Cervezão e às 10 horas na UBS Vila Cristina.

A programação inclui também atividade para profissionais que atuam na área de educação, saúde e desenvolvimento social, nos setores público e privado. “Os profissionais que atuam na rede de cuidados participam no dia 23 do Encontro de Valorização da Vida”, pontua Nathalia Rodrigues, responsável pelo setor de saúde mental da Fundação Municipal de Saúde. O encontro irá debater a prevenção ao suicídio e discutir políticas públicas para aperfeiçoar as ações realizadas no atendimento à população. Os interessados devem se inscrever pelo e-mail [email protected].

Semana Nacional do Trânsito: Rio Claro teve 15 mortes por acidentes este ano

Instituída pelo CTB (Código de Trânsito Brasileiro) em 1997, a Semana Nacional de Trânsito tem início hoje e segue até o dia 25 de setembro, próximo domingo. O objetivo é despertar em motoristas e pedestres a conscientização da importância do respeito às regras do trânsito para a segurança de todos

Em Rio Claro, de janeiro a julho deste ano, foram registradas 15 mortes decorrentes de acidentes de trânsito no município. De acordo com a administração municipal, não há um bairro ou trecho específico concentrando a maior parte dos acidentes, que aconteceram em pontos diversos.

Visando diminuir as estatísticas, desde o início deste ano a prefeitura realizou pintura de solo em 2.948 pontos, totalizando 21.557 metros quadrados. Também foram trocadas 2.785 placas de trânsito e implantadas 17 lombadas em pontos estratégicos. Outras intervenções para melhorar o trânsito são a suavização de valetas em todas as regiões e serviços de recapeamento asfáltico e tapa-buracos. A administração porém reforça que respeitar as sinalizações, os limites de velocidade, são ações que somente os motoristas, ciclistas e pedestres podem fazer.

A Eixo-SP Concessionária de Rodovias também realizará uma série de ações voltadas à Semana Nacional de Trânsito. As atividades serão realizadas nas bases e com apoio da Polícia Militar Rodoviária (PMRv) das regiões de São Carlos, Rio Claro, São Pedro e Adamantina. Haverá distribuição e aplicação de adesivos refletivos de capacete, limpeza de viseira, instalação de antenas corta-pipa, distribuição de cordão de pescoço para chave, kit lanches e bate-papo com dicas sobre trânsito seguro. Além disso, a Eixo-SP disponibilizará veículos e equipes para medição de pressão e glicemia dos usuários.

Ações Rio Claro – Em Rio Claro a primeira ação acontece nesta segunda-feira (19) e é voltada a pedestres das 7h às 9h, na passarela do km 175 da SP-310 (Rodovia Washington Luís). Já na terça-feira (20), a concentração será na base da Polícia Militar Rodoviária de Rio Claro, localizada no km 172 da SP-310 (Rodovia Washington Luís).

Todas as ações de conscientização da Semana Nacional do Trânsito fazem parte do esforço conjunto da iniciativa privada com o poder público de reduzir em 50% o total de mortes no trânsito do país nos próximos 10 anos. Em 2021, 20.053 pessoas morreram no trânsito, conforme revela o Registro Nacional de Acidentes e Estatísticas de Trânsito (Renaest).

Polícia prende suspeito de matar vencedor da Mega-Sena em Hortolândia

GUSTAVO FIORATTI SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Um dos suspeitos do assassinato de Jonas Lucas Alves Dias, vencedor da Mega-Sena morto na última quarta-feira (14), foi preso pela Polícia Civil.
O anúncio foi feito pelo governador de São Paulo, Rodrigo Garcia (PSDB), em sua conta no Twitter neste sábado (17). Na postagem, ele afirma que as investigações levaram a uma conclusão sobre o crime.

A vítima, de Hortolândia, interior paulista, foi morta dois anos após ganhar na loteria.
“A Polícia Civil esclareceu o crime do assassinato do ganhador da Mega-Sena, que aconteceu em Hortolândia, no dia 14/09. Um dos criminosos já está atrás das grades. Mais detalhes em breve”, disse Garcia nesta tarde, sem dar o nome dos autores do crime. A polícia deve divulgar mais informações ainda neste sábado.

