Lula declara ser vítima da maior mentira jurídica em 500 anos. Você concorda?

O ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva falou pela primeira vez nessa quarta-feira sobre a decisão do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que anulou todas as condenações impostas pela Justiça no Paraná. No pronunciamento, Lula teceu críticas ao presidente Jair Bolsonaro e declarou ter certeza de que foi vítima da mentira jurídica. Confira a declaração, se inscreva em nosso canal e deixe seu comentário. Você concorda que Lula foi injustiçado?

VÍDEO: Começa a remoção de árvores no Jardim Público

Teve início na manhã de hoje, quarta-feira (10), a remoção de duas árvores que oferecem riscos de acidente no Jardim Público de Rio Claro. A decisão foi tomada após a queda de um eucalipto no último domingo (7).

Assista o vídeo e acompanha a reportagem completa na edição impressa do JC desta quinta-feira (11).

‘Não tenham medo de mim’, diz Lula, ressaltando que quer conversar com população e classe política

JOELMIR TAVARES
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Em pronunciamento nesta quarta (10), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chamou Bolsonaro de “fanfarrão” e disse a ele “qual é o papel de um presidente da República”, citando a necessidade de avanços econômicos e sociais, em meio à crise da pandemia e desconfiança do mercado sobre sua candidatura em 2022.


O petista ficou com a voz embargada em alguns momentos da fala e disse querer voltar a andar pelo país e conversar com a população sobre os males de Bolsonaro. “Desistir jamais. A palavra desistir não existe no meu dicionário”, afirmou.

Lula disse ainda que quer conversar com a classe política. E deu novo recado. “Não tenham medo de mim, eu sou radical porque quero ir na raiz dos problemas deste país.”


O ex-presidente ainda defendeu a indústria nacional de petróleo, enalteceu a capacidade de produção de combustíveis da Petrobras e reclamou da definição dos preços baseado no mercado internacional.

“Quando a gente descobriu o pré-sal, a Miriam Leitão falava que não ia adiantar nada porque a gente não ia poder explorar. E hoje exploramos. Sabe o que significa? Investimento em pesquisa e tecnologia na Petrobras”, afirmou.


Ao responder a perguntas da imprensa após discurso, Lula afirmou que é cedo para pensar em candidatura do PT e dos partidos de esquerda à eleição de 2022.


“Vai ser bem pra frente que a gente vai discutir”, afirmou.
Lula afirmou ainda que uma ampla aliança para 2022 será possível, mas que é preciso paciência para discuti-la e construi-la nos próximos meses. O petista falou sobre o tema ao enaltecer seu vice de 2003 a 2010, o empresário José Alencar, que era do PL, sigla do centrão.


Ele afirmou que não pode levar a sério as manifestações recentes de clubes militares, mas admitiu sua preocupação com a postagem do general Eduardo Villas Bôas, em 2018, para pressionar o STF (Supremo Tribunal Federal) a mantê-lo preso. “Não é correto um comandante do Exército ter feito isso”.


Em recente livro, o general da reserva disse que a publicação de um tuíte em 2018 para pressionar a corte um dia antes do julgamento que levou à prisão do ex-presidente foi elaborada por ele junto com “integrantes do Alto-Comando” das Forças Armadas.


Lula acabou tendo o pedido negado pelo plenário do Supremo e, no dia 7 de abril, foi preso e levado para Curitiba. Deixou a cadeia 580 dias depois, após o STF derrubar a regra que permitia prisão a partir da condenação em segunda instância.

Governo Doria evita anúncio de paralisação do futebol e busca consenso

JOÃO GABRIEL, CARLOS PETROCILO E ALEX SABINO
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Havia a expectativa de que o governador João Doria (PSDB) anunciasse no início da tarde desta quarta-feira (10) a paralisação de todas as atividades esportivas no estado, em razão do recrudescimento da pandemia. O que não aconteceu.


