Problema na rede elétrica afeta ETA 2 e fornecimento de água em bairros de Rio Claro

Um problema na rede elétrica no início da tarde dessa quarta-feira (1) paralisou a Estação de Tratamento de Água (ETA 2), localizada na estrada municipal que liga o Distrito Industrial ao distrito de Ajapi e é responsável por 60% do abastecimento da cidade. Os outros 40% são distribuídos pela ETA 1, que fica no Cidade Nova e segue funcionando normalmente.

Assim que o problema foi detectado, o Daae (Departamento Autônomo de Água e Esgoto) acionou a empresa concessionária de energia elétrica da cidade para que fosse realizado o serviço de reparo elétrico.

Por causa da queda de energia que resultou na paralisação, o fornecimento de água nos bairros abastecidos pela ETA 2 deve se normalizar, gradativamente, até o início da noite desta quarta-feira (1).

A baixa pressão ou interrupção temporária no fornecimento de água até a normalização da ETA 2 deve atingir o distrito de Ajapi e os bairros Mãe Preta, Grande Cervezão, Santana, Alto do Santana, Parque das Nações 1 e 2, Distrito Industrial, Vila Industrial, Arco-íris, Alan Grey, Vila Verde, Vila Nova, Vila Martins, Vila Olinda, Jardim Floridiana, Jardim América, Jardim Progresso 1 e 2, Jardim Guanabara, Jardim das Palmeiras, Jardim das Flores, Bonsucesso, Village, Panorama, Jardim Maria Cristina, Jardim Cidade Azul, Jardim Azul, Boa Vista, Paulista 2, Centenário, Nova Rio Claro, Bandeirantes, Jardim Primavera, Jardim Portugal, Jardim Brasília, Jardim Karan, Jardim Figueira, Jardim Ipê, Jardim São Paulo,  Wenzel, Novo Wenzel, São Miguel, Santa Maria, Santa Elisa, Terra Nova, Recanto Paraíso, São Caetano, Parque Universitário, Parque São Jorge, Parque Residencial, Ipanema, Chácara Rupiara, Matheus Manieiro, BNH, Bom Retiro, Condomínio Residencial São Paulo Home, Residencial Florença, Residencial Regina Picelli, Águas Claras, Paineiras, Santa Clara 1 e 2 e Benjamin de Castro.

Nesse período, o Daae pede para que os consumidores façam uso responsável da água e reforça a importância de terem caixa d’água em seus imóveis, já que durante os serviços de manutenção os imóveis que possuem caixa d’água não sofrem com eventual falta d’água, o que reduz transtornos em casos de interrupção no fornecimento. As caixas d’água possuem volume suficiente para 24 horas de consumo racional, além de a instalação ser obrigatória, conforme o Código Sanitário Estadual.

Na retomada do abastecimento, serão realizadas descargas na rede. Pode haver casos pontuais de cor escura na água, que devem ser relatados à Central de Atendimento do Daae pelo telefone 0800-505-5200, que funciona 24 horas por dia e também atende chamadas via celular.

O Daae informa ainda que ao restabelecer o abastecimento, há um aumento temporário na pressão em alguns pontos da rede, o que pode deixar a água com um aspecto “esbranquiçado”. Neste caso, a água está apenas cheia de ar, podendo ser consumida normalmente.

Município reforça “Fase 1” e pede colaboração; fiscalização de máscaras será ampla

Desde a última quinta-feira (25), em razão do aumento no número de casos de Covid-19 em Rio Claro, a administração municipal precisou retornar com medidas mais restritivas com o objetivo de prezar pela saúde da população e conter o avanço da doença.

Somente nos cinco primeiros dias, a Guarda Civil Municipal fiscalizou 127 estabelecimentos comerciais.

“Durante o final de semana nossas equipes também estiveram em três festas clandestinas e duas igrejas. É importante salientar que os cultos presenciais não estão autorizados, apenas via internet. Contamos com a compreensão de todos, já que o nosso intuito nunca foi autuar, mas faremos caso seja necessário. Os números e a transparência das ações que realizamos falam por si”, disse o prefeito Juninho da Padaria ao Jornal Cidade.

