Mudança na Lei Orgânica avança na Câmara de Rio Claro

A Câmara Municipal aprovou na noite dessa segunda-feira (10) projeto de emenda à Lei Orgânica, de autoria do vereador Rafael Andreeta (PTB), que visa conceder “autonomia” ao município durante períodos de epidemia/pandemia.

Segundo o teor, a mudança concede licença e autorização para abertura de estabelecimentos industriais, comerciais, prestadores de serviços e similares, inclusive definição de horários de funcionamento, sendo de competência exclusiva do município estas definições quando houver necessidade de escolha e adoção de medidas sanitárias.

Na avaliação do secretário de Negócios Jurídicos da Prefeitura de Rio Claro, no entanto, essa alteração não garante que, de fato, o município terá a esperada ‘autonomia’ para que ocorra maior flexibilização, conforme esperam os vereadores.

“O Supremo Tribunal Federal (STF) já se manifestou no sentido de que União e Estados têm competência concorrente, ou seja, eles podem editar medidas e políticas públicas para enfrentamento da pandemia seja para flexibilizar ou restringir. Os municípios, no entanto, têm competência suplementar. Isto é, apenas para restringir ainda mais. Entendo, com todo respeito, que uma mudança na Lei Orgânica não traria efeitos no sentido de dar autonomia ao município por conta desse entendimento”, argumenta à reportagem.

A mudança na Lei Orgânica de Rio Claro, agora, precisa de uma segunda votação e aprovação do Poder Legislativo. O novo turno da discussão deve ocorrer na próxima sessão ordinária, na segunda-feira (17).

Inconstitucional

Recentemente, o Ministério Público de Limeira alertou o Poder Legislativo daquele município sobre a inconstitucionalidade de um projeto para esta mesma finalidade que estava em tramitação. Anteriormente, em Piracicaba, promotores chegaram a mover uma ação direta de inconstitucionalidade contra uma proposta aprovada pela Câmara Municipal vizinha.

Dilema

Proposta será votada em segundo turno, mas Poder Executivo já adiantou que autonomia é para restringir, e não flexibilizar

Justiça autoriza saída de Michel Temer do Brasil

Agência Brasil

A Justiça Federal autorizou a saída do país do ex-presidente da República Michel Temer. Ele foi nomeado pela Presidência da República para integrar uma missão humanitária ao Líbano, onde uma explosão, ocorrida na semana passada, deixou dezenas de mortos e feridos. O período da viagem será de 12 a 15 deste mês.blankblank

A informação foi confirmada por Eduardo Carnelós, advogado do ex-presidente. Filho de libaneses, Temer é réu em dois processos relacionados à Operação Descontaminação, por isso precisa de autorização judicial cada vez que tiver que sair do país.

A autorização foi concedida pelo juizo da 7ª Vara Federal do Rio de Janeiro.

Professores passam a contar com apoio emocional durante pandemia

Agência Brasil

A professora Mariana Gonçalves, que dá aulas de idiomas em uma escola particular de São Paulo (SP), conta que viveu meses turbulentos até se adaptar às aulas remotas, depois do início da quarentena em todo o país. Segundo ela, foi uma mudança brusca, praticamente da noite para o dia.  blankblank

“Os alunos da série até tinham e-booke-mail, mas toda a metologia e os materiais sempre foram muito pensados para a aula presencial. Por causa disso, minha demanda de trabalho aumentou muito até a gente entrar no ritmo de organização da aula, com formato, quantidade. A gente testou muita coisa”, relata. Mariana chegou a trabalhar em jornadas que começavam às 7h e terminavam perto das 22h, montando todo o cronograma do dia seguinte.

“A impressão que eu tinha até a pandemia era de trabalhar oito horar por dia, agora tenho a impressão que trabalho as 24 horas”, desabafa Lia Rodrigues Lessa, professora bilíngue de educação infantil em uma escola privada de Mossoró (RN). A sobrecarga de trabalho é apenas a face mais visível dos problemas e desafios que os professores do ensino básico no Brasil vêm enfrentando nesse período de crise, mas há outros que nem sempre são aparentes, entre eles o abalo psicológico. 

