Fome atinge 19 milhões de brasileiros durante a pandemia em 2020

VICTORIA DAMASCENO
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A fome atingiu 19 milhões de brasileiros na pandemia em 2020. Eles estão entre as 116,8 milhões de pessoas que conviveram com algum grau de insegurança alimentar no Brasil nos últimos meses do ano, o que corresponde a 55,2% dos domicílios.


É o que mostram os dados do Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil, conduzido pela Rede Penssan (Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional).


A pesquisa foi feita durante os dias 5 e 24 de dezembro em 2.180 domicílios nas cinco regiões do Brasil, questionando os moradores sobre os três meses anteriores ao momento coleta.


A pesquisa foi realizada no momento em que o auxílio emergencial foi diminuído de R$ 600 para R$ 300 e de R$ 1.200 para R$ 600 –quando a pessoa de referência era uma mãe solo–, afetando a renda de milhões de beneficiários.
Simone Aparecida da Silva, 35, participou das rodadas de R$ 1.200 e R$ 600. Moradora de Heliópolis, em São Paulo, ela é mãe de oito filhos e está grávida do nono. Três deles, porém, vivem em um abrigo.

O valor que recebeu do governo permitiu que saísse da casa da mãe e comesse com mais qualidade. Quando ganhou a quantia menor, conseguiu pagar o aluguel, mas dependeu de doações para se alimentar. Sem auxílio, em poucos meses, teve que voltar.


As contas da casa se resumem ao aluguel de R$ 600. A renda vem dos bicos da mãe, que somam R$ 400, e de seu Bolsa Família e da irmã, que são de R$ 342 e R$ 259, respectivamente.


A principal medida do governo para diminuir o impacto da pandemia não foi suficiente. Entre os domicílios que receberam o auxílio emergencial, 28% viveram insegurança alimentar grave –ou seja, passaram fome– ou moderada e 37,6% viveram de forma leve. Já entre os que não receberam, 10,2% passaram por insegurança grave ou moderada, e a maior parte deles, 60,3% viveram em segurança alimentar.


Uma nova rodada do auxílio emergencial foi aprovada e começa a ser paga nesta semana. Os valores variam entre R$ 150 e R$ 375. Simone deve receber o maior benefício. Com a alta do preço dos alimentos e os gastos para manter uma residência, não há outra alternativa a não ser buscar ajuda.


Ser mãe solo diminui o nível de segurança alimentar no Brasil. Há ainda outro fator de agravamento: a raça. Simone é negra.


A fome atingiu 11,1% das casas chefiadas por mulheres. Quando o domicílio em que a pessoa de referência é um homem, esse número cai para 7,7%. A diferença na segurança alimentar entre os gêneros é consideravelmente maior: quando se trata de uma mãe solo, 35,9% das famílias têm a alimentação garantida, já no caso dos homens são mais que a metade, 52,5%.


Quando a pessoa de referência é negra, a fome está presente em 10,7% das casas, enquanto se ela é branca, 7,5%.
As condições de raça e cor, segundo Ana Segall, médica epidemiologista e pesquisadora da Rede Pensann, estão associadas à insegurança alimentar, sendo por si só determinantes do padrão alimentar das famílias.
“Essas condições, principalmente a questão de raça e cor, estão associadas à insegurança alimentar independentemente da renda, mas tendem a ocorrer nas camadas mais pobres da população”, diz.


Assim como a raça, as desigualdades regionais também impactam a segurança alimentar. O Norte e o Nordeste concentram menos domicílios com acesso pleno a alimentos.


No Norte, 18,1% das famílias passavam fome, enquanto 13,8% no Nordeste. Em comparação com a macrorregião Sul e Sudeste, agrupadas na pesquisa, a fome atingiu 6%. No Centro-Oeste, foram 6,9%.


Débora Aguiar, 27, vive essa realidade. Moradora do Ibura, na periferia de Recife, em Pernambuco, ela vive a insegurança alimentar desde o início da pandemia. Mãe de duas meninas, é casada com Renato Isaías, 24, com quem divide as contas.


Ambos sem emprego, não sabem como pagar o aluguel, de R$ 400. A única certeza que tiveram foi quando receberam o auxílio emergencial. Para comer, contam com a rede de apoio que construíram na própria favela. “O que tem dado sustento para as famílias, são as outras famílias da favela. É uma que divide o feijão, outra que divide o charque”, conta Débora.