A medida, inclusive, já era esperada pelos dirigentes dos clubes paulistas. Segundo a reportagem apurou com uma fonte do governo, o tema carece de uma discussão mais ampla antes de ser colocado em prática ou não.
Na terça-feira (9), o procurador-geral do Ministério Público de São Paulo, Mario Sarrubbo, recomendou a Doria a suspensão de todo o esporte profissional e de cultos religiosos.


“Essas recomendações do MP acompanham justamente a discussão de medidas que podem ser necessárias para além do que temos hoje na fase vermelha. Estamos trabalhando como viabilizar medidas que possam de fato aumentar o isolamento social. Em relação às recomendações, elas podem fazer parte de uma série de medidas que vão se somar ao que nós ja temos hoje. O governo vai anunciar assim que for conveniente”, afirmou Paulo Menezes, do Centro de Contingência do governo do estado de São Paulo durante a coletiva de Doria.


Ainda na terça o governo havia adotado posição favorável à recomendação, mas sem incluir a FPF (Federação Paulista de Futebol) e os clubes no diálogo, o que provocou irritação de ambas as partes.


Em encontro virtual na manhã desta quarta (10), dirigentes da FPF reclamaram a representantes do Ministério Público da possível paralisação do torneio. A federação lembrou que o protocolo sanitário usado no futebol foi estabelecido em comum acordo com o governo do estado.


Doria não participou da videoconferência, que contou com a presença dos secretários Patricia Ellen (Desenvolvimento Econômico) e Marco Vinholli (Desenvolvimento Regional).


A cartolagem foi para a reunião com a expectativa de ouvir a confirmação de que o futebol seria paralisado, mas isso não aconteceu. O MP quer alinhavar posições com o governador João Doria antes de qualquer anúncio oficial, que pode acontecer numa nova coletiva do governo, marcada para quinta (11).


Presidentes de grandes clubes do estado ouviram do próprio governador que o futebol seria paralisado até o final deste mês. Eles aguardam por uma conversa com Reinaldo Carneiro Bastos, presidente da FPF, ainda nesta quarta.


Antes disso, na terça, a entidade que organiza o torneio estadual chegou a publicar uma nota defendendo a manutenção do jogo e enaltecendo seus protocolos sanitários de prevenção à Covid-19.


“Não há qualquer argumento científico que sustente a tese de que o futebol profissional gere aumento no número de casos. Pelo contrário, o futebol possui um protocolo extremamente rigoroso, com acompanhamento médico diário e testagem em massa de seus profissionais. Uma eventual paralisação seria ainda mais prejudicial ao combate à Covid-19, pois deixaria expostos milhares de atletas, que não mais passariam a ter o controle médico diário e de testagem que o futebol oferece”, afirmou a FPF.
Já a CBF concorda com a visão de que o futebol deve continuar. Segundo Walter Feldman, secretário-geral da entidade, o esporte contribui no combate contra a pandemia.


“A manutenção do futebol brasileiro é a medida mais correta e exatamente por isso estamos conversando com governadores, prefeitos e autoridades sanitárias. Passamos nossas informações e vários deles, quase a totalidade, têm sido sensíveis à argumentações técnicas”, afirma.


Ao jornal Folha de S.Paulo, Sarrubbo afirmou na terça (9) que esperava uma sinalização positiva do governo a sua recomendação de paralisar as atividades esportivas no estado e fez um alerta caso não houvesse um consenso.


“Hipoteticamente, nós teríamos aí a via judicial. O Ministério Público poderia tentar um provimento judicial junto ao Tribunal de Justiça. Mas ainda não está no nosso radar, nós temos a expectativa do acolhimento por parte do governo, que tem sido muito responsável no combate à pandemia”, disse.


