Dia das Mães para rio-clarense chega de forma diferente após luta contra o câncer de mama

Este domingo (10), Dia das Mães, amanheceu com sabor de gratidão para a rio-clarense Sheila Wetten Marafon, 43 anos. Em 2019 ela passou a data muito apreensiva, já que tinha acabado de receber um diagnóstico de câncer de mama: “Tudo mudou no dia 5 de fevereiro. Após o banho, passando creme, senti o nódulo. Aquilo me surpreendeu, pois apenas sete meses atrás tinha feito uma mamografia e estava tudo bem. Procurei ajuda e logo veio a notícia. Fiz questão de ir sozinha ao médico para recebê-la, a partir desse dia eu não derramei mais nenhuma lágrima e encarei o câncer. Costumo dizer que ele foi o meu professor”, relembra Sheila.

Foram seis sessões de quimioterapia, cirurgia e 30 sessões de radioterapia: “Você não pode bancar o herói com o câncer. Você precisa aceitar porque se não aceita aí ele te vence!
Eu tive o câncer mas ele nunca me teve”, diz a entrevistada que em todo esse processo teve que abrir mão de muitas coisas, mas recebeu apoios que foram fundamentais: “Sempre fui muito ativa. Me afastar do trabalho como coordenadora pedagógica da Wizard me doeu muito. Então optei por ser o mais transparente possível. Fui às redes sociais contar pelo que eu estava passando. Eu achei que se eu falasse as pessoas não iam ficar tanto perguntando. Porque uma das coisas que mais incomodam uma pessoa que está em um tratamento de câncer é se as pessoas vêm com histórias negativas, com coisas para contar. Então já resolvi mostrar que eu estava encarando positivamente para receber força porque isso ajuda e foi isso que eu recebi: um carinho enorme”.

Mãe da pequena Luisa, hoje com seis anos, Sheila também não deixa de citar como a maternidade a ajudou em todo o processo: “Aí eu choro! A Luisa foi um grande alicerce pra mim. Quando recebi a notícia é claro que muitos questionamentos e medos vieram na minha cabeça e um dos principais era: será que vou ver a minha filha crescer? No Dia das Mães do ano passado eu olhava à minha volta e me perguntava: será que é o último? Mas ao mesmo tempo que isso vinha na minha mente eu já tratava logo de mudar a chave e me nutrir de carinho, abraços e bons pensamentos, e é esse o recado que eu deixo para as mulheres, mães que já passaram ou estão passando pelo tratamento: ‘Não temos como controlar o que acontece conosco, mas podemos escolher a forma como reagir’”.

Sheila passa este domingo (10) sem células malignas no corpo. Se sente como vencedora de uma batalha e segunda ela uma das mães mais felizes e gratas pela vida e pela oportunidade de ouvir da filha Luisa: “Feliz Dia das Mães!”.

Exames de coronavírus começam a ser feitos no Adolfo Lutz de Rio Claro

Os exames para diagnóstico da Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus, começaram a ser realizados nesta semana pelo laboratório regional do Instituto Adolfo Lutz de Rio Claro. Os resultados são emitidos em período de 24 a 48 horas.

“Essa é uma redução de tempo muito importante para quem aguarda diagnóstico, inclusive para nortear o tratamento do paciente”, observa o prefeito João Teixeira Junior, que esteve na sexta-feira (8) no laboratório Adolfo Lutz. “Com a união de esforços, o município ganha força no combate ao coronavírus”, ressalta Juninho agradecendo ao Instituto Adolfo Lutz e à Unesp Rio Claro, que viabilizaram a realização dos exames na cidade.

“Com isso, todos os exames de Rio Claro e também de cidades da região passam a ser realizados no Adolfo Lutz daqui, agilizando os resultados”, destaca Maurício Monteiro, secretário municipal de Saúde.

Os kits para exames estão sendo disponibilizados pelo Ministério da Saúde, com a distribuição no estado de São Paulo coordenada pelo Instituto Butantan. A capacidade é de 90 exames por dia. “Hoje esse número é suficiente para atender a demanda atual e emitir resultados dentro do prazo previsto”, observa Andressa Alves de Almeida Cruz, diretora do Instituto Adolfo Lutz de Rio Claro. O laboratório regional tem a validação do Instituto Adolfo Lutz central, sem que seja necessária contraprova dos exames realizados.

