Em meio à paisagem rural da Mata Negra no Distrito de Ajapi, em Rio Claro, um gigante que por muitos anos passou adormecido começa a despertar. Adormecido mas não esquecido. Principalmente por um trio de profissionais e por que não dizer apaixonados pelo Casarão do Barão de Grão-Mogol – uma construção que data do ano de 1883.
Estudo do grupo de pesquisa Álcool, Drogas e Violência da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) avaliou a associação existente entre o consumo de álcool e as mortes violentas na cidade de São Paulo, e sua relação com sexo, idade, causa de morte e concentração de álcool no sangue – chamada de alcoolemia – das vítimas.
Os resultados da pesquisa Consumo de Álcool e Mortes Violentas na Cidade de São Paulo em 2015, que foi o ano mais recente com dados disponíveis, revelam que a associação entre consumo de álcool e acidentes de trânsito com morte foi a mais significativa. Em 32% dos casos de mortes decorrentes de acidente de trânsito, a vítima havia ingerido álcool. Em segundo lugar, ficaram os homicídios, com 30,5% das vítimas sob efeito de álcool.
A partir da coleta de dados nos arquivos do Instituto de Medicina Legal do Estado de São Paulo, foram identificadas 2.882 vítimas de mortes violentas na capital paulista, no ano de 2015, e que foram submetidas ao exame de concentração de álcool no sangue na autópsia. A idade média das vítimas era 33 anos e a maioria era de homens – 2.425 – o correspondente a 84% da amostra.
O álcool foi detectado nas amostras de sangue de 780 vítimas, sendo 27% do total, com concentração média de 1,92 gramas de álcool por litro de sangue. Os pesquisadores ressaltam que esse índice corresponde a cerca de três vezes ao que criminaliza um motorista pego dirigindo sob efeito de álcool (0,6 g/l). Considerando as 780 vítimas, nove em cada dez eram homens.
“Entre o total de 2.882 vítimas da amostra, o homicídio foi a causa de morte mais prevalente na amostra [1.054 vítimas, ou 37% do total]. Os acidentes de trânsito corresponderam a 20% dos casos [581 vítimas], os suicídios a 15% [427 vítimas] e outras causas de mortes acidentais, tais como quedas, afogamento, eletroplessão, intoxicação, entre outros, corresponderam a 28% dos casos [820 vítimas]”, disse o pesquisador Raphael Eduardo Marques Gonçalves.
Quando consideradas as proporções das vítimas que ingeriram álcool, e considerando a causa da morte, o estudo verificou que 30,5% (322) das vítimas de homicídio tinham ingerido álcool. No entanto, entre as vítimas de acidentes de trânsito, a proporção chegou a 32%, a mais significativa dentro das associações do álcool com mortes violentas. Nos suicídios, a proporção é de 26% e, nas outras causas de mortes acidentais, de 20%.
“A associação do consumo de álcool foi mais forte entre as vítimas de acidentes de trânsito. Mais além, entre as vítimas de acidentes de trânsito a quantidade de álcool consumido também foi maior”, disse Gonçalves.
A faixa de alcoolemia prevalente entre as vítimas do estudo foi de 0,6 a 1,5 gramas de álcool por litro de sangue, observada em 292 casos, ou seja, 37,44% das 780 vítimas que consumiram álcool. Esta foi também a faixa prevalente entre as vítimas de homicídio, observada em 136 dos casos, o que corresponde a 42,24% das vítimas de homicídios que ingeriram álcool; entre os que consumiram suicídio (44 casos, correspondendo a 40%) e também nas outras mortes acidentais (52 casos, ou seja, 32,1%).
Já a faixa de alcoolemia prevalente para o grupo de vítimas de acidentes de trânsito foi acima dessa média, atingindo de 1,6 a 2,5 gramas de álcool por litro de sangue. Ou seja, em 87 casos, o que corresponde a 46,77% das vítimas, elas se enquadravam nessa faixa maior de consumo de álcool. “Conclui-se, portanto, que os resultados obtidos neste estudo sustentam uma potencial associação entre consumo de álcool e mortes violentas na cidade de São Paulo, principalmente em vítimas de acidentes de trânsito”, afirmou Gonçalves.
