Comissão no Senado aprova Lei Marília Mendonça sobre sinalização de linhas

Folhapress

A Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado Federal aprovou nesta terça-feira (30), de forma definitiva, o PL (projeto de lei) 4.009/2021 que exige que as empresas de energia elétrica sinalizem linhas de transmissão de energia elétrica. O PL foi chamado de “Lei Marília Mendonça” em homenagem à cantora, que morreu em um acidente aéreo na zona rural de Piedade de Caratinga (309 km a leste de Belo Horizonte, em Minas Gerais), no dia 5 de novembro. O texto seguirá para análise da Câmara dos Deputados.

Segundo a Agência Senado, o projeto de lei foi apresentado pelo senador Telmário Mota (PROS-RR) depois da morte de Marília, do produtor, tio e assessor da cantora, piloto e co-piloto que estavam na aeronave. O avião que levava a Marília Mendonça e os demais ocupantes atingiu o cabo de uma torre de distribuição de energia elétrica antes de cair em um curso d’água, informou a Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais), que administra o fornecimento de eletricidade na região da queda.

“Pela proposta, as concessionárias de energia elétrica devem pintar as torres que dão suporte a cabos elétricos, bem como instalar esferas coloridas para que os pilotos de aeronaves possam identificar o sinal de alerta. As concessionárias também podem fixar placas de advertência”, explicou a Agência Senado sobre o texto aprovado.
Telmário Mota disse que a Lei Marília Mendonça pretende evitar outros acidentes como o que vitimou a cantora e os demais ocupantes da aeronave.

“Claro que nós não gostaríamos de estar votando esse projeto agora em função da perda da estrela que realmente estava nesse acidente, que é Marília Mendonça. Mas no meu estado, dois oficiais da aeronáutica também se chocaram nos fios, que não estavam com sinalização, e que também tiveram suas vidas ceifadas. Então, isso me chamou muito a atenção.”

A relatora do texto no Senado, a senadora Kátia Abreu (PP-TO), declarou que a medida trará mais segurança para o transporte aéreo e criticou o trabalho da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).

“Esse projeto, na verdade, não seria necessário. E muitas vidas poderiam ter sido salvas, porque esse não é o primeiro caso. Então, eu registro que a agência reguladora Anac falhou neste caso e está falhando ninguém sabe há quanto tempo por não exigir às companhias, às empresas de energia elétrica, a obrigatoriedade de sinalizar os fios, a energia, os cabos de alta tensão.”

O senador Jayme Campos (DEM-MT) sugeriu a convocação dos diretores da Anac para esclarecer quais atividades a agência realiza para regular o setor de transporte aéreo e sua segurança no território nacional.

Prefeitura libera limpeza a seco em túmulos no cemitério municipal

A prefeitura de Rio Claro está flexibilizando os serviços de limpeza de túmulos no cemitério municipal. A partir de agora, além da limpeza com uso de água três vezes por semana, os serviços também poderão ser feitos apenas com a utilização de óleo e pano, sem água.

“Foi a maneira que encontramos de atender a necessidade das pessoas que fazem o trabalho de limpeza dos túmulos, pois muitas têm nesta atividade a única fonte de renda”, observa o secretário municipal da Administração, Rogério Marcheti.

Em razão da baixa vazão nos rios que abastecem o município de Rio Claro e à campanha que o Daae (Departamento Autônomo de Água e Esgoto) lançou para que as pessoas economizem água, no início de outubro a Secretaria Municipal de Administração restringiu a apenas dois os dias de limpeza nos túmulos do cemitério municipal. Agora, seguindo as novas regras, os túmulos podem ser limpos todos os dias.

Policial algema homem negro a moto em movimento em SP; PM afasta agente

Folhapress

O comando da Polícia Militar de São Paulo afastou das atividades de rua um agente que algemou um suspeito a uma moto da corporação e, depois, arrastou o rapaz por uma ciclovia.

A ação do policial foi filmada por motoristas que passavam pela avenida Professor Luiz Ignácio Anhaia Mello, região do Ipiranga, zona sul da capital paulista, na manhã desta terça (30), e teve grande repercussão nas redes sociais.