Presidente do Sindicato dos Atletas de São Paulo, Rinaldo Martorelli também reclama que a entidade não foi convocada sequer para a reunião desta quarta, mas afirma que o decidido pelo governo será respeitado.
Ele entende que, antes que fosse tomada a decisão, deveria ter acontecido um diálogo para tentar adaptar o atual protocolo sanitário para o futebol.
“A gente quer o campeonato com toda segurança possível. Se não houver essa possibilidade, se os médicos nos disserem que não há nenhum protocolo possível, aí vamos defender a paralisação.


Conversamos com atletas, eles querem jogar, estão preocupados com a condição financeira. Temos muitos elementos para analisar”, completou.
Quando o estado entrou na fase vermelha da quarentena no último dia 3 -na qual apenas serviços essenciais podem abrir-, o Centro de Contingência do Coronavírus em SP defendeu a manutenção do futebol a exemplo do que aconteceu na Europa, mesmo com lockdown.


“Vamos seguir o mesmo modelo que vem sendo seguido na Europa, onde vários países instituíram lockdown e mantiveram o futebol e esporte sem plateia”, disse então José Medina, do Centro de Contingência paulista contra o coronavírus. “Esse tipo de atividade é controlada, até porque a população precisa de algum tipo de diversão, de entretenimento.”


Com a iminência da paralisação, a reportagem procurou Corinthians, Palmeiras Santos e São Paulo para comentarem sobre o assunto. No entanto, apenas o presidente do clube alviverde, Maurício Galliotte, se pronunciou.


“Não mudamos nosso foco: a saúde permanece sendo a prioridade do Palmeiras e a preocupação ainda aumentou. Acataremos prontamente o que os órgãos de saúde e as autoridades públicas recomendarem”, afirmou o presidente do Palmeiras”.


Na semana passada, o presidente santista Andrés Rueda afirmou em entrevista ser favorável a uma paralisação do futebol.


“Com dor no coração, a situação está nos assustando muito, estamos perdendo a sensibilidade, falamos de vidas que não têm sentido de serem perdidas. Qualquer medida para salvar uma vida vale”, afirmou o mandatário santista, questionado pela Folha de S.Paulo sobre defender ou não a manutenção das competições.


Atualmente, o estado abriga a disputa do Campeonato Paulista. Também há times de São Paulo na Copa do Brasil, como o Mirassol, que no próximo dia 16 tem compromisso marcado para receber o Red Bull Bragantino, e o Marília, que no dia 18 enfrenta o Criciúma, em casa.


Times como o Corinthians e a Ponte Preta também disputam o torneio nacional, mas têm jogos agendados para fora do estado.

Essa seria a segunda suspensão do futebol em São Paulo. A primeira aconteceu no dia 16 de março de 2020 e durou até o final de julho.
O estado de São Paulo registrou 517 mortes e 16.058 novos casos da Covid-19 em 24 horas nesta terça-feira. No total são 62.101 vidas perdidas e 2.134.020 pessoas já infectadas

Flávio Bolsonaro pede que seguidores compartilhem foto de seu pai com mensagem ‘nossa arma é a vacina’

CAMILA MATTOSO
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Logo após o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fazer pronunciamento em que criticou Jair Bolsonaro por sua atuação durante a pandemia, o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho do presidente, pediu para que seus seguidores no aplicativo Telegram compartilhassem até viralizar uma imagem de seu pai com a mensagem “nossa arma é a vacina”.


Bolsonaro criticou durante meses a Coronavac, o principal fármaco na imunização em curso no Brasil, fez pouco caso da importância da vacinação e segue defendendo remédios sem eficácia contra a Covid-19, como a hidroxicloroquina e a ivermectina.


O jornal Folha de S.Paulo mostrou que o presidente recentemente deu início a uma retórica pró-vacina para tentar estancar perda de popularidade causada pelo aumento do número de mortes e pela tímida evolução na imunização da população contra o coronavírus.


“Quero avisar que semana que vem vou tomar minha vacina. E vou fazer propaganda da vacina. Todos tem que tomar. Quero pedir a vocês: não sigam nenhuma decisão imbecil do presidente da República. Tomem vacina”, disse Lula em seu discurso nesta quarta-feira (10).