Denúncias podem e devem continuar sendo feitas: “É fato que não conseguimos estar em todos os lugares ao mesmo tempo. Nossas equipes estão fazendo de tudo para que as regras sejam cumpridas. Pedimos que cada um faça a sua parte para que possamos avançar nesta luta”, finalizou Juninho.

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Quatro frentes irão fiscalizar o uso de máscaras em RC

Com o objetivo de atingir 100% das pessoas usando máscaras por conta da pandemia do novo coronavírus, o descumprimento da medida em locais públicos e estabelecimentos comerciais renderá multa.

A reportagem do JC conversou com Maurício Monteiro, presidente da Fundação Municipal de Saúde de Rio Claro, que explicou como irá funcionar a fiscalização no município a partir de hoje (1º): “Temos quatro frentes que têm poder de autuação nestes casos: a GCM, a PM, nossos fiscais da Vigilância Sanitária e também os fiscais de postura do município. Ao notar o munícipe sem máscara pela rua, o procedimento que será adotado será a abordagem. A autoridade em questão irá solicitar à pessoa um documento que tenha o número do CPF para formalizar a autuação. A partir disso é feito um encaminhamento para a Dívida Ativa para a execução da multa”, diz Monteiro.

Em estabelecimentos comerciais, a multa prevista é de R$ 5 mil por pessoa sem máscara a cada fiscalização. Já em espaços públicos, como ruas e praças, a pessoa que não estiver usando a proteção será multada em R$ 500.

Dentro do veículo, se o motorista estiver sozinho, não é obrigatório o uso. Para mais que uma pessoa a recomendação é que estejam de máscaras. Pessoas que utilizam bicicleta ou motocicleta para se locomoverem também precisam utilizar.

Vacinação contra gripe está aberta para toda a população

A campanha de vacinação contra a gripe foi ampliada e agora pessoas de todas as faixas etárias podem ser imunizadas contra a doença. Em Rio Claro, para receber a dose da vacina basta procurar a unidade de saúde mais próxima de casa. A vacina é aplicada nas unidades básicas de saúde e unidades de saúde da família do município, exceto nas unidades do Santa Elisa, Jardim Brasília e Vila Cristina. O atendimento é feito de segunda a sexta-feira de acordo com o horário de funcionamento de cada unidade.

“A vacina será aplicada enquanto houver estoque disponível”, observa Maurício Monteiro, secretário de Saúde, acrescentando que a vacina é segura e eficaz na prevenção à gripe.

A campanha de vacinação contra a gripe teve início em 23 de março e desde então vinham sendo vacinadas exclusivamente pessoas dos grupos prioritários. Agora, além das pessoas que pertencem a esses grupos, todos podem receber a imunização.

Números divulgados pela Vigilância Epidemiológica do município apontam que a vacinação alcançou mais de 43 mil pessoas dos grupos prioritários, o que representa 79,40% de cobertura vacinal em Rio Claro. O melhor resultado é entre os idosos e profissionais de saúde, que ultrapassaram 100% de cobertura vacinal. Foram vacinadas 5.529 crianças de seis meses a menores de seis anos (44,61%); 3.964 adultos de 55 a 59 anos (42,36%); 989 gestantes (54,10%); e 195 puérperas (65%). A lista com endereços e telefones das unidades de saúde de Rio Claro está no site http://www.saude-rioclaro.org.br/enderecos.htm.

Bolsonaro diz que projeto sobre fake news não vai vingar e fala em possibilidade de veto

DANIEL CARVALHO – BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS)

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse a apoiadores, na manhã desta quarta-feira (1º), que há possibilidade de ele vetar o projeto de lei sobre fake news aprovado na terça (30) pelo Senado. O texto ainda precisa passar pela Câmara antes de seguir para a avaliação do presidente da República.

“Acho que, na Câmara, vai ser difícil aprovar. Agora, se for [aprovado], cabe a nós ainda a possibilidade do veto. Acho que não vai vingar este projeto não”, disse o presidente a simpatizantes na área interna do Palácio da Alvorada. A declaração foi transmitida em vídeo por um de seus apoiadores.