Um dia após ter desaparecido, Jonas Lucas Alves Dias, 55, foi encontrado com sinais de espancamento na manhã de quarta-feira (14) na alça da rodovia dos Bandeirantes (SP-348), altura do Jardim São Pedro, em Hortolândia, a 115 km da capital paulista. Levado a um hospital, ele não resistiu e morreu. Alves Dias foi o ganhador do prêmio de R$ 47,1 milhões da Mega-Sena no dia 5 de setembro de 2020. Naquela ocasião, outra aposta também levou o mesmo valor.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), o caso foi registrado como extorsão seguida de morte e é investigado pela delegacia de Hortolândia, com apoio da Deic de Piracicaba.
“Ela [a vítima] foi socorrida ao hospital da região onde não resistiu aos ferimentos e faleceu. Seu irmão, 65, prestou esclarecimentos e relatou que o homem estava desaparecido havia um dia. A vítima teve aproximadamente R$ 20 mil retirados de sua conta bancária por meio de transferências bancárias e via Pix. O seu cartão de débito também foi levado pelos suspeitos”, informou a SSP-SP.

VÍDEO: Viveiro cria mudas para plantio em locais públicos e casas da população

Dia da Árvore é comemorado nesta semana e em Rio Claro o Viveiro Municipal colabora com doação de mudas e plantio.

Mesmo em dias cinzas e sem sol, o brilho das árvores é notável. Ainda mais com os ipês colorindo as ruas de Rio Claro, o andar pelo município se torna mais bonito. Tem início neste domingo a Semana da Árvore, uma iniciativa do poder público para celebrar o Dia da Árvore, que é celebrado na quarta-feira, dia 21 de setembro. Escolas do município receberão ao longo desses dias o plantio de mudas. É uma forma de educar as crianças para a preservação do meio ambiente.

Tadeu Olivetti, analista de planejamento da Prefeitura de Rio Claro, explica como será. “Nós temos algumas escolas para fazer o plantio de árvores. Duas delas são a Otávio José Chiossi e a Theodoro Koelle, no Jardim Novo. Essas duas escolas serão contempladas com mudas de árvores, inclusive também com trabalho educacional envolvendo as crianças na conscientização da necessidade de termos mais árvores na cidade”, disse.

Segundo o profissional, a recepção das crianças é grande. “Quem faz o trabalho são os professores em sala de aula. Eles têm a linguagem pedagógica adequada para falar da importância das árvores. Depois, na questão prática, aliamos isso ao plantio com nossos funcionários para eles verem como se faz”, explica.

Um bom exemplo de arborização pode ser visto na Avenida José Felício Castellano. Quem passa por lá está se maravilhando pelo colorido do ipê rosa no canteiro central. Segundo Olivetti, a florada chegou mais cedo este ano.

“Esses ipês rosas foram plantados em 1999 com todo agravante que, infelizmente, o solo de Rio Claro é minimamente agriculturável para receber mudas de árvores. Nada do que se plantava aí ia para frente. Chegou uma hora que falamos, ou trocamos o solo ou não teremos nada. Houveram várias tentativas. Trabalhamos com retroescavadeira para trocar o solo e passados 23 anos hoje temos os ipês formados”, comenta.

A educadora Pamela Aparecida Cassao trabalha próximo da Avenida Castellano e se encantou com a florada dos ipês. Ela destaca a importância de se cuidar da natureza. “Você tendo no espaço urbano árvores, você ganha muito na qualidade do ar pela própria estrutura das árvores e sua função. Além de ser muito lindo e encantar os olhos, a Prefeitura precisa sempre dar essa manutenção. Apesar de muito bonito, é algo que precisa de atenção devido a idade da árvores e questões climáticas que afetam”, disse.