“A maioria dos professores não tinha uma experiência anterior de ensino remoto. Com isso, ficaram muito inseguros, porque além do desafio técnico, tinha a pressão. Junto com o aluno, estavam também os pais e responsáveis acompanhando”, avalia a pedagoga Virgínia Garcia, diretora de produto da International School, uma empresa que atua com programas bilíngues em mais de 340 escolas por todo o país.

“O bom professor tem essa questão de querer que o aluno aprenda, e isso não estava funcionando no começo, às vezes os alunos não apareciam na aula virtual, existem alunos excelentes em sala de aula, mas que na aula a distância não rendem tanto. Tudo isso deixa a gente muito angustiada”, afirma Mariana Gonçalves.  

Uma pesquisa do Instituto Península, realizada com 7.734 mil professores e professoras de todo o Brasil, entre os dias 13 de abril e 14 de maio deste ano, mostrou que 83% ainda se sentem pouco ou nada preparados para o ensino remoto, e 50% indicaram que estão preocupados com a saúde mental. E não são apenas os desafios pedagógicos que abalam a categoria. Os efeitos colaterais da pandemia também mexem com a parte psicológica. “Muitos pais tiveram o orçamento fragilizado, houve muitos cancelamentos de matrícula, daí a gente vai dormir e acorda com essa incerteza sobre até quando a escola vai conseguir segurar o nosso emprego”, diz Lia Lessa.

De olho no agravamento desse cenário, a International School passou a oferecer apoio emocional especializado para cerca de 1,6 mil professores e coordenadores das escolas parceiras do seu programa bilíngue, por meio da plataforma Zenklub. O benefício é mensal e dá direito a duas consultas online gratuitas, durante três meses, que começaram no dia 6 de agosto. 

“Criamos essa parceria com o Zenklub para que os professores possam ter esse apoio emocional, seja por meio de sessões com psicólogos, seja por meio de meditação ou yoga. Eles vão escolher o meio pelo qual querem ter esse apoio. A ansiedade causa impacto na motivação, e sem motivação o processo de ensino e aprendizagem não se sustenta. Tem que ser uma motivação sustentada”, afirma Virgínia Garcia.

“Muitos professores não podem contar com esse suporte emocional e agora terão essa oportunidade. Isso é importante”, afirma a professora Lia Lessa, de Mossoró (RN), que diz já ter lidado com depressão e saber a importância do apoio terapêutico.

Na pesquisa do Instituto Península com docentes, cerca de 55% deles declararam que gostariam de suporte emocional e psicológico neste momento. Por causa disso, o instituto, organização social que atua com educação, também fechou parceria com 24 estados para oferecer apoio emocional aos professores da rede pública durante o ensino remoto na pandemia. A parceria é feita por meio do Conselho Nacional dos Secretários de Educação (Consed) e promete disponibilizar, com a plataforma Vivescer , cursos certificados e gratuitos que ajudam professores e professoras a desenvolverem técnicas de equilíbrio da mente, do corpo e das emoções. Além disso, há uma comunidade de suporte na qual os docentes podem trocar experiências e materiais.

Retorno incerto

Por enquanto, o “novo normal” na educação é o ensino remoto. O Mapa de Retorno das Atividades Educacionais presenciais no Brasil, elaborado diariamente pela Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep), mostra que, até essa segunda-feira (10), havia no país apenas dois estados (Maranhão e Amazonas) com a reabertura das escolas autorizada. Mesmo assim, no caso do Maranhão, apenas a rede particular voltou. No caso da rede pública, cujo retorno presencial seria a partir do dia 10 de agosto, o governador Flávio Dino decidiu suspender a volta das aulas presenciais, após uma pesquisa com estudantes e responsáveis revelar que 58% das famílias e quase 43% dos alunos não consideram viável o retorno às aulas na data estipulada.