Em uma dessas gravações, um homem compara a imagem do suspeito correndo atrás da motocicleta do PM à de um escravo sendo arrastado por cavalos nos tempos do Império. “Olha! Algemou e está andando igual a um escravo. Vai roubar mais agora”, afirmou o homem em meio a risos.

De acordo com a Polícia Militar, o comando determinou o afastamento do policial do serviço operacional e a instauração de um IPM (Inquérito Policial Militar) para apurar o caso.

Ainda segundo a corporação, a prisão do suspeito ocorreu durante a operação “Cavalo de Aço”, voltada à abordagem de motociclistas, realizada na mesma av. Anhaia Mello.

Por volta das 11h, um motoqueiro fugiu do bloqueio e passou a ser acompanhado por policiais militares. Durante a perseguição, o suspeito dispensou a mochila que carregava nas costas.

Um dos policiais parou para recolher o material, enquanto outro continuou na perseguição. Após perder o controle do veículo, o motociclista suspeito colidiu a moto em uma viatura do Samu.

Ele tentou fugir a pé, mas acabou preso metros depois. Após a detenção, ainda segundo a PM, o policial filmado conduziu o suspeito como mostrado nas imagens para próximo da motocicleta colidida.

Dentro da mochila, ainda segundo versão oficial, havia 12 tijolos de maconha. O suspeito declarou aos policiais que levaria a droga do bairro Vila Prudente para o Jardim Rodolfo Pirani.

Por fim, a PM informou que a ocorrência foi conduzida para o 56º DP (Vila Alpina), onde foi confirmada a prisão por tráfico de entorpecentes e direção de veículo sem permissão.

No distrito, segundo o registro oficial, o suspeito (um rapaz de 18 anos) preferiu ficar em silêncio e manifestar-se apenas e juízo. Informalmente, ainda segundo o registro, ele afirmou que receberia cerca de R$ 150 para transportar o entorpecente.

“A Polícia Militar repudia a forma como o detido foi conduzido, que afronta todos os protocolos da instituição, e reafirma o seu compromisso de proteger as pessoas, combater o crime e fazer cumprir as leis, sendo implacável contra pontuais desvios de conduta”, finaliza a nota da corporação paulista.

O ouvidor da Polícia, Elizeu Soares Lopes, disse que solicitou uma investigação por parte da Corregedoria da PM e disse que a Ouvidoria vai acompanhar o caso.

Para ele, as imagens são “estarrecedoras” e lembram expedientes adotados no tempo da escravidão.

“Não me vem outra imagem na minha cabeça a não ser essa. É um escárnio. A sociedade não pode tolerar um episódio desses, que fere todos os protocolos da PM e atenta ferozmente contra a dignidade da pessoa humana. Ali é uma atitude deliberada para degradar a imagem da pessoa. Submeter o cidadão a uma humilhação plena.”

Rio Claro tem sete pessoas internadas com Covid-19

Rio Claro registrou seis novos casos de Covid nas últimas 24 horas, conforme boletim divulgado nesta quarta-feira (1º) pela Fundação Municipal de Saúde. O total de casos nesta pandemia é de 19.567, sendo que 18.970 pessoas estão recuperadas.

O índice de ocupação de leitos é de 8%, com sete pacientes hospitalizados nas redes de saúde pública e privada. São três internados em enfermaria e quatro em UTI. Há 11 pessoas infectadas pelo coronavírus em isolamento domiciliar com sintomas leves ou sem sintomas de Covid.

A Fundação Municipal de Saúde alerta a população para a importância da vacinação e para que mantenha os cuidados preventivos, com uso de máscara, distanciamento social e higienização frequente das mãos.

Vacinação contra a Covid acontece apenas na Unimed nesta quinta (2)

Quem precisar tomar uma das três doses contra a Covid nesta quinta-feira (2) deve procurar o posto de vacinação da Unimed (Rua 12). O atendimento é das 7h30 às 12h30.