Sem a possibilidade de comprar, também começou a plantar. Mas as refeições se baseiam no que há de mais barato. “A gente tem vivido um processo de substituição. A mortadela e a linguiça viraram a carne”, afirma.


A pesquisadora Ana Segall conta que a estratégia das famílias para lidar com a falta de políticas públicas nem sempre coloca a alimentação em primeiro lugar. Ela resgata outro estudo que mostra que a ordem de prioridade incluía o pagamento do aluguel, o transporte para o trabalho, as contas e, só então, a comida. “Para lidar com isso, surgem estratégias socialmente não aceitáveis, como pegar alimento no lixo, ou aceitáveis, como fazer dívidas”, conta.
A prioridade para Maria de Lourdes Laurindo, 54, agricultora assentada pela reforma agrária no assentamento 25 de julho, em Casserengue, na Paraíba, é o alimento.


Mas a pandemia tirou a possibilidade dos agricultores locais venderem seu plantio na Feira da Agroecologia, sua única fonte de renda. Por plantar, ter galinheiro e uma cabra leiteira, Lourdes e seu marido vivem uma insegurança alimentar leve.


Água
A fome alcançou 12% dos domicílios rurais, contra 8,5% na área urbana. Lourdes vive em uma região semi-árida e com pouca disponibilidade de água, dependendo de cisternas. No campo, os domicílios atingidos pela fome dobram de 21,1% para 44,2% quando não há disponibilidade adequada de água para a produção de alimentos.
A pesquisa mostra o aumento da fome no Brasil aos níveis observados em 2004, na Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), quando a insegurança alimentar moderada estava em 12% e a grave em 9,5%. Na pesquisa atual, os dados mostram o primeiro quesito em 11,5%, e o segundo em 9%.


É o pior índice desde então. Em 2004, o país tinha 64,8% da população em segurança alimentar, hoje tem 44,8%. Até 2013, pesquisas mostravam regressão da fome no país. A Pesquisa de Orçamentos Familiares 2017-2018 do IBGE, no entanto, evidenciou o aumento da insegurança alimentar. Hoje, é ainda maior.

Sargento Pinheiro é o primeiro policial vacinado em Rio Claro

A Polícia Militar de Rio Claro começou a ser vacinada nesta segunda-feira (5) pelas equipes de saúde. E o primeiro policial a ser vacinado no município é o Primeiro Sargento PM Pinheiro, da 1ª Companhia da PM/RC. A autoridade policial tem 52 anos de idade, sendo 24 deles à serviço da corporação.

A campanha de vacinação nas forças de segurança teve início hoje em todo Estado de São Paulo. Uma grande operação logística foi montada para a distribuição de cerca de 180 mil doses de vacina, que foram disponibilizadas aos agentes em mais de 80 unidades da Polícia Militar no Estado. O objetivo da medida é evitar aglomerações nos postos públicos de saúde, onde prossegue a campanha de vacinação para o restante da população.

A vacinação é exclusiva aos profissionais da ativa das instituições, com exceção daqueles que não atendem aos critérios médicos estabelecidos pelas autoridades de saúde, como gestantes, lactantes, ter tido a COVID-19 há 30 dias ou menos. Para receber a imunização os profissionais de segurança podem fazer um cadastro prévio pelo site https://vacinaja.sp.gov.br. O registro, porém, não é obrigatório.

Governo de SP inicia a vacinação de agentes de segurança de todo o Estado contra o coronavírus

O Governador João Doria acompanhou nesta segunda-feira (5), na Academia de Polícia Militar do Barro Branco, o início da vacinação dos profissionais das forças de segurança de todo o Estado de São Paulo contra o coronavírus.

“A partir de hoje, começam a ser vacinados 180 mil profissionais de segurança em todo o Estado de São Paulo. São profissionais da ativa das polícias Civil, Militar e Técnico-Científica, Corpo de Bombeiros, Agentes Penitenciários, Guardas Civis Metropolitanos, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e da Fundação Casa. Em 10 dias, praticamente todos desta população dos profissionais de segurança estarão vacinados”, disse Doria.

A campanha ocorre com uma grande operação logística montada para a distribuição de cerca de 180 mil doses de vacina, que foram disponibilizadas aos agentes em mais de 80 unidades da Polícia Militar no Estado. O objetivo da medida é evitar aglomerações nos postos públicos de saúde, onde prossegue a campanha de vacinação para o restante da população.