Ação conjunta da Polícia Civil com a PM prende dupla que furtou restaurante recém-inaugurado

O caso de um jovem empresário de Rio Claro, que teve o restaurante localizado na Rua 5 com a Avenida 14 furtado na madrugada de terça-feira (9), um dia após a inauguração, ganhou repercussão na cidade e a solidariedade de muitas pessoas. Lucas Kita já enfrentava a dura realidade de estar a frente de um sonho na Fase Vermelha e acabou se deparando também com o prejuízo decorrente da criminalidade.

Policiais civis e Policiais militares de RC, responsáveis pela localização dos criminosos e por recuperarem as mercadorias levadas de restaurante (Foto: Jornal Cidade)

Na manhã de hoje (10), após análise de câmeras de segurança e um trabalho de investigação em conjunto, policiais civis e militares conseguiram localizar e prender o casal de criminosos que efetuou o furto bem como recuperar a mercadoria levada do restaurante. A dupla foi detida na Rua M-11.

Lucas Kita, proprietário do restaurante, foi até a Polícia Civil para recuperar as mercadorias (Foto: Jornal Cidade)

“Agradeço ao empenho destes profissionais e a todas as mensagens de apoio que recebi. Agora é levantar a cabeça e trabalhar para atender aos nossos clientes com excelência”, disse o proprietário Lucas Kita.

Ex-prefeito de Cordeirópolis, Elias Saad, é vacinado contra Covid-19

Na manhã desta quarta-feira (10), no posto do Centro, o Postão, o ex-prefeito Elias Abrahão Saad, de 77 anos, foi vacinado com a primeira dose da Coronavac.

Saad foi prefeito nos anos de 1977, 1978, 1979, 1980, 1981, 1982, 1997, 1998, 1999, 2000, 2001, 2002, 2003 e 2004. Os próximos que receberão a primeira dose, na faixa etária de 73 anos (o município segue na espera da próxima grade de vacinas), serão os ex-prefeitos Carlos César Tamiazo, o Féio, e José Geraldo Botion.

Rio Claro poderá comprar vacina diretamente através de consórcio com municípios

A Câmara Municipal recebeu ontem (9), em sessão extraordinária, o projeto de lei de autoria do prefeito Gustavo Perissinotto (PSD) que pede autorização do Legislativo para que o município possa firmar protocolo de intenções com a Frente Nacional de Prefeitos, a fim de aderir a consórcio público a ser instituído para a aquisição de vacinas para enfrentamento à pandemia da Covid-19.

Bastante esperada, a proposta era para ter chegado à sessão de segunda-feira (8), mesmo dia em que a Fundação Municipal de Saúde chegou a se reunir com os vereadores, através do chefe de gabinete Murylo Müller, para tratar do assunto junto aos parlamentares.

Segundo o texto, caso seja aprovado, o protocolo será convertido em contrato de consórcio que autorizará a Prefeitura de Rio Claro – além de dezenas de outras cidades paulistas – a adquirir diretamente o imunizante contra o coronavírus na hipótese de descumprimento, pelo Governo Federal, através do Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19, ou caso este não proveja cobertura imunológica suficiente contra a doença.

Diante da quantidade insuficiente de vacinas para imunizar toda a população, apesar do envio da CoronaVac pelo Governo de São Paulo e da vacina de Oxford/Astrazeneca, a alternativa será através de outras vacinas que sejam aprovadas pela Anvisa (Agência Nacional da Vigilância Sanitária).

Um artigo do projeto levanta polêmica e poderá gerar discussões jurídicas. Isto porque o consórcio poderá importar e distribuir vacinas registradas em outras agências de regulação sanitária internacionais e que estejam em distribuição em demais países caso a Anvisa não retorne pedido em até 72 horas. A votação do projeto de lei pelos vereadores deverá ocorrer em primeiro turno na próxima segunda-feira (15) e uma sessão extraordinária poderá ser convocada para a votação em segundo turno.