A realização dos exames na cidade foi possibilitada pela cessão de duas máquinas emprestadas pela Unesp de Rio Claro. “Identificamos que essa seria uma forma rápida e eficaz de ajudar, emprestando nossos equipamentos para quem tem credenciamento para realizar os exames e colocando nossos profissionais à disposição para dar apoio técnico para diagnósticos”, ressalta Henrique Ferreira, vice-diretor do Instituto de Biociências da Unesp Rio Claro.

O laboratório atende Rio Claro e 25 cidades da região, incluindo Piracicaba, Limeira e Araras, o que representa população de cerca de 1,5 milhão de habitantes. Atendendo resolução estadual, os exames para coronavírus são feitos em pacientes graves e profissionais de saúde sintomáticos, além de investigação de óbitos.

Little Richard, uma das lendas do rock, morre aos 87 anos

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Little Richard, um dos maiores astros da história do rock, morreu aos 87 anos. A informação foi confirmada hoje pelo filho do músico, Danny Penniman, à revista Rolling Stone. A causa da morte não foi revelada.

O músico foi responsável por incontáveis hits ao longo da carreira, começando por “Tutti Frutti”, em 1956, e passando por “Long Tall Sally”, “Rip It Up” , “Lucille” e “Good Golly Miss Molly”.
Ele também inspirou outras lendas da música mundial, como os Beatles, que fizeram uma versão para “Long Tall Sally”, e Elton John.
Nascido em 5 de dezembro de 1932, em Macon, na Geórgia, Richard Wayne Penniman cresceu em torno dos tios religiosos. Ele chegou a cantar na igreja, mas seu pai não apoiava a vida do filho como músico e o acusou de ser gay. Aos 13 anos, o hoje lenda do rock saiu de casa e foi morar com outra parte da família.
O apelido de Little Richard surgiu aos 15 anos de idade. Na época, muitos nomes do R&B e Blues usavam o “Little”, como Little Esther e Little Milton. Ele também estava cansado de ouvir as pessoas pronunciarem seu nome original de forma errada.

A carreira como músico começou a decolar após uma apresentação no Tick Tock Club, em Macon, e ganhar um show de talentos. Ele assinou o primeiro contrato com a gravadora RCA em 1951, mas o sucesso veio em 1955, quando ele assinou com a Specialty Records e lançou alguns de seus maiores hits. Ele também ficou conhecido pelo estilo extravagante, com olhos cheios de rímel e roupas de cores vivas.
GUITARRISTA LAMENTA MORTE
Em sua conta no Instagram, o guitarrista Kelvin Holly, que tocou com Richard por um longo período, lamentou a morte do músico.
“Descanse em paz, Richard. Essa realmente doeu. Meus pensamentos e orações estão com todos os meus companheiros de banda e fãs por todo o mundo. Richard era realmente o rei!”, postou.

Lives em prol da Santa Casa de RC acontecem na tarde deste sábado (9)

Depois das lives mundiais, agora é a vez de Rio Claro se mobilizar. Artistas tem procurado a Santa Casa de Rio Claro oferecendo ajuda através da realização de shows com possibilidade de arrecadação de fundos para a criação de mais 10 novos leitos de UTI para tratamento de vítimas da Covid-19.  

Uma prática que vem em bora hora, considerando a necessidade do hospital em levantar fundos para ampliar a ala criada, exclusivamente, para o tratamento dos pacientes. “Já temos nesse espaço 10 leitos de UTI. Para que possamos atravessar esse período com mais tranquilidade, a meta é estruturar mais 10 leitos”, explica o Francisco Sterzo, Diretor da Santa Casa de Rio Claro.

Está marcado para esse sábado, 9 de maio, às 17h30 com o grupo organizado pelo pastor e músico Flávio Souza a live intitulada “Friends in house”. A banda planeja uma live de  1h30 de show através do canal do youtube FLAVIOSOUZARC. Em parceria com uma empresa de pagamento on-line, será disponibilizado um QR Code para que os internautas possam entrar no sistema e fazer a doação. “Ficamos felizes com essa iniciativa e esperamos que todos possam assistir e ajudar”, comenta Sterzo. No início do show, a banda irá explicar o funcionamento das doações e dará orientação sobre o uso do QR Code.