Em uma derrota para o governo, o Senado aprovou nesta terça-feira o projeto por 44 votos a 32. Houve duas abstenções. Agora, a proposta seguiu para a Câmara dos Deputados. Se for aprovada sem alterações, vai para sanção ou veto de Bolsonaro. O governo orientou seus aliados pelo voto contrário.

“Falei com o senador que votou favorável, ele falou que, como estava na [sessão] virtual, se equivocou. Assim deve ter acontecido com outros”, disse Bolsonaro.

Após longa negociação, os senadores votaram uma versão desidratada em relação à que vinha sendo discutida. O projeto, relatado pelo senador Angelo Coronel (PSD-BA), foi acelerado na esteira do inquérito que apura a divulgação de notícias falsas e ameaças contra ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). Uma CPI mista do Congresso investiga também a prática de fake news.

“Tem que ter liberdade. Ninguém mais do que eu é criticado na internet, e nunca reclamei. No meu Facebook, quando o cara faz baixaria, eu bloqueio. É um direito meu”, afirmou Bolsonaro.

O texto aprovado pelo Senado manteve a retirada de um ponto polêmico debatido pelos senadores nas últimas semanas: a exigência de documentos (como CPF, identidade e passaporte) e número de telefone celular para abertura de contas em redes sociais.

Pela proposta, a identificação dos usuários irá ocorrer sob responsabilidade das plataformas apenas em casos suspeitos. As plataformas devem, segundo o projeto, identificar os conteúdos impulsionados e publicitários cujo pagamento pela distribuição foi feito ao provedor de redes sociais.

Os senadores aprovaram a exigência de guarda dos registros da cadeia de reencaminhamentos de mensagens no WhatsApp para que se possa identificar a origem de conteúdos ilícitos.

O armazenamento de registros se dará apenas em mensagens que tenham sido reencaminhadas mais de cinco vezes, o que configuraria viralização.

Os dados armazenados sobre a cadeia de encaminhamento só serão acessíveis por meio de ordem judicial e quando as mensagens atingiram mil ou mais usuários.

Pelo projeto, ficaram proibidos o uso e a comercialização de ferramentas externas aos serviços de mensagens privadas e por eles não certificadas voltadas ao disparo em massa.

A matéria isentou a disseminação de fake news de penalizações criminais, retirando da versão debatida o financiamento de redes de fake news das leis de organização criminosa e lavagem de dinheiro. O texto final ainda excluiu a obrigatoriedade das empresas de identificação prévia no uso de pseudônimos para a inscrição em redes sociais.

Ficou de fora também um artigo sobre a remuneração por uso de conteúdos jornalísticos, artísticos e outros por redes sociais.

O líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE), afirmou que o Palácio do Planalto procurou chegar a um texto de consenso.

Segundo ele, no entanto, o projeto, da forma como ficou, é prejudicial aos investimentos no país, o que poderia causar prejuízos à economia. “O governo, embora reconheça o esforço feito, entende que a versão final não atende aos interesses nacionais”, disse.

O senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho do presidente, foi um dos contrários ao projeto.

O relator, Angelo Coronel, entregou o texto aos senadores na noite desta segunda-feira (29). Foi a quarta versão do relatório elaborada pelo parlamentar em 11 dias, a fim de que se chegasse a um consenso para a apreciação.

De acordo com o texto votado, o acesso aos dados de identificação somente poderá ocorrer para fins de constituição de prova em investigação criminal e em instrução processual penal, mediante ordem judicial.

As plataformas de redes sociais deverão ter sede e representante legal no Brasil, sem a obrigatoriedade de um banco de dados no país.

A proposta estipulou que os serviços de mensagens devem suspender as contas de usuários cujos números forem desabilitados pelas operadoras de telefonia. A medida não se aplica aos casos em que as pessoas tenham solicitado a vinculação da conta para novo número de telefone.

