Projeto dos ambulantes volta em agosto sem solução aos impasses para votação

Ednéia Silva

Barracas dos ambulantes instaladas no Jardim Público. Os profissionais querem sua permanência no local garantida por lei
Barracas dos ambulantes instaladas no Jardim Público. Os profissionais querem sua permanência no local garantida por lei

O pedido de vistas de 180 dias aprovado pela Câmara Municipal em novembro do ano passado ao Projeto de Lei 106/2011, que regulamenta a atividade de ambulantes, está prestes a vencer e até o momento nada foi feito para resolver os impasses que impediram a votação da proposta por cinco vezes.

O pedido de vistas foi apresentado pelos vereadores Raquel Picelli e José Júlio Lopes de Abreu e aprovado por unanimidade pelos demais parlamentares na sessão do dia 17 de novembro. Na época, a Câmara disse que o pedido de vistas foi aprovado para dar mais tempo de discutir a proposta. A ideia era acelerar a discussão no início de 2015 e agilizar a votação.

No entanto, o primeiro semestre de 2015 já está no fim e nada foi feito. De acordo com a assessoria de imprensa do Legislativo, o pedido de vistas vence em 23 de agosto, quando os debates sobre o assunto serão retomados. A Câmara não informou quando o projeto retornará ao plenário.

As reuniões prometidas com os ambulantes não aconteceram. Mércia Aparecida Bonatti, que tem um ponto há 21 anos no Jardim Público, comenta que procurou vários vereadores para discutir o assunto, mas nada foi definido. A sugestão foi que os ambulantes procurem a prefeitura.

O problema acontece porque o projeto de lei em tramitação na Câmara fala apenas dos ambulantes sem ponto fixo, o que exclui os profissionais que atuam no Jardim Público, que reivindicam sua inclusão na proposta. Eles obtiveram do prefeito Du Altimari a promessa de permanência no local até o final de 2016, mas esse compromisso é verbal e pode ser alterado no futuro. Eles querem que o acordo seja formalizado no papel. Para isso, é preciso incluir uma emenda no PL 106/2011.

Os ambulantes acreditam que os vereadores devem aprovar novo pedido de vistas, mas o ideal seria uma solução definitiva para a questão. “Não quero que adie, quero que resolva”, defende Mércia, apoiada por outros colegas de bancas. Sem lei de regulamentação, impera a desorganização, com bancas de tamanhos variados, aluguel de ponto e gente trabalhando sem inscrição municipal. Há ainda casos de ambulantes de fora da cidade que atuam na praça.

Questionada sobre a concessão de novas licenças e fiscalização, a prefeitura informou que a Sepladema não está fornecendo novas licenças e que fiscalização foi ampliada para evitar o comércio de ambulantes clandestinos. Segundo a pasta, as pessoas interessadas em obter licenças devem aguardar a lei para regularizarem sua situação.

Um paraíso para o melhor amigo

Vivian Guilherme

Dignidade e respeito aos animais: em um cemitério de animais em Piracicaba, cerca de 40% dos bichos enterrados no local são de Rio Claro
Dignidade e respeito aos animais: em um cemitério de animais em Piracicaba, cerca de 40% dos bichos enterrados no local são de Rio Claro

“Eles já nascem sabendo amar de um jeito que nós levamos a vida inteira para aprender e, por isso, vão embora mais cedo”, escreveu Gabrielle Fontana nas redes sociais, lamentando a morte da cadelinha Malu, de onze anos.

A fim de proporcionar dignidade e respeito à Malu, as irmãs Gabrielle e Rafaella optaram por enterrar a pequena dachshund em um cemitério de animais em Piracicaba. “Ela foi parte importante da família, sempre nos trazendo muitas alegrias e companheirismo”, comenta Gabrielle, que acrescenta: “muitas pessoas dão o destino ‘errado’ para os bichinhos e esse lugar é ‘supercertinho’, você pode colocar plaquinha com foto e nome do animal, é bem bacana! Pode fazer visita e tal, como um cemitério de pessoas mesmo”.