O Centro Cultural não terá vacinação nesta quinta e sexta-feira, quando será realizada a mudança necessária para que a vacinação contra a Covid volte a ser feita nas unidades básicas de saúde. A partir de segunda-feira (6) a aplicação das doses contra a Covid será realizada nas UBS do Cervezão, Vila Cristina, Wenzel e Avenida 29. Com isso, a vacinação no Centro Cultural é encerrada nesta quarta-feira.

Na Unimed nesta quinta-feira (2) a primeira dose continua para maiores de 12 anos, inclusive gestantes e puérperas. As segundas doses serão para quem foi vacinado com Pfizer ou Coronavac até 11 de novembro ou com a Astrazeneca até 4 de novembro.

As pessoas que tomaram a Janssen há pelo menos dois meses também devem comparecer ao posto de vacinação. Essas pessoas serão vacinadas com dose da Pfizer.

A dose de reforço é aplicada em quem tem 18 anos ou mais e tomou a segunda dose de qualquer laboratório há no mínimo cinco meses, ou seja, em julho.

Todos que forem se vacinar devem levar RG, CPF e comprovante de residência em Rio Claro. No caso de segundas e terceiras doses também é necessário o comprovante de vacinação com as doses anteriores.Área de anexos

Estudante é estuprada no rodeio de Jaguariúna e denuncia caso nas redes sociais

Franciane Andrade, de 23 anos, é estudante de medicina, influenciadora, e mais uma vítima de estupro no Brasil. Em uma sequência de storys no Instagram, a jovem denunciou o abuso sofrido e relatou a situação pela qual passou.

No desabafo feito pelas redes sociais, Franciane contou que descobriu ter sido dopada e estuprada no rodeio de Jaguariúna (SP), na noite do dia 27 de novembro.

A moça relatou que sentiu dores e procurou a ajuda de um médico. Após exames, foi constatada a violência sexual. “Não sabia que tinha sido violentada, comecei a sentir dor ontem, e hoje vim ao médico”, disse a jovem em um dos vídeos postados nesta terça-feira (30).

Franciane ainda contou que registrou Boletim de Ocorrência, realizou exames no IML de Mogi Guaçu, onde a estudante mora, e a Polícia confirmou que ela havia sido estuprada. Ainda segundo a jovem, a leitura dos exames não concluiu se ela foi violentada por um, dois ou três homens.

A estudante afirma que estava bebendo com amigos na festa realizada no último sábado, mas que só se lembra da noite até certo momento.

A Delegacia da Mulher de Mogi Guaçu registrou o caso e já deu início às investigações, que foram encaminhadas para o município de Jaguariúna, onde o fato aconteceu. O crime investigado é o de estupro de vulnerável, quando a vítima não tem condições de apresentar resistência.

Em nota, a organização do rodeio de Jaguariúna se pronunciou sobre o caso. Confira o pronunciamento na íntegra:

“A organização do Jaguariúna Rodeo Festival informa que está em contato com a jovem Franciane Andrade e sua família desde ontem por volta de 18:30 para prestar todo o suporte necessário neste momento difícil assim que soube do ocorrido, por meio das redes sociais.

Toda a operação do evento neste momento está voltada para o esclarecimento do episódio relatado por Franciane e para a busca de elementos que ajudem as autoridades policiais a encontrarem os responsáveis pelo ocorrido.

O departamento jurídico do JRF e as autoridades competentes realizam uma operação de busca nos registros de imagem de todas as 53 câmeras espalhadas pelo recinto para que se possa reconstituir o episódio e identificar os culpados.

O evento esclarece ainda que possui um efetivo de mais de 400 seguranças treinados e com registro na Polícia Federal para preservar a integridade dos clientes.

O JRF lamenta profundamente o ocorrido e presta solidariedade à Franciane, amigos e familiares. A organização reafirma seu compromisso com o bem-estar do público e repudia qualquer forma de abuso e discriminação, dentro ou fora dos eventos que realiza”.

Confira o relato completo de Franciane em nosso canal do YouTube.

Dona de casa acha feto congelado há quase um ano ao limpar a geladeira em BH

Folhapress

Uma dona de casa encontrou o corpo de um feto congelado em um saco plástico há quase um ano ao fazer uma limpeza na geladeira de sua residência, no bairro bairro Flávio Marques Lisboa, em Belo Horizonte.