EM AÇÃO

No trecho da mesma avenida, há um grande bosque com diversos espécimes de árvores. Ele foi formado décadas atrás pela própria população. “Por iniciativa popular, os moradores conseguiram desenvolver dois bosques, um é esse e outro é o bosque dos angicos, na Rua 9 JA com avenida 66 JA. Esse bosque na Felício Castellano, no final dos anos 90, era um terreno vazio. O do Bosque dos Angicos era um lixão a céu aberto”, conta.

Porém, a situação se alterou pela ação dos moradores. “Passados 22 anos, os bosques estão formados. Sem ajuda da população não conseguimos formar árvores, podemos até plantar, mas formar nós precisamos de ajuda da população”, acrescenta.

Em agosto, inclusive, foi lançada a campanha “Mais Árvores em Rio Claro”. A iniciativa estimula a população a solicitar plantio ou doação de mudas de árvores. Quem quiser ter uma árvore em frente de sua residência, é preciso definir local adequado no imóvel, ir ao Atende Fácil apresentar comprovante de residência e preencher o formulário informando RG, CPF e telefone para contato.

VIVEIRO E AMOR PELA NATUREZA

A Prefeitura conta com um Viveiro Municipal. No local são cultivadas dezenas de mudas de árvores, frutíferas e ornamentais, que são levadas para as escolas, praças e demais locais públicos para plantio ou recuperação ambiental. O Viveiro fica na região rural, próximo ao Distrito de Ajapi.

“Nosso objetivo maior é arborizar Rio Claro. O Viveiro recebe também mudas dos termos de ajustas de conduta de pessoas. Quando formulamos a doação de mudas para cá, foi justamente para ser um agente facilitador para termos árvores plantadas na cidade. As pessoas que têm que cumprir esses termos elas alegavam dificuldade de plantar e manter a muda durante três anos. Para cada árvore nativa cortada no município, a pessoa doa 15 mudas que ficam de quarentena no Viveiro até estarem com porte adequado para irem para o plantio”, finaliza.

No Viveiro trabalham alguns servidores públicos, como os senhores Jacob Carlos Teixeira Rocha e José Carlos, além de Donizete Aparecido Boscolo. Esse último, inclusive, diariamente entre o plantio de uma muda e outra, faz reflexões sobre a relação do homem com a natureza. Durante o seu trabalho, realizado há décadas junto ao poder público, cria versos e poesias. Enquanto a reportagem do JC gravava no local para a Reportagem da Semana, o Senhor Doni, como é conhecido, se ofereceu para recitar um poema. Acompanhe no vídeo.

‘Não vou parar de bailar’, diz Vini Jr após ser vítima de fala racista

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – ‘Enquanto a cor da pele for mais importante do que o brilho nos olhos, haverá guerra’. Foi citando essa frase que Vinicius Junior quebrou o silêncio e se pronunciou após ter sido vítima de um comentário racista e xenofóbico em um programa de televisão espanhol por comemorar seus gols dançando.

Em um vídeo publicado nas redes sociais, o atacante do Real Madrid e da seleção enfatizou que não vai parar de “bailar”. Seja no sambódromo, no Santiago Bernabéu ou onde ele quiser. Vini Jr também destacou que sua felicidade, de um brasileiro preto e vitorioso na Europa, incomoda e que o preconceito não é novidade em sua vida.

A manifestação do jogador de 22 anos acontece um dia depois que Pedro Bravo, presidente da Associação Espanhola de Empresários de Jogadores da Espanha, ter utilizado termos racistas e xenofóbicos para criticar o brasileiro durante o programa ‘El Chiringuito’. O agente disse que Vini deveria “parar de fazer macaquice” e ir ao “sambódromo do Brasil” caso quisesse dançar.

‘Enquanto a cor da pele for mais importante do que o brilho nos olhos, haverá guerra’. Tenho essa frase tatuada no corpo, e tenho atitude na minha vida que transforma essa filosofia em prática. Dizem que felicidade incomoda. A felicidade de um preto, brasileiro, vitorioso na Europa, incomoda muito mais”, introduziu, no depoimento.