A maioria dos estados, 17 no total, segue sem data de retorno prevista, e mais oito unidades da Federação apresentaram proposta de data de reabertura parcial das escolas. “Para ser seguro, teria que ter vacina, esse seria o melhor cenário, mas não vai acontecer agora. Mesmo com protocolos, há contato, a gente tem medo desse contato em um possível retorno, e fazer a infecção progredir”, afirma Mariana Gonçalves. Com tanto tempo em outro modelo de ensino, algumas mudanças vieram para ficar. É o que diz Virgínia Garcia, da International School.   

“Essa crise trouxe também uma oportunidade, que é a da educação 4.0 finalmente sair do papel e funcionar. Não acredito que vamos voltar ao modelo antigo de forma confortável. Eu acredito que o próximo passo na educação é desenvolver esse modelo híbrido para atender a diferentes formas de aprendizagem”, comenta.

“A questão das famílias descobrirem novas formas de comunicação com a escola foi importante. No futuro, espero que a gente faça as reuniões de pais e filhos remotas, com maior participação”, afirma Lia Lessa. 

Anvisa autoriza mudança de protocolo e vacina de Oxford terá segunda dose para voluntários

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) –

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizou uma mudança no protocolo de pesquisa da vacina de Oxford contra a Covid-19 nesta segunda-feira (10). Os voluntários que participam do estudo irão tomar uma segunda dose da vacina.
Além dessa mudança, a agência autorizou a ampliação da faixa etária para a realização dos testes. Com isso, voluntários com idade de 18 a 69 anos poderão participar da pesquisa.
A faixa etária inicialmente aprovada era dos 18 a 55 anos. A dose de reforço, segundo a Anvisa, será dada aos voluntários que já haviam sido vacinados e também aos que ainda vão entrar para o estudo.
A inclusão da segunda dose na pesquisa foi motivada pela publicação de alguns resultados que mostraram que a dose de reforço aumenta a chance de imunização. O intervalo para a segunda dose dos participantes deve ser de quatro semanas.
Para os voluntários que já passaram pelo estudo, a segundo dose deve ser aplicada no prazo de quatro a seis semanas. Neste caso, a variação do prazo se deve à necessidade de entrar em contato com os voluntários e mobilizá-los novamente para a aplicação da dose de reforço.
A Anvisa autorizou a mudança da pesquisa com base nos dados de segurança apresentados até o momento. A expectativa é que a segunda dose acrescente informação aos estudos e sobre a forma pela qual essa vacina poderá ser usada no futuro.
Caso se comprove a eficácia da vacina, o governo federal já tem garantidas 100 milhões de doses para o Brasil.
A Fiocruz e a AstraZeneca assinaram no dia 31 de julho o documento que dará base para o acordo entre os laboratórios para a transferência de tecnologia e produção das doses da vacina contra a Covid-19.
O governo federal assumiu parte dos riscos tecnológicos do desenvolvimento da vacina. Em uma segunda fase, caso a vacina se mostre eficaz e segura, será ampliada a compra.
A previsão para início da produção da vacina no Brasil é a partir de dezembro deste ano. Ela será distribuída pelo PNI (Programa Nacional de Imunização), que atende o SUS (Sistema Único de Saúde).
O governo assinou na quinta-feira (6) uma medida provisória, com valor de quase R$ 2 bilhões, para custear a vacina no Brasil.

