Na foto postada nas redes sociais, Fernando e Laila Hebling. (Imagem: reprodução/internet)
O delegado Sydney Urbach de Araras informou nessa quarta-feira (22), que o outro motorista que se envolveu no acidente que vitimou o casal Hebling de Rio Claro está foragido. “A partir do inquérito policial que foi instaurado, o promotor entendeu que ele deve responder por dolo eventual, ao invés de homicídio culposo”, acrescentou.
A reportagem do Jornal Cidade conversou nessa quarta-feira com Lenita Hebling, mãe de Fernando Hebling que faleceu dias depois do acidente. Ela diz que a família ainda está muito fragilizada pela tragédia e, espera pela prisão do motorista. “Entramos com o processo, uma vez que foi comprovado a embriaguez do motorista através do exame do bafômetro”, disse.
Ela ainda lamenta pela impunidade nesse tipo de situação. “Se tem a lei e ela não é cumprida, não adianta nada. Motoristas alcoolizados devem ser punidos mais severamente pelos seus atos. Inclusive, está tramitando a lei que estipula prisão de quatro anos para esse tipo de crime”, completou.
O caso
No dia 21 de março Fernando Hebling não resistiu aos ferimentos do acidente que ocorreu no dia 7 daquele mês, na Rodovia Wilson Finardi (SP-191). A pista liga Rio Claro ao município de Araras. Fernando ocupava o o Ford Fiesta – um do carros envolvido no acidente – ao lado de sua esposa, Laila Hebling. Laila estava grávida de quatro meses e morreu no local da colisão.
O boletim de ocorrência da Polícia Rodoviária especificou que o motorista acusado – que teria provocado o acidente quando tentou ultrapassar um caminhão – passou pelo bafômetro e foi constatado a presença de álcool em seu organismo: 0,72 mg de álcool/por litro.
Integrantes do clube de apaixonados por carros antigos que seguem a preservar a memória
Sexta-feira, 10 de abril de 2015. Às 19h27 subo os seis degraus de acesso à sede do Antigo Auto Clube, local em que o presidente Bruno Atibaia Caceres Cortez – com quem havia agendado entrevista para as 19h30 – me recebe enquanto ainda espalha as cadeiras e as mesas de matéria plástica no átrio para o encontro dos associados que tem início às 20 horas. À frente, duas portas onde se lê ao centro “Fundado em 28-03-1988” produzem um efeito algo clássico algo contemporâneo no Castelinho da Praça Fausto Santomauro.
O interior do lugar, que desperta a curiosidade de dois entre cada três rio-clarenses que passam pela Rua 2, chama a atenção pelo cuidado dos detalhes e da decoração. Nas quatro paredes da sala de entrada, cartazes de antigos encontros (todos emoldurados) e uma enorme quantidade de revistas completam o cenário. “Preservamos uma coleção completa da Quatro Rodas desde a edição de número 1. O objetivo é que o associado tenha acesso aos detalhes quando quiser restaurar algum veículo”, explica o presidente.
De acordo com Bruno, o embrião do Antigo Auto Clube foi formado quando alguns apaixonados por carros antigos começaram a se reunir em suas próprias casas, ainda na segunda metade da década de 1980, com o intuito de debater o assunto comum a todos e, logo, das reuniões nasceram à instituição e a primeira exposição ocorrida em 1988. Já os encontros tiveram início em 1991 e a sede no castelinho – que abrigava a antiga bomba de abastecimento de água dos bairros Santana e adjacências – foi inaugurada em 5 de junho de 1993, depois de um acordo de comodato com a administração pública da época.
Proprietário de um Karmann Ghia ano 1971 de cor branca, Bruno relata que sua paixão por automóveis começou muito cedo. “Sempre gostei de carros é uma coisa de família e desde os catorze anos que frequento o clube”, lembra. Aos poucos, enquanto conversamos, em vota das mesas associados, colecionadores e amantes de automóveis antigos vão chegando e, com a ajuda dos colegas, o presidente segue revelando as histórias do clube rio-clarense que é autenticado e um dos únicos do Brasil com a permissão para emitir o Certificado de Originalidade (ou seja, a placa preta) por conta própria, sem influencia da Federação Brasileira de Veículos Antigos (FBVA).