Até a tarde de quarta-feira (8), Fernão, cidade de apenas 1.649 habitantes na região de Marília, comemorava não fazer parte das estatísticas do novo coronavírus em São Paulo, estado com mais casos da Covid-19 no país. Comemorava, pois ela já apareceu no levantamento diário divulgado nesta quinta-feira (9) pelo governo paulista sobre casos e mortes provocadas pela doença. A confirmação de um caso na véspera tirou a cidade de uma lista que agora tem apenas 13 municípios, por ora livres dos registros oficiais do novo coronavírus. Estão nessa relação cidades de no máximo 4.819 moradores (Lagoinha), espalhadas pelo Vale do Paraíba (São José do Barreiro e a própria Lagoinha) e por regiões como as de Registro (Bom Sucesso de Itararé) e Franca (Jeriquara e Ribeirão Corrente). “Confirmamos esse caso depois de muito trabalho preventivo”, disse a secretária da Saúde de Fernão, Luciana Rodrigues Andery Amorim. Segundo ela, o risco já existia dentro da própria Saúde, já que cerca de 50% dos servidores públicos são de municípios vizinhos, que têm registros da doença. Mas o caso não teve elo com o setor. A paciente é uma mulher, que não tem comorbidades e está com quadro clínico bom. Ela está em isolamento domiciliar e toda a família também foi isolada. “O comércio todo cooperou e todos os procedimentos foram seguidos, com afastamento de servidores de grupos de risco e uso intensivo de EPIs [Equipamentos de Proteção Individual]”, disse. Somadas, as populações das 13 cidades chega a apenas 45.016 habitantes, conforme dados da fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados), pouco mais de 0,1% da população total em São Paulo, estimada em 44,645 milhões de habitantes. Também ainda não têm registros do novo coronavírus, conforme a Secretaria de Estado da Saúde, Arco-Íris, Balbinos, Cruzália, Florínea, Monte Castelo, Nova Independência, Santa Mercedes e Nova Canaã Paulista. O avanço do coronavírus fez com que, nos últimos 30 dias, 70 cidades que não tinham confirmações da Covid-19 registrassem casos. Agora são 632, dos 645 municípios paulistas, com registros oficiais da doença. Nesta sexta-feira (10), passaram a fazer para da lista Piacatu e Santa Rita d’Oeste, ambas com um caso. Ainda livre do novo coronavírus, Nova Independência, cidade da região de Araçatuba, com 3.731 moradores, tem adotado um pacote de medidas para tentar evitar a disseminação da Covid-19 no município. Kits de álcool em gel, água sanitária e detergente foram doados, 1.200 máscaras foram distribuídas à população carente e aos integrantes dos grupos de risco, as ruas passaram por desinfecções noturnas e o horário do comércio foi reduzido. Também foram fixadas faixas de orientação na cidade e uma barreira sanitária funcionou por 31 dias seguidos, até a semana passada. “Dependemos muito da conscientização da população, inclusive nas saídas para cidades vizinhas, maiores, que têm muitos casos”, disse Alan Guimarães, secretário da Saúde. “Deus queira que passemos sem casos.” Outra cidade nessa situação é Santa Mercedes, na região de Presidente Prudente. Com seus 2.813 moradores, ela está cercada de municípios com casos, como Dracena, Tupi Paulista, São João do Pau d’Alho, Pauliceia, Ouro Verde e Panorama. “O comércio está respeitando, a fiscalização tem mostrado isso. Todos estão usando máscaras”, disse o prefeito Manoel Donizete De Oliveira, o Donizete Chegado (PV). Um receio nessas cidades pequenas, comum a todas elas, é a quase inexistência de equipamentos de saúde para socorrer casos mais graves da doença. Em algumas situações, os pacientes precisam ser transportados em ambulâncias para unidades hospitalares distantes até 82 quilômetros de sua cidade de origem.
O presidente Jair Bolsonaro informou por meio de redes sociais, que medicamento para atrofia muscular espinhal terá a alíquota do Imposto de Importação zerada.
Bolsonaro, no entanto, não detalhou o nome da medicação à qual se referia.