“Mas a minha vontade de vencer, o meu sorrido e o meu brilho nos olhos são muito maiores do que isso. Fui vítima de xenofobia e racismo em uma só declaração, mas nada disso começou ontem. Há semanas, começaram a criminalizar as minhas danças”, continuou. Vini destaca que as danças não são dele, mas também de Ronaldinho, Neymar, Pogba, Griezmann e outros jogadores que costumam comemorar de tal maneira.

“São danças para celebrar a diversidade cultural do mundo. Aceitem, respeitem ou surtem, eu não vou parar. Não costumo vir publicamente rebater críticas. Sou atacado e não falo. Sou elogiado, e também não falo. Eu trabalho, e muito, dentro e fora de campo”, enfatizou.

O brasileiro ainda afirmou que sempre tenta ser um exemplo de profissional e de cidadão. “Mas isso não dá clique, não engaja em rede social. Então os covardes inventam algum problema para me atacar. E o roteiro sempre termina com um pedido de desculpa, ou um ‘fui mal interpretado’. Mas repito para você, racista: eu não vou parar de bailar. Seja no sambódromo, no Bernabéu, ou onde eu quiser”, finalizou.


POLÊMICA E PEDIDO DE DESCULPA
A discussão no programa espanhol foi iniciada tendo como tema as comemorações de Vinicius Junior. Os passos do brasileiro, inclusive, fizeram com que o capitão do Atlético de Madri, Koke, falasse ontem que “haveria” confusão se o brasileiro dançasse após marcar no clássico deste domingo (18), pelo Campeonato Espanhol.

Foi então que Pedro Bravo, ao comentar o assunto, fez a declaração racista e xenofóbica. Após a repercussão de sua fala, o agente foi ao Twitter pedir desculpas e tentar se justificar. “Quero esclarecer que a expressão ‘fazer macaquice’ que utilizei mal ao qualificar a dança do Vinicius na comemoração dos gols foi de maneira metafórica (‘fazer idiotices’). Como minha intenção não foi de ofender ninguém, peço sinceramente desculpas. Sinto muito!”, alegou.

Por conta do episódio, a hashtag ‘BailaViniJr’ foi lançada e viralizou. Vinicius Junior recebeu apoio público de personalidades do futebol, como Neymar, Raphinha, Thiago Silva e Pelé. Além disso, a CBF se solidarizou com o jogador e o Real Madrid disse que vai tomar medidas legais contra “qualquer pessoa que use expressões racistas” contra seus atletas.

Leandro Lehart, do Art Popular, é condenado nos por estupro

MARTHA ALVES SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O cantor e compositor Leandro Lehart, 50, vocalista do grupo Art Popular, foi condenado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo a 9 anos e sete meses de prisão por estupro e cárcere privado de uma mulher, em outubro 2019. A decisão foi proferida pelo juiz em 9 de setembro e o artista pode recorrer da sentença em liberdade.

A denúncia contra o cantor foi feita por uma mulher com quem ele se relacionava, segundo o Ministério Público de São Paulo. A vítima disse, em relato à Justiça, que os dois tiveram poucos encontros e no último aconteceu o estupro e cárcere privado de algumas horas na casa do cantor, em São Paulo. Ela não pediu medida protetiva contra Lehart porque não teve mais contato após o abuso sexual.

Segundo a Promotoria, a vítima demorou para fazer a denúncia e no meio desse tempo houve a pandemia de Covid, que acabou atrasando a decisão da Justiça. Mas a mulher apresentou trocas de mensagens de Whatsapp com Lehart que comprovam os fatos. Apesar de negar as acusações, o cantor não apresentou nada que pudesse embasar sua versão, de acordo com o Ministério Público.

Como Lehart não foi preso em flagrante, não tem antecedentes criminais e compareceu a todas as audiências da Justiça, a Promotoria informou que ele tem o direito de recorrer da decisão em liberdade. O prazo para o réu recorrer começa a partir do momento em que ele é intimado. Até quinta-feira (15), a defesa do cantor não tinha dado entrada no pedido, segundo a Promotoria.

