Bloqueios em São Paulo terão apenas corredores de ônibus liberados

(FOLHAPRESS)

A partir de amanhã, terça (5), São Paulo terá vias apenas com o corredor exclusivo de ônibus liberado para passagem de veículos. A informação foi dada na manhã desta segunda (4) pelo secretário de transportes municipal, Edson Caram, em entrevista ao programa SPTV, da Globo.
Segundo Caram, além dos ônibus e táxis, funcionários da área hospitalar (médicos, enfermeiros, administrativos, entre outros) poderão passar pelos bloqueios. Isso será possível através de um cadastro feito pelos próprios hospitais.
Não foi informado, no entanto, como outros trabalhadores considerados essenciais e pessoas que tenham compromissos, como consultas médicas, devem proceder para poder circular. O secretário e a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) afirmaram que isso, assim como a operacionalização dos novos bloqueios, serão comunicados ao longo do dia.
Segundo a CET, as intervenções de hoje não tiveram nenhuma intercorrência. Os dados da companhia registraram 21 km de lentidão e 11 km de congestionamento na cidade. Junto com a segunda-feira passada (27), foi o maior registro de lentidão na cidade pela manhã desde o começo da quarentena.
Os bloqueios foram feitos nesta segunda entre das 7h às 9h na avenida Moreira Guimarães com Miruna (zona sul); Santos Dumont com avenida do Estado (zona norte); Radial Leste com rua Pinhalzinho (zona leste); e Francisco Morato com rua Sapetuba (zona oeste).
Segundo a CET, não houve intercorrências em nenhum dos pontos bloqueados.

Ladrão que furtou caminhão em Rio Claro morreu em troca de tiros com a PM na Anhanguera

Uma ocorrência iniciada em Rio Claro com um furto de veículo terminou com a morte do acusado pelo crime na rodovia Anhanguera, em Araras. Na madrugada desta segunda-feira (04), um homem que ainda não teve a identidade revelada furtou um caminhão carregado com ração para aves que estava estacionado num posto de combustíveis na Avenida 80-A, no Jardim Village, em Rio Claro. O veículo era rastreado por uma empresa de segurança, que informou a Polícia Militar sobre o furto e passou a fornecer informações sobre a localização do caminhão Volvo 260, de cor branca, com placas de Rio Claro. Já na rodovia Anhanguera, na altura de Araras, o caminhão foi avistado por policiais do Batalhão da Policia Militar de Limeira. Segundo o setor de comunicação da PM de Limeira, “equipe de força tática se deparou com o caminhão pela rodovia Anhanguera sentido interior na qual foi dado ordem de parada que não foi obedecida pelo condutor, passando a acelerar o veículo, vindo a perder o controle e tombando na beira da rodovia”. Ainda segundo a PM, o homem saiu do veículo atirando contra os policiais, e acabou baleado na troca de tiros. O acusado não resistiu e morreu no local.

“Fake news”: foto de caixão sepultado sem corpo é de 2017

A imagem de um caixão sendo enterrado sem nenhum corpo, apenas com um saco plástico, que viralizou na internet nos últimos dias  com o objetivo de noticiar de que o número de mortes por Covid-19 está sendo elevado em Manaus é fake news. Na verdade, a foto é de 2017, em São Carlos, veiculada pela imprensa, na época, em uma reportagem para alertar sobre um golpe em que criminosos forjavam a morte de uma pessoa para receber valores de apólices de seguro de vida feita irregularmente, usando documentos dela.

A imagem foi utilizada em uma montagem, juntamente com uma  notícia falsa de que os caixões, em Manaus, estão sendo enterrados sem corpos dentro, para induzir que a população acredite que há menos mortos pelo coronavírus do que o anunciado pelas autoridades públicas.

O Estado do Amazonas é o quinto do Brasil com o maior número de pessoas infectadas. Além disso, já são 380 os óbitos registrados causados pela doença. A prefeitura de Manaus repudiou a informação de que caixões estejam sendo enterrados sem cadáveres dentro nos cemitérios públicos da cidade.

“O número de sepultamentos mais que triplicou nas últimas semanas, saindo de uma média diária de 30 (antes da pandemia) e já ultrapassando os 100 enterros”, informou.