Mundo ultrapassa 20 milhões de casos oficiais de Covid-19

(FOLHAPRESS) –

Mais de 20 milhões de casos do novo coronavírus foram registrados oficialmente no mundo, mais da metade deles nas Américas, segundo levantamento da Universidade Johns Hopkins (EUA) com dados até esta segunda-feira (10).
Um total de 20.001.019 de pessoas tiveram a doença, das quais 733.897 morreram.
Mais de quatro em cada 10 casos estão localizados em Estados Unidos e Brasil, países mais afetados pela pandemia, com 5.085.821 e 3.057.470 casos, respectivamente (163.370 e 101.752 mortos).
O Brasil tem pelo menos 15% dos casos confirmados da doença. O número pode ser maior, já que há subnotificação.
Atrás de EUA e Brasil, Índia e Rússia têm mais casos da Covid-19, com 2.215.074 e 890.799 infectados respectivamente. Mas o terceiro e quarto lugar no ranking de mortes é ocupado pelo México e o Reino Unido, com 52.298 e 46.611 óbitos.
De acordo com dados da universidade dos EUA, o ritmo da pandemia parece estabilizar-se no mundo, em patamares altos. Desde meados de julho, um milhão de novos casos são detectados a cada quatro dias, aproximadamente.
A OMS (Organização Mundial da Saúde) declarou que o coronavírus era uma pandemia no dia 11 de março, quando havia 118 mil casos e 4.291 mortes em todo mundo. A marca de 10 milhões de contaminações foi superada em 28 de junho. O número de casos registrados duplicou desde então, em apenas um mês e meio.
A América Latina e o Caribe, regiões do mundo mais afetadas em número total de casos (5,6 milhões de casos) e de óbitos (221 mil), continuam registrando um avanço rápido da pandemia, com 576.583 novas infecções declaradas nos últimos sete dias.
A Índia é o país do mundo com mais novos casos registrados na última semana (402 mil), à frente dos Estados Unidos (376 mil), que no domingo superou a marca de 5 milhões de contágios oficialmente contabilizados, e do Brasil (301 mil).
O número global de infecções reflete uma parte do verdadeiro tamanho da pandemia, já que muitos países recorrem a testes de detecção somente para rastrear surtos ou não possuem recursos suficientes para a realização de grandes campanhas de detecção de casos.

Homem morre após ser atropelado no São Miguel

Um homem de 42 anos de idade morreu após ser atropelado na noite desta segunda-feira (10) na Avenida Ulysses Guimarães, o chamado Anel Viário, na região do bairro São Miguel.

De acordo com familiares, Antônio Carlos Cardoso estava em frente a sua própria residência quando foi vítima de um atropelamento. A Polícia Militar atende a ocorrência neste momento e ainda não sabe quem foi o autor do acidente.

Segundo informações de testemunhas, o motorista de um caminhão que passou pelo trecho pode estar envolvido. Os condutores de outros dois veículos que trafegavam pelo local e pararam para prestar socorro.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e o Resgate do Corpo de Bombeiros foram acionados e o óbito foi constatado. Antônio trabalhou em uma borracharia mas estava desempregado. Ele era natural de Ubiratã, no Paraná, mas cresceu em Rio Claro. Deixa quatro irmãos e a mãe.

VÍDEO: Sucuri é flagrada em alambrado de represa de Cordeirópolis

O vídeo chama a atenção. Uma sucuri foi flagrada se equilibrando em um alambrado na represa, em Cordeirópolis. As imagens foram feitas por Sonia Aparecida Caleffi Poli e cedidas ao Jornal Cidade. De acordo com informações da leitora, o Pelotão Ambiental esteve no local e auxiliou o réptil a descer e a voltar para a represa.

Não é a primeira vez que uma cobra é flagrada fora da represa por moradores da região, recentemente um outro registro foi feito e também publicado pelo JC, confira clicando aqui!

Rio Claro chega a quase 3.200 casos de Covid-19

O município de Rio Claro soma 15 novos casos de coronavírus, conforme boletim divulgado na segunda-feira (10) pela Secretaria Municipal de Saúde. Ao todo são 3.198 confirmações da Covid-19. Dos novos casos, dois pacientes estão hospitalizados e os demais em isolamento domiciliar.

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Setenta e cinco pessoas estão internadas por conta da doença, o que inclui casos suspeitos, sendo 35 em leitos públicos e 40 em hospitais particulares. Deste total, 27 pacientes estão em UTI, com 17 pessoas sendo atendidas na rede pública e dez na rede privada.

O município tem 92 óbitos por Covid confirmados e três em investigação. Até o momento, em Rio Claro, 2.449 pessoas se recuperaram da doença.

Vendas “online” cresceram 145% durante a pandemia, informa Acirc

Em entrevista à rádio Jovem Pan News de Rio Claro, o gerente da Associação Comercial e Industrial de Rio Claro – Acirc, Clóvis Delboni, fala sobre a continuidade das vendas pela internet mesmo com a reabertura do comércio. A associação lança um site aberto a todos os empresários para que comercializem seus produtos e serviços.

Jornal Cidade RC
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