A vacinação é exclusiva aos profissionais da ativa das instituições, com exceção daqueles que não atendem aos critérios médicos estabelecidos pelas autoridades de saúde, como gestantes, lactantes, ter tido a COVID-19 há 30 dias ou menos. Para receber a imunização os profissionais de segurança podem fazer um cadastro prévio pelo site https://vacinaja.sp.gov.br. O registro, porém, não é obrigatório.

A estrutura montada pela Secretaria de Segurança Pública do Estado para imunizar os agentes inclui 82 pontos de vacinação vinculados a unidades da Polícia Militar. Serão 21 na Capital, nove na Grande São Paulo, sete na região de Campinas, sete na região de Sorocaba, sete na região de Ribeirão Preto, seis na Baixada Santista, seis na região de Piracicaba, cinco na região de Bauru, quatro na região de São José do Rio Preto, quatro na região de Presidente Prudente, quatro na região de São José dos Campos e dois na região de Araçatuba.

Prevenção e cuidados

Desde o início da pandemia, a Secretaria da Segurança Pública adota todas as medidas necessárias e recomendadas pelas autoridades de saúde para garantir a proteção dos agentes contra a COVID-19. Mais de R$ 27 milhões foram investidos na aquisição e distribuição de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual), como máscaras, luvas, aventais descartáveis, álcool gel, face shield para os servidores e agentes de segurança, além da higienização dos ambientes de trabalho, viaturas e laboratórios.

Todo policial com suspeita ou diagnóstico da COVID-19 foi ou está devidamente afastado, conforme orientações médicas. A Secretaria da Segurança Pública acompanha o quadro clínico, fornecendo todo o suporte necessário para a recuperação de seus agentes.

Teoria e Prática/Negócios: Simplicidade e coragem: duas grandes ferramentas para o sucesso

João Arenna

Caro leitor, conforme comentei na coluna de 28/04, tenho muito a agradecer a todos: a quem me deu a oportunidade de escrever a coluna, a quem a prepara, a quem participa e, claro, a todos os que me prestigiam, lendo-a todos os domingos.

Justamente buscando oferecer conteúdos que sejam ainda interessantes, e também relevantes, ao longo do mês de abril, farei ajustes na estrutura da coluna, para em maio voltar com mais novidades para você, ok?

Enquanto isso, quero dividir com você algumas histórias que não são novas, mas que, acredito, se encaixem perfeitamente no nosso momento:

A simplicidade como ferramenta de solução de problemas.

Um designer inglês reuniu diferentes grupos de pessoas: engenheiros, advogados, formados em MBAs e crianças. O objetivo era testar a ousadia de cada público.

Para cada grupo, ele deu 20 peças de macarrão, um metro de fita, um marshmallow e um pedaço de corda. Em apenas 18 minutos, eles deveriam construir uma estrutura sólida para apoiar o marshmallow.

Para a surpresa de todos, os MBAs foram os que se saíram pior, pois o tempo deles foi gasto apenas em traçar estratégias.

E o melhor desempenho foi das crianças. Elas conseguiram construir uma estrutura mais alta que a dos engenheiros.

O designer acredita que o resultado se deve ao fato de as crianças não terem medo de errar.

Quando nos tornamos adultos, temos uma propensão a buscar as alternativas mais complexas. Mas a simplicidade continua sendo a melhor opção!

A coragem de continuar

Elvis Presley, em sua primeira apresentação, ouviu da plateia que era melhor ele voltar a dirigir caminhões – sua profissão anterior.

Já Albert Einstein só começou a ler aos 7 anos e falar aos 4. Seus pais e professores achavam que ele tinha alguma limitação mental, chegando a ser recusado pela escola.

Thomas Edison criou nada menos que 10 mil protótipos que não funcionaram antes de ter sucesso na criação da lâmpada elétrica. E, Richard Branson, o bilionário fundador da Virgin, criou nada menos que 400 empresas – muitas delas, fracassos absolutos.

Isso não quer dizer que se deve deixar de planejar, de pensar em como fazer gestão, de estudar o mercado ou, tampouco, sair apostando na sorte, mas, com certeza, em algum momento algo vai tocar seu coração e você saberá que é a hora certa. Só precisa estar atento!

Aí, quando isso acontecer, arregace as mangas, confie em Deus e faça a diferença para si e para o mundo, aliás, o mundo precisa muito de gente que faz.

João Arenna é Mestre em Administração, Pós-graduado em Marketing de Varejo, Professor Universitário, Palestrante e Consultor Empresarial, com mais de 25 anos de experiência nas áreas de Marketing, Vendas e Gestão de Equipes. Instagram: @oarennacursosonline.