“O governo zera Imposto de Importação de medicamento para Atrofia Muscular Espinhal, que paralisa até o corpo todo. A medida beneficia crianças de até 2 anos portadoras da doença. A desoneração do medicamento, um dos mais caros do mundo, trará nova esperança às crianças portadoras”, diz a mensagem postada pelo presidente no Twitter.
Seundo o Ministério da Saúde, a atrofia muscular espinhal (AME) é uma doença rara, degenerativa, passada de pais para filhos e que interfere na capacidade do corpo de produzir uma proteína essencial para a sobrevivência dos neurônios motores, responsáveis pelos gestos voluntários vitais simples do corpo, como respirar, engolir e se mover.
Varia do tipo 0 (antes do nascimento) ao 4 (segunda ou terceira década de vida), dependendo do grau de comprometimento dos músculos e da idade em que surgem os primeiros sintomas.
A Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe alcançou 90,2% do público-alvo, informou o Ministério da Saúde nesta sexta-feira (10). Entre os grupos prioritários, os idosos tiveram melhor desempenho, com cobertura de 119,72%. Estados e municípios receberam 79,9 milhões de doses da vacina. Desse total, 81,18% foram aplicados.
Desde o dia 1º de julho, a pasta recomenda aos estados e municípios a estenderem a vacinação à população em geral enquanto durarem os estoques da vacina, excedentes da campanha. A medida tem objetivo de assegurar o uso das doses da vacina influenza nas localidades que não alcançaram a meta de imunização no público-alvo, que continua sendo prioritário.
As pessoas do público-prioritário, ainda não vacinadas, devem buscar os postos de vacinação para que possam receber a vacina. A campanha nacional encerrou no dia 30 de junho, sendo exclusiva para idosos (60 anos e mais de idade), os trabalhadores da saúde, os profissionais das forças de segurança e salvamento, as pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, os adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas, a população privada de liberdade, os funcionários do sistema prisional, os caminhoneiros, os profissionais de transporte coletivo (motorista e cobrador), os portuários, os povos indígenas, as crianças de 6 meses a menores de 6 anos de idade, as pessoas com deficiência, as gestantes, as puérperas até 45 dias, os adultos de 55 a 59 anos de idade e professores das escolas públicas e privadas. A meta do governo era alcançar 90% desse grupo em todo país.
Influenza
De acordo com o Ministério da Saúde, a vacina é importante para reduzir complicações e óbitos por influenza. Entre os grupos prioritários, além dos idosos, os trabalhadores da área da saúde ultrapassaram 100%, alcançando 115,23% do grupo vacinado. Enquanto isso, o grupo com menor cobertura vacinal é o das pessoas entre 55 a 59 anos, que tiveram 58,91% de imunização; as gestantes, com cobertura vacinal de 63,92%; seguidas das crianças até 5 anos, com 64,64%; professores das escolas públicas e particulares, com 74,67% do público vacinado.
A vacina da gripe protege contra os três subtipos do vírus influenza que mais circularam no último ano no Hemisfério Sul, de acordo com determinação da Organização Mundial da Saúde (OMS). A vacina não tem eficácia contra o coronavírus. No entanto, vai auxiliar os profissionais de saúde na exclusão do diagnóstico para a covid-19, já que os sintomas são parecidos e ajuda a reduzir a procura por serviços de saúde.
Em 2020, até 4 de julho, foram registrados 1.607 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por influenza (gripe) em todo o país, com 239 mortes. Do total de casos, 618 foram casos de influenza A (H1N1), com 87 óbitos; 67 casos e 13 mortes por influenza A (H3N2), 405 de influenza A não subtipado, com 77 mortes; e 517 casos e 62 óbitos por influenza B.