Bruno enfatiza que a pessoa não precisa ter um carro antigo para participar, basta gostar e se interessar pelo assunto, pois o Antigo Auto Clube é uma entidade reconhecida como de Utilidade Pública, sem fins lucrativos “cujo objetivo é reunir entusiastas no intuito de preservar a memória do transporte. Os encontros semanais são um ambiente de troca de conhecimento sobre veículos”, acrescenta. Ao todo são 75 associados da Cidade Azul e de toda a região que comparecem aos encontros que acontecem, impreterivelmente, as terças e sextas-feiras, a partir das 20 horas.
O prestigio do Antigo Auto Clube é notório e, rotineiramente, os associados são convidados para encontros em todo o país, devido ao reconhecimento nacional alcançado durante os vinte e sete anos de existência, inclusive por colecionadores do quilate de Og Pozzoli, com quem o clube mantém um estreito contato. Ainda que seja o primeiro ano de Bruno na presidência, para o futuro, anuncia além da reforma na sede – que deve começar no início do segundo semestre – o tradicional Encontro de Automóveis Antigos, que acontece no dia 24 de junho (aniversário da Cidade Azul) pela décima primeira vez no Colégio Claretiano de Rio Claro, e deve contar com aproximadamente quatrocentos veículos de toda a região.
Os interessados em participar tanto dos encontros quanto das reuniões biebdomadárias podem comparecer ao Antigo Auto Clube de Rio Claro, no cruzamento da Rua 2 com Avenida Rio Claro, entre as avenidas 26 e 28, “que será muito bem recebido por todos os membros do grupo”, finaliza o presidente. Depois de uma aula sobre automóveis, digo até breve a Bruno e aos demais, porém, não sem antes registrar o momento em uma fotografia dos integrantes do clube de apaixonados por carros, que seguem a preservar a memória e a construir uma nova e belíssima história que já somam quase três décadas.
A Comissão dos Direitos de Família da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de Rio Claro realiza nesta quinta-feira (23) a palestra “Nova lei da Guarda Compartilhada” que será proferida pelo Dr. Conrado Paulino da Rosa, especialista em Direito de Família e Sucessões.
O evento acontece às 19 horas na Casa da Advocacia e da Cidadania que fica na Avenida 7, número 466, Centro.
A atividade é aberta ao público. As inscrições podem ser feitas mediante a doação de um quilo de alimento não perecível no ato da inscrição.
O palestrante irá falar sobre a Lei Federal nº 13.058, de 22 de dezembro de 2014, que determina a guarda compartilhada como regra no caso da separação dos pais. A lei altera o Código Civil (Lei 10.406/2002), que estabelecia guarda compartilhada apenas nos casos em que existiam boas relações entre os pais após o fim da união. Agora, esse tipo de decisão se estende a casos de separações conflituosas.
O advogado Conrado Paulino da Rosa explica que a guarda compartilhada é diferente da guarda alternada, que consiste na divisão de tempo para cada um dos pais que decidem de forma isolada a questão do dia a dia da vida dos filhos. No compartilhamento de guarda, ambos os genitores têm direitos e responsabilidades iguais, independentemente de quem seja o guardião legal.
Mais informações podem ser obtidas pelos telefones (19) 3534-0414 e (19) 3534-4716 ou pelo e-mail [email protected].
Sobre o palestrante
Advogado; Mediador de Conflitos; Mestre em Direito pela Universidade de Santa Cruz (UNISC), com defesa de tese realizada na Universitá Degli Studi di Napoli Federico II, Itália; Professor do Centro Universitário Ritter dos Reis (UNIRITTER) e da FADERGS Laureate International Universities, em Porto Alegre (RS); Professor convidado da Maestria Latinoamericana Europea em Mediación y Negociacón, Asoc. Civil Programa de Estudios de Postgrado-Institute Universitaire Kurt Bösh (APEP – IUKB), Buenos Aires – Argentina; Membro da Comissão Especial de Mediação e Práticas Restaurativas da OAB-RS e Autor de obras jurídicas sobre mediação e direito de família.