Pouco antes do início da votação, o relator ainda acatou novas alterações no texto. Uma delas foi para reforçar que as medidas previstas atingirão apenas os números celulares cujos contratos forem rescindidos ou pelo usuário ou pela plataforma.

Outra mudança garantiu o direito de resposta e a remoção imediata de conteúdos em situações graves, como de violação a direitos de crianças e adolescentes, que havia ficado de fora. Preconceitos por questões de raça, etnia e procedência nacional, orientação sexual e de gênero, origem e religião já estavam contemplados.

O texto também prevê a aplicação de multa para as plataformas caso não cumpram as regras de identificação dos responsáveis pela disseminação de fake news. A punição, neste caso, pode chegar a até 10% do faturamento do grupo econômico no Brasil no seu último exercício. Poderá haver ainda suspensão das atividades.

Os valores serão destinados ao Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação).

Líder do governo, Bezerra Coelho chegou a afirmar que a proposta traria perdas econômicas ao país ao limitar a atuação de redes sociais. O PSL também foi contrário.

“Meu objetivo sempre foi vencer o anonimato. Não é admissível que a sociedade se veja refém daqueles que usam de perfis falsos para disseminar ameaças e mentiras. O anonimato é o caminho pelo qual crimes estão sendo cometidos nas redes sociais”, disse o relator, em defesa do projeto.

O texto determina a criação de uma instituição de autorregulação das plataformas, que seria responsável por elaborar regras e adotar medidas como rotular e colocar advertências em conteúdo caracterizado como fake news.

O projeto também diz que as contas de redes sociais de funcionários públicos, como ministros e secretários, e ocupantes de cargos eletivos serão consideradas de interesse público, tendo de respeitar os princípios da administração pública, além de listar regras de transparência para publicidade estatal, proibindo a veiculação em determinados sites que promovem a violência, por exemplo.

Segundo o texto aprovado, as contas de detentores de mandatos, ministros e secretários não poderão bloquear o acesso de usuários às suas publicações.

Para viabilizar a votação, o relator retirou toda a parte que tratava de eleições. Com isso, ficou de fora, por exemplo, a determinação para o pagamento de multa de até R$ 1 milhão a candidatos que se beneficiarem com propaganda com conteúdo manipulado para atacar os adversários durante as eleições.

Facebook, Google, Twitter e WhatsApp, em análise enviada a senadores, caracterizaram a legislação como “um projeto de coleta massiva de dados das pessoas resultando no aprofundamento da exclusão digital e pondo em risco a privacidade e segurança de milhares de cidadãos”.

O relatório foi estruturado sobre o projeto de lei do senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE). A proposta, caso aprovada pela Câmara e sancionada pelo presidente Bolsonaro, institui a Lei Brasileira de Liberdade, Responsabilidade e Transparência na Internet.

Mesmo com as mudanças feitas poucas horas antes da votação, o projeto foi a plenário sem acordo. No começo da tarde desta terça havia cinco requerimentos para a retirada de pauta. Um grupo de senadores reivindicou a realização de audiências virtuais para debater a proposta, antes que ela fosse colocada em apreciação.

O senador Plínio Valério (PSDB-AM), por meio de um requerimento aprovado pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP), defendeu a retirada do projeto da pauta. Ele alegou que a proposta não tinha relação com a pandemia causada pelo novo coronavírus, que têm prioridade nas votações no Senado.

O pedido foi negado por Alcolumbre. Ele afirmou que, apesar das divergências, a votação da matéria em plenário era urgente, devido aos ataques que são feitos em redes sociais.

“O Senado dará um sinal claro na votação desta matéria, que estamos buscando conhecer e entender esse universo que precisa ser reconhecido de liberdade de expressão, mas que alguns criminosos usam para agredir a vida de milhares de brasileiros”, disse.

O líder do MDB, Eduardo Braga (AM), alegou que o projeto não se trata de mordaça. “Quem quiser dar sua opinião que o faça, mas não atrás das máquinas de fake news que se instalaram no país. É preciso colocar um freio na pandemia de fake news.”