O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou que o GP de Interlagos fará parte do calendário da F-1 em 2020. “Para este ano está confirmada a Fórmula 1. O autódromo está preparado para receber, evidentemente dentro dos protocolos de saúde, e os organizadores já sabem. Nós temos um contrato. Em relação a este ano, o contrato tem que ser cumprido. Temos que deixar isso claro, de parte a parte. A nossa posição é que o contrato será cumprido”, afirmou em entrevista coletiva. A categoria iniciou sua temporada no último fim de semana, na Áustria, sem público e sob um rígido protocolo sanitário. O país europeu receberá mais uma prova neste fim de semana. Depois, outros oito GPs estão garantidos no calendário, mas o do Brasil não é um deles. Nesta sexta, a F-1 incluiu Mugello (Itália) e Sochi (Rússia) na lista de corridas confirmadas. Na semana passada, o chefe da Mercedes, Toto Wolff, disse que, com base em suas conversas com o CEO da categoria, Chase Carey, achava muito improvável a competição sair do circuito Europa/Ásia e ir para a América neste ano. Ainda assim, o prefeito da capital paulista, Bruno Covas (PSDB), também exibiu otimismo. “A gente está mostrando que os números da cidade não correspondem à realidade que a gente está vendo no Brasil como um todo, que são os números que acabam sendo divulgados no exterior. A gente espera que eles compreendam que aqui na cidade não há nenhum risco na realização da prova em novembro”, disse. A data original do GP de Interlagos era o dia 15 de novembro. Além da discussão sobre 2020, o futuro da prova é incerto, já que o contrato de São Paulo com a F-1 termina neste ano. A cidade negocia a renovação, mas também enfrenta a concorrência do Rio de Janeiro, que pretende construir um autódromo novo na região de Deodoro. “Seguimos conversando com a Liberty Media [empresa que controla a categoria] para a possibilidade de renovação do contrato. Não há confirmação. Aqui temos um autódromo pronto, consagrado, tido como um dos cinco melhores do mundo. Nada contra o Rio de Janeiro, mas não faz sentido um gasto de R$ 1 bilhão para construir um autódromo em uma área que não tem aprovação ambiental em um momento de pandemia com escassez de recursos”, afirmou Doria.
O neurologista intensivista da Santa Casa de Piracicaba, Moíses Oliveira Lara, não imaginava que de uma hora para outra trocaria o papel de cuidar dos pacientes para ser um paciente que precisasse de cuidados. Sim, tudo foi muito rápido, de acordo com ele. Numa sexta-feira, ele acordou com dor de cabeça e os sintomas foram progredindo ao longo do dia. Ele havia sido infectado e estava com a covid-19. “Percebi que algo estava errado quando fui comer uma fruta e não senti o gosto, o cheiro também havia mudado. Paralelo a isso a dor de cabeça ficava insuportável, dor terrível também em todas as partes do corpo, meu fôlego foi ficando curto, minha respiração mudou”.
Os sintomas foram progredindo com todo tipo de piora, segundo Moisés. “Uma falta de ar terrível que foi piorando, até que quatro dias depois de saber o que eu tinha e já em isolamento, eu estava um trapo. Não era mais a mesma pessoa e foi quando decidi pedir ajuda. Fale com a Denise [Lautenschlaeger, gestora do cuidado], com o Sérgio [Pacheco Jr., cardiologista coordenador intensivista da ala covid-19 da Santa Casa] e pedi que me socorressem. A Cássia [Freitas, enfermeira supervisora do Ambulatório] veio me buscar. Quando cheguei a Santa Casa estava com muita falta de ar, com muito desconforto, tendo febre, realmente muito mal, mas a partir do momento que eu pisei neste hospital, minha vida começou a mudar, e mudar para melhor”, ressalta.
A tensão e o nervosismo de Moisés foram intensos por já conhecer os passos técnicos. Ele sabia de tudo que estava acontecendo com o seu corpo, o que lhe deixou apavorado. “Estava com muito medo de não conseguir resistir, já me enxergava indo para a tomografia, para respiração artificial. Via toda a sequência catastrófica que nós tanto aprendemos, estudamos e desenvolvemos no nosso dia a dia. Foram momentos terríveis, por que a parte de conhecimento científico me tornou muito mais frágil, muito mais exposto e isso fez com que só uma coisa conseguisse mudar esse terror que eu estava vivendo e a dificuldade de não respirar, de não ter uma oxigenação adequada: foi acreditar sempre em Deus, acreditar na força do amor, do carinho, dos amigos, das pessoas que gostam de você de verdade”, ressaltou.