Além da live, toda a população pode ajudar a Santa Casa de Rio Claro através da doação da Nota Fiscal Paulista ou através de depósito diretamente na conta do hospital. Mais informações podem ser obtidas  no site doe.santacasaderioclaro.com.br. Além disso, empresas e pessoas físicas podem doar materiais e equipamentos. “Toda a ajuda é bem-vinda e pode ajudar a salvar muitas vidas”, finaliza Francisco.

A Santa Casa de Rio Claro é um hospital privado, filantrópico e sem fins lucrativos que atende a uma população de mais de 270 mil pessoas compreendendo os municípios de Rio Claro, Santa Gertrudes, Itirapina, Ipeúna, Analândia e Corumbataí.

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Brasil é exceção no mundo com Enem durante pandemia

PAULO SALDAÑA
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – A insistência do governo Jair Bolsonaro em manter as datas do Enem, apesar da pandemia do novo coronavírus e do fechamento de escolas, vai na contramão do ocorre no resto do mundo.

A maioria dos países adiou exames de acesso à universidade, como é o caso do Enem. Só 5 países de 19 com provas similares, mantiveram o cronograma, segundo levantamento do Instituto Unibanco.

A preocupação com a manutenção do Enem envolve o risco de agravamento das desigualdades educacionais. Todas as redes estaduais de ensino, que concentram mais de 80% dos alunos de ensino médio no país, interromperam aulas. Como estudantes mais pobres enfrentam maiores dificuldades para estudar com as escolas fechadas, terão menores chances no Enem.

O Enem é a principal porta de entrada para o ensino superior no país. A aplicação em papel está prevista para os dias 1º e 8 de novembro, e as digitais, para 22 e 29 de novembro. Com datas mantidas, as inscrições abrem na segunda-feira (11) e vão até 22 de maio.

De 19 países com exames de acesso à universidade similares ao Enem, dez já adiaram ou cancelaram suas provas: China, EUA, Espanha, Irlanda, Malásia, Polônia, Rússia, Singapura, Gana e Colômbia (para partes das escolas, na região norte). A prova foi substituída por outra forma de avaliação na França e Reino Unido e a situação segue indefinida na Finlândia e na Itália.

Apesar de cada país ter calendário escolar e panorama da doença diversos, a perda de aulas por causa do fechamento de escolas –e o prejuízo dos alunos– está no centro das preocupações da maioria.
Os EUA, por exemplo, mudaram o cronograma do SAT (teste de aptidão escolar) e algumas universidades retiraram a exigência do exame. Na China, o Gaokao –maior exame de admissão do mundo– foi adiado por um mês e será realizado em julho.

É a primeira vez desde 1977 que essa prova é adiada nacionalmente. Já a decisão para uma nova data do exame russo só será tomada após o fim do recesso escolar de maio. Alemanha, Japão e a Colômbia (para parte das escolas, do sul do país) mantiveram as provas. Também houve manutenção no Chile e no Egito, mas os exames nesses países terão adaptações para exigir apenas conteúdos de anos anteriores ou já abordados antes do fechamento das escolas.

Por aqui, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, contraria sugestões de secretários de Educação pelo adiamento e politiza o tema.
O superintendente do Instituto Unibanco, Ricardo Henriques, afirma que a perda de aulas tem maior impacto para estudantes mais pobres, mas impacta também os outros.

“A programação da vida escolar tem como ápice esse momento, que agora está desestruturado em termos objetivos [de aprendizado] e subjetivos [emocional]. E a capacidade de compensar esse choque é muito menor na população mais vulnerável”, diz.
Henriques ressalta que manter o Enem não é uma decisão isolada do MEC, mas mantém coerência com “certa síndrome do negacionismo que assola o governo”. O presidente Jair Bolsonaro tem minimizado os efeitos da pandemia, a quantidade de mortes, e defende o relaxamento da quarentena e volta das aulas.

Segundo Henriques, o MEC abriu mão da capacidade e obrigação de articulação com universidades e redes de educação básica para que houvesse, por exemplo, um novo arranjo de calendário de provas ou outras formas de ingresso no ensino superior. “Por incompetência da gestão da crise, só estudantes estão pagando”, afirma.