Estamos muito próximos do platô em SP, diz Doria sobre curva da pandemia

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O governador João Doria (PSDB) afirmou nesta quarta-feira (1º) que o estado de São Paulo está perto de atingir o platô na curva do coronavírus.

O platô é quando epidemia deixa de subir por um longo tempo, fazendo uma linha contínua, até o início da queda.

A declaração foi dada à GloboNews. “Nós estamos muito próximos do platô, que é aquela faixa superior e muito próximos de chegar a esse momento aqui no estado de São Paulo. Depois, dizem os especialistas, médicos, cientistas, epidemiologistas e infectologistas que esse platô segue em uma linha horizontal. E depois, na sequência, é o que nós esperamos, o decréscimo”, disse ele durante entrevista ao jornal Em Ponto.

O governador afirmou que o estado registrou 144 mortes a menos na última semana. “São Paulo teve um número menor de mortes na última semana, menos 144 da média da semana passada. Ou seja, já é um reflexo da chegada muito próxima desse platô”, afirmou.

Dados da média móvel de mortes no estado mostram que, no dia 30, a média era 242,14. Esse índice faz a média dos óbitos por coronavírus ou suspeitos nos sete dias anteriores. No dia 20, esse índice atingiu 276,27. A redução no período foi de 12%.

O estado, porém, já viveu momentos em que houve ligeira queda e depois novos aumentos.

A Baixada Santista e o município de São Paulo tiveram queda nos números de internações e de óbitos por coronavírus nos últimos sete dias em relação à semana anterior.

Segundo os dados apresentados pelo governo do estado nesta terça-feira (3), as internações na capital se reduziram em 10% e os óbitos, em 17%.

Já na baixada, a redução foi de 13% em relação às internações e 22% em relação ao número de mortes.

Número de mortos pelo coronavírus no Brasil passa de 60 mil

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O Brasil ultrapassou nesta quarta-feira (1º) a marca de 60 mil mortos pela Covid-19. São 60.194 vítimas da doença e 1.426.913 casos confirmados até as 13h, segundo levantamento do consórcio de veículos formado por Folha de S.Paulo, O Estado de S. Paulo, Extra, O Globo, G1 e UOL.

O primeiro óbito no país foi anunciado em 17 de março; dois meses e meio depois, em 2 de junho, 30 mil tinham perdido a vida, número que dobrou em menos de um mês.

Desde o dia 12 de junho, só os Estados Unidos têm mais mortos que o Brasil no mundo: por lá, são até agora mais de 127 mil óbitos. O Brasil também é vice-líder no ranking de casos, com mais de 1,4 milhão de infectados -número que, segundo estudos, pode ser até dez vezes maior, dada a carência de testes e a consequente subnotificação.

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que vem desde o início da pandemia minimizando a doença e defendendo a reabertura econômica, não se pronunciou sobre os números desde que o país atingiu a triste marca de 50 mil mortos, em 20 de junho.

Ele tem participado de manifestações e visitado comércios e outros locais sem máscara, gerando aglomerações, enquanto o Ministério da Saúde de seu governo encontra-se ocupado há 45 dias por um interino, general Eduardo Pazuello, desde a saída de Nelson Teich, que ficou apenas um mês no cargo.

Sob pressão de empresários e de parte da população, estados e municípios têm promovido a reabertura de comércio, shoppings, salões de beleza e restaurantes, entre outros tipos de estabelecimentos, ainda que os números indiquem que os casos e mortes aumentaram nos locais que o fizeram.

No estado de São Paulo, por exemplo, quatro regiões que flexibilizaram a quarentena mais rápido tiveram que regredir a uma fase anterior diante da piora de indicadores como ocupação de leitos de UTI, crescimento da doença e mortes.

Dois estados, Rio e São Paulo, já contam mais de 10 mil óbitos. Com mais de 100 mil doentes são quatro: Pará e Ceará, além dos dois do Sudeste.

Há mais casos de coronavírus no Amapá, com seus 846 mil habitantes, do que no Japão, onde moram 125,5 milhões de pessoas -no país asiático, o vírus chegou mais de um mês antes do que no Brasil. A cada 30 amapaenses, um recebeu o diagnóstico da doença.