Nos dias que se passaram Moisés disse que teve uma “conversa séria” com Deus. “Pedi a Ele o tempo todo que me ajudasse a sair dessa situação, por que eu queria continuar fazendo o que ele tinha escolhido pra mim, de certa forma, em outros momentos da minha vida, que é trabalhar para o bem e a saúde do próximo. E com fé, minhas suplicas ao Senhor foram atendidas. Não sei exatamente porque, mas eu me sinto com uma missão ainda mais especial. Vou procurar honrar toda essa bênção, toda essa graça, com muito mais energia, atenção, carinho e com muito mais amor à vida, à Santa Casa, aos pacientes, aos amigos. Tudo, a partir deste episódio ganhou uma nova dimensão em minha vida”, se emociona.
O médico fez questão de agradecer a todos que cuidaram direta ou indiretamente dele como também ao provedor da Santa Casa, João Orlando Pavão e a administradora do Hospital, Vanda Petean, por todo apoio e solidariedade. “Aos amigos de todos os setores, médicos, enfermeiros, pessoas que me trataram e me tratam muito bem, às meninas da higienização hospitalar sempre dedicadas e atenciosas, a todos que me deram uma palavra de incentivo, não tenho palavras para expressar minha gratidão. Todos os funcionários, que dedicação, que abnegação, como cuidam bem dos pacientes. Digo que é um orgulho saber que em Piracicaba temos um hospital que presta este tipo de tratamento, que orgulho fazer parte desta Santa Casa. Não tenho palavras suficientes, nesse momento, para expressar tudo aquilo que vivi. Parte da minha vida está atrelada a história da Santa Casa e tenho muito orgulho em pertencer a esta equipe. Poder trabalhar, desempenhar ações que ajudem a promover o nome dessa Instituição que eu amo de paixão. se tornou ainda mais intenso”, declarou.
O provedor da Santa Casa, João Orlando Pavão comemorou a recuperação de Moisés. “Estamos todos felizes pela recuperação do doutor Moisés, médico altamente competente, capaz e com uma atuação extremamente humanizada. Ele é patrimônio desta Santa Casa e o admiramos pela maneira como trata todos os seus pacientes de forma humanizada, independentemente de ser conveniado ou SUS. Desejamos uma total recuperação, porque necessitamos muito dele aqui”, enfatizou.
Moisés recebeu alta na última segunda-feira (06) à noite para terminar o tratamento em casa, em isolamento. Na manhã de quarta-feira (08), ele informou, por meio de mensagem, que não sentia mais dor ao respirar e que sua melhora evolui diariamente. “Em breve estarei de volta fazendo o que eu mais amo: cuidar de pessoas”.
Com mais três óbitos, Rio Claro chega a 50 mortes por coronavírus, conforme números divulgados no sábado (11) pela Secretaria Municipal de Saúde. As vítimas são um idoso, uma idosa e um rapaz que estavam hospitalizados. O total de casos positivos é 1.621, com 90 novos casos registrados no sábado.
Dos novos casos positivos, 12 estão hospitalizados e 78 em isolamento domiciliar. Ao todo o município tem 69 pessoas internadas por coronavírus, incluindo casos suspeitos, sendo que 32 estão em leitos do Sistema Único de Saúde e 37 em hospitais particulares. Há 24 pacientes em unidade de terapia intensiva, sendo 17 na rede pública e sete na rede particular.
O número de pessoas recuperadas da doença aumentou em 37, chegando a 846. Há dois óbitos em investigação
Amigos e familiares prestaram as últimas homenagens ao conhecido tatuador de Rio Claro, Luiz Rafael da Silva. Aos 22 anos, ele é a mais jovem vítima de Covid-19 no município. O tatuador faleceu na última sexta-feira (10) e seu corpo foi sepultado no sábado (11) pela manhã.
De acordo com seu irmão Luiz Gabriel, o profissional havia feito quatro testes particulares e todos deram negativo. No entanto, após sentir-se mal, foi internado na Santa Casa no dia 29 passado. O caso agravou-se e Luiz Rafael foi entubado na unidade.
