SHOUF SHOUF HABIBI! – Para assistir à sessão do filme holandês, que está prevista para começar às 20 horas, não será necessária a retirada de ingressos
Em continuidade à Mostra de Cinema Holandês, o Sesi Rio Claro realiza nesta quinta-feira (17), às 20 horas, sessão com o filme de comédia “Shouf Shouf Habibi!”. A classificação indicativa é de 12 anos. Não é necessária a retirada de ingressos. O Sesi fica na Avenida M-29, 441, Jardim Floridiana.
A trama do longa-metragem aborda a história de Abdullah, ou Ap, como é conhecido pela maioria das pessoas, que tem 20 anos e é holandês, filho de pais marroquinos. Ele não sabe o que fazer da vida, mas quer ser uma estrela árabe de Hollywood, em todos os filmes que os americanos certamente farão após o 11 de Setembro. O rapaz e seus amigos sonham com um futuro brilhante, cheio de riqueza e felicidade. No entanto, nenhum deles tem a menor perspectiva de uma carreira verdadeira. Na busca por uma direção, Ap passa por apuros e conflitos e vai parar no Marrocos. Alguns planos dão certo, outros nem tanto. O filme apresenta um fino senso de humor em um ritmo frenético sobre a segunda geração de imigrantes presos entre as tradições islâmicas e a mudança cultural.
A programação é fruto da parceria entre o Sesi e o Eye Film Institute Netherlands – o museu de cinema na Holanda –, o qual se dedica à preservação e difusão internacional do cinema neerlandês, e conta com o apoio do Consulado Geral do Reino dos Países Baixos e da Dutch Culture.
Rafael Soleira foi um dos destaques da vitória rio-clarense contra o Basquete Cearense, pela 12ª rodada da LDB, no Felipão
Atuando em casa, no ginásio Felipe Karam, o Rio Claro Basquete iniciou sua trajetória na terceira etapa da Liga de Desenvolvimento de Basquete (LDB) com vitória, na tarde de quarta-feira (16).
Com desempenho totalmente diferente na segunda etapa, a equipe rio-clarense superou o segundo quarto ruim, foi dominante nos dois últimos períodos e fechou a partida válida pela 12ª rodada, contra o atual campeão Basquete Cearense, com vitória pelo placar de 70 a 55 (25 a 28 no primeiro tempo).
Com as parciais 19 a 15, 6 a 13, 24 a 17 e 21 a 10, o grande protagonista da vitória do Rio Claro foi o ala/pivô Rafael Soleira. Um dos líderes da equipe rio-clarense, Soleira, que também integra o time Adulto em alguns jogos do Paulista, fechou a partida com 19 pontos e nove rebotes. O ala/armador Jackson, dono de 18 pontos, também se destacou no triunfo dos donos da casa. Pelo lado do Basquete Cearense, o armador André foi o maior pontuador, com 14 pontos.
“A vitória foi do time todo. Me sobressaí, mas sem meus companheiros eu não conseguiria ter uma atuação como essa. Jogar em casa é muito melhor. Teremos sempre uma torcida do nosso lado, noção dos espaços, a diferença do aro, como você tem que arremessar para a bola cair”, comentou Rafael Soleira ao site da Liga Nacional de Basquete (LNB).
Depois de vencer na estreia desta etapa, o RC Basquete, dono da campanha de oito vitórias em 12 jogos (66,6% de aproveitamento), vai enfrentar o líder Minas Tênis Clube, nesta quinta-feira (17), às 16h. Já o atual campeão Basquete Cearense, que possui campanha de seis vitórias em 12 jogos (50% de aproveitamento), encara o Limeira, às 14h.
“Perdemos dois jogadores fundamentais de última hora por lesão [Asmann e Tom], mas o nosso time vai se doar mais que 100% para suprir os desfalques e continuar em busca do nosso objetivo de chegar no grupo dos oito melhores colocados”, finalizou Soleira.
A LDB é um campeonato nacional de base organizado pela LNB, em parceria com o Ministério do Esporte e chancelado pela Confederação Brasileira de Basketball (CBB) e, segundo o técnico Leonardo Figueiró Alves, os custos de viagem, transporte e hospedagem das equipes são de responsabilidade da LNB. O time-sede é responsável pela manutenção do ginásio, além de fornecer infraestrutura para a realização dos jogos.