“Todos são sabedores das dificuldades para a vacinação da população de Rio Claro e de todo país, pela escassez do produto. O consórcio público a ser instituído permitirá ao município adquirir vacinas, bem como outros insumos, a fim de imunizar mais rapidamente nossa população”, justifica o prefeito. De acordo com os dados da Fundação Municipal de Saúde, até terça-feira (9) foram aplicadas 21.877 doses da vacina contra a Covid-19 em Rio Claro, sendo 15.918 primeiras doses e 5.959 segundas doses.

Santa Filomena aplica 2ª dose da vacina em Drive-Thru no Shopping RC

O Hospital Santa Filomena em parceria com o Shopping Rio Claro e Fundação Municipal de Saúde realiza nesta quarta-feira (10) e na quinta-feira (11) a aplicação da segunda dose da vacina contra a Covid-19. A vacinação é aberta para o público e acontece das 10 às 16 horas.

Nesta quarta-feira (10) a aplicação ocorre nos idosos que tomaram a vacina no dia 11 de Fevereiro. Já na quinta-feira (11) é para os idosos que tomaram a vacina no dia 12.

A vacinação acontece na entrada de pedestre – Oeste (Entrada principal sob marquise). A pessoa deve levar o CPF, documento com foto e a carteirinha de vacinação.

Em 1ª fala após decisão do STF, Lula agradece Fachin, ataca Moro e Lava Jato e se diz ‘feliz com a verdade’

JOELMIR TAVARES – SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Em sua primeira manifestação após ter suas condenações anuladas e sido autorizado a disputar eleições, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) atacou a gestão da pandemia pelo governo de Jair Bolsonaro, a que chamou de “desgoverno”, agradeceu o Supremo e disse que a “verdade prevaleceu”.

Em fala de improviso, Lula se disse agradecido ao ministro Edson Fachin (STF) por ele “ter cumprido o que a gente reivindicava desde 2016”. “Fiquei feliz com a verdade.”

Disse que suas amarguras estão superadas, afirmou estar tranquilo, mas que ainda quer a punição do ex-juiz Sergio Moro, responsável por sua condenação no caso do tríplex de Guarujá que o deixou preso por 580 dias em Curitiba.

O petista voltou a chamar de “quadrilha” os procuradores da Lava Jato de Curitiba. “Moro sabia que a única forma de me pegar era pela Lava Jato. Eles tinham como obsessão, queriam criar um partido político. “Mas a verdade prevaleceu.”

Disse que em 2018 se entregou à Polícia Federal contra a sua vontade e o fez porque tinha clareza sobre as inverdades sobre ele e provar a sua inocência em relação à Lava Jato. “Eu tinha tanta confiança e consciência que esse dia chegaria, e ele chegou.”

Na fala desta quarta, disse que foi vítima “da maior mentira da história jurídica em 500 anos de história do país” e afirmou que sua ex-mulher, Marisa Letícia, morreu diante da pressão que a família sofreu diante das acusações e investigações.

Lula também criticou a atuação da imprensa em geral, como a divulgação de delações premiadas da Lava Jato e também na cobertura jornalística sobre a revelação do conteúdo das mensagens da Lava Jato, material obtido em 2019 pelo Intercept Brasil e divulgado por diferentes veículos de imprensa, entre eles a Folha.

Lula atacou o que chamou de falta de prioridade do governo na compra de vacinas, mas sim na compra de armas, voltando a citar as milícias e suas suspeitas de ligações com a família Bolsonaro.

“A dor que eu sinto não é nada”, disse Lula, ao apontar as vítimas da pandemia e em uma crítica velada à gestão de Bolsonaro.