As aulas acontecem às segundas e quartas-feiras das 17 as 18 horas
A Secretaria Municipal de Esportes deu início, em março, a um projeto que oferece gratuitamente aulas de zumba para os moradores de Rio Claro. As aulas são ofertadas em três locais diferentes da cidade, todos preparados para receber os alunos: Ginásio da Lagoa Seca, no Cervezão; Centro de Artes e Esportes Unificado (CEU), no bairro Mãe Preta; e Ginásio de Esportes Felipe Karan, no bairro do Estádio.
No novo ginásio da Lagoa Seca, no bairro Cervezão, mais de 50 mulheres já participam das aulas com a professora Amanda Cais. “Nós só pedimos para as alunas evitarem o uso de jeans nas aulas, optando por calçar um tênis e vestir roupas de malha, bem confortáveis”, diz a professora Amanda.
A aluna Ana Paula Gomes dos Santos, 42 anos, nunca gostou muito de atividades físicas, mas conta que agora não perde uma aula de zumba. “Eu era muito sedentária e essa é uma ótima opção para mim, já que fica perto de casa e as aulas são gratuitas, pois não teríamos condições de pagar”, comenta.
As aulas acontecem às segundas e quartas-feiras das 17 as 18 horas. Simultaneamente, acontece a aula no Centro de Esportes e Artes do Mãe Preta, onde 50 mulheres também já aderiram à zumba.
“Sempre gostei muito de esportes, mas essa é uma oportunidade incrível. Agora, vou para minha casa muito relaxada”, diz, após a aula, a aluna Ana Maria Francisco, 51 anos.
Nos mesmos dias, das 19 às 20 horas, são ministradas as aulas de zumba no Ginásio de Esportes Felipe Karan. A quadra revela muita animação e força de vontade dos participantes. Como a zumba é um atividade para todas as idades, homens e mulheres, o limite físico de cada um é respeitado. “O objetivo principal é que todos tenham acesso ao esporte, a uma atividade física”, diz o secretário de Esportes de Rio Claro, Reginaldo Breda.
“Esta é uma atividade física diferente, tem dança e muita diversão, o que tem chamado a atenção e atraído tantas pessoas”, diz a professora Priscila Micotti. O projeto é totalmente gratuito e para se inscrever basta comparecer a qualquer dos três locais das aulas e já começar a malhar.
O Posto de Atendimento ao Trabalhador está oferecendo oportunidade para caseiro, fonoaudiólogo, mãe social e outras novas vagas de emprego disponíveis. O levantamento é do dia 22 de abril e está sujeito a alteração.
Para mais informações destas e demais vagas, comparecer ao PAT (Av. 3, 536, Centro) com carteira de trabalho, RG, CPF e número do PIS Ativo. Essas são algumas vagas que constam no sistema ‘mais emprego’:
Na foto postada nas redes sociais, Fernando e Laila Hebling. O casal havia se casado há pouco tempo. (Imagem: reprodução/internet)
O caso de acidente envolvendo o casal Laila e Fernando Hebling em março deste ano, na rodovia Wilson Finardi, que liga Rio Claro a Araras, tem um novo rumo.
O agente penitenciário que dirigia o carro que teria provocado o acidente que matou o casal, segundo a Polícia Civil, teve a prisão preventiva decretada na última segunda-feira (20), véspera de feriado.
Esse motorista havia passado no teste do bafômetro realizado no dia do ocorrido e foi comprovado que estava alcoolizado.
Laila, que tinha 29 anos, estava grávida de quatro meses e foi encaminhada em estado grave à Santa Casa de Araras, mas não resistiu aos ferimentos e acabou morrendo.
Fernando, seu marido, tinha 27 anos e ficou internado por alguns dias. O rapaz também não resistiu aos ferimentos e faleceu.
QUESTIONAMENTO
As famílias do casal, no início do mês de abril, havia questionado o rumo que as investigações policiais estavam tomando.
Para os familiares, o motorista teria que ser responsabilizado pela prática de homicídio com dolo eventual, já que ingeriu bebida alcoólica e depois resolveu dirigir seu carro pela rodovia.