Weintraub tem se esforçado, em postagens pelas redes sociais, em dar cores ideológicas para a pressão pelo adiamento do Enem. “Políticos de esquerda querem ‘adiar’ o Enem, que será lá em novembro. Adiar para março? Abril? Na prática, perde-se o ano”, escreveu ele em 4 de maio em sua conta no Twitter.

Em reunião com senadores na última terça-feira (5), o ministro disse não ver motivos para alterar a data da prova e afirmou que o exame não foi feito para corrigir injustiças.

O Consed (órgão que representa os secretários estaduais de Educação) têm insistido com a revisão do cronograma do exame. O CNE (Conselho Nacional de Educação) sugeriu em parecer que a definição de cronogramas de avaliações considere o período de interrupção de aulas.

A Justiça paulista chegou a determinar adiamento, mas a decisão foi revertida. O TCU (Tribunal de Contas da União) também analisa o tema.
Há na Câmara projeto de decreto legislativo para suspender o edital do Enem. “A pandemia já aprofunda o fosso da desigualdade educacional e o MEC vive uma alienação profunda e se nega a aceitar essa realidade”, diz o deputado Israel Batista (PV-DF), secretário-geral da Frente Parlamentar Mista de Educação.

O deputado e outros co-autores buscam assinaturas para dar urgência ao projeto, mas a aproximação de Bolsonaro com partidos do centrão tem sido um obstáculo. “Essa não é uma questão partidária”, diz.
Procurado, o MEC não respondeu aos questionamentos da reportagem.

O levantamento do Instituto Unibanco ainda mostra que, de 27 países analisados, 14 alteraram as datas, cancelaram ou substituíram exames regulares ou provas de conclusão de ensino fundamental ou médio.

Preço da gasolina permanece em queda nos postos, diz ANP

NICOLA PAMPLONA
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – O preço da gasolina nos postos brasileiros caiu, em média, 2,7% esta semana, para R$ 3,823 por litro, segundo pesquisa da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis). No acumulado do ano, a redução já chega a 16%.
A queda reflete a sequencia de cortes nos preços de refinaria promovidos pela Petrobras após o início da pandemia. Esta semana, porém, a estatal decidiu aumentar em 12% os preços, acompanhando recuperação do mercado internacional e a alta do dólar.

Foi o primeiro reajuste positivo desde o início da pandemia, que derrubou as cotações internacionais do petróleo. Com onze cortes antes do reajuste desta quinta, o preço do produto nas refinarias ainda acumula queda de 50% no ano.

De acordo com a ANP, o preço do diesel caiu 3,93% na semana, para R$ 3,077 por litro, em média, no país. Nas refinarias, o produto acumula queda de 38% no ano. Não houve alteração no valor de venda pela estatal esta semana.

A queda dos preços dos combustíveis levou o IPCA, o índice oficial de inflação do país, a fechar abril com deflação de 0,31%, a maior desde 1998.
A ANP ainda não detectou, porém, queda no preço do botijão de gás, que foi vendido em média a R$ 69,65 esta semana, mesmo que a Petrobras já tenha cortado o preço do gás de cozinha nas refinarias em 21% este ano. Os dados não mostram redução nem no preço das distribuidoras nem na margem de lucro dos revendedores.

O consumo de gás de cozinha subiu 12% após o início das medidas de isolamento, que levaram os brasileiros a realizar mais refeições em casa. Com o aumento das vendas, houve dificuldades de entrega em diversos estados e a Petrobras decidiu intensificar as importações do produto.

Já as vendas de outros combustíveis caíram, o que vem gerando dificuldades na gestão do parque de refino da Petrobras, já que o gás de cozinha é produzido nas mesmas unidades que produzem gasolina. Isto é, para aumentar a oferta do primeiro, precisa produzir mais a segunda.
Para evitar problemas de armazenagem, a Petrobras vinha realizando leilões de venda do produto com desconto e chegou a consultar clientes sobre a disponibilidade de tanques para guardar parte de seus estoques.

Força Tática prende traficante na Vila Olinda

Durante patrulhamento na noite de ontem (8) pelo bairro Vila Olinda, policiais da Força Tática de Rio Claro viram um indivíduo em atitude suspeita.

Ao perceber a presença da viatura ele tentou fugir usando uma bicicleta e jogou um objeto ao solo. A equipe foi mais rápida e realizou a abordagem e constatou que o objeto dispensado tratava-se de 30 porções de cocaína.