Para frear notícias falsas, WhatsApp reduz em 70% reenvio de mensagens virais

(FOLHAPRESS) – Bombardeado por grupos que disseminam mensagens falsas em todo o mundo, o WhatsApp anunciou que houve redução em 70% do número de mensagens frequentemente encaminhadas.
No começo do mês, a empresa atualizou o aplicativo limitando o reenvio de conteúdos populares para um contato por vez. Antes, uma mensagem retransmitida diversas vezes podia ser repassada pelo usuário para até cinco pessoas ou grupos.
O objetivo, segundo o WhatsApp, é combater a desinformação e reforçar o caráter privado e pessoal da plataforma. Durante a pandemia do novo coronavírus, o aplicativo tem sido um dos principais canais de disseminação de notícias falsas.
Mais da metade das sugestões enviadas ao site do Comprova, coalizão que reúne 24 veículos de imprensa na checagem de conteúdos sobre coronavírus, são informações que circulam no WhatsApp. Nos últimos 30 dias, 58% das cerca de 6.000 mensagens recebidas eram do aplicativo de mensagem, de acordo com Sérgio Lüdke, editor do projeto.
“Os usuários se sentem mais confortáveis para falsificar informações nos aplicativos de mensagens porque são ferramentas que deixam pouco vestígio”, diz Lüdke. “No WhatsApp, uma pessoa que envia uma mensagem pode dizer que a recebeu de alguém, e isso causa pouco constrangimento”.
Nas redes sociais, o registro da data e do horário das publicações, bem como uma lista de contato mais ampla, deixa os usuários mais cautelosos quanto ao conteúdo publicado, segundo Lüdke.
Assim como no Brasil, outros países do mundo são inundados com notícias falsas. No Canadá, por exemplo, manifestações nas redes estimularam protesto na cidade de Vancouver neste mês. Manifestantes favoráveis a reabertura da economia afirmavam que o coronavírus não passa de “fake news”.
Manifestação parecida aconteceu no estado de Ohio, nos Estados Unidos, onde dezenas de pessoas protestaram em frente à sede do governo.
No Brasil, a pandemia do coronavírus reativou grupos militantes no WhatsApp e aumentou a produção das notícias falsas, segundo Fabrício Benevenuto, professor do Departamento de Ciência da Computação da UFMG e coordenador do sistema WhatsApp Monitor, que acompanha 720 grupos públicos no aplicativo.
As mensagens costumam ter o mesmo padrão: acusam os governadores de inflarem números, trazem relatos de pessoas que se passam por profissionais da saúde ou coveiros negando a gravidade da pandemia ou apelam para que as pessoas voltem a trabalhar. A produção de notícias falsas cresce em dias de grandes acontecimentos, como as demissões dos ex-ministros do governo Bolsonaro Sergio Moro e Luiz Henrique Mandetta, segundo Benevenuto.
A atualização do aplicativo, que limita o reenvio de mensagens populares, é uma boa iniciativa para frear a disseminação das notícias falsas, mas não o suficiente para barrá-las, segundo o professor de gestão de políticas públicas da USP e colunista da Folha Pablo Ortellado.
Segundo ele, a atualização não impede efetivamente uma pessoa com motivação política de disseminar as notícias falsas. Apesar de limitar o reenvio de mensagens para um contato por vez, não há número máximo para encaminhamento de conteúdos, e o usuário ainda pode enviá-los para quantas pessoas quiser.
Por isso, ele defende desabilitar as listas de transmissão -que hoje alcançam até 255 contatos- e diminuir o tamanho de grupos.
Ortellado afirma também ser necessário que apenas contatos possam incluir pessoas em grupos. Hoje esse recurso não é padrão e precisa ser alterado de forma manual. “A situação atual é urgente e exige mais rapidez”, afirma.
O professor da UFMG Fabrício Benevenuto também afirma ser fácil driblar o limite de reenvio de mensagens do WhatsApp. Se o usuário baixar um arquivo no seu aparelho e encaminhá-lo, por exemplo, o conteúdo deixa de ser considerado popular.
As chamadas mensagens encaminhadas com frequência são rotuladas no aplicativo com setas duplas. A sinalização indica que a mensagem não se originou de um contato próximo.
No início do mês, o WhatsApp, que pertence ao Facebook, afirmou ter observado aumento significativo na quantidade de encaminhamentos, o que pode “contribuir para a disseminação de informações erradas”.
Além de limitar o reenvio de mensagens, o WhatsApp afirma que lançou em parceria com a OMS (Organização Mundial da Saúde) um sistema gratuito para tirar dúvidas e informar sobre a evolução do novo coronavírus e os cuidados para conter a contaminação da doença.
A ferramenta chamada Alerta de Saúde responde a uma série de solicitações por meio de mensagens automáticas e funciona durante 24 horas. Para acessá-la, basta salvar o número +41 22 501 7735 na agenda de contatos do telefone e enviar qualquer palavra em uma mensagem no WhatsApp.
A empresa afirma também ter doado US$ 1 milhão (R$ 5,56 milhões) à IFCN (Rede Internacional de Checagem de Fatos) para expandir o número de organizações de averiguação que trabalham com a plataforma.