De acordo com a Polícia Militar Rodoviária, o homem, ao ultrapassar um caminhão bateu de frente contra o veículo onde viajavam Fernando e Laila Hebling.
Mais detalhes e a matéria na íntegra você confere na edição do JC desta quinta-feira (23).
Suellen Karine apresentou-se no Sesi Rio Claro em 2014 (Foto: divulgação)
O Sesi Rio Claro recebe inscrições a partir desta quarta-feira (22) para o Edital Local de Chamamento 2015 – Projetos Culturais.
Serão selecionadas propostas nas áreas de Música e Artes Cênicas (teatro, teatro-dança, dança, circo-teatro, performances e teatro de bonecos e formas animadas). O edital completo e a ficha de inscrição estão disponíveis em www.sesisp.org.br/rioclaro. As inscrições se encerram em 30 de maio.
O envio de projetos deve ser realizado obrigatoriamente pelos Correios para Sesi-SP – Serviço Social da Indústria Centro de Atividades do Sesi Rio Claro na Avenida M-29, 441 – Jardim Floridiana – Rio Claro – CEP:13505-007.
Após empate na final, AE Pisos Nice comemora o título conquistado na tarde do último domingo (19), na Lagoa Seca (Foto: Liga Municipal de Futebol)
No último domingo (19), foi realizado o Torneio Início, com a participação de 20, dos 22 times que disputarão o Campeonato Amador.
Depois de quatro jogos disputados, a AE Pisos Nice consagrou-se campeã da competição que também serve como preparativo das equipes para a série Ouro, que começa no próximo domingo (26), ao derrotar o atual campeão do Amadorzão, o CA Juventus, pelo número de escanteios conquistados (2 a 1), após empate em 0 a 0 no tempo regulamentar.
Todos os jogos foram disputados em dois tempos de 15 minutos e o perdedor era eliminado e os campeões dos grupos avançavam às semifinais. Quando os jogos terminavam empatados, havia os critérios: maior número de escanteios conquistados, menos cartões amarelos e vermelhos recebidos e caso a igualdade permanecesse, haveria disputa de pênaltis, sendo três cobranças alternadas, com um único batedor por equipe.
OS JOGOS
No Grupo A, disputado no campo do Vasco, o Botafogo FC perdeu por 2 a 0 para o CA Juventus e o CSA/Ajapi Tranenge derrotou o Juventude FC por 3 a 2 nos pênaltis, após empate em 0 a 0 no tempo regulamentar. Na final da chave, o time grená venceu o time de Ajapi por 2 a 0.
Pelo Grupo B, no distrital Panorama, o América FC perdeu por 1 a 0 para o São Paulinho FC, o EC Panorama/Belmare venceu o UPU FC por 2 a 0 e o Independência FC foi derrotado pela AA Santana por 3 a 2. Depois, o São Paulinho venceu o Panorama/Belmare por 2 a 0 e a AA Santana por 3 a 0, sendo campeão da chave.
No Grupo C, no distrital IX de Julho, os donos da casa perderam para a AE Pisos Nice por 2 a 0. EC Novo Wenzel e EC Vasco da Gama empataram em 0 a 0 e o Vasco foi o vencedor pelo primeiro critério de desempate: número de escanteios conquistados, 8 contra 1 e depois, o time do Pisos Nice, após o empate em 0 a 0, foi o campeão da chave ao superar o Vasco também no número de escanteios conquistados: 5 contra 2.
E pelo Grupo D, no distrital Paulistão, o Unidos EC perdeu para o Inter Mãe Preta FC por 2 a 0, o EC Paulistão ganhou de 1 a 0 do Unidos da Vila FC e o Minativa FC perdeu por 1 a 0 para a AE Boa Vista. Depois, Inter Mãe Preta FC e EC Paulistão ficaram no 0 a 0 e o Inter passou por escanteios conquistados: 4 a 1 e no último jogo da chave, venceu o time do Boa Vista por 3 a 0.
