CEAPLA faz alerta para fortes chuvas na tarde desta segunda-feira(30)
O Centro de Análise e Planejamento Ambiental (CEAPLA), alerta para fortes chuvas, acompanhadas de ventos, raios e até possibilidade de granizos.
O Centro de Análise e Planejamento Ambiental (CEAPLA), alerta para fortes chuvas, acompanhadas de ventos, raios e até possibilidade de granizos.
Um posto de atendimento bancário do Bradesco, em Gavião Peixoto (SP), foi atacado por uma quadrilha na madrugada desta segunda-feira (30).
Segundo informações do Boletim de Ocorrência, três veículos com aparentemente seis homens chegaram em torno da agência do Bradesco, que fica na região Central e efetuaram duas explosões. Em minutos, o bando fugiu.
De acordo com a Polícia Militar, o gerente do posto bancário informou que nenhum valor foi levado. Até o momento ninguém foi detido e a ocorrência segue em andamento.
Informações: ACidadeON/Araraquara
Agência Brasil
O Brasil registrou neste domingo (29) 6.314.740 casos confirmados do novo coronavirus, conforme balanço divulgado pelo Ministério da Saúde. Foram computados 24.468 novos casos e 272 mortes nas últimas 24 horas e existem 2.177 óbitos em investigação. Desde o início da pandemia ocorreram em todo o país 172.833 óbitos. 

Conforme o balanço, 563.789 pessoas estão em acompanhamento. O número de recuperados está em 5.578.118.
Os estados com mais mortes pela covid-19 são São Paulo (42.076), Rio de Janeiro (22.561), Minas Gerais (10.031), Ceará (9.607) e Pernambuco (9.030). As unidades da Federação com menos óbitos pela doença são Acre (723), Roraima (727), Amapá (806), Tocantins (1.162) e Rondônia (1.555).

RANIER BRAGON E GUILHERME GARCIA
BRASÍLIA, DF, E SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) –
A estreia da cota racial nas eleições, aliadas à já existente cota de gênero, não conseguiu mudar de forma significativa o cenário nas grandes cidades brasileiras: prevaleceu a eleição de homens brancos para os 94 municípios com mais de 200 mil habitantes, incluídos aí 24 capitais.
Os resultados do segundo turno, divulgados na noite deste domingo (29), mostram que só dois candidatos que se declararam pretos e 15 que se declararam pardos foram eleitos prefeitos nesses grandes centros urbanos, o que representa 20% do total.
A relação é praticamente a mesma se comparada com as eleições de 2016 –18 negros e 76 brancos. Não há como comparar com outras eleições porque a Justiça Eleitoral passou a perguntar a cor e raça do candidato a partir das eleições de 2014.
Os dois únicos candidatos autodeclarados pretos a vencerem em grandes cidades em 2020 foram Professor Lupércio (Solidariedade), em Olinda (PE), ainda no primeiro turno, e Suellen Rosim (Patriota), em Bauru (SP), no segundo turno.
Pretos e pardos somam 56% da população brasileira.
Por determinação do Supremo Tribunal Federal, as atuais eleições foram as primeiras em que vigorou a exigência de que partidos distribuam a verba de campanha de forma proporcional aos candidatos negros e brancos que lançarem. A exigência relativa às mulheres já existe desde 2018.
Na divisão por gênero, a única prefeita de capital eleita foi Citnhia Ribeiro (PSDB), em Palmas. A capital do Tocantins, porém, tem menos de 200 mil eleitores e não figura na lista das maiores cidades do país, aquelas em que há possibilidade de segundo turno.
Ou seja, na lista das 94 maiores cidades –em decorrência do apagão, Macapá terá eleição apenas em dezembro–, nenhuma mulher foi eleita.
Entre as derrotadas neste domingo estão Manuela D’Ávila (PC do B), em Porto Alegre, e Marília Arraes (PSB), no Recife.
Se levado em conta as 94 grandes cidades, houve um leve aumento: oito mulheres foram eleitas neste ano, contra 86 homens. Em 2016, apenas 3 mulheres haviam conseguido a vitória nessas grandes cidades.
Entre as mulheres vitoriosas em 2020 estão duas candidatas do PT que conseguiram se eleger neste domingo, Margarida Salomão em Juiz de Fora e Marília em Contagem, ambas em Minas Gerais.