Foto mostra que um contêiner no bairro Bela Vista, próximo à Feena, está “superlotado”
Existem em todo o município cerca de 30 contêineres espalhados por vários bairros. Utilizados há cerca de um ano em Rio Claro, tem por objetivo, segundo o poder público, auxiliar moradores e comerciantes a não deixarem sacos de lixo doméstico nos canteiros centrais, o que é proibido.
Recentemente, um leitor entrou em contato com a redação do JC via WhatsApp da Redação (9.9942.4100) informando sobre um contêiner em frente a uma praça do bairro Bela Vista, nas imediações da Floresta Estadual Edmundo Navarro de Andrade (Feena) pela entrada do bairro. “Entrei em contato com a Sepladema que informou que a responsabilidade pela retirada da caçamba é da empresa que realiza a coleta de lixo. Enquanto nada acontece, a população do bairro convive com esse desleixo. Triste Rio Claro”, lamentou pela rede social do JC.
O mesmo problema foi denunciado no começo do ano em relação aos contêineres da Via Kennedy. Na época, a prefeitura explicou que, “mesmo com a retirada diária do material, como a demanda é grande, é natural que, em algum momento, haja sacos de lixo naqueles contêineres ou que os recipientes estejam cheios momentos antes da coleta”.
Consumidores podem conferir a exposição de novos produtos nas barracas da Rua 1
Durante muito tempo, alguns quiosques da Rua 1, próximo à antiga Estação Ferroviária, ficaram fechados e foram alvo de vandalismo. Agora, as barracas estão sendo ocupadas por novos artesãos, que aos poucos vão se instalando no local. Com isso não haverá quiosque fechado e a oferta de produtos se diversificou, um atrativo para atrair os consumidores.
A artesã Marly Oliveira é uma das antigas ocupantes dos quiosques. Ela diz estar contente com os novos colegas e espera que a ocupação de todas as barracas aumente o fluxo de pessoas no local. Marly destaca a diversificação de produtos como atrativo. Ela, que já enfrenou muitos problemas com furtos e vandalismo, conta que depois que as chaves foram trocadas não foram registrados novos incidentes.
Os novos artesãos comemoram a conquista de um espaço próprio para expor suas mercadorias. Cléria Rodrigues Santos chegou na segunda-feira (14). Ela está otimista com o negócio. A artesã espera que, com tempo e divulgação, o número de frequentadores cresça.
Flávia Carolina Pinto da Silva também está feliz por ter um bom espaço para trabalhar. Segundo ela, a expectativa é boa com relação às vendas. Opinião similar tem Maria de Fátima Perinotto, que comemora a conquista de um espaço para expor os artigos que produz.
Novidade nas barracas, o sapateiro Olímpio Bezerra da Silva atrai a atenção ao manter viva uma profissão que está em extinção. Em sua barraca, o cliente pode fazer consertos de sapatos em geral, masculinos e femininos, engraxar e comprar produtos. Além desses, há muitos outros produtos disponíveis.
O sorteio para ocupação dos quiosques aconteceu no último dia 9. Os 12 artesãos sorteados assinaram termo se comprometendo a produzir e vender trabalhos artesanais e não industrializados. “O artesão não pagará aluguel, conta de energia elétrica ou conta de água e esgoto. Em contrapartida deverá zelar pelas instalações e higiene de seu quiosque, além de manter um bom relacionamento com os demais artesãos, um dos princípios da Economia Solidária”, explica a Secretaria de Ação Social. O horário de funcionamento é de segunda a sexta-feira, das 9 às 17 horas. A abertura aos sábados é facultativa.
Corpo de Adilson Guimarães foi localizado, no último dia 11, em região de mata em Ipeúna
O delegado Luis Roberto Villela, que está conduzindo as investigações do latrocínio (roubo seguido de morte) que ocorreu em Ipeúna, informou que o último suspeito de ter praticado o crime foi preso nessa quarta-feira (16). “Ele voltou para casa dele e sua mãe ligou na delegacia, informando que ele queria se entregar”, detalha o delegado. Com isso, os três suspeitos de terem praticado o crime estão presos. “Foi decretada a prisão temporária do trio por trinta dias. O inquérito policial está em fase de conclusão. Na próxima semana, faremos a reconstituição do crime”, frisa Vilella. “Todos foram identificados e acabaram presos”, reforçou.