Myriam Vendemiatti, proprietária do cemitério Parque dos Animais Paraíso do Amigo, em Piracicaba, conta que 40% dos animais enterrados ali são de Rio Claro. Dentre os bichinhos estão cães, gatos, peixinhos, calopsitas, chinchilas, iguanas e tartarugas. Ela explica ao JC que há duas formas de sepultamento: o comunitário, em que até 12 animais são sepultados em uma mesma cova, ou o individual. “Tudo segue o que a lei exige”, esclarece.

Os animais podem ficar até seis anos enterrados, depois os restos mortais são direcionados a um ossário. “Aprendemos esse método na Bélgica. Nada aqui é jogado no lixo”, acrescenta, lembrando que a primeira lei relacionada a cemitério de animais no Brasil é de Piracicaba. “Pessoas de vários Estados já vieram me pedir cópia”, declara.

Em Rio Claro, segundo a Secretaria de Planejamento, Desenvolvimento e Meio Ambiente (Sepladema), não há um cemitério para os bichinhos, os animais mortos são encaminhados para o aterro sanitário.

Em caso de animal de grande porte, a Secretaria da Agricultura local faz o transporte. Caso seja cavalo, o proprietário deve solicitar a presença do Centro de Zoonoses para a coleta de líquido que vai identificar se foi por raiva. Para animal de pequeno porte, o contato deve ser a MD Engenharia Ambiental, empresa contratada pela prefeitura. “O proprietário também tem a opção do veterinário de sua escolha”, orienta a secretaria.

Sobre a instalação de um cemitério para animais, a Sepladema informa que a situação é bastante complexa, pois exige uma série de medidas legais e ambientais junto à prefeitura e Cetesb, por conta de contaminação.

Copa de Balonismo termina em Rio Claro

Lucas Calore

Markus Dikran Kalousdian na II Copa Rio Claro de Balonismo (Foto: Natasha Belchior)
Markus Dikran Kalousdian na II Copa Rio Claro de Balonismo (Foto: Natasha Belchior)

A segunda Copa Rio Claro de Balonismo terminou na manhã de domingo (28) no Aeroclube. Após cinco voos competitivos realizados por 15 pilotos, o paulistano Markus Dikran Kalousdian foi eleito campeão, segundo a Confederação Brasileira de Balonismo.

Em 2014 Kalousdian representou o Brasil durante o 2º Campeonato Mundial Junior de Balonismo, obtendo a nona colocação. Em Rio Claro, também participou do 21º Campeonato Mundial de Balonismo, no qual ficou no trigésimo lugar.

II Copa Rio Claro de Balonismo

Os voos do campeonato aconteceram na sexta-feira (26) e sábado (27), às 7h e às 16h. No domingo (28), foi realizada a última prova, às 6h.

O encerramento e a premiação aconteceram a partir do 12h30, que também teve como atração um show de rock com a banda Doctor Braddock e despedida dos pilotos com mais um voo livre, também chamado de voo fiesta.

Rio Claro disputou a competição com dois pilotos, Rodrigo Pires e Renan Mancuso, assim como Santa Gertrudes, com Henrique Neto e João Garcia. Também participaram pilotos de Osasco, Barueri, Ibitinga, Vinhedo e Brasília.

Na noite de sábado (28) houve o show de luzes do Night Glow no Aeroclube (Foto: Bruno Leite)
Na noite de sábado (28) houve o show de luzes do Night Glow no Aeroclube (Foto: Bruno Leite)

VÍDEOS

O Grupo JC de Comunicação acompanhou a II Copa Rio Claro de Balonismo desde a sua abertura, na quinta-feira (25), com um voo experimental para a imprensa. Clique aqui e confira vídeo especial.

O espetáculo de cores, formas e sons tomou conta da Cidade Azul durante o campeonato. Clique aqui e confira outro vídeo que revela Rio Claro dos céus. 