As mulheres também são maioria na população brasileira, com 52%.
Apesar de ter havido um crescimento no número de mulheres candidatas e os negros representarem, pela primeira vez, a maioria dos concorrentes, os partidos não vinham cumprindo a determinação de distribuição equânime do dinheiro até a reta final do primeiro turno. O Fundo Eleitoral reservou, neste ano, R$ 2,035 bilhões para as legendas distribuírem aos seus candidatos. Cabe às cúpulas partidárias definirem os critérios dessa distribuição, obedecida a regra de proporcionalidade entre homens e mulheres lançados (nunca inferior a 30%) e brancos e negros, sem piso estabelecido.
Vários estudos apontam a discriminação no recebimento de verbas como um dos principais motivos para mulheres e negros terem menos sucesso nas urnas em comparação com homens e brancos.
Quando se leva em conta a lista dos quase 60 mil vereadores eleitos em todo o país, assim como no caso dos candidatos a prefeito em geral, de grandes médias e pequenas cidades, observa-se que diminuiu o fosso que separa negros de brancos, mulheres de homens.
No caso das mulheres, porém, a distância a ser percorrida para que se chegue a uma situação de igualdade ainda é longa.
Os números mostram que o total de vereadores negros (pretos e pardos) eleitos subiu de 42% em 2016, ano das últimas eleições municipais, para 45% agora. Brancos caíram de 57% para 53,5%.
A divisão ainda não reflete à da população, na qual pretos e pardos somam 56%, mas está mais próxima da de candidatos lançados pelos partidos em 2020 –50% negros, contra 48% brancos.
No caso das mulheres, também houve melhora, mas a diferença que as separa das vagas ocupadas pelos homens ainda é gigantesca. Neste ano elas conquistaram 16% das cadeiras nas Câmaras Municipais do país, contra 84% obtidas pelos candidatos.
Em 2016 eram 13,5% de mulheres e 86,5% de homens.
PHILLIPPE WATANABE
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) –
A cidade de São Paulo poderá retroceder de fase no Plano SP contra a Covid-19, nesta segunda-feira (30). A regressão de fase, caso se concretize, será anunciada um dia após a eleição do segundo turno da capital paulista, vencida por Bruno Covas (PSDB) -o prefeito reconduzido apoiado pelo governador do estado, João Doria (PSDB).
A capital, neste momento, encontra-se na fase 4, verde, a mais branda em termos de restrições, assim como as regiões de Campinas, Sorocaba e Baixada Santista. Outra parcela grande do estado está na fase 3, a amarela. Ao todo são cinco fases.
O regresso a fases anteriores não deve ocorrer em todo o estado, segundo afirmou recentemente João Gabbardo, coordenador-executivo do centro de contingência.
Especialistas vinham alertando para a expansão preocupante da Covid em São Paulo.
O governo estadual e o municipal, contudo, resistiram a uma reanálise imediata da situação paulistana, apesar da crescente ocupação em hospitais privados de referência de leitos destinados a pacientes com o novo coronavírus.
Os hospitais Albert Einstein e Sírio-Libanês foram alguns dos que tiveram aumento recente nos casos de Covid, acendendo um alerta entre médicos em um momento em que as medidas de prevenção contra a doença, como distanciamento social, evitar aglomerações e usar máscaras vêm sendo continuamente desrespeitadas.
No Einstein, por exemplo, a alta de internações levou à priorização de pacientes de São Paulo e à transferência de procedimentos menos complexos a outras unidades do grupo.
Durante a corrida pela prefeitura de São Paulo, inclusive, os próprios candidatos causaram e participaram de aglomerações. Boulos, na semana que se encerrou, recebeu diagnóstico de Covid após um período de intensificação de contatos na campanha. Covas fora infectado anteriormente e ficou assintomático.
Questionado sobre o agravamento da pandemia em São Paulo tanto por jornalistas quanto por Boulos, seu adversário de pleito, Covas repetiu continuamente, nas semanas seguintes ao primeiro turno, dia 15, que a situação era estável.
“Há uma estabilidade da pandemia na cidade de São Paulo”, disse no sábado (28), além de condenar a desconfiança em relação aos dados da vigilância sanitária.