Moro entrega à PF íntegra de conversa em que Bolsonaro pressiona por troca na corporação

(FOLHAPRESS) – O ex-ministro da Justiça Sergio Moro entregou à Polícia Federal o histórico de conversas recentes com Jair Bolsonaro pelo WhatsApp, incluindo o diálogo em que o presidente pressiona pela saída de Maurício Valeixo da diretoria-geral da Polícia Federal.
No depoimento de sábado (2), Moro repassou ainda o conteúdo das conversas com a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP), aliada do presidente. Numa das mensagens já reveladas pelo ex-ministro, a parlamentar tenta interceder para que ele fique no governo em troca de uma nomeação ao STF.
Como exemplo das pressões que disse ter sofrido, Moro relatou no depoimento reuniões com Bolsonaro que contaram com a presença de outros ministros.
Após o depoimento, o ex-ministro teve que aguardar os peritos da Polícia Federal acessarem seu aparelho celular. O aparelho foi espelhado em um HD da PF, e Moro permitiu que os investigadores recuperassem mensagens antigas apagadas por ele, já que não teria arquivado todos os diálogos que teve com Bolsonaro desde o começo o governo.
No depoimento, o ex-ministro manteve as acusações contra o presidente a quem atribuiu uma tentativa de interferência em investigações conduzidas pela PF.
Na troca de mensagens pelo WhatsApp, o presidente cobra do ministro a mudança do comando da PF devido ao inquérito das fake news que corre no STF e que teria como alvo deputados bolsonaristas.
Todo o histórico de conversa entre ele e Bolsonaro foi copiado pelos investigadores que anexaram à investigação aberta pela PGR (Procuradoria Geral de República) para investigar se o presidente tentou ou não interferir em investigações da PF.
Parte da conversa foi apresentada por Moro ao Jornal Nacional, da TV Globo, no dia 24, logo após o presidente o chamar de mentiroso.
Na troca de mensagens, que a Folha também teve acesso, Bolsonaro lhe envia uma matéria do site O Antagonista intitulada “PF na cola de 10 a 12 deputados bolsonaristas”. Em seguida, o mandatário escreve: “Mais um motivo para a troca”, se referindo à sua intenção de tirar Valeixo do comando da corporação.
O inquérito citado pela reportagem do site foi aberto para apurar fake news e ameaças contra integrantes da corte.
DEPOIMENTO
Moro ficou por mais de oito horas na sede da Polícia Federal em Curitiba prestando depoimento e compartilhando o conteúdo do seu aparelho celular aos investigadores.
O ex-ministro estava acompanhado de um advogado e, segundo presentes, ficou calmo durante toda a oitiva, que foi interrompida por apenas uma vez para que eles pudessem ir ao banheiro.
As mensagens, segundo o ex-ministro, provam que ele não condicionou aceitar a troca na PF a uma futura indicação.
No sábado, o presidente Jair Bolsonaro usou as redes sociais para criticar o depoimento. O chefe do Executivo chamou Moro de “Judas”. Moro reagiu ao comentário do presidente no domingo. “Há lealdades maiores do que as pessoais”, disse o ex-juiz pelo Twitter.
De acordo com assessores próximos ao ex-ministro, Moro se disse aliviado com o depoimento. Ele afirmou ainda a aliados que não havia motivo para se preocupar porque todas as acusações feitas por ele foram precedidas de material probatório.
O depoimento é considerado um dos principais elementos do inquérito que pode levar à apresentação de denúncia contra ele mesmo ou contra o Bolsonaro.
A oitiva, que durou mais de sete horas, foi o primeiro passo da apuração iniciada após Moro pedir demissão do Ministério da Justiça e Segurança Pública, no último dia 24, com graves acusações ao chefe do Executivo.
A investigação foi aberta a pedido do procurador-geral da República, Augusto Aras, e autorizada pelo ministro Celso de Mello, do STF, relator do caso.
O objetivo é descobrir se as acusações são verdadeiras ou, então, se o ex-juiz da Lava Jato cometeu crimes ao mentir sobre Bolsonaro.
Na visão de Aras, oito delitos podem ter sido cometidos: falsidade ideológica, coação no curso do processo, advocacia administrativa, obstrução de Justiça, corrupção passiva privilegiada, prevaricação, denunciação caluniosa e crime contra a honra.
De acordo com interlocutores do PGR, Moro pode ser enquadrado nos três últimos e Bolsonaro, nos seis primeiros.
Nada impede, no entanto, que a investigação encontre outros crimes além desses e os denuncie por isso.
Depois de ouvir Moro, a PF deve realizar outras diligências para buscar mais provas e informações sobre o caso.
O procurador-geral pode fazer o mesmo, mas ele tem indicado a pessoas próximas que deixará os detalhes da apuração a cargo da polícia e decidirá ao final o oferecimento ou não da denúncia.
Depois deste sábado, os delegados que apuram os fatos podem entender, por exemplo, que é necessário colher o depoimento de Maurício Valeixo, diretor-geral da PF enquanto Moro era ministro e pivô da crise com Bolsonaro.
Isso porque, segundo o ex-juiz da Lava Jato, o chefe do Executivo queria retirá-lo do comando da corporação para colocar alguém da sua relação pessoal no cargo. A intenção seria dar acesso ao presidente a relatórios de inteligência e informações sobre investigações em curso, o que não é permitido pela legislação.
Além de Valeixo, a PF pode colher o depoimento outras pessoas mencionadas por Moro e também do próprio Bolsonaro. Nesse caso, porém, por se tratar do presidente da República, que tem foro privilegiado, seria necessária autorização do STF. E o chefe do Executivo poderia ajustar com o magistrado o horário e local adequado para isso.
Quando Michel Temer estava na Presidência e era investigado, por exemplo, o ministro Edson Fachin permitiu que ele prestasse o depoimento por escrito. No caso de Moro, o depoimento foi colhido pela delegada Christiane Correa Machado, chefe do Serviço de Inquéritos Especiais, grupo responsável por apurar os casos em curso no STF.
Além dela, Aras designou três procuradores da República para a oitiva: Herbert Mesquista, Antonio Morimoto e João Paulo Tavares.
A investigação, contudo, não tem uma data definida para acabar. O Código de Processo Penal até estabelece que os inquéritos têm de ser concluídos em 30 dias ou em 10 dias se envolver réu preso.
Esse prazo, no entanto, nunca é respeitado, inclusive nas investigações que correm perante o STF. O despacho do ministro Celso de Mello obrigando a PF a ouvir Moro em até 5 dias, e não em 60 dias, como havia determinado inicialmente, é um indicativo de que o magistrado quer acelerar as apurações. Não dá para afirmar, porém, até quando elas se estenderão.