Em termos proporcionais, o Brasil tem 29 mortos a cada 100 mil habitantes. O índice é menor que o dos EUA (39) e da Itália (58), por exemplo, mas excede o de países com mais sucesso no controle da doença, como Alemanha (11) e Portugal (15).

No último dia 18, o Ministério da Saúde chegou a dizer que o Brasil caminhava para a estabilização do número de novas mortes. Uma semana depois, no entanto, recuou e admitiu que o país ainda registra avanços na doença.

Com a flexibilização de medidas de isolamento social em várias partes do Brasil, especialmente nas capitais, especialistas temem que a Covid-19 faça ainda mais vítimas.

Vacina desenvolvida pela Pfizer tem bons resultados em testes

Um estudo preliminar publicado, nesta quarta-feira (1º), pelo MedRXiv mostra que a vacina experimental contra a covid-19 desenvolvida pela Pfizer em parceria com a BioNTech apresentou resultados positivos, com importantes respostas imunes em adultos saudáveis entre 18 e 55 anos. O MedRXiv é uma plataforma que disponibiliza estudos ainda não revisados ou publicados por revistas especializadas.

Apesar da verificação de uma resposta imune, efeitos colaterais como febre, dor de cabeça e fadiga foram relatados em ao menos 50% dos pacientes que receberam uma segunda dose. Os sintomas se manifestaram, geralmente, de forma leve e transitória. “A maioria das reações atingiu o pico dois dias após a aplicação da vacina e foi dissipada no sétimo dia”, diz o estudo, que envolve, além das empresas citadas, especialistas das Universidades de Nova York, de Maryland, do Texas, nos EUA, e outros centros de pesquisa.

O estudo, porém, reconhece seu caráter limitado, já que ainda não se sabe o nível de imunidade necessário para proteger o organismo da ação do novo coronavírus. O tempo para uma possível perda de anticorpos criados contra a covid-19 também segue desconhecido. “Esta análise não avaliou as respostas imunes ou a segurança após duas semanas de aplicação de uma segunda dose da vacina. Esses fatores são importantes para balizar a disponibilização para o público”, traz a íntegra da pesquisa.

*As informações são da Rádio Jovem Pan São Paulo

Ativo, ciclone provoca ventos de até 130 km/h no Sul nesta quarta

PAULA SPERB – PORTO ALEGRE , RS (FOLHAPRESS)

O ciclone bomba que deixou um rastro de mortes e destelhamentos nos três estados da região Sul do país na última terça-feira (30) deve provocar ventos de até 130 km/h nesta quarta (1º).

Segundo alerta da Metsul Meteorologia, os ventos poderão ser sentidos no litoral sul de Santa Catarina e na região da Lagoa dos Patos, Aparados da Serra e no litoral norte do Rio Grande do Sul.

A Defesa Civil catarinense contabiliza nove mortos no estado e uma pessoa desaparecida em decorrência do ciclone extratropical. Já foram atendidas mais de 1.600 ocorrências por estragos, e o governo mobilizou mais de mil bombeiros.

A chuva e o vento também ocasionaram queda da energia elétrica. Segundo a Celesc (Centrais Elétricas de Santa Catarina), cerca de 1,5 milhão de unidades ficaram sem luz.

A meteorologista Laura Rodrigues, do Ciram (Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia de Santa Catarina) explica que dois fenômenos, o ciclone extratropical e a frente fria, geram um sistema que provoca ventos fortes.

“Além do ciclone, tivemos ventos dos temporais. O vento do ciclone é mais persistente, enquanto o vento do temporal é localizado e com chuva. As duas coisas aconteceram”, diz Rodrigues.

De acordo com a meteorologista, o ciclone causa mar agitado e ressaca marítima.

“Alertamos para que as pessoas não usem embarcações durante esse período. É preciso cuidado redobrado”, diz João Batista Cordeiro Jr., chefe da Defesa Civil catarinense.