O terceiro suspeito que foi preso, assim como os demais, confessou o crime. Ele disse que atraiu Adilson Miranda Guimarães para o seu barraco, na Rua Joaquim Gomes Ferreira, ao lado da Creche Maria Luiza Zanone Prata. “Todos afirmam que mataram Adilson por conta de uma dívida de R$ 100”, diz o delegado Luis Roberto Villela.
Família – Na última terça-feira (15), a reportagem do JC fez contato com a família de Adilson. Sua irmã, Joseane Afonso de Souza, disse que a família almejava a prisão da terceira pessoa, que até então estava foragida. “Não é fácil digerir o que aconteceu. O que fizeram com ele foi muita crueldade”, disse Joseane.
O crime – Na madrugada do dia 1º de setembro, Adilson Miranda Guimarães, de 37 anos, foi vítima de latrocínio em Ipeúna. O crime aconteceu em um barraco localizado na Rua Joaquim Gomes Ferreira. O corpo de Adilson Miranda foi transportado até uma mata em uma carriola. Os suspeitos de cometer o crime e que estão presos têm 19 anos, 21 e 30 anos.
Dados estatísticos – Os dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP) que mostram os índices criminais dos municípios paulistas não contabilizam latrocínio em Ipeúna desde o ano de 2013. O portal disponibiliza os índices criminais das cidades do Estado a partir deste ano.
No TCE, os conselheiros analisaram contrato de R$ 1,3 mi destinado à compra de móveis escolares (Foto: Reprodução)
Em sessão plenária do dia 19 de agosto, o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo deu provimento parcial a recurso ordinário proposto pelo ex-secretário da Educação, Gunar Wilhelm Koelle, conseguindo, desta feita, o cancelamento da multa de 200 unidades fiscais do Estado de São Paulo, equivalente a R$ 4.028,00.
A apelação é referente à decisão do Tribunal que julgou irregulares a inexigibilidade de licitação e o contrato celebrado entre a Prefeitura de Rio Claro e a empresa Desk Imóveis, visando à “aquisição de conjuntos escolares confeccionados em resina de alto impacto e estante confeccionada em tubo de aço redondo”, no valor de R$ 1.307.899,00 em 2007. Pelos votos dos conselheiros Dimas Eduardo Ramalho, Antonio Roque Citadini, Edgard Camargo Rodrigues, Renato Martins Costa, Sidney Estanislau Beraldo e do auditor Samy Wurman, porém, foi mantido o restante da decisão de 2011.
Cabe lembrar que também em 2011 o ex-prefeito Nevoeiro Junior e o ex-secretário de Educação foram absolvidos na esfera cível do processo que apurava a compra destes móveis sem licitação. Proferida pela 3ª Vara Cível do Fórum de Rio Claro, a Justiça chegou à conclusão de que não houve enriquecimento ilícito nem prejuízo aos cofres públicos. “Tal situação se amolda perfeitamente ao caso dos autos, não se delineando no comportamento dos demandados desonestidade, abuso, fraude ou má-fé passíveis de punição”, dizia a decisão da juíza Cyntia Andraus Carretta.
Um ano antes, em 2010, a Justiça rejeitou a denúncia contra o ex-prefeito e o ex-secretário na esfera criminal. Um dos argumentos que levaram a essa decisão do juiz de não aceitar a denúncia tem como base que a dispensa da licitação para a compra desses mobiliários escolares foi feita dentro do que prevê a lei. A investigação realizada pela promotoria, nesse caso, partiu de representação encaminhada pelo então vereador e atual secretário de Cultura, Sérgio Desiderá (PT).
Alguns funcionários públicos da Cidade Azul têm reclamado que o pagamento do 13º salário, que a prefeitura costuma efetuar na data do aniversário da pessoa, não foi depositado na conta dos trabalhadores no mês de setembro, ainda que conste discriminada no holerite a quantia a ser recebida.
Prefeitura costuma efetuar o pagamento no mês de aniversário do funcionário, porém mesmo que conste do holerite ainda não foi depositado
Procurada pelo Jornal Cidade, a assessoria de imprensa da administração informou que a data-limite para ser paga a primeira parcela do 13º salário é o dia 20 de novembro e que, portanto, “a prefeitura está dentro do prazo”. Quanto aos servidores que receberiam a antecipação em setembro e que ainda não receberam mesmo constando do holerite, a prefeitura informa que o fato aconteceu “porque é a programação da prefeitura: efetuar os pagamentos neste mês”, acrescentou.