“Após sete dias de internação, o resultado saiu como positivo para coronavírus. Mas, seu pulmão já estava 80% comprometido e ele não resistiu”, comenta o irmão. O tatuador estava com seu novo estúdio de trabalho, o Rafa Ink Tattoo, pronto para inauguração. “Era um sonho. Ele começou a tatuar muito jovem, ganhou três prêmios em primeiro lugar no Tattoo Fest de Rio Claro”, recorda.
Luiz Gabriel faz um apelo. “A gente vê todos publicando fotos em festas, levando na brincadeira. Não se preocupam, mas só vão sentir quando acontecer com alguém da sua família, como ocorreu conosco. Foi tudo muito rápido”, lamenta. Luiz Rafael deixa dois irmãos, Luiz Gabriel e Clotilde Reis, o pai Luiz Sérgio da Silva, a mãe Rosa Lia da Silva e a noiva Raiane Chagas.
Rio Claro já registra com a morte do profissional 48 mortes por Covid-19. Boletim divulgado na sexta-feira (10) confirma 22 casos positivos registrados no município em 24 horas e total de 1.531 casos da doença.
Em entrevista à rádio Excelsior/Jovem Pan News, o vereador Rogério Guedes (PSL) falou sobre a disputa dentro do grupo da oposição para definir quem será o candidato a vice-prefeito na chapa com Gustavo Perissinotto (PSD). O vereador destaca e reconhece que a força de seu nome está nos bons resultados obtidos nas pesquisas de intenção de voto do eleitorado de Rio Claro.
Em entrevista à rádio Excelsior/Jovem Pan News, o pré-candidato a prefeito de Rio Claro pelo Partido dos Trabalhadores ( PT), João Guilherme Benetti Ramos, fala sobre a situação do município e as iniciativas que considera mais importantes para o próximo governante que assumir a prefeitura.MOSTRAR MENOS
A primeira-dama Michelle Bolsonaro anunciou nas redes sociais que seu exame para detectar o coronavírus deu resultado negativo, assim como o de suas duas filhas. Michelle realizou os testes depois que exames do presidente Jair Bolsonaro indicaram a presença do novo coronavírus, na terça-feira (7). Também moram no Palácio da Alvorada a caçula do casal, Laura, e Letícia, filha de Michelle e enteada de Bolsonaro. Michelle divulgou o resultado dos testes no Instagram. “Minhas filhas e eu, testamos negativo para Covid-19. Agradeço as orações”, escreveu. Desde que foi infectado pelo coronavírus, Bolsonaro, 65 anos, adotou uma rotina de isolamento de seus familiares, para evitar riscos de contaminação. O presidente passou a dormir em um quarto isolado, longe da primeira-dama, e adaptou um dos dormitórios do Palácio da Alvorada em escritório. Em sua sala de despachos, o presidente tem à sua disposição televisão, computador, telefone, impressora e um aparelho para videoconferências. Segundo relataram interlocutores à Folha de S.Paulo, Bolsonaro tem sido auxiliado presencialmente pelo major Mauro Cid, o chefe da ajudância de ordens. Cid já teve Covid-19 e se recuperou da doença sem ter apresentado sintomas mais graves. De acordo com assessores presidenciais, quando deixa a sala de despachos, Bolsonaro tem utilizado máscara de proteção e evitado se aproximar de funcionários e familiares. Entusiasta do uso da hidroxicloroquina para o tratamento da Covid-19, Bolsonaro tomou a substância até a sexta-feira (10), embora ainda não haja comprovação científica sobre a sua eficácia. A expectativa é que Bolsonaro permaneça isolamento também durante a próxima semana. Desde terça, o governo federal começou a submeter a testes de coronavírus todos os funcionários do Palácio da Alvorada. A intenção é realizar o exame nos 107 assessores presidenciais que trabalham na residência oficial. Ministros que estiveram com Bolsonaro também se submeteram a exames.Os ministros Jorge Oliveira (Secretaria-Geral) e André Mendonça (Justiça) realizaram testes PCR, que deram negativo. Já os ministros Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo) e Braga Netto (Casa Civil) fizeram o exame rápido e o vírus tampouco foi identificado. O ministro Augusto Heleno (Segurança Institucional) já teve Covid-19.