No Rio Grande do Sul, a Defesa Civil contabilizou ao menos 871 casas atingidas. São ao menos 750 mil clientes da Ceee (Companhia Estadual de Energia Elétrica) sem energia elétrica. O órgão não confirma que uma morte na cidade gaúcha de Nova Prata seja relacionada ao ciclone.

Enfermeira Naná deixa exemplo de alegria e amor à profissão

Um bom humor que resistia às dificuldades e um amor pela Enfermagem. Assim as filhas Katia e Janayna definem a trajetória de Nair da Silva Adorno Muniz, a Naná, que nesta quarta-feira (1º) completaria 68 anos. Por mais de 40 anos, Naná desenvolveu sua carreira em hospitais da rede pública e privada de Rio Claro, além de atuar em laboratórios clínicos e em empresas, conquistando o respeito e admiração de quem a conheceu.

Na última quinta-feira (25), acabou sendo vítima da Covid-19, doença contra a qual lutou durante 23 dias de internação na Santa Casa de Misericórdia, como relata a filha Janayna. Sua morte causou uma comoção entre os profissionais da Saúde. Nesta pandemia, muitos técnicos e enfermeiros estão entre os pacientes infectados pelo novo coronavírus. Em Rio Claro, Naná foi a primeira profissional da Enfermagem a morrer em decorrência da doença, que agravou os problemas cardíacos que já carregava.

Nas redes sociais, inúmeras foram as manifestações de carinho.
“Quem nunca colheu exame com ela não sabe o que é um sorriso lindo! Te amamos, Naná. Você estará sempre em nossos corações!”, disse a médica Soraia C. Cassab Acosta. Já a também enfermeira Nilza Helena Santos lembrou: “quantos anos de amizades, quantas noites de plantão, e de repente você vai embora assim, sem se despedir, que Deus a receba de braços abertos”.

À reportagem do JC, as filhas relataram os dias de angústia durante o período de internação, e o desespero de só poder ter contato com a mãe através de videochamadas devido ao risco de transmissão. “Ela lutou e resistiu durante 23 dias”, conta Janayna. Além de Katia e Janayna, a enfermeira também deixa o filho Adalberto Fernando, os netos Letícia, Larissa, Matheus e Davi e os bisnetos Leonardo e Yuri. Deixa ainda o namorado, Marcos Faria.

Exemplo

“Minha mãe deixa a lembrança do seu carisma, do sorriso, da paz que transmitia. Ela amava o que fazia”, relata a filha Katia sobre Naná.

Homicídio a tiros é registrado na Vila Nova

Um homem foi morto a tiros na Vila Nova, em Rio Claro, na manhã desta quarta (1°). Este foi o 14° homicídio do ano na cidade, sendo o terceiro em menos de uma semana.

Segundo a Polícia Militar, que atendeu à ocorrência, a vítima foi Anderson Leonardo Paulino, conhecido como “Bigato”, e já tinha diversas passagens pelos meios policiais, inclusive por homicídio.

De acordo com informações, o crime aconteceu no início da manhã, quando um carro passou próximo à vítima na Rua 8A, com a Avenida 50A, e ocupantes do veículo efetuaram vários disparos.

Ainda não há informações sobre a autoria e a motivação do crime, que segue sendo investigado pela Polícia Civil.

Auxílio emergencial foi pago a 17 mil mortos, diz auditoria do TCU

JULIO WIZIACK – BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS)

Uma primeira triagem do TCU (Tribunal de Contas da União) no auxílio emergencial de R$ 600 do governo federal identificou 17 mil mortos entre os beneficiários. A ajuda é paga a informais durante a pandemia.

De acordo com a apuração da corte, ao menos 620 mil pagamentos foram feitos indevidamente até abril, no valor total de R$ 427,3 milhões. Os recursos gastos com mortos chega a R$ 11 milhões.

O levantamento consta de auditoria preliminar feita pelos técnicos do TCU. Os resultados foram enviados aos ministros da corte, que nesta quarta (1º) irão julgar o relatório.

O documento foi apresentado pelo ministro Bruno Dantas e apresenta as irregularidades no auxílio. A reportagem teve acesso ao documento.