Caminhonete invade casa na Vila BNH

Lucas Calore

Veículo destruiu parcialmente o imóvel
Veículo destruiu parcialmente o imóvel

Na madrugada de domingo (28), por volta das 4h, uma caminhonete de grande porte causou estrago na entrada de uma casa localizada próxima à rotatória da Avenida 40 com a Rua 14 e Rua Jacutinga, ao lado de um posto de combustível, na região do bairro Vila BNH.

Segundo informações extra-oficiais, um motorista teria perdido o controle do veículo e bateu na fachada do imóvel, prejudicando a estrutura  que ficou parcialmente destruída.

A Polícia Militar de Rio Claro esteve no local com várias viaturas e atendeu a ocorrência. O condutor da caminhonete estaria embriagado. Os moradores da residência e o motorista não ficaram feridos.

Mais informações nas páginas do JC da próxima terça-feira (30).

Alunos colorem capa especial do JC

Da Redação

Alunos da Escola Coronel Joaquim Salles participaram na sexta-feira (26) de uma atividade que incluía a pintura da capa do JC. Atividade foi desenvolvida pelo professor Luiz Henrique
Alunos da Escola Coronel Joaquim Salles participaram na sexta-feira (26) de uma atividade que incluía a pintura da capa do JC. Atividade foi desenvolvida pelo professor Luiz Henrique

Em comemoração aos 188 anos de Rio Claro, o Jornal Cidade trouxe, na edição de quarta-feira (24), uma capa criativa e diferente: seguindo a moda dos livros para colorir antiestresse, o leitor foi presenteado com um desenho para pintar diversos símbolos que integram a Cidade Azul, como orquídeas, o Lago Azul, o Horto Florestal e os balões

Alunos da Escola Estadual Coronel Joaquim Salles participaram na sexta-feira (26) de uma atividade que incluía a pintura da capa do Jornal Cidade. Desenvolvida pelo professor Luiz Henrique, a pintura foi realizada pelos alunos do sexto ano 3, na disciplina de Geografia. A atividade ocorreu no dia do aniversário da unidade escolar. “É necessário focar mais os conteúdos em sala de aula de acordo com a realidade dos alunos. Um simples desenho para colorir inspirado na própria cidade fez muito sentido no contexto trabalhado na aula”, ressalta Luiz Henrique.

Os alunos puderam desenvolver habilidades artísticas e enfeitaram a cidade a partir do seu olhar. Muitos investiram nas cores mais fortes. O professor já tem em seu histórico outras atividades criativas desenvolvidas em salas de aula. Entre elas constam a confecção de mandalas com alunos de outra unidade durante a Festa das Nações, que foi produzida no município de Ipeúna em outra ocasião, incluindo a apresentação de danças indianas.

A capa do JC foi feita pela artista plástica e tatuadora Cinthia Cagnoni da Silva. Ela conta que fazer a capa do JC foi uma honra.

“Para mim é uma satisfação muito grande ter sido escolhida para prestar uma homenagem a esta cidade que tanto amo e que me acolheu desde que nasci. A arte é a maior expressão da beleza em toda a sua essência e Rio Claro é repleta de belezas únicas e magníficas”, comentou a artista.

Cinthia começou sua trajetória no desenho aos oito anos, com experiência em esculturas e pintura em diversos suportes como tela, madeira, cerâmica etc; a artista plástica descobriu o prazer de tatuar e abriu seu próprio estúdio de tatuagem, o À Flor da Pele.

Premiação

Desde a publicação da capa, os leitores estão enviando as capas coloridas para o Jornal Cidade. Uma delas será selecionada para receber um prêmio da artista plástica Cinthia Cagnoni e pela equipe do Grupo JC.

A artista irá presentear o desenho mais bonito com três livros para colorir, uma caixa de lápis de cor Faber Castel, uma caixa de giz de cera, um apontador, uma borracha, uma caneta e doces. O Jornal adere à ação da tatuadora e inclui na premiação um bolo.