Segundo a Polícia Militar, a mulher de 56 anos recebeu em outubro do ano passado um saco de uma conhecida identificada como Grazi, que prestava alguns serviços de casa para ela. Na ocasião, Grazi pediu que a dona de casa guardasse um saco plástico preto com carne, pois ela não tinha geladeira em casa.

A dona de casa relatou que ficou com o saco e o colocou no freezer. Com o passar do tempo, ela passou a indagar Grazi, via mensagens de WhatsApp, sobre quando ela buscaria o pacote. A mulher dizia que iria retirá-lo, mas nunca aparecia.

Na noite desta terça, a dona de casa foi surpreendida ao identificar o pé de um bebê dentro do saco. “Constatou-se tratar de um feto mesmo. A perícia foi acionada, e o perito relatou que não era possível identificar o sexo do feto, uma vez que este estava congelado”, diz o boletim de ocorrência.

A dona de casa informou os contatos da mulher identificada como Grazi e a descreveu como sendo “morena, um pouco acima do peso, com aproximadamente 1,60 de altura e de cabelos anelados e escuros”.

O corpo do bebê foi levado para o IML (Instituto Médico Legal) de Belo Horizonte onde passará por exames. O caso será investigado pela Polícia Civil.

Família encontra jovem desaparecido deste sexta-feira (26)

O jovem Wellington dos Santos Cardoso, de 19 anos, que estava desaparecido desde o dia 26 de novembro, sexta-feira, foi localizado na manhã desta quarta-feira (1), em uma cidade da região, segundo informações da família.

Wellington sofre de depressão e problemas mentais e saiu de casa na última sexta-feira, na região da Estrada do Sobrado, por volta das 9h20, sem camisa e trajando uma bermuda escura.

Em contato com o JC, a família informou que após busca-lo, todos os cuidados serão tomados referente à saúde do jovem. E também agradeceu o apoio de todos da comunidade em compartilhar informações e a notícia do desaparecimento de Wellington.

Reforma na Câmara de Rio Claro deve exonerar 19 assessores mas cria novos cargos

A Câmara Municipal também vai promover uma Reforma Administrativa, além da Prefeitura de Rio Claro. O Poder Legislativo vem sendo pressionado há vários meses pelo Ministério Público por conta dos apontamentos do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP), que notifica a desproporcionalidade quando comparada a quantidade de cargos comissionados com o quadro de pessoal efetivo na Casa.

Um projeto de lei complementar, de autoria da Mesa Diretora, deu entrada na segunda-feira (29) e altera a estrutura organizacional. A proposta reduz um assessor de cada gabinete dos 19 vereadores. Atualmente, cada parlamentar tem à disposição um chefe de gabinete e dois assessores parlamentares. Com a alteração, ficarão dois assessores legislativos níveis I e II. Os salários serão de R$ 9.311,89 e R$ 8.513,66, respectivamente. A Reforma oficializa o cargo de Ouvidor-Parlamentar, ocupado por vereador, sem salário a mais. Hoje é ocupado por Geraldo Voluntário (MDB).

A reorganização também indica os seguintes cargos: diretor-geral (1), diretor de comunicação (1) e assessor legislativo da presidência nível I (1), sendo todos com salários de R$ 9.311,89, e assessor legislativo da presidência nível II (1) com salário de R$ 8.513,66. Já a criação do chamado “gabinete de apoio legislativo” será formado com 11 novos cargos, dos quais 10% serão reservados para servidores de carreira e os demais de livre nomeação com salário de R$ 8.513,66 ou 30% sobre o salário com função gratificada (para concursados).

Diferente da Prefeitura, que aponta “preferencialmente” a necessidade de ensino superior obrigatório para os cargos em comissão, a Câmara Municipal está exigindo essa obrigatoriedade. Conforme o JC vem noticiando há meses, o problema envolvendo a quantidade de cargos comissionados na Casa ocorre há várias legislaturas e o TCE-SP vem notificando o fato, com reverberação dentro da Promotoria de Justiça.