Os estados onde mais mortos receberam a ajuda foi São Paulo (2.674), seguido de Minas (1.761), Ceará (1.512), Bahia (1.358), Pernambuco (1.308) e Maranhão (1.299). Os seis estados concentraram 58% (R$ 6,4 milhões) dos pagamentos a mortos no país.

Nesta terça-feira (30), o governo anunciou o pagamento do auxílio por mais dois meses. Serão distribuídos R$ 1.200 por beneficiário, mas não foram divulgados calendário e forma de pagamento.

Além dos casos de óbitos, os auditores também identificaram o recebimento de R$ 97,7 milhões por 134,2 mil servidores (federais, estaduais e municipais), embora tenham estabilidade de emprego e não sofreram cortes de jornada e salário.

Aposentados pelo INSS também ganharam recursos do governo –221,3 mil receberam R$ 141,6 milhões.

Há ainda irregularidades envolvendo presos e trabalhadores com renda acima do teto definido pela medida que estabeleceu parâmetros para o socorro financeiro, dentre outros.

As inconsistências foram detectadas depois de extenso cruzamento com bases de dados do governo.

Foram consultados, por exemplo, os cadastros do Caged (Ministério do Trabalho), da Receita Federal (inscrições comerciais e quadros societários), de agentes políticos do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e do Detran (Departamento Nacional de Trânsito).

Como os cruzamentos com outras bases ainda estão em andamento, os números apresentados são parciais.

No julgamento, Dantas deverá recomendar ao tribunal que esses valores sejam devolvidos ao erário por meio de uma ação conjunta entre Ministério da Economia e da Cidadania, que mais concentram esforços no auxílio emergencial.

A proposta de Dantas é que escapem da devolução somente aqueles que comprovarem terem sido alvo de fraudes ou que, ao contrário, têm direito a receber o recurso.

Segundo o relatório da área técnica, os valores pagos indevidamente podem chegar a R$ 1,3 bilhão caso não sejam interrompidos imediatamente.

Diante das graves irregularidades, assessores de Dantas dizem ainda que o ministro considera enviar os “casos mais escandalosos” ao MPF (Ministério Público Federal) para que os beneficiários sejam processados criminalmente.

Há, por exemplo, aposentados da Justiça Federal e do BC na lista do socorro do governo com aposentadorias de R$ 25 mil e R$ 50 mil por mês.

O relatório do TCU será enviado ao Congresso e à Casa Civil do Palácio do Planalto.

O monitoramento do auxílio emergencial é uma das medidas adotadas pelo TCU para verificar os gastos públicos durante a pandemia.

Segundo o TCU, conforme informações consolidadas de abril, foram pagos, somente no primeiro mês de vigência do socorro do governo, R$ 35,8 bilhões a 50,2 milhões de beneficiários. Em 2019, só com o Bolsa Família, foram gastos R$ 32,5 bilhões.

Em maio, em maio de 2020, foram pagos R$ 41 bilhões a 58,5 milhões de beneficiários, considerando pagamentos da primeira e segunda parcelas. Um desses relatórios de monitoramento já havia apontado que cerca de 8,1 milhões de pessoas poderiam ter recebido indevidamente o auxílio emergencial, por erro de inclusão. Outros 2,3 milhões poderiam ter tido o auxílio emergencial negado indevidamente, por erro de exclusão.

Além dos problemas com os pagamentos, o TCU também apontou “falta de diretriz” do governo nas despesas com saúde por causa, principalmente, da inexistência de coordenação das ações federais com a dos governadores.

Mega-Sena sorteia nesta quarta-feira prêmio de R$ 23 milhões

A Mega-Sena sorteia nesta quarta-feira (1º) prêmio de R$ 23 milhões.blank

As seis dezenas do concurso 2.275 serão sorteadas a partir das 20h (horário de Brasília), no Espaço Loterias Caixa, localizado no terminal Rodoviário Tietê, na cidade de São Paulo.

As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet.

O volante, com seis dezenas marcadas, custa R$ 4,50.

Jornal Cidade RC
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