Saque-aniversário para nascido em março e abril começa hoje

Agência Brasil

Os trabalhadores nascidos em março e abril que aderiram ao saque-aniversário do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) podem ter acesso ao dinheiro a partir de hoje (4). O valor estará disponível hoje ou 11 de maio, conforme a escolha do trabalhador.

Essa modalidade permite a retirada de parte do saldo de qualquer conta ativa ou inativa do fundo a cada ano, no mês de aniversário, em troca de não receber parte do que tem direito em caso de demissão sem justa causa.

pagamento é feito conforme cronograma por mês de nascimento. Os trabalhadores nascidos em janeiro e fevereiro receberam os valores no mês passado.

Os valores ficam disponíveis para saque até o último dia útil do segundo mês subsequente ao da aquisição do direito de saque. Por exemplo: se a data de aniversário for dia 10 de setembro, o trabalhador terá de 1 de setembro a 30 de novembro para efetuar o saque. Caso o trabalhador não saque o recurso até essa data, ele volta automaticamente para a sua conta no FGTS.

O valor a ser liberado varia conforme o saldo de cada conta em nome do trabalhador. Além de um percentual, ele receberá um adicional fixo, conforme o total na conta. O valor a ser sacado varia de 50% do saldo sem parcela adicional, para contas de até R$ 500, a 5% do saldo e adicional de R$ 2,9 mil para contas com mais de R$ 20 mil.