Contra o tempo

Segundo informações, os vereadores deverão exonerar os 19 assessores até o próximo dia 20 de dezembro, quando se inicia o recesso

Júri da Kiss começa após nove anos com previsão de durar até 15 dias

Fernanda Canofre – Folhapress

Depois de quase nove anos de espera, e com previsão de durar de 10 a 15 dias, começou nesta quarta-feira (1º) o julgamento das quatro pessoas acusadas de terem sido responsáveis pelo incêndio na boate Kiss, que deixou 242 mortos e 636 vítimas.

Caberá a um júri formado por sete pessoas decidir se os quatro réus –os sócios da boate, Elissandro Spohr e Mauro Hoffmann, e os integrantes da banda Gurizada Fandangueira, Marcelo dos Santos e Luciano Leão– são culpados pelos crimes de homicídio e tentativa de homicídio por dolo eventual (quando a pessoa assume o risco de matar alguém com suas ações) pelo incêndio ocorrido na madrugada de 27 de janeiro de 2013 em Santa Maria, no interior do Rio Grande do Sul.

O TJ-RS (Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul) sorteou inicialmente os nomes de 150 jurados para compor o júri. Na manhã antes do início do julgamento, será feito o sorteio final deixando os sete do chamado Conselho de Sentença. O plenário começará à tarde.

O julgamento de uma das maiores tragédias do país foi transferido de Santa Maria para Porto Alegre a pedido de três dos réus. Eles argumentam que o clima na cidade poderia não garantir a imparcialidade do júri.

“O Tribunal de Justiça acolheu o pedido, porque identificou que o ambiente em Santa Maria e o envolvimento das pessoas falecidas com possíveis jurados era evidente. A gente baseou isso numa pesquisa realizada na época que mostrava que 70% da cidade tinha algum tipo de perda na tragédia e o tribunal acolheu”, explica o advogado Jader Marques, da defesa de Spohr.

À reportagem, seu cliente disse que está cansado, que toma remédio para dormir e que a chegada da data traz um misto de ansiedade e alívio. O advogado afirmou que, caso a denúncia fosse por homicídio culposo (quando o autor não tem a intenção de matar), já poderia ter ocorrido. Caso o crime tivesse sido classificado como culposo, o caso seria decidido por um juiz, não por um júri.

Tanto as defesas dos réus quanto o Ministério Público dizem ter interesse de ver o julgamento realizado o quanto antes.

“Esperamos ter um julgamento que inicie e termine. Provavelmente o maior julgamento em termos de tempo que tenhamos no Brasil, com maior número de vítimas que temos na história do país, porque não estamos falando apenas nos que morreram, mas nos que sobreviveram e trazem a marca da sua dor”, diz a promotora Lúcia Helena Callegari.

Segundo informações divulgadas pelo TJ-RS, o júri seguirá sem interrupção a partir do dia 1º de dezembro, incluindo aos fins de semana, com intervalos de uma hora para almoço e jantar, sem previsão de encerramento. Os primeiros ouvidos em plenário serão os sobreviventes –ao todo, 14 vítimas devem falar.

No final, quando estiverem prontos a votar, os jurados serão levados a uma sala privada, onde responderão a um questionário, depositado depois em uma urna. O voto individual será secreto e a maioria prevalece. No retorno ao plenário, o juiz anuncia o resultado e profere a sentença.

Inicialmente, os debates entre defesa e acusação estavam previstos para durarem 20 horas. Na semana passada, porém, o STJ (Superior Tribunal de Justiça) acatou o pedido da defesa de um dos réus, Hoffmann, e diminuiu para 9 horas.

Segundo o advogado Bruno Seligman de Menezes, que representa o réu, a decisão do juiz Orlando Faccini Neto, titular do 2º Juizado da 1ª Vara do Júri da Comarca de Porto Alegre, que estendeu o tempo de debate, poderia ser louvável, mas não tem previsão no Código de Processo Penal.

“Ele tem uma previsão específica sobre o que deve acontecer quando há mais de um réu, como é o caso, e nós entendemos que essa ampliação de tempo não agrega muito às partes e temos uma preocupação que é a exaustão dos debates”, explica ele.