As finais foram no período da tarde, na Lagoa Seca e na semifinal, o CA Juventus venceu o Inter Mãe Preta por 2 a 0 e, depois do 0 a 0, o Pisos Nice derrotou o São Paulinho FC nos escanteios conquistados: 4 a 2. Na decisão, novo empate em 0 a 0, e a AE Pisos Nice consagrou-se campeã pelos escanteios obtidos em 2 a 1.
Nesta quarta-feira (22), logo após o feriado, acontece o quarto encontro do programa JC na Escola de 2015. Com o tema “Colunismo e opinião”, a atividade contará com a participação do jornalista do Grupo JC de Comunicação, Favari Filho, além da orientação do coordenador pedagógico do programa, o professor Jaime Leitão.
Dentre os assuntos programados estão as noções sobre editorial, colunismo, opinião pessoal, opinião do leitor, crônicas, fontes, veracidade e sigilo.
Segundo Leitão, a crônica é um gênero que contribui para soltar a imaginação e as ideias. “A crônica parte geralmente de uma observação de um fato corriqueiro do cotidiano e utiliza muitas vezes o humor e uma linguagem poética, a partir do foco de quem escreve”, comenta Jaime.
Favari Filho, que participa das atividades, é graduado em Letras e mestre em Divulgação Científica e Cultural pela Unicamp. Atuou como professor na rede pública de ensino e também na Fundação Casa; como jornalista trabalha na imprensa rio-clarense há dez anos.
Vale lembrar que este ano o curso do JC na Escola tem novidades: os encontros são quinzenais, sempre às quartas-feiras das 8 às 11 horas. E que a programação termina mais cedo, são apenas quatro meses de atividades. O último encontro será no dia 10 de junho.
O programa tem apoio da Odebrecht Ambiental, Tigre, Elektro e das prefeituras de Rio Claro e de Santa Gertrudes.
As vereadoras Gislaine Sitolin e Isaura Salles Bortolin e o secretário de governo, Luis Mancini estiveram em São Paulo
No último dia 8, as vereadoras de Corumbataí Gislaine Sitolin e Isaura Salles Bortolin, acompanhadas do secretário de governo e planejamento, Luis Mancini, estiveram em audiência com o deputado estadual Orlando Morando na Assembleia Legislativa do Estado a fim de reivindicar melhorias para o município.
No encontro as vereadoras fizeram reivindicações para diversas áreas, tendo obtido do parlamentar a promessa de liberação de R$ 130 mil. O recurso será destinado à aquisição de uma van para transporte de pacientes da saúde. “Ele nos ofereceu 130 mil reais para serem utilizados em várias áreas, mas optamos pela saúde, já que a atual van encontra-se com problemas e sabemos da necessidade desse transporte prioritário para as pessoas”, argumentou Gislaine.
A coordenação do combate à dengue da Fundação Municipal de Saúde de Rio Claro (FMS) confirmou a participação do Tiro de Guerra a partir de quarta-feira (22) em auxílio aos agentes de saúde.
O trabalho com os soldados deve ter início a partir das 8h30, na Vila Indaiá. O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) da Fundação Municipal de Saúde apresentou aula preparatória a todos os atiradores com informações sobre a dengue e o mosquito transmissor. Os jovens também receberam orientações sobre a conscientização que deve ser feita nas visitações de casa em casa e no contato com os munícipes nas ruas
O Tiro de Guerra foi umas das instituições solicitadas pelo prefeito Du Altimari, na luta contra o mosquito Aedes aegpyti, que, segundo informou a Vigilância Epidemiológica na última sexta-feira (17), somam o total de 11.830 casos confirmados e três registros de óbitos em 2015, todos idosos com doenças pré-existentes.
A VE ressalta a importância de cuidados com as pessoas de idade avançada que apresentam doenças crônicas, pois são fatores de risco e evolução para a forma de dengue grave gerando a necessidade de cuidados adicionais nestes grupos de indivíduos.