Diante do flagrante o criminoso foi encaminhado até a delegacia e permaneceu a disposição da Justiça.

Buzina de trem na madrugada incomoda moradores da região sul

Moradores de bairros próximos à estrada de ferro na região sul de Rio Claro estão incomodados com o barulho da buzina de trens durante a madrugada. “Sabemos da importância do transporte ferroviário, mas os moradores não podem ser prejudicados pelo barulho, especialmente durante a noite e madrugada quando estão em suas casas repousando”, comenta o prefeito João Teixeira Junior.

De acordo com Juninho, ele recebeu reclamações de moradores dessa região da cidade, inclusive aquelas apresentadas pelo vereador Irander Augusto. Em razão disto, o prefeito e o vereador assinaram ofício endereçado à empresa Rumo Logística solicitando que avalie a possibilidade de pôr fim ao acionamento de buzina dos trens no horário de descanso das pessoas. “O trem buzina várias vezes durante a madrugada, fazendo um grande barulho. Se não for possível silenciar totalmente, pedimos que a empresa Rumo pelo menos tome providências para que o barulho seja reduzido ao mínimo”, afirma o vereador Irander.

Um abaixo-assinado está sendo providenciado por moradores dos bairros Jardim Maria Cristina, Jardim Paulista I, Nova Veneza, Benjamin de Castro, Brasília e Guanabara, reforçando a necessidade de providências por parte da Rumo.

Desmatamento na Amazônia aumenta 64%

Por Giovana Girardi

O processo de desmatamento da Amazônia parece seguir alheio ao caos nos sistemas de saúde dos Estados da região com a pandemia do coronavírus. Os alertas de corte raso de floresta feitos pelo sistema Deter, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), voltaram a apresentar alta no mês de abril, em relação ao mesmo mês do ano passado. Foram derrubados 405,61 km² de floresta entre 1º e 30 de abril, ante 247,39 km² no mesmo período de 2019, uma alta de 64%.

Em 2019, o desmate começou a se intensificar a partir de maio e isso continuou pelos dois meses seguintes, o que fez com que a taxa de desmatamento oficial da Amazônia (entre 1º de agosto de 2018 a 31 de julho de 2019) fosse a mais alta em dez anos, em uma alta de quase 30% em relação ao ano anterior. Pelo ritmo atual dos cortes, que se mantêm intensos desde agosto, a expectativa é de que a taxa oficial seja ainda mais alta neste ano.

De acordo com o Deter, de janeiro a abril deste ano já foram perdidos 1.202 km² de florestas, valor 55% superior ao observado no mesmo período do ano passado, de 773 km².

Considerando o período desde 1º de agosto, quando começa a ser considerado o ano do desmatamento, a intensificação do processo de desmatamento fica ainda mais evidente.

O corte raso atingiu até 30 de abril 5.666 km² – valor impulsionado principalmente pelos meses de agosto e setembro do ano passado, que registraram um desmate intenso. Entre agosto de 2018 e abril de 2019, os alertas haviam indicado 2.914 km² desmatados. O aumento é de 94%.

O aumento ocorre ao mesmo tempo em que coordenadores de fiscalização do Ibama foram exonerados após uma operação que destruiu equipamentos de garimpeiros. O assunto foi um dos temas de conversa entre o presidente Jair Bolsonaro e o ex-ministro Sergio Moro, flagrada na tela do celular do presidente. Também está em curso o debate no Congresso de uma medida provisória sobre regularização fundiária, a MP 910, apelidada de MP da grilagem.

Sistemas

O Deter é um sistema de alertas em tempo real, que servem para orientar a fiscalização em campo. Apesar de ser uma ferramenta ágil, não é extremamente precisa e acaba não vendo tudo, principalmente quando há muitas nuvens. Mas é um indicador do que está ocorrendo em campo. O Prodes, o outro sistema do Inpe que traz a taxa oficial do desmatamento, em geral confirma a tendência apontada pelo Deter.