O cantor se manifestou sobre a condenação no Instagram informando que o caso corre em segredo de Justiça e que depende ainda de decisão final. Com isso, o cantor e a sua defesa não podem dar mais detalhes do processo. “Estou sendo vítima de uma grande injustiça, mas a verdade vai prevalecer. São 40 anos de carreira e 50 anos de vida acreditando na justiça e, mesmo que ela tarde, ela não falha. E a maldade não prevalecerá nunca. Obrigada por tudo”, escreveu Lehart na rede social, que desativou os comentários.

Lehart ficou famoso nos anos de 1990 com o grupo de pagode Art Popular que fez sucesso com as músicas “Pimpolho” e “Agamamou”. Ele também participou do reality show Casa dos Artistas (SBT), em 2001, e foi diretor do CCSP ( Centro Cultural São Paulo ), de maio de 2021 a fevereiro deste ano.

Voto vira pré-requisito para relacionamentos amorosos e afeta busca por parceiros

RENATA MOURA NATAL, RN (FOLHAPRESS) – “Procura-se alguém que provoque frio na barriga, para amor verdadeiro ou encontro sem compromisso”. “Confirmar voto ou aversão a Lula – ou, de acordo com o perfil – a Jair Bolsonaro, é também pré-requisito para acender ou esfriar o clima”.

Às vésperas de uma eleição carregada de polarização no Brasil, desejos e marcas políticas como essas aparecem, cheios de variações, em páginas de relacionamentos em que o “match perfeito” depende, cada vez mais, do apoio ou rejeição aos dois candidatos mais bem posicionados nas pesquisas.

“Não namoro Lulista”, “Namorar Bolsonarista, não”, e beijar ou sair com quem apoia um ou o outro “seria um nojo”, são exemplos de como o comportamento se manifesta -e tem acendido o alerta de especialistas.

O movimento que se alastra em redes sociais e aplicativos de relacionamento seria reflexo da politização da sociedade e de mais polarização política, observa José Mauro Nunes, doutor em psicologia e professor da FGV (Fundação Getulio Vargas).

“Nós vemos um fenômeno de politização da internet muito forte no Brasil desde 2013 [quando eclodiram grandes manifestações de rua] e isso vem se acelerando a partir da eleição de Bolsonaro em 2018, quando esse fenômeno se intensifica na sociedade a ponto de se manifestar nas escolhas afetivas, no ambiente familiar e nos relacionamentos de amizade também”, afirma.

Essa politização, observa, tem criado uma espécie de “futebolização” dos relacionamentos, quando comportamentos amorosos se assemelham ao de torcidas esportivas. Também surge, cada vez mais, o chamado “fenômeno de bolhas”, de pessoas que tendem a se aproximar e se relacionar apenas com quem tem o mesmo sistema de crenças, valores e preferências políticas.

Inserir e reforçar marcas políticas em plataformas de relacionamentos acabou virando também um mecanismo de proteção contra conteúdos tóxicos, possíveis assédios e outras investidas indesejadas.
A advogada Emelise Aires, 27, escreveu, em seu perfil: “Macho escroto nem tente! Sem mimimi de Bolsonaro”.

“É um posicionamento para demonstrar que não sou idealizadora de quem busca debates políticos em um momento de descontração”, diz. “Infelizmente, já fui abordada por pessoas que a primeira pergunta era em quem eu votaria e isso passou a incomodar bastante”.

A questão partiu de potenciais pretendentes que apoiam o atual presidente. As abordagens geraram discussões e tentativas de conversão político-partidárias, frisa Emelise. E se respondia em quem vota -informação que, em regra, prefere manter em sigilo- “parecia que um sentimento de discórdia era estabelecido”.

“Eu era tratada como inimiga, embora já tenha conversado com eleitores do candidato que respeitaram o meu posicionamento de não desejar falar sobre o tema”. Elaine Souza, criadora do Bolsolteiros, grupo do Facebook para eleitores solteiros de Bolsonaro, afirma que “há pessoas mais radicais e outras que deixam o amor falar mais alto”. Pessoalmente, conta que já namorou um eleitor do Lula, mas que hoje não namoraria. “Os valores são completamente diferentes”.