“A gente teve um aumento na quantidade de internações, mas há estabilidade em relação ao número de casos e óbitos. Desacreditar a vigilância sanitária é como desacreditar os dados do Inpe que apontam aumentos de queimada no Brasil. Esse tipo de ação é que partidariza e politiza um trabalho feito pelos técnicos da prefeitura”, disse.
Os dados, porém, não respaldam o prefeito.
O projeto InfoGripe, da Fiocruz, por exemplo, que acompanha os casos de Srag (Síndrome Respiratória Aguda Grave) no país, mostra que São Paulo capital está com tendência moderada de aumento de casos da síndrome.
A Srag é associado a sintomas como tosse e falta de ar e pode ser causada por diversos motivos, inclusive vírus respiratórios como o Sars-CoV-2. Por isso, pode servir como indicativo das tendências da atual pandemia no país.
A situação é similar pelo país. O aumento das notificações de Srag ocorre em pelo menos 12 capitais, com tendências de crescimento de casos forte ou moderada, e em 21 das 27 unidades federativas.
Segundo dados da Secretária do Estado de Saúde de São Paulo, as internações, no sábado (28), são quase 20% superiores às de 28 dias atrás.
Novas internações em UTI ou enfermarias por casos confirmados ou suspeitos de Covid têm aumentado na Grande São Paulo desde ao menos os primeiros dias de novembro.
Os pacientes internados em leitos de UTI chegaram, neste sábado, a cerca de 2.463 (média móvel de 7 dias). Trata-se do maior valor desde em pelo menos dois meses (outubro e novembro).
Também vem crescendo a ocupação proporcional dos leitos de UTI na Grande São Paulo, onde a taxa chegou a 58%.
Especialistas têm alertado o governo há semanas que os dados apontavam para o retorno da expansão da pandemia em São Paulo e cobrado providências, que até o momento não vieram.
Segundo o decreto de Doria que constituiu o Plano SP de restrição de atividades para controle da pandemia, a propagação da doença deve ser medida a partir de três indicadores: número de novos casos, número de novas internações (fator com maior peso na análise) e óbitos.
“O número de novas internações reflete com maior precisão a incidência da doença na população avaliada”, afirma o anexo do decreto 64.994, de 28 de maio de 2020. “Esses três indicadores demonstram o intervalo epidêmico experimentado pela área, dando a medida da evolução da doença regionalmente.”
Com base nisso, o decreto afirma que a situação deve ser analisada semanalmente e ter “monitoramento constante”.
O próprio anexo, contudo, afirma que um quadro mais grave não necessariamente resultará na passagem de uma fase mais branda para outras mais rigorosas, “pois a capacidade hospitalar poderá estar apta a absorver o impacto”.
O candidato à prefeitura de Limeira Murilo Felix (PODEMOS) foi derrotado pelo atual prefeito Mario Botion (PSD) nas eleições municipais.
Apesar de não ter conseguido se eleger como prefeito, o pleito deste Domingo (29) mudou o rumo de Felix na sua vida política. Isso porquê o Deputado Estadual Aprígio (PODEMOS) venceu as eleições em Taboão da Serra e deixará a Alesp para assumir a prefeitura.
Com a saída de Aprígio da Assembleia, Murilo Felix, primeiro suplente do Podemos, herdará a vaga do novo prefeito de Taboão assumirá o seu lugar na Alesp a partir do dia 1° de Janeiro.
O Governador do Estado de São Paulo, João Doria, do PSDB, parabenizou Bruno Covas, do mesmo partido, pela vitória nas eleições para a prefeitura de São Paulo.
Covas foi eleito vice-prefeito nas eleições de 2016 e assumiu a prefeitura após Doria deixar o cargo para se candidatar como Governador. Agora, em 2020, Bruno Covas venceu Guilherme Boulos no segundo turno e se garantiu como prefeito de São Paulo por mais quatro anos.
Neste Domingo (29), Covas e Doria foram juntos às urnas e celebraram o encerramento da campanha. O recado do governador ao prefeito após o resultado das eleições foi dado através das redes sociais. Confira:
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Bruno Covas (PSDB), 40, foi reeleito neste domingo (29) prefeito de São Paulo, para o mandato 2021-2024.
Com 98,18% dos votos apurados, ele tem 59,34%, contra 40,66% de seu adversário no segundo turno, o líder de movimentos de moradia Guilherme Boulos (PSOL).