O resultado será divulgado no domingo (5). Para participar, é só tirar uma foto e encaminhar para o e-mail [email protected]. Outra opção é deixar a capa pintada no balcão do JC, que fica na Avenida 5 esquina com a Rua 4. Abuse da criatividade e das cores para dar vida à ilustração. Ou ainda, enviar uma foto para o WhatsApp 9-9942-4100.

VÍDEO: Rio Claro de todas as cores

Lucas Calore

Emocionante. Talvez essa seja a palavra que resuma a sensação de tirar os pés do chão em direção às nuvens. Na última quinta (25) teve início a II Copa Rio Claro de Balonismo e a equipe do Grupo JC de Comunicação teve a oportunidade de realizar um voo experimental.

As emoções, que da boca para fora parecem coisas de criança, tornaram-se mais vivas do que nunca para nós. Karina Zilah da Fonseca, da equipe do Jornal Cidade, me acompanhou nessa empreitada. Ela já havia tido a experiência no ano passado, enquanto essa era minha primeira viagem.

Junto conosco, o experiente Rodrigo Pires (33), com cinco anos de profissionalismo na área. O piloto participou da disputa representando Rio Claro com sua equipe da RR Balões.

Karina Zilah da Fonseca, Lucas Calore e Rodrigo Pires sobrevoando Rio Claro
Karina Zilah da Fonseca, Lucas Calore e Rodrigo Pires sobrevoando Rio Claro

A saída do solo do Aeroclube aconteceu de forma rápida, instantânea. Em segundos já estávamos numa altura que proporcionava uma incrível visão da extensão da Floresta Estadual Edmundo Navarro de Andrade. Os sorrisos eram inevitáveis e estamparam os nossos rostos em todo percurso.

De lá, seguimos em direção à zona norte de Rio Claro, passando pela Rua 14, Avenida 40 e Rua 6, chegando à área rural. A calmaria e leveza do balão eram interrompidos pelo barulho do maçarico e suas quentes chamas. Lá embaixo, vozes e gritos da população. Em certos pontos, latidos, mugidos, grunhidos e outros sons de animais em fuga, com medo do que estava acima de suas cabeças.

Melhor do que ler, assistir. O vídeo abaixo revela todos esses registros com imagens de Marcos Cardoso Jr. e Bruno Leite.

Exposição de Orquídeas termina neste domingo

Divulgação

71ª edição da Exposição Nacional de Orquídeas será encerrada neste domingo (28)
71ª edição da Exposição Nacional de Orquídeas será encerrada neste domingo (28)

A 71ª edição da Exposição Nacional de Orquídeas será encerrada neste domingo (28), em Rio Claro. O público poderá visitar a exposição das 8 às 17 horas, no Centro Educacional Claretiano, onde estão aproximadamente 2.500 plantas, inclusive para venda. Não há cobrança de ingresso.

“As orquídeas são uma tradição em Rio Claro, com mais de 70 exposições em 188 anos de história e uma quantidade enorme de pessoas que se dedicam à orquidofilia”, lembrou a vice-prefeita Olga Salomão na abertura da exposição, sexta-feira à noite. “E a cidade vem preservando esta cultura, colocando imagens de orquídeas nos ônibus do transporte coletivo, nas placas que identificam as ruas e plantando orquídeas em espaços públicos, como no distrito de Ferraz e no Jardim Público”, destacou Olga.

Cerca de 300 expositores participam da exposição em Rio Claro, que recebeu delegações de vários estados brasileiros e até da Argentina. Nathália Garcia recebeu de Rosana Pinhatti Altimari, presidente do Fundo Social, a coroa e a faixa de Rainha das Orquídeas 2015.

Convidados defendem a redução de repasses do Executivo para o legislativo rio-clarense

Antonio Archangelo/Coluna PolítiKa

José Parecido Alves Martins (Veio do PTC), Tuzinho (PRB) e o ex-prefeito Lincoln Magalhães no último “Na Roça”
José Parecido Alves Martins (Veio do PTC), Tuzinho (PRB) e o ex-prefeito Lincoln Magalhães no último “Na Roça”

Prestes a voltar a ter 19 vereadores, os participantes do último programa “Na Roça”, da Excelsior Jovem Pan AM, defenderam a redução de repasses para o legislativo. A legislação federal permite repasse máximo de 6% ao legislativo, sendo que a Câmara de Rio Claro utiliza cerca de 4%.