Chanceler Raul Fernandes – uma escola para nunca esquecer
Levantamento realizado pela reportagem do Jornal Regional revela que a fundação do Chanceler ocorreu em 1963, quando implantado o Ginásio Vocacional Chanceler Raul Fernandes de Rio Claro, que fazia parte de um projeto novo de educação e que contemplou, além da Cidade Azul, os municípios de São Paulo, Americana, Batatais, Barretos e São Caetano do Sul. Atualmente, existe uma razoável literatura sobre o ensino vocacional, além de frequentes encontros organizados por ex-alunos no intuito de preservar a memória do método de educação que durou até o ano de 1969 no Brasil.
Entretanto, o Chanceler continuou a ser uma grande escola, tanto em dimensão quanto na forma de ensino e, duas décadas depois, a EEPG Chanceler Raul Fernandes viveu um momento áureo com os famosos vestibulinhos, cursos técnicos e uma infinidade de alunos, que acompanharam a transformação mundial impulsionada pela ciência e tecnologia – ocorrida a partir dos anos 1980 – nos corredores e salas dos antigos laboratórios do colégio. Para relembrar um pouco o momento conversamos com o professor licenciado em História, Geografia e Pedagogia, Mario Aparecido Beinotti, que contribuiu durante quase uma década para a biografia do Chanceler.
Mario Beinotti atuava como professor efetivo na cidade de Limeira, no período de 1983 a 1986, quando foi convidado para assumir o cargo de vice-diretor do Chanceler. O até então educador apaixonado pela profissão ponderou sobre a proposta e aceitou exercer o novo ofício, para o qual dedicou o mesmo e inerente domínio pedagógico. “Cheguei ao Chanceler por transferência no ano de 1987 e fiquei como vice-diretor até 1989, quando assumi a direção da escola”, recorda.
Naquele momento de efervescência, com o fim da bipolaridade mundial e a queda do muro de Berlim, as eleições de 1989 – primeira em que os brasileiros puderam escolher o presidente –, o impeachment de Collor, além da popularização do computador – que mudaria para sempre a vida de todo o mundo – a escola contava com dois mil e quinhentos alunos e funcionava durante os três períodos com oitenta e seis classes diárias de 1ª a 4ª, de 5ª a 8ª e o Inciso (atual Ensino Médio), além de uma classe de pré-escola no período da manhã. Isso tudo sem contar os cursos profissionalizantes de Técnico em Contabilidade, Edificações, Enfermagem, Nutrição e Dietética e Processamento de Dados.
Mario Aparecido Beinotti foi diretor do Chanceler de 1989 a 1993
Mário é parte dessa bonita história que se construiu entre aluno-professor-escola e guarda na memória momentos inesquecíveis da instituição de ensino que já carregou o epíteto de ser a maior da América Latina. “Até hoje não acredito ter sido diretor dessa escola, com todo esse número de alunos, classes e mais cento e cinquenta professores, além de quase vinte funcionários administrativos. Contudo, o que eu mais admirava eram a dedicação e orgulho dos professores e funcionários pela escola”, destaca.
Um fato marcante que aconteceu algumas vezes durante a administração do ex-diretor foram as greves de professores. Mario relata que quando ocorriam era um problema, pois ficava entre alunos e professores pensando em como diminuir os déficits de ambas as partes. “Era muito difícil contornar as greves de professores e depois tinham as reposições de aulas que adentrava durante o período de férias, era muito ruim para todo mundo”, pondera.
Em 1993, Mario deixou a direção da escola e, logo, os cursos profissionalizantes também deixaram de existir no Chanceler e o colégio foi diminuindo em espaço, porém nunca em qualidade, pois mais de cinquenta anos desde a sua fundação, dedicados professores e funcionários ainda seguem adiante com o intuito de formar cidadãos. Analisando a atual conjuntura da educação brasileira, Mário mantém um mea culpa e acredita que algumas mudanças foram para melhor, além de necessárias, contudo o assunto ainda precisa ser muito discutido para que se chegue à excelência.
Aos setenta anos de idade duas palavras definem Mario Beinotti: dedicação e trabalho. Depois de se aposentar, o ex-diretor continuou exercendo diversas funções relacionadas à educação e a pedagogia e, atualmente, desempenha com nobreza o cargo de Agente Pedagógico na Fundação Casa de Rio Claro, instituição em que está vinculado há quase uma década.