O ex-presidente citou as pessoas que passam fome diante da crise econômica, lembrou das vítimas e de seus parentes e enalteceu ainda o que chamou de heróis e heroínas do SUS, sucateado, segundo ele, pela atual gestão federal.

Em sua fala de improviso, o petista relembrou sua trajetória desde o sindicato ao início na vida política e enalteceu os que sempre acreditaram em sua inocência. Citou inclusive a carta que recebeu do papa Francisco.

Aliados de Lula no PT e em outros partidos foram convidados para a entrevista. Estava ao seu lado dele o ex-prefeito Fernando Haddad, lançado como pré-candidato do PT à Presidência há algumas semanas, além da presidente nacional petista, Gleisi Hoffmann, entre outros.

O ex-presidenciável Guilherme Boulos (PSOL), que sempre se posicionou contra as condenações de Lula e concorda com a tese de perseguição da Justiça, também participou do evento.

Convidado pela presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, não compareceu. Ciro Gomes, presidenciável da sigla, quer marcar distância em relação a Lula, embora tanto ele quanto Lupi tenham sido solidários ao petista quando ele foi condenado e preso.

Antes de Lula falaram o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Wagner Santana, o Wagnão,

A entrevista foi presencial, no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo (SP). Apenas equipes de imprensa entraram no prédio. O PT pediu que militantes não fossem ao local, para evitar aglomerações em meio ao pior momento da pandemia do coronavírus.

Na última segunda-feira, o ministro Edson Fachin, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou a anulação de todas as condenações proferidas contra o ex-presidente Lula pela 13ª Vara Federal da Justiça Federal de Curitiba, responsável pela Lava Jato.

Lula, 75, tinha sido condenado em duas ações penais, por corrupção e lavagem de dinheiro, nos casos do tríplex de Guarujá (SP) e do sítio de Atibaia (SP).

O ministro do STF entendeu que as decisões não poderiam ter sido tomadas pela vara responsável pela operação e determinou que os casos sejam reiniciados pela Justiça Federal do Distrito Federal.

Assim, as condenações que retiravam os direitos políticos de Lula não têm mais efeito e ele pode se candidatar nas próximas eleições, em 2022. Lula estava enquadrado na Lei da Ficha Limpa, já que ambas as condenações pela Lava Jato haviam sido confirmadas em segunda instância.

A PGR (Procuradoria-Geral da República) já decidiu recorrer contra o habeas corpus de Fachin. A informação foi confirmada por assessores do procurador-geral Augusto Aras.

Lula foi solto em novembro de 2019, após 580 dias preso na Polícia Federal em Curitiba, beneficiado por um novo entendimento do STF (Supremo Tribunal Federal) segundo o qual a prisão de condenados somente deve ocorrer após o fim de todos os recursos.

Como mostrou a Folha nesta quarta-feira, candidato ou não a presidente em 2022, Lula começa sua jornada à eleição no ano que vem buscando fugir do que o PT vê como uma armadilha: ser considerado pelo eleitorado um polo tão extremo quanto Jair Bolsonaro (sem partido).

O tema tem sido discutido por aliados do líder petista desde que o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, restaurou seus direitos políticos ao anular condenações da Operação Lava Jato.

Há um consenso de que a polarização com Bolsonaro tem de ser modulada pelo óbvio: não alienar nem o eleitorado que abraçou o antipetismo de 2016 para cá, mas que antes apoiou Lula, nem os agentes financeiros.

Isso não significa, contudo, uma reedição da famosa Carta ao Povo Brasileiro, documento de 2002 em que Lula beijava a cruz do mercado prometendo manter a política liberal do governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB, 1995-2002).

Deu certo, e o namoro entre mercado e governo do PT só começou a sofrer abalos reais a partir das gestões de Dilma Rousseff (2011-16), que amplificou políticas instituídas nos dois anos finais das administrações de Lula.