Ao retirar uma parcela do FGTS a cada ano, o trabalhador deixará de receber o valor depositado pela empresa caso seja demitido sem justa causa. O pagamento da multa de 40% nessas situações está mantido. As demais possibilidades de saque do FGTS – como compra de imóveis, aposentadoria e doenças graves – não são afetadas pelo saque-aniversário.

prazo de adesão ao saque-aniversário começou em janeiro. Ao optar pela modalidade, o trabalhador teve de escolher a data em que o valor esteja disponível: 1º ou 10º dia do mês de aniversário. Quem escolheu o 10º dia retirará o dinheiro com juros e atualização monetária sobre o mês do saque.

Como sacar

As retiradas podem ser feitas nas casas lotéricas e terminais de autoatendimento para quem tem senha do Cartão Cidadão. Quem tem Cartão Cidadão e senha pode sacar nos correspondentes Caixa Aqui, caso esses estabelecimentos estejam autorizados a abrir. Basta apresentar documento de identificação.

Morre Aldir Blanc, um dos maiores compositores brasileiros, por coronavírus

(FOLHAPRESS) – Aldir Blanc não saía de casa. Agora que ninguém deve mesmo sair, por causa do novo coronavírus, ele foi obrigado a sair, por culpa do vírus. Não voltou mais.
A Covid-19 levou na madrugada desta segunda-feira (4), no Rio de Janeiro, um dos mais importantes letristas da música brasileira. Blanc tinha 73 anos .
Estava internado desde 15 de abril na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital Universitário Pedro Ernesto, onde um exame confirmou a infecção pelo coronavírus. Antes, dera entrada no dia 10 no Hospital Municipal Miguel Couto com infecção urinária e pneumonia. Foram 24 dias de luta. Sua resistência impressionou médicos do Pedro Ernesto. “Ele não quer ir embora” foi uma das frases que disseram durante o tratamento.
Em mais de cinco décadas de atividade, Blanc construiu uma obra marcada pela capacidade de fundir os contrários: humor e fossa, devaneio e realidade, lirismo e grossura, a aldeia e o mundo. Para ele, a vida não comporta reciclagem de lixo. Tudo se mistura. Dava o mesmo valor à palavra mais bonita e ao palavrão mais chulo. Assim criou mais de 500 letras.
Dor e alegria já estavam embaralhadas na infância de Aldir Blanc Mendes. Ele nasceu em 2 de setembro de 1946, no bairro do Estácio, berço do samba urbano carioca. Sua mãe nunca se recuperou totalmente de uma depressão pós-parto. Seu pai, que se tornaria um grande amigo, era pouco afetuoso. O filho único foi ser feliz com os avós em Vila Isabel, bairro de um seus ídolos, Noel Rosa -e, triste coincidência, do hospital onde morreu.
Recordou os tempos de criança no emotivo livro “Vila Isabel – Inventário da infância”, de 1996. Na região conheceu (e reinventou) os personagens de suas crônicas, reunidas em volumes como “Rua dos Artistas e Arredores” (1978) e “Porta de Tinturaria” (1981).
Mas foi a música que tornou seu nome conhecido nacionalmente. Em meados dos anos 1960, enquanto praticava letras e poemas, atuava como baterista em conjuntos semiprofissionais. Chegou a ser contratado para tocar em um programa infantil da TV Globo.
As primeiras letras a chamar atenção apareceram em festivais do final da década. O sucesso veio com “Amigo É pra Essas Coisas”, parceria com Silvio da Silva Jr. que ficou em segundo lugar no Festival Universitário de 1970. Foi o período em que ele integrou o MAU (Movimento Artístico Universitário), ao lado de Ivan Lins, Gonzaguinha e outros.
No ano seguinte, um rapaz chamado Pedro Lourenço se impressionou em Ouro Preto com um estudante de engenharia tocando violão. Disse a ele, João Bosco, mineiro de Ponte Nova, que tinha um amigo no Rio de Janeiro capaz de pôr palavras naquelas melodias. Nascia um dos encontros mais importantes da música brasileira.
A leva inicial de composições se deu por carta. Um exemplo: “Agnus Sei”, lançada em 1972 num disco compacto do jornal “O Pasquim”, tendo “Águas de Março”, então inédita, interpretada por Tom Jobim no lado A.