Em 2019, foram os indicativos trazidos pelo Deter que mostraram que, no primeiro ano da gestão Bolsonaro, estava havendo uma retomada preocupante do desmatamento, o que acabou levando à queda do então diretor do Inpe, Ricardo Galvão. As queimadas que chamaram a atenção de todo o mundo em agosto revelaram que havia uma quantidade enorme de floresta previamente derrubada que naquela ocasião pegava fogo. Em novembro, o Prodes bateu o martelo: o desmatamento havia subido quase 30% no ano.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Alemães saem de casa com cautela e se adaptam ao ‘novo normal’

Por Thaís Ferraz e Paulo Beraldo

Menos afetada pela pandemia que seus vizinhos europeus, a Alemanha tornou-se um dos primeiros países a relaxar as medidas de confinamento. Na última semana, escolas, bibliotecas, salões de beleza e outros pequenos estabelecimentos comerciais voltaram a funcionar, mas com novas regras, como o uso obrigatório de máscaras. Os alemães, no entanto, estão retornando com cautela ao que consideram um “novo normal”.

“A primeira fase da pandemia terminou, mas ainda estamos no início e temos uma longa luta contra o vírus pela frente”, alertou a chanceler Angela Merkel, após afirmar que o relaxamento das restrições só foi possível graças à estabilização da taxa de contágio e à baixa ocupação de leitos de hospitais.

“Em Berlim, as pessoas estão inseguras, mas calmas”, conta o médico otorrinolaringologista Andreas Kähne. “Meus pacientes estão muito preocupados por causa do vírus, mas seguem todas as instruções de segurança.” As novas medidas encerraram um enclausuramento de cinco semanas na cidade.

“Como não tínhamos um protocolo e não sabíamos o que ocorreria no próximo mês, havia uma tensão em todos os aspectos”, afirmou Kähne, que considera a reabertura importante por razões econômicas e psicológicas.

Morador de Berlim, o cabeleireiro brasileiro Henrique Rocha relatou um clima de tranquilidade. Em um primeiro momento, ele disse que houve “um medo até exagerado” da população. “Era tudo novo, mas os frequentes pronunciamentos das autoridades amenizaram isso. E as pessoas perceberam que o isolamento estava funcionando e ficaram mais calmas.”

Diretamente afetado pela pandemia – seu salão foi fechado em 21 de março -, Henrique se preparava para a retomada quando conversou com o Estadão e estocava máscaras e aventais que se tornariam obrigatórios no salão. Para ele, a reabertura dos pequenos negócios é positiva. “As pessoas estão precisando resolver pequenas coisas, como ir ao salão. Há necessidade de a vida aos poucos voltar ao normal”, disse. “Com a chegada da primavera e dos dias bonitos, com temperatura acima de 20 graus, as pessoas querem sair de casa.”

Também morador de Berlim, Carlos Vibrans contou ter sentido “um clima de renascimento”. “As pessoas andavam muito abatidas”, afirmou. Durante o período de isolamento, ele viu comportamentos diferentes. “Várias pessoas pareciam ignorar ou fingir que não estava acontecendo nada, enquanto outras mantinham a distância rigorosamente e regulavam os outros, como era de se esperar de alemães típicos.”

Mas, para ele, é necessário ter cautela. “Não vejo as coisas voltando ao normal tão cedo. As pessoas parecem ansiosas, mas, ao mesmo tempo, entendem que não vai ser uma volta ao normal. A Merkel disse que, se as regras não forem respeitadas, as proibições voltarão.”

A Alemanha é o sexto país do mundo com mais casos de coronavírus – 168 mil, segundo a Universidade Johns Hopkins, dos EUA. As mortes somam 7,2 mil e as pessoas recuperadas, 137 mil.

“Muita gente estava lutando com a sua ‘quarentena’ e tinha medo de perder o emprego, já que muitas empresas estão tendo problemas”, relatou Martin Ritt, morador de Bielefeld. A cidade, segundo ele, estava tão silenciosa “que parecia feriado”.

Ritt teme que haja uma segunda onda de contágios se a abertura não for lenta e gradual. “Ainda não é o caso de ter grandes eventos, como futebol com torcida. Shows e festivais, como a Oktoberfest, já foram cancelados e o carnaval do ano que vem é questionável”, disse.

O Campeonato Alemão volta na semana que vem, mas sem torcida. A reabertura de cinemas, teatros e restaurantes ainda é incerta. Merkel afirmou que cada Estado deve rever as regras para retomar esses setores da economia. A maior parte da responsabilidade em levantar as restrições será dos governos locais.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Jornal Cidade RC
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