“A defesa está preparada para o júri e está empenhada que ele termine, sem contratempos que o comprometam. Entendemos que, com 20 horas de debate, há chance grande de gerar alguma nulidade futura”, diz, citando inclusive a possibilidade de que algum jurado passe mal.

O número de réus, comparado aos indiciamentos encaminhados pela Polícia Civil ainda em 2013, tem sido alvo de questionamentos.

O primeiro inquérito, que apurou causas e consequências do incêndio, indiciou 16 pessoas, sendo 9 por homicídio. Durante o processo, porém, cinco desses nomes acabaram sendo retirados da lista, e até que restaram apenas os 4 réus atuais.

Além disso, outros nomes foram apontados por responsabilidades que deveriam ser investigadas em outros âmbitos, como a Justiça Militar. Um segundo inquérito, no ano seguinte, apurou a história da boate e apontou que sempre existiram problemas com alvarás, questões ambientais e outros pontos – neste, foram indiciadas 18 pessoas.

“Se eu fosse concluir o inquérito hoje, não mudaria uma vírgula dos indiciamentos. Continuo tendo convicção de que as pessoas que indiciamos eram responsáveis. Para mim, faltam pessoas no banco dos réus”, diz um dos delegados responsáveis, Sandro Luís Meinerz, citando outros funcionários e sócios da boate e dois bombeiros que fizeram vistoria no local.

“A nossa preocupação era apontar todas as responsabilidades, e demonstramos porque estávamos apontando cada uma delas”.

Os quatro réus chegaram a ficar presos por alguns meses, logo após a tragédia, mas depois foram libertados pela Justiça. Além deles, bombeiros foram condenados pela Justiça Militar estadual por irregularidades na documentação e na liberação de alvarás da boate. No ano passado, foi acolhido recurso pedindo a condenação de outro militar, absolvido anteriormente.

A AVTSM (Associação das Vítimas da Tragédia de Santa Maria) apresentou ainda uma denúncia por violação de direitos humanos à CIDH (Comissão Interamericana de Direitos Humanos), da OEA (Organização de Estados Americanos), em 2017 –este ano, uma comissão da Câmara dos Deputados pediu à presidência da comissão que dê prioridade ao caso.

“A gente apresentou a denúncia pedindo o reconhecimento de que o Estado brasileiro violou os direitos à vida, dos 242 jovens mortos, e à integridade dos familiares e dos 636 sobreviventes do massacre da boate Kiss”, explica a advogada Tâmara Biolo Soares.

“O Estado brasileiro, nas figuras da prefeitura de Santa Maria, dos órgãos públicos envolvidos, não houve nenhum processo judicial contra eles, diferentemente das pessoas físicas”, afirma a advogada. Uma condenação na CIDH teria caráter apenas simbólico, já que a entidade não tem poderes para impôr punições ao Brasil.

Durante os quase nove anos em busca de justiça pela tragédia, familiares de vítimas da Kiss acompanharam movimentações processuais das ações sobre o caso, chegaram a tentar pedir a federalização do caso e três deles foram processados por críticas a promotores.

Terceiro caso da variante ômicron no Brasil é confirmado em São Paulo

Folhapress

A Secretaria da Saúde de São Paulo confirmou nesta quarta-feira (1) o terceiro caso da variante ômicron da covid-19, potencialmente mais contagiosa, no estado e também no Brasil.

O caso é de um homem de 29 anos que, vindo da Etiópia, desembarcou no Aeroporto de Guarulhos (SP) no último sábado (27). Ao chegar em solo brasileiro, o passageiro foi testado e, em seguida, diagnosticado com a covid-19.

A identificação de que o homem estava infectado com a variante ômicron foi feita pelo Instituto Adolfo Lutz, ligado ao governo de São Paulo.

Ainda de acordo com a Secretaria da Saúde, o homem tomou as duas doses da vacina da Pfizer contra a covid-19 e está em “isolamento domiciliar”, em Guarulhos, desde que chegou ao Brasil, estando, até hoje, assintomático.

Jornal Cidade RC
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