O JC ouviu também o presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal de Rio Claro, Tu Reginato, que disse estar a par da situação e informou que o sindicato conta com cinco advogados prontos a atender os associados. Para o sindicalista, o fato “é lamentável”; Reginato expôs ainda que o sindicato deve continuar “atento e incansável; continuaremos cobrando até que termine essa situação com o fim desse fatídico mandato”.
LEI
A lei que determina que o 13º salário do servidor deve ser antecipado no mês do seu aniversário é de autoria do ex-prefeito Nevoeiro Junior e foi sancionada no dia 24 de fevereiro de 2005.
A matéria diz: “Fica o Poder Executivo autorizado a efetuar o pagamento do abono previsto no artigo 1º da Lei Municipal nº 900, de 30 de dezembro de 1963, correspondente ao décimo terceiro salário, em duas parcelas da seguinte forma: a) uma parcela correspondente a 50% a ser paga obrigatoriamente no mês de aniversário do servidor; b) uma parcela correspondente a 50% a ser paga obrigatoriamente até o dia 20 de dezembro de cada ano”.
Para os servidores cuja data de aniversário seja referente aos meses de outubro, novembro e dezembro, a parcela “prevista no item “a” se dará nos meses de julho, agosto e setembro, respectivamente; o pagamento de parcela antes da data prevista no item “a” somente será permitido em caráter excepcional, mediante requerimento fundamentado e com a devida comprovação do alegado”.
Time oscilou, mas se recuperou no segundo tempo. Teichmann, com mais um duplo-duplo, foi um dos destaques
Foi no sufoco, mas o Rio Claro iniciou o playoff quartas de final com vitória. Jogando em casa, no ginásio Felipe Karam na noite da última quarta-feira (16), o time comandado pelo técnico Marcelo Tamião derrotou o Pinheiros, por 81 a 76 (43 a 44 no primeiro tempo).
Com as parciais 16 a 18, 27 a 26, 16 a 16 e 22 a 16, os cestinhas foram o armador Eric Tatu e o pivô Daniel Alemão, do Rio Claro Basquete, com 20 pontos e principais jogadores responsáveis pela melhora do time no jogo. Destaque também para o ala/pivô Teichmann, que mais uma vez anotou um duplo-duplo, com 13 pontos e 13 rebotes. Pelo Pinheiros, o ala/armador norte-americano Holloway foi o maior pontuador, com 18 tentos.
O JOGO RC começou mal, disperso na defesa e afoito no ataque, errando muitos passes, propiciando contra-ataques que o Pinheiros aproveitava, fechando dois pontos na frente dos donos da casa. No quarto seguinte, RC iniciou mais ligado e logo virou para 20 a 18, com enterrada de Teichmann que não só acordou o time, mas a torcida. Porém, o time seguia oscilando e quando melhorava, demonstrava ser mais time que o adversário e a diferença no intervalo ficou em apenas um ponto para o Pinheiros.
No terceiro quarto, o jogo seguiu equilibrado, mas Rio Claro começou a ficar mais consistente e o período terminou 59 a 60 para o Pinheiros. A reação aconteceu no quarto decisivo. Comandados por Tatu e Alemão, com respaldo de Teichmann, o time rio-clarense logo abriu cinco de diferença e na experiência, foi mantendo o resultado até o final.
“Playoff é assim. E quinta-feira tem mais. Bem ou mal, está um a zero para a gente e contamos com a torcida para vencer mais uma”, diz Tatu.
Jogo 2 será nesta quinta-feira (17), às 20h, novamente no Felipão, com transmissão da Excelsior JP News, 1410 kHz.
O museu fica na Avenida 2 com a Rua 7 e é tombado como patrimônio histórico
O prédio do Museu Histórico e Pedagógico Amador Bueno da Veiga, que passa por um processo detalhado de restauração, será equipado com um elevador que levará os visitantes até o segundo andar do edifício, seguindo preceito de acessibilidade que se exige de obras destinadas ao público.
Em visita ao local nesta quarta-feira, 16, acompanhado pela analista cultural da Secretaria Municipal de Cultura, Ilídia Faneco, e do diretor da empresa responsável pela obra, Antonio Sarasá, o prefeito Du Altimari destacou a importância daquele patrimônio histórico para a cultura rio-clarense. “A tristeza que tomou conta de todos nós, quando do episódio do incêndio deste museu, em 2010, converte-se agora em satisfação diante do excelente trabalho de restauração feito aqui”, avaliou. Segundo Altimari, “o elevador vai garantir que idosos e pessoas com deficiência circulem com segurança por todos os espaços do museu”. Os trabalhos de instalação do elevador deverão ser iniciados na próxima semana. Os equipamentos já estão no prédio.