Agora, contudo, petistas de alto escalão avaliam ser dispensável um compromisso -ao contrário, basta se colocar retoricamente como uma alternativa racional, urbana, à turbulenta gestão de Bolsonaro.

A primeira reação dos mercados à liberação de Lula foi negativa, com um misto de repetição do temor que o PT provocava nos anos de crise de Dilma com a expectativa de que Bolsonaro inclinará seu governo para uma gestão mais populista e autoritária prevendo o embate com o petista.

Lula tem sido aconselhado a vestir um figurino de estadista mais sereno, fazendo a defesa institucional de aspectos que considera positivos de seu governo.

Sua proverbial agressividade de palanque ficaria, se o cenário se confirmar, para itens incontestáveis de crítica a Bolsonaro -como seu manejo da pandemia, que já tem mais de 260 mil mortos no país.

Desemprego registrou taxa média de 13,5% em 2020

A taxa média de desemprego no país atingiu 13,5% em 2020, enquanto em 2019 foi de 11,9%. Os efeitos da pandemia da covid-19 sobre o mercado de trabalho provocaram alta recorde de desemprego em 20 estados. Ficaram de fora da lista Pará, Amapá, Tocantins, Piauí, Pernambuco, Espírito Santo e Santa Catarina. 

As taxas mais elevadas de desemprego foram registradas no Nordeste e as menores no Sul do país. A Bahia, com 19,8%, teve a maior taxa de desocupação em 2020, seguida de Alagoas (18,6%), Sergipe (18,4%) e Rio de Janeiro (17,4%). Já Santa Catarina (6,1%), Rio Grande do Sul (9,1%) e Paraná (9,4%) tiveram as mais baixas. 

Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada hoje (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que aponta que o percentual de 2020 é o maior da série histórica iniciada em 2012. 

Ocupação

Segundo o IBGE, no intervalo de um ano, a população ocupada no país teve menos 7,3 milhões de pessoas, o que resultou no menor número da série histórica de médias anuais, de 86,1 milhões. Conforme a pesquisa, pela primeira vez, menos da metade da população em idade para trabalhar estava ocupada no país. Em 2020, o nível de ocupação ficou em 49,4%.

O nível de ocupação ficou abaixo de 50% no ano passado em 15 estados, sendo todos no Nordeste. Em Alagoas, apenas 35,9% das pessoas em idade para trabalhar estavam ocupadas. No Sudeste, no Rio de Janeiro apenas 45,4% tinham um trabalho. O estado com maior nível de ocupação no ano passado foi Mato Grosso, com uma taxa de 58,7%. 

A Pnad Contínua mostrou também que a queda da ocupação foi espalhada entre todos os trabalhadores.

Informalidade

A taxa média de informalidade também sofreu impacto com a pandemia e caiu de 41,1% em 2019 para 38,7% em 2020, chegando a 39,9 milhões de pessoas. Os informais são os trabalhadores sem carteira, trabalhadores domésticos sem carteira, empregador sem CNPJ, que trabalha por conta própria sem CNPJ e o trabalhador familiar auxiliar.

A taxa média nacional de informalidade foi superada em 19 estados. Entre eles, Goiás atingiu 39,1% e o Pará 59,6%. Em sete estados, a taxa foi acima de 50%. Já São Paulo (29,6%), Distrito Federal (28,2%) e Santa Catarina (26,8%) foram os que tiveram taxas de informalidade abaixo de 30%.

A analista da pesquisa Adriana Beringuy, destacou que os informais foram os primeiros atingidos pelos efeitos da pandemia. Para ela, a queda da informalidade não está relacionada a mais trabalhadores formais no mercado. “Está relacionada ao fato de trabalhadores informais terem perdido sua ocupação ao longo do ano. Com menos trabalhadores informais na composição de ocupados, a taxa de informalidade diminui”, explicou.

Quarto trimestre

No último trimestre de 2020, a taxa de desocupação recuou para 13,9%, depois de atingir 14,6% no terceiro trimestre, o maior patamar já registrado na comparação trimestral. 