Por volta das 18h45, o candidato do PSOL ligou para o prefeito reeleito o parabenizando pela vitória.
Neste domingo, ao votar pela manhã, Covas prometeu cumprir o mandato de prefeito até o fim caso fosse eleito. “Quero ser reeleito para entregar o cargo no dia 1º de janeiro de 2025”, afirmou.
O tucano, que era vice de João Doria (PSDB), chegou ao cargo em abril de 2018, com a renúncia do então prefeito para concorrer ao governo do estado. Embora os dois ainda sejam aliados, o candidato à reeleição escondeu Doria de sua campanha por causa da alta rejeição a ele na cidade.
Dos quatro prefeitos que tentaram um novo mandato após a lei que permitiu a reeleição, de 1998, só um até hoje havia conseguido o feito, Gilberto Kassab (à época no DEM, hoje no PSD), em 2008. Covas é o segundo a ser reconduzido ao cargo.
Marta Suplicy (então no PT, hoje sem partido), em 2004, e Fernando Haddad (PT), em 2016, saíram derrotados das respectivas campanhas pela reeleição.
E há aqui uma coincidência: Kassab também havia recebido a cadeira do ex-titular, José Serra (PSDB), que deixou o posto após 15 meses para concorrer à Presidência da República, em 2006. Com a vitória nas urnas, ele permaneceu no Edifício Matarazzo, sede do poder público municipal, durante seis anos.
Explorando a ideia de que representa segurança e alguma previsibilidade, Covas se vendeu ao longo da campanha como um político habilidoso e gestor eficiente, em contraponto à inexperiência de Boulos, que construiu sua trajetória em movimentos sociais e nunca ocupou cargo público.
Sem marcas de governo, o tucano, neto do ex-prefeito e ex-governador Mário Covas (1930-2001), aproveitou o segundo turno mais curto da história para martelar o discurso de que era o mais preparado para o cargo e que já fez muito pela cidade, mas queria “continuar fazendo mais”.
Ele conseguiu manter a dianteira conquistada no primeiro turno, do qual saiu com 32% dos votos válidos, ante 20% de Boulos.
Apenas duas semanas separaram os dois turnos, naquele que foi o intervalo mais reduzido da história, em razão da pandemia do novo coronavírus. A crise sanitária da Covid-19 alterou todo o calendário eleitoral e também postergou a votação de outubro, tradicional mês do pleito, para novembro.
Com 15 dias, em vez das três ou até quatro semanas de outras disputas, a campanha de Covas administrou a vantagem, neutralizou o avanço de Boulos sobre fatias do eleitorado e conseguiu se desvencilhar de percalços como as denúncias contra o candidato a vice, Ricardo Nunes (MDB).
O companheiro de chapa se tornou uma pedra no sapato, com as suspeitas que pesam sobre suas relações com creches conveniadas com a prefeitura e o registro de violência doméstica feito em 2011 pela esposa de Nunes, revelado pelo jornal Folha de S.Paulo.
A jornada de Covas rumo à reeleição foi o tempo todo marcada pela pandemia. Ele próprio contraiu o vírus na pré-campanha, em junho –o que inspirou preocupações pelo fato de que trata um câncer na região do abdome desde outubro de 2019–, mas ficou assintomático e se recuperou rapidamente.
Boulos também foi contaminado, só que em momento mais impróprio, na reta final da campanha. O candidato do PSOL recebeu o diagnóstico positivo na sexta-feira (27), mesmo dia em que ocorreria o debate na TV Globo, tido por seus assessores como uma oportunidade para ele virar o jogo.
As regras para evitar a disseminação da doença alteraram a campanha, mas não tanto quanto se imaginava previamente. A expectativa de que tudo se desenrolaria majoritariamente no ambiente virtual caiu por terra à medida que a disputa apertou. O modelo tradicional foi dando as caras.
No momento em que as internações por Covid voltavam a crescer, no segundo turno, tanto Covas quanto Boulos promoveram atos com aglomerações de militantes e distanciamento inadequado.
Cenas de multidão e empurra-empurra, que já tinham sido vistas na etapa anterior da eleição, ocorreram em caminhadas, encontros com apoiadores e nos atendimentos à imprensa, em entrevistas coletivas improvisadas.