Até recentemente, os serviços realizados no museu pela empresa Estúdio Sarasá, concentraram-se no tratamento dos caixilhos e batentes, colocação do forro interno e infraestrutura de iluminação. “Não é uma obra comum, tem suas peculiaridades, exige trabalho minucioso para preservar as características originais do prédio”, argumenta Sarasá.
O museu fica na Avenida 2 com a Rua 7 e é tombado como patrimônio histórico. A obra de restauração é acompanhada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que tem feito vistorias periódicas com o arquiteto Mauro Bondi.
O Corpo de Bombeiros informou que trata-se de um incêndio em área de cana-de-açúcar
Uma queimada que ocorre em uma área com cana-de-açúcar na tarde desta quarta-feira (16), chama a atenção dos moradores de Rio Claro. O motivo é a fumaça que pode ser avistada de diferentes pontos do município.
A reportagem do JC entrou em contato com o Corpo de Bombeiros de Rio Claro. A corporação informou que trata-se de um incêndio em área de cana-de-açúcar, na Rodovia Washington Luís (SP-310).
A assessoria da Prefeitura de Santa Gertrudes confirmou a informação repassada pelos Bombeiros e acrescentou dizendo que a queimada ocorre em uma área pertecente a uma usina, que está acompanhando a ocorrência
Prédio da instituição de ensino em Cleveland, no estado do Mississippi, em que foi assassinado o professor de História Ethan Schmidt
Um professor da Universidade Delta State, em Cleveland, no estado do Mississippi, foi morto na última segunda-feira (14). As suspeitas do assassinato de Ethan Schmidt, que lecionava História, incidem sobre outro educador do campus, o professor de geografia Shannon Lamb. O caso foi manchete em todos os jornais do mundo. O Jornal Cidade conversou com Brunno Freitas, que cursa Engenharia Civil na instituição de ensino americana desde agosto de 2014.
O rio-clarense que frequenta em Delta State o sophomore year – equivalente ao terceiro semestre no Brasil – discorreu sobre as horas de desespero e angústia vividas dentro da universidade. “A pior parte foi quando o incidente aconteceu e os alunos foram colocados em lockdown [em confinamento]; foram horas de tensão até que os policiais revistassem todos os prédios e liberassem os alunos classe por classe.”
O rio-clarense Brunno Freitas cursa Engenharia Civil na Delta State desde 2014 e estava no campus
Brunno revelou também que teve aulas com o professor Lamb, suspeito do homicídio, durante o primeiro semestre e nunca imaginou que pudesse ser capaz de algo do tipo. “Era uma pessoa sensata, mas, infelizmente, por algum motivo que ninguém sabe ainda, o professor surtou e fez tudo aquilo.” Para classificar a qualidade de ambos os professores, o universitário usa apenas uma palavra: “Gênios”.
Contudo, sobre o motivo o rio-clarense informou que ainda há informações desencontradas, mas que existem duas linhas de investigação. “O que falam é que pode ser crime passional ou uma disputa de uma oportunidade de cargo maior na universidade. É o que comentam por aqui até o momento.” Quanto ao clima vivido pelos alunos pós-tragédia, Brunno desabafou. “O clima aqui está bastante estranho, as aulas foram canceladas e a cidade está totalmente parada; muitos alunos chateados.”
O CASO
O professor assassinado tinha aproximadamente 50 anos e foi atingido por dois disparos quando trabalhava em seu escritório da universidade. A imprensa americana publicou fotos pessoais em que Schmidt é visto ao lado de Lamb e em um ambiente descontraído; também foi reportado que Schmidt incluiu Lamb na lista de agradecimentos em um de seus livros. Uma mulher de 41 anos também foi encontrada morta; seu nome é Amy Prentiss e vivia com Lamb.
A Universidade Delta State conta com aproximadamente três mil e quinhentos estudantes e está situada em Cleveland, próxima à divisa entre Mississippi e Arkansas. Assim que ocorreu o fatídico incidente, o campus foi completamente fechado e todas as aulas suspensas durante o restante do dia, bem como os planos de comemoração do 90º aniversário da instituição, que estava marcada para acontecer na terça-feira (15).