Conforme a Pnad Contínua, a queda foi registrada em apenas em cinco estados. Os demais ficaram estáveis. Bahia e Alagoas, ambos com 20%, tiveram as maiores taxas. Na sequência ficou o Rio de Janeiro, com 19,4%. As menores taxas foram notadas em Santa Catarina (5,3%), no Rio Grande do Sul (8,4%) e em Mato Grosso do Sul (9,3%).

“Quando olhamos para os dados regionalmente, vemos que a redução na taxa de desocupação não foi disseminada pela maioria das unidades da federação. Ela ficou concentrada em apenas cinco [estados], mostrando que em vários estados ainda não se observou uma queda da desocupação”, observou Adriana Beringuy.

Ainda no último trimestre, as mulheres (16,4%) foram mais impactadas pelo desemprego, enquanto para os homens a taxa foi menor (11,9%). Entre as pessoas pretas (17,2%) e pardas (15,8%), as taxas ficaram acima da média nacional (13,9%). Ao contrário do percentual de brancos (11,5%) que ficou abaixo da média.

Segundo o IBGE, entre os grupos etários, os jovens foram os mais atingidos pelo desemprego no quarto trimestre. Nas pessoas de 14 a 17 anos de idade chegou a 42,7%, de 18 a 24 anos de idade atingiu 29,8% e de 25 a 39 anos de idade (13,9%).

A taxa de desocupação para as pessoas com ensino médio incompleto (23,7%) foi superior ao percentual dos demais níveis de instrução. No grupo com nível superior incompleto, a taxa foi estimada em 16,9%, mais que o dobro da verificada entre aqueles com nível superior completo, 6,9%.

Subutilização

A Bahia (33,3%), Piauí (33,3%) e Sergipe (32,2%) foram os estados que registraram as maiores taxas compostas de subutilização da força de trabalho, que é o percentual de pessoas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas e na força de trabalho potencial em relação à força de trabalho ampliada. 

De acordo com a pesquisa, 13 unidades da federação ficaram abaixo da média nacional, de 20,7%. A menor foi em Santa Catarina (7,5%), seguida do Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, os três com 14,1%.

AE Velo Clube enfrenta o Sertãozinho buscando a reabilitação na Série A-2

O Velo Clube vai até a cidade Sertãozinho hoje (10) para encarar o time da casa às 15h no Estádio Frederico Dalmaso pela terceira rodada do Campeonato Paulista da Série A-2. Os dois times ainda não venceram na competição e estão zerados na classificação, o que torna o jogo ainda mais importante para a sequência da competição.

O técnico João Vallim deve repetir o mesmo time que acabou derrotado pelo XV de Piracicaba na última rodada por 3 a 2 com: Felipe Garça, Vinícius Pedalada, Lucas Castilho, Léo Santos e Ruan Quadros, Eurico, Kadú Santos, Lukinha, Judson, Caio Vieira e Lucas Duni.

O treinador aprovou o desempenho do time no clássico mesmo com o resultado adverso.

“Estamos vindo de bons desempenhos, jogando bem, quando sofremos gols de bola parada, desviando o chute em nossa defesa e tirando o goleiro da jogada. Estamos criando e se doando, então temos tudo para ir pra Sertãozinho e conquistar um bom resultado e a primeira vitória”, disse o técnico.

Até o momento na competição o Velo Clube perdeu por 2 a 0 para o Água Santa e 3 a 2 para o XV. Já o Sertãozinho foi derrotado por 1 a 0 pelo XV de Piracicaba e 3 a 2 para o Monte Azul.

Informações

A Rádio Jovem Pan News de Rio Claro traz todos os detalhes da partida entre Sertãozinho e Velo Clube a partir das 14h30. Ouça nos 1410 AM, aplicativos ou Facebook e YouTube do Jornal Cidade.

Jornal Cidade RC
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