>>>  Cidadãos comentam sobre o aumento de vereadores

Para os convidados, seria interessante estabelecer, na emenda a Lei Orgânica, que tal valor fosse reduzido para 2,5% e 3% para que a proposta de aumento do número de vereadores tivesse apoio da população.

Nos moldes como foi aprovada, em primeira discussão, 90% dos rio-clarenses (que participaram de sondagens de opinião) demonstraram ser contrários ao aumento da quantidade de vereadores no parlamento.

>>>  Aumento de vereadores volta para última votação

Para o ex-prefeito Lincoln Magalhães, o momento é inadequado para a aprovação do aumento no número de vereadores, mas ponderou que, “pelo jeito que está e que se mostra que será aprovado, a lei recebe um percentual escalonado, de dois em dois anos, pela redução dos repasses do legislativo”, opinou.

Segundo o presidente do PTC, José Parecido Alves Martins, o Véio, na década de 2000, com 19 vereadores, o legislativo local utilizava apenas 1,5% da receita corrente líquida da prefeitura. “O atual presidente João Zaine (PMDB) já reduziu de 4,5% para 4% os repasses do Executivo para a Câmara”, disse ao argumentar que o que ‘gasta’ no legislativo são os 130 funcionários e assessores, não os vereadores.

Já o presidente do PRB, Benedito Fernandes Costa (Tuzinho), se comprometeu em apresentar a Zaine uma proposta de emenda que estabelece um limite municipal de repasses ao legislativo. “Vamos trabalhar para tentar aprovar tal emenda já nesta segunda discussão”, comentou na tentativa da população “patrocinar” o projeto, que atualmente, é considerado antipopular.

O áudio do programa pode ser conferido na íntegra no player abaixo.

Limites de velocidade são questionados

Vivian Guilherme

O limite de velocidade na Rua 3-A e na Avenida Brasil, no trecho entre a Avenida 50-A e o trevo de entrada da cidade, é de 50 quilômetros por hora
O limite de velocidade na Rua 3-A e na Avenida Brasil, no trecho entre a Avenida 50-A e o trevo de entrada da cidade, é de 50 quilômetros por hora

Quem utiliza diariamente o trecho da Rua 3-A ou Avenida Brasil, entre a Avenida 50-A e o trevo da Rodovia Wilson Finardi, certamente já se pegou reclamando do limite de velocidade imposto para as vias. A sinalização indica 50 quilômetros por hora como o limite para trafegar no extenso trecho. Ainda, as vias são regularmente pontos de radar móvel, pelo menos uma vez por semana.

Enquanto a velocidade permitida na Avenida Brasil é considerada por muitos baixa demais, quem trafega pela Avenida Rio Claro reclama do excesso, já que na via o máximo permitido é de 60 quilômetros por hora.

O comerciante Otávio Almeida Guimarães Neto não se conforma. “Na Avenida Brasil o limite tinha que ser 60, é um trecho de trânsito rápido e não tem escolas, não tem nada. Enquanto que na Avenida Rio Claro há comércios, residências e o limite é 60, tinha que ser o contrário”, argumenta, apontando ainda o radar móvel, que estava instalado nessa sexta-feira (26) em frente ao seu estabelecimento comercial na Rua 3-A. “O problema nem é pagar a multa, é saber para onde vai esse dinheiro. As ruas estão todas esburacadas”, esbraveja.

A professora Eliana Ferreira Ventura, que utiliza diariamente a Avenida Brasil, também concorda que o limite de velocidade deveria ser ampliado para 60 quilômetros por hora. “Na Brasil deveria ser igual à Visconde, pelo menos no trecho entre o Supermercado Paulistão e a Tigre.” A opinião é compartilhada pelo publicitário Marcelo Cruz. “Sou a favor de aumentar para 60 quilômetros por hora, sim”, afirma.