Estudante lança livro de poemas

O estudante da rede pública Kauhan Sabino, de 15 anos, lançou em 21 de março, data em que se comemora o Dia Internacional da Poesia, o seu primeiro livro autoral de poemas: “Fazendeiro do Universo: Poemas e Reflexões”.

“Os poemas eu escrevi enquanto era aluno da Escola Professor Januário Sylvio Pezzotti, e traz uma coleção de sentimentos. Coloquei alguma coisa filosófica nisso por conta da apreciação que eu tenho pela filosofia”, relata Kauhan, que tem como inspiração o poeta mineiro Carlos Drummond de Andrade e o cantor baiano Raul Seixas. “Inclusive, o nome que dá título ao livro, Fazendeiro do Universo, traz uma filosofia e sínteses por trás deles”, conclui o estudante.

O professor Antonio Archangelo, que auxiliou no livro, destaca que o foco principal é a produção literária. “Acreditamos que produzindo o aluno de fato aprende e não decorando. E o Kauhan se interessou em escrever, entender a gramática, e assim acabou escrevendo o seu livro”.

O livro tem 63 páginas com 38 poesias, que está no valor de R$ 32,16 em plataforma papel e R$ 21,96 em Ebook.

VÍDEO: Bombeiros resgatam cão em incêndio no Wenzel

Um cachorro foi resgatado de um incêndio que atingiu materiais recicláveis de um barracão na região do Wenzel, em Rio Claro, no último domingo (4). 

O animal, que se chama Marlon, estava no local quando o fogo começou. Um vídeo mostra o momento em que ele foi retirado com vida do galpão.

O empresário José Jarbas Bento, de 41 anos, que tem uma empresa nas proximidades do barracão atingido foi quem ligou para o Corpo de Bombeiros.

“Vi a fumaça de casa, liguei para o Corpo de Bombeiros e eles chegaram com reforços. Um cachorro já tinha escapado, o outro estava preso. O animal estava tão desesperado que parecia grito de gente. Os agentes se jogaram dentro do fogo para procurar o animal e saíram com o Marlon no colo. Foi emocionante. Fiquei muito feliz. Atitudes como essa fazem a gente acreditar de novo no ser humano. Pequenos detalhes fazem a diferença. Precisamos de mais amor”, disse ele ao Jornal Cidade.

Segundo o empresário, o cachorro sofreu queimaduras leves e inalou bastante fumaça e foi levado até um médico veterinário, que está cuidando do Marlon voluntariamente. As causas do incêndio serão investigadas pela Polícia Civil.

Exigência de atestado dificulta que pacientes com câncer se vacinem contra a Covid

CLÁUDIA COLLUCCI
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A exigência de atestado médico está dificultando o acesso de pacientes oncológicos à imunização contra a Covid-19 apesar de estarem na faixa etária indicada para receber a vacina.
O alerta é de entidades de apoio ao paciente com câncer. A obrigatoriedade consta no Plano Nacional de Operacionalização da Vacina Contra a Covid-19 do Ministério da Saúde.


Para as entidades, a exigência é desnecessária e configura uma barreira ao paciente SUS, que têm dificuldade de acesso ao seu médico. Além disso, obriga os doentes a se deslocarem até os hospitais em busca do atestado, não raro mais de uma vez, expondo-os a riscos de infecção pelo coronavírus.


A Femama (federação que reúne mais de 70 ONGs de apoio à saúde das mamas) encaminhou ofício ao ministério pedindo a suspensão imediata da medida, mas não obteve retorno.


No documento, a entidade diz que não há risco diferente observado ao imunizar pessoas com histórico de câncer e que todas as vacinas disponíveis são seguras e eficazes, inclusive para pacientes oncológicos.


“Os infectologistas são taxativos: as vacinas não utilizam o vírus vivo e, assim, não causam a doença sob hipótese alguma. Podem ser administradas em todos os pacientes imunocomprometidos com tranquilidade”, diz a mastologista Maira Caleffi, presidente da Femama.


A médica afirma que nenhum outro país tem exigido o atestado. “Milhões de pessoas com câncer já foram vacinadas no mundo, e a segurança da vacina está mais do que estabelecida. Não tem por que continuar com essa exigência”, diz ela.


Em sua opinião, a medida acirra as disparidades de saúde. “Pacientes no sistema privado de saúde podem conseguir com muito mais facilidade o atestado médico, enquanto usuários do SUS não possuem contato direto com o profissional de saúde que os acompanha.”