Com Bosco já no Rio, mostraram algumas músicas para Elis Regina. Ela escolheu “Bala com Bala” para o disco que estava realizando e reservou outras para o trabalho seguinte. Passou a receber em primeira mão as novidades da dupla. Gravou 20 delas, além de duas de Blanc com outros parceiros -o irmão de fé Maurício Tapajós e a amiga Sueli Costa.
A assinatura Bosco e Blanc consta de canções marcantes como “O Mestre-sala dos Mares”, “Dois pra Lá, Dois pra Cá”, “De Frente pro Crime”, “Kid Cavaquinho”, “Incompatibilidade de Gênios”, “O Ronco da Cuíca”, “Transversal do Tempo”, “Corsário”, “Bijuterias”, “Nação” (esta também com outro grande amigo, Paulo Emílio) e, é claro, “O Bêbado e a Equilibrista”.
No Natal de 1977, inspirado na morte de Charlie Chaplin naquele dia, Bosco fez uma melodia citando “Smile”, composição do cineasta. Blanc achou que valeria associar a figura de Carlitos a outros deslocados na história, como os exilados pela ditadura militar. O movimento pela anistia ganhou um hino.
Elis gravou em 1978, Bosco em 1979. O verso inicial, “Caía a tarde feito um viaduto”, evocava o desabamento do Elevado Paulo de Frontin, no Rio, em 20 de novembro de 1971.
Os dois amigos inseparáveis começaram a se separar em 1982. Foi gradual e, de acordo com eles, sem brigas. As melodias de um e as letras do outro passaram a não se encaixar. Porém, talvez por influência de terceiros, mágoas surgiram. O reencontro (imprevisto) aconteceu apenas em 2002, numa gravação de “O Bêbado e a Equilibrista” por Blanc para o songbook de Bosco. Desde então voltaram a se falar por telefone diariamente, além de compor às vezes, sem a urgência dos anos de juventude.
O letrista engatou outras parcerias. Duas foram as mais produtivas: com Guinga, violonista e compositor originalíssimo, explorador de vários gêneros, melodista de “Catavento e Girassol”; e com Moacyr Luz, artista mais identificado com o samba, mas com quem Blanc criou a romântica “Coração do Agreste”, tema da novela da TV Globo “Tieta”, na voz de Fafá de Belém, e um dos maiores sucessos de sua carreira.
Com Cristovão Bastos, entre outras, fez “Resposta ao Tempo”, gravação de Nana Caymmi e abertura da minissérie “Hilda Furacão”.
Intérpretes realizaram CDs apenas com letras suas. Foram os casos recentes da portuguesa Maria João e da carioca Mariana Baltar. Ele passou a receber encomendas de artistas mais jovens. Ficava entusiasmado, mas sabia que dificilmente se converteriam em frutos financeiros. No panorama atual, direitos autorais rendem muito pouco, e Blanc dependia deles.
Embora tivesse boa voz -como provou no CD “Vida Noturna” (2005) e, antes, no álbum que dividiu com Maurício Tapajós, em 1984, e em faixas do comemorativo “50 Anos” (1996) -, não fazia shows.
Desenvolveu uma fobia social que se converteu em reclusão quase permanente. Contribuiu para isso um grave acidente de carro acontecido em 1991 e que lhe dificultou para sempre o movimento da perna esquerda. Também tinha diabetes. Havia mais de dez anos que, salvo dias de exceção, não fumava nem bebia. Passava a maior parte do tempo em seu escritório cultivando a obsessão por livros. Lia sem parar, de tudo: mitologia grega, Segunda Guerra Mundial, psicanálise, muitos romances policiais etc. Nunca saiu do Brasil, mas viajava com os livros.
Adorava falar pelo telefone com os amigos. Comentava o noticiário -com humor e indignação- e compartilhava informações sobre a família. No primeiro casamento teve duas filhas, Mariana e Isabel. Mas, tristeza maior de sua vida, perdeu gêmeas que se foram no dia do parto prematuro, em 1974. Dizia que ali perdeu o ânimo para exercer a medicina profissionalmente. Ele se formara em 1971, com especialização em psiquiatria.
Quando se casou com a professora Mari Lucia, ela já tinha duas filhas, Tatiana e Patrícia. Viraram suas também. Das quatro vieram cinco netos e um bisneto.
Nos dias anteriores à internação, falava sempre da Covid-19, com medo de que alguém amado fosse atingido. Não demonstrava preocupação consigo mesmo. Foi pego de surpresa. Numa quinta-feira estava bem, na sexta foi levado de ambulância para o hospital.
Deixa, além da família, uma legião de amigos e admiradores.