Questionada sobre os critérios utilizados para estabelecer o limite de velocidade nas vias do município, a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana explica que os quesitos são técnicos e variados. Em nota, a secretaria afirmou que “diversos detalhes influenciam na velocidade máxima permitida em uma rua ou avenida. O nível de semaforização, a existência de passagens de um lado a outro, a presença de intersecções na via e a distância entre elas, a possibilidade ou não de se fazer o retorno, o tipo de ocupação imobiliária (estabelecimentos comerciais, indústrias, escolas, residências etc), o tipo de veículos que utilizam regularmente (carros, veículos de grande porte, bicicletas etc), o índice de acidentes aferidos, a geometria e desenho, entre outros aspectos.

Questionada, em específico, sobre os motivos do limite de velocidade na Avenida Brasil/Rua 3-A e Avenida Visconde do Rio Claro, a secretaria apenas se limitou a informar: “Ao se levarem em conta os itens (mencionados acima) e outros detalhes em consideração, a determinação do limite de velocidade tem o objetivo de garantir mais segurança no trânsito”.

Morador cuida de rua no Jardim Itapuã

Vivian Guilherme

Após o plantio das árvores, aposentado deu início à construção de casinhas e bancos para embelezar o canteiro da Rua 17-I
Após o plantio das árvores, aposentado deu início à construção de casinhas e bancos para embelezar o canteiro da Rua 17-I

Por três vezes, em 2006, Marcos Antonio de Godoy esteve na Prefeitura de Rio Claro pedindo um caminhão de terra para que pudesse cobrir uma vala no canteiro da Rua 17-I, com a Avenida 67, no Jardim Itapuã. Cansado de esperar, com um carrinho de mão em punho, foi de obra em obra pedindo um pouco de terra.

Depois de cobrir o espaço, deu início ao plantio de árvores e arbustos no local, sempre em companhia da esposa Odete. Os dois preparavam as mudas de Pingo de Ouro, goiabeira, pitangueira e plantavam com muito carinho. Alguns vizinhos ajudavam com mudas. Hoje, apenas Marcos continua a cuidar da poda e da pintura do meio-fio, além do cuidado com os gatos do bairro. “O câncer de mama levou a minha esposa em 2011”, lamenta o aposentado.

Atualmente, a distração de Marcos é se dedicar ao bairro e aos animais. “Muita gente abandona os gatos em terrenos baldios, eu fico com dó”, conta o pintor aposentado que encontrou um novo ofício para ver passar a tarde em Itapuã. “Eu fiz essas casinhas para os gatos e agora estou construindo uma de dois andares”, diz lembrando que as casas precisaram ser chumbadas, depois de uma delas ter sido roubada.

Ao todo, são 17 gatos na parte externa e seis que Marcos cuida dentro de casa. Todos são cuidados com ração e foram castrados. “Gasto um saco de ração por semana, os vizinhos também ajudam.” O cuidado com os animais é grande e cada abrigo recebe atenção especial. “A casinha tem que ter duas portas, porque senão eles não entram. A nova que estou fazendo tem uma área de lazer no primeiro andar, eles adoram”, exclama.

Os jovens Gabriel Henrique de Oliveira, de 14 anos, e Lueder Narciso Claudiano Junior, de 12 anos, aprovaram o espaço. “Ficou muito bonito”, valoriza Gabriel, que diz morar na rua detrás e sempre passear de bicicleta pelo local. Satisfeito, Marcos cita o nome dos pais dos garotos e diz conhecer muita gente do bairro, sem esconder a paixão em cuidar do jardim que o abrigou.