Os dois candidatos, quando questionados, diziam que suas equipes estavam tomando os cuidados necessários, exigindo o uso de máscara, incentivando o distanciamento e oferecendo álcool em gel.
Muitas das agendas de rua não eram divulgadas previamente, para evitar tumultos, e não houve convocações para grandes atos, como em outros anos.
Apesar disso, Covas teve, entre seus compromissos nos últimos dias, caminhadas em vias de grande circulação de pessoas, visitas a bairros de diferentes regiões, almoços em restaurantes, cafés em padarias e participações em celebrações religiosas.
A pandemia foi ainda utilizada como justificativa para a escassez de debates na TV, já que as principais emissoras cancelaram os programas sob a justificativa de obediência aos protocolos de saúde. O excesso de candidatos no primeiro turno (13) também foi apontado como pretexto.
Durante os debates, Covas e Boulos tentaram focar nas propostas e os embates foram em padrões elogiados pelo grau de civilidade. Houve dois debates no segundo turno, o da CNN Brasil e da Band –este último mais quente, com discussão sobre coronavírus, associação de Boulos por Covas ao ex-prefeito Fernando Haddad (PT) e, da parte do líder de movimento de moradia, mais questionamentos sobre o vice.
Os temas relativos ao vice, revelados pela Folha de S.Paulo, acabaram gerando uma operação de redução de danos de Covas, que comprou anúncio do Google na tentativa de repassar informações positivas sobre Nunes.
O assunto fez com que o prefeito se irritasse, acusasse a imprensa de perseguir o vice e depois tentou atrelar o adversário a Cuba.
Covas também se esquivou de críticas sobre a atuação da prefeitura durante a crise do coronavírus, uma vez que Boulos insistiu em citar a possibilidade de uma segunda onda e também bateu na tecla de que o governo Doria marcou reunião para anunciar novidades na política do estado contra a doença para um dia depois da eleição.
No primeiro turno, adversários já haviam criticado sua dobradinha com o governo estadual, que impôs medidas restritivas de funcionamento de comércios e serviços e de circulação de pessoas, relaxadas conforme os casos foram diminuindo.
A dupla Covas e Doria fez de São Paulo uma trincheira ideológica contra a postura negacionista e anticientífica do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) diante do problema. No pano de fundo da guerra, que se estendeu para o tema da vacina, está a ambição do governador de disputar o Planalto em 2022.
Se, por um lado, a conduta trouxe dividendos políticos aos tucanos entre eleitores contrários ao governo federal, por outro despertou a ira de bolsonaristas, que elegeram Doria o inimigo número um a ser combatido, para supostamente impedir que ele se torne uma ameaça à reeleição do presidente.
Fora esse enfrentamento no campo administrativo, Covas conseguiu, de modo geral, manter sua campanha longe da nacionalização do pleito, como calculou desde o início. A expressão “a cidade de São Paulo” era repetida à exaustão em suas falas, com o intuito de trazer o debate para questões locais.
O prefeito logrou êxito também, aparentemente, na tarefa de descolar sua imagem da de Doria. Foi reconduzido ao cargo mesmo com um cenário em que seis de cada dez moradores da capital se diziam propensos a rejeitar um candidato apoiado pelo governador.
Pesquisa Datafolha feita às vésperas do segundo turno mostrou que 61% dos eleitores não votariam de jeito nenhum em um nome endossado pelo titular do Palácio dos Bandeirantes.
Acontece no dia 3 de dezembro, às 18 e 20 horas, nas Faculdades Claretianas, em Rio Claro, a avant-première do 12° filme do padre e cineasta Antônio Sagrado Bogaz. “São José, o bom carpinteiro”, possui a codireção de Nanci Bissoli de Oliveira e professor João Henrique Hansen no papel de José.
As filmagens foram realizadas na Terra Santa, Israel, no Egito, em Lavínia, Rio Claro, Campos de Jordão e São Paulo, contando com a participação de mais de 300 voluntários, tanto nas equipes quanto na atuação dos personagens.
Para assistir às sessões em Rio Claro é preciso fazer reserva através do WhatsApp (19) 99767-5210, com Marco Antônio Muniz.