O que podemos esperar do mercado imobiliário ainda este ano?

Segundo informações do segmento imobiliário, o mercado começou 2020 com o pé direito: a expectativa dos especialistas reforçava uma alta de 3%, destacando o setor como um dos motores da economia para este ano. Além disso, segundo o IBGE, o PIB (Produto Interno Bruto) da Construção Civil aumentou 0,3% em 2019, a primeira alta desde 2014.

Esses dados geraram muito otimismo para construtoras, incorporadoras e imobiliárias. No entanto, essa confiança deu lugar à cautela. Toda a economia agora se encontra à mercê desse novo cenário que se desenha com a pandemia do coronavírus no mundo.

O que podemos esperar do setor de imóveis?

Para responder sobre isso e outras questões do segmento, entrevistamos Emílio Capretz Neto, 35 , engenheiro civil e presidente da CAPREM Construtora ( 14° maior construtora do Brasil (2019). Ele também é atleta amador de Triathlon e já competiu em locais como São Paulo, Rio de Janeiro, Florianópolis e Buenos Aires. Para ele “Viver é como andar de bicicleta. É preciso estar em constante movimento para manter o equilíbrio. ” (Albert Einstein)

CONSTRUIR – Tendência do mercado imobiliário para os próximos anos: imóveis mais valorizados ou depende? Se depender, quais as variáveis?

Emílio Capretz – O mercado imobiliário brasileiro é, historicamente, bastante sólido. Considerando o médio e longo prazo, imóveis tendem a valorizar acima da inflação e, atualmente, acima da taxa básica de juros – SELIC. Recentemente, elaboramos um estudo de comparação entre investimentos em imóveis e os demais disponíveis no mercado (Poupança, Bolsa de Valores, Tesouro Nacional e CDB) e o resultado é implacável. Nossos produtos tiveram uma rentabilidade média na ordem de 9,50% a.a. enquanto os demais variam entre 4,30% (CDB) e -20,00% (IBovespa). Considerando um período de 12 meses e apenas a evolução do valor do imóvel, sem levar em conta as receitas com alugueis que o imóvel pode produzir, na ordem de 0,5 a 1,00% a.m. (dependendo das características).

Construir  – Otimismo x incertezas políticas e econômicas, como equilibrar a visão em longo prazo?

Emilio Capretz – Antes da pandemia, o atual governo por meio de sua equipe econômica vinha fazendo as “lições de casa” da melhor maneira possível (baixa da taxa básica de juros, controle das variações cambiais e inflação), e já estávamos sentindo os efeitos positivos, como a queda do desemprego e o crescimento de vários setores de nossa economia. É claro, que a pandemia resultará em uma recessão global neste ano, porém, o país tem tudo para retomar o crescimento de forma rápida quando tudo se normalizar. Além disso, as famílias entendem cada vez mais que as oportunidades e possibilidades de investirem em imóveis próprios são cada vez mais tangíveis. Não há nada pior que passar por períodos de tensão, como este atual, com a preocupação de ver que o recurso se torna ainda mais restrito quando se tem uma despesa fixa como a do temido aluguel.

Construir – Aumentar lançamentos e reduzir unidades em estoque é possível?

Emilio Capretz – É possível. O déficit habitacional brasileiro ainda é muito grande, e, somados a alguns fatores que colaboram para que mais unidades sejam vendidas e mais clientes realizem o sonho da casa própria. Primeiramente, as incorporadoras estão trabalhando nas melhores condições de compra para os clientes viabilizando condições bem diferenciadas. Os bancos estão com linhas de crédito bem arrojadas aos perfis dos clientes, trazendo segurança e mais tranquilidade na hora da compra. Se pensarmos nos motivos pelo quais os clientes compram seus imóveis, veremos que a demanda só aumenta, seja no upgrade ou downgrade. Por exemplo, o número de casamentos e divórcios, estudantes que vão estudar na cidade, casas que ficam grandes demais para os moradores e optam pela redução. Estes cenários fazem com que novos lançamentos sejam viabilizados e com que as unidades sejam liquidadas.