VÍDEO: 8ª edição do JC na Escola termina com entrega de certificado

Da Redação

A gerente-geral do Grupo JC, Maria Angela T. de Lima, e os coordenadores Jaime Leitão, Vivian Guilherme e Ariane Fantin
A gerente-geral do Grupo JC, Maria Angela T. de Lima, e os coordenadores Jaime Leitão, Vivian Guilherme e Ariane Fantin

Aconteceu, na última quinta-feira (25), a entrega de certificados de mais um curso do programa JC na Escola. As oito professoras participantes receberam também uma lembrança – um porta-retrato – e 150 cópias do jornal desenvolvido com os alunos nas escolas.

O coordenador pedagógico do curso, o professor Jaime Leitão, lembrou o novo formato do curso e destacou as atividades desenvolvidas neste primeiro semestre. “Estamos todos muito felizes com o final de mais um JC na Escola, sob um novo formato agora, dando mais visibilidade ainda ao trabalho desenvolvido pelas professoras e alunos. Com o resultado final concreto, temos a publicação de um jornal para cada professor. É maravilhoso e mostra o interesse das professoras em estimular a leitura e criatividade dos alunos.”

Luis Augusto Magalhães, um dos diretores do Grupo JC, comenta a importância do programa. “A grande importância do JC na Escola é realmente trazer os professores para mostrar como se lê o jornal em sala de aula, para poder exercer cada vez mais a democracia, popularizar o jornal em sala de aula. Este novo projeto, desenvolvido neste último JC na Escola com as professoras produzindo o próprio jornal, acho que é inovador e vai servir de incentivo para que outros professores façam o curso no próximo semestre, levando o jornal e informação para a sala de aula.”

Segundo a jornalista Vivian Guilherme, uma das coordenadoras do projeto, é gratificante ver o trabalho final. “Elaboramos a programação do curso com muito carinho, fizemos questão de incluir os profissionais do JC de vários setores, para que todos pudessem participar”, ressalta.

Para Ariane Fantin, que também atua como coordenadora do projeto, o resultado foi emocionante. “Agradeço de todo o coração pelo carinho a cada uma das professoras, pela participação e dedicação. Peguei o programa quase na metade, mas não quero mais largar, foi lindo! Elas fizeram a diferença”, exclama Ariane.

Moradores pedem bancos e calçamento no Jardim América

Vivian Guilherme

Ausência de bancos, de calçamento e lixeiras faz com que a vista da praça não seja das mais agradáveis
Ausência de bancos, de calçamento e lixeiras faz com que a vista da praça não seja das mais agradáveis

Não há nenhuma placa de identificação que possa nomear a praça localizada entre a Rua 9-JA e Avenida 64-A, no bairro Jardim América. Aliás, placa não é a única coisa que falta no local. A ausência de bancos, lixeiras e calçamento faze com que a vista da praça não seja tão bonita.

Apesar da grama do local estar, aparentemente, bem cuidada, assim como as árvores, a ausência de calçadas no interior da praça torna o passeio por entre a vegetação bem difícil.

A moradora Ketelinne de Fátima Sanches da Silva conta que vai à praça todos os dias e que sente falta dos bancos e do calçamento. “As crianças vêm brincar e sentem a falta dos bancos”, comenta enquanto passeia com o cachorro. Sobre o calçamento, comenta que, em dias de chuva, as pedras colocadas para demarcar o passeio são levadas embora.

Questionada sobre as melhorias previstas para o local, a Prefeitura de Rio Claro, através de sua assessoria de imprensa, informou que tem feito trabalho de reposição de lâmpadas e pequenos reparos na parte elétrica em várias praças da cidade, beneficiando até agora mais de 20 destes equipamentos públicos.

Segundo a assessoria, a limpeza destes locais, com poda de grama, corte do mato e remoção de lixo, também é bastante comum com equipes passando periodicamente. A prefeitura ainda instalou lixeiras na área central da cidade, num projeto que pretende que seja estendido aos bairros futuramente.

Já, sobre os bancos, a prefeitura informa que o município cuida, hoje, de fazer a manutenção nos já existentes e a arborização das praças também é feita de acordo com a demanda. A população pode, aliás, solicitar o plantio de árvores nas praças, protocolando o pedido no Atende Fácil.

Jornal Cidade RC
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