Covid-19 derruba estoques dos Bancos de Sangue

Após o anúncio da primeira morte no Brasil em razão do novo coronavírus, autoridades de saúde do Governo do Estado de São Paulo aproveitaram a coletiva de imprensa para falar de um assunto e de um ato que tem sido deixado de lado pela população, mas que é de extrema importância: a doação de sangue.

“Eu preciso dar um informe, que preciso de muito apoio de vocês: os nossos bancos de sangue estão praticamente sem sangue. O banco de sangue que tem mais sangue, tem sangue hoje para praticamente uma semana. Isso é extremamente grave e importante no momento que virá pela frente. Então, por favor, que nós consigamos levar à população esta necessidade”, disse o coordenador do Centro de Contingenciamento para o Coronavírus em São Paulo, o médico David Uip.

Na oportunidade, o médico também citou o receio como um problema neste momento, mas explicou: “A grande questão é que o indivíduo não está doando sangue com medo do pegar coronavírus. E não é isso, se existe um lugar protegido é o banco de sangue”.

A reportagem do Jornal Cidade entrou em contato com o Banco de Sangue de Rio Claro, que fica na Santa Casa, e foi informada de que os reflexos ainda não chegaram ao município, mas que nem por isso a população deve deixar de fazer a sua doação.

Requisitos

Para doar é necessário estar em boas condições de saúde, alimentado, não ter ingerido bebidas alcoólicas nas 12 horas antes da doação e levar documento oficial com foto. Os homens podem doar até quatro vezes por ano, com intervalo mínimo de dois meses. Já as mulheres podem doar três vezes, com intervalo necessário de três meses, no mínimo. A idade varia entre 18 e 69 anos.

Rio Claro

O Banco de Sangue de Rio Claro atende a população às segundas, quartas e sextas-feiras no horário das 7h às 11h.

Coronavírus: total de mortes sobe para quatro no Brasil

A Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo confirmou na noite desta quarta-feira, 18, mais uma morte por coronavírus no Estado, elevando assim para quatro o total de óbitos pela doença no Estado e no País (somente São Paulo já registrou vítimas fatais).

A pasta também informou que, somente nas últimas 24 horas, foram confirmados 76 novos casos da doença no Estado. Com isso, passou para 240 o número de registros da covid-19 em território paulista.

De acordo com a secretaria, as três mortes confirmadas nesta quarta são de três homens idosos, com comorbidades e idades de 65, 81 e 85 anos. Todos foram atendidos em um hospital privado da capital. O paciente de 81 anos é morador do município de Jundiaí e os demais, de São Paulo.

O primeiro óbito do Estado foi confirmado nesta terça-feira, 17. O paciente também era homem, tinha 62 anos e sofria de diabetes e hipertensão.

Dos 240 casos confirmados em São Paulo, 214 foram registrados na cidade de São Paulo. São Caetano do Sul e Santo André têm 6 casos cada uma. São Bernardo registra 3 infecções. As seguintes cidades têm um caso cada uma: Osasco, Ferraz de Vasconcelos, Cotia, Barueri, Guarulhos, Mauá, Santana do Parnaíba, São José dos Campos, Campinas, São José do Rio Preto e Jaguariúna.

Com as confirmações nessas últimas quatro cidades, a secretaria registra pela primeira vez casos da doença em municípios do interior. O Estado de SP também registra 5.334 suspeitas de covid-19 em investigação.

Médico rio-clarense de áudio que “viralizou” afirma que não queria criar pânico

Um áudio atribuído a um médico rio-clarense falando a respeito do coronavírus, das perspectivas de casos da doença e da falta de estrutura da rede de saúde para atender os pacientes “viralizou’ nas redes sociais nesta quarta-feira (18).

Procurado pela reportagem do Grupo JC, o médico José Augusto Rizzardo declarou estar surpreso pela repercussão do áudio, e que enviou a mensagem num grupo de profissionais da Saúde, somente para que os amigos pudessem trocar informações.

“Inadvertidamente, porém, alguém acabou compartilhando o áudio. Em nenhum momento estou fazendo uma orientação oficial ou tentando criar pânico em relação à doença. Foi somente uma conversa num grupo, que não deveria ter sido compartilhada”.

Com porta-malas de carro cheio de pés de maconha, quatro são presos em Araras

Ramon Rossi

Quatro homens foram presos suspeitos de tráfico, associação e cultivo de maconha, em Araras, no começo da semana. A Polícia Militar foi quem abordou o veículo, que estava cheio de pés de maconha no porta-malas. 

Após questionamento, o motorista de aplicativo levou os policiais até uma chácara, na zona rural da cidade. No local, havia 22 quilos da droga. Segundo os PMs, o motorista informou que teria comprado os pés de maconha por R$ 1 mil.

Além do condutor, outras três pessoas que estavam na chácara foram presas e levadas à delegacia, onde aguardam audiência de custódia.

Sobe para 20 o número de casos suspeitos de coronavírus em RC

O número de casos suspeitos de infecção por coronavírus (Covid-19) subiu de 14 para 20 em Rio Claro. A informação foi divulgada na tarde desta quarta-feira (18) pela Secretaria Municipal de Saúde, que na terça-feira (17) divulgou boletim que indicava 14 casos suspeitos. Até o momento, Rio Claro teve 23 casos notificados como suspeitos de coronavírus. Três foram descartados e 20 estão em observação aguardando resultados de exames que irão apontar se houve ou não contágio pelo coronavírus. “Todos os pacientes estão com quadro sintomático leve e em isolamento domiciliar”, informa o secretário municipal de Saúde, Maurício Monteiro.