Construir – O novo governo tem sinalizado de diversas formas que a recuperação do cenário macroeconômico do Brasil é a diminuição da taxa de juros e o controle da inflação, como a Caprem se alinha a essa visão?

Emilio Capretz – Os cortes na Taxa Selic são feitos para aumentar o consumo. Normalmente, quando os juros caem, o valor do crédito também segue a mesma trajetória. Assim, as pessoas costumam buscar empréstimos, o que aumenta a circulação de dinheiro. As parcelas ficam mais baixas e conseguimos atender a um maior número de clientes. Àqueles em que as parcelas não cabiam no bolso, já começam a pensar na possibilidade de compra. Linhas de crédito de financiamento, como o IPCA surgem, fazendo com que um novo nicho possa comprar. A CAPREM Construtora atua nos segmentos econômico, médio e alto padrão. Conseguimos atender as necessidades de moradia de todos os tipos de clientes e atuamos no mercado com preço justo, equalizado à região que atuamos. Os clientes ficam muito satisfeito com esse posicionamento.

Construir – Quais os empreendimentos que estão no momento sendo comercializados, quais as características, investimento e público alvo?

Emilio Capretz – Nós temos vários tipos de empreendimentos a venda neste momento, como o  Residencial Cambuci que está em fase avançada de obra, o que é muito importante para quem quer se mudar em breve. Ele tem um lindo apartamento decorado aberto à visitação. Quem preferir, pode solicitar pelo WhatsApp da construtora os óculos de realidade virtual para ter esta experiência online. E também nos empreendimentos Sollare, Villaggio Corte e Innovare criamos condições únicas, para que a compra dos apartamentos não precise ser adiada.  O cliente pode comprar agora e começar a pagar em 60 dias. A parcela do financiamento ficará fixa por 60 dias e a entrada pode ser parcelada em 36x direto com a construtora. Temos o seguro desemprego, que nada mais é que, se algum imprevisto acontecer, devolvemos seu dinheiro integralmente no período determinado. Vale a pena conhecer as condições comerciais com nossos consultores. Sua compra pode ser 100% online. Do primeiro contato com nossos consultores até a assinatura do contrato. É muito fácil! Estamos online e ao seu lado, sempre conectada com você! Basta acessar o site da CAPREM construtora.

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Esta matéria é parte integrante do caderno especial Construir edição Maio/20 acesse o conteúdo completo clicando aqui.

Fumaça chama atenção na região do Aeroclube

Uma fumaça escura chamou a atenção de moradores na região do Aeroclube de Rio Claro na tarde deste domingo (03). Mas segundo o que foi apurado pela reportagem do JC, a fumaça tratava-se de uma queimada feita em um canavial na cidade de Santa Gertrudes, de acordo com informações da Defesa Civil de Rio Claro e era possível ser vista do município vizinho.

Grupo assalta banco, cerca delegacia e atira em base policial em Ourinhos

FOLHAPRESS

Um assalto de grandes proporções foi registrado na madrugada de sábado (2) em Ourinhos (SP), cidade na divisa com o Paraná a 371 km da capital. Vídeos publicados em redes sociais indicam que muitos tiros foram disparados. Um dos vídeos mostra que o grupo usou um refém como escudo humano em cima de um dos carros.

Imagem da ação dos indivíduos circulam pelas redes sociais


A Polícia Militar informou que todo o efetivo local e agentes de cidades vizinhas foram acionados. Uma pessoa ficou com ferimentos leves, mas que não foram causados por armas de fogo. Pelo menos um banco da cidade foi saqueado, mas até o momento não há informações sobre valores.

Imagens da ação dos indivíduos circulam pelas redes sociais


Uma delegacia da Polícia Militar foi cercada por quatro carros durante a ação, que aconteceu entre 1h e 3h. A base da PM na região central foi alvejada, além de estabelecimentos bancários e comerciais. Informações preliminares são de que o grupo contava com uma frota de dez veículos e portavam armas de grosso calibre.

Imagens da ação dos indivíduos circulam pelas redes sociais


A página de um veículo de comunicação em uma rede social transmitiu ao vivo um vídeo em que se escutavam rajadas de metralhadora. Mais tarde a mesma página mostrou lojas e a base policial atingidas por tiros.

Jornal Cidade RC
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