Ultimamente, as sessões da Câmara vêm contando com a presença massiva de manifestantes que, a cada semana, dividem espaço no terceiro andar do Paço Municipal. Além de um novo cartaz com uma nova reivindicação a cada reunião do Legislativo, há uma tentativa dos manifestantes de chamar a atenção dos políticos e da sociedade para alguns assuntos que acreditam ser determinantes para o bom convívio social. Para falar sobre o fenômeno que, ainda que não seja novidade na Cidade Azul, vem causando certo desconforto nos políticos locais, o Jornal Cidade entrevistou o presidente da Casa de Leis, João Zaine, que discorreu sobre os direitos e deveres dos espectadores.
As sessões têm contado com a presença massiva de cidadãos, que dividem o espaço do terceiro andar do Paço Municipal
Jornal Cidade – Como presidente da Câmara, o que o senhor acha das manifestações que vêm acontecendo na Câmara?
João Zaine – Primeiramente, gostaria de externar inicialmente que o Brasil lutou muito para viver no regime democrático. A caminhada até a Constituição de 1988 não foi fácil e a ditadura militar deixou marcas profundas na história. Entendo, como presidente, que as manifestações no Plenário com cartazes e faixas são válidas, apesar de defender que a presença do público não deveria ocorrer somente em situações polêmicas. Por outro lado, lamento o exagero que leva parte do público a desrespeitar o Parlamento. Vaias e gritos não são e nunca serão combustíveis para amadurecimento da democracia. A Câmara conta com Regimento Interno que deve ser seguido e respeitado. O Regimento não permite manifestações sonoras, em sessões, sejam ordinárias ou extraordinárias, como forma de preservar a ordem no momento das votações. A regra vale para os dois polos, pois proíbe vaias e aplausos. Como vereador e, agora, presidente da Câmara, tenho a obrigação de cumprir.
JC – Sabendo que não é apenas em Rio Claro que ocorrem, mas em todo o Brasil, como o senhor avalia os motivos das manifestações? Elas têm razão?
JZ – Aqui em Rio Claro as manifestações na Câmara tiveram início com a reação contrária de parte da comunidade à cobrança da Contribuição de Iluminação Pública [CIP]. No momento em que o País atravessa crise econômica e o desemprego aumenta, a criação da contribuição causa reação contrária não somente aqui, mas em vários municípios. Como vereador e presidente do Legislativo acompanho as demandas por troca de luminárias, expansão e modernização da rede. Como a Aneel passou a manutenção do sistema de iluminação pública para os municípios e, com a prefeitura em situação financeira muito difícil, o Executivo não teve outra alternativa a não ser enviar projeto para a Câmara, criando a Contribuição de Iluminação Pública. Sobre a utilização do dinheiro público na Câmara Municipal posso afirmar que a atual Mesa Diretora prioriza a economia. Em virtude deste momento de crise, estamos deixando de investir para melhorar as condições de trabalho e atendimento ao público no Legislativo para economizar. Com mais de oito meses de administração, podemos afirmar que a economia pretendida está no patamar satisfatório.
JC – Houve um tempo em que os integrantes e/ou simpatizantes de partidos, principalmente os da esquerda quando ainda havia algo de real na nomenclatura, se manifestavam de forma desabrida até que as regras se adequassem. Qual a diferença dos manifestantes de antes para os de agora?
JZ – Entendo que, independente da época e do partido, as manifestações sempre devem ocorrer de forma ordeira. No que diz respeito ao Legislativo, as falas no Plenário cabem apenas aos vereadores. A Câmara Municipal realiza audiências públicas e reuniões onde a comunidade pode debater os assuntos referentes à nossa cidade.
JC – Com relação ao regimento interno, quais os motivos de a população não poder se manifestar sem ser silenciosamente? Sempre foi assim? Se não, por que mudou?
JZ – O silêncio no Plenário contribui para que os parlamentares possam discutir e votar os projetos com clareza e também para o público presente e o que acompanha em casa através das transmissões de rádio e televisão. Volto a dizer, a utilização de faixas e cartazes é uma forma válida e eficaz para que a comunidade possa marcar posição contra um projeto ou uma lei. Quando a atual legislatura assumiu em janeiro de 2013, o Regimento Interno já estava em vigência.