Segundo a sinopse, na véspera de sua morte, no Horto das Oliveiras, Jesus Cristo conta aos seus discípulos a história de seu pai José, o bom carpinteiro. A história registrou nos livros sagrados cristãos sua vida marcada por atos de heroísmo e de momentos cheios de ternura. O testemunho do Filho, com emoção, gratidão e afeição, se faz com palavras singelas que o descrevem como bom esposo e o pai protetor. Tal qual um guardião, este servo de Deus protege a família de Nazaré como uma relíquia preciosa. Vida simples nas terras da Galileia, do Egito e da Palestina. Vive momentos marcantes ao lado de Miriam e seus filhos, eleva-se espiritualmente na sua viuvez e num noivado misterioso acolhe a jovem Maria, filha de Joaquim e Ana, como seu protetor, para que juntos participem da entrada do Filho de Deus na história da humanidade. Como registro histórico, os apóstolos, reunidos no Monte das Oliveiras, escreveram suas palavras cuidadosamente e guardaram os pergaminhos como tesouro sagrado nas grutas de Jerusalém. Registraram com precisão: Foi no ano 21 da era cristã, dia 26 do mês de EPEP. Estes manuscritos foram encontrados nos antigos mosteiros de Jerusalém, na Palestina, no ano de 150 e sobreviveram em cópias das comunidades primitivas cristãs.
Luciano Almeida (DEM) foi eleito prefeito de Piracicaba ao derrotar, no segundo turno, o atual chefe do executivo, Barjas Negri (PSDB).
O novo prefeito piracicabano teve 54,20% dos voto válidos, sendo escolhido por 85081 mil eleitores, contra 46,80% de Negri, que teve 71897 votos. Almeida assume a prefeitura de Piracicaba no dia 1° de Janeiro.
Vale lembrar que o segundo turno das eleições no município foi marcado por polêmicas, já que Barjas Negri teve sua candidatura negada e acabou concorrendo à prefeitura sob judice, uma vez que ainda cabiam recursos por parte da defesa do tucano.
Limeira definiu Mário Botion (PSD) como prefeito da cidade por mais quatro anos.
Atual mandatário, Botion derrotou Murilo Felix (Podemos) no segundo turno das eleições municipais.
Mário Botion teve 54,88% dos votos válidos, somando um total de 73042 votos contra 60056 de seu adversário.
SYLVIA COLOMBO – BUENOS AIRES, ARGENTINA (FOLHAPRESS)
A Justiça argentina ordenou uma busca na casa do médico de Diego Maradona, Leopoldo Luque, que está sendo investigado por homicídio culposo. Os promotores Laura Capra, Patricio Ferrari e Cosme Irribaren disseram que a busca foi para “procurar documentação para determinar se, durante a internação domiciliária de Maradona, houve irregularidades”.
Maradona teve alta da clínica Olivos, após cirurgia para retirar um hematoma na cabeça, contra a vontade dos médicos da instituição, que declararam à Justiça que recomendaram a Luque que Maradona continuasse internado mais um tempo.
Foi Luque quem ligou para o serviço de ambulâncias 911 às 12h16 da última quarta-feira (25). O médico, porém, não estava na casa do ex-jogador e havia sido informado pelos que o acompanhavam -a psiquiatra, um enfermeiro e o sobrinho do ídolo, que estavam com Maradona- que ele não se sentia bem. Paralelamente, eles também chamaram uma ambulância do plano de saúde do jogador.
A Justiça investiga a atuação dos enfermeiros. Especificamente, uma contradição da enfermeira que cuidou dele durante a noite, e que afirma não ter entrado no quarto durante a manhã. Depois, porém, em sua declaração oficial à polícia, ela disse outra coisa, que havia entrado e que Maradona havia se recusado a ter seus sinais vitais registrados.
As filhas de Maradona, Dalma e Gianinna, e sua ex-mulher, Claudia Villafañe, disseram à polícia que Luque lhes havia garantido que a casa em que Maradona ia estar depois da alta da clínica Olivos teria “condições parecidas ao hospital”. Agora, elas pedem a investigação sobre o comportamento do médico porque a residência, também investigada, não tinha sequer um desfibrilador ou equipamento necessário para atendê-lo no caso de uma emergência.
A procuradoria-geral do departamento de San Isidro, que ordenou as buscas, afirmou que estas eram necessárias por conta “das provas que foram sendo recolhidas por meio dos depoimentos que investigam as condições de Diego Armando Maradona”, segundo comunicado.