Na terça-feira (17) a prefeitura criou o Comitê Municipal de Enfrentamento da Pandemia de Infecção Humana pelo Novo Coronavírus (Covid-19) e anunciou uma série de medidas para prevenção e contenção da doença. O atendimento presencial em repartições públicas municipais foi suspenso para diminuir a circulação de pessoas, eventos culturais foram cancelados e as aulas na rede municipal pública de ensino estão sendo gradualmente suspensas até o fechamento temporário das escolas a partir de segunda-feira (23).

A orientação da Vigilância Epidemiológica de Rio Claro é que para a população adote como hábito as medidas preventivas, como lavar as mãos com frequência com água e sabão. Orientações sobre prevenção, transmissão e sintomas estão disponíveis no site da prefeitura (www.rioclaro.sp.gov.br), no link “Coronavírus: guia de prevenção”.

São Carlos tem primeiro caso de Coronavírus confirmado na região de Rio Claro

A Prefeitura de São Carlos registrou nesta quarta (18) o primeiro caso confirmado de Coronavírus no município. Esta foi a primeira confirmação da doença na região de Rio Claro.

De acordo com a Vigilância Epidemiológica de São Carlos, que confirmou o caso, o paciente é um homem de 35 anos, que passa bem e está em isolamento domiciliar. Ainda segundo o órgão, o rapaz não tem histórico recente de viagem ao exterior.

Além do caso confirmado, São Carlos contabiliza outros 25 casos suspeitos da doença, sendo que todos este pacientes estão em isolamento domiciliar. Outras quatro suspeitas foram descartadas.

Confira o Boletim oficial divulgado pela Prefeitura de São Carlos:

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Mais dois idosos morrem por coronavírus em hospital de São Paulo

MATHEUS MOREIRA
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)

A operadora de saúde para idosos, Prevent Senior, confirmou nesta quarta (18) mais duas mortes pelo novo coronavírus entre os seus pacientes.

Um dos pacientes tinha 65 anos e histórico de doenças associadas, o que agravou seu quadro clínico. O outro tinha 80 anos e não tinha histórico de doenças crônicas.

A Prevent Senior não informou mais detalhes sobre eles. Ambos estavam internados na UTI do Hospital Sancta Maggiore desde o dia 15 de março.

Com a confirmação, Brasil soma três mortos e 291 infectados.

Remédio japonês mostra ação em teste preliminar contra Coronavírus

REINALDO JOSÉ LOPES
SÃO CARLOS, SP (FOLHAPRESS) 

Testes preliminares feitos com um pequeno grupo de pacientes na China sugerem que um medicamento desenvolvido para combater outras doenças virais também poderia ter efeitos positivos contra a atual pandemia de Covid-19, informa a agência de notícias Reuters.

Trata-se do favipiravir, produzido comercialmente no Japão com o nome de Avigan. O fármaco ainda não tem registro na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), não podendo, portanto, ser vendido no Brasil. Hoje, ele é produzido apenas sob demanda no país onde foi desenvolvido.

Segundo Zhang Xinmin, funcionário do Ministério da Ciência e Tecnologia da China, cerca de 80 pacientes da região de Shenzhen que receberam o remédio tiveram melhora mais rápida de seus sintomas respiratórios e demoraram menos tempo para eliminar o vírus de seu organismo. De acordo com o Nikkei Asian Review, jornal japonês de língua inglesa, essas melhoras se deram após 4,6 dias (no caso da tosse) e quatro dias (no caso dos testes sobre a presença do material genético do vírus), contra uma média de seis e 11 dias dos pacientes que não tomaram o remédio.

Os dados disponíveis até o momento indicam que o favipiravir atrapalha o processo de cópia do RNA, molécula “prima” do DNA que serve de material genético para muitos vírus, como o novo coronavírus, ou Sars-CoV-2, e também os causadores da febre amarela, da gripe e do Ebola.

Ao impedir que esses vírus produzam novas cópias de seu genoma, a droga seria capaz de barrar a reprodução viral nas células humanas. Durante o surto de Ebola de 2014, que matou mais de 11 mil pessoas, o medicamento japonês chegou a ser testado contra o vírus da doença, mas mostrou efeitos positivos apenas em pacientes que tinham quantidade relativamente baixa do parasita em seu organismo. O governo do Japão considera que ele poderia ser uma linha de defesa possível contra novas variantes perigosas de vírus da gripe.

Os resultados ambíguos da droga no combate ao Ebola, bem como a dificuldade geral de produzir medicamentos antivirais altamente eficazes, sugerem que ainda é cedo para considerar remédios como o favipiravir uma opção viável para tratar a Covid-19. Além disso, é preciso considerar o risco de efeitos colaterais, ainda não detectados por não ter ocorrido uso em massa.

Apesar disso, as ações da Fujifilm, cujo braço farmacêutico fabrica a droga, subiram 15%. A empresa, porém, ressaltou que sua licença para produzir o medicamento na China expirou em 2019. Isso deve abrir espaço para que, caso necessário, os chineses produzam uma versão genérica do remédio.

Jornal Cidade RC
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