Caleffi lembra que muitos podem ter que esperar meses por uma nova consulta para solicitar o documento.
Os casos das aposentadas Maria Aparecida, 84, de Porto Alegre (RS), e de Maria José, 78, de São Paulo (SP), ilustram bem o cenário. Ambas fazem tratamento de câncer de mama e só souberam no posto de vacinação que precisavam de atestado médico para receber a vacina.


Maria Aparecida estava no carro de familiares e foi levada até o hospital privado onde faz tratamento. Sua médica não estava, mas a assistente puxou o seu prontuário eletrônico e lhe entregou no atestado autorizando a vacinação. Uma hora depois, ela já estava sendo vacinada.


Já Maria José chegou com a filha de ônibus ao posto do Centro de Exposições do Anhembi. Ao saber da exigência, ficaram sem saber o que fazer. “Estava sem crédito no celular. Tivemos que voltar para casa”, diz a filha Lucia Helena.
No dia seguinte, ainda sem o celular, ela foi até a clínica onde a mãe fez quimioterapia pelo SUS até o mês passado, mas o médico já tinha ido embora. Só dois dias depois conseguiu pegar o documento e sua mãe pôde finalmente ser vacinada.


Na opinião da psicóloga Luciana Holtz, do Instituto Oncoguia, é preocupante ver pacientes com câncer, dentro da idade permitida para a imunização, enfrentando barreiras para tomar a vacina.
“Se os técnicos estão inseguros, precisamos de uma nota técnica do Secretaria de Vigilância do Ministério da Saúde que esclareça isso”.

Na opinião do oncologista Drauzio Varella, embora seja recomendável que o paciente consulte o seu médico antes da vacinação, a exigência de atestado médico não faz sentido porque pode, sim, dificultar o acesso à vacina.
“Os cânceres do tipo linfoma ou as leucemias estão associados a uma deficiência imunológica, então nesses pacientes a vacina pode ser contraindicada, mas no caso de tumores sólidos, como os de estômago, cabeça e pescoço e intestino, não há, de modo geral, esse problema.”


O próprio plano de vacinação diz que, embora a eficácia e a segurança das vacinas contra a Covid-19 não tenham sido avaliadas na população de pacientes oncológicos, considerando as plataformas das vacinas disponíveis (vetor viral não replicante e vírus inativado) é improvável que exista risco aumentado de eventos adversos.


Ainda assim, o texto recomenda que a avaliação de risco benefício e a decisão referente à vacinação ou não deverá ser realizada pelo paciente em conjunto com o médico, “sendo que a vacinação somente deverá ser realizada com prescrição médica”. O ministério não respondeu ao questionamento da Folha sobre se pretende ou não mudar a exigência.


Para o oncologista Bruno Ferrari, do grupo Oncoclínicas, é importante que o paciente tenha o aval do oncologista que o acompanha. Ele não vê a exigência como um fator limitante ao acesso, mesmo no SUS.


“Tem sido muito frequente prover o atestado. Ninguém melhor que o próprio médico para tirar eventuais dúvidas do paciente. Mas, claro, diante de uma impossibilidade [de acesso ao médico], é mais seguro tomar a vacina do que não tomar.”


Para Maira Caleffi, em vez de o exigir o atestado o Ministério da Saúde deveria facilitar o acesso, priorizando os pacientes oncológicos na vacinação. Aqueles com câncer metastático, em uso de drogas orais, que estão fazendo quimioterapia e radioterapia, que terminaram o tratamento nos últimos seis meses e que estão cirurgias agendadas seriam os candidatos prioritários.


A médica lembra que a suspensão de procedimentos eletivos por causa da pandemia afastou pacientes oncológicos em acompanhamento e aqueles com suspeitas de câncer. “Com isso aumentou a possibilidade de haver mais tumores avançados por falta de diagnóstico precoce.”


Para Ferrari, a queda de exames diagnósticos para o câncer causará um grande impacto ao sistema de saúde. “Com mais casos avançados, o custo do tratamento é maior e as chances de cura também diminuem muito.” Ele é autor de um estudo que identificou aumento de risco de morte de paciente oncológico infectado pela Covid-19.
Quando chegar a vez da vacinação dos grupos prioritários dos pacientes com comorbidades, como o câncer, será necessário comprovar a doença no ato da vacinação, por meio de receituário, carteira do centro de câncer ou uma declaração do médico.