“Mas realmente existe uma enorme resistência em se relacionar com alguém que seja de esquerda. Porque, para o grupo, o que a esquerda prega é contrário ao que a direita prega”, diz. Os reflexos desse clima são percebidos de Norte a Sul do Brasil, segundo exemplos identificados pela reportagem em aplicativos de relacionamento como Tinder, Badoo e Happn, e redes sociais como Instragram, Twitter e Facebook.

Em setembro de 2020, o Monitor do Debate Político no Meio Digital da USP (Universidade de São Paulo), encontrou marcas de identidade política em São Paulo, principalmente entre pessoas de esquerda, mulheres e jovens que residem fora da periferia. A pesquisa englobou 48 mil perfis de um grande aplicativo de relacionamentos.

“Nós estamos vendo no Brasil um crescimento da polarização afetiva, da hostilidade por quem adota a identidade política adversária -e tudo indica que essa hostilidade está aumentando”, diz Pablo Ortellado, um dos autores da pesquisa e coordenador do Monitor.

O pesquisador não descarta que o movimento tenha aumentado dois anos após o inicio do trabalho, e afirma que as relações afetivas com quem pensa diferente contribuem para um ambiente menos hostil.
“A partir do momento que você não convive com pessoas diferentes, a partir do momento que você nega, que acha absurdo, repulsivo ter relações afetivas com uma pessoa que pensa diferente, ou que a gente acha que pensa diferente, essa hostilidade vai se consolidando e aumentando”, complementa o professor.

Maria Goretti Nagime, idealizadora do PTinder, perfil de Instagram para relacionamento entre esquerdistas, afirma que “as pessoas não consideram votar em A ou B uma questão de gosto”, mas sim “porque existem características típicas de uma pessoa progressista e típicas de uma pessoa bolsonarista – perfil do qual buscam fugir”.

“O voto é um pré-requisito cada vez mais forte”, diz. “O que percebo na página é que as pessoas procuram o amor de verdade, uma conexão inexplicável, o frio na barriga. Mas sem admiração mútua, não acontece nem amizade, nem paquera”.

Por 7 votos a 4, STF confirma suspensão do piso da enfermagem

O Supremo Tribunal Federal (STF) finalizou o julgamento que manteve a decisão do ministro Luís Roberto Barroso sobre o piso salarial dos profissionais de enfermagem. O placar final foi 7 votos a 4 contra o pagamento imediato do piso.

Ontem (15), o Supremo formou maioria de 7 votos a 3 para manter a decisão, mas faltava o último voto, que foi proferido hoje (16) pela presidente, ministra Rosa Weber, que é oriunda da Justiça do Trabalho.

Para Rosa Weber, as argumentações dos impactos financeiros informados pela Confederação Nacional de Saúde, Hospitais e Estabelecimentos e Serviços (CNSaúde) já foram avaliadas pelos parlamentares, durante a tramitação da matéria no Congresso Nacional.

“A avaliação de riscos e impactos negativos produzida unilateralmente pela entidade autora não pode prevalecer, ao menos em juízo delibatório [apreciação judicial], sobre as conclusões formuladas pelo Congresso Nacional com base em estudos e relatórios elaborados em conjunto com os representantes dos setores público e privado, inclusive com órgãos e entidades da sociedade civil organizada”, afirmou.

A ministra também descartou risco de lesão à autonomia dos estados e municípios. “O diploma legislativo impugnado, editado pela União no exercício de sua competência constitucional, apenas institui o parâmetro remuneratório mínimo, cabendo a cada um dos demais entes da federação definir, no âmbito do próprio território, o quantum remuneratório a ser pago a seus respectivos servidores públicos”, completou.

No dia 4 de setembro, Barroso atendeu ao pedido de liminar feito pela CNSaúde, suspendeu o piso e concedeu prazo de 60 dias para que os envolvidos na questão possam encontrar soluções para garantir o pagamento.

Após a decisão, o caso foi levado a referendo dos demais ministros da Corte no plenário virtual, modalidade de votação na qual os votos são inseridos em um sistema eletrônico e não há deliberação presencial. O julgamento foi iniciado na sexta-feira (9).

Sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro, a Lei 14.434/2022 instituiu o piso salarial nacional para enfermeiros, técnicos de enfermagem, auxiliares de enfermagem e parteiras. Para enfermeiros, o piso previsto é de R$ 4.750. Para técnicos, o valor corresponde a 70% do piso, enquanto auxiliares e parteiras terão direito a 50%.

Na semana passada, Barroso afirmou que a decisão foi tomada porque é preciso uma fonte de recursos para viabilizar o pagamento do piso salarial. O ministro disse que é a favor do piso salarial da enfermagem, mas aceitou a suspensão diante do risco de descumprimento imediato da lei.

Segundo o ministro, hospitais particulares estavam realizando demissões por antecipação. Além disso, obras sociais, santas casas e prefeituras relataram que não têm recursos para fazer o pagamento do piso.

Banco Central comunica vazamento de dados de 137,3 mil chaves Pix

Cerca de 137,3 mil chaves Pix de clientes da Abastece Ai Clube Automobilista Payment Ltda. (Abastece Aí) tiveram dados vazados, informou ontem (16) o Banco Central (BC). Esse foi o quarto vazamento de dados desde o lançamento do sistema instantâneo de pagamentos, em novembro de 2020.

Como um cliente pode ter mais de uma chave Pix, o BC informou que o total de pessoas (físicas e jurídicas) afetadas chega a 137.122. Cada pessoa física pode ter até cinco chaves para cada conta e cada pessoa jurídica pode ter até 20.

Segundo o BC, o vazamento ocorreu em dados cadastrais, que não afetam a movimentação de dinheiro. Dados protegidos pelo sigilo bancário, como saldos, senhas e extratos, não foram expostos.

O incidente ocorreu entre 1º de julho e 14 de setembro e expôs os seguintes dados: nome do usuário, Cadastro de Pessoas Físicas (CPF), instituição de relacionamento, agência, número e tipo da conta, data de criação da chave Pix. Todas as pessoas que tiveram informações expostas serão avisadas por meio do aplicativo da Acesso ou do internet banking da instituição.

O Banco Central ressaltou que esses serão os únicos meios de aviso para a exposição das chaves Pix e pediu para os clientes desconsiderarem comunicações como chamadas telefônicas, SMS e avisos por aplicativos de mensagens e por e-mail.

A exposição de dados não significa necessariamente que todas as informações tenham vazado, mas que ficaram visíveis para terceiros durante algum tempo e podem ter sido capturadas. O BC informou que o caso será investigado e que sanções poderão ser aplicadas, como multa, suspensão ou até a exclusão da Abastece Aí do sistema do Pix.

Nenhum candidato poderá ser preso a partir deste sábado

A partir deste sábado (17), nenhum candidato a cargos eletivos nas eleições deste ano poderá ser detido ou preso, a menos que seja em flagrante delito. A regra está prevista no Código Eleitoral e no calendário eleitoral de 2022 aprovado pelo do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A medida vale até 48 horas após o encerramento do pleito, marcado para 2 de outubro.

Por meio dessas regras, a Justiça Eleitoral busca evitar que abusos sejam cometidos no período, em especial, perseguições políticas que resultem no afastamento de candidatos de suas campanhas, ou mesmo a provocação de repercussões negativas contra adversários políticos.

De acordo com o Art. 236 do Código Eleitoral, membros das mesas receptoras e fiscais de partido também não poderão ser detidos ou presos durante o exercício de suas funções, “salvo o caso de flagrante delito”.

Ainda segundo a legislação, nenhuma autoridade poderá, desde 15 dias antes e até 48 horas após o encerramento da eleição, “prender ou deter qualquer eleitor, salvo em flagrante delito ou em virtude de sentença criminal condenatória por crime inafiançável, ou, ainda, por desrespeito a salvo-conduto”.

Caso ocorra “qualquer prisão”, o detido deverá ser imediatamente conduzido à presença do juiz competente. Caso o juiz verifique a ilegalidade da detenção, caberá a ele relaxar a prisão e responsabilizar eventuais coautores da prisão.

Jornal Cidade RC
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