“Todos os pacientes oncológicos devem se antecipar e, na próxima consulta com o profissional que o acompanha, já solicitar um atestado médico ou qualquer outro documento que comprove sua situação”, orienta Caleffi.

Andréia Sadi diz que engordou dez quilos na gravidez e que às vezes dorme sentada

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A jornalista da Globo Andréia Sadi, 33, grávida de gêmeos, pode dar à luz a qualquer momento. Segundo ela, sua gestação tem sido tranquila até agora. Os meninos são fruto de seu relacionamento com o jornalista André Risek, 45. Ela tirará uma licença de seis meses da TV.


“Meu obstetra disse que gravidez de gêmeos tem mais risco de ter diabetes gestacional. E como eu sou alta ele me disse para tomar cuidado com o que comer, foi criterioso. Durante a pandemia eu tinha deixado de lado alimentação saudável”, disse ela à Ana Maria Braga.


Porém, conta que conseguiu manter o peso e que só engordou dez quilos na gravidez de Pedro e João. Ela retornou com a alimentação saudável e faz caminhadas diárias.
“Para dormir que é engraçado, pois se fico de lado os meninos reclamam. Estou dormindo praticamente sentada”, brincou.


A gravidez, porém, não foi planejada. Ela conta que a ideia era que a gestação viesse depois da Copa de 2022 e depois das eleições do mesmo ano.


“Mas os gêmeos vieram antes. Quando descobri que eram gêmeos eu estava sozinha e disse que não estava acreditando. Não foi planejado. Temos gêmeos nas duas famílias, mas nunca pensamos que rolaria com a gente”, disse.


Embora tenha rolado uma surpresa, para Andréia foi bom, pois ela revelou que já tinha o interesse de dar um irmão para o filho que nasceria. “Deus já resolveu isso.”

VÍDEO: Corumbataí é a 4ª cidade mais sustentável do Brasil

A cidade de Corumbataí comemora o resultado do ranking Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades. O município ficou em 4º lugar de 770 cidades em todo o Brasil frente ao cumprimento dos 17 ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) da Organização das Nações Unidas (ONU), para a Agenda 2030, um conjunto de ações com 169 metas, de 88 indicadores, com o propósito de estabelecer metas, prazos e compromissos para o enfrentamento dos principais problemas globais.

Em entrevista à Rádio Jovem Pan News Rio Claro, nesse sábado (3), o prefeito Leandro Martinez (DEM) celebrou o alcance. “Tenho orgulho em dizer que fizemos Corumbataí chegar nessa colocação quase que naturalmente. Os ODS são a eficiência da administração, as boas ações, a efetividade do resultado que você entrega para a população. Os Objetivos são voltados para a qualidade de vida, bem-estar, saúde e educação. Quando assumi o governo lá atrás, eu disse que sabíamos que as pessoas esperavam obras, coisas vistas aos olhos, mas que focaríamos na população para desenvolver as próximas gerações. E é isso que aconteceu. Com nossas ações conseguimos colocar Corumbataí nesta colocação”, comenta.

Segundo o Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades, a cidade atingiu 7 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável: água potável e saneamento, energias renováveis e acessíveis, cidade e comunidade sustentável, produção e consumo sustentável, proteção da vida marinha, proteção da vida terrestre, paz, justiça e instituições eficazes. O ranking aponta que a cidade ainda tem alguns desafios para a fome, saúde, educação, igualdade de gênero, crescimento econômico e industrial, entre outras. Ainda assim, obteve 71,9 pontos de 100 no índice, ficando atrás apenas das cidades de Morungaba (SP), Pedreira (SP) e Jumirim (SP).

Justiça suspende retorno de aulas presenciais em escolas do Rio

Agência Brasil

A Justiça do Rio de Janeiro determinou a suspensão do retorno das aulas presenciais nas escolas públicas e privadas que funcionam no município do Rio. Creches e outros estabelecimentos de ensino estavam autorizados a abrir a partir de hoje (5), por um decreto municipal, depois do feriado de dez dias no estado.

A decisão, em caráter liminar, foi tomada pelo Plantão Judiciário ontem (4), a pedido de um grupo de vereadores e deputados estaduais. O Ministério Público do Rio (MPRJ) se opôs à suspensão.

A Justiça considerou que o município do Rio está classificado como bandeira roxa (risco muito alto para a covid-19) e que a taxa de ocupação de leitos de UTI para a doença é considerado “crítico” em todo o estado.

